Reunião SME 2014

2.556 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.556
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.395
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
16
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Reunião SME 2014

  1. 1. Secretaria Municipal da Educação Marília – SP 2014
  2. 2. “QUANDO GURI, EU TINHA DE ME CALAR À MESA: SÓ AS PESSOAS GRANDES FALAVAM. ... AGORA, DEPOIS DE ADULTO, TENHO DE FICAR CALADO PARA AS CRIANÇAS FALAREM.” MARIO QUINTANA
  3. 3. “DE CADA LADO DA SALA DE AULA, PELAS JANELAS ALTAS, O AZUL CONVIDA OS MENINOS. AS NUVENS DESENROLAM-SE LENTAS, COMO QUEM VAI INVENTANDO PREGUIÇOSAMENTE UMA HISTÓRIA SEM FIM. SEM FIM É A AULA, E NADA ACONTECE. NADA. BOCEJOS E MOSCAS. SE AO MENOS, PENSA LILI, SE AO MENOS UM AVIÃO ENTRASSE POR UMA JANELA E SAÍSSE PELA OUTRA...” Mario Quintana
  4. 4.  Escrever neste papel: três tormentos: um pequeno, um médio e um grande (relacionados a sua vida profissional);  Propor essa mesma atividade aos seus professores;  Solicitar que os professores trabalhem essa atividade com os seus alunos.  Para assistir o documentário: clique abaixo http://portacurtas.org.br/filme/?name=pequenos_t ormentos_da_vida
  5. 5. Quais talentos especiais fazem com que alguns líderes construam equipes comprometidas e proativas, enquanto outros não conseguem reproduzir o mesmo feito? Quais habilidades especiais permitem que um líder torne-se um modelo de referência para seus colaboradores?
  6. 6. De quais competências precisa um líder para conseguir mobilizar sua equipe quanto ao compromisso com a visão e missão da empresa? Quantas vezes você, no papel de líder, já se perguntou o que há de errado com o processo de gestão de pessoas?
  7. 7. A busca da liderança é, inicialmente, uma busca interior. Através do autodesenvolvimento, vem a confiança necessária para liderar. Antes de ser líder de uma equipe, o líder precisa fazer a gestão da sua própria vida no intuito de identificar suas dificuldades, superá-las e construir-se enquanto modelo de referência para seus colaboradores. Somente mudando a si mesmo é que o líder conseguirá promover as mudanças necessárias ao seu entorno.
  8. 8. 1: “(...) os estudos e aquisição de conhecimentos podem levá-lo além do que você espera. Além disso, para liderar, é importante trabalhar seu poder de influência e capacidade estratégica para atingir os resultados esperados”.
  9. 9. 2. “(…) não se chega a lugar nenhum sem força de vontade, sem dedicação e sem “colocar a mão na massa”, no melhor exemplo da expressão “o futuro está em suas mãos”. Além de perseverança, é importante ser assertivo e manter uma boa rede de contatos para fazer valer suas ideias e propósitos. Por fim, quem tem uma causa (leia-se também missão e valores), terá mais chances de se destacar no meio de outros”.
  10. 10. 3. “(…) é preciso ter coragem e olhar crítico para liderar, começar coisas novas e quebrar paradigmas. A dedicação é fundamental se você deseja influenciar pessoas e deixar um legado. Além disso, agir e tomar a frente das coisas é algo imprescindível para qualquer líder e empreendedor. Por fim, ter um posicionamento claro diante das situações é o que o distinguirá diante de outros”.
  11. 11. ter a capacidade de articular, influenciar, pensar a longo prazo e esperar os momentos certos para agir são características de liderança imprescindíveis. Além disso, mais do que tudo, assim como prega o “Mandela Day”, um líder deve ser capaz de inspirar as pessoas a ter ações para mudar o rumo das coisas, melhorando a organização e (porque não?) com o pensamento de tornar o mundo um lugar melhor”. 4. “(...)
  12. 12. 5. ”(...) habilidades diplomáticas e manutenção da rede de contatos são imprescindíveis a qualquer líder. Além disso, é importante ter a humildade e consciência de que está começando, contar com profissionais em sua equipe que complementem o que lhe falta e saber inspirar pessoas para os objetivos comuns da sua organização”.
  13. 13.  ZUMBI  LUIZ GAMA  MARTIN LUTHER KING  MANDELA  OBAMA FONTES: Brasil Escola; Info Escola; Veja SP; Instituto Luiz Gama; martinlutherking.org; The Martin Luther King, Jr. Research and Education Institute; The Telegraph; Mandela Day; Nelson Mandela Foundation.
  14. 14. Grandes Líderes
  15. 15.  Autoconhecimento - Saber quem é, para que saiba realmente o que quer conquistar.  Autoconfiança -Acreditar que é capaz é o pilar central. “Você é aquilo que acredita ser”, como dizia Shakespeare.  Crença no sucesso - É essencial enxergar por lentes positivas. O julgamento do entorno pauta os resultados. A crença em si mesmo e no sucesso é o combustível da motivação.
  16. 16.  Criatividade -Para ousar novas perspectivas;  Planejamento -Para quem não sabe aonde, vai qualquer lugar serve como destino final;  Responsabilidade Pessoal - É preciso assumir as consequências do que dá ou não certo e sempre que necessário traçar novas diretrizes e construir novos resultados. O lugar de vítima imobiliza e retarda as conquistas.
  17. 17. Dia 17/02/14 Pauta:  Apresentação do Projeto “Paz nas Escolas” – Rotary Club Pioneiro  Continuação da devolutiva da Avaliação Institucional
  18. 18.  Primeiro encontro do ano de 2014 será no dia 26/02/14 (quarta-feira) as 8 horas e 30 minutos nas dependências da SME.
  19. 19.  Entrega de uma cópia da Matriz curricular do ensino regular e da EJA (enviada pela supervisora Márcia) para todas as escolas.
  20. 20. Informe 01/2014 FNDE  Os livros didáticos são destinados ao uso individual de alunos e professores. Ao notar exemplares excedentes ou insuficientes, compete às escolas e às Secretarias providenciar seu remanejamento e, se for o caso, utilizar a reserva técnica disponível para que todos tenham acesso ao livro.
  21. 21.  Entregue no dia 10/02/2014 para as escolas  Prazo para aplicação das avaliações – de 10/02/2014 a 14/02/2014  Devolutiva dos consolidados para a SME – até 20/02/2014 - IMPRETERIVELMENTE!!!  Excepcionalmente reunião com diretores e coordenadoras no dia 25/02/14 (terça-feira) das 8h30 as 12h00 para devolutiva dos resultados
  22. 22. Curso Formação de Multiplicadores para investigação e ações: acompanhamento do processo de Inclusão do aluno Autista e outros Transtornos Mentais na rede regular de ensino de Marília.  Responsáveis: CEMAEE (Gilson e Sabrina) - UNESP (Rossana)  Público alvo: Professores Coordenadores  Local: UNESP Marília  Dia: Terça-feira (quinzenal)  Horário: 14h as 17h  Carga Horária – 30 horas
  23. 23. Dias: MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO 11/03 08/04 06/05 03/06 01/07 25/03 15/04 20/05 24/06
  24. 24. Autismo e Estratégias Psicopedagógicas e outros Transtornos mentais - Módulo IIAprofundamento  Local: UNESP Marília  Dia: Quinta-feira (quinzenal)  Horário: 19h as 22h
  25. 25. MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO 13/03 03/04 08/05 05/06 03/07
  26. 26.  As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de fevereiro de 2014.  É oferecido na modalidade a distância, entre os meses de março a outubro de 2014, com carga horária de 180 horas.  Texto divulgação – clique aqui
  27. 27.  Para saber mais sobre a Olimpíada – http://www.escrevendo.cenpec.org.br/  Estimule sua escola a participar!!!!!
  28. 28. Odirlei Camila Joice Mário Covas Rose Antonio Moral Silvana Antonio Ribeiro Capelozza Egéa Guelpa Chico Xavier Isaltino Nelson Gabaldi Célio Corradi Geralda Edméa Olímpio Cruz Nicácia Gil Myrthes Pupo EJA Reny Roberto Cimino Nivando Paulo Freire
  29. 29. Para envio a SME Uso interno da escola Favor não enviar documentos não solicitados Não modificar as planilhas para facilitar a tabulação dos dados
  30. 30. Legislação
  31. 31.  LEI Nº 7.853/89  Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa.
  32. 32. Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I ......................................... II ......................................... III ........................................ IV ........................................ V.......................................... O controle da frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de 75% do total das horas letivas. Deverá haver pois um controle formal de frequência. (por parte dos professores e da equipe gestora)
  33. 33. O controle da frequência contabiliza a presença do aluno nas atividades escolares programadas, das quais está obrigado a participar de pelo menos 75% do total da carga horária prevista. Deste modo, a insuficiência relevada na aprendizagem pode ser objeto de correção, pelos processos de recuperação a serem previstos no regimento escolar. As faltas, não. A lei fixa a exigência de um mínimo de 75% (setenta e cinco por cento) de frequência, considerando o “total de horas letivas para aprovação”. O aluno tem o direito de faltar até o limite de 25% (vinte e cinco por cento) do referido total. Se ultrapassar este limite estará reprovado no período letivo correspondente. A frequência de que trata a lei passa a ser apurada, agora, sobre o total da carga horária do período letivo. Não mais sobre a carga específica de cada componente curricular, como dispunha a lei anterior. (grifo da relatora)
  34. 34. Assunto: Consulta sobre legislação pertinente ao tratamento diferenciado a aluno frequentador da Igreja Adventista do Sétimo Dia que não comparece às aulas após as 18 h de 6ª feira invocando motivos de crença e obediência à determinação do pastor da Igreja. (…) considerando-se a clareza dos textos legais, não há amparo legal ou normativo para o abono de faltas a estudantes que se ausentem regularmente dos horários de aulas devido às convicções religiosas.
  35. 35. Assunto: Consulta sobre a criação de turma no turno diurno para atender alunos adeptos da religião adventista (ensino superior) Entende a Relatora que a iniciativa de compor turmas específicas destinadas a alunos adventista representaria uma espécie de reserva de vagas, o que fere o princípio da igualdade de condições de acesso e permanência na escola, consagrado no artigo 206, da Constituição.
  36. 36. Assunto: Solicita esclarecimentos sobre o inciso VI do art. 24, referente à frequência escolar, e inciso I do art. 87, referente à matrícula de crianças de seis anos no Ensino Fundamental, ambos da LDB. (...) os 75% de frequência escolar devem ser computados sobre o total dos dias e horas letivas desenvolvidas pela escola, no período letivo anual. Assim, mesmo para aquele estudante que for matriculado no 4º. Bimestre, sua frequência será a soma do que obtiver nesse quarto bimestre na escola, mais a frequência obtida nos demais bimestres na instituição de ensino que encaminhou a sua transferência.
  37. 37. O município passa a ser responsável pela matrícula de todos os estudantes, a partir dos seis anos de idade, no Ensino Fundamental (Lei nº 11.114/2005) e amplia o Ensino Fundamental para nove anos de duração (Lei nº 11.274/2006), torna-se importante a leitura dos documentos expedidos pela Secretaria de Educação Básica do MEC http://portal.mec.gov.br/seb, bem como os Pareceres CNE/CEB nº 15/2006, nº 39/2006, nº 41/2006 e nº 7/2007.
  38. 38. Art 1º São considerados merecedores de tratamento excepcional os alunos de qualquer nível de ensino, portadores de afecções congênitas ou adquiridas, infecções, traumatismo ou outras condições mórbitas, determinando distúrbios agudos ou agudizados, caracterizados por: a) incapacidade física relativa, incompatível com a frequência aos trabalhos escolares; desde que se verifique a conservação das condições intelectuais e emocionais necessárias para o prosseguimento da atividade escolar em novos moldes;
  39. 39. b) ocorrência isolada ou esporádica; c) duração que não ultrapasse o máximo ainda admissível, em cada caso, para a continuidade do processo pedagógico de aprendizado, atendendo a que tais características se verificam, entre outros, em casos de síndromes hemorrágicos (tais como a hemofilia), asma, cartide, pericardites, afecções osteoarticulares submetidas a correções ortopédicas, nefropatias agudas ou subagudas, afecções reumáticas, etc.
  40. 40. Art 2º Atribuir a esses estudantes, como compensação da ausência às aulas, exercício domiciliares com acompanhamento da escola, sempre que compatíveis com o seu estado de saúde e as possibilidades do estabelecimento. ATENÇÃO!!! Exercícios domiciliares só para casos de doenças graves como hemofilia, asma, cartide, pericardites, afecções osteoarticulares submetidas a correções ortopédicas, nefropatias agudas ou subagudas, afecções reumáticas, etc
  41. 41. Atribui à estudante em estado de gestação o regime de exercícios domiciliares instituído pelo Decreto-lei nº 1.044, de 1969, e dá outras providências. Art. 1º A partir do oitavo mês de gestação e durante três meses a estudante em estado de gravidez ficará assistida pelo regime de exercícios domiciliares. Parágrafo único. O início e o fim do período em que é permitido o afastamento serão determinados por atestado médico a ser apresentado à direção da escola. Art. 2º Em casos excepcionais devidamente comprovados mediante atestado médico, poderá ser aumentado o período de repouso, antes e depois do parto.
  42. 42. Art. 1º É facultativa a prática da Educação Física, em todos os graus e ramos de ensino: (Redação dada pela Lei nº 7.692, de 1988) a) ao aluno que comprove exercer atividade profissional, em jornada igual ou superior a 6 (seis)horas; (Redação dada pela Lei nº 7.692, de 1988) b) ao aluno maior de 30 (trinta) anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 7.692, de 1988)
  43. 43. c) ao aluno que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em outra situação, comprove estar obrigado à prática de Educação Física na Organização Militar em que serve: (Redação dada pela Lei nº 7.692, de 1988) d) ao aluno amparado pelo Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969; (Redação dada pela Lei nº 7.692, de 1988) e) ao aluno de curso de pós-graduação; e (Redação dada pela Lei nº 7.692, de 1988) f) à aluna que tenha prole. (Redação dada pela Lei nº 7.692, de 1988)
  44. 44. Dá nova redação ao disposto na Lei nº 6.503, de 13 de dezembro de 1977, que "dispõe sobre a Educação Física em todos os graus e ramos de ensino".
  45. 45. Mês Dias letivos Dias letivos acumulados Máximo de faltas no mês (25%) Máximo de faltas acumuladas Fevereiro 15 15 03 03 Março 20 35 05 03 Abril 20 55 05 13 Maio 20 75 05 18 Junho 21 96 05 23 Julho 13 109 03 26 Agosto 21 130 05 31 Setembro 22 152 05 36 Outubro 21 173 05 41 Novembro 20 193 05 46 Dezembro 09 202 02 48
  46. 46. Orientações de preenchimento
  47. 47. Acrescentar coluna com MATRÍCULA INICIAL (CENSO) nesta planilha antes da coluna “TOTAL DE ALUNOS” no momento do fechamento do ano. Ou seja, matrícula inicial + transferências recebidas – transferências emitidas = total de alunos no final do ano letivo.
  48. 48. Mês 1º ano 2º ano 3º ano 4º ano 5º ano Total Matrícula CENSO Maio TR TE Junho TR TE Julho TR TE Agosto TR TE Setembro Outubro Novembro TR TR TR TE TE TE Dezembro TR TE
  49. 49. Orienta que:  No dia 25/04/14 será fechado o sistema da PRODESP. Controle de Transferências  A partir do dia 28/04/14 os alunos cadastrados até esta data farão parte da lista oficial que será colocada na caderneta de chamada dos professores.  O quadro de “Controle de Transferências” será efetuado a partir desta data mês a mês pelos auxiliares de escrita.
  50. 50. Especial atenção para a limpeza das listas da PRODESP
  51. 51.  ARTIGO 10 - Constituem direitos dos associados: I - apresentar sugestões e oferecer colaboração (...); II - receber informações sobre a orientação pedagógica da escola e o ensino ministrado aos educandos; III - participar das atividades culturais, sociais, esportivas e cívicas organizadas pela APM ;
  52. 52. IV - votar e ser votado nos termos do presente Estatuto; V - solicitar, quando em Assembléia Geral, esclarecimentos a respeito da utilização dos recursos financeiros da APM; VI - apresentar pessoas da comunidade para ampliação do quadro social. VII – demitir-se quando julgar conveniente, protocolando junto à Secretária da APM seu pedido de demissão.
  53. 53.  ARTIGO 13 - A APM será administrada pelos seguintes órgãos: I - Assembleia Geral; II - Conselho Deliberativo; III - Diretoria Executiva; IV - Conselho Fiscal.
  54. 54.  ARTIGO 14 - A Assembléia Geral será constituída pela totalidade dos associados. § 1º - A Assembleia será convocada e presidida pelo Diretor da Escola. § 2º- A Assembleia realizar-se-á, em 1ª convocação, com a presença de mais da metade dos associados ou, em 2ª convocação, meia hora depois, com no mínimo 1/3 (um terço);
  55. 55.  ARTIGO 26 - O cargo de Diretor Financeiro será sempre ocupado por pai de aluno.
  56. 56. Segundo Desembargadores, a escola é revestida do dever de guarda e preservação da integridade física do aluno As escolas são responsáveis pela integridade física de seus alunos. Segundo os Desembargadores, "ao receber estudante menor, confiado ao estabelecimento de ensino da rede oficial ou particular, a escola é revestida do dever de guarda e preservação da integridade física do aluno". Não se trata, portanto, de uma faculdade.
  57. 57. Alguns ambientes já sentiram a repercussão da jurisprudência, uma verdadeira novidade revolucionária da certeza do direito. A publicidade dos julgados outorga certeza aos homens para que ajam conscientes das consequências que se expõem fazendo ou não fazendo algo. Isso já ocorre no cotidiano vivenciado por estudantes, notadamente menores ou do ensino fundamental, provando que as indenizações por dano moral mudam a relação colégio (professor) e alunos, impedindo que traumas infantis ou de adolescência se repitam, evitando-se prejuízo, desvio ou retardo na formação de personalidade. Atitudes sábias guiam uma vida e convém conscientizar disso os educadoresempresários, embora com condenações pecuniárias motivadoras.
  58. 58. Um evento analisado pelo TJAC (Ap. 97.001619-0, in RT 754/335) é ilustrativo: uma escola foi condenada a pagar danos morais porque impediu que uma aluna saísse da sala para cumprir necessidades fisiológicas, proibição que terminou fazendo com que a adolescente urinasse nas próprias vestes e assim permaneceu durante o período de aula, fato presenciado por colegas, levado ao conhecimento de toda a comunidade escola e publicado em jornal local.
  59. 59. Um tradicional colégio paulistano foi condenado a pagar indenização por danos morais para um aluno que fora agredido por um outro no pátio de recreação. O pagamento foi um acerto pela humilhação causada pelo recebimento de lesões leves derivadas de uma briga que deveria ter sido contida por severa vigilância aos estudantes que abusam da violência e da força física para constranger os colegas pacíficos ou de melhor índole social (Ap. 24.150-4, in JTJ, Ed. Lex, 207/112).
  60. 60. Uma terceira referência é do Rio de Janeiro. Uma aluna, menor impúbere, foi vítima de violência pelos próprios colegas, que, desconfiados de ter sido a responsável pelo desaparecimento de R$ 1,00 de uma aluna, fizeram-lhe uma revista pessoal vexatória, com invasão de suas intimidades, sem que a professora, que a tudo assistiu, interviesse para coibir o abuso. O TJ-RJ considerou que o Colégio procedeu com culpa no dever de vigilância e disciplina na sala de aula, perdendo o controle para os próprios alunos e aplicou indenização correspondente a 100 salários mínimos (Ap. 1.476/00, Des. CARLOS RAYMUNDO CARDOSO, in RT 783/402).
  61. 61. (...) a escola liberou aluna antes do horário normal, vindo ela a sofrer estupro já fora do ambiente escolar. Confira-se: Administrativo e direito público. Escola. Saída de aluno. Estupro de menor em regular horário escolar. Liberação. Responsabilidade civil subjetiva do Estado. Omissão. Dever de vigilância. Negligência. Caracterização. Artigos 186 e 927 do novo Código Civil. Dano moral. “... o Poder Público, ao receber o menor estudante em qualquer dos estabelecimentos da rede oficial de ensino, assume o grave compromisso de velar pela preservação de sua integridade física...”
  62. 62. A escola não pode se eximir dessa responsabilidade ao liberar os alunos, pelo simples fato de ter havido bilhete na agenda dos menores no sentido da inexistência de aulas nos dois últimos períodos de determinado dia. Liberada a recorrente naquele horário, que seria de aula regular, e dirigindo-se para casa, sem os responsáveis, culminou por ser molestada sexualmente em terreno vizinho à escola, que se sabia ser extremamente perigoso. Presentes os pressupostos da responsabilidade civil (conduta culposa, nexo causal e dano).
  63. 63. Mas será que dano à imagem e dano moral não são a mesma coisa? Data venia, é de se entender que não. O dano moral é uma lesão absolutamente subjetiva, atingindo apenas a vítima. Por sua vez, no dano à imagem a vítima sentirá os efeitos da lesão pela mudança na forma de tratamento ou até mesmo no modo de pensar de outrem. É objetivo, é externo e não menos grave. Isso para seres sociais como somos, é altamente relevante.
  64. 64. Durante o período em que o aluno se encontra sob os cuidados da escola e dos educadores ocorre um hiato no efetivo exercício da guarda por parte dos pais, até porque, durante esse tempo, o próprio acesso dos pais ao interior da escola não é permitido com naturalidade e de bom grado. Dessa forma, os atos praticados pelos alunos dos quais venha a resultar danos a outrem ou, até mesmo, a outros alunos, resulta na responsabilidade indenizatória da própria escola.
  65. 65. A jurisprudência não se afasta deste entendimento, conforme pode ser visto, verbis: “(...) o aluno fica sob a guarda e vigilância do estabelecimento de ensino, público ou privado, com direito de ser resguardo em sua incolumidade física enquanto estiver nas dependências da escola, respondendo os responsáveis pela empresa privada ou o Poder Público, nos casos de escola pública, por qualquer lesão que o aluno venha a sofrer, seja qual for a sua natureza, ainda que causada por terceiro.
  66. 66. Fora das dependências da escola, em horário incompatível, inexiste qualquer possibilidade de se manter essa obrigação de resguardo”. (TJ de SP. Apelação Cível 41.419-5 – Fernandópolis. Terceira Câmara de Direito Público. Des. RUI STOCO, Julgado em 05.10.99). Daí a necessidade e importância de se fazer controle diário da frequência do aluno, sem rasuras ou adulterações nos documentos.
  67. 67. Vale notar que a repressão a condutas impróprias no âmbito escolar, pela entidade de ensino, deve ser feita de forma adequada e proporcional, com apurado exame do caso concreto. Ao cominar suspensão a alunos agressores, simplesmente se livrando do problema, pode estar se desvirtuando de seu fim institucional e ignorando que a missão de uma instituição de ensino não se restringe aos limites da instrução intelectual, mas abrange, sobretudo, a transmissão dos valores de respeito e solidariedade aos estudantes, para que com a apreensão do exemplo solidificado no micro cosmos escolar, atuem de maneira condigna em sociedade.
  68. 68. Um dos focos da educação é a instituição de ensino que deve ser aparelhada com estrutura e pessoal de boa qualidade, fiscalizada pela sociedade e respeitada pela grande importância que tem no contexto político e social do país, mas, como não poderia deixar de ser, o principal é o aluno que deve ser instigado, incentivado, trabalhado, protegido e dignificado. No convívio escolar o aluno deve ser protegido para que não sofra qualquer dano, seja de ordem moral ou material e esta proteção tem que ser a preocupação maior da própria instituição que o abriga.
  69. 69.    http://www.pensandogrande.com.br/conscie ncia-negra-5-lideres-que-fizeram-historiadeixam-licoes-valiosas-parapmes/#prettyPhoto Acesso em janeiro de 2014. http://www.waleskafarias.com/artigosview.php?id=125 Acesso em janeiro de 2014. http://www.waleskafarias.com/workshops8.h tml Acesso em janeiro de 2014.
  70. 70.   http://www.tjrj.jus.br/c/document_library/get _file?uuid=e872eef2-1629-4321-85dad52571b206e7 Acesso em janeiro de 2014. http://www.riopreto.sp.gov.br/educacao/arqu ivos/downloads/estatuto_padrao_apm.pdf Acesso em janeiro de 2014

×