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Cultura cibernética?    A partir da discussão anterior, relacionar as   ideias, valores e visão do humano (máquinainformac...
Norbert Wiener – 1948 - “Cybernetics: Or Control   and Communication in the Animal and the                   Machine
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- O projeto utópico que se articula em torno da comunicação é ambicioso. Desenvolve-se em   três níveis: uma sociedade ide...
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Singularidade e a cultura cibernética
- História do Vale do Silício: da contracultura à                   cibercultura - Cultura da internet: blogs, wikipedia, ...
- Fred Turner (2006) analisa uma das publicações pioneiras e mais influentes da Califórnia, o Whole earth    catalog. Edit...
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- Darwinismo social do Vale do Silício: ideia de mundo  como selva competitiva, em que os melhores/maisadaptados sobrevive...
- A “nova esquerda” teria nascido ao sul profundo dos Estados Unidos,    abraçado o ativismo, participado da luta política...
- “Há uma qualidade informacional que defina a           cultura do século XXI?”                       Tiziana Terranova, ...
- Terranova vai elencando elementos de“diferença” típicos da cultura do séc. XXI:* informação não como verdade e relevânci...
* Mais do que a compreensão do espaço e do tempo, a questão dasmúltiplas e perecíveis identidades mascadas pelos diferente...
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Parte dois do curso do Sesc. E aula dois do curso jornalismo e o digital

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Diversidadecibernetica

  1. 1. Diversidade cultural e o universo digital Parte 2: ideias da cibernética Rafael Evangelista Antropólogo e jornalista Labjor/Unicamp
  2. 2. - Surgimento e ideias principais da cibernética- Computadores: de mainframes a computadorespessoais e a influência da contracultura- Cultura da rede: a infraestrutura material
  3. 3. Cultura cibernética? A partir da discussão anterior, relacionar as ideias, valores e visão do humano (máquinainformacional?) da cibernética com um ambiente cultural amplo que abre espaço e estimula uma certa diversidade cultural calcada na comunicação e na produção de informações sobre si
  4. 4. Norbert Wiener – 1948 - “Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine
  5. 5. - Feedback e feedback loops: “descrever todo dispositivo puramente informacionalcapaz deajustar seu comportamento em razão da análise que fazia dos efeitos de sua ação”- Feedback seriam: “fonte de todo comportamento inteligente” e o “apanágio de máquinas tão evoluídas quanto os seres vivos”
  6. 6. - Metáfora homem (ser vivo) com as máquinas - “Wiener falava ainda de “comportamento” no sentido de “comportamento de troca deinformação”. “Comportamento” já era uma noção antiga, desenvolvida pela escola behaviorista, cujo credo era a renúncia de toda “interioridade” do homem em benefício de uma ciência do “observável”” - Relações, trocas de informação
  7. 7. - O projeto utópico que se articula em torno da comunicação é ambicioso. Desenvolve-se em três níveis: uma sociedade ideal, uma outra definição antropológica do homem e uma promoção da comunicação como valor. Essestrês níveis se concentram em torno do tema do homem novo, que chamaremos de Homo communicans.
  8. 8. - O Homo communicans é um ser sem interior e sem corpo, que vive em uma sociedade semsegredo; um ser totalmente voltado para o social, que só existe através da troca e da informação, em uma sociedade tornada transparente graças às novas "máquinas de comunicação". Essas qualidades de homem da comunicação, que contribuem para fomentar o ideal do homem moderno, surgem como alternativas àdegradação do humano produzida pela tormenta do século XX.
  9. 9. - Metáforas sobre a vida para pensar asmáquinas <--> metáforas sobre as máquinas para pensar a vida - Máquinas e homens em um mesmo status existencial comparável- Produção da identidade pela diferença de sinais de comunicação
  10. 10. Singularidade e a cultura cibernética
  11. 11. - História do Vale do Silício: da contracultura à cibercultura - Cultura da internet: blogs, wikipedia, software livre, colaboração/competição, bens comuns, democracia, liberdade, meritocracia, poder, maioria, redes, de baixo pra cima, tecnologia como solução para todos os problemas, mácomunicação como fonte de todos os problemas
  12. 12. - Fred Turner (2006) analisa uma das publicações pioneiras e mais influentes da Califórnia, o Whole earth catalog. Editada em forma de catálogo, tinha uma estrutura que, mais tarde, Steve Jobs, da Apple, iriacomparar a um mecanismo de busca offline. Um de seuseditores era Kevin Kelly, que depois seria cofundador da Wired, reputadamente a revista símbolo do Vale do Silício. Mas Turner não se detém a um escrutínio da publicação; ao contrário, refaz toda uma trajetória histórica que busca entender que tipo de confluênciaspolíticas, culturais e de atores levaram do movimento da contracultura à cibercultura.
  13. 13. - Recusa comum da geração 60 a um mundo da Guerra Fria associado à burocracia. Esta era ligada aomilitarismo, ao mundo corporativo tradicional ou mesmo acadêmico, como espelhos que se refletem, em que as pessoas eram ensinadas a “desempenhar um papel específico em uma estrutura organizacional”. Esse treinamento domaria a natureza complexa e criativa dos indivíduos, transformando-os na chatice unidimensional de um cartão de um computador mainframe IBM. Por sua vez, desumanizados, dessensibilizados, osindivíduos formariam as peças autômatas da máquina de guerra que jogou a bomba em Hiroshima e levava a cabo a Guerra do Vietnã.
  14. 14. - Darwinismo social do Vale do Silício: ideia de mundo como selva competitiva, em que os melhores/maisadaptados sobrevivem e o mundo, em consequência, é melhor- A pista para entender como o esquerdismo hippie dos anos 1960 desemboca em uma visão de mundo muitomais sem compaixão como a do darwinismo social estána diferenciação que Turner faz entre a “nova esquerda” e o que ele chama de “novo comunalismo”, ambos formados durante o mesmo período, por uma geração herdeira da fase mais dura da Guerra Fria, que compartilha a aversão ao autoritarismo e, principalmente, à guerra.
  15. 15. - A “nova esquerda” teria nascido ao sul profundo dos Estados Unidos, abraçado o ativismo, participado da luta política e estaria ligada ao movimento pela liberdade de expressão. Já os “novos comunalistas” teriam surgidos de movimentos de construção de comunidadesalternativas, marcadas pela poesia e ficção beat, zen-budismo e, a partir dos anos 1960, experimentação com drogas psicodélicas. Os “novos comunalistas”, “mesmo quando se estabeleceram em zonas rurais, quando retornaram pra casa, frequentemente, adotaram práticas colaborativas, a celebração da tecnologia e a retórica cibernética da pesquisa academico-militar-industrial do mainstream”. Os dois grupos foram confundidos sob o mesmo nome contracultura, porém, enquanto para a “nova esquerda” a “verdadeira comunidade e o fim da alienaçãoeram geralmente pensados como resultado da atividade política”, para o “novo comunalismo”, a política era, na melhor das hipóteses, um ponto supérfluo e, na pior, parte do problema.
  16. 16. - “Há uma qualidade informacional que defina a cultura do século XXI?” Tiziana Terranova, Network Culture- Dois problemas: uma cultura pode definir um século?; saber o que é essa “qualidade informacional”
  17. 17. - Terranova vai elencando elementos de“diferença” típicos da cultura do séc. XXI:* informação não como verdade e relevância, como tratavam osjornalistas do séc. XX, mas como preservação do sinal frente ao ruído* Ciências da vida reorientadas para “superar a entropia”. Vida comoquestão informacional* Superfragmentação em lugar da imitação: do analógico ao digital.Novas réguas* Internet não como uma mídia entre várias, mas como o desenho geralpara o processo que dirige a globalização da cultura e da comunicaçãoem sentido amplo* Espaço como a biofísica de sistemas abertos
  18. 18. * Mais do que a compreensão do espaço e do tempo, a questão dasmúltiplas e perecíveis identidades mascadas pelos diferentespseudônimos/IPs/gadgets* “É quase como se o espaço aberto da internetworking fosse umasolução técnica, não apenas a incompatibilidades de software ehardware mas também para tensões introduzidas pela celebraçãoposmoderna da diferença”* Se na posmodernidade a diferença se torna um valor agregado...Como produzir a diferença com engajamento, quando a tendência semostra ser a decomposição do social em enclaves e identidadesfechadas, coexistindo mas não interagindo com outras fora da mediaçãodos símbolos e da hostilidade das tensões culturais?* Life – o trabalho e as redes gerenciados como sistemas vivoshttp://www.people.nnov.ru/fractal/Life/Game.htm

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