Ed43janeiro10

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Ed43janeiro10

  1. 1. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 1
  2. 2. 2 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010
  3. 3. Editorial 2010: Bons tempos a vista S em saber ainda o que esperar deste ano que se inicia os produtores do setor sucroenergético estão ansiosos por notícias animadoras. Pensando nisso, a Canavieiros traz em sua “Reportagem de Capa”, previsões de lideranças de grande reconhecimento no setor: o presidente da Copercana e Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, o superintendente da Cocred e diretor do ramo crédito da Ocesp, Marcio Fernando Meloni e o representante da UNICA, Sérgio Prado. O entrevistado do mês é o presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético (CEISE BR), Adézio José Marques. Por e-mail, ele contou a Canavieiros sobre as mudanças ocorridas na instituição com a posse da nova diretoria em setembro de 2009. Também deu sua opinião sobre o que espera para este ano, crise mundial e eleições governamentais. O consultor da Canaoeste, Cleber Moraes é quem assina os artigos técnicos nesta edição. Em um deles Cleber fala sobre os mitos e verdades do ATR Relativo da canade-açúcar no Estado de São Paulo. Já no outro, o consultor expõe os cuidados que o fornecedor deve ter antes de realizar uma contratação de serviços agrícolas. Em “Assuntos Legais”, o advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, trata sobre a obrigatoriedade de obter a autorização do órgão ambiental (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) para se efetuar a queima de palha de cana-de-açúcar, que se não respeitada, os fornecedores de unidades produtoras de cana-de-açúcar podem responder judicialmente. O diretor da Canaoeste, Luis Carlos Tasso Junior, está no “Ponto de Vista” deste mês e faz uma análise da safra 2009/2010 e também fala sobre as perspectivas para a safra 2010/2011, já que de acordo com ele, o setor sucroenergético atravessa a maior expansão de sua história com a entrada no setor de grandes empresas nacionais e internacionais. Em “Notícias Canaoeste”, a Canavieiros mostra todas as novidades do Netto Campello Hospital e Maternidade. Foram realizadas reformas estruturais e equipamentos de altíssima qualidade foram adquiridos. Nesta reportagem, o leitor também pode conferir o expressivo crescimento no número de recémnascidos, internações e atendimentos realizados pelo hospital. A 3ª Sipat - Semana Interna de Prevenção a Acidentes do Trabalho da Uname - Unidade de Grãos da Copercana está presente nas “Notícias Copercana”. Todos os colaboradores da unidade participaram das palestras que abordaram o tema “A desconfiança é a mão da segurança”. Em “Pragas e Doenças”, a revista traz o relatório divulgado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo sobre a ferrugem alaranjada da cana, que faz um alerta aos produtores em relação à doença que vem se espalhando pela região e pode causar um impacto econômico considerado importante. Além disso, você pode conferir as “Informações Setoriais e Prognósticos Climáticos”, de acordo com o assessor técnico da Canaoeste, Oswaldo Alonso, e também dicas de leitura e português. Boa leitura! Conselho Editorial Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 3 3
  4. 4. Indice EXPEDIENTE Capa CONSELHO EDITORIAL: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Previsões promissoras para 2010 As opiniões são positivas: este ano vai ser bem melhor para a cadeia de cana, açúcar e etanol 20 Pag. Pag. OUTRAS DESTA DESTA QUES Entrevista Adézio José Marques Pag. CIRCULAR 1 2 CONSECANA Presidente do CEISE BR, Diretor Titular do CIESP e presidente da CAMAQ. Pag. Os empresários estão otimistas Pag. Pag. 05 Pag. Ponto de vista Luiz Carlos Tasso Júnior diretor da Canaoeste, produtor rural e pós-doutorando da UNESP. Análise da safra 2009/2010 e perspectivas para safra 2010/2011 Pag. Pag. Notícias Cocred - Balancete Mensal INFORMAÇÕES 26 SETORIAIS 32 ARTIGO TÉCNICO II 34 PRAGAS E DOENÇAS REPERCUTIU Pag. Pag. 35 CULTURA Pag. 36 AGENDE-SE 14 Canaoeste - Netto Campello investe em novas estruturas e equipamentos modernos Notícias Pag. 08 08 10 Copercana - Unidade de Grãos da Copercana realiza a 3ª SIPAT - Safra de grãos já supera em mais de 4% a anterior Notícias Pag. 16 ASSUNTOS LEGAIS Pag. Pag. Pag. 37 CLASSIFICADOS Pag. 38 18 EDITORA: Carla Rossini – MTb 39.788 DIAGRAMAÇÃO: Rafael H. Mermejo EQUIPE DE REDAÇÃO / FOTOS: Carla Rodrigues - MTb 55.115 Carla Rossini Rafael H. Mermejo COMERCIAL E PUBLICIDADE: Janaina Bisson (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 comercial@revistacanavieiros.com.br IMPRESSÃO: São Francisco Gráfica e Editora TIRAGEM: 11.000 exemplares ISSN: 1982-1530 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. ENDEREÇO DA REDAÇÃO: Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311 - (ramal 2190) www.revistacanavieiros.com.br Artigo Técnico Verdades e Mitos do ATR Relativo Cleber Moraes, Consultor CANAOESTE M. Moraes Consultoria Agronômica S/C Ltda 4 4 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Pag. Pag. 28 www.twitter.com/canavieiros redacao@revistacanavieiros.com.br
  5. 5. Entrevista Adézio José Marques Presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético (CEISE BR), Diretor Titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e presidente da CAMAQ Equipamentos Industriais. Os empresários estão otimistas Carla Rossini O presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético (CEISE BR), Adézio José Marques, falou a Revista Canavieiros neste início de 2010. Segundo ele, os empresários do setor sucroenergético estão otimistas com as perspectivas para este ano. Empossado presidente do Ceise desde setembro de 2009, o empresário diz estar determinado a “transformar a instituição que representará, de fato e de direito, os interesses da indústria de bens de capital, máquinas e equipamentos, insumos, serviços e tecnologia da cadeia produtiva sucroenergética”. Adézio também falou sobre as perspectivas para 2010, deu sua opinião sobre a crise mundial e como o Brasil foi afetado. Para finalizar, o presidente do CEISE comentou o que espera do próximo governante, já que 2010 é ano eleitoral. Leia, a seguir, a íntegra da entrevista que Adézio concedeu à Canavieiros, por e-mail. Revista Canavieiros: Em setembro de 2009 uma nova diretoria tomou posse do CEISE BR. Quais mudanças foram realizadas por essa nova diretoria e quais são os objetivos a serem alcançados? Adézio José Marques: Todos os projetos que encontramos na entidade e que agradaram a nova diretoria estão sendo mantidos e inclusive estamos melhorando e ampliando tudo aquilo que temos a certeza que beneficiará a indústria e a comunidaRevista Canavieiros - Janeiro de 2010 5
  6. 6. Entrevista de. Desde que fomos eleitos para di- mento Econômico e Social da Presi- sa uma gestão eficiente, que garanta rigir a nossa entidade, em que pese o dência da República no Palácio do não só lucratividade, mas condição grau de dificuldades que nossa eco- Planalto, para a qual fomos convida- para manter a sustentabilidade socinomia ainda atravessa, estamos de- dos, em razão da coincidência de da- oambiental e econômica. Temos determinados a transformar o CeiseBr tas com as nossas negociações com partamentos que apoiam o desenvolna instituição que representará, de o dissídio coletivo trabalhista, que vimento de práticas ecologicamente fato e de direito, os interesses da in- mereceram toda a nossa atenção, corretas, que incentivam à exportadústria de bens de capital, máquinas pela importância que este assunto ção, departamento jurídico e um núe equipamentos, insumos, serviços também nos tem. Estamos discutin- cleo que visa desenvolver cursos e e tecnologia da cadeia produtiva su- do o projeto que cria em nossa cida- consultorias específicas para a necroenergética. Neste sentido, estabe- de um Centro Avançado de Pesqui- cessidade dos nossos industriais. lecemos importante parceria com o sas, em parceria com instituições Além de tudo isso, há que se regisGoverno Federal garantrar a ampla variedade de tindo assento na Câmaconvênios que ofereceO CEISE, que nasceu há 30 anos, ra Setorial de Agroenermos aos nossos associasurgiu da necessidade que os gia e Biocombustíveis dos. É um dos principais do Ministério da Agri- empresários de Sertãozinho tinham de serviços que uma associcultura, que é a mais alta ação pode oferecer, pois se unir para somar esforços e, e importante instância beneficia diretamente os onde são debatidos e funcionários das empreobviamente, dividir benefícios. decididos os temas do sas. Entre os mais procunosso setor. Tivemos a honra de re- como a USP, UFSCar, Instituto Fede- rados, cito o que confere descontos cebermos em nossa sede, no dia 16 ral, Fapesp, Fatec, Prefeitura Muni- em cursos superiores ou de idiomas. de novembro de 2009, o secretário de cipal, SEBRAE e SENAI. Estamos vi- O convênio para a aquisição de veíProdução e Agroenergia do Ministé- abilizando a criação da Universidade culos também é bastante procurado. rio da Agricultura, Manoel Bertone. Corporativa do Setor Sucroenergéti- Para se beneficiar, o empresário deve E na presença de vice-presidentes, co, a UNICEISE, num projeto que entrar em contato com nosso gerendiretores e também dos presidentes conta com a participação da equipe te. Ele se encarregará de apresentar da Copercana e Cocred, Toninho To- liderada pelo Prof. Dr. Alberto Bor- a associação, bem como a forma de nielo e da Canaoeste, Manoel Orto- ges Matias, da FEA/USP e coorde- se associar. lan, ouvimos dele que já há muito nado pelo INEPAD – Instituto de tempo o Governo Federal buscava Ensino e Pesquisas em AdministraRevista Canavieiros: 2009 foi um novos interlocutores na cadeia pro- ção, que conta com 250 professores ano difícil para os empresários bradutiva da cana-de-açúcar. Além dis- doutores das mais renomadas univer- sileiros? Como será 2010? so, retomamos e buscamos fortale- sidades brasileiras e uma equipe de Adézio: Com certeza foi um ano cer o relacionamento com entidades apoio de 1.100 colaboradores. difícil para empresários do mundo importantes para nosso setor e retodo. 2009 foi um ano em que a ecogião, como por exemplo, UNICA, Revista Canavieiros: Que serviços nomia realizou uma série de ajustes UDOP e ABIMAQ. E, logicamente, o CEISE BR disponibiliza aos seus as- que ocorrem de tempos em tempos. voltamos a trabalhar unidos com a sociados e como os empresários po- Foi também o ano que mostrou que FIESP/CIESP, que sempre trouxeram dem se beneficiar desses serviços? devemos nos preparar para acontebenefícios como representatividade Adézio: Disponibiliza: informa- cimentos que estão um pouco além macro política e macro econômica, ção, formação e acima de tudo reprealém de SESI e SENAI. Em novem- sentatividade. O Ceise BR, que nasbro tivemos a oportunidade de pa- ceu há 30 anos, surgiu da necessidalestrar para empresários brasileiros e de que os empresários de Sertãoziargentinos reunidos no Hotel JP, em nho tinham de se unir para somar esRibeirão Preto, em um evento promo- forços e, obviamente, dividir benefívido pela ABIMAQ. Tivemos também cios. A história mostrou a força ema oportunidade de apresentar o Cei- preendedora destes empresários na se BR a representantes de governos realização de vários eventos, coorde 20 países que se reuniram no II denados até hoje pelo então Ceise Ethanol Week, promovido pelos Mi- BR, e que geram oportunidades de nistérios da Agricultura e das Rela- negócios ou melhorias nos produtos ções Exteriores no Hotel Araucária, e/ou processos das indústrias. Atutambém em Ribeirão Preto. Infeliz- almente, temos condição de oferecer mente não pudemos participar da reu- o caminho que o industrial necessita nião do Conselho do Desenvolvi- percorrer para garantir à sua empre- “ 6 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010
  7. 7. Entrevista das previsões dos economistas. Por que ninguém conseguiu prever e anunciar esta crise como se anuncia a erupção de um vulcão ou então um abalo sísmico? A economia está sujeita ao comportamento humano e, por isso, acredito que, apesar das tendências e perspectivas, é sempre um tanto quanto imprevisível. Quanto a este ano, vislumbra-se um 2010 mais promissor. Temos ainda problemas, principalmente os provocados pela inadimplência de algumas usinas. Temos desafios a vencer no setor sucroenergético como a ampliação do número de usinas na cogeração de energia elétrica, já que hoje apenas 20% delas comercializam seus excedentes no mercado. Creio que, de acordo com o que vemos na mídia ou nos encontros empresariais, teremos a confirmação do que o professor Vicente Golfeto sempre diz: “A vida vai tomando a forma dos nossos pensamentos”. Os empresários estão otimistas. Também estou, pois percebo em minha própria empresa, a retomada dos investimentos. Há que se lembrar também que este será um ano eleitoral e que certamente será repleto de investimentos governamentais, oxigenando ainda mais nossa economia. te tipo de prática comum em nossa região. Fora isso, penso que, se os empresários não se unirem, desperdiçarão muitas oportunidades de negócios. Vale citar, como excelente mercado para Sertãozinho, a África. No evento que participei, fui indagado por vários representantes de mais de 20 países sobre como os africanos poderiam construir ou adaptar suas usinas de açúcar para a produção de etanol. Revista Canavieiros: O desemprego nas indústrias brasileiras também foi grande em 2009. Sertãozinho e região também foram atingidos. Como ficará esta questão em 2010? Adézio: Talvez uma análise menos agressiva nos mostraria que em 2009, ao contrário do que se pensa, não tivemos um saldo negativo tão grande quando se compara admissões e demissões. Segundo o CAGED, em 2008, Revista Canavieiros: Algumas avaliações de especialistas em economia, afirmam que o Brasil sofreu poucos impactos da recessão mundial. Isso realmente aconteceu? Por quê? Adézio: Se compararmos o impacto da crise no Brasil com o que ocorreu nos EUA, por exemplo, podemos sim afirmar que aqui tivemos uma “marolinha”. No segundo semestre de 2009, algumas economias já ensaiavam a saída da recessão, a maior parte delas, nos países emergentes, inclusive o Brasil. Aliás, no Brasil, a divulgação do PIB do segundo trimestre de 2009, com crescimento de 1,9% em relação ao período anterior, já marcava o fim da recessão iniciada nos últimos três meses de 2008. Comparativamente ao cenário global, o país vive um momento favorável e caracterizado pela reversão das expectativas do início de 2009. 2009 foi um ano em que a economia realizou uma série de ajustes que ocorrem de tempos em tempos. Foi também o ano que mostrou que devemos nos preparar para acontecimentos que estão um pouco além das previsões dos economistas. Revista Canavieiros: Quais os desafios que os empresários, principalmente os do setor sucroenergético, devem enfrentar neste novo ano? Adézio: Como mencionei a inadimplência certamente dificultará a retomada do crescimento. Não podemos exagerar no otimismo em janeiro ou fevereiro, pois, como me disse o professor Dr. Alberto Matias, as empresas ficaram um ano sem uma geração saudável de caixa. Assim, pode ser que, neste primeiro semestre, muitas empresas terão que dividir seus recursos entre a regularização de seus caixas e a necessidade de investimentos para atender a demanda. Muitas usinas terão que reformar seus equipamentos, haja visto que, na virada de 2008 para 2009 poucas foram as que investiram nes- “ foram criadas 728 vagas de empregos em nossa cidade. No ano seguinte, tivemos apenas 79. É uma diferença muito grande, e que mostra em um gráfico uma queda muito forte da velocidade que geralmente estávamos acostumados naquele círculo virtuoso que vivíamos. Um dos maiores entraves para a criação de empregos em 2009, como disse, foi além da inadimplência, uma freada brusca da economia, com a paralisação de vários projetos de investimentos. Em 2010 acredito que não teremos o mesmo saldo de 2008, pois muitas empresas passarão um bom tempo consertando os estragos deixados pela crise. Há um aspecto interessante, os empréstimos de Bancos para as empresas lentamente se recuperam, acompanhando a reativação da economia. Revista Canavieiros: Até que ponto essa recessão atingiu Sertãozinho e região? Como se recompor desse período? Adézio: A diminuição da arrecadação da prefeitura em R$ 9 milhões em 2009, inclusive com a diminuição também da projeção do orçamento de 2010, fazendo com que nosso prefeito Nério Costa adiasse alguns projetos de inRevista Canavieiros - Janeiro de 2010 7
  8. 8. Entrevista vestimentos em nossa cidade, é uma prova cabal de como Sertãozinho foi atingida, além do leve crescimento do desemprego nesse período. Para se recompor, é sabido por todos que a indústria é a força propulsora da nossa economia, ou seja, a indústria indo bem o comércio também vai bem, além é lógico do aumento de arrecadação dos cofres públicos. Portanto, cabe a nós empresários industriais explorarmos as boas perspectivas iminentes em 2010, principalmente em alguns setores como o sucroenergético, o de geração de energia, Pré-Sal, Portuário, Minério, etc. Revista Canavieiros: Na sua opinião, a política econômica adotada pelo Governo Federal está de acordo com o empresariado brasileiro? Adézio: Bem, tenho dito que o pensamento do empresário é mais desenvolvimentista, enquanto que o do Governo Federal é mais monetário, ou seja, só vêem cifrão, mas, dizer que a política do governo é errada fica difícil num momento em que acabamos de passar por uma crise mundial sem mai- 8 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 ores problemas, comparado com alguns outros países considerados desenvolvidos. Porém, na minha opinião, o governo muitas vezes ainda demora para agir, principalmente no que tange a redução de juros da taxa selic, atrasando assim, a oxigenação da nossa economia, entre outras coisas. Revista Canavieiros: O governo tem cumprido seu papel diante das necessidades da indústria brasileira? Adézio: Por mais que tenha feito, faltam coisas fundamentais como a reforma tributária, desburocratização e acesso simplificado ao crédito. Se compararmos o nível de crédito no Brasil, veremos algo em torno de 45% do PIB contra cerca de 80% nos países desenvolvidos. Outro aspecto que merece a atenção do governo é o spread bancário, o maior dentre os 40 países pesquisados pela FIESP. Revista Canavieiros: Que medidas devem ser adotadas para que esse setor sofra menos impactos em 2010? Adézio: Facilitar o acesso ao crédito tanto nos bancos federais quanto nos privados, reduzir a carga fiscal, através de uma ampla reforma tributária, estimular a criação de empregos diminuindo os encargos trabalhistas, revisar a CLT obsoleta que nós temos, melhorar a infraestrutura de nosso país (logística) para que possamos reduzir custos e garantir um bom preço do nosso produto não só dentro dos estados brasileiros, mas como para o mundo todo. Revista Canavieiros: 2010 é um ano eleitoral. O que o senhor espera do próximo governante seja ele um aliado do atual governo ou não? Adézio: Espero que governe nosso país pensando única e exclusivamente no bem do povo brasileiro, pois é sabido que pensar no povo como um todo é a melhor maneira de pensar em si próprio e que sempre respeite os princípios básicos da ética, moral e civilidade. Dentre as ações básicas, deveria promover as reformas estruturais tão necessárias para o nosso Brasil.
  9. 9. Ponto de Vista Análise da safra 2009/2010 e Análise da safra 2009/2010 e perspectivas para safra 2010/2011 perspectivas para safra 2010/2011 Luiz Carlos Tasso Júnior* O setor sucroenergético atravessa a maior expansão de sua história com a entrada no setor de grandes empresas nacionais e internacionais. É a corrida pelo etanol, açúcar e energia elétrica e o início de um longo processo de transição que acelera o aumento da demanda, exige maior competitividade em busca de menores custos de produção e aumento da produtividade. Em contrapartida, algumas das mais tradicionais empresas de administração familiares, por diversos fatores, foram incorporadas por estas grandes empresas. É o inevitável processo de competição e consolidação do setor. Entretanto, nós produtores de cana, passamos pelas duas últimas safras (2007/2008 e 2008/2009) com muitas dificuldades financeiras, falta de crédito, capital de giro, maiores preços de fertilizantes, fazendo com que muitos deles deixassem de realizar os tratos culturais do canavial e, mesmo em alguns casos, tendo que dispor de parte de seu capital para cumprir os compromissos anteriormente assumidos. Na atual safra (2009/2010), passamos novamente por uma safra de alto custo de produção, apesar dos preços de adubos mais condizentes com a atividade que nas safras anteriores. Colhemos mais cana, pagamos mais pelo CCT - corte, carregamento e transporte - e entregamos uma cana com uma qualidade inferior, próximo a 10kg de ATR a menos por tonelada em comparação com a safra passada. E a tão esperada recuperação dos preços, está ocorrendo, porém já no final da safra, comprometendo o fluxo de caixa da maioria dos produtores. Entretanto, com a recuperação dos preços do açúcar e etanol nos mercados interno e externo, esperamos que o fechamento do preço do kg do ATR fique próximo de R$ 0,34, sem variações cambiais significativas até o fechamento do ano safra em março de 2010. E a próxima safra (2010/2011) qual a expectativa de nós produtores? Espera-se um ano de recuperação e consolidação, pois os indicadores são bons, tais como: - Boas produtividades agrícolas devido à maioria dos produtores terem realizado corretamente os tratos culturais e a ocorrência de chuvas bem uniformes durante o período de crescimento vegetativo do canavial; - O período de safra com clima dentro de uma normalidade e com isso uma recuperação dos teores de ATR por tonelada de cana; - Permanência dos preços de açúcar e etanol em bons níveis; -Pouca interferência da variação de valores do fator câmbio na formação do valor do kg do ATR, ou melhor, até que ocorra valorização do Real, sendo desejável a relação de R$ 1,90 a R$ 2,10 / US$. E para finalizar, devemos contribuir com muito trabalho, impulsionar o desenvolvimento tecnológico, fortalecer os movimentos associativistas e a integração dos produtores para somar informações e subsídios de análise. É a nossa missão como produtor para permanência no setor canavieiro. *diretor da Canaoeste, produtor rural e pós-doutorando da UNESP. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 9
  10. 10. Notícias Copercana Unidade de Grãos da Copercana realiza a 3ª SIPAT Da redação E ntre os dias 07 e 11 de dezembro de 2009 foi realizada a 3ª Sipat – Semana interna de prevenção a acidentes do trabalho da Uname - Unidade de Grãos da Copercana, cujo tema foi “A desconfiança é a mão da segurança”. Todos os colaboradores da unidade de grãos participaram. As palestras foram realizadas no período da manhã e logo após foram sorteados brindes aos funcionários. A programação contou com os seguintes temas: Dia 07/12: palestra proferida pela enfermeira da empresa Serwork, Rita Rosana Montenegro, sobre o tema Primeiros Socorros; Dia 08/12: palestra ministrada pelo especialista em energia elétrica da CPFL e técnico de Segurança, Frederico Prestupa Neto; Dia 11/12: no encerramento da 3ª Sipat, o padre Ivonei Adriani Burtia, da Paróquia São João Batista de Sertãozinho, celebrou uma missa em ação de graças, com a presença do Menino Jesus. O diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti e a assistente social, Erminia de Fátima Rossanês Neves prestigiaram a celebração da missa. Logo após, foi oferecido um delicioso café da manhã para todos os colaboradores. O presidente da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) e também técnico de Segurança da Uname, Janio Luis Gasparino, disse que neste ano, a Sipat superou as expectativas já que contou com a participação de todos os colaboradores. “Mais uma vez contamos com o apoio da nossa gerência e diretoria. O espírito de união e colaboração ajudou no sucesso da 3ª Sipat”, disse Gasparino. Dia 09/12: o tema da palestra foi o stress do dia-a-dia, ministrado pelo psicoterapeuta, Carlos Salerno; Dia 10/12: as atividades da Sipat foram desenvolvidas por um grupo de colaboradores e contou com as apresentações de vídeos motivacionais e teatro que abordou “Superação e Força de Vontade”; 10 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Para o gerente da Uname, Augusto Cesar Strini Paixão, a 3ª Sipat foi importante porque abordou temas relacionados a segurança e também palestras e atividades que proporcionaram aos colaboradores a reflexão sobre bons hábitos, promovendo a qualidade de vida no cotidiano do trabalho bem como nas relações sociais. “A Copercana demonstrou sua preocupação com os colaboradores e reafirmou seu compromisso com a responsabilidade social não medindo esforços para o aperfeiçoamento dos recursos humanos e para que o ambiente de trabalho seja o melhor possível”, destacou Augusto.
  11. 11. Notícias Copercana Safra de grãos já supera em mais de 4% a anterior Da redação O quarto levantamento da safra de grãos 2009/10 elabo ra-do pela Conab e divulgado na primeira semana de janeiro pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, mostra que o Brasil terá a segunda maior produção da história, com um volume de 141,35 milhões de toneladas. O resultado é 4,6% superior ou 6,21 milhões de toneladas a mais que as 135,13 milhões de toneladas da temporada anterior. A maior colheita registrada até agora é de 144,1 milhões de toneladas, em 2007/08. Já em relação ao mês anterior (140,60 milhões de toneladas), o crescimento é de 0,53%. A estimativa favorável deve-se às boas condições climáticas ocorridas durante o desenvolvimento dos grãos (algodão, arroz, feijão primeira safra, milho primeira safra e soja), nos meses de outubro a dezembro e cujo plantio está praticamente concluído. O incremento do quadro atual é devido, sobretudo, à recuperação das lavouras de milho primeira safra e da soja, culturas que na safra passada sofreram com a estiagem, principalmente nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. 111,1 mil toneladas, resultado da recuperação da produtividade afetada no ano passado pela estiagem, especialmente no Paraná. Por outro lado, apresentam queda o milho (-3,9% ou 1,31 milhão de toneladas), o algodão (-1,2% ou 22 mil toneladas) e o arroz (-4,6% ou 572,3 mil toneladas), sendo que a semeadura deste ainda não foi finalizada no Rio Grande do Sul por causa do excesso de chuvas. Área – A área total plantada está calculada em 47,88 milhões de hectares, superior em 0,4%, ou 208 mil hectares a mais que a ocupação do ciclo anterior. À exceção da soja, todas as culturas pesquisadas acusaram redução de área. A atualização dos números foi realizada pelos técnicos da Conab entre 14 e 18 de dezembro, de acordo com informações prestadas por produtores, representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados. Fonte: Marcos Nogueira /Conab No caso específico da soja, o estudo confirma a oleaginosa como a que mais cresce no país, com 65,16 milhões de toneladas, 14% ou 7,99 milhões de toneladas a mais que as 57,17 milhões de toneladas produzidas em 2008/09. Se não houver alterações significativas no clima nos próximos meses, a produção de soja será recorde. Outra cultura que registra crescimento, mesmo com redução de área, é o feijão primeira safra, com aumento de 8,3%, ou colheita de Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 11
  12. 12. Notícias Canaoeste Consecana CIRCULAR Nº 12/09 DATA: 30 de dezembro de 2009 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo A seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de DEZEMBRO de 2009. O preço médio do kg de ATR para o mês de DEZEMBRO, referente à safra 2009/2010, é de R$ 0,3267. O preço de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de abril a dezembro e os acumulados até DEZEMBRO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do etanol anidro e hidratado, carburante (EAC e EHC), destinados à industria (EAI e EHI) e ao mercado externo (EAE e EHE), são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de abril a dezembro e os acumulados até DEZEMBRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/09, são os seguintes: 12 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010
  13. 13. Notícias Canaoeste Netto Campello investe em novas estruturas e equipamentos modernos Carla Rodrigues D esde janeiro de 1.955, quando foi fundado o Netto Campello Hospital e Maternidade, a diretoria da Canaoeste – mantenedora do hospital – não tem medido esforços para torná-lo referência em saúde para a população de Sertãozinho e região. Passados 55 anos desde sua inauguração, o Netto Campello mais uma vez está sendo reestruturado, desta vez, com investimentos na ordem de R$ 1 milhão. Segundo o gerente administrativo do Netto Campello, Hebert Pires de Moraes, uma das maiores necessidades do hospital era a aquisição de equipamentos mais modernos e eficazes para ampliar os serviços oferecidos para os fornecedores, conveniados e particulares. “A diretoria entendeu as nossas necessidades e viabilizou o investimento em novos equipamentos”, disse Hebert. Em 2009, o Netto Campello adquiriu bombas de fusão, bombas de soro, um microscópio específico para neurocirurgia conjuntamente com o Maidas (é o equipamento acessório para realizar a perfuração intracraniana dos pacientes), uma caixa com instrumental para procedimentos de cirurgia de coluna (correção de postura, escoliose, lordose, entre outras), uma caixa de craniotomia (é outro acessório para neurocirurgia), e também, uma caixa de tórax para realização procedimentos de trauma no tórax. De acordo com Hebert, a ideia é transformar o Netto Campello em referência quando o assunto é procedimento de neurocirurgia. “A aquisição destes aparelhos possibilita que o neurocirurgião venha de pronto atendimento e realize o procedimento no Netto Campello, garantindo mais segurança para o paciente e para o médico também”, explica Hebert. Com tudo isso em mãos, o objetivo do hospital é melhorar a ociosidade e trazer novos procedimentos para o centro cirúrgico, evitando assim, o deslocamento de pacientes para outros centros como Ribeirão Preto, por exemplo. Por enquanto, o único procedimento que não é realizado no Netto Campello é a cirurgia cardíaca. O centro cirúrgico também foi reformado e conta com seis salas, todas equipadas com monitor multiparâmetro, para a monitorização completa dos pacientes durante a cirurgia. A iluminação das salas também recebeu reforços com dois focos novos, para a melhoria do nível de intensidade de luminosidade na realização de cirurgias, o que aumenta muito a precisão operatória. “Investimos em lâmpadas frias com tecnologia diferenciada, que não liberam calor”, conta o gerente. O Netto Campello adquiriu um microscópio específico para neurocirurgia 14 Hebert Moraes gerente administrativo do Netto Campello Hospital e Maternidade Para a esterilização foi construída uma área específica e fechada, chamada de “área limpa” ou “super limpa”, onde são armazenados os materiais esterilizados. Existe no hospital um protocolo de entrada de fluxo, tanto de funcionários quanto de materiais, como exige as normas da vigilância sanitária. “Garantimos “Área limpa” ou “super limpa”, onde são armazenados os materiais esterilizados. a esterilização em 100% dos materiais do Netto Campello”, afirma Hebert. Com as aquisições e reformas concluídas, o número de pacientes teve um crescimento bastante significativo. De 2008 para 2009 o número de internações e consultas realizadas aumentou em 19% e 9%, respectivamente. Novos Espaços As reformas vão continuar em 2010. Estão em andamento, as obras para construção de duas salas de ultrasso- Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Iluminação das salas cirúrgicas
  14. 14. Notícias Canaoeste nografia na área de imagem, que depois de ser terceirizada, teve um incremento de 60% no número de atendimentos. Também está sendo construída a sala de “litotripsia”, que é um procedimento da urologia, tendo como especialidade a eliminação de cálculo renal. Outras novidades para este ano são a readequação da sala de ginecologia, uma sala de espera, sanitários e um consultório de oftalmologia que vão ser inaugurados em fevereiro. Novos projetos Além de transformar o Netto Campello Hospital e Maternidade em referência em neurocirurgia, a administração quer ser referência também em tratamento para pacientes cardíacos, através do Projeto Hemodinâmica. “Queremos realizar procedimentos de cateterismo, arteriografia, angiografia, (colocação de stents coronários), quando necessário. Também queremos implantar uma unidade coronariana, que ficará instalada anexa a nossa UTI geral”, explica Hebert. Para Luiz Carlos Tasso Junior, diretor do hospital, o objetivo maior de toda esta reformulação é aumentar o nível de qualidade dos serviços oferecidos. “O que a diretoria visualizou foi a mudança do hospital de média para alta complexidade (como neurocirurgia, cirurgia cardíaca e unidade coronariana), melhoria no atendimento aos associados da Canaoeste, conveniados e pacientes particulares também. Buscamos excelência na saúde para a população de Sertãozinho e cidades de abrangência da Canaoeste”, disse Tasso. Bem estar e capacitação dos funcionários O Netto Campello Hospital e Maternidade está sendo reformulado estruturalmente, não só visando a adequação perante a vigilância sanitária, mas também a necessidade dos seus funcionários. Foram construídos vestiários feminino e masculino para atender melhor a necessidade de seus funcionários Máquina de lavar louças industrial: economia e máxima higiene Para isso foram construídos vestiários feminino e masculino e, na lavanderia, foram instalados exautores e protetores contra o calor. Uma máquina de lavar louças industrial é a novidade da cozinha. Sozinha, em apenas 15 minutos, a máquina lava até 70 bandejas, o que uma pessoa demoraria até duas horas para fazer. “Economizamos água, produtos de limpeza e mão-de-obra humana”, disse Hebert. Até fevereiro de 2010, será realizado um treinamento de informática com os funcionários de todas as áreas do Netto Campello. “Queremos aproximar a tecnologia dos funcionários que nunca tiveram contato com informática. E para aqueles que já conhecem, faremos uma reciclagem”, comentou Hebert. Paulo Canesin, diretor do hospital Paulo Canesin, diretor do hospital, acredita que aprimorar as condições de atendimento e serviços oferecidos seja o diferencial para o sucesso e para isso treinamentos e cursos de capacitação estão sendo aplicados aos colaboradores. “Temos que dar mais suporte para assim conseguirmos mais atendimentos, sempre priorizando os associados e conveniados. Também temos uma grande preocupação com a relação entre paciente e hospital, em tornar a estadia do paciente a mais agradável possível. É muito importante dar motivação e apoio aos médicos para que tenham condições de fazer seu trabalho com sucesso. Só assim vamos construir uma fidelização com os pacientes e profissionais”, explicou Paulo. Maternidade - Após a reforma em setembro de 2006 = incremento de 20% na taxa de nascimentos - Em 2007e 2008 = incremento de 34% na taxa de nascimentos - Após a construção da UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) em 2009 = incremento de 40% na taxa de nascimentos. “Além do Curso de Gestante oferecido gratuitamente pelo Netto Campello, foi firmado recentemente um convênio com o Cartório de Registro Civil que está presente diariamente no hospital, com o in- A UTI Neo-natal também colaborou com esse incremento na taxa de nascimentos feitos no Netto Campello tuito de facilitar o registro do recém-nascido, ou seja, a gestante realiza o procedimento e já sai com o bebê registrado daqui do Netto Campello direto para casa”, finalizou Hebert. 15 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010
  15. 15. Assuntos Legais Queima de palha de Cana-deaçúcar - obrigatoriedade de autorização obrigatoriedade de autorização para a safra 2010/2011 para a safra 2010/2011 M ais uma vez estamos prestes a iniciar outra safra canavieira, razão pela qual novamente vimos alertar aos fornecedores de cana-de-açúcar e unidades produtoras sobre a obrigatoriedade de obter a autorização do órgão ambiental (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) para se efetuar a queima de palha de cana-de-açúcar, procedimento obrigatório àqueles que não queiram responder administrativamente e judicialmente (cível e criminal) por esta omissão, inclusive com pesadíssimas multas, razão pela qual a CANAOESTE, novamente este ano, irá proceder a orientação, elaboração, confecção e envio da documentação necessária à obtenção da Autorização de Queima Controlada de Palha de Cana-de-Açúcar para os seus associados, cujo prazo para protocolo no órgão ambiental expirará em 02 de abril. Para tanto, pois sem autorização não se poderá queimar, basta que os associados procurem os Técnicos, Agrônomos ou as Secretárias dos respectivos escritórios regionais ou da matriz da CANAOESTE, a partir de 01 de fevereiro de 2010, para realizar o Requerimento 16 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 de Autorização de Queima de Palha de Cana-de-açúcar. Os fornecedores(as) associados(as) que tiveram expansões em seus canaviais, aquisições de propriedades por compra ou arrendamento, dentre outras situações, nas quais a área total ou soma das áreas contíguas à serem colhidas na Safra 2009/ 2010 sejam iguais ou superiores a 150 ha cultivadas com cana-de-açúcar, deverão procurar os escritórios da CANAOESTE até a data limite de 05 de março de 2010, para possibilitar o levantamento topográfico prévio de sua lavoura, sem custo algum, necessário ao devido licenciamento. O prazo para se indicar, no mapa, as áreas que serão colhidas sem a queima expira em 26 de março de 2010. Tudo isto se torna necessário porque, na safra anterior, inúmeros fornecedores de cana não obtiveram a autorização de queima, tendo que proceder ao corte manual sem o uso do fogo e/ou de forma mecanizada, mesmo em áreas não adaptadas para isso. Tudo para evitar o descumprimento ao que dispõe o Decreto Estadual nº 47.700/2003, regulamentador da Lei Estadual nº 11.241/2002, que diz que o produtor de cana-deaçúcar pode ser autuado pela Polícia Ambiental em 30 (trinta) UFESPs (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), aproximadamente R$ 492,60 por Juliano Bortoloti - Advogado hectare queimado Departamento Jurídico Canaoeste sem as observâncias legais, além de poder, ainda, ser autuado pelos agentes fiscalizadores da CETESB (Companhia de Tecnologia e de Saneamento Ambiental) em valores que variam de 5.001 a 10.000 UFESPs, aproximadamente R$ 82.116,64 a R$ 164.200,00, independentemente do tamanho da área queimada. Alheio a estas penalidades administrativas, o produtor de cana-deaçúcar que não observar o prescrito na legislação poderá responder, ainda, uma ação cível, visando outra indenização e a suspensão da queima em sua propriedade, além de uma ação penal, que visa restringir o seu direito de liberdade (pena de detenção). Fica registrado, então, que para
  16. 16. Assuntos Legais aquele produtor de cana-de-açúcar que não cumprir os requisitos prescritos na legislação de queima ou, mais gravemente, efetuar a queima sem a devida autorização, fica evidente que não lhe restará quase nenhuma possibilidade de defesa, tanto administrativa (auto de infração) como judicial (cível e penal). Neste ano, como ocorrido no ano anterior, a Secretaria do Meio Ambiente está exigindo a adesão do fornecedor/unidade industrial ao Protocolo de Cooperação Agroambiental, entabulado entre as entidades de classe dos fornecedores de cana e unidades industriais para com o Governo Estadual, que estabelece diversas metas ambientais, principalmente a antecipação dos prazos das queimadas, em áreas de produtores independentes de cana-de-açúcar de 2021 para 2014 nas áreas mecanizáveis e, de 2031 para 2017, nas áreas não mecanizáveis, além de determinar outras providências, todas já previstas em leis, como a proibição da queima da palha pós colheita, conservação do solo, conservação da água, proteção de matas ciliares e nascentes e descarte adequado de embalagens de agrotóxicos. Apesar de ser uma adesão voluntária, os produtores que não a fizerem poderão enfrentar grandes dificuldades com os órgãos de fiscalização ambiental, inclusive com a possibilidade de recusa e/ou corte da autorização de queima e, também, quando da venda de seus produtos (cana-de-açúcar) junto às usinas/ destilarias, pois estas estão passando por processo de renovação de licença, auditoria e certificação ambiental/social para viabilizar a comercialização do etanol e do açúcar que produzem. Logo, se torna evidente a necessidade do fornecedor de cana-deaçúcar em buscar a devida autorização dentro do prazo legal (até 02 de abril), para poder utilizar-se do fogo como método despalhador da cana-de-açúcar durante a safra 2010/2011, bastando, somente, que procure o mais rapidamente possível a CANAOESTE para a sua devida orientação e, se porventura, persistir dúvidas a respeito do assunto, os Departamentos Jurídico, Técnico e de Planejamento estarão à inteira disposição dos associados para esclarecê-las. Importante salientar, segundo informações da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que o prazo para protocolo não será prorrogado, razão pela qual deve o associado procurar a CANAOESTE o mais rápido possível, ressaltando que esta realizará o plano de queima gratuitamente até o dia 05.03.2010, para aqueles que não tenham realizado o levantamento topográfico da propriedade e/ ou precisam alterá-lo e, 26.03.2010, para aqueles que já fizeram o referido mapeamento. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 17
  17. 17. Notícias Cocred Balancete Mensal Cooperativa de Crédito dos Plantadores de Cana de Sertãozinho BALANCETE - NOVEMBRO/2009 Valores em Reais 18 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010
  18. 18. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 19
  19. 19. Reportagem de Capa Previsões promissoras para 2010 Carla Rossini Carla Rodrigues As opiniões são positivas: este ano vai ser bem melhor para a cadeia de cana, açúcar e etanol N o início de 2010, a Revista Canavieiros reuniu as opiniões de lideranças para saber o que esperam deste novo ano. A intenção da revista foi promover uma mesa redonda com os entrevistados. São eles: o presidente da Copercana e Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, o superintendente da Cocred e diretor do ramo crédito da Ocesp, Marcio Fernando Meloni e o representante da UNICA, Sérgio Prado. Confira as opiniões: Antonio Eduardo Tonielo, presidente da Copercana e Cocred Revista Canavieiros: O ano de 2009 foi melhor ou pior do que se previa ao final de 2008? Antonio Eduardo Tonielo: 2009 foi um ano difícil, mas bem melhor do que 2008, quando chegou à crise no segundo semestre, e quase todo mundo entrou em recessão. Em 2009 lutamos para sair da crise, a expectativa que tínhamos de que o segundo semestre seria melhor, foi concretizada. O governo ajudou quando liberou financiamentos, melhorou as condições de crédito para todos os setores da indústria, agrícola e comércio e, isso deu uma alavancada na nossa economia. Dessa forma, acho que o ano de 2009 terminou melhor do que se previa no final de 2008. 20 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste Manoel Ortolan: Este ano foi melhor, mas não aquilo que esperávamos. Apesar da melhora no preço do açúcar ter sido significativa e o preço do álcool também ter melhorado um pouco, as condições climáticas acabaram por reduzir essas vantagens que teríamos sobre o ano passado. Além de ter ficado cana em pé inclusive de fornecedores de cana, mas principalmente das usinas -, a qualidade da cana foi sensivelmente afetada. Nós temos cerca de 10 a 11 quilos de ATR a menos por tonelada de cana, então esse fato acabou comprometendo a melhora que os preços do açúcar e do álcool trouxeram para este ano. várias usinas não estavam honrando seus compromissos com os fornecedores de cana. Mesmo assim, a Cocred, com uma boa liquidez, não deixou de financiar o cooperado, diferente de muitos bancos que de repente se encontraram com pouca liquidez e não conseguiram financiar mais. Mas com a retomada do crescimento brasileiro, com a melhoria da liquidez bancária, os financiamentos voltaram num ritmo melhor do que estavam e houve uma melhora muito grande no quadro econômico, deixando um segundo semestre bem melhor e com boas perspectivas para 2010. Marcio Fernando Meloni: Tivemos um primeiro semestre de preocupações, principalmente em nossa região onde Sérgio Prado: O ano foi positivo. No final de 2008, já havia uma expectativa positiva em relação ao mercado e ao
  20. 20. Reportagem de Capa preço do açúcar. E, de fato, houve uma elevação da demanda do produto no mercado externo, pois países exportadores como a Índia tiveram problemas de oferta e este espaço foi ocupado em boa parte pelos produtores brasileiros. Então, podemos dizer que a valorização do açúcar propiciou um alívio ao setor que vinha tendo perdas significativas nas safras anteriores. Do ponto de vista do preço do etanol, terminamos o ano também com uma saudável melhora na remuneração. Mas ela ocorreu apenas na parte final da safra. Ou seja, os produtores beneficiaramse apenas em parte desse fator, pois durante o primeiro semestre os preços do etanol estiveram abaixo do custo por muito tempo. Aliás, isso ocorreu também durante os últimos três anos. Ora, nenhum ramo de atividade pode sobreviver numa economia de mercado do efetuados e os fornecedores vão conseguir colocar a casa em ordem. Já a indústria continua com sérios problemas porque investiu muito antes da crise e se endividou. As indústrias que ainda não conseguiram fazer parcerias ou receber recursos de investidores estão carregando os rescaldos da crise. Ortolan: Apesar de uma melhora significativa no setor, estamos carregando problemas que foram agravados com a crise. São parcelamentos de dívidas da safra passada que estão sendo realizados, mas isso continua afetando os fornecedores de cana. As usinas também entraram com pedidos de recomposição de créditos, acabaram dividindo os pagamentos dos fornecedores, ou seja, estamos recebendo parcelado, então ainda estamos carregando ônus do período da crise. Marcio Fernando Meloni, superintendente da Cocred e diretor do ramo crédito da Ocesp se ficar por muito tempo pagando para produzir. Ou encontra-se uma forma de haver rentabilidade ou o setor quebra e desaparece. Por isso, é essencial que tenhamos uma remuneração adequada ao etanol. E ela veio agora, no segundo semestre, puxada pela demanda em alta no mercado interno. Revista Canavieiros: Ainda há rescaldos da crise financeira mundial sobre o setor? Tonielo: É claro que sim. Eu penso que o fornecedor de cana já vinha atravessando uma fase difícil mesmo antes da crise que se iniciou no ano passado, e depois sua maior dificuldade era com as usinas que não pagavam corretamente. Agora esses pagamentos estão sen- nol nos próximos anos, mas não é algo que aconteça de uma hora para outra, pois além da questão da demanda, temos de lutar contra tarifas e barreiras impostas ao etanol brasileiro tanto pelos norte-americanos quanto pelos europeus, por exemplo. Revista Canavieiros: Em relação ao crédito, que afetou praticamente toda a economia, a situação já voltou ao normal para as cooperativas, associações de produtores e indústrias? Tonielo: Felizmente a situação já está quase que normalizada. O crédito está melhor principalmente para as instituições, como a Copercana, por exemplo, que sempre cumpriu seus compromissos. É claro que passamos por um período com muitas preocupações, mas com um bom trabalho e Sérgio Prado, representante da UNICA Meloni: De uma maneira geral parece que a crise está indo embora, mas é claro que sempre deixa alguns problemas como dívidas que foram renegociadas, algumas pendências com usinas que ainda não foram totalmente sanadas, enfim, são alguns problemas que levarão um pouco mais de tempo para serem corrigidos. Prado: Há rescaldos da crise sim porque o consumo em países desenvolvidos como os Estados Unidos e Europa ainda não chegou ao patamar anterior à crise. O dado concreto, em se tratando do etanol é que o volume exportado pelo Brasil deve fechar o ano com uma queda de cerca de 35%. É claro que esperamos que uma melhora do mercado externo para o eta- os “pés no chão” conseguimos nos recuperar. Agora já temos condições de atender nossos cooperados com mais facilidade. Ortolan: Os recursos captados pelas cooperativas através dos bancos privados e governamentais voltaram a normalidade. Estamos buscando crédito e temos sido atendidos. Agora, as cooperativas, tanto a de crédito como a de produção, tiveram que prorrogar dívidas de seus associados que tiveram a renda afetada. Foi preciso captar recursos para fazer frente às prorrogações das dívidas. Então, as cooperativas ainda estão carregando sequelas da crise, mas numa situação melhor porque a parte do crédito também melhorou. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 21
  21. 21. Reportagem de Capa Meloni: Apesar da Cocred não ter sentido muito a falta de financiamentos no início do ano, pela boa liquidez que tinha, tivemos uma melhora muito grande com relação a oferta de crédito, e imagino que todo o sistema bancário tenha melhorado suas ofertas de crédito para o mercado. O que vem acontecendo é que o crédito está mais seletivo, acabou o crédito fácil. Para quem oferece capacidade de pagamento e segurança, pode ter certeza que não está tendo problemas com financiamentos. Prado: Em relação a este aspecto podemos dizer que há sinais de melhora. Os próprios bancos têm falado que estão com mais oferta de dinheiro para emprestar, mas na prática ainda há dificuldade para muitas empresas na hora de efetivar as operações. E parece óbvio a todos que aquela abundância de dinheiro para ser emprestado pelo sistema financeiro, que havia antes da crise, não voltará tão cedo. Revista Canavieiros: Se compararmos hoje com o dezembro de 2008, o crédito está mais caro? Tonielo: O crédito está mais barato e mais fácil de ser adquirido. É claro que estou dizendo isso para quem está com suas contas em dia. Para quem está com dívidas às dificuldades continuam. 2009 teve uma abundância de crédito maior sim, mas o faturamento de algumas empresas será menor que em 2008, porque houve uma queda nos preços dos produtos. Para o produtor isso é vantajoso. Para os nossos cooperados, por exemplo, os preços foram em média 30% mais baratos para a aquisição de insumos, adubos e herbicidas. Isso ajuda muito, mas os preços dos produtos agrícolas também devem cair. Ortolan: O crédito esteve bem mais caro, principalmente nos primeiros seis meses de crise, porém está reduzindo. Quando falamos em juros a tendência 22 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 é baixar, hoje estamos com 8,75% de Selic (é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercado se balizam no Brasil), que talvez volte para faixa de 10 ou 10,5%, vai subir um pouquinho e deve parar por aí. A oferta de crédito está fazendo com que, na prática, o juro caia. Meloni: Ao contrário, hoje temos financiamentos bem mais baratos que há um ano, já que naquela época, com a escassez do crédito e com muita procura por ele, os juros subiram e muito, mas a medida que o crédito começa a se normalizar e ter boa oferta os juros caem, como está acontecendo agora. Prado: Em comparação com o ano passado, o crédito está mais acessível. O que aconteceu em 2008 foi uma enorme restrição. A situação ficou muito difícil no segundo semestre de 2008, como a maioria da população sabe, pois o pouco de dinheiro que havia para ser emprestado era caro demais. Revista Canavieiros: Dá para se prever, em seus respectivos setores, como será 2010? Tonielo: A cana vai ter um preço bem melhor. 2010 já começou com o preço do ATR bem mais alto, com uma produtividade boa o que tudo indica que esse será o ano do produtor de cana. Acredito que até julho/agosto teremos preços excelentes para açúcar e álcool e o preço da cana acompanha essa boa fase. Dessa forma, toda a cadeia da cana-de-açúcar vai conseguir melhorar suas condições. O preço do açúcar, que é o melhor dos últimos 30 anos, vai continuar muito bom. O mundo está com déficit de açúcar e, felizmente, o Brasil está preparado para produzir muito mais do que produziu este ano, quando as condições climáticas foram adversas e não deixaram a gente produzir o que estava se prevendo. O Brasil vai produzir aquilo que era pre- visto (32 milhões de toneladas de açúcar e 27 bilhões de litros de álcool), inclusive para exportar. Para o setor de grãos, o ano será mais difícil. As chuvas atrapalharam um pouco, o mercado ficou menos atraente e isso força a venda a preços mais baratos. O preço da soja deve cair, mas não vai chegar a trazer prejuízo ao produtor. Os produtores do Estado de São Paulo devem conseguir um preço melhor. Já para o amendoim acredito que o preço será melhor que no ano passado. Ortolan: Na cadeia produtiva de cana, açúcar e álcool, 2010 com certeza têm tudo para ser melhor do que foi 2009 e, especialmente, os dois anos anteriores. A maior parte dos problemas de crise em 2009 ficou superada. As usinas terminam de fazer os pagamentos parcelados, com isso entra mais recurso e, sabemos que o preço do açúcar vai continuar bom. O preço do álcool deve também ser melhor – em 2009 o preço do álcool só melhorou no final da safra, atravessou quase que o ano todo muito baixo – com isso a cana também deve melhorar. Dificilmente vamos ter dois anos chuvosos como este, as próprias previsões já sinalizam para um ano mais normal em termos de chuva e assim a tendência do preço é melhorar. Meloni: A Cocred vem diversificando muito sua atuação no setor agrícola, comercial e até mesmo indústria. Em todos os setores em que atuamos é notório o entusiasmo para 2010. Já iniciamos uma recuperação muito boa no final de 2009 e acho que esse ano será bom, principalmente por ser um ano eleitoral, onde tudo será feito para obter crescimento econômico, disponibilidades maiores de financiamentos dos bancos públicos, manutenção da taxa básica de juros até o limite máximo que o banco central poderá segurar, enfim, não deveremos ter surpresas negativas, mas sempre é bom ter calma com os gastos.
  22. 22. Reportagem de Capa Prado: Bem. Temos expectativa de um ano positivo, com sinais de aquecimento da demanda tanto de açúcar quanto de etanol. E existe também possibilidade de aumento da colheita de cana, com a entrada de novas unidades industriais em operação e crescimento de outras que iniciaram as atividades nas últimas quatro safras. Por outro lado, haverá um aumento da oferta de matéria prima em função do que não foi possível colher neste ano e aumento da produtividade, devido às condições climáticas. O mercado de açúcar continua apontando para valorização, além de maior espaço no mercado externo, e isso é importante para os produtores brasileiros. Hoje, o Centro-Sul produz cerca de 30 milhões de toneladas de açúcar, sendo que deste volume mais de 22 milhões de toneladas são destinadas à exportação. Além disso, há um déficit na produção de açúcar no mundo e o Brasil pode avançar sobre esta fatia de mercado. Precisamos ainda destacar que o aquecimento momentâneo do mercado de açúcar não significa que deixaremos de produzir etanol. Se na safra passada, 39,5% da cana foi destinada para fabricação de açúcar, neste ano tivemos 43,2% da matéria prima usada para este produto. Então é inverídica a tese de que há um abandono da fabricação de etanol. Em primeiro lugar por que as empresas mistas não são totalmente flex e, portanto, não podem mudar tanto seu mix de produção. E em segundo lugar por que quase 100 milhões de toneladas de cana (de um total de cerca de 540 milhões de toneladas) do Centro-Sul são processadas por destilarias, que não fabricam açúcar, mas apenas etanol. Revista Canavieiros: Quais desafios terão os produtores de cana, açúcar e etanol daqui para frente? Tonielo: O nosso desafio é constante e dia após dia. O produtor tem que superar as condições climáticas, as pragas e doenças que surgem na lavoura, os impostos cobrados pelo governo, enfim, nosso desafio não acaba nunca. Vamos atravessar um ano em que os preços de algumas commodities, como soja e milho, por exemplo, devem ter quedas significativas e isso é um desafio grande. Os principais mercados compradores do Brasil, que são os chineses, coreanos e norte americanos estão com dificuldades. Temos que torcer por uma recuperação desses mercados. Nós, brasileiros, produzimos muito e quando se produz muito se ganha pouco. Nós pecamos quando produzimos muito. Ortolan: No caso do etanol, existe um caminho a ser seguido que é de evitar essas oscilações de oferta que se traduzem também em oscilações de preços na bomba ao consumidor. Não culpo o setor, pois crescer tanto quanto crescemos num espaço curto de tempo, é difícil manter um mercado regular. E tínhamos toda a cana para fabricar o álcool e açúcar necessários para abastecer o mercado, só que as condições climáticas não permitiram moer. Tanto é que numa estimativa de 25 milhões de toneladas de cana em pé para passar de uma safra para outra (cana que é fruto da expansão), devemos passar dos 60 milhões de toneladas. Todo mundo gostaria de ter moído e ter feito o açúcar, ter feito o álcool até para aproveitar o preço, mas foi impossível. Então parte dessa alta do preço ocorreu devido às chuvas. Outro desafio é a conquista do mercado externo. Acredito que ao longo do tempo, o mercado externo vai se desenvolver, de maneira mais lenta, gradualmente. Hoje, a principal garantia do mercado do álcool é a frota flex. Também temos que cuidar da comercialização do álcool, de forma mais equilibrada, sanando esses problemas de caixa de início de safra com mecanismo do governo ou de políticas do próprio setor, para que as usinas não entrem no desespero no início de safra, tendo que fazer caixa a qualquer preço e, para isso ofertar álcool a qual- quer preço. Isso gera uma demanda grande por causa de preço baixo num determinado período e depois temos que subir o preço por redução de oferta. O governo vai ter que trabalhar isso que é um desafio grande. Temos a questão da organização, principalmente aos fornecedores de cana. Essa concentração que está ocorrendo no setor trouxe grupos de grande porte, estruturados, profissionalizados e é diferente o relacionamento desses grupos com os fornecedores e as associações. Então, nós produtores de cana, também teremos que nos preparar para essa nova fase. Teremos que profissionalizar mais as nossas entidades, trazer gente competente para junto da gente para fazer frente no trato com esses grandes grupos. Prado: Dentro do setor temos convicção de que a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias são essenciais para o futuro da atividade. Hoje, o País tem a primazia no uso da cana como gerador combustível e energia. Limpo e renovável. Tudo muito salutar. Mas não podemos achar que podemos ficar dormindo em berço esplêndido, enquanto os outros avançam. O etanol de segunda geração só será uma realidade se houver pesados investimentos em pesquisa. No futuro a própria palha da cana (além do bagaço) poderá significar mais produto final, quando tivermos condições de ter escala industrial para o etanol de segunda geração. Sem falar que temos de trabalhar pela maior produtividade da cana, inclusive com o advento da planta transgênica, que hoje ainda não é liberada. Ou seja, é preciso haver investimento pesado também no campo para que possamos produzir mais cana na mesma área, que significa um crescimento vertical e não mais horizontal da atividade. Então para termos maior eficiência tanto no campo quanto na fábrica é fundamental apertar firme o acelerador da pesquisa. O desafio é gigantesco. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 23
  23. 23. 24 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010
  24. 24. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 25
  25. 25. Informações Setoriais CHUVAS DE DEZEMBRO e Prognósticos Climáticos e Prognósticos Climáticos No quadro abaixo, são apresentadas as chuvas do mês de DEZEMBRO de 2009. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Assessor Técnico Canaoeste A média das observações de chuvas durante DEZEMBRO (335mm) “ficou” acima da média das normais climáticas (264mm). Apenas em Barretos-CATI/Casa da Agricultura, C.E. Moreno e Usina Ibirá foram observadas chuvas inferiores e, em Bebedouro-EECB e São Simão-Ciiagro, as precipitações ficaram próximas às respectivas médias históricas. Mapa 1:-Água Disponível no Solo entre 14 a 16 de DEZEMBRO de 2009. O Mapa 1 ao lado, mostra que o índice de Água Disponível no Solo, no período de 14 a 16 de DEZEMBRO, apresentava-se como médio a alto em quase toda área sucroenergética do Estado de São Paulo. Entretanto, baixas umidades no solo ainda eram observadas na região de entorno de Araçatuba e faixa Oeste e Sudoeste. 26 26 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 ÁGUA, usar s ÁGUA, usar s Protejam e preservem as n Protejam e preservem as n
  26. 26. Informações Setoriais Mapa 2:- Água Disponível no Solo, ao final de DEZEMBRO de 2008. Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a CANAOESTE resume o prognóstico climático de consenso entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de janeiro a março · Prevê-se que a temperatura média nas Regiões Centro Oeste e Sudeste poderão ser acima das normais climáticas e próxima da normalidade climática na Região Sul; · Quanto às chuvas, o Mapa 4 abaixo ilustra os prognósticos de consenso INMET-INPE para estes próximos três meses; · Como referência, as médias históricas das chuvas, pelo Centro de Cana-IAC - Ribeirão Preto, são: 280mm em janeiro, 220mm em fevereiro e 160mm em março. Mapa 4:- Prognóstico de chuvas de consenso entre INMET–INPE para os meses de janeiro a março Mapa 3:- Água Disponível no Solo, ao final de DEZEMBRO de 2009. Observando-se os Mapas 2 e 3 acima, nota-se que, na área sucroenergética de São Paulo, a única semelhança entre os meses de DEZEMBRO deste ano e de 2008 é a faixa Central para Leste do Estado, divisando com o Estado de Minas Gerais. Na região Central para Oeste, chama atenção as “ilhas” de baixa umidade do solo entre Bauru/Lins/Marília e a do extremo Sudoeste ao final de dezembro de 2009. sem abusar ! sem abusar ! Os prognósticos SOMAR Meteorologia também mostram que, para região de abrangência CANAOESTE, em quase todo estado de São Paulo e a faixa do Triângulo Mineiro adjacente ao norte do nosso Estado, as chuvas de janeiro a março serão próximas ou ligeiramente acima das respectivas médias históricas. Em referência às chuvas de outono, a partir de final de março, serão melhor analisadas e interpretadas na próxima edição. As temperaturas médias poderão ficar dentro das respectivas normais climáticas durante estes três meses de verão. Persistindo dúvidas, consultem os Técnicos CANAOESTE mais próximos. nascentes e cursos d’água. nascentes e cursos d’água. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 27 27
  27. 27. Artigo Técnico Verdades e Mitos do ATR Relativo Cleber Moraes, Consultor CANAOESTE M. Moraes Consultoria Agronômica S/C Ltda O preço da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo é formado a partir dos preços médios líquidos, isto é, livre de impostos, de açúcar e álcool obtidos pelas unidades industriais. Este faturamento líquido é dividido entre o produtor de cana-deaçúcar e a usina proporcionalmente aos custos de produção de cada um. Assim a metodologia CONSECANA-SP busca apurar qual o faturamento líquido da usina com cada um destes produtos a partir dos preços levantado pela ESALQ/CEPEA. Posteriormente, aplica-se a participação do produtor para o açúcar e para o álcool, convertese em ATR (Açúcar Total Recuperável) e ponderam-se os preços dos diversos mercados e produtos. Tem-se, então, o preço do ATR que será multiplicado pela quantidade de ATR fornecida pelo produtor para formar o preço por tonelada de cana. Até a primeira revisão do CONSECANA-SP, realizada no ano de 2.005, para a formação do preço da cana-deaçúcar no Estado de São Paulo, o produtor de cana participava com 56,8% do faturamento líquido dos preços de açúcar e com 61,2% e 62,7% dos faturamentos líquidos de álcool anidro e hidratado, respectivamente. Produtores de cana e industriais tinham consciência de que estes valores de participação estavam defasados e precisavam ser atualizados, assim como as perdas na fase comum do processo que eram de 12% e a eficiência de fermentação que era de 85,5%. Entretanto havia uma característica no fornecimento de cana de produtores independentes que impossibilitava o avanço nas negociações: a distribuição no fornecimento de cana durante a safra. Buscamos, em nossa base de dados, as avaliações que tínhamos e que foram usadas para analisar a questão. 28 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 No gráfico 1 é apresentado o perfil de moagem e a distribuição mensal de moagem ajustada para uma unidade padrão de 2 milhões de toneladas. Gráfico 1 – Distribuição de Moagem Usado no Modelo Inicial para uma Unidade processando 2 milhões de toneladas por safra Esta unidade teria uma capacidade diária de 12 mil toneladas de cana. À época, antes da revisão a participação média dos produtores ponderada entre açúcar e álcool era de 58,3% e acreditávamos que este valor deveria passar de 60%. Contudo quando usávamos em nosso modelo matemático a distribuição de moagem efetivamente prática pelos produtores de cana (veja gráfico 2), obtínhamos uma participação média inferior à que tínhamos até então, ou seja, de 58,3%, chegávamos a algo em torno de 57%. Gráfico 2 - Distribuição de Moagem Praticado pelos Produtores ajustado para uma Unidade processando 2 milhões de toneladas por safra
  28. 28. Artigo Técnico Nesta condição de distribuição, seria necessária uma unidade com capacidade diária de processamento de 16.400 toneladas, com investimento industrial 24% maior que uma de 12.000 t/ dia e com uma participação inferior a que havia até então. do mix de produção da unidade industrial, mas para muitos produtores restam uma série de dúvidas. A principal delas é: com a utilização do ATR relativo ainda é importante buscar altos teores de ATR para minha cana, se eu vou receber pela média da usina? Havia duas alternativas possíveis: 1-) Tornar obrigatória a distribuição da entrada de cana durante a safra ou 2-) Aplicar o cálculo do ATR Relativo, cujo modelo vinha sendo aprimorado há anos, mesmo antes do CONSECANA-SP existir com o nome de Média Móvel. Primeiramente é importante dizer que o fornecedor não recebe pela média da usina. A média da usina é um dos componentes do cálculo do ATR relativo. Outro importante fator é a dispersão do fornecedor com relação à média da quinzena, isto é, se o teor de ATR do produtor na quinzena foi maior ou menor que a média e quanto é esta variação. A primeira opção foi logo rechaçada pelos industriais, pois, devido às mudanças ocorridas desde os primeiros anos do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool), onde existiam cotas de entrega, a matéria-prima de fornecedores em boa parte era colhida pelas unidades industriais e esta opção retornaria o problema para as indústrias. Vejamos o gráfico 3 onde são apresentados dados dos teores médios de ATR de uma usina de nossa região da primeira quinzena da safra (Quinzena 1 – 1ª quinzena de abril) à última (Quinzena 16 – 2ª quinzena de novembro) separando os valores das canas de produtores e da usina e a curva de teor médio de ATR da safra nesta usina. Cada ponto X azul representa o teor de ATR da cana entregue por um fundo agrícola de um produtor e cada ponto fechado em vermelho (Ï%) representa a cana entregue por um fundo agrícola da usina. A linha verde representa o teor médio de ATR das canas de entregues na usina (fornecedores + usina). Gráfico 3 - Teores médios de ATR “convencional” de produtores de cana e da usina e a curva de teor médio de ATR da safra nesta usina. Entre o início das negociações e a definição do modelo de fornecimento de cana, outros pontos importantes avançaram: as perdas na fase comum que eram de 12% passariam para 9,5% e a eficiência de fermentação que era de 85,5% passaria para 88%. As negociações caminharam para dois desfechos possíveis: a utilização do ATR relativo com os demais avanços obtidos ou a manutenção do que estava disponível. Em todas as análises que realizamos utilizando todos estes ajustes, apesar da redução no teor de ATR causado pela aplicação do ATR relativo para aqueles produtores que estavam concentrados no meio da safra, havia um ganho no preço do ATR, com a aplicação das novas participações dos fornecedores, que passariam a 59,5% para o açúcar e 62,1% para o álcool, e no balanço de todos os fatores, o resultado apontava para um ganho para os produtores de cana-de-açúcar. Percebam que, dentro de cada quinzena, há alguns fundos agrícolas estão com teores acima da média, isto é, estão acima da linha verde e outros com teores abaixo da média. Vamos usar alguns exemplos para entendermos melhor como é calculado o ATR relativo. Veja os exemplos abaixo. Estes valores foram colocados com fins didáticos e não representam os pontos acima: Hoje podemos afirmar que os ganhos para os produtores variaram de 6 a 10% em relação aos valores pagos antes da revisão de 2.005 dependendo Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 29
  29. 29. Artigo Técnico Todos os valores estão em Kg de ATR por tonelada de cana. Primeiro vamos entender o que significam as siglas: F.A. – Fundo Agrícola ATRfq – Teor de ATR do fornecedor na quinzena, isto é, o teor de ATR convencional obtido pelo fornecedor. ATRuq – Teor de ATR da usina quinzena. É o teor de ATR médio de todos os fornecedores e das canas próprias da usina na quinzena Dispersão – É a variação para cima ou para baixo que o fornecedor obteve da média da quinzena, portanto é o resultado da subtração do ATRfq menos ATRuq. ATRus – Teor de ATR da usina na safra. É o teor de ATR médio de todos os fornecedores e das canas próprias da usina esperado para a safra. Antes de terminar a safra é calculado pela média das últimas 5 safras. Após o término da safra é substituído pelo teor médio da safra corrente. ATRfr – Teor de ATR relativo do fornecedor. É o teor de ATR relativo obtido pelo fornecedor e que será utilizado para o cálculo do preço da cana, resultado da soma da dispersão com o ATRus. Observe que, no exemplo na página anterior, para a 1ª quinzena de maio, o Fundo Agrícola 1 (F.A. 1) obteve um teor de 130 Kg de ATR/t e o F.A. 2 de 120 Kg de ATR/t, assim o F.A. 1 ficou 5 Kg de ATR acima da média da quinzena e o F.A. 2 ficou 5 Kg de ATR abaixo da média da quinzena que foi de 125 Kg de ATR/t. Para calcular o teor de ATR relativo do F.A. 1, somamos 5 Kg à média de safra estimada para a usina, que é 140 kg de ATR/t, e este fundo agrícola (F.A. 1) receberá 145 Kg de ATR/t. Já o F.A. 2 ficou receberá (140 – 5) = 135 Kg de ATR/t. Perceba que houve um “ganho” de 15 Kg de ATR para o F.A. 1 com relação ao ATR “convencional” entregue e mesmo o F.A. 2 também teve um “ganho” de 15 Kg de ATR/t, mas o F.A. 1 recebeu 10 Kg de ATR a mais que o F.A. 2, mesma diferença encontrada no ATR convencional (ATRfq). Mas quando entrou agosto, o teor de ATR “convencional” obtido pelo F.A. 1 foi de 155 Kg de ATR/t, ficando também 5 Kg acima da média e assim o teor de ATR relativo do F.A. 1 na 1ª quinzena de agosto foi novamente de 145 Kg/t. Perceba que nesta caso, há uma “per30 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 da” de 10 Kg de ATR/t, mas é justamente este equilíbrio entre o início e o meio de safra que torna homogêneo o pagamento de cana em qualquer época do ano, evitando a concentração nos meses em que naturalmente um aumento no teor de ATR, mas perceba também que o F.A. 1 recebeu 10 Kg de ATR a mais que o F.A. 2 na 1ª quinzena de agosto, mesma diferença entre os teores de ATR convencionais (ATRfq). Bem, mas se o teor da primeira quinzena de maio ficou igual ao da primeira quinzena de agosto, o que aconteceria se o produtor não cuidasse de sua cana de agosto e, ao invés de 5 Kg acima, ficasse 5 Kg abaixo? Aconteceria o que aconteceu com o F.A. 2, ficaria com um teor de ATR com 10 Kg a menos em relação ao F.A. 1. Conclusão: O teor de ATR relativo não diminui a necessidade de cuidar do canavial, principalmente de daninhas, e de escolher a variedade certa para a época adequada, pois quem descuidar do canavial receberá menos. Outra questão relevante é que a revisão do CONSECANA-SP não incluiu apenas o ATR relativo, mas também melhorias na participação do fornecedor, nas perdas da fase comum e na eficiência de fermentação que, no conjunto, como dito, representaram ganhos significativos nos preços da canade-açúcar. Veja no gráfico 4 como ficam os teores de ATR relativo de diversos fundos que foram apresentados no gráfico 3. Compare o Gráfico 3 com o Gráfico 4. Gráfico 4 - Teores médios de ATR relativo de produtores de cana e da usina e a curva de teor médio de ATR da safra nesta usina. Percebam que fundos que estavam acima da média, continuam acima da média e recebendo mais por tonelada de cana. É importante lembrar também que ao final do período de moagem é feito o ajuste do ATRus, ou seja, o teor de ATR médio da usina na safra que inicialmente é estimado pela média das últimas 5 safras e que, no fechamento de safra, utiliza-se o teor efetivamente obtido na safra. Devido às características climáticas deste ano agrícola (safra 2.009/2.010) e a partir de nosso acompanhamento do andamento da safra feito pelo Sistema ATR, praticamente todas as unidades industriais terão um teor de ATR inferior ao estimado inicialmente, o que redundará em um teor de ATR relativo inferior ao estimado inicialmente. Um alerta que gostaríamos de fazer também àquelas unidades que pagam pelo teor médio de ATR da unidade sem utilizar o cálculo do ATR relativo, uniformizando o preço da cana para todos os fornecedores: haverá uma tendência dos produtores plantarem variedades mais rústicas e produtivas mesmo em terras mais férteis, ao invés de variedades com melhores teores de ATR, o que redundará em baixo rendimento industrial e baixa eficiência dos processos de extração, lavagem, recuperação de açúcar e fermentação. Em caso de dúvidas, procure o Departamento de Planejamento e Controle Agrícola através do telefone (16) 3946-3300 ou na sede da CANAOESTE em Sertãozinho.
  30. 30. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 31
  31. 31. Artigo Técnico II Contratação de Serviços Agrícolas Cleber Moraes, Consultor CANAOESTE M. Moraes Consultoria Agronômica Ltda A contratação de serviços agrícolas exige que o fornecedor de cana fique atento a alguns passos que devem ser tomados antes que seja assinado o contrato de prestação de serviços ou mesmo se inicie a prestação dos serviços na lavoura. Passo 1: Solicitar orçamento detalhado dos serviços a serem prestados, discriminando: operações mecanizadas, de transporte ou de mão-de-obra a serem realizadas; equipamentos a serem utilizados no caso das operações mecanizadas e de transporte; rendimento operacional (horas para tratores por hectare, quilômetros rodados para veículos e diárias para rurícolas); custo por unidade de medida (horas, quilômetros ou diárias). No caso de insumo, discriminar o insumo, a dose, o custo e o valor total. Passo 2: Consultar o agrônomo da CANAOESTE, em quaisquer dos escri- 32 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 tórios regionais, para verificar se as operações e insumos sugeridos no orçamento estão adequados para a condição de solo, relevo e clima de sua propriedade. Lembre-se que, como prestador de serviço, quanto mais operações e insumos melhor. Todos os custos já vêm acrescidos de um adicional que representa o lucro da prestação de serviços, pois ninguém trabalha de graça, mesmo que o discurso seja diferente. Passo 3: Enviar uma cópia do orçamento ao Departamento de Planejamento e Controle, situado na sede da CANAOESTE em Sertãozinho, para avaliar se os valores sugeridos estão ade- quados, elevados ou se contêm, de fato, algum benefício ao fornecedor. Passo 4: Aprovado o orçamento, pedir uma “minuta” do contrato (primeira redação feita pelo prestador de serviços sem a revisão do contratante). Enviar esta minuta ao Departamento Jurídico para uma avaliação e correção de cláusulas que tragam ônus desproporcionais ao produtor de cana ou mesmo cláusulas abusivas. Passo 5: Acompanhar no campo a execução das operações e aplicação dos insumos, conforme descrito no orçamento. Talvez este seja o passo mais importante. O fornecedor também deve estar ciente de algumas questões extremamente relevantes para não ser surpreendido com possíveis ações judiciais (ação de cobrança, reclamação trabalhista), decorrentes da má confecção do contrato.
  32. 32. Artigo Técnico II Os casos mais comuns são os seguintes: 1. Pagamento dos serviços em cana: Normalmente quando os serviços são pagos em cana, faz-se a conversão do valor do serviço em reais, dividindo pelo valor da cana com teor de ATR de 121,97 Kg por tonelada. Acontece que a cana entregue na unidade industrial terá em média 145,00 Kg de ATR por tonelada, podendo chegar a mais de 160,00 Kg de ATR por tonelada. A diferença de ATR deverá cobrir os custos de CCT (colheita) da cana fornecida a título de pagamento da prestação de serviços, pois, do contrário, estará representando a cobrança de juros, por sinal bastante elevado. “...plantio é feita por uma unidade industrial e não é cobrado à vista, esta obriga que o fornecedor entregue toda a produção...” car em ônus futuros com ações trabalhistas, pois o contratante, no caso o fornecedor, tem obrigação subsidiária ao prestador de serviços. “...serviços são pagos em cana, faz-se a conversão do valor do serviço em reais, dividindo pelo valor da cana com teor de ATR...” 2. Valor dos serviços de mão-deobra: Os valores dos serviços de mão-de-obra rurícola provêm de um acordo coletivo feito pelos sindicatos rurais, que acrescidos dos encargos tributários e trabalhistas, que são chamados genericamente de encargos sociais. Estes exigem que a prestação dos serviços tenha um valor mínimo para preencher todos os requisitos legais. Assim valores de plantio muito baratos podem impli- “...serviços são pagos em cana, faz-se a conversão do valor do serviço em reais, dividindo pelo valor da cana com teor de ATR...” 3. Valor do CCT (colheita) a ser cobrado nas safras futuras: Quando a prestação de serviços de plantio é feita por uma unidade industrial e não é cobrado à vista, esta obriga que o fornecedor entregue toda a produção, deste ciclo da lavoura plantada, em sua unidade industrial. É extremamente importante estabelecer no contrato um valor de CCT para o primeiro ano, um índice de reajuste para este valor (IGP-M, IPC, INPC ou qualquer outro), que representará o valor máximo a ser cobrado nas safras seguintes e, ainda, abrir a possibilidade do fornecedor contratar outro prestador de serviços para realizar a colheita entregando a cana obviamente na unidade industrial que prestou o serviço de plantio, caso o valor sugerido pela unidade industrial esteja acima de qualquer outro orçamento. 4. Definição do método do pagamento de cana: Pelos Manuais do CONSECANA é preciso que conste em contrato que a metodologia de pagamento de cana a ser adotada é o CONSECANA. No Manual do CONSECANA, que pode ser baixado pelos associados da CANAOESTE na internet através do site da ORPLANA, existe um capítulo com as Regras Mínimas para Elaboração do Contrato de Compra e Venda de Cana-de-Açúcar. O fato de estabelecer-se valores tetos ou garantidos de teor de ATR, expresso em Kg de ATR por tonelada e/ou valor de ATR, expresso em reais por Kg, não impossibilita a adoção do método CONSECANA. Portanto, é fundamental a elaboração de um contrato sempre. “Pelos Manuais do CONSECANA é preciso que conste em contrato que a metodologia de pagamento de cana a ser adotada é o CONSECANA.” No mais e para outras dúvidas procure o Departamento de Planejamento e Controle da CANAOESTE através do telefone (16) 3946-3300 ramal 2100. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 33
  33. 33. Pragas e Doenças Ferrugem Alaranjada da Cana: secretaria de agricultura apresenta relatório O grupo técnico da Secretaria de Agricultura e Abasteci mento do Estado de São Paulo que cuida da ferrugem alaranjada da cana se reuniu na quarta-feira, 13, para avaliar e apresentar as ações realizadas na coleta de dados e análise de resultados, em Ribeirão Preto. Estiveram presentes pesquisadores do Centro Cana do Instituto Agronômico (IAC), do Instituto Biológico (IB) e técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). Na primeira semana de dezembro, técnicos do setor privado apontaram a suspeita de ocorrência da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar em canaviais próximos a Ribeirão Preto. A informação foi levada à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que acionou a CDA. Segundo relatos do pesquisador da Secretaria, Marcos Landell, as inspeções realizadas pelas equipes permitem inferir que, no universo de variedades cultivadas em São Paulo, pequeno percentual tem apresentado susceptibilidade a nova doença até o momento, o que faz prever um impacto econômico de relativa importância. No último mês, esse grupo de técnicos ligados à Comissão Técnica da Cana do Estado de São Paulo, da Secretaria, vem realizando uma série de ações para mapear a abrangência da praga e a intensidade que ela se dá nas diversas regiões de São Paulo. Para tanto, previamente, identificou-se três variedades comerciais com susceptibilidade à ferrugem alaranjada, causada pelo fungo Puccinia kuenii. O levantamento concentra-se nestas, com o objetivo de determinar a dispersão da praga. 34 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 Além da região de Araraquara, identificou-se o fungo em Ribeirão Preto e Jaboticabal. A CDA tem levantado outras regiões como Araçatuba, Orlândia, Jaú, Bauru, Andradina, Catanduva, São José do Rio Preto, Barretos e Lins, no entanto, não foi identificado o fungo nas amostras encaminhadas ao IB. “O levantamento é importante para apontar a ocorrência da doença e em quais variedades. Isso subsidiará a nossa área de pesquisa na procura das variedades mais resistentes”, afirma o coordenador da CDA, Cláudio Alvarenga de Melo. SOBRE A DOENÇA - A ferrugem alaranjada existe na Ásia e Austrália desde o século 19. Em 2007, foi encontrada em canaviais dos Estados Unidos e, depois, em vários outros países da América Central. Provavelmente tenha sido nessa região que se originou a praga, trazida por correntes de ventos. Quanto às medidas fitossanitárias, ela se restringem ao uso de variedades resistentes, o que é mais eficiente e barato, além de o Brasil ter essa tecnologia de forma abundante, pois nos últimos dez anos os programas brasileiros liberaram aproximadamente 80 novas cultivares. pois temos importantes e ativos programas de melhoramento de cana-deaçúcar”, afirma ele. Segundo Landell, a situação do Brasil é diferente da Austrália, por exemplo, que em 2000, quando a ferrugem alaranjada se manifestou de maneira danosa, tinha 86% da área de Queensland (sua principal área produtiva) ocupada com uma única variedade, a qual se mostrou extremamente susceptível à doença. PRODUÇÃO - São Paulo é o maior produtor de cana, açúcar e álcool do País: responde por quase 60% da produção brasileira, com cerca de cinco milhões de hectares cultivados. Na última safra, produziu em torno de 400 milhões de toneladas. A cana é o primeiro item na pauta de exportações do agronegócio paulista, contabilizando mais de US$ 5 bilhões em divisas para o Estado. No ano posterior, houve uma queda de aproximadamente 40% de produtividade naquela região. “Não acreditamos que isso ocorra no Brasil, Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
  34. 34. Repercutiu João Angelo Guidi recebe título de Cidadão de Uberaba O cooperado João Angelo Guidi, recebeu no final de novembro de 2009, o título de cidadão de Uberaba. A homenagem foi uma iniciativa do vereador presidente da Câmara, Lourival dos Santos. “É uma forma de reconhecimento à atuação de João Angelo em prol da cidade de Uberaba”, disse o vereador. “O documento, cuja íntegra tem mais de 80 páginas, contém equívocos inaceitáveis. Ali, o agronegócio é considerado instituição suspeita e desprezível. Tanto que até liminares, um dos instrumentos jurídicos mais essenciais no caso de invasões de terra por terem efeito imediato, só poderão ser concedidas depois de realizados procedimentos administrativos e “conciliatórios”. Não há prazos previstos aqui, e os procedimentos poderão ser tão numerosos que tornarão inócuas as providências de urgência reclamadas quando há desrespeito ao direito de propriedade”. Trecho retirado do artigo “Direitos humanos ou gato por lebre”, sobre o novo Programa Nacional dos Direitos Humanos, PNDH-3, assinado pela senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu (DEM-TO). Foto: José Cruz/Abr Sobre a decisão de reduzir de 25% para 20% o percentual de mistura do Etanol Anidro na Gasolina, anunciada pelo Governo Federal no dia 11/01/2010 Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr Foto: Elza Fiuza/ABr “As razões pelas quais o Governo decidiu pela redução são aceitáveis, mas é preciso respeitar o prazo de 90 dias para voltar ao patamar atual... é louvável o fato de o Governo ter ouvido o setor e estabelecido um prazo para a vigência da medida, cujo término, aliás, ocorrerá no início da maior safra histórica estimada no País” Opinião do diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues “O que aconteceu é que o preço do açúcar no mercado internacional subiu e houve uma certa preferência dos agricultores pela produção do açúcar. Além disso, as chuvas que fizeram com que a taxa de sacarose no caldo da cana tenha reduzido a produção do álcool”. Do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão “A agricultura não pode ser dividida apenas em agricultura comercial e agricultura familiar. Esse conceito não se aplica. Temos pequenos agricultores, médios agricultores e grandes agricultores. Todos eles participam, de uma forma ou de outra, da agricultura comercial ou do agronegócio.” Do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que também criticou o Plano Nacional de Direitos Humanos, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 35
  35. 35. Biblioteca Cultura Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português “GENERAL ÁLVARO TAVARES CARMO” Bioetanol de Cana-de-Açúcar - Energia para o Desenvolvimento Sustentável Coordenação: BNDS e CGEE "O sonho sonha na realidade lúcida sem ilusões" Renata Carone Sborgia 1)...mais um final de ano. ... mais expectativas, confraternizações e talvez alguns perdões. Pedro disse: - Eu “perdôo” as confusões familiares que houve este ano... Renata Carone Sborgia* O perdão é sempre bem-vindo para a alma e para a Língua Portuguesa. (desde que escrito corretamente). Segundo o Novo Acordo Ortográfico, prezados amigos leitores, principalmente, para os que desejam perdoar algo ou alguém: o acento circunflexo não é mais usado nas expressões terminadas em oo. Para o verdadeiro perdão existir, na primeira pessoa do singular, do verbo Perdoar, escreva corretamente: PERDOO. 2) E o Natal?! Parentes e “agregados” juntos: sogra com nora, genro com sogro, cunhada com cunhada... É a família reunida com a ceia de natal! Alegria e paz! Maria disse que a confraternização será TRANQUILA. Maria o trema é pronunciado, porém foi abolido (regra geral), segundo o Novo Acordo Ortográfico. Para que todos tenham um Natal TRANQUILO é simples na Língua Portuguesa: não use o trema! 3) Prezados amigos leitores como está a “auto-estima” para o próximo ano? Escrita de forma incorreta: baixa. Para que todos nós tenhamos a AUTOESTIMA alta, iremos relembrar a regra do Novo Acordo Ortográfico sobre o Hífen: o hífen deixa de ser empregado quando o prefixo termina em vogal (no exemplo: auto) e o segundo elemento com uma vogal diferente (no exemplo: estima). Assim, para todos vocês, meus sempre queridos amigos leitores, um Ano Novo com uma autoestima altíssima! PARA VOCÊ PENSAR: “Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.” (Bob Marley) “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.” (William Shakespeare) * Advogada e Prof.ª de Português e Inglês Mestra—USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Consultora de Português, MBA em Direito e Gestão Educacional, escreveu a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras) com Miriam M. Grisolia 36 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 O interesse mundial pelo desenvolvimen to dos biocombustíveis cresceu devido a maior preocupação no que diz respeito ao desenvolvimento de fontes energéticas renováveis e mais limpas. Sendo assim, o Brasil é destaque entre os outros países. De acordo com o livro, o programa de bioetanol de cana-de-açúcar do Brasil apresenta resultados de grande relevância para o setor, desde a pesquisa de variedades de cana de maior rendimento até a fabricação de motores que funcionam com qualquer mistura de gasolina e etanol. Compartilhar esta experiência foi o principal motivo que levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encomendar esta obra ao Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) e ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone (16)3946-3300 - Ramal 2016 marcia.biblioteca@canaoeste.com.br
  36. 36. Agende-se Fevereiro e Março SHOWTEC 2010 Empresa Promotora: Fundação MS Tipo de Evento: Encontro / Simpósio Início do Evento: 02/02/2010 Fim do Evento: 04/02/2010 Estado: MS Cidade: Maracaju Localização do Evento: Fundação MS - Estrada da Usina Velha, km 2 Informações com: Fundação MS Site: www.fundacaoms.org.br Telefone: 67 3454-2631 E-mail: fundacaoms@fundacaoms.org.br XXXIII CONGRESSO PAULISTA DE FITOPATOLOGIA Empresa Promotora: Associação Paulista de Fitopatologia e ESALQ Tipo de Evento: Congresso Início do Evento: 02/02/2010 Fim do Evento: 04/02/2010 Estado: SP Cidade: Ituverava Localização do Evento: Faculdade Dr. Francisco Maeda Informações com: Secretaria do Congresso Site: www.cpfito.com.br Telefone: (16) 3729-9060 E-mail: presidente@cpfito.com.br SHOW RURAL COOPAVEL 2010 Empresa Promotora: Coopavel Cooperativa Agroindustrial Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 08/02/2010 Fim do Evento: 12/02/2010 Estado: PR Cidade: Cascavel Localização do Evento: Show Rural Coopavel Informações com: Coopavel Site: www.showrural.com.br Telefone: (45) 3225-6885 E-mail: showrural@coopavel.com.br de 2010 EXPOAGRO AFUBRA 2010 Empresa Promotora: Associação dos Fumicultores do Brasil Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 03/03/2010 Fim do Evento: 05/03/2010 Estado: RS Cidade: Rio Pardo Localização do Evento: BR 471 - Km 143 Rincão del Rey Informações com: Departamento Agroflorestal da Afubra Site: www.expoagroafubra.com.br Telefone: (51) 3713-7700 E-mail: expoagro@afubra.com.br 15º DIA DE CAMPO COPERCAMPOS Empresa Promotora: Copercampos Tipo de Evento: Dia-de-Campo / Visita Técnica Início do Evento: 09/03/2010 Fim do Evento: 11/03/2010 Estado: SC Cidade: Campos Novos Localização do Evento: Campo Demonstrativo Copercampos Informações com: Copercampos Site: www.copercampos.com.br Telefone: 49 3541-6000 E-mail: copercampos@copercampos.com.br FEINCO 2010 - 7ª FEIRA INTERNACIONAL DE CAPRINOS E OVINOS Empresa Promotora: Agrocentro Feiras e Exposições Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 09/03/2010 Fim do Evento: 13/03/2010 Estado: SP Cidade: São Paulo Localização do Evento: Centro de Exposições Imigrantes Informações com: Secretaria Site: www.feinco.com.br Telefone: (11) 5067-6767 E-mail: feinco@agrocentro.com.br Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 37
  37. 37. VENDE-SE - Trator Massey Ferguson 65x, ano 74 com 5000 hs, original, pneus novosrevisado completo. Tratar com Erminia pelo telefone: (16) 9169-3510. VENDE-SE - Caminhão 1318, ano 87, com carroceria, mecânica impecável, bom de pneus e cabine. Tratar com o Junior Gazoti pelo telefone: (18) 97495042 ou pelo email: juniorgazoti@hotmail.com. VENDE-SE ou LOCA-SE - Colhedora de cana, ano 2008, com opcional para colheita de cana muda. Revisada, pronta para iniciar a safra. Temos transbordos de oito e dez toneladas. Tratar com José Ary Jr. pelo telefone: (016) 9159 7452 ou pelo email: jaoliveira@starmag.com.br. VENDE-SE - Caminhão Cargo 6332, ano/mod. 2008/2008, prata, com gaiola para cana inteira e 10 pneus novos. Possuo também reboque três eixos, cana inteira, ano 1996. Se optar, vendo apenas o caminhão com ou sem gaiola. Tratar com Luis Fernando Raimundo pelos telefones: (16) 3851-1641/ (16) 9261 6339 ou pelo email: luisfr1@netsite.com.br. VENDE-SE - Vendo ou arrendo Fábrica de Aguardente, capacidade de 1000 lts/ hora. Tratar com Marcio Viana pelo telefone: (31) 9932 3470 ou pelo email: aguardenteurucania@bol.com.br. VENDE-SE - Subsolador Tatu Ast-Matic, de 9 hastes, seminovo,ano 2006,com todos os bicos novos e desarme automático, podendo ser testado no local. Tenho também terraceador de 22 disco, seminovo, Tatu. Tratar com Sergio Murilo pelo telefone: (62) 9654 3114 ou pelo email: smpec@bol.com.br. 38 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 VENDEM-SE - 01 caixa d'água modelo australiana para 50.000 lts de água - 01 caixa d'água modelo australiana para 5.000 lts de água - 01 transformador de 15 KVA - 01 transformador de 45 KVA - 01 transformador de 75 KVA - tijolos antigos e telhas - lascas, palanques e mourões de aroeira - 01 sulcador de duas linhas DMB - postes de aroeira - terças, caibros e porteiras - 01 moto CBR 1000, ano 2008, com 2000 km - 02 mulas com um ano de idade - 02 burros com um ano de idade - coxos de cimento - 01 caminhão MB 1114, ano 1987 revisado Tratar com Wilson pelo telefone (17) 9739.2000 - Viradouro SP VENDE-SE -Tubos de Aço Galvanizados de 4 e 6 polegadas, novos e seminovos,barras de 6 metros com rosca e luvas, para desocupar lugar, serve para irrigação, rede de água e incêndio em usinas e fazendas. Valor: R$ 4,00 por Kilo. Tratar com Sergio Murilo pelo telefone:(62) 9654 3114 ou pelo email: smpec@bol.com.br. VENDE-SE - Caminhão MB, 2635, ano 1995. Tratar com João Pedro pelo telefone (16) 39491157 ou 92182769. VENDE-SE - 01 colhedora de amendoim máster Double 2, ano 2005; - 01 transbordo de amendoim; - 01 arrancador de amendoim; - 01 caminhão Chevrolet , modelo D60, ano 80; - 01 caminhão mercedes 1113, ano 77, basculante; -01 trator Valtra, 1380, ano 95. Tratar com Rui: (16) 9187 - 1027 VENDE-SE MB 2318 ANO 1997 TRAÇADO 6X4 Tratar com Patito: (16) 9187-1901 ou paulistacaminhoes@uol.com.br VENDEM-SE - Trator de esteira, marca Komatsu D-06 F-8b motor Cummins de 189 cv. novo. - R$320.000,00 - Conjunto de irrigação metal lavras c/ encanamento 54 metros Falar c/ Zezé 39422895 VENDEM-SE - Cultivador de Cana DMB OP c/ Sulcador - R$3800,00 - Arado 2 Aiveca R$700,00 - Enleirador de cana leve R$800,00 - Forrageira Jumil R$1500,00 - Cultivador de Cana OP reformado R$4200,00. Falar c/ Marco 39423987
  38. 38. Revista Canavieiros - Janeiro de 2010 39
  39. 39. 40 Revista Canavieiros - Janeiro de 2010

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