Doença de chagas
<ul><li>O causador da Doença de chagas é um tripanossomo (espécie  Trypanosoma cruzi ),protozoário mastigóforo encontrado ...
Modos de transmissão <ul><li>Transmissão pelo vetor:  </li></ul><ul><li>esta é a principal via de aquisição de infecções p...
Um barbeiro adulto (que deve seu nome ao fato de picar preferencialmente o rosto, durante o sono do hospedeiro) defeca pró...
<ul><li>O barbeiro infecta-se com o tripanossomo e passa a ser um transmissor quando suga o sangue de vertebrados silvestr...
casa de pau-a-pique, moradia ideal para barbeiros
<ul><li>A ação hematófaga do barbeiro sobre seres humanos e animais domesticados deve-se sobretudo à ocorrência de desmata...
<ul><li>Quando pica uma pessoa ou animal infectados, o barbeiro ingere tripanossomos com o sangue. </li></ul><ul><li>Estes...
<ul><li>Nas células desses órgãos, os tripanossomos convertem-se na forma aflagelada e dividem-se, originando novas formas...
<ul><li>Transmissão por transfusão de sangue   </li></ul><ul><li>É considerada a segunda via mais freqüente de contaminaçã...
<ul><li>Entretanto, a profilaxia das infecções do  T. cruzi  pelo vetor e por transfusão de sangue levará finalmente a mai...
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<ul><li>Transmissão oral: </li></ul><ul><li>Ocorre pela ingestão de alimentos contaminados pelo parasito, sendo usual entr...
<ul><li>Com base na leitura e na revisão bibliográfica realizada pode-se concluir que a doença de Chagas pode se apresenta...
Radiografia mostrando o aumento do volume do coração chagásico (cardiomegalia)
Forma Aguda <ul><li>A forma aguda da doença de Chagas representa, na realidade, uma infecção generalizada pelo  T. cruzi. ...
<ul><li>Os órgãos parasitados vão desde aqueles onde o encontro de parasitos é registrado como raridade, como o ovário, te...
<ul><li>Depois do extenso programa de profilaxia que vem sendo feito nos últimos anos, não só no Brasil como nos paises do...
<ul><li>Os portadores da forma aguda podem vir a falecer de insuficiência cardíaca (miocardite), de meningoencefalite ou d...
<ul><li>As tromboses intracárdicas são excepcionais. Na emergência dos grandes vasos pode ser encontrado </li></ul><ul><li...
<ul><li>Assim, o aumento de volume do linfonodo, que passa do diâmetro de alguns milímetros para 0,5 a 2 cm, representa um...
<ul><li>Os parasitos são facilmente encontrados. Em um paciente tratado durante 5 dias e que veio a falecer, os parasitos ...
<ul><li>Envolve os nervos, o sistema excitocondutor e os gânglios parassimpáticos da parede atrial. Estes podem mostrar se...
<ul><li>(células NK), macrófagos e plasmócitos. Os linfócitos e macrófagos podem aparecer aderidos, com fusão de membrana ...
<ul><li>As lesões da microvasculatura miocárdica foram a principio descritas como resultantes de agregação plaquetária na ...
<ul><li>Por vezes essas lesões são coincidentes com a presença de linfócitos na luz do capilar, com forte </li></ul><ul><l...
<ul><li>As alterações histológicas encontradas em material experimental e humano limitam-se a descrever uma reação prolife...
Forma Latente ou Indetermianda <ul><li>Um dos aspectos mais enigmáticos da doença de Chagas diz respeito ao que acontece d...
<ul><li>Muitos desses casos não podem ser enquadrados na definição de forma indeterminada dentro do critério da Sociedade ...
<ul><li>Alguns pesquisadores têm recorrido às biópsias endomiocárdicas para os seus estudos. Há aqui os problemas com os e...
<ul><li>Este último dado levanta uma suspeita difícil de ser afastada, isto é, se a forma cardíaca já não estaria, em tais...
<ul><li>Esses achados são fortemente sugestivos de que as lesões focais encontradas no coração em portadores da forma inde...
<ul><li>Há ainda outros que sugerem, com base em estudos experimentais, uma lesão microvascular, provocada por fatores imu...
<ul><li>Com base no que foi aqui descrito, os foco inflamatórias que aparecem como que inibidas no seu potencial agressivo...
Forma Crônica Cardíaca <ul><li>Essa forma é caracterizada pela presença de uma miocardiopatia inflamatória de tipo dilatad...
<ul><li>A outra diz respeito à linfoadenomegalia que aparece na emergência dos grandes vasos e que representa uma linfoade...
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Aspectos macroscópicos <ul><li>O coração fica aumentado de volume e assume uma forma arredondada, globóide, com a ponta fo...
<ul><li>Alguns patologistas chegaram a considerar esse “rosário” coronariano como patognomônico da miocardite crônica chag...
<ul><li>Esse aspecto talvez tenha um grande significado, pois estudos de medicina nuclear têm revelado áreas miocárdicas d...
<ul><li>As alterações já referidas podem contribuir para explicar a insuficiência cardíaca predominantemente direita dos c...
sintomas <ul><li>Cardíaca </li></ul><ul><li>Fisiopatogenia: F.Cardíacas </li></ul><ul><li>Parasitismo e lesão das fibrocél...
<ul><li>Diagnóstico </li></ul><ul><li>Sorológico  </li></ul><ul><li>ELISA / Imunofluorescência  </li></ul><ul><li>Parasito...
Tratamento  <ul><li>Não há remédios ou vacinas disponíveis para a prevenção. </li></ul><ul><li>A medicação específica para...
 
 
 
<ul><li>Cardiopatia chagásica crônica. Nota-se importante cardiomegalia e a presença de lesão vorticilar (aneurisma da pon...
<ul><li>Edema palpebral, porta de entrada do Trypanosoma Cruzi também denominado de chagoma de inoculação ou sinal de Roma...
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  1. 1. Doença de chagas
  2. 2. <ul><li>O causador da Doença de chagas é um tripanossomo (espécie Trypanosoma cruzi ),protozoário mastigóforo encontrado nas formas flagelada e aflagelada. </li></ul><ul><li>No hospedeiro vertebrado (mamífero), a forma flagelada é observada no sangue, enquanto a forma aflagelada produz agrupamentos chamados ninhos, no interior das células como as do coração e do sistema nervoso,particularmente as células nervosas do esôfago e do intestino. </li></ul><ul><li>Em seu ciclo vital, o tripanossomopassa por hospedeiros diferentes (o barbeiro e mamífero); por isso, é considerado um parasita </li></ul><ul><li>heteroxênico. </li></ul>
  3. 3. Modos de transmissão <ul><li>Transmissão pelo vetor: </li></ul><ul><li>esta é a principal via de aquisição de infecções pelo T. cruzi , e é considerada como responsável pela endemicidade da doença de Chagas na América Latina. </li></ul><ul><li>As principais espécies transmissoras do tripanossomo são Triatoma infestans, Rhodnius prolixus e Panstrongylus megistus , insetos da ordem Hemíptera conhecidos vulgarmente como barbeiros, que são hematófagos e têm hábitos noturnos </li></ul>
  4. 4. Um barbeiro adulto (que deve seu nome ao fato de picar preferencialmente o rosto, durante o sono do hospedeiro) defeca próximo ao local da picada, enquanto se alimenta
  5. 5. <ul><li>O barbeiro infecta-se com o tripanossomo e passa a ser um transmissor quando suga o sangue de vertebrados silvestres (como a cutia, o gambá e o tatu) e de animais domésticos (como o cão e o gato), que são reservatórios naturais do parasita. Faz seus ninhos em frestas nas paredes de casas de pau-a-pique e pode também se alojar em colchões, atrás de móveis, em paióis e galinheiros, alimentando-se do sangue das aves. </li></ul>
  6. 6. casa de pau-a-pique, moradia ideal para barbeiros
  7. 7. <ul><li>A ação hematófaga do barbeiro sobre seres humanos e animais domesticados deve-se sobretudo à ocorrência de desmatamentos, que o levaram a mudar o habitat e a dieta. </li></ul><ul><li>É fácil perceber que as distorções econômicas influenciam fortemente a distribuição social da parasitose, na medida em que ocorre deficiências na qualidade de vida do homem interiorano. </li></ul><ul><li>Historicamente, em toda a América Latina, essa qualidade já se acha profundamente comprometida, especialmente em relação às condições de moradia (que interessam no caso particular da domiciliação dos triatomíneos), mas também no que concerne à saúde e à educação, perpetuando inexoráveis ciclos de pobreza/enfermidade. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Quando pica uma pessoa ou animal infectados, o barbeiro ingere tripanossomos com o sangue. </li></ul><ul><li>Estes se multiplicam por divisões binárias no tubo digestivo do inseto, assumindo a forma flagelada infectante no final do intestino. </li></ul><ul><li>Ao picar uma pessoa e defecar, o barbeiro elimina os parasitas com as fezes. </li></ul><ul><li>Pelo orifício da picada, por lesões provocadas pela coçagem, ou mesmo através de mucosas íntegras, os tripanossomos penetram no corpo, invadem células e multiplicamse, chegando finalmente à corrente sangüínea, por meio da qual atingem vários órgãos. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Nas células desses órgãos, os tripanossomos convertem-se na forma aflagelada e dividem-se, originando novas formas flageladas, que rompem as célula e retornam à corrente sangüínea. </li></ul><ul><li>Alcançam outros órgãos e formam em suas células novos ninhos da forma aflagelada. </li></ul><ul><li>O ciclo repete-se continuamente, afetando principalmente o coração, o sistema nervoso e o sistema digestivo do infectado. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Transmissão por transfusão de sangue </li></ul><ul><li>É considerada a segunda via mais freqüente de contaminação. </li></ul><ul><li>Hoje os riscos de transmissão da DCT no Brasil são mínimos, tendo sido estimados entre três e vinte ocorrências no contexto de mais de 4 milhões de transfusões anuais. </li></ul><ul><li>Transmissão transplacentária e pelo leite: </li></ul><ul><li>A transmissão transplacentária do T. curzi para o concepto é causa importante de aborto, natimorto e prematuridade, naquelas regiões onde a doença de Chagas é endêmica. </li></ul><ul><li>A freqüência com que as mães chagásicas transmitem o T. cruzi para os filhos varia de 0,1 a 2,58%. </li></ul><ul><li>A importância da transmissão congênita na epidemiologia da doença de Chagas é difícil de avaliar devido à pobreza de investigações nesta área. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Entretanto, a profilaxia das infecções do T. cruzi pelo vetor e por transfusão de sangue levará finalmente a maior interesse por esta forma de transmissão. </li></ul><ul><li>Transmissão pelo leite tem sido observada em mulheres e em animais de experimentaçãocom a infecção aguda. </li></ul><ul><li>Existe um caso publicado em que a jovem mãe com a doença de Chagas aguda tinha o T. cruzi no colostro antes e depois da parturição, mas o recém-nato não adquiriu a infecção congenitamente. Foi recomendado suspender o aleitamento materno. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Por outro lado, se tem observado que as infecções por T. cruzi são exacerbadas durante a gestação, quando as </li></ul><ul><li>parasitemias podem voltar a patência, provavelmente como resultado da depressão da imunidade celular que acompanha a gravidez. </li></ul><ul><li>Transmissão acidental: ocorre em laboratórios ou hospitais, quando da manipulação inadequada de material contaminado por pessoas susceptíveis. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Manejos de triatomíneos,de culturas, de animais de experimentação infectados, manejo de sangue da pacientes com forma aguda. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Transmissão oral: </li></ul><ul><li>Ocorre pela ingestão de alimentos contaminados pelo parasito, sendo usual entre mamíferos do ciclo silvestre da tripanossomíase, que ingerem triatomíneos ou outros mamíferos infectados. Para o homem, há relatos esparsos de sua ocorrência, um deles no Rio Grande do Sul, outro na Paraíba e outro no México, além de casos prováveis na Amazônia brasileira. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Com base na leitura e na revisão bibliográfica realizada pode-se concluir que a doença de Chagas pode se apresentar sob as seguintes formas: </li></ul><ul><li>forma indeterminada, caracterizada pela </li></ul><ul><li>ausência de sintomas e sinais significativos de comprometimento orgânico; </li></ul><ul><li>na forma digestiva, secundária a lesão do plexo mioentérico, que gera incoordenação motora e, em casos avançados, dilatação do órgão acometido (megas); </li></ul><ul><li>E forma cardíaca, considerada a mais freqüente em nosso meio. </li></ul>
  15. 15. Radiografia mostrando o aumento do volume do coração chagásico (cardiomegalia)
  16. 16. Forma Aguda <ul><li>A forma aguda da doença de Chagas representa, na realidade, uma infecção generalizada pelo T. cruzi. </li></ul><ul><li>As formas amastigotas podem ser encontradas nas secções histólogicas de quase todos os órgãos e no interior de vários tipos celulares, usualmente acompanhadas por um infiltrado mononuclear, congestão aguda e edema. </li></ul><ul><li>As células parasitadas incluem fibras musculares lisas, esqueléticas e cardíacas, fibroblastos, macrófagos, células gliais, células endoteliais, células de Schwann e neurônios. Os parasitos intracelulares por vezes são abundantes na chamada “gordura cinzenta”, e havia dúvida se as células parasitadas eram mesmo adipócitos. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Os órgãos parasitados vão desde aqueles onde o encontro de parasitos é registrado como raridade, como o ovário, testículo e tireóide, até os músculos liso, estriado esquelético e cardíaco, onde as lesões são comuns e muito mais proeminentes, e o sistema nervoso central. </li></ul><ul><li>Devido à baixa mortalidade de forma aguda e à sua ocorrência predominantemente rural, são relativamente poucos os estudos publicados sobre a anatomia patológica dessa forma da doença de Chagas no homem. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Depois do extenso programa de profilaxia que vem sendo feito nos últimos anos, não só no Brasil como nos paises do Cone Sul, a forma aguda da doença de Chagas de origem vetorial tornou-se realmente uma raridade. </li></ul><ul><li>O interesse pela sua patologia todavia persiste devido à possibilidade do aparecimento eventual de casos por </li></ul><ul><li>transmissão congênita, acidentes de laboratório, por ingestão de alimentos contaminados e póstransfusionais. </li></ul><ul><li>As formas de reativação vistas em portadores de imunodeficiências aparecem hoje com muita freqüência. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Os portadores da forma aguda podem vir a falecer de insuficiência cardíaca (miocardite), de meningoencefalite ou de complicações, como a broncopneumonia. </li></ul><ul><li>A miocardite é a lesão mais constante e é muito intensa, mesmo naqueles pacientes que, em vida, mostram apenas sinais escassos de envolvimento cardíaco ou que, nas necrópsias, mostram corações sem alterações macroscópicas evidentes. </li></ul><ul><li>Os que falecem em insuficiência cardíaca mostram um coração flácido, congesto, moderadamente aumentado de volume, mais por dilatação que por hipertrofia, e com petéquias ou sufusões hemorrágicas, subepicárdicas e subendocárdicas. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>As tromboses intracárdicas são excepcionais. Na emergência dos grandes vasos pode ser encontrado </li></ul><ul><li>um linfonodo aumentado de volume, representando um processo de linfoadenite inespecífica. </li></ul><ul><li>As formas amastigotas poderão ser encontradas no interior desse linfonodo. </li></ul><ul><li>Ele representa um centro de drenagem dos linfáticos cardíacos. Estes formam dois troncos – um direito e outro esquerdo – que drenam a linfa miocárdica através de uma rede subepicárdica que acompanha os vasos </li></ul><ul><li>coronarianos, anastomosando-se e convergindo para a base do coração. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Assim, o aumento de volume do linfonodo, que passa do diâmetro de alguns milímetros para 0,5 a 2 cm, representa um reflexo das alterações inflamatórias em curso no miocárdio. </li></ul><ul><li>Daí, embora não seja patognomônica, a sua presença tem valor para o diagnostico da miocardite chagásica, inclusive na forma crônica cardíaca, onde ele também pode aparecer. </li></ul><ul><li>Ao exame microscópico do coração, vêem-se intenso infiltrado mononuclear e edema, dissociando as fibras cardíacas, as quais podem exibir graus diversos de alterações regressivas. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Os parasitos são facilmente encontrados. Em um paciente tratado durante 5 dias e que veio a falecer, os parasitos foram muito escassos nas lesões, embora a reação inflamatória fosse de grande intensidade. </li></ul><ul><li>É possível que a destruição das formas intracelulares dos parasitos contribua para exacerbar a reação inflamatória.Tal demonstração foi feita a principio experimentalmente, levando ao uso clínico de tal esquema terapêutico em dois pacientes com a forma aguda da doença, com total sucesso. </li></ul><ul><li>O infiltrado inflamatório envolve todas as estruturas do coração e estende-se ao endo- e pericárdio,onde podem ocorrer densos acúmulos focais. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Envolve os nervos, o sistema excitocondutor e os gânglios parassimpáticos da parede atrial. Estes podem mostrar sensível diminuição do número dos neurônios. Também a base das válvulas cardíacas pode se infiltrada pelas células mononucleares, onde predominam os linfócitos. </li></ul><ul><li>Em material experimental, o estudo ultra-estrutura demonstra que as células inflamatórias </li></ul><ul><li>são predominantemente pequenos linfócitos </li></ul><ul><li>grandes linfócitos granulares de núcleo chanfrado </li></ul>
  24. 24. <ul><li>(células NK), macrófagos e plasmócitos. Os linfócitos e macrófagos podem aparecer aderidos, com fusão de membrana ao sarcolema dos miocardiocitos. </li></ul><ul><li>Nesses pontos de contato, e por vezes em quase toda a miocélula, ocorrem tumefação e rotura de mitocôndrias, dilatação de retículo endoplasmático e dissolução de miofibrilas, com rotura e fragmentação dos discos intercalares. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>As lesões da microvasculatura miocárdica foram a principio descritas como resultantes de agregação plaquetária na infecção do camundongo. </li></ul><ul><li>Sugeriu-se que o inicio do processo seria uma ação direta do T. cruzi ao se colonizar no interior de células endoteliais. </li></ul><ul><li>Essa possibilidade parece remota, uma vez que tal parasitismo é excepcional, mesmo em infecções com elevadas cargas parasitárias. </li></ul><ul><li>Ao exame ultra-estrutural da miocardite chagástica aguda no modelo canino, os capilares miocárdicos mostram tumefação endotelial, agregação plaquetaria e trombos fibrinosos. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Por vezes essas lesões são coincidentes com a presença de linfócitos na luz do capilar, com forte </li></ul><ul><li>aderência membranar à célula endotelial. </li></ul><ul><li>Ocorre, portanto, uma microangiopatia na miocardite aguda chagástica, provavelmente iniciada com a agressão citotóxica ao endotélio por células imunologicamente competentes. </li></ul><ul><li>O sinal de Romanã e o chagoma têm o mesmo significado de uma lesão de porta de entrada. </li></ul><ul><li>O seu aparecimento em 10 a 15 dias após a inoculação e a sua duração de 30 a 60 dias sugerem uma reação de hipersensibilidade mediada por células. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>As alterações histológicas encontradas em material experimental e humano limitam-se a descrever uma reação proliferativa com fibroblastos, macrófagos e células endoteliais, além de congestão e edema e a presença de parasitos no citoplasma de macrófagos. Na pele (chagona) foram descritas lesões eritematosas </li></ul><ul><li>(esquizotripânides) e nódulos cutâneos, que representam focos de paniculites e de reações granulomatosas, com ou sem parasitos (chagomas metastáticos). </li></ul>
  28. 28. Forma Latente ou Indetermianda <ul><li>Um dos aspectos mais enigmáticos da doença de Chagas diz respeito ao que acontece durante o longo período (geralmente cerca de 5-10 anos ou mais) entre as manifestações da fase </li></ul><ul><li>aguda e o aparecimento das manifestações da forma crônica cardíaca ou digestiva. </li></ul><ul><li>Em indivíduos infectados, mas aparentemente assintomáticos, que vieram a falecer subitamente, acidentalmente ou por outras causas que não a doença de Chagas, vários autores têm registrado a presença de uma miocardite focal discreta e, pricipalmente, redução do número de neurônios nos plexos nervosos parassimpáticos do coração e do tubo digestivo. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Muitos desses casos não podem ser enquadrados na definição de forma indeterminada dentro do critério da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, por não terem tido estudo eletrocardiográfico prévio. </li></ul><ul><li>Esse fato é importante, pois um estudo feito em chagásicos assintomáticos acometidos de morte súbita, tido como pertencentes à forma indeterminada, revelou, nas necrópsias, que todos já exibiam as características anátomo-patológicas da forma crônica cardíaca da doença de Chagas. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Alguns pesquisadores têm recorrido às biópsias endomiocárdicas para os seus estudos. Há aqui os problemas com os erros de amostragem, pois as lesões têm uma distribuição focal. </li></ul><ul><li>Em um desses estudos, apenas 15% das biópsias mostraram discretas reações inflamatórias, enquanto 85% apareceram histologicamente normais. </li></ul><ul><li>Já em outro estudo, 61% das amostras mostraram discretos infiltrados inflamatórios, alterações degenerativas e inespecíficas das fibras miocárdicas, edema intersticial e fibrose. </li></ul><ul><li>A correlação tem sido feita entre o encontro das lesões mais acentuadas e a probabilidade de o indivíduo vir a desenvolver a forma cardíaca progressiva. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Este último dado levanta uma suspeita difícil de ser afastada, isto é, se a forma cardíaca já não estaria, em tais casos, nos sues primeiros estágios de desenvolvimento. Embora essa forma da doença de chagas tenha sido bem definida, a sua patogenia é pouco conhecida. </li></ul><ul><li>O substrato anatômico é representado pelas lesões inflamatórias microscópicas focais, no seio das quais os parasitos são raramente demonstrados pelos métodos histológicos comuns. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>Esses achados são fortemente sugestivos de que as lesões focais encontradas no coração em portadores da forma indeterminada são parasito-dependentes. </li></ul><ul><li>Todavia,o significado das lesões miocárdicas focais tem sido discutido, pois para uns elas seriam cumulativas e, com o tempo, resultariam no comprometimento difuso (confluente) do miocárdio, inclusive com fibrose disseminada, enquanto para outros elas representariam um estado de equilíbrio parasito-hospedeiro. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Há ainda outros que sugerem, com base em estudos experimentais, uma lesão microvascular, provocada por fatores imunes, com ação continua e cumulativa. A resposta a essas perguntas parece muito difícil de ser dada em estudos com material humano. </li></ul><ul><li>Em camundongos com infecção prolongada, e que se apresentavam aparentemente sadios, foram encontradas lesões evolutivas de arteriolite necrotizante, além de lesões inflamatórias focais, sobretudo no coração e nos músculos esqueléticos. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Com base no que foi aqui descrito, os foco inflamatórias que aparecem como que inibidas no seu potencial agressivo, mas que se acumulam no tecido intersticial acompanhadas por um cento grau de fibrose. </li></ul><ul><li>Após um lapso de tempo, as células inflamatórias são removidas por apoptose, enquanto o excesso de matriz sofre degradação. </li></ul><ul><li>Com base nesses dados ultra-estruturais, as lesões da miocardite focal da forma indeterminada fora interpretadas como sujeitas a um ciclo evolutivo, autolimitado, equilibrado pelo aparecimento de umas lesões e desaparecimento de outras, o que permitiria longa sobrevida do hospedeiro. </li></ul>
  35. 35. Forma Crônica Cardíaca <ul><li>Essa forma é caracterizada pela presença de uma miocardiopatia inflamatória de tipo dilatada, fibrosante, de evolução protraída e fatal, que cursa com insuficiência cardíaca congestiva ou morte súbita, fenômenos tromboembólicos, arritmias variadas. </li></ul><ul><li>Tem sido discutido se haveria duas formas de apresentação da doença: </li></ul><ul><li>uma prodominantemente arrítmica, que levaria à morte súbita e que apresentaria um coração de tamanho ainda dentro dos limites da normalidade, com comprometimento particularmente grave do sistema de condução do coração; enquanto a outra seria do tipo congestivo, com cardiomegalia, trombose intracardíaca e infartos em vários órgãos. </li></ul><ul><li>Até diferenças mais freqüentes nos indivíduos que faleceram subitamente. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>A outra diz respeito à linfoadenomegalia que aparece na emergência dos grandes vasos e que representa uma linfoadenite satélite da miocardite chagásica. Lopes e cols. Encontraram tal linfonodo em aproximadamente 75% dos chagásicos que tiveram morte súbita, e em 40% dos que apresentaram insuficiência cardíaca congestiva. </li></ul><ul><li>Na realidade, a morte súbita pode acometer portadores da forma crônica cardíaca da doença em qualquer fase da sua evolução. </li></ul><ul><li>Tambem os achados anatomo-patologicos não diferem essencialmente entre os indivíduos que morrem subitamente e aqueles com longa historia de insuficiência cardíaca congestica. Do ponto de vista histológico, não é possível separar os dois grupos, mesmo quando o sistema de condução é examinado. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>Portadores de cardiomiopatia chagásica crônica apresentam um padrão especifico de variação circadiana na freqüência de eventos de taquicardia ventricular. Esse padrão, caracterizado por um pico pronunciado entre meio-dia e 18:00h e um nadir noturno, indica que o padrão circadiano pode diferir do padrão. </li></ul>
  38. 38. Aspectos macroscópicos <ul><li>O coração fica aumentado de volume e assume uma forma arredondada, globóide, com a ponta formada pelos dois ventrículos e com os vasos venosos congestos fazendo um proeminente desenho vascular na superfície epicárdica que é habitualmente lisa, transparente e brilhante. Podem ser notadas áreas focai esbranquiçadas e planas de espessamento epicárdico relativamente freqüentes na face ântero-superior do órgão (“manchas lácteas”). </li></ul><ul><li>Ao longo das artérias coronárias, ficam escalonados grumos esbranquiçados, formando um pontilhado que tem sido comparado a um “rosário”. Microscopicamente, esses grumos contêm uma composição laminar acelular de fibras colágenas e, provavelmente, representam uma variação das “manchas lácteas”. </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Alguns patologistas chegaram a considerar esse “rosário” coronariano como patognomônico da miocardite crônica chagásica, mas, embora a lesão seja mais freqüente e nítida nessa condição, também aparece em cardiomegalias de outras etiologias, até mesmo nas não inflamatórias. </li></ul><ul><li>O miocárdio fica amolecido, embora não esteja flácido, e mostra espessura irregular com áreas de afinamento que se alternam com zonas hipertrofiadas, o que pode ser mais bem apreciado quando o órgão transiluminado, como ao se ascender uma lâmpada no interior da cavidade ventricular. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Esse aspecto talvez tenha um grande significado, pois estudos de medicina nuclear têm revelado áreas miocárdicas de hipocontratilidade e de baixa perfusão coronariana, provavelmente decorrentes de alterações da inervação autonômica ou de destruições focais de fibras dos sistema de condução. </li></ul><ul><li>Em ambos os casos, poder-se-iam formar áreas com distúrbios de despolarização que seriam comprimidas e distendidas em cada sístole ventricular, assim sofrendo gradativa atrofia. </li></ul><ul><li>Ao ser seccionado, o miocárdio mostra uma fina e difusa fibrose, mas bem apreciada em secções longitudinais ao longo do septo interventricular. Por vezes, esse septo mostra de espessura muitoreduzida. </li></ul>
  41. 41. <ul><li>As alterações já referidas podem contribuir para explicar a insuficiência cardíaca predominantemente direita dos chagásicos, pois a integridade do septo é fundamental para manter a força de ejeção da câmara ventricular direita. </li></ul><ul><li>Outras áreas mostram-se com nítida hipertrofia, por vezes alcançando 2cm de espessura. As câmaras cardíacas mostram nítido grau de dilatação, sobretudos as direitas, todas contendo muito sangue e coágulos cruóricos e lardáceos. </li></ul><ul><li>Além das observações já feitas, observou-se em um estudo realizado que pacientes com doença de Chagas sem cardiopatia aparente apresentam alteração precoce dos ventrículos direito e esquerdo </li></ul>
  42. 42. sintomas <ul><li>Cardíaca </li></ul><ul><li>Fisiopatogenia: F.Cardíacas </li></ul><ul><li>Parasitismo e lesão das fibrocélulas do miocárdio </li></ul><ul><li>Lesões do miocárdio contrátil e do sistema que gera e conduz o estímulo elétrico cardíaco </li></ul><ul><li>Macroscopicamente: aspecto flácido e congesto do coração que se apresenta aumentado de volume devido à dilatação das cavidades </li></ul><ul><li>Insuficiência cardíaca = instalação progressiva </li></ul><ul><li>Arritmias (extra-sístoles, fibrilação atrial, fibrilação ventricular, bloqueios), cardiomegalia, insuficiência cardíaca </li></ul>
  43. 43. <ul><li>Diagnóstico </li></ul><ul><li>Sorológico </li></ul><ul><li>ELISA / Imunofluorescência </li></ul><ul><li>Parasitológico </li></ul><ul><li>PCR / Xenodiagóstico / Hemocultura </li></ul><ul><li>Tripanossoma cruzi em esfregaço de sangue periférico: tripomastigota (Coloração de Giemsa) </li></ul>
  44. 44. Tratamento <ul><li>Não há remédios ou vacinas disponíveis para a prevenção. </li></ul><ul><li>A medicação específica para a DC (Benzonidazol – RochaganR) é mais efetiva na forma aguda da doença. </li></ul><ul><li>Nas formas crônicas o benefício é questionável, devendo-se tratar e acompanhar os sinais e sintomas associados. </li></ul>
  45. 48. <ul><li>Cardiopatia chagásica crônica. Nota-se importante cardiomegalia e a presença de lesão vorticilar (aneurisma da ponta do ventrículo esquerdo </li></ul>
  46. 49. <ul><li>Edema palpebral, porta de entrada do Trypanosoma Cruzi também denominado de chagoma de inoculação ou sinal de Romaña </li></ul>

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