Seminário - Acampa Sampa / Ocupa Sampa

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Apresentação comparativa do artigo Cibercultura, apropriação do espaço público e os usos da cultura digital: o caso do Ocupa Sampa, os Indignados de São Paulo (OLIVEIRA, R. C. A. Cibercultura, apropriação do espaço público e os usos da cultura digital: o caso do Ocupa Sampa, os Indignados de São Paulo. ANPOCS 2014.) em perspectiva comparada com o movimento Occupy (Wall Street) e fala de Manuel Castells.

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Seminário - Acampa Sampa / Ocupa Sampa

  1. 1. SEMINÁRIO Sociedade Civil ALUNO: Rene Jose Rodrigues Fernandes DISCIPLINA: Tecnologia da Informação e Desenvolvimento
 
 PROFESSORES: Marlei Pozzebon e Eduardo Diniz
 SEMESTRE/ANO: 1º/2015 1
  2. 2. Processo de Pesquisa ● Ferramentas de busca e resultados: ● Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD); ● Banco de Teses (Capes) ● Repositório FGV ● Google Acadêmico ● Anais da ANPOCS - GT Ciberpolítica, ciberativismo e cibercultura ● Maior parte dos resultados no trata de participação popular com o uso da tecnologia da informação. Estudos extensivos sobre a Rede Nossa São Paulo, por exemplo. 2
  3. 3. Artigo Selecionado Cibercultura, apropriação do espaço público e os usos da cultura digital: o caso do Ocupa Sampa, os Indignados de São Paulo • Autora: Rita de Cássia Alves Oliveira - PUC-SP • Uma etnografia que visa analisar as relações online e offline do movimento Acampa Sampa / Ocupa Sampa, no qual aproximadamente 600 jovens estiveram acampados primeiro no Vale do Anhangabaú e depois na Praça do Ciclista, em São Paulo. • Foram usadas experiências vividas, entrevista e análise de páginas do Facebook 3
  4. 4. Antecedentes do Ocupa ● Chamamento global, via Facebook e Twitter, a partir dos movimentos de Wall Street e da Espanha. ● Formação de agenda nacional: não obstante o crescimento econômico e social que vivia o Brasil no final dos anos 2000, havia uma indignação com a prestação de alguns serviços públicos, corrupção, com a violência policial, violencia à mulher, com a forma de ocupação da cidade, gentrificadora, moradia, legalização da maconha, etc. ● Movimentos precursores: ● O Movimento Passe Livre ● A Marchas da Maconha ● A Marcha das Vadias 4
  5. 5. 5
  6. 6. Uso da TI no "Chamamento" ● Os computadores, dispositivos móveis de comunicação e as redes sociais online compõem o centro da sociabilidade dos jovens: “a tecnologia passou a pautar a vida juvenil com forte ênfase na sociabilidade, mas ampliou-se também o uso político da tecnologia: o emergente ciberativismo passou a organizar algumas ações juvenis, como por exemplo, as discussões sobre o uso do espaço urbano e as atividades colaborativas em prol de softwares abertos, internet livre e compartilhamento de arquivos gratuitos. A visibilidade das culturas juvenis das periferias das grandes cidades foi ampliada, reconfigurando o espaço social por meio da produção cultural desses jovens”. (Borelli, Lara, Oliveira, Rangel & Rocha, 2010: 312) 6
  7. 7. Uso da TI no "Chamamento" ● Jovens como agentes e sujeitos que atuam de forma a moldar estruturas sociais. São simultaneamente consumidores/receptores e produtores/emissores de idéias, sentidos, estéticas, formas e conteúdos. ● A redes sociais digitais são, atualmente, expressões das redes sociais offline e, mais que isso, expressão de sua complexificação (Recuero, 2009). ● Desta forma, os anseios por ocupação do espaço público, de ressignificação da democracia, etc. passam a tomar o palco digital. 7
  8. 8. 8 Anhangabaú Londres Pça do Ciclista Pça do Ciclista
  9. 9. Uso da TI no Anhangabaú ● Geradores de energia; Computadores; Internet 3G; Câmeras fotográficas e de vídeo; Microfones e megafones; etc. ● Transmissão de eventos educativos e festivos, de assembleias abertas, de oficinas de arte e aulas públicas, a maioria exibidas online e ao vivo. ● Proteção dos participantes em relação à Polícia e GCM. ● Comunicação com outros movimentos. ● Publicação nas redes sociais e pedidos de comida e outras necessidades. ● Facebook "versus" RiseUp 9
  10. 10. Uso da TI como limitadora ● Em 2011 a cidade não tinha rede pública de internet, então precisaram montar um infra-estrutura própria. ● As “redes sociais” não se comunicavam com muitos estratos da população. Ideias de incluir classes como trabalhadores ambulantes urbanos, pessoas da periferia, etc. se perderam pela falta de inclusão digital, na análise dos entrevistados. ● “It’s notable that even in the period preceding the Occupy events, nearly 30% of these individuals’ targeted retweeting activity and almost a quarter of their mentioning were originated from or were directed to other Occupy users, suggesting that the movement elicited engagement from an already tightly interconnected community of users, rather than uniting disparate social groups behind a common cause (CONOVER et al, 2013)”. 10
  11. 11. Conclusões do artigo ● Esses mesmos jovens protagonizaram o início das gigantescas manifestações que tomaram conta do Brasil em junho; as Jornadas de Junho, como ficou conhecido movimento contrário ao aumento do transporte público, posteriormente diversificou-se em outras pautas e contou com manifestações multitudinárias em todo país; ● O Ocupa Sampa pode ser considerado, assim, uma espécie de laboratório de novas práticas sociais e políticas e uso intenso das mídias digitais possibilitou a ampliação da participação e a inclusão de novos sujeitos no debate político. 11
  12. 12. Manuel Castells (Folha) ● A internet é um instrumento de comunicação livre, portanto causa curto circuito às instituições e ao poder do dinheiro. ● O movimento Occupy não mudou isso (as regras de poder), mas fez com que mudasse a consciência dos EUA sobre a desigualdade social, que o americano médio não sabia que era tão importante. ● O Occupy é responsável por conscientizar os norte- americanos sobre a desigualdade social e desconstruir a ideia do "sonho americano", de que você pode chegar onde quiser se for empreendedor e trabalhar. 12
  13. 13. Castells x Artigo “Occupy…” ● “Along these lines, however, Occupy users remain barely changed, exhibiting a slight increase in attention paid to domestic politics and a slight decrease in attention paid to foreign social movements (CONOVER et al, 2013)”. ● “These findings should not be taken to suggest that the Occupy movement itself has failed, as an argument can be made that the movement played a role in increasing the prominence of social and economic inequality in the public discourse (CONOVER et al, 2013)”. 13
  14. 14. Referências ● Simpatia do brasileiro é um mito, diz sociólogo Manuel Castells [http://www1.folha.uol.com.br/poder/ 2015/05/1630173-internet-so-evidencia-violencia-social- brasileira-afirma-sociologo-espanhol.shtml? cmpid=comptw] ● OLIVEIRA, R. C. A. Cibercultura, apropriação do espaço público e os usos da cultura digital: o caso do Ocupa Sampa, os Indignados de São Paulo. ANPOCS 2014. ● CONOVER, M. D., FERRARA, E., MENCZER, F., FLAMMINI, A. The Digital Evolution of Occupy Wall Street. PLoS ONE 8(5): e64679. doi:10.1371/ journal.pone.0064679. 2013 14

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