Inovação e Tendências em Mídias Digitais - 11/11/15

312 visualizações

Publicada em

Aula da disciplina Inovação e Tendências em Mídias Digitais, do curso de Gestão da Comunicação em Mídias Digitais, do Senac Lapa Scipião, em 11 de novembro de 2015.

Publicada em: Tecnologia
0 comentários
5 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
312
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Inovação e Tendências em Mídias Digitais - 11/11/15

  1. 1. Inovação e tendências em mídias digitais 11 de novembro de 2015
  2. 2. James Clerk Maxwell (1831-1879) Renato Cruz – Senac2  Físico escocês  Publicou em 1873 seu Tratado sobre Eletricidade e Magnetismo  Demonstrou que a luz era uma onda eletromagnética e que as ondas eletromagnéticas eram passíveis de reflexão, refração e outros fenômenos observados nas ondas de luz  Desenvolveu um conjunto de equações que demonstram que o magnetismo, a eletricidade e a luz são manifestações do mesmo fenômeno
  3. 3. Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894) Renato Cruz – Senac3  Físico alemão  Provou a existência das ondas de rádio, que já haviam sido previstas teoricamente por Maxwell  Criou o primeiro transmissor e o primeiro receptor de ondas de rádio  Demonstrou que as ondas de rádio viajam na velocidade da luz, como Maxwell havia previsto  Não vislumbrou a aplicação prática de sua descoberta
  4. 4. Guglielmo Marconi (1874-1937) Renato Cruz – Senac4  Em 1894, lê um artigo sobre os experimentos de Hertz, e percebe que as descobertas poderiam ser usadas para transmitir sinais  No ano seguinte, faz um transmissão via rádio a uma distância de 2,5 km  Consegue na Inglaterra a primeira patente de telegrafia sem fio  Em 1901, realiza a primeira transmissão transatlântica de rádio, entre Poldhu (Inglaterra) e Saint John (Canadá)  Ganha o Nobel de Física em 1909
  5. 5. Padre Roberto Landell de Moura (1861-1928) Renato Cruz – Senac5  Estudou por alguns anos na Escola Politécnica do Rio de Janeiro  Em 1893, transmitiu sinais e sons musicais entre a Avenida Paulista e o alto de Santana, com um sistema de telegrafia sem fio  Foi chamado de louco, bruxo e diabólico  Em 1901, viajou para os EUA, onde depositou três patentes de um “transmissor de ondas”, tipo especial de telégrafo sem fio
  6. 6. John Logie Baird (1888-1946) Renato Cruz – Senac6  O engenheiro escocês foi o primeiro a transmitir imagens em movimento pela TV, em 1926  A imagem era formada por 30 linhas verticais, a 12,5 quadros por segundo  Dois anos depois, fez a primeira transmissão em cores  Em 1929, a BBC permite que Baird inicie transmissões públicas de TV
  7. 7. Philo Taylor Farnsworth (1906-1971) Renato Cruz – Senac7  Criou o primeiro sistema totalmente eletrônico de televisão  Começou a trabalhar nele antes de completar 15 anos, e fez a primeira demonstração aos 21 anos  Frequentou a Universidade Brigham Young, como aluno especial, quando ainda estava no colégio
  8. 8. O início da radiodifusão Renato Cruz – Senac8  A primeira emissora comercial de rádio foi a KDKA, de Pittsburgh, nos Estados Unidos, criada em 1920  A BBC começa a transmitir regularmente sinais de TV em 1934, mas o serviço é interrompido entre 1939 e 1946, durante a 2ª Guerra  Em 1941, a RCA torna-se a primeira emissora comercial de TV nos EUA  No Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, primeira emissora do País, é criada pelo médico Edgard Roquette-Pinto (1884-1954), em abril de 1923
  9. 9. A trajetória da TV no Brasil Renato Cruz – Senac9  Fase da instalação (1950-1964) – compreende o período de chegada da televisão no Brasil, dominado por empresas vindas do rádio, como a Tupi e a Record, onde as emissoras eram regionais e não havia redes.  Fase da expansão (1965-1984) – tem como marco a criação de TV Globo e da Embratel. As emissoras começam a ser organizadas em rede, aproveitando a infra- estrutura nacional de televisão instalada pelo governo militar. A televisão passa a se tornar uma ferramenta importante de poder e de integração nacional.  Fase da consolidação (1985-2002) – com o fim da ditadura, a televisão se consolida como um poder em si, nacionalmente, e passa a ocupar um espaço central para o poder político regional. O período marca o auge da hegemonia criada durante a fase anterior e também o início de seu declínio.  Fase da convergência (2003- ) – pela primeira vez, o poder da televisão encontra- se em xeque, pelo poder econômico das empresas de telecomunicações e pelos efeitos da convergência de meios.
  10. 10. Fase da instalação (1950-1964) Renato Cruz – Senac10  Em 18 de setembro de 1950, chega ao Brasil “o mais subversivo de todos os veículos de comunicação do século”  Assis Chateaubriand importa 30 toneladas de equipamentos da americana RCA Victor, por US$ 5 milhões  A um mês do lançamento, são trazidos de avião, como contrabando, de 200 televisores  No dia da inauguração, uma das três câmeras pifa, mas ninguém percebe  Os Diários Associados chegaram a ter mais de 100 empresas, incluindo 33 jornais, 28 revistas, 25 emissoras de rádio, 22 emissoras de televisão, três gráficas, duas agências de notícias, duas gravadoras de disco e uma agência de publicidade
  11. 11. Fase da expansão (1965-1984) Renato Cruz – Senac11  A TV Globo entra no ar em 26 de abril de 1965, no Rio de Janeiro.  Em 16 de setembro, nasce a Embratel, como detentora das concessões de comunicação de longa distância nacional e internacional.  José Bonifácio chega à Globo em março de 1967, com o objetivo de transformá-la numa rede nacional.  Em 1969, começa a contratar os serviços da Embratel, para conectar suas emissoras.  No mesmo ano, a Embratel inaugura a sua Estação Terrena de Comunicação Via Satélite, em Itaborá (RJ), e o Tronco Sul da sua rede terrestre de microondas.  Em setembro de 1969, a Globo lança o Jornal Nacional.  A TV em cores chega ao Brasil em 10 de fevereiro de 1972, com a transmissão da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS).
  12. 12. Fase da consolidação (1985-2002) Renato Cruz – Senac12  Tancredo Neves submeteu o nome de cada um de seus ministros a Roberto Marinho: “Eu brigo com o Papa, eu brigo com a Igreja Católica, eu brigo com o PMDB, com todo mundo, eu só não brigo com o doutor Roberto”.  O nome de Maílson da Nóbrega para o Ministério da Fazenda, segundo alguns relatos, foi escolhido por Roberto Marinho.  Durante a Constituinte, foram distribuídas 82 concessões de TV, sendo 43 no ano da votação da emenda dos cinco anos para Sarney, 30 delas para parlamentares de partidos aliados do governo.  O ministro Antônio Carlos Magalhães recebeu sete concessões de TV e o presidente José Sarney (1985-1990) três.  Em 1989, a Globo exibe um resumo favorável a Fernando Collor de Mello do debate com Luiz Inácio Lula da Silva, no Jornal Nacional. O ex- presidente é dono da retransmissora da Globo em Alagoas.
  13. 13. Nas residências brasileiras (em %) Renato Cruz – Senac13 38.5 42.4 48.9 75.7 92.5 97.2 Telefone fixo Internet PC Rádio Celular TV Fonte: IBGE
  14. 14. Um pouco de história da TV digital Renato Cruz – Senac14  1994 – As emissoras brasileiras começam a estudar a tecnologia.  1998 – AAnatel, recém-criada, passa a conduzir o processo.  2000 – O Mackenzie compara os três padrões internacionais.  2001 – AAnatel faz uma consulta pública sobre os testes.  2003 – O governo propõe a criação de um sistema local.  2005 – Os consórcios brasileiros terminam seus relatórios.  2006 – O governo assina um acordo com os japoneses.  2007 – A TV digital estreia em São Paulo.
  15. 15. ISDB no mundo Renato Cruz – Senac15  Na América Latina: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.  Na Ásia: Japão, Filipinas e Ilhas Maldivas.  Na África: Botsuana.
  16. 16. A TV digital Renato Cruz – Senac16  Alta definição – A qualidade da imagem é superior à do DVD.  Multiprogramação – Vários programas podem ser transmitidos ao mesmo tempo, num só canal.  Interatividade – A TV passa a oferecer serviços parecidos com os da internet.  Mobilidade – Os aparelhos celulares podem receber o sinal da TV aberta.
  17. 17. Alta definição Renato Cruz – Senac17
  18. 18. Ultra-alta definição Renato Cruz – Senac18  TV – 3.840 × 2.160 pixels  Cinema – 4.096 x 2.160 pixels
  19. 19. Meios quentes e frios Renato Cruz – Senac19 “Um meio quente é aquele que prolonga um único de nossos sentidos e em alta definição. Alta definição se refere a um estado de alta saturação de dados. (...) Um meio quente envolve menos participação do que um frio: uma conferência envolve menos do que um seminário, e um livro menos que um diálogo.” - Marshall McLuhan (1964)
  20. 20. O aquecimento da televisão Renato Cruz – Senac20 “Tecnicamente, a TV tende a ser um meio de primeiros-planos. No cinema, o close-up dá ênfase; na TV, é coisa normal. Uma foto brilhante do tamanho do vídeo pode mostrar uma dúzia de caras com muitos pormenores, mas uma dúzia de caras no vídeo forma apenas uma mancha.” - Marshall McLuhan (1964)
  21. 21. Multiprogramação e mobilidade Renato Cruz – Senac21
  22. 22. O problema da interatividade Renato Cruz – Senac22 “Não existe outro lado. Isto é televisão, e não telefone. A diferença é grande” - Willy Wonka
  23. 23. Teles vs. TVs Renato Cruz – Senac23 Fonte: Accenture/Guerreiro Teleconsult
  24. 24. Os níveis de interatividade Renato Cruz – Senac24  Nível 1 – O espectador navega nos dados armazenados no terminal, sem canal de retorno.  Nível 2 – O espectador usa um canal de retorno, mas não necessariamente em tempo real.  Nível 3 – O espectador envia e recebe mensagens em tempo real, pelo canal de retorno.
  25. 25. Carrossel de dados Renato Cruz – Senac25 Fonte: UFPB
  26. 26. Os desafios da radiodifusão Renato Cruz – Senac26  TV conectada;  Gravador digital de vídeo;  Vídeo via internet (YouTube/Netflix/Popcorn Time);  IPTV (TV via banda larga);  TV paga móvel.

×