Sequência didática  ermantina
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Sequência didática ermantina

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Sequência didática  ermantina Sequência didática ermantina Presentation Transcript

  • SEQUÊNCIA DIDÁTICA Elaboração de contextos de forma precisa.
  • Fundamentação Teórica
    • Para Dolz e Schneuwly (2004) , as Sequências Didáticas são instrumentos que podem guiar professores, propiciando intervenções sociais, ações recíprocas dos membros dos grupo e intervenções formalizadas nas instituições escolares, tão necessárias para a organização da aprendizagem em geral e para o progresso de apropriação de gêneros em particular. Esses autores comentam que a criação de uma Sequência de atividades deve permitir a transformação gradual das capacidades iniciais dos alunos para que estes dominem um gênero e que devem ser consideradas questões como as complexidades de tarefas, em função dos elementos que excedem as capacidades iniciais dos alunos.
  • O que são Sequências Didáticas?
    • As sequências didáticas são um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação.
    • É isso mesmo, as sequências didáticas podem e devem ser usadas em qualquer disciplina ou conteúdo, pois auxiliam o professor a organizar o trabalho na sala de aula de forma gradual, partindo de níveis de conhecimento que os alunos já dominam para chegar aos níveis que eles precisam dominar. Aliás, o professor certamente já faz isso, talvez sem dar esse nome.
    As sequências didáticas são usadas para trabalhar com outras disciplinas além do ensino de Língua Portuguesa.
  • Usando sequências didáticas para o ensino da Língua Portuguesa.
    • Ao organizar uma sequência didática, o professor pode planejar etapas do trabalho com os alunos, de modo a explorar diversos exemplares desse gênero, estudar as suas características próprias e praticar aspectos de sua escrita antes de propor uma produção de escrita final. Outra vantagem desse tipo de trabalho é que leitura, escrita, oralidade e aspectos gramaticais são trabalhados em conjunto, o que faz mais sentido para quem aprende, uma vez que todos esses conhecimentos serão postos em prática em uma situação real de escrita, ou seja as produções dos alunos encontrarão um destino: um livro, panfleto, um mural, um jornal, etc.
  • Realizando sequências didáticas para os diferentes gêneros textuais.
    • É preciso ter alguns conhecimentos sobre o gênero que se quer ensinar e conhecer bem o grau de aprendizagem que os alunos já têm desse gênero. Isso é necessário para que a seqüência didática seja organizada de tal maneira que não fique nem muito fácil, o que desestimulará os alunos porque não encontrarão desafios, nem muito difícil, o que poderá desestimulá-los a iniciar o trabalho e envolver-se com as atividades. Outra necessidade desse tipo de trabalho é a realização de atividades em duplas e grupos, para que os alunos possam trocar conhecimentos e auxiliar uns aos outros.
  • Etapas de realização e aplicação de uma seqüência didática de gêneros textuais.
    • Para organizar o trabalho com um gênero textual em sala de aula, sugerimos a seguinte seqüência didática: - Apresentação da proposta - Partir do conhecimento prévio dos alunos - Contato inicial com o gênero textual em estudo - Produção do texto inicial - Ampliação do repertório - Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos elementos do gênero, suas situações de produção e circulação - Produção coletiva - Produção individual - Revisão e reescrita
  • Exemplo de Sequência Didática:
    • Vamos trabalhar com o gênero
    • Conto de Fadas para um
    • 3º Ano do Ensino Fundamental
    • O gênero “Conto de Fadas” foi escolhido por se tratar de uma tipologia ainda presente na vida das crianças e, pressupor que o contato delas, as crianças. com esse gênero, seja ainda bem próximo.
  • Nesse momento o professor realiza a proposta de trabalho sobre os contos de fadas, socializando com os alunos os objetivos que deseja alcançar. Apresentação da situação:
    • Os educandos refletem sobre:
    • Como escrever: os alunos produzirão seu próprio conto de fadas, utilizando os conhecimentos que já possuem e que serão desenvolvidos;
    • Para quem escrever: para a comunidade escolar;
    • Que forma terá a produção: os contos serão reunidos em uma coletânea e serão distribuídos para cada aluno da turma, sendo que uma cópia ficará disponível para consultas na biblioteca da escola.
  • Produção inicial: O professor irá propor que os alunos reescrevam um conto de fadas já conhecido por eles. Será a produção inicial dos alunos que revelará todas as etapas que serão seguidas nos módulos, pois nesta produção o educador poderá verificar quais conhecimentos seus alunos possuem sobre o gênero em questão.
  • Módulo I
    • Conto de Fadas escolhido: Cinderela também conhecido como Gata Borralheira.
    • Questionamentos:
    • Você conhece o Conto de Fadas “Cinderela/Gata Borralheira?
    • Se sim, vocês leram, assistiram ou apenas ouviram falar sobre ele?
    • Como é, resumidamente, a história deste conto de fadas?
    • O que acham deste conto?
    • Vocês gostam deste conto?
  • Módulo II
    • Discussão: 1ª versão “A Gata Borralheira“;
    • 2ª versão “Cinderela”.
    • Análise Comparativa:
    ITENS GATA BORRALHEIRA CINDERELA AUTOR PAI MÃE SER FANTÁSTICO AMIGOS INIMIGOS DURAÇÃO DO BAILE ROUPAGEM MEIO DE TRANSPORTE TÉRMINO DO ENCANTO LOCALIZAÇÃO DA PRINCESA DESFECHO
  • Módulo III
    • O professor passará o filme “CINDERELA”
    • (o conto de fadas através do filme).
    • Desenvolverá uma atividade de interpretação, na qual contemplará, a nível de observação, os mesmos itens abordados na atividade anterior.
    • Na sequência os alunos deverão atribuir características aos personagens do conto: Cinderela, madrasta, pai, irmãs, fada e o príncipe.
    • Alunos vão expor suas opiniões sobre o conto (com intermédio do prof.º).
    • O que você acha do conto?
    • Gosta da história?
    • E o final, é legal? Etc.
  • Módulo IV
    • O professor passará o filme “CINDERELA 2 Os sonhos se realizam”.
    • Desenvolverá uma atividade de interpretação, na qual contemplará, a nível de observação, os mesmos itens abordados na atividade anterior.
    • -> Para você cinderela conseguiu realizar seus sonhos?
    • -> O que você pensou ao assistir Cinderela 2?
    • -> Você imaginava uma continuação dessa forma? Explique?
    • -> Ao invés de mudar sua forma de ser ao se tornar uma princesa, Cinderela fez com que todos a aceitassem como ela era. Você acha que ela agiu certo ou tinha que se portar de acordo com sua nova posição social?
    • -> E você mudaria seu jeito de ser ao acender profissionalmente?
    • (o professor deverá ouvir e respeitar a opinião de todos)
  • Módulo V
    • SISTEMATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE O GÊNERO.
    • -> Histórico, escritores, outros contos;
    • -> Aspecto estrutural, elementos da narrativa: O quê? Com quem? Quando? Onde? Como? (localizar no texto esses elementos).
    • -> Retirar do texto lido os seguintes elementos, sistematizados no quadro ao lado.
    • O professor disponibilizará diversos Contos de fadas aos educandos, a partir das leituras serão estabelecidas diversas comparações e sistematizações sobre este gênero em estudo.
    Heroína; Herói; Antagonista; Elementos Mágicos; Seres Sobrenaturais; Onde e quando se passa o conto; Conflito; Solução do conflito; Recompensa recebida no final do conto;
  • Módulo VI
    • Reescrita (individual/dupla) que garanta as características do gênero. E também discutir “por que” e “para quem” escrever a mensagem, certo? Afinal, quem vai se dar ao trabalho de escrever para guardá-la? Essa é a diferença entre tratar os gêneros como conteúdos em si e ensiná-los no interior das práticas de leitura e escrita.
    • Revisão Coletiva – será o momento mais importante da sequência didática, pois além da turma verificar se todos os elementos que caracterizam o gênero estão presentes, os educandos também terão a oportunidade de analisar se a produção está adequada à situação de comunicação. Poderão refletir sobre a coesão/coerência, pontuação, ortografia... Mas lembre-se que cada um desses aspectos devem ser trabalhados um de cada vez, ok?
    • As atividades de revisão verificam se o texto cumpre a sua função comunicativa!
    • Os alunos devem praticar essas atividades refletindo-se sobre os próprios textos produzidos.
  • Produção Final
    • Nesta etapa o educando colocará em prática os conhecimentos conquistados nos módulos. Ela deve ser compreendida pelo educador como uma avaliação somativa, mas pode ser também uma nova produção inicial, pois pode revelar pontos que ainda necessitam de aprofundamento.
    • Os alunos serão convidados a produzirem seu próprio conto de fadas, sendo orientados a observarem as características do gênero e os aspectos da linguagem escrita estudados.
  • Organização da coletânea
    • O trabalho com as sequências didáticas para o ensino de um gênero escrito busca contextualizar a leitura e a escrita em seus aspectos sociais, dessa forma, todo o estudo e conhecimento desenvolvido pelos educandos serão reunidos em um “produto final”, que dependendo do contexto e do gênero selecionado para o trabalho será diferenciado.
    • Sendo assim, o trabalho com o gênero Conto de Fadas, será reunido em coletâneas e distribuídas para os alunos da turma, poderiam também compor o mural da escola, ou serem apresentados para as demais turmas de alunos.
    • É sempre importante lembrar que os textos precisam circular socialmente, serem lidos por alguém que não seja unicamente o professor da turma. Neste momento é importante realizar com a turma uma discussão sobre a forma que as produções serão assumidas, realizar um última revisão e a seleção das ilustrações que estarão presentes na coletânea.
  • Referências Bibliográficas
    • DOLZ, J.; NOVERRAZ, M.; SCHNEUWLY, B. Sequências didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento. In: _____ . Gêneros orais e escritos na escola /tradução e organização Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. - Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004. p. 21-39. (Coleção As Faces da Linguística Aplicada).