O atual momento doJornalismo Digital
Vivemos em um novo mundo
Evolução das plataformas de comunicação e de consumo de conteúdo
Evolução das plataformas de comunicação e de consumo de conteúdo
- Pelo sexto ano consecutivo, a receita de publicidade dos impressos americanos caiu7,3%. Para cada dólar ganho no mundo d...
- Artigo publicado no dia 9 na Columbia Journalism Review. Link: http://bit.ly/ZX05Wg- O quarto item deste texto chama ate...
- Você gosta de produzir extensas reportagens e utilizar recursos multimídia paradeixá-la ainda mais atraente? Terá, porta...
- Para quem deseja trabalhar na área digital:o ambiente seleciona o melhor adaptado.- Portanto, não pense que exercer a fu...
Erros e Acertosno universo digital
Missão
- Menor consumo de publicações impressas (jornais e revistas). De acordo com oestudo "Indicadores de Mercado", elaborado p...
“O iPad é o maior avanço na leitura de banheiro da história da humanidade”. (GEMMEL, Matt)- O Jornalismo possui uma relaçã...
- Em fevereiro de 2011, durante a apresentação dasegunda versão do iPad, da Apple, o australiano RupertMurdoch, dono de ma...
- Não havia motivação para que seus leitorespagassem pelo conteúdo. Desde a primeira edição,reportagens eram provenientes ...
Novos modelos, novas experimentações- Recentemente, uma série de publicaçõesimportantes em todo o mundo começou aseguir um...
As medidas para o “digital first”- Adaptar-se seu conteúdo a todas as plataformas disponíveis para consumo deconteúdo: sma...
As medidas para o “digital first”- Projetar sites jornalísticos responsivos pressupõe projetar seu conteúdo para seratendi...
- Você pagaria para consumir informação na web?- Em 2012, 450 dos 1.380 diários impressos do país adotaram algum tipo de c...
- Recentemente, a companhia produziu uma extensa – e detalhada – série de seisreportagens sobre 16 esquiadores apanhados e...
- Foram necessários seis meses e onze profissionais para produzir um conteúdo que, napágina principal da empresa de notíci...
O “universo social”- Dois terços dos americanos muitas vezes procuram uma notícia completa depois deouvir de amigos ou fam...
Isso é jornalismo?
A importância de Paul Baran- Diagrama de Paul Baran é o combustível que reforça a importância de uma publicaçãomais próxim...
- O Jornalismo ganha muito com as APIs públicas- APIs: Application Programming Interface. Se Twitter e Facebook fossem um ...
- APIs do Foursquare (maior serviço de geolocalização do mundo) + APIs do TripAdvisor(maior serviço de comentários relativ...
Segunda tela- Segunda tela: hábito de usar a internet para comentar um programa televisivo emtempo real- A transmissão de ...
Londres 2012, a Olimpíada da segunda tela
• Recentemente, aUniversidade de Columbiacriou um Mestrado quepretende unir disciplinastecnológicas às jornalísticas:Maste...
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O atual momento do Jornalismo Digital - USP (2013)

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Palestra ministrada sobre o cenário do setor e de seus profissionais em maio de 2013

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O atual momento do Jornalismo Digital - USP (2013)

  1. 1. O atual momento doJornalismo Digital
  2. 2. Vivemos em um novo mundo
  3. 3. Evolução das plataformas de comunicação e de consumo de conteúdo
  4. 4. Evolução das plataformas de comunicação e de consumo de conteúdo
  5. 5. - Pelo sexto ano consecutivo, a receita de publicidade dos impressos americanos caiu7,3%. Para cada dólar ganho no mundo digital, há uma perda de 16 dólares no universofísico, dos papeis- Na TV a cabo, a cobertura de eventos ao vivo durante o dia, que geralmente exige umaequipe e correspondente, caiu 30% de 2007 a 2012, enquanto programas de entrevistascresceram 31%.- No crescente mercado de publicidade móvel, seis empresas compartilham 72% de ummercado de US$ 2,6 bilhões (um crescimento de 80% em 2012) e nenhuma delas é deprodução de notícias: Pandora, Google, Millenial Media; Apple iAds, Facebook e Twitter.Eles são rivais ou novas vitrines de conteúdo?Fonte: The State of The News Media 2013Números nada animadores
  6. 6. - Artigo publicado no dia 9 na Columbia Journalism Review. Link: http://bit.ly/ZX05Wg- O quarto item deste texto chama atenção: o caos é um ótimo elemento para acriatividade- Vivemos um momento disruptivo, de mudanças no Jornalismo Digital. Chegou omomento de experimentar novos formatos ao maior interessado: consumidor final.Furos de reportagem, textos longos ou curtos: há espaço – pequeno – mas teremosmuitos e muitos formatos (e recursos) presentes para melhorar ainda mais nossoJornalismo.O outro lado da história
  7. 7. - Você gosta de produzir extensas reportagens e utilizar recursos multimídia paradeixá-la ainda mais atraente? Terá, portanto, espaço no universo digital- Você gosta de participar de eventos em tempo real e produzir textos “hard news” inloco?- Você gosta da área de negócios e tecnologia em Jornalismo? Também terá espaço.E será dessa fatia que pretendemos conversar hoje.O outro lado da história
  8. 8. - Para quem deseja trabalhar na área digital:o ambiente seleciona o melhor adaptado.- Portanto, não pense que exercer a funçãoé saber apenas escrever, ler, fazer pautas,apurar e produzir reportagens. Transcendeessas características – que sãoimprescindíveis, claro.- É necessário conhecer APIs, DesignResponsivo, Colaboração, CreativeCommons, Data Visualization, Facebook,plataformas Apple, Mashups, SEO, “MídiaSocial”, Twitter e Wordpress.“Darwinismo Jornalístico”
  9. 9. Erros e Acertosno universo digital
  10. 10. Missão
  11. 11. - Menor consumo de publicações impressas (jornais e revistas). De acordo com oestudo "Indicadores de Mercado", elaborado pelo Interactive Advertising Bureau (IABBrasil) em 2012, a internet superou os jornais e já é a segunda mídia no Brasil (atrásapenas da TV aberta), alcançando 12% do total (display+search)- Custos para reportagem são altíssimos: viagens, hospedagem, transporte...Publicações necessitam de conteúdos exclusivos e diferenciados para sobreviver.- Erramos ao entrar no mundo digital sem planejar sua sustentabilidade financeira etestar soluções publicitárias- Cultura de “internet é grátis”: notícias, filmes, músicas...- E os leitores que adquiriram a revista ou o jornal em todas essas ocasiões, como sesentem?- Existem brechas para tentar reparar o erro comercial de distribuir conteúdosgratuitamente, sem um modelo de negócio viável- Resumo: o Brasil está sempre um passo atrás...Por que o Jornalismo se movimenta tanto?
  12. 12. “O iPad é o maior avanço na leitura de banheiro da história da humanidade”. (GEMMEL, Matt)- O Jornalismo possui uma relação íntima com a tecnologia. A criação de novasplataformas – dispositivos móveis como celulares, smartphones e tablets – criam umanecessidade imediata de apresentar conteúdos (sem ao menos conhecer seuecossistema).- O Jornalismo tentou ocupar o espaço de quase todas as plataformas descritasanteriormente: comunidades no Orkut, páginas e aplicativos no Facebook, perfis noTwitter e jornalismo especializado em uma plataforma. No caso, o iPad.Novas plataformas, novos modelos
  13. 13. - Em fevereiro de 2011, durante a apresentação dasegunda versão do iPad, da Apple, o australiano RupertMurdoch, dono de mais de 50 jornais em todo omundo – inclusive o The Wall Street Journal –surpreendeu o mundo ao anunciar o The Daily,primeiro jornal para iPad.- O modelo de negócios envolvia a venda deexemplares digitais avulsos por 0,99 dólares ou umaassinatura anual de 39,99 dólares.- A proposta era inovar com conteúdo exclusivo,incluindo grandes reportagens, vídeos, fotografias em360 graus e infográficos interativos. Não foi o queaconteceu.O início – e o fim – do The Daily
  14. 14. - Não havia motivação para que seus leitorespagassem pelo conteúdo. Desde a primeira edição,reportagens eram provenientes de agências denotícias – disponíveis em outras publicações gratuitas.- Projeto durou menos de dois anos. Em dezembro,Murdoch anunciou o fim da publicação.- Lição: uma plataforma não revitaliza e modifica ocurso de uma empresa de Jornalismo!O início – e o fim – do The Daily
  15. 15. Novos modelos, novas experimentações- Recentemente, uma série de publicaçõesimportantes em todo o mundo começou aseguir um lema guiado pelo jornal britânicoThe Guardian, em junho de 2011: “digitalfirst”- Pensar no universo digital primeiropressupõe contratações nas redações on-line,se adaptar às demandas de seus leitores e,sobretudo, ofertar conteúdos interativos einteressantes aos maiores interessados.
  16. 16. As medidas para o “digital first”- Adaptar-se seu conteúdo a todas as plataformas disponíveis para consumo deconteúdo: smartphones ou tablets com sistemas operacionais Android (Google), Apple(iOS), Windows Mobile (Microsoft), Symbian (Nokia), além de apps para televisão esoftwares em desktops- Criar aplicativos exclusivos e disponíveis para essas plataformas demandam custos edificuldade na atualização deles aos serviços, uma vez que esses sistemas mudammensalmente/semestralmente- Há algum tempo, portanto, era necessário desenvolver, no máximo, cinco produtosdiferentes para atender esse mercado. Tornou-se impraticável. Chegou o momento,contudo, de avaliar todas essas plataformas e desenhar produtos jornalísticos maisflexíveis – responsivos.
  17. 17. As medidas para o “digital first”- Projetar sites jornalísticos responsivos pressupõe projetar seu conteúdo para seratendido prontamente não só a um monitor de computador, mas a um tablet, umtelefone celular, um brinquedo – usando técnicas avançadas de CSS3. No exterior,esse cenário começa a ganhar maior destaque.- Nas últimas semanas, publicações como The Guardian, NPR, TIME e BBC adotaram odesign responsivo – Boston Globe, do grupo do The New York Times, fez seu uso emdezembro de 2011. No Brasil, o Globo.com é o único serviço digital de notícias do paísa fazer tal uso.
  18. 18. - Você pagaria para consumir informação na web?- Em 2012, 450 dos 1.380 diários impressos do país adotaram algum tipo de cobrançadigital – muito em função do sucesso do modelo do The New York Times.- No último dia 25, a empresa revelou o seu balanço financeiro: lucro operacional "quasedobrou" para US$ 23 milhões (devido a "corte de custos e ligeiro aumento nasassinaturas corporativas digitais“). As assinaturas pagas para produtos digitais do NewYork Times e também para o Boston Globe, da mesma empresa, totalizaram 708 mil noprimeiro trimestre, com um crescimento de 45% em relação ao ano passado.- Nos próximos meses, a empresa pretende investir em internet, comércio eletrônicos ejogos. Deixo, contudo, uma questão: é o que o New York Times faz de melhor no mundoda comunicação? É a hora de experimentar modelos de negócioMuro de pagamento
  19. 19. - Recentemente, a companhia produziu uma extensa – e detalhada – série de seisreportagens sobre 16 esquiadores apanhados em uma avalanche no estado deWashington, em 19 de fevereiro.- Link: http://nyti.ms/11tOl0qSnowfall: reportagem que virou verbo
  20. 20. - Foram necessários seis meses e onze profissionais para produzir um conteúdo que, napágina principal da empresa de notícia, teria poucas horas de destaque. É importantedestacar: muitos outros sites de notícia já produziram conteúdos similares.- Na ocasião, o The New York Times só inovou no quesito modelo de negócio – o que,aliás, foi pouco discutido: a adesão ao universo dos livros. A reportagem multimídia estáà venda em quatro modelos. É a estratégia conhecida na web como e-singles.Snowfall: reportagem que virou verbo
  21. 21. O “universo social”- Dois terços dos americanos muitas vezes procuram uma notícia completa depois deouvir de amigos ou familiares sobre um evento. Aqui está o poder do “social”Fonte: The State of The News Media 2013- Plataformas de redes sociais: novas vitrines do Jornalismo Digital- A página principal não tem mais o poder de dez anos atrás- Twitter, Facebook e tantas outras redes sociais são plataformas de comunicação –posteriormente, de conteúdo. É importante diferenciar esses dois conceitos.
  22. 22. Isso é jornalismo?
  23. 23. A importância de Paul Baran- Diagrama de Paul Baran é o combustível que reforça a importância de uma publicaçãomais próxima ao leitor: menos centralizada e mais distribuída
  24. 24. - O Jornalismo ganha muito com as APIs públicas- APIs: Application Programming Interface. Se Twitter e Facebook fossem um bolo, a APIseria o fermento: desenvolvedores criam serviços atrelados ao site. Twitter gastou 48milhões de dólares em duas plataformas criadas por terceiros: buscas e clients depostagem.- “No mundo da tecnologia, tornar-se uma plataforma na qual os aplicativos deterceiros possam operar é como encontrar o Santo Graal e dispor de todos os seuspoderes sobrenaturais” (KIRKPATRICK, David, 2010)- “Queremos um ecossistema que não favoreça nossos próprios aplicativos”, já diziaMark Zuckerberg em 2007Mapa + APIs = Jornalismo
  25. 25. - APIs do Foursquare (maior serviço de geolocalização do mundo) + APIs do TripAdvisor(maior serviço de comentários relativos à hospedagem) + notícias de VEJA geolocalizadasMapa + APIs = Jornalismo
  26. 26. Segunda tela- Segunda tela: hábito de usar a internet para comentar um programa televisivo emtempo real- A transmissão de eventos esportivos é o tipo de programa de TV que mais provocaburburinho na web. Responde por 44% das “conversas” relacionadas a programas deTV em plataformas de redes sociais. Os dados foram coletados no mercado americanopela SocialGuide e levam em conta o número de mensagens publicadas no Twitter.
  27. 27. Londres 2012, a Olimpíada da segunda tela
  28. 28. • Recentemente, aUniversidade de Columbiacriou um Mestrado quepretende unir disciplinastecnológicas às jornalísticas:Master of Science Programin Computer Science andJournalism.• Universidade de Nova Yorklançou o mestrado emJornalismo Empreendedor:inovação, dados e nossaprofissão como um modelode negócio.Relação causa-efeito: vivemos uma nova era
  29. 29. Obrigado!@rafaelsbaraihttp://derepente.com.brhttp://flavors.me/rafahttp://slideshare.com/rafaelsbarai

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