Jornal EM FOCO.Jun09

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Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades (Limeira/SP). Edição de Junho/2009.

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Jornal EM FOCO.Jun09

  1. 1. Ano 9 Edição 55 Jun/2009 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades Liberdade, agora e sempre Entrevista Longe de casa Nelson Homem de Mello discute Sem o aconchego dos pais, jovens a questão de cultivar valores aprendem a assumir responsabilidades Página 8 Página 9
  2. 2. 2 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 EDITORIAL Liberdade, liberdade... Este trecho do samba enredo da Im- ...abre as asas sobre nós, e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz peratriz Leopoldinense, que marcou época no carnaval carioca de 1989, pode servir como criando-se uma aura positiva e eufórica em seus felicidade, prazer e bem-estar. Mas existe o inspiração para este editorial. Afinal, de que cidadãos. Utopia ou não, este é o espírito coleti- lado negativo também. A “pseudoindepen- adianta uma sociedade livre, “sem fronteiras”, vo da liberdade, que supera as inúmeras diferen- dência” que as drogas imprimem às pessoas globalizada, tecnológica e democrática sem ças, aproximando e unindo a humanidade. transforma a essência daquele estado de espí- um sentimento de fraternidade e igualdade Desde a sensação de liberdade mais rito puro e genuíno que vem à cabeça quan- entre seus irmãos? É claro que este sentimen- intensa e radical proporcionada pela prática de do se pensa em liberdade em algo maléfico, to se torna mais perceptível numa coletivida- um esporte como o wheeling, por exemplo, até consumindo e deteriorando a vida, a própria de em que as leis funcionem perfeitamente, a mais simples, como morar sozinho, longe do liberdade. Que contradição! permitindo às pessoas a conscientização de conforto da casa dos pais, sempre despertou Nesta edição do “Em Foco”, são seus direitos e deveres perante o Estado e, nas pessoas - mais especificamente nos jovens - apresentados conceitos de liberdade em suas consequentemente, fomentando respeito em uma profunda atração e uma sensação de “que- múltiplas formas e manifestações, mas sem relação ao próximo. ro mais!”, transformando-os em vítimas. deixar de lado a essência desse sentimento Certamente, esta seria a definição fi- “Vítimas da liberdade?”, pode-se per- que sempre motivou o homem a ir além: a losófica de um mundo perfeito, em que todos guntar. Sim! A liberdade pode viciar (no bom autonomia para fazer o que se quer, com res- estes fatores, combinados entre si, resultam no sentido) e transformar a vida numa busca in- ponsabilidade, sabendo que seus atos interfe- progresso - econômico e social - da sociedade, cessante por essa impressão que causa tanta rem na liberdade do outro. Alunos de Publicidade e Jornalismo participam do Expocom Evento ocorrido no Rio serviu para troca de experiências e conhecimentos Liandra Santarosa Divulgação res, que acompanhou a turma, a troca de ex- periências acadêmicas e profissionais que são Alunos de Comunicação Social do Isca proporcionadas por esse evento são de gran- Faculdades participaram do Expocom, seminá- de importância, pois possibilitam aos alunos rio que reúne projetos de todas as escolas de compararem seus níveis de conhecimento em Comunicação do país. O evento ocorreu nos relação ao que se está produzindo em outros dias 7, 8 e 9 de maio no campus da Universida- centros universitários. “Esses momentos de de Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles de- reflexão facilitam a compreensão dos diversos fenderam trabalhos acadêmicos desenvolvidos estilos criativos presentes nas escolas de co- em 2008. O tema central do seminário foi “Co- municação brasileiras”, fala. municação, Educação e Cultura na era digital”. Para o estudante do 5º semestre de Pu- Para a jornalista e ex-aluna Ana Maria blicidade, Everton Ramos Rodrigues, o evento Bocacina, que fez uma revista digital cultural ofereceu grande aprendizado. “É uma experi- com as colegas Gisele de Oliveira e Joice Lo- ência única, pois você conhece muitas pessoas, pes, ter o trabalho classificado para o congres- tem a oportunidade de ver trabalhos de alunos so foi uma experiência importante, pois é um de outras faculdades e universidades e também reconhecimento da dedicação e da superação desmitificam-se muitas dúvidas”, diz. dos desafios enfrentados para realização de De acordo com o coordenador dos O Expocom é realizado pela Socieda- um projeto - no caso, um trabalho de conclu- cursos de Comunicação (Publicidade e Pro- de Brasileira de Estudos Interdisciplinares de são de curso. paganda e Jornalismo) do Isca, Antonio Pe- Comunicação (Intercom). Expediente Editor Responsável: Prof. Rodrigo Piscitelli (Mtb 29073) Projeto Gráfico: Prof. Victor Corte Real lamita T. Bela, Tamires R. Gonçalves, Thiago A. Machado, Tiago P. Praxedes, Tracy E. Caetano, Virgilio Gabriel N. Correa. Jornal-laboratório do Curso de Comunicação Social (Habilita- ção em Jornalismo) do Instituto Superior de Ciências Aplicadas Reportagem, edição e diagramação Tiragem: 2.000 exemplares (ISCA Faculdades), entidade mantida pela Associação Limei- Beatriz Buck, Callebe R. Bueno, Camilla P. Coelho, Daniel M. Impressão: Tribuna Piracicabana rense de Educação (ALIE). Pereira, Felipe A. M. Furlanetti, Fernanda D. Santa Cruz, Hen- rique M. Andrielli, Italo Ferreira, Ivan F. da Costa, Johelson S. Endereço: Rod. SP 147 (Limeira-Piracicaba) - Km 4 Ano 9 Edição 55 Jun/2009. Costa, Karina M. Rossi, Ketlyn F. Zabin, Liandra Santarosa, Lil- CEP 13.482-383 - CxP 98 - Limeira/SP ian D. Geraldini, Lucas C. Filho, Lucas N. Del Pietro, Luciana F. Telefone: 55 (19) 3404-4700 Diretora Geral: Rosely Berwerth Pereira Nagata, Luis Gustavo N. de Souza Ferro, Mariana A. dos Santos, E-mail: jornalismo@alie.br Coord. Curso de Jornalismo: Milena de Castro Silveira Neliane C. Simioni, Rebeca R. Barbosa, Roxane E. Regly, Su- Site: www.iscafaculdades.com.br
  3. 3. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 3 Pais e filhos Gerações diferentes, problemas semelhantes e igual busca por liberdade Daniel Marcolino para toda família”, aponta Solange, para quem o comportamento do jovem está intimamente ligado às orientações paternas. A estudante Amanda Gimenez, 17, no entanto, se diz consciente de seus compromis- sos e pretende ganhar autonomia por meio de méritos próprios. “Dependo totalmente dos meus pais. Para mim, liberdade está relacionada com conquistas. Quando eu puder me susten- tar sozinha, ganharei uma liberdade maior. Mas mesmo assim terei muitas obrigações comigo mesma”, reflete. A geração atual, segundo Solange, pa- dece da falta de adversidade e desafios. “Os pais protegem excessivamente os filhos, pri- vando-os das perdas e derrotas. Desta maneira, eles contribuem para a construção de um cará- Anderson Aparecido Darós diverte-se com seu filho Guilherme da Silva Darós ter frágil”, analisa. Daniel Marcolino nos livres quando nos deixavam sair sozinhos Liberdade, liberdade, ninguém explica e nin- Felipe Furlanetti para algum lugar. Hoje em dia, os filhos não guém entende. Mas entre pais e filhos, o que Lucas Navarro pedem para sair, comunicam a saída”, afirma. determina o nível de liberdade, respeito e amor A psicóloga Solange Dantas Ferrari é o diálogo. “Isso é fundamental para o estrei- “Liberdade, liberdade. Esta palavra afirma que liberdade é sinônimo de respon- tamento da relação”, comenta a psicóloga. “Eu que o sonho humano alimenta. Não há nin- sabilidade. “Os pais precisam criar seus filhos sei que preciso mudar. Falta mais conversa com guém que explique e ninguém que não enten- estabelecendo limites. Se não dissermos ‘não’ eles. Às vezes sou eu que não entendo os meus da”. Cecília Meireles, neste verso, rende-se à aos filhos, a vida irá dizer. Aí será muito pior pais”, confidencia Murilo. grandiosidade enigmática do tema liberdade. Daniel Marcolino Hoje, com todas as mudanças e evoluções tec- nológicas, a liberdade continua sendo objeto de desejo e busca pessoal. Afinal, o que é ser livre? Quem goza de liberdade: jovens ou adultos, pais ou filhos? Na concepção do estudante Murilo Mendes, 18 anos, liberdade é realizar o que se quer. “Penso que, fazendo tudo o que de- sejo, obtenho minha liberdade. Sinto-me livre quando faço aquilo de que gosto”, destaca. Em contrapartida, seu pai, o engenheiro agrônomo José Carlos Mendes, 47, diz que é fundamental acompanhar os filhos. “Sempre estou atento aos programas de meu filho. Liberdade não é fazer tudo o que se quer”, ressalta. O pai relata que em sua época a liber- dade era pré-estabelecida e muito regrada. As atividades eram restritas de acordo com a von- tade dos pais. “Havia tempo certo para brincar, tempo de estudar, tempo para tudo. Sentíamo- Mais do que brincar, Anderson busca participar da vida do filho
  4. 4. 4 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 Beatriz Buck Eu quero... Camila Paes Virgilio Corrêa A independência financeira é o desejo de Outra forma de entrar no mercado de trabalho é 69% dos jovens brasileiros. É o que aponta o Dossiê por meio do estágio. O estudante de Engenharia Luis Pau- MTV de 2008. Mas, enfim, o que é ser independente lo dos Santos, 20, começou assim. “Fazia o curso técnico economicamente? Para o coordenador do curso de no Cotil (Colégio Técnico de Limeira) e consegui estágio. Administração do Isca Faculdades, Marcelo Socor- Hoje, continuo na mesma empresa, só que efetivado. Pago a ro Zambom, é a capacidade de se sustentar e buscar faculdade e meu carro”, conta. uma qualidade de vida, ou seja, sentir-se financeira- A independência pode estar também em “se tornar” sua mente livre. própria empresa, ou seja, atuar como “freelancer”. É uma ten- O sucesso no mercado de trabalho está entre as dência do mercado muitos jovens trabalharem por conta, fa- três maiores preocupações da juventude atual. Segundo zendo projetos específicos para cada empresa. E para a pesquisa, a partir dos 12 anos, 70% já têm alguma ser um profissional deste campo, é preciso mais fonte de renda mensal; destes, 56% trabalham. do que vontade e uma ideia. Disciplina e Os dados confirmam a tendência mundial talento também são fundamentais. dos jovens buscarem a independência As áreas em que os “freelancers” - e fazendo o que gostam, pois sete a mais atuam são comunicação, ar- cada dez priorizam o bem-estar. tes, finanças e informática. E qual o caminho para atin- Para essa atividade, a di- gir esse objetivo? “Qualificação, vulgação do trabalho começa conhecimentos técnicos e acadê- no “boca a boca” e passa para micos são os meios para se con- a produção de portfólios que seguir a liberdade financeira.”, mostrem o que se fez. O diz Zambom. site www.carreirasolo.org. Rafael Pires Massari, br é dedicado aos empre- 18 anos, confirma a pesquisa. endedores de suas próprias “Sou totalmente independente carreiras e contêm dicas, em questão financeira. Se hoje referências, publicação de posso contar somente com meu portfólios e oportunidades dinheiro foi porque desde cedo de trabalho. tive consciência de que precisa- A recém-formada em va planejar meu futuro”, diz o Jornalismo Daíza Lacerda, jovem estudante de Adminis- 24, está trabalhando como tração e dono da MPA Eventos. “freelancer” na diagramação k Para ele, tornar-se em- de um livro para uma editora. Beatriz Buc preendedor é uma “aventura” Por ser seu primeiro trabalho que exige muita responsabilida- na área, não sabe nem quanto de. “Quando você entra no mer- cobrar. Para quem tiver essa e cado de trabalho, ainda mais como outras dúvidas, um lugar que dá empreendedor, tem que estar cien- suporte e capacitação é o Serviço te de alguns fatos positivos e nega- Brasileiro de Apoio às Micro e Peque- tivos. Você será seu próprio patrão e nas Empresas (Sebrae). A instituição se alguma coisa estiver dando errado, ajuda a viabilizar ideias e projetos (www. você será o responsável. Então, diante sebrae.com.br). Também há sites como o disso, precisa sempre estar ciente das deci- www.becocomsaida.wordpress.com para sões que toma, pois é o único que irá sentir facilitar as consultas sobre gerenciamento as consequências”, cita. empresarial. “Se você acredita nos seus sonhos, confia não só nele, mas principalmente em você, faça esse sonho virar realidade” diz Rafael
  5. 5. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 5 Narcóticos Anônimos salvando vidas Um homem que chegou ao fundo do poço e reconstruiu sua vida com ajuda do NA Mariana Antonella Mariana Antonella considera um homem de sorte. “Uma minoria Karina Rossi dos dependentes sai das drogas. No NA costu- mamos dizer que aqueles que conseguem sair é Trinta e quatro anos, treze deles per- um milagre”. didos com drogas e álcool. Seis internações Muitos dos amigos de Ygor morre- psiquiátricas, uma clínica e apenas uma solu- ram. Fazendo as contas, afirma que foram ção encontrada. O Narcóticos Anônimos. Seu mais de 30. As causas? Inúmeras. Overdose, primeiro “porre” foi aos 11 anos; com 13, a HIV, lesões causadas por brigas, assassinato, maconha entrou em sua vida. Até hoje ele se etc. Ygor ainda pensa em drogas, mas a von- lembra daquele dia. Influenciado por amigos e tade de ficar ‘limpo’ é mais forte que a de usar. com total liberdade para decidir, aceitou. Até Para ele, o NA foi a porta de saída do inferno. então, Ygor (nome fictício) não sabia que era “Hoje tenho uma vida produtiva. Como, dur- um adicto. Muitos de seus amigos não eram - mo e não corro risco de morte. Se hoje tenho portanto, não seguiram o mesmo rumo que ele. trabalho, profissão e família, tudo é consequ- Mas, afinal, o que é um adicto? De ência da minha recuperação. Eu me sinto pri- acordo com o livro do NA, é a pessoa que tem vilegiado”, afirma. a vida controlada pelas drogas. Ygor nem sa- Ele conta que aqueles amigos que lhe bia que isso existia. Com o tempo aprendeu. ofereceram drogas pela primeira vez se afasta- Durante um período, usou maconha, cocaína e ram. “Eu não era mais boa influência para nin- heroína, mas seu maior problema era o álcool. guém”. Curado, Ygor pôde enxergar que exis- “Eu me escondia atrás de uma imagem, pois te vida após as drogas. “Se você acha que tem tinha dificuldade em me relacionar. As drogas e problemas com drogas, cuidado. A adicção é o álcool trouxeram a ‘solução’ para problemas uma doença progressiva, incurável e fatal”, fala. como timidez”, comenta. Ele garante que é importante se dar uma opor- Questionado sobre suas internações, tunidade. Conhecer o NA é uma saída. “Não conta que foi obrigado pela família. “Muitas há melhor ajuda que a troca de experiências de vezes os pais não sabem como lidar com a situ- um adicto com outro”, revela. ação e acabam agindo de maneira errada”. Para ele, a cura só vem se a pessoa tiver o sincero desejo de parar. Foi exatamente isso que acon- Endereços do NA em Limeira: teceu com Ygor. Por meio de um conhecido - Grupo Humildade (Centro de Saúde) com quem já havia usado drogas, ele encon- Av. Ana Carolina de Barros Levy, 220Centro trou o NA. Sem muita vontade, foi levado para Reuniões: 2ª e 4ª às 20h uma reunião. “Simplesmente fui”. Depois do primeiro encontro, seguiu com seu vício, mas - Grupo Renascer em Liberdade após algum tempo percebeu que aquela vida Rua Alferes Franco, 1.241 - Centro não dava. “Aquele caminho só me levaria a três Reuniões: 2ª, 3ª, 6ª às 20h lugares: prisões, instituições e cemitério”, fala. * Reunião aberta toda última terça-feira do mês Após quatro meses frequentando o * Reunião de estudo dos Passos do livro “Isto NA, Ygor ‘ficou’ limpo. Sua vida seguia bem Resulta” todas as segundas-feiras do mês até que teve uma recaída. Uma latinha de cer- - Grupo Só Por Hoje veja preta o levou novamente ao vício. Voltou Rua Dr Humberto Ambruster, 190 - Boa Vista à estaca zero. Mais uma vez, seu padrinho do Reuniões: 4ª às 20h NA o levou para o grupo, e até hoje ele está curado. São cinco anos e oito meses sem qual- Linha de Ajuda: (19) 9145 6544 quer substância tóxica no organismo. Ele se
  6. 6. 6 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 Nas rodas da liberdade Manobras radicais sobre uma ou duas rodas transformam pilotos em acrobatas motorizados Henrique Andrielli Em duas horas de treino, os pilotos executam Luciana Nagata paradas bruscas na roda dianteira, andam longos tre- Néliane Simioni chos sobre a roda traseira, abandonam o comando para ficar em pé sobre o assento e fazem muitos rodopios. A Durante a semana, Valdemir Chiarelli, 36 anos, trabalha como restaurador de manobra mais difícil que executam é a “RL em 3”, que pinturas em Leme. Aos domingos, após o almoço, dá lugar para o Sapeca (seu apelido consiste em andar apoiado na roda dianteira, levando desde a infância). Arruma-se todo, veste os equipamentos de proteção – joelheira, outras duas pessoas (uma na frente e outra na garupa). caneleira, cotoveleira, bota e capacete – e com sua motocicleta sai em busca de adre- Terminada esta jornada, é hora de desmontar a nalina e liberdade. pista, guardar a tralha e se preparar para mais uma sema- No espaço ao lado da Secretaria de Educação e Cultura de Leme, encontra na de rotina. A nova dose de liberdade fica para o Marcos Meneghin, 34, mecânico de motos de Pirassununga e juntos dão início próximo domingo. a uma série de acrobacias sobre uma ou duas rodas. Estas manobras radicais fazem parte de um esporte conhecido como wheeling, praticado em várias cidades da região. Segundo o site da Associação Brasileira de Wheeling (www.abrawheeling.com.br), apesar do nome estrangeiro, o es- porte é brazuca. Na Europa, é conhecido como “freestyle” e em outros lugares é chamado de “stutin”. Trata-se na verdade de uma modalidade urbana de motociclismo. “A paixão de seus praticantes está na excitante combinação de borracha e asfalto, cheiro de gasolina, ronco dos motores e sabor de adrenalina”, descreve a Abrawheeling em sua página inicial. Apesar de ga- nhar cada vez mais adeptos, o esporte ainda não é regulamen- tado e não tem espaços oficiais para sua prática. “Eu ando de moto desde os 14 anos e há nove anos pratico o wheeling. Como em Pirassununga apenas eu e um amigo praticávamos este esporte, nos juntamos aos pilotos de MANOBRAS - Sapeca é um dos Leme”, revela Meneghin. Desde 2008 usam o atual espaço. O acrobatas sobre rodas e junto com grupo de praticantes chegou a reunir 15 pilotos. “Alguns parti- Marquinhos (abaixo, à direita) man- ram para outras cidades, outros trocaram o wheeling pelo mo- tém a prática do wheeling em Leme tocross e agora restamos só nós dois”, diz Sapeca. O espaço de manobras é devidamente sinalizado para garantir a segurança dos praticantes e do público que, a cada domingo, é sempre maior. Os pilotos destacam que muitos querem saber como podem praticar o wheeling, mas acabam desistindo. “O ‘lance’ vai além da vontade de cada um. É preciso dedicar tempo e não ter medo”, fala Meneghin. É necessário ainda ter recursos para se bancar, pois é um esporte caro, principalmente pela moto, que tem que ser destinada exclusivamente a isso, já que é adap- tada e tem suas partes (freios, acelerador, embreagem, rodas, pneus, entre outras) mexidas. “Para andar na rua já não serviria”, explica Meneghin. Segundo ele, só em equipamentos de segurança são gastos cerca de R$ 400. Sapeca diz que uma moto comum sem essas adequações não responderia aos comandos exigidos. “Vai ficar uma moto fraca, sem força para nada”. Fotos: Henrique Andrielli
  7. 7. + Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 7 a is ic i ion Sim d e lian Né a e ta r a Nag iana Luc lli, Paramotor e n dri eA qu Paramotor é um esporte aéreo em que o piloto uti- nri He liza um motor de hélice para controlar a altitude e velocidade de voo sustentado por um paraquedas. É preciso ter boas noções sobre correntes de ar (as- cendentes e descendentes) e de localização. Quem pratica a modalidade precisa ser experiente ou estar acompanhado por um instrutor capacitado. O espor- te é considerado perigoso por apresentar alto risco de acidentes. Em Leme, foi realizado no inicio do mês um encontro estadual dos praticantes de paramotor. Rapel O rapel foi criado na França a par- tir de técnicas de alpinismo. Surgiu como modalidade de segurança para agentes especializados em resgate em montanhas e locais altos – a tradução literal significa “recuperar”. A práti- Skate Skatismo é uma das mais antigas e também mais pra- ca é simples: uma pessoa presa por ticadas modalidades de esporte radical. Não se sabe cordas desce de uma altitude maior ao certo sua origem; a versão mais aceita diz que na que quatro metros com o auxílio de década de 1960, surfistas norte-americanos modifica- um instrutor. Atividade grupal, geral- ram suas pranchas, colocando pequenas rodas para mente é realizada em cachoeiras ou poderem andar no asfalto. A moda pegou e com o em “paredões” criados especialmente passar das décadas o aparato improvisado ganhou para essa modalidade. Na região, Rio design funcional e aerodinâmico. O skatismo é con- Claro e Brotas são duas cidades onde siderado radical por envolver velocidade e criativida- a prática é mais comum. de para cumprir percursos e vencer obstáculos. Rio Claro, Limeira, Leme e Araras possuem um grande número de praticantes, pistas oficiais e realizam com- petições anuais em diversas categorias. Parkour O esporte (ou arte, como preferem alguns dos praticantes) é definido como “uma arte viva, pulsante, que mexe com o corpo e a mente e une tudo em uma só coisa: liberdade”. Seus praticantes –“traceurs” – unem técnicas de artes marciais, ginástica militar e corrida livre para se des- locar em ambiente urbano superando obstáculos (escadarias, muros, marquises, árvores, postes, entre outros), obtendo prazer neste trajeto. Thiago Bueno, rioclarense, 22 anos, é um dos principais praticantes de parkour no Brasil.
  8. 8. 8 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 ENTREVISTA “Jovem deve cultivar valores consistentes” Esta é a opinião do jornalista Nelson Homem de Mello, que discute a questão da liberdade Felipe Furlanetti Lilian Geraldini Roxane Regly A liberdade é um assunto complexo e que pode ser entendido de diversas maneiras. Para discuti-lo, o Em Foco falou com o jorna- lista Nelson Homem de Mello, diretor editorial da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), de Campinas, empresa que edita os jornais “Correio Popular” e “Já”, entre outros. Mello é diplomado pela PUC do Rio de Janeiro e começou a carreira no “Jornal do Brasil”. O jornalista vivenciou várias fases da história recente do Brasil e possui uma ampla visão da questão. Ele fala da liberdade de modo geral e especialmente relacionada aos jovens. Em Foco - O que é liberdade? Nelson Homem de Mello - Do ponto de vis- ta da filosofia, acredito que ninguém é inteira- mente livre, já que os padrões culturais, com mais ou menos intensidade, moldam a perso- nalidade e o comportamento das pessoas de acordo com a moral vigente. No entanto, creio disso. Talvez seja até mais livre o jovem que o que querem que ele diga. Para se exercer a que podemos considerar livre alguém que seja não vá a uma festa apenas porque todos foram. liberdade do voto, é fundamental que se conhe- coerente com sua própria visão de mundo e Quanto ao volume de informações que rece- ça muito bem em quem se está votando. Direi- paute sua vida de acordo com suas convicções. bem hoje pela Internet e outros meios, isso por to de ir e vir não significa perambular por aí e si só não garante a liberdade de ninguém. Os democracia, segundo a definição do estadista EF - Dentro dessa concepção, o que mudou ao jovens começarão a ser livres quando se liber- britânico Winston Churchill, “é a pior forma longo dos anos? tarem dos medos, dos modismos, das vontades imaginável de governo, com exceção de todas Mello - Durante boa parte da evolução da do grupo que frequentam e, principalmente, as outras”. sociedade, os cidadãos só podiam expor pen- dos preconceitos. samentos e ideias permitidos. As classes do- EF - Como jornalista, o senhor presenciou fatos minantes ditavam as regras e puniam os discor- EF - O que falta para os jovens na socieda- importantes da história, como o período da di- dantes. A conquista das liberdades individuais, de atual? tadura. Presenciou algum momento marcante? embora ainda não alcançada globalmente, está Mello - Não falta nada. A não ser o cultivo Mello - Já trabalhei em redações que eram bem mais consolidada atualmente. de valores pessoais consistentes que os tor- submetidas à censura prévia e recebíamos dia- nem únicos. riamente, inclusive, a pauta dos assuntos que EF - Os jovens hoje se consideram livres pois não podíamos noticiar. Mas o mais chocante é podem ir a festas, voltar tarde e não dar satis- EF - Para o senhor, há exageros ou ainda falta que participei de alguns veículos que não eram fações, além de terem acesso a diversos conte- algo para que os jovens construam um mundo fiscalizados pelos censores e, mesmo assim, era údos por meio da Internet, entre outros meios. melhor? comum encontrar um editor, um proprietário Eles de fato são livres? Mello - Para o jovem construir um mundo me- ou um diretor que praticava a autocensura, que Mello - Ir a festas e voltar tarde não têm nada a lhor, ele precisa compreender que liberdade de é a censura mais nociva que pode existir, por- ver com liberdade, embora possa ter aparência expressão significa dizer o que pensa – e não que era ditada pelo medo ou pela conveniência.
  9. 9. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 9 Na poltrona do papai Longe do aconchego de casa, jovens aprendem a assumir responsabilidades Arquivo pessoal Johelson Costa A psicóloga Kellen Peres Suanes afirma Rebeca Barbosa que o jovem determinado a morar fora da re- Tracy Caetano sidência dos pais adquire maior crescimento de caráter como indivíduo, quando busca seus inte- Sair do conforto do lar para morar so- resses por meio do contato com outras pessoas zinho, enfrentar responsabilidades domésticas de diferentes hábitos. Segundo ela, para con- e ter maior liberdade foi a decisão de Leticia quistar sua liberdade, o jovem deixa sua família Carrillo Maronesi, de Cordeirópolis, estudante para se submeter à mudança de cidade, frequen- de Terapia Ocupacional. “Morar longe é legal tar uma faculdade e em alguns casos trabalhan- em partes. Você tem autonomia de fazer o que do para se sustentar. “Mas a ficha cai quando ele quiser na hora que desejar”, cita. Ela conta, po- se vê sozinho assumindo todas as responsabili- rém, que preparar sua própria comida, arrumar dades que antes não tinha, como economizar o a casa e se organizar com relação aos horários seu dinheiro, enfrentando diversas dificuldades Letícia: Tem hora que penso em largar tudo, do seu curso na Universidade Estadual Paulista desistir e voltar correndo para casa longe do conforto que possuía”, completa. (Unesp) em Marília (SP), onde estuda em perí- Para Letícia, a vantagem maior desse odo integral, transformam esse grito de inde- a obrigação de arrumar seu quarto, sendo res- momento é poder sentir-se livre para conduzir pendência em uma difícil tarefa diária. trita a entrada de uma no dormitório da outra. suas escolhas e aprender por si mesma. “A des- A futura terapeuta divide um aparta- Mesmo diante da harmonia que compartilham vantagem é um pouco de solidão, pois nunca mento com a estudante Moniane Sumera. Um Letícia faz uma ressalva: “Dividir o espaço com havia morado fora”, declara. Ela confessa que ambiente dirigido por ordens que imperam en- outra pessoa é bem complicado, principalmen- sempre teve tudo o que quis e na hora que pedia. tre as amigas. As funções de limpar e cozinhar te quando você não a conhece e seus hábitos “Sempre tudo estava prontinho. Além da como- ficam a cargo das duas, porém cada uma tem são diferentes dos dela”. didade e da segurança que não há aqui”, conta. No mesmo barco O estudante Callebe Bueno, de Rio Claro, mora em uma república em Limeira junto com mais três amigos e, assim como Letícia, tem sua estadia paga por seus pais. As contas de água, luz, internet e o aluguel são divididos igualmente entre os ocupantes, porém o gasto no mercado – como alimentos, produtos de limpeza e hi- giene pessoal – é revezado entre eles. O custo mensal chega a cerca de R$ 400 por integrante. Bueno e Letícia aconselham o jovem que tem a pretensão de seguir o mesmo caminho a ter conhe- cimentos básicos de manuten- ção de uma casa, como executar os serviços domésticos. “Você necessita ter o senso de liberdade, ou seja, quando estamos distantes dos nossos pais exageramos em algumas atitudes que eles nos repreenderiam. Inclusive os cuidados com a saúde”, acrescenta. Johelson Costa
  10. 10. 10 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 Liberté, Egalité, Fraternité Tamires Gonçalves 200 anos depois, lema da Revolução Francesa ainda exerce influência Gustavo Nolasco “Igualdade, fraternidade e liberdade. Estes iniciativa dos governos francês e brasileiro – uma reci- são os ideais da Revolução Francesa. Esses devem ser procidade, pois em 2005 foi realizado o Ano do Bra- os ideais de todos nós, brasileiros. Esses devem ser os sil na França, que mobilizou mais de dois milhões de lemas de uma revolução sem armas, mas com muita franceses e obteve um grande retorno de mídia. Como coragem e humanismo, uma revolução que vai derru- resultado, houve um aumento de 27% no número de bar para sempre os podres poderes dos homens vis.” É turistas franceses no Brasil e mais de US$ 450 milhões o que escreve a jornalista e física nuclear Rosana Her- (cerca de R$ 945 milhões) em produtos brasileiros fo- mann em sua autobiografia. ram exportados para a França. Esses ideais já estavam presentes dois séculos antes da revolução de 1789, marcada pela luta do povo francês pelo fim da monarquia. Eram pregados por Igualdade 2.0 uma seita denominada Comunismo Cristão. “Para eles, o Messias não se apresenta como o pescador de almas. Lema da Revolução Francesa, o “Liberté, Ega- Ele é o distribuidor de justiça (igualdade), o grande ir- lité, Fraternité” pregado pelo filósofo suíço Jean-Jac- mão (fraternidade) e o libertador (liberdade)”, explica o ques Rousseau continua vivo mais de 200 anos depois. professor de Geopolítica, Américo Ornellas Júnior. Segundo o professor de História do Isca Faculdades, Duzentos anos depois, o lema da Revolução João Renato Alves Pereira, hoje o Brasil vive uma es- Francesa continua sendo a base da cultura na França e pécie de “segunda fase da Revolução Francesa”. Ele em várias partes do mundo, influenciando pensamen- acredita que, diferentemente da conquista dos direitos tos e atraindo as pessoas. “Nos metrôs, bancas e restau- da maioria (base do levante de 1789), agora é a vez das rantes sempre é possível ver os franceses lendo revistas, minorias estarem no centro dos movimentos sociais. livros, jornais... Parece que esse idealismo está no DNA Um exemplo disso é a luta por inclusão social. do povo”, conta o empresário Marcel Rodrigo da Silva, Há alguns anos, por exemplo, os negros conquistaram que visitou a França recentemente. o direito a cotas para entrada em universidades e no Este e outros fatos inspiram os brasileiros a serviço público. Agora, a luta por cotas é dos porta- acreditarem que a França é um símbolo de liberdade. dores de deficiência. Projeto nesse sentido tramita no “Sempre amei a França, desde jovem. Aprendi o idio- Congresso Nacional. ma como autodidata e hoje dou aulas de francês”, diz “A cota é um estímulo. Se não existisse esse be- o professor Antônio Carlos Rodrigues. “Infelizmente nefício eu não estaria cursando Ensino Superior”, diz nunca fui à França”, lamenta a secretária Lílian Venân- a universitária Mayra Santanna. A também universitária cio. Ela conta que essa viajem faz parte de um sonho Camila Albuquerque discorda do sistema. “Melhor que que cultiva desde a adolescência. cotas, benefícios e esmolas seria um mundo acessível, E para quem aprecia a cultura francesa, 2009 que assegurasse ao deficiente estudar e trabalhar como será especial. Este é o Ano da França no Brasil, uma todo mundo”, fala.
  11. 11. Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 11 Minha paixão é carro Eles idolatram, e para elas (algumas delas) faz toda diferença O lado feminino Para algumas mulhe- res, o carro não é um objeto de Lilian Geraldini desejo, apenas meio de loco- Ivan Costa moção. A publicitária Vanessa Fernandes, 24, utiliza seu carro para trabalhar, estudar e sair. “Preciso de um carro, me dá liberdade. Cuido também, por- que carro de mulher é diferente, tem de estar sempre limpinho e cheiroso, mas não entendo nada de mecânica”, diz. Para outro perfil de mu- lher, porém, o carro é essencial, principalmente em um relaciona- mento. A estudante L.P, 22, por exemplo, diz que por experiên- cias anteriores não namoraria al- Bergantim e seu Versalles: guém que não tenha carro. “Meu penso em carro 24 horas ex-namorado não tinha carro, isso atrapalhava, pois a mãe dele O homem e a mulher sempre tive- tinha de nos levar aos lugares, e ram funções bem diferentes na sociedade. nós brigávamos”. E ela vai além: Isso mudou ao longo do tempo. Hoje, am- atualmente só se envolve com bos podem ter a mesma profissão e talvez rapazes que tenham carros mais até o mesmo cargo dentro de uma empresa. luxuosos. “´Golzinho´ para mim A verdade é que algo permanece inalterado: não rola, tem de ser de Audi para a “idolatria” do homem pelo carro. Mas, afi- cima”, ressalta. nal, o que o carro significa para eles? Geralmente, a paixão dos homens pelas quatro rodas começa na infância. É o Fotos: Ivan Costa caso de Douglas Camussi, 20 anos. Ele afir- ma que seu pai o impulsionou a gostar de carros. “Quando ele era mais novo, tinha um Dodge RT V8 e tirava racha. Desde que Camussi costuma gastar quase tudo o que ganha eu tinha 3 anos de idade, dormia em baixo em acessórios para carro do carro dele na garagem. Isso causava de- sespero na minha mãe”, brinca o jovem. um deles tinha um Opala, outro uma Saveiro, aí Para ele, dirigir proporciona uma comecei a andar e aprender a mexer”. Ele conta sensação de liberdade. “Sempre dirigi, que daí em diante nunca mais parou. Há oito anos mesmo quando não tinha habilitação”. cuida de seu carro como filho. “É como se você Além disso, o carro é algo que ele cultua. e o carro fossem um só. Quase tudo o que ga- “Se pudesse, lavava meu carro todo dia, nho gasto com o carro, com o motor entre outros mas costumo lavar somente aos finais de acessórios”, conta. semana. Isso leva uma hora e meia mais Bergantim frequenta exposições e arran- ou menos”, fala. cadas. “Não tem uma explicação, simplesmente O carro também é sinônimo de pai- vou. Penso em carro 24 horas. Em outras coisas xão para Alex Bergantim, 20. “Minha pai- também como minha namorada, mas cada um Vanessa cuida do carro, mas diz que não xão por carros começou com meus primos, tem o seu valor”, completa. entende nada de mecânica
  12. 12. 12 Jornal-laboratório do Curso de Jornalismo do ISCA Faculdades | Ano 9 Edição 55 Jun/2009 Mochileiros Eles são geralmente jovens estudan- tes que, com pouco dinheiro, saem para co- realizou, as mais interessantes foram para Machu Picchu (Peru) e Havaí (EUA). Nadi- mundo afora nhecer novos lugares, divertir–se e fazer ami- zades. Como de costume, suas viagens são ma conta que sua próxima aventura será na Tailândia. “Ouvi dizer que o lugar é muito Baixo custo de viagens e busca de feitas com uma mochila nas costas. Sem ter ‘massa’ e colorido”. aventuras atraem jovens um lugar fixo para ficar, dormem em lugares Todo passeio que ela faz pelo Brasil mais baratos ou acampam. Normalmente, as sempre está acompanhada por dois ou três Ítalo Ferreira viagens são de última hora e só existe uma amigos que, no decorrer da viagem, conhe- Fernanda Dias programação quando se trata de um passeio cem novas pessoas, fazendo com que o nú- Tiago Praxedes internacional. mero de aventureiros aumente, proporcio- Nadima Damha, 32 anos, turismólo- nando momentos de diversão. Nadima diz ga, descobriu na adolescência sua paixão por que em suas viagens não pode faltar intera- viagens de mochilas. Ela gostava de aventu- ção – e “beber, beijar e levantar” fazem parte ras e diversão. Entre as diversas viagens que de seu roteiro, brinca. Mochileira de primeira viagem, Ca- roline Dias, 19, realizou sua aventura em Salvador (Bahia) no último verão. Na com- panhia de seis amigas, fez um roteiro impro- visado para conhecer os locais turísticos e culturais da cidade. “O que mais me chamou atenção nesse passeio foi a culinária baiana”, destaca a jovem. Caroline pretende conhecer Trio p novos lugares no futuro, porém não sabe ain- arada d ura fe da para onde irá. steja em p raia b Para ela, esse tipo de viagem traz a aiana sensação de liberdade e independência. “É necessário saber tomar as decisões corretas em um momento no qual não se pode pedir O be auxílio a ninguém”, aponta.. lo vis ual de Os preços dos passeios nacionais Mach u Pic variam de R$ 900 a R$ 1 mil, o que chama chu a trai jo vens a atenção do jovens. Para fazer uma viagem agradável, é necessário ter alguns cuidados, Dica que variam dependendo da localização da s par a mo aventura. chile - Lev iros ar o m adeq ínimo u moch ando-se a de roup i o des a - Lev la; tino s, Amig ar sap para - Ter a não p as faz em to uma tos leves esar na ur pe - Com garra ; la Bah prar fa de ia inter dinhe água; n - Sab acional); iro com a e ntece - Com r o mínim dênc prar o do ia (vi remé idiom agem dios a do básic os pa país; ra em ergên cia.

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