Hec 2015

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Secretaria Municipal da Educação 2015
Professora Silvana Paulina de Souza

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Hec 2015

  1. 1. HORÁRIO DE ESTUDO EM CONJUNTO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE MARÍLIA 11/05/2015
  2. 2. RECADOS
  3. 3. • Motivação para o encontro: pedido de ajuda para desenvolver o HEC. • Frase motivacional
  4. 4. • Frase motivacionais em forma de provérbios. • Exemplo: • Devagar se vai ao longe. • Nas quedas é que o rio cria energia. • Quem tudo quer tudo perde. • Somente chega quem caminha.
  5. 5. • Somente chega quem caminha. • Vamos fazer algumas trocas e alterações na frase acima utilizando as palavras: • pois, • e, • mas, • porém.
  6. 6. • Não podemos ficar parados, pois somente chega quem caminha. • Não podemos ficar parados, mas somente chega quem caminha. • Não podemos ficar parados, porém somente chega quem caminha. • Não podemos ficar parados e somente chega quem caminha.
  7. 7. • Quem chega é quem caminha. • Somente chega quem caminha, mas tem que se mexer. • Somente chega quem caminha, porém tem que levantar.
  8. 8. • "Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo." - Provérbio africano • "O cão não ladra por valentia e sim por medo." - Provérbio Chinês.
  9. 9. • O reconhecimento dos organizadores textuais ajuda na compreensão dos textos, pois permite mais facilmente a localização de argumentos, conclusões, relações de sinonímias etc. • Quando discutimos esses elementos com os alunos, essa conversa auxiliará na produção de textos, porque seu uso contribui para o estabelecimento da coesão textual. • Além das atividades propostas, seria interessante explorar o sentido desses e de outros organizadores nos textos lidos com os alunos.
  10. 10. • Qual será a frase motivacional para hoje? • Alguém conhece alguma história que poderia ajudar a gente a entender essa frase? Pode contar para nós?
  11. 11. • Leitura – Proferição • Início da preparação para a “reescrita” de texto como resultado escrito da aplicação das estratégias de leitura: sumarização e síntese. • Não farei as discussões sobre a composição de uma oficina • não falarei sobre todas as estratégias de leitura, • Não conversaremos sobre “Mediações de leitura e sessões de mediação”. • Para quem não se lembra, podemos encontrar a estrutura das oficinas, das sessões de mediação e das mediações nos livros: • GIROTTO, Cyntia e SOUZA, Renata. Estratégias de leitura: para ensinar alunos a compreenderem o que lêem. In: SOUZA, Renata (org.) Ler e compreender: estratégias de leitura. Campinas, Mercado de Letras, 2010. • • BAJARD, Elie. A Descoberta da língua escrita. São Paulo, Editora Cortez, 2013 • BAJARD, Élie. Caminhos da escrita: espaços de aprendizagem. São Paulo: Cortez, 2002. • BAJARD, Èlie. Da escuta de textos à leitura. São Paulo: Cortez, 2007.
  12. 12. • A escolha - possibilidade de realizar seus registros e a forma como são organizadas permitirem a reflexão sobre a reescrita de um texto, proposta comum no terceiro ano. • Contribuições que estas estratégias poderão nos dar • alertas sobre o excesso e o redirecionamento das práticas destas propostas. • Não podemos perder de vista que temos duas situações de aprendizagem distintas: leitura e escrita, mas que trabalham com o mesmo objeto: os signos linguísticos e os gêneros textuais.
  13. 13. • Neste trabalho de hoje, focaremos o texto literário, porém veremos que nada impede o trabalho com outros gêneros textuais. • Outro ponto que pretendemos chegar com as discussões de hoje é a proposição do texto de autoria e a reflexão sobre os possíveis encaminhamentos.
  14. 14. • A habilidade da sumarização parte do pressuposto de que precisamos sintetizar aquilo que lemos. E, para que isso seja possível é necessário aprender o que é essencial em um texto, ou seja, buscar a essência, separando-a do detalhe. Ao elencar aquilo que é importante na narrativa, o professor poderá mostrar ao aluno as ideias principais do texto, aumentando, assim, a chance de compreender melhor a história lida. Definições
  15. 15. • significa mais do que resumir um texto, pois ao resumir anotamos as idéias principais de um parágrafo ou de um texto parafraseando-o. A síntese ocorre quando articulamos o que lemos com nossas impressões pessoais, reconstruindo o próprio texto, elencando as informações essenciais e modelando-as com o nosso conhecimento (Souza, 2010). • É importante trabalhar as estratégias distintamente para que o aluno perceba as peculiaridades. SÍNTESE
  16. 16. Sumarização Síntese Técnica de leitura básica Técnica de leitura avançado. Reúne informações a fim de destacar os pontos importantes. Reunir informações não só para realçar os pontos importantes, mas também para tirar suas próprias conclusões. Reitera a informação Combina e contrasta informações de diferentes fontes. Mostra o que os autores originais escreveram. Não só reflete o seu conhecimento sobre o que o autor original escreveu, mas também cria algo novo a partir de duas ou mais peças de escrita. Aborda um conjunto de informações (por exemplo, artigo, capítulo, documento) de cada vez. Cada fonte permanece distinta. Combina peças e elementos de uma variedade de fontes em uma entidade unificada. Apresenta uma visão superficial. Concentra-se em ambas: as idéias principais e os detalhes. Demonstra uma compreensão do significado global. Atinge uma nova visão.
  17. 17. SUMARIZAÇÃO • Isolar a ideia principal do texto (Professores de matemática ajudam os alunos a discriminar informações irrelevantes nos problemas através dessa estratégia) (Flare, p.67); • Separar o importante do interessante (determinar o que é importante dependerá das vivências de cada um, por isso, quanto mais contato com textos, de mais habilidades o aluno se apropriará) ; • Entender as características da extensão e de estrutura do texto (Quando os alunos percebem a estrutura dos textos de não ficção, encontrar as informações importantes torna-se uma tarefa fácil.) (Flare, p.67); • Perceber os títulos e subtítulos; • Determinar o que ler e a ordem da leitura
  18. 18. • Orientar para o tópico se deve prestar atenção. • Definir o que “ignorar”; • Os professores devem exemplificar e praticar as estratégias com os alunos através de diferentes tipos de textos. • FLORIDA. Just Read, Florida! Professional Development. Transparencies. Florida K-12 Reading Endorsement. REESOL Bundle Inservice Training. Comprehension http://fpcbulldogs.com/sites/default/files/reesol_-_comprehension_- _transparencies.pdf Acesso em 2012.
  19. 19. • Olhar atentamente para a primeira e última linha de cada parágrafo. • Destacar somente palavras ou frase, não uma sentença inteira. • Anotar nas margens com a função de parafrasear ou justificar os destaques. • Observar a quantidade de destaque. • Relativizar detalhes.
  20. 20. • A proposta dessa autora lembra o questionamento de texto de Josett Jolibert ( 1994). • As idéias mais importantes neste texto são..... • A parte principal foi sobre ...... • O livro fala sobre ..... • Primeiro fala .... • Depois ...... • Em seguida .... • Finalizando .... • A história se passa ... • Os personagens principais são ...... • O problema ocorre quando .... Apesar de termos diferentes orientações no trabalho de Souza (2010), optei pelas orientações de OCZKUS (OCZKUS, Lori D. Reciprocal Teaching: at work – k12, p. 23).
  21. 21. • Outras ações de sumarização: • Pensar página por página para refletir sobre o que está lendo e destacar o que é importante do interessante; • Descriminar tópico do detalhe; • Apenas 3! Para os alunos que tendem a enxergar quase tudo em um texto, dê um número específico de sentenças, palavras e idéias para ajudá-los a encontrar a essência do texto. Dê a eles uma folha onde possam expor suas anotações e três pequenas notas adesivas (Flare). • Na página 97, Souza (2010) sugere uma produção escrita baseada no que o aluno leu.
  22. 22. • É mais que resumir porque adiciona novas informações. Ao sintetizar, não relembramos apenas fatos importantes, mas adicionamos novas informações a partir de nosso conhecimento prévio alcançando uma compreensão maior do texto. SÍNTESE
  23. 23. • Condensa as informações a ideia principal, relaciona com o próprio pensar, modela com seus conhecimentos e podem formar opinião; • “resumir e sintetizar permite-nos atribuir sentido as informações importantes que nos rodeiam no cotidiano, pois não podemos nos lembrar de todas, em todos os momentos”. (Souza, 2010, p. 103). • Resume e ressignifica (O coelho percebeu que ele teria um filho pretinho só se ele se casasse com uma coelha preta.). • Na síntese o leitor mobiliza todas as estratégias para construir e aumentar o entendimento.
  24. 24. Importante Interessante Formulários para síntese:
  25. 25. • Outra opção que utilizei no meu trabalho de pesquisa foi o esquema quinário apresentado por Josette Jolibert. • Durante a conversa com os alunos reconstruíamos os textos tendo como referencia o esquema quinário para a criação de textos narrativos.
  26. 26. • Proposta de ações de sumarização e síntese com os coordenadores utilizando os livros: • “Quando as cores foram proibidas” ou “Menina bonita do laço de fita”.
  27. 27. • As ações de sumarização e síntese devem ser praticadas nas sessões de mediação e nas oficinas porque elas deverão ser automatizadas pelas crianças. • Elas possuem estruturas diferentes, porém se completam com a finalidade do ensino da leitura por meio de textos variados.
  28. 28. • O grande foco dos autores é o ensino da leitura; • Porém, eles não negam que para se escrever bem é necessária uma bagagem de conteúdo, assim como a escrita é um caminho para se avaliar a leitura.
  29. 29. Constituição para si um universo imaginário com auxílio da leitura.
  30. 30. Fundamentação • Da mesma maneira que existem duas visões da relação entre escrita e oralidade, a aprendizagem da escrita pode tomar dois caminhos. • Primeira: • Segunda:
  31. 31. • Compreensão e valorização da cultura escrita; • Apropriação do sistema de escrita; • Leitura; • Oralidade; • Produção escrita Pensando nos 5 eixos, penso que esta proposta de trabalho consegue promover reflexões sobre eles:
  32. 32. • Estamos conversando, nesta reunião, sobre a etapa de aprendizagem que se encontra a criança de terceiro ano. Ou seja, consolidação da alfabetização e início da sistematização da produção de autoria.
  33. 33. • Segundo Bajard, há duas maneiras de fazer essa mediação: • 1) o mediador traz a resposta ou • 2) o mediador estimula (2002, p.77).
  34. 34. Exemplo: manuseio da palavra - GATO • Configuração sonora • ga – go – gu • ta – te – ti – to – tu
  35. 35. • gato – gata – gota – Guto – Guta – gaga – gago – tatu – teta – toga – gota – Tata • Lembrando que, nesta concepção, eu posso usar a pseudopalavra. • gate – gati – gatu –– gote – goti – goto – gotu – gute – guti – gutu • Porém ...
  36. 36. Configuração gráfica • g – a – t – o • a – e – i – o – u • *sem anexar vogais com acento. • gato – gata – ato – Oto – a toa – Guto – Guta – Tata – tato – Tato – gota – age – toga – gaga – gago – toga – gota – teta – Itu – oi – au – ei –ia – uau – ou – uia – ui
  37. 37. • O segundo é leitura! Vejamos o motivo: • Tenho as sílabas, penso no som, às vezes pronuncio primeiro para formar a palavra, depois vejo se encontro o significado e atribuo o sentido, ou seja, o som me dá a pista. • “Mexo” nos caracteres para depois reconhecer a palavra. Ou seja, no texto pronto, reúno tudo, reconheço extraio o significado e atribuo o sentido.
  38. 38. • Dona Irene é um bom exemplo: • https://www.youtube.com/watch?v=0 9FIQLkmXN4
  39. 39. • É o mesmo que acontece com o texto dos diferentes gêneros. Desde a placa “PARE”, ou a palavra “oi”, até a tese. Não basta escrever somente “certo”, produzir um texto alfabeticamente correto. • Ele tem que ter sentido e significado. • Eu busco sentido no conjunto, no contexto.
  40. 40. • Então, se eu não consigo trabalhar ou não priorizar o trabalho com a significação e sentido da palavra, do signo linguístico, quando for trabalhar com o texto mais complexo e mais longo, terei problemas. • Penso que ao trabalhar nas sessões de mediação, nas oficinas de leitura ou na sistematização da língua materna com textos significativos, eu ofereço as condições para os alunos se utilizarem dos recursos da língua como um todo e não fragmentado.
  41. 41. • (...), não é de se surpreender o fato de que a criança afastada do funcionamento real do texto, reproduza o desenvolvimento da língua escrita através da História, uma vez que é colocada numa situação semelhante à dos homens sem escrita.
  42. 42. Na segunda situação... • ... a língua oral deixa de ser a referência compulsória da escrita, passando a ser uma referência possível.
  43. 43. • Nessa situação o signo linguístico é constituído a partir de um significante visual. • Procedimentos de leitura (Bajard, 2007, pp 100 – 105) • Em textos mais elaborados, o leitor não utiliza apenas o tratamento, mas resolve problemas de código, ou seja, recorre a um segundo procedimento de leitura: a elucidação (grifo do autor) (2007, p. 100).
  44. 44. 1ª modalidade de leitura (procedimento simples) Tratamento: utiliza o código já dominado para entender o texto 2ª modalidade de leitura (procedimento duplo) Tratamento: utiliza o código já dominado para entender o texto Elucidação: resolve problemas do código
  45. 45. • A elucidação do código pela leitura, realizada pelo mestre de escrita e não pelo padrinho, pode ser realizada por meio do questionamento de texto (JOLIBERT,1994). • O que quer dizer isso? • Como você sabe? • Por isso, no terceiro ano eu devo pensar nessas questões por ser um período de ampliação, de consolidação dos conhecimentos referentes a apropriação da língua na fase inicial.
  46. 46. • Deste modo, a leitura fornece modelos para a escrita. • Nos PCNs a relação da escrita com a língua oral não soa mais como a única origem da apropriação da língua escrita. • O domínio da linguagem escrita se adquire muito mais pela leitura. (Bajard, 2002, p. 78)
  47. 47. • DIVERSIDADE DA ATIVIDADE ESCRITA • Ler, escrever, transmitir pela voz são ações que operam sobre a mesma língua escrita e exigem operações cognitivas comuns. • a prática de uma, pode favorecer o domínio das outras. No entanto, cada uma exige também operações específicas.
  48. 48. • organizações cognitivas diferenciadas e direcionadas para a solução de problemas aparecem e utilizam signos para resolvê-los e permitem a indução, a dedução, a abstração, a análise, a síntese, o experimento, a operação de planejamento e a solução de tarefas. • linguagem de caráter social, inicialmente é dirigida ao adulto, posterior e paulatinamente transforma-se, em meio à orientação de uma situação e à formulação de ações planejando uma tarefa.
  49. 49. • Relacionando essas possibilidades às ações de leitura, com a finalidade de desenvolvimento da criança por meio da leitura, o material de leitura escolhido deve ser provocador. • Deve possuir um campo semântico com palavras portadoras de conceitos que promovam o desenvolvimento, ampliem- nos e incorporem novos, criando uma teia de relações e instigando os movimentos do pensamento.
  50. 50. • Vigotski (2001, p.149) afirma, porém, que há “(...) um fato fundamental, indiscutível e decisivo; o desenvolvimento do pensamento e da linguagem depende dos instrumentos de pensamento e da experiência sociocultural da criança.” • Então, quando fazemos a proferição, precisei passar pelos processos anteriores: organização do pensamento e da fala.
  51. 51. • Vocês e as crianças vão falar assim: “Então farei a mediação para escrever?” • Ou: Toda vez que for faze uma oficina tenho que escrever um texto?
  52. 52. • A sequência apresentada tem objetivo de: • Ler significa interpretar texto, debater o texto, contradizer o texto, desestruturar e recompor o texto no interior do pensamento. Ha em alemão uma palavra significativa: Aus – einander - setzen, que poderia ser traduzida aproximadamente por desintegrar. Sich selbst mit einem text auseinandersetzen significa um ato reflexivo, crítico e autocrítico de desintegrar o texto, enfrenta-lo, bater-se com ele , reconciliar-se com ele reintegrar-lo. (Freitag, in, Bajard, 2002, p.79).
  53. 53. • Nesse processo o professor terá o trabalho de: • 1 – Ler • 2 – Reler fazendo novas entradas (2002, p. 82). • 3 – Dizer ou proferir aos alunos • 4 – Modelar • 5 – Ensinar a pensar/ orientar o pensamento • 6 – O aluno vai dizer • 7 – Registro escrito
  54. 54. • Para a produção de autoria o escritor deve mobilizar diferentes conhecimentos e, ele vai produzir o sentido. Por isto, diz Bajard (2002, p. 83). • E de releitura e não de leitura que se trata, quando um autor retorna ao seu texto para melhorá-lo. Daí a dificuldade dessa atividade por seu próprio autor, principalmente no caso de um escritor principiante, como aponta Ricardou ao falar dos riscos de alucinação que este sofre . O autor deve poder afastar do que quis dizer para perceber o que realmente escreveu.
  55. 55. • Quem fará o papel de leitor é o professor, o coordenador. Eles terão o distanciamento para apontar aos alunos os caminhos da escrita.
  56. 56. O professor assume um importante papel de mediador entre os textos e seus alunos. Terá o papel de orientador da escolha e da compreensão dos textos abordados na sua disciplina; em segundo lugar, assume a função de conduzir a aprendizagem da escrita através desses mesmos textos. Para o desenvolvimento da escrita do aluno, deve-se pensar na Mediação, no mediador e nas formas de intervenção.
  57. 57. PAZ E BEM!

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