Ed08fev07

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Ed08fev07

  1. 1. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  2. 2. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  3. 3. Editorial Tempo de crescimento e aprendizagem A Revista Canavieiros chega a sua 8ª edição com a sensação de dever cumprido. Os leitores que acompanharam mensalmente as edições puderam observar que a proposta editorial de informar os produtores de cana vem sendo cumprida rigorosamente. Não medimos esforços para conseguir informações de produtos e equipamentos inovadores, que possam baratear custo de produção e ajudar o agricultor na prática. Neste mês, firmamos com os leitores novamente a nossa proposta: informar o setor sucroalcooleiro e contribuir para o seu desenvolvimento. A reportagem de capa deste mês traz o plantio da cana-de-açúcar e os caminhos a serem seguidos para alcançar alta produtividade. É na hora de plantar que o agricultor deve tomar muito cuidado, pois um erro no planejamento ou na execução dos processos podem comprometer a produtividade e a longevidade do canavial. O entrevistado deste mês é o empresário Antonio Eduardo Tonielo, que também é presidente da Copercana, Cocred e Sindicato Rural de Sertãozinho. Tonielo falou sobre cooperativismo, agronegócio, biodiesel, cana, açúcar e álcool. Otimista com o momento pelo qual atravessa o agronegócio brasileiro, Tonielo afirma que o Brasil está pronto para crescer e atender algumas necessidades mundiais. O artigo publicado no “Ponto de Vista” é do atual presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), Cesário Ramalho que discorre sobre a agricultura no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) lançado recentemente pelo presidente Lula. Ramalho afirma que o programa não traz nenhuma medida direta para o setor agrícola, que segundo ele é o segmento que mais contribui para a economia do país. Nas páginas da Copercana, a edição de fevereiro traz a participação da cooperativa em feiras e eventos. Destaque também para a Copercana Seguros que recebeu prêmio de bonificação pelo desempenho em 2006. A Canaoeste traz informações sobre a AGO (Assembléia Geral Ordinária). Uma comitiva alemã também esteve na sede da associação em fevereiro e a participação do presidente, Manoel Ortolan, na primeira reunião de 2007, realizada pelo Conselho Superior de Agronegócio da FIESP, que contou inclusive com a participação do ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes Pinto. O gerente geral da Cocred, Márcio Fernando Meloni, que também é diretor do Cooperativismo de Crédito da Ocesp e presidente da Cred Copercana escreveu um artigo sobre o crescimento do cooperativismo de crédito e apontou medidas que precisam ser tomadas para desatar algumas amarras que dificultam a obtenção de recursos. Nas reportagens técnicas, a Canavieiros traz informações sobre a “Estria Vermelha”, uma doença que ataca os canaviais paulistas. As informações setoriais apresentam as chuvas e prognósticos climáticos do mês de janeiro. Na editoria Legislação é apresentado as últimas informações sobre as leis que afetam a queima da palha da cana-de-açúcar. Para finalizar, uma surpresa na coluna “Antes da Porteira”: cooperado da Cocred afirma que “limão é mais doce que laranja”. Será? Boa leitura Conselho Editorial Revista Canavieiros Fevereiro de 2007 Revista Canavieiros -- Fevereiro de 2007 03
  4. 4. Indice EXPEDIENTE Capa CONSELHO EDITORIAL: Antonio Eduardo Tonielo Plantio: caminhos para uma alta produtividade Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Planejamento e execução eficaz Oscar Bisson Pg. 20 EQUIPE DE JORNALISMO: Carla Rossini – MTb 39.788 Cristiane Barão – MTb 31.814 OUTRAS Entrevista P g . Antonio Eduardo Tonielo Presidente da Copercana, Cocred e do Sindicato Rural de Sertãozinho. P g . 05 Ponto de Vista PROJETO GRÁFICO E 24 DIAGRAMAÇÃO: INFORMAÇÕES P g . SETORIAIS 28 LEGISLAÇÃO P g . 30 CULTURAS DE P g .3 1 ROTAÇÃO Cesário Ramalho Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) Marino Guerra – MTb 39.180 DESTAQUE DESTA DESTA QUES NOVAS P g . 3 2 TECNOLOGIAS Rafael Mermejo FOTOS: Carla Rossini Marino Guerra COMERCIAL E PUBLICIDADE: Daniella Felício revistacanavieiros@copercana.com.br DEPARTAMENTO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO: Artur Sandrin, Carla Rossini, Daniella P g . Notícias 08 P g . Cocred Cocred cresce mais de 1.200% em dez anos 10 34 Faria da Silva, Tatiana Sicchieri. 35 IMPRESSÃO: São Francisco Gráfica e Editora CULTURA P g . 12 36 REPERCUTIU P g . P g . P g . 37 16 38 TIRAGEM: 6.000 exemplares CLASSIFICADOS A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Antes da Porteira 26 O doce sabor do Limão P g . Cooperado da Cocred investe na produção e exportação de lima ácida 04 P g . P g . Canaoeste Comitiva alemã é recebida na Canaoeste Notícias Felicio, Daniel Pelanda, Letícia Pignata, Marino Guerra, Rafael Mermejo, Roberta AGENDE-SE Copercana Copercana e Massey Ferguson realizam dia de negócios Notícias PRAGAS E DOENÇAS P g . Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 ENDEREÇO DA REDAÇÃO: Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311
  5. 5. Entrevista Antonio Eduardo Tonielo Presidente da Copercana, Cocred e do Sindicato Rural de Sertãozinho. Perfil O empresário Antonio Eduardo Tonielo é sócioproprietário das Usinas Santa Inês (Sertãozinho), Virálcool (Pitangueiras) e Virálcool II (Castilho). É conselheiro da UNICA e presidente da Copercana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo), Cocred (Cooperativa dos Plantadores de Cana de Sertãozinho) e do Sindicato Rural de Sertãozinho. "O BRASIL ESTÁ PRONTO PARA CRESCER" Carla Rossini A declaração é do presidente da Copercana, Cocred e Sindicato Rural de Sertãozinho, Antonio Eduardo Tonielo. À frente das instituições há mais de trinta anos, Tonielo, que também é empresário do setor sucroalcooleiro, acumula conhecimentos e experiências que foram transmitidas à Revista Canavieiros. Durante a entrevista, Tonielo falou sobre cooperativismo, agronegócio, biodiesel, cana, açúcar e álcool. Otimista com o momento pelo qual atravessa o agronegócio brasileiro, Tonielo afirma que o Brasil está pronto para crescer e atender algumas necessidades mundiais. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 05
  6. 6. Entrevista Revista Canavieiros: De forma geral, qual é o cenário que está se desenhando para o agronegócio, no segundo mandato do presidente Lula? Antonio Eduardo Tonielo: Eu penso que o agronegócio não está dependendo muito da política do governo Lula, uma vez que o mundo está voltado para novos combustíveis à base de soja, milho, cana etc. Nós esperávamos passar por muitas dificuldades, principalmente os produtores de grãos, mas graças à expansão do álcool e o mundo estar olhando as energias renováveis com mais entusiasmo, como o biodiesel, por exemplo, os grãos tiveram um impulso e hoje já temos reflexos muito bons. Já mudou o cenário para soja e o milho. Por isso eu penso que o governo Lula não terá tanta influência, uma vez que o mundo está precisando de mais comida e de mais energia. Isso é muito importante para o nosso país, que está pronto para dar uma resposta. Nós estivemos estagnados com a produção agrícola e agora o Brasil está pronto para crescer. O mundo está mais interessado pelo nosso negócio. Revista Canavieiros: Como o senhor avalia a atuação do cooperativismo em 2006 para o fortalecimento do setor produtivo? Antonio Eduardo Tonielo: Das cooperativas que existem hoje no Brasil, a maior parte é de pequeno porte. Essas cooperativas, principalmente as de crédito, tem problemas para se manter. Hoje, com dinheiro a custo mais baixo, as cooperativas têm uma despesa relativamente grande e uma receita pequena. Agora, as grandes cooperativas, que têm maiores volumes de negócios, não terão problemas. E, nesse caso, podemos citar a Cocred, Credicitrus, CredCarol, Credcoonai e várias outras. Eu digo isso porque, com os juros em queda, fica mais difícil para as cooperativas de crédito. Já para as cooperativas de consumo, o cenário é o inverso: com as taxas em queda, elas terão mais recursos para repassar aos co06 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 operados, que, por sua vez, vão se endividar menos e podem melhorar suas receitas com os produtos. Mas tudo isso não atinge a Cocred, que está bem estruturada, tem retorno bom e isso é muito importante para o nosso setor e para a nossa região. Revista Canavieiros: Como as cooperativas precisam agir para acompanhar o crescimento no segmento de bioenergia? Antonio Eduardo Tonielo: Eu acho que as cooperativas conseguem se manter fácil, o grande problema são os cooperados. Uma cooperativa só tem problema quando o cooperado está com problema. O desenvolvimento do segmento de “ O mundo está precisando de mais comida e de mais energia. Isso é muito importante para o nosso país, que está pronto para dar uma resposta. Nós estivemos estagnados com a produção agrícola e agora o Brasil está pronto para crescer. O mundo está mais interessado pelo nosso negócio.” bioenergia vai permitir aos produtores (cooperados) melhorar suas condições de vida porque terão como plantar mais para atender ao mercado e terão mais dinheiro para pagar suas contas. Hoje, é viável para o produtor trabalhar com juros de 8,75% ao ano e assim ele pode investir mais. Para a cooperativa também é excelente porque isso significa melhoria nas receitas. Revista Canavieiros: O que os produtores de cana, açúcar e álcool precisam fazer para continuar a produzir e ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente? Antonio Eduardo do Tonielo: Eu acho que quem menos agride o meio ambiente é o produtor de cana, porque é uma cultura que tem menos problemas de erosão, não agride tanto o solo e não precisa agredir o meio ambiente. Pelo contrário, hoje o produtor de cana é um produtor consciente, que conserva as matas em suas propriedades, conversa as várzeas e respeita as leis ambientais. Ele desenvolve sua cultura respeitando as leis da natureza. É claro que para toda regra existem exceções, mas, de maneira geral, os produtores respeitam o meio ambiente. As entidades de classe do setor sucroalcooleiro têm um papel importante nessa conscientização. Fora isso, tem a produção de álcool que é um combustível que vem de fontes totalmente renováveis e polui menos que qualquer outro. Nós temos também a co-geração de energia através do bagaço da cana, que é outra vantagem para o meio ambiente. É por isso que o mundo inteiro está olhando o Brasil. Recebemos visitas de delegações de vários países, que querem conhecer nossas usinas, nossas cooperativas e a nossa forma de produzir sem agredir o meio ambiente. No entanto, eles acordaram tarde. Nós temos energia mais barata do mundo. Nosso álcool custa em torno de U$ 60 a 70 o barril, enquanto o deles chega a quase U$ 300. Então acho que tudo isso é uma somatória muito importante para o produtor brasileiro. Revista Canavieiros: Números divulgados pela UNICA apontam que as exportações de açúcar e álcool remuneraram 65,9% a mais em 2006 se comparado com 2005. O se-
  7. 7. Entrevista nhor acredita que esse crescimento pode ser constante até 2010, quando boa parte das novas unidades industriais já estará moendo? Antonio Eduardo do Tonielo: Não. Eu penso diferente. Os preços já caíram muito, de 30% a 40%. Esse ano a remuneração será muito menor, mas não vai ser uma coisa assustadora. Quando começarmos a safra deste ano, o mundo vai ter interesse em comprar o álcool brasileiro e nós estamos preparados para exportar. Então teremos um equilíbrio de álcool e açúcar, mas os preços não serão os mesmos do ano passado. Revista Canavieiros: Hoje a produção norte-americana de etanol já é maior que a brasileira. O que falta ao Brasil para aumentar a produção? Antonio Eduardo do Tonielo: O que acontece é que os americanos têm muito mais dinheiro que nós, brasileiros. O produtor norte-americano recebe para produzir álcool tanto do governo como do mercado. Nós, brasileiros, produzimos álcool com nossas próprias pernas. E volto a dizer: nosso álcool tem um custo entre U$ 60 e 70 o barril, e nos Estados Unidos, quase U$ 300. Assim, se tivéssemos dólares aqui e o potencial que o norte-americano tem de sustentar a agricultura, ninguém ganharia do Brasil. Eles só estão produzindo mais porque estão recebendo por isso, alguém paga para eles produzirem álcool. A diferença é que, apesar de conseguirmos produzir álcool de cana muito mais barato, pagamos muitos mais impostos. O nosso álcool custa 40% de impostos quando ele chega à bomba, ou seja, quando abastecemos o carro com álcool, 40% do preço vão para o governo e os outros 60% para repartir entre toda cadeia de produção. As vantagens deles são dinheiro e subsídios. Assim qualquer um faz bonito. Revista Canavieiros: O senhor foi um produtor que aceitou o desafio da expansão e instalou uma unidade industrial no município de Castilho (Oeste do Estado de São Paulo). Quais serão as maiores dificuldades nesse processo de expansão? Antonio Eduardo do Tonielo: Eu acho que nós precisamos ter consumo e ter preço. As usinas que serão instaladas até 2012 garantirão a expansão. O que não podemos é achar que vamos fazer álcool mais barato que petróleo. A pessoa que pensar assim terá dificuldades. Precisamos ser remunerados para po- “...hoje o produtor de cana é um produtor consciente, que conserva as matas em suas propriedades, conversa as várzeas e respeita as leis ambientais. Ele desenvolve sua cultura respeitando as leis da natureza. As entidades de classe do setor sucroalcooleiro têm um papel importante nessa conscientização.” der reinvestir no setor porque se olharmos o álcool hoje vemos que ele é mais barato que o petróleo, mas os impostos são maiores. Se tivermos uma remuneração boa para o álcool e a população entender que ele é um combustível que não polui e que gera empregos, não teremos problemas. A expansão é grande e muitas áreas estão sendo compradas para plantar cana, porque hoje é a cultura que mais remunera. Além disso, tem muito pasto degradado que precisa ser reformado e que pode ser tranqüilamente aproveitado na produção de cana, que vai atender as demandas nacionais e internacionais. Revista Canavieiros: Como o senhor vê o desenvolvimento do Programa Nacional de Biodiesel? Antonio Eduardo do Tonielo: Eu sou meio suspeito para falar isso, mas a verdade é que eu acho que o biodisel ainda não pegou. Já fiz vários cálculos e não consegui ver vantagens econômicas na produção. Ele é mais caro que o diesel e isso dificulta muito, é difícil ter sucesso. Para ele decolar é preciso um incentivo do governo ou uma garantia de preço melhor para poder remunerar o que o produtor está gastando. Quem vai querer pagar mais caro pelo biodiesel se temos o diesel? É inviável. O governo precisa fazer alguma coisa para ajudar o biodisel a desencadear e começar a ser misturado com o diesel e até ser usado puro. Revista Canavieiros: De que forma o produtor de cana poderá participar da produção de biodiesel? Antonio Eduardo do Tonielo: A verdade é que o produtor de cana terá pouca participação na produção de biodiesel uma vez que se usa pouco álcool na mistura. É uma quantidade irrelevante. O biodiesel vai ajudar muito o produtor de soja, amendoim, mamona e outras oleaginosas. Na cana, a influência é pequena. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 07
  8. 8. Ponto de Vista Agricultura fica em segundo plano no PAC A agricultura ficou em segundo plano no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa não traz nenhuma medida direta para o setor agrícola, justamente o segmento que mais contribui para a economia do País. De forma indireta, o setor poderá se beneficiar dos resultados dos investimentos previstos em infra-estrutura - que ficaram aquém do necessário -, bem como da proposta que quer definir claramente a competência de Estados, municípios e União sobre a legislação ambiental. Porém, são medidas de médio e longo prazo, além de modestas se comparadas aos benefícios que a agricultura proporciona na geração de emprego e renda. O governo tem que construir um cenário econômico mais favorável ao desenvolvimento das parcerias-público-privadas, já que conta com o capital privado para alavancar recursos para tocar os projetos de infra-estrutura. No caso específico dos transportes, é preciso conectar os modais rodoviário, ferroviário e as hidrovias. Os investidores têm dinheiro, mas querem segurança jurídica, sólidos contratos, regras claras e projetos viáveis. Uma legislação ambiental menos complexa também pode colaborar para o início de um processo de desburocratização de licenças para realização de obras e projetos agrícolas. A bem da verdade, uma retomada sólida da agricultura também exige uma atuação mais rápida e assertiva do governo, es- pecialmente, com relação ao destino dos recursos orçamentários. Muito dos limitadores da competitividade agrícola estão fora do setor, embora tenham relação direta com seu desempenho, como taxa de juros, câmbio e tributação. Mas, pregar mudanças nesta tríade é, por hora, cair no lugar-comum. O mesmo não se pode dizer, por exemplo, da defesa sanitária e pesquisa rural, áreas cruciais para o êxito do setor, mas que se encontram em situação extremamente aquém do mínimo considerado satisfatório. São segmentos que com um direcionamento de verbas públicas mais cuidadoso e adequado poderiam apresentar melhores resultados, fortalecendo a competitividade e diminuindo vulnerabilidades da agricultura. No que diz respeito à defesa sanitária, o Brasil gastou em 2005 US$ 44 milhões, enquanto que Austrália, Nova Zelândia e França, por exemplo, desembolsaram US$ 140, US$ 47 e US$ 90 milhões, respectivamente, aponta o estudo “Repensando as Políticas Agrícola e Agrária do Brasil”. Além disso, os recursos originalmente dirigidos à defesa sanitária sofreram um corte médio anual de 12% entre 2000 e 2005. Por sua vez, o mesmo relatório diz que o orçamento da Embrapa diminuiu em 30% caindo de R$ 1,4 bilhão para R$ 1 bilhão de 1996 a 2005. Ao cortar recursos de áreas que formam o alicerce do setor, ao demorar na liberação de verbas para auxiliar na comercialização e ao não compreender que somente tendo condições para produzir é que o agricultor saldará suas dívidas, o governo minou a competitividade da agricultura. É imperativo que o governo reveja seu planejamento de gastos priorizando investimentos para as áreas citadas acima, bem como o seguro rural, que venham a favorecer a capacidade de desenvolvimento da agricultura. Cesário Ramalho * Cesário Ramalho é presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) 08 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  9. 9. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 09
  10. 10. Notícias Copercana Copercana e Massey Ferguson realizam dia de negócios Carla Rossini Evento foi realizado na Unidade de Grãos da Copercana e contou com a participação dos cooperados N os dias 8 e 9 de fevereiro, a Copercana e a Massey Ferguson realizaram o evento 100% Massey - um dia de negócios para os cooperados do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. O evento aconteceu na Unidade de Grãos da Copercana em Sertãozinho (UNAME) e contou com a participa- ção de várias empresas do segmento agrícola: Marchesan, DMB, Colombo Miac, Civemasa, Jumil, Jacto, Santal, Stefani, Tracbel e Oimasa. Juntas, elas apresentaram máquinas e equipamentos de última geração para agricultura canavieira. O presidente da Copercana e Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, destacou a importância do evento. "Essa exposição de máquinas e implementos permite ao cooperado conhecer as novidades e também realizar negócios com melhores prazos para pagamento e juros mais acessíveis", afirmou Tonielo. Gustavo Nogueira (agrônomo da Canaoeste); Manoel Sérgio Sicchieri (assessor diretorias Copercana, Canaoeste e Cocred); Frederico José Dalmaso (gerente comercial da Copercana) e Augusto César Strini Paixão (vicepresidente da Canaoeste e gerente da UNAME) Antonio Luís Toniolo (agrônomo Canaoeste), o cooperado Marcelo Annibal e Rodrigo Carvalho (representante comercial da DMB) O cooperado Paulo Paulista Leite Silva; o diretor da Copercana, Canaoeste e Cocred, Francisco César Urenha; o diretor da Canaoeste, Paulo Paulista Leite Silva Júnior e Francisco César Urenha Júnior. Celso Dias (gerente de vendas da Massey Ferguson); Antonio Eduardo Tonielo (presidente da Copercana e Cocred) e Pedro Carlos Moreira (coordenador de vendas da Massey Ferguson). O cooperado João Carlos Martins de Freitas, o agrônomo da Canaoeste, Marcelo de Felício e o cooperado Miguel Zanqueta Representantes das empresas expositoras e diretores da Copercana 10 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 Os visitantes puderam conferir as novidades de implementos agrícolas durante a exposição.
  11. 11. Notícias Copercana Copercana participa da Ma Shou Tao 2007 Carla Rossini O encontro técnico foi realizado em Conquista-MG A Copercana participou du rante os dias 14 e 15 de fevereiro da Ma Shou Tao 2007. O evento foi realizado na cidade de Conquista, interior de Minas Gerais e contou com a participação de produtores de milho, soja e pecuaristas. Também foram realizados simultaneamente a Ma Shou Tão, o 15º Encontro Técnico de Milho e Soja e a 8ª Exposição de Tecnologia Agrícola. Flávio Guidi (agrônomo Copercana); Jonadan Hsuan Ma (diretor executivo do grupo Ma Shou Tao); Gustavo Nogueira (agrônomo Canaoeste) e Ma Tien Min (diretor administrativo e financeiro do grupo Ma Shou Tao). O evento reuniu mais de 60 empresas e instituições líderes do agronegócio brasileiro, oferece in- formações tecnológicas e realização de negócios. A Copercana está presente naquela região através da filial de Uberaba. Em 2007 o objetivo é aumentar a participação em eventos e feiras da região para expandir a participação e os serviços oferecidos aos cooperados. Em março, a Copercana e a Cocred estarão presentes no I ConCana – Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana, que será realizados de 26 a 30 de março na FAZU em Uberaba. Copercana Seguros recebe bonificação por desempenho Carla Rossini F oi com muito entusiasmo que o presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, recebeu na sede da cooperativa, o assessor comercial do Grupo Mapfre -Vera Cruz, Júlio César Alves de Souza, que estava acompanhado do gerente da Copercana Seguros, Paulo Calixto e da encarregada da Copercana Seguros, Maria Eulália Martelo. Na ocasião, Júlio entregou a Toninho Tonielo, um prêmio de bonificação extra, pelo bom desempenho e excelentes resultados que a Copercana Seguros obteve em 2006. “Fico muito feliz por esse prêmio da Copercana Seguros que está cada vez mais forte no mercado e sempre conquistando novos clientes”, afirmou Tonielo. O Grupo Mapfre – Vera Cruz foi fundado em 1933 e é considerado um dos mais consolidados no mer- cado de Seguros. A parceria com a Copercana Seguros vem rendendo bons frutos para as empresas e para os clientes. Em 2007, a parceria deve render resultados ainda melhores. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 11
  12. 12. Notícias Canaoeste Comitiva alemã é recebida na canaoeste Cristiane Barão Grandes produtores de beterraba demonstram intenção de investir no Brasil U ma comitiva de grandes produtores de beterraba açucareira e empresários do ramo de melhoramento genético de Hannover, na Alemanha, foi recebida no último dia 13 de fevereiro pelo presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, pelo diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti e pelo assessor-técnico, Cléber Moraes, no auditório da associação. A estada na região encerrou o roteiro iniciado pelo grupo no Brasil no dia 5 de fevereiro e que incluiu também Paraná e Mato Grosso, onde o foco principal foi conhecer a produção de grãos. Já em São Paulo, o interesse dos alemães era a cadeia sucroalcooleira: eles visitaram a unidade de pesquisa da Embrapa de São Carlos, fábricas de máquinas e equipamentos em Sertãozinho e Ribeirão Preto, a Virálcool, e puderam conhecer a estrutura de organização dos produtores independentes de cana. De acordo com Leandro Heinz, da Universidade de Hohenheim e que acompanhou a comitiva, há interesse em investir no Brasil. "Hoje se fala muito do agronegócio brasileiro. Assim, o objetivo da visita foi conhecer de perto o potencial e as dificuldades para se produzir. Os produtores alemães têm grande interesse em poder investir aqui". Segundo ele, o grupo esperava conhecer um país com baixo nível de 12 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 O grupo Alemão foi recebido na sede da Canaoeste pelo presidente, Manoel Ortolan e pelo diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti desenvolvimento, mas encontrou um cenário bem diferente, de alta tecnologia, mão-de-obra qualificada e um potencial de crescimento extraordinário. "As vantagens falam mais alto", afirmou. O grupo ficou impressionado com a biodiversidade brasileira, com as condições naturais (regime de chuvas, clima e solo) e também com o plantio direto, que garante redução nos custos de produção. A infra-estrutura, as taxas de juros e a violência foram apontados pelos alemães como pontos fracos do Brasil. De acordo com Ortolan, a entrada de investidores estrangeiros no setor é um processo natural e que pode ser positivo à medida que injetará recursos na cadeia produtiva. Ortolan destacou ao grupo que, nesse processo de expansão do setor, o grande desafio é fazer com que os pequenos e médios produtores de cana tenham espaço garantido. "O crescimento do setor vai gerar emprego e renda, mas há tendência para a centralização. O objetivo das associações de produtores é que ocorra o contrário: distribuição de renda com a participação dos pequenos e médios fornecedores", disse. Os produtores de cana associados da Canaoeste somam 2.500 e produziram na safra passada 11 milhões de toneladas, entregues em 23 unidades de produção. A Canaoeste é uma das 24 associações que formam a Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil). A Orplana representa hoje 11 mil produtores.
  13. 13. Notícias Canaoeste Assembléia aprova balanço da Canaoeste de 2006 Cristiane Barão Reunião foi realizada no último dia 22, no auditório da associação E m Assembléia Geral Ordinária, realizada no último dia 22, foi aprovado o balanço da Canaoeste referente a 2006. A assembléia reuniu os associados no auditório da associação, onde foi realizada a prestação de contas das atividades da Canaoeste e apresentado o balanço fiscal do ano passado. De acordo com o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, a assembléia foi realizada conforme determina o estatuto da entidade, que prevê am- pla divulgação de sua realização e total transparência na apresentação dos dados e das atividades. “Desde que tivemos a honra de assumir a presidência da Canaoeste, nossa meta sempre foi fazer o melhor possível pela associação e seus associados porque sabemos da importância que ela representa para a atividade de cada um e de suas famílias”, disse Ortolan, que cumpre o terceiro ano do seu segundo mandato à frente da Canaoeste. De acordo com ele, a associação é hoje uma as mais importantes do mundo, graças à confiança e ao trabalho de cada um de seus 2.500 associados. “Hoje a Canaoeste oferece serviços altamente qualificados para auxiliar os associados, como assessoramento nas áreas jurídica, ambiental, contratual e também representa os fornecedores nas discussões envolvendo a cadeia produtiva e nas questões de interesse dos fornecedores. E isso só foi possível porque os associados confiam na associação”, disse. Conselho da FIESP recebe Ministro Guedes Cristiane Barão Na primeira reunião do ano foram discutidos seguro rural e rodada de Doha; Ortolan representou produtores de cana O Cosag (Conselho Superior do Agronegócio) realizou, no último dia 10, a primeira reunião do ano com a participação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Carlos Guedes Pinto. O conselho foi constituído no ano passado, tendo como presidente o ex-ministro Roberto Rodrigues e como um dos integrantes a Orplana, representada por seu presidente, Manoel Ortolan. A reunião teve como principais discussões à retomada das Negociações Agrícola de Doha e a implantação do Seguro Rural no Brasil. Em relação à implantação do seguro rural, o ministro da Agricultura expôs as dificuldades para que o projeto deslanche. De acordo com Manoel Ortolan, o setor produtivo espera há muito tempo pelo seguro. “Não dá para tocar uma agricultura da importância da nossa, com o produtor tendo que arcar sozinho com os prejuízos decorrentes de fatores climáticos. Em todo mundo o seguro rural já funciona”, disse. Segundo Ortolan, o Cosag pode dar importantes contribuições à política agrícola do país. “O conselho foi formado com a proposta de contribuir para a eliminação dos gargalos que atrapalham a produção”, disse. anuais, mas bem maior do que a de 1996, com US$ 5 bilhões por ano. Já em relação às propostas do projeto de lei agrícola dos Estados Unidos (Farm Bill) para os próximos cinco anos, Roberto Rodrigues afirmou que elas são “incapazes” de propiciar um resultado satisfatório e equilibrado para a Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio. “A posição americana ainda é muito modesta em relação às suas exigências sobre o acesso ao mercado industrial nos países emergentes”, disse Rodrigues. O Itamaraty e seus sócios do G-20 (grupo de economias em desenvolvimento) exigem um limite de US$ 12 bilhões. Atualmente, nos Estados Unidos, quase 70% da produção de soja, trigo, milho, algodão e arroz é subsidiada, com picos que ultrapassam os 100%. Segundo o ex-ministro, as propostas da Farm Bill para a diminuição dos subsídios agrícolas norte-americanos ainda estão abaixo do “ideal” para que haja um avanço significativo em Doha. O projeto da Farm Bill, tal qual foi apresentado pelo Departamento de Agricultura, prevê, até 2012, um desembolso de US$ 87 bilhões ou US$ 17,5 bilhões por ano. Esse teto é menor do que a Farm Bill de 2002, quando foram desembolsados US$ 27 bilhões Outro ponto positivo destacado pelo presidente do Ícone (Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais), Marcos Jank, é o subsídio de US$ 1,6 bilhão para o setor de agroenergia. Deste valor, US$ 1 bilhão será destinado a pesquisas e a projetos de uso alternativo do etanol. Segundo ele, nesse ponto, a Farm Bill é benéfica para o Brasil, que detém com os Estados Unidos 73% da produção mundial de etanol. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 13
  14. 14. Notícias Canaoeste Consecana Conselho dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo CIRCULAR Nº 16/06 DATA: 31 de janeiro de 2007 A seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito do ajuste parcial da safra 2006/2007. O preço médio do kg de ATR para o mês de JANEIRO é de R$ 0,3507. Os preços levantados pela ESALQ/CEPEA de faturamento do açúcar e do álcool, anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, nos meses de MAIO de 2006 a JANEIRO de 2007 e acumulados até JANEIRO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) e os do álcool anidro e hidratado destinado à industria (AAI e AHI), incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e VHP) e do álcool anidro e hidratado, carburante e destinados ao mercado externo, são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de MAIO de 2006 a JANEIRO de 2007 e acumulados até JANEIRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 03/05, são os seguintes: 14 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  15. 15. Notícias Canaoeste Calculando o Mix de Produção; N a edição passada, explicamos como calcular o preço do ATR de cada produto a partir dos preços médios de safra divulgados pelo CONSECANA e pela ESALQ-CEPEA. Vamos agora calcular o famoso mix de produção. Mix é uma palavra inglesa que significa mistura. Então mix de produção é a distribuição feita dentro da fábrica com o ATR entregue, distribuindo entre açúcar, mercado interno ou externo; branco ou VHP e álcool, anidro ou hidratado; industrial (usado por indústrias) ou carburante (usado nos veículos); mercado interno ou externo. Resta fazer a ponderação do preço do ATR para obtermos o preço médio do ATR. *Cléber Moraes 3-) Calculo do Preço Médio do ATR: Para calcular o Preço Médio Ponderado do ATR basta multiplicar a participação de cada produto pelo preço do ATR de cada produto e somar estes valores como no quadro abaixo. Cálculo do Preço Médio Ponderado do ATR Como dissemos na edição passada, os fatores de conversão funcionam como as cotações do dólar em real: Se um dólar vale R$ 2,15, podemos facilmente converter uma moeda na outra. Os fatores de conversão de ATR em açúcar e álcool têm o mesmo papel, ou seja, 1 Kg de açúcar branco vale 1,0495 Kg de ATR; 1 litro de álcool anidro vale 1,7651 Kg de ATR, etc. Na tabela abaixo, na coluna produção temos os volumes produzidos de um exemplo fictício de uma unidade que processa 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Cálculo do Mix de Produção Outra forma de encontrar o preço médio do ATR é multiplicar a quantidade de ATR destinada a cada produto, pelo seu respectivo preço, encontrando-se assim o montante em reais a ser pago para a cana fornecida. Sabendo-se a quantidade de ATR total e o valor total a pagar, calcula-se o preço médio do ATR como no quadro abaixo. Cálculo do Preço Médio Ponderado do ATR A cana entregue na unidade industrial teve as seguintes características: Fibra: 13,50%, Pureza: 88,02% e Pol da Cana: 15,0300%, assim o teor de ATR será de 147,82 Kg de ATR por tonelada de cana. No exemplo que estamos trabalhando, supomos que a unidade industrial tenha as mesmas eficiências admitidas pelo CONSECANA-SP eficiências estas embutidas nos fatores de conversão. Assim, se convertermos a produção em ATR, através dos fatores de conversão, chegaremos a um total de 295.640 toneladas de ATR, ou 295.640.000 Kg de ATR. Se a unidade processa 2 milhões de toneladas o teor médio de ATR por tonelada é 147,82 Kg de ATR por tonelada, ou seja, o mesmo valor obtido nas análises. A última coluna é o famoso mix de produção ou a distribuição do ATR, isto é, a distribuição percentual de quanto do ATR que entrou na usina foi alocado para cada produto. Uma vez que temos o preço do ATR de R$ 0,3531 por Kg e o teor de ATR da análise da cana 147,82 Kg de ATR por tonelada, podemos calcular o valor bruto na esteira da cana, ou seja, R$ 52,20 por tonelada. Na próxima edição, falaremos mais sobre “Como são definidos os fatores de conversão de ATR em açúcar ou álcool”. * Cléber Moraes - Consultor da M. Moraes Consultoria Agronômica Ltda. Assessor de Planejamento e Controle da Canaoeste Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 15
  16. 16. Notícias Cocred O desatar de algumas amarras O crescimento do cooperativismo de crédito rural é evidente em todo o Brasil. O princípio da cobrança de taxas mínimas e de juros justos é um dos fatores principais dessa evolução, fazendo com que, na maioria dos casos, o agricultor consiga produtividade e rentabilidade em sua atividade sem correr risco de cair no endividamento. Com o aumento da procura de crédito rural dentro das cooperativas, é preciso desatar algumas amarras que dificultam a obtenção de recursos. Para isso duas medidas, uma estadual e a outra federal, teriam fundamental importância no financiamento cooperativista das lavouras em 2007. balhar junto com a frente parlamentar do cooperativismo para a aprovação desse projeto. A outra amarra, na esfera do setor canavieiro estadual, se refere à liberação de certificados de licença ambiental para o plantio de cana-de-açúcar, que é emitido pelo DEPRN, Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais, ligado à Secretaria do Meio Ambiente. Sem o certificado, o BNDES não libera recursos para as cooperativas de crédito. Para esse problema a OCESP (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo), representada por seu O primeiro é o projeto do deputado presidente, federal Mendes Edivaldo Del Gran*Márcio Meloni Thame (PSDB-SP) de, ao lado de repreque permite às cooperativas de crédito utiliza- sentantes da Cocecrer, (Cooperativa Central rem recursos do FAT (Fundo de Amparo ao de Crédito Rural do Estado de São Paulo) e do Trabalhador) para conceder empréstimos aos Bancoob (Banco Cooperativo do Brasil) se produtores rurais ou à compra de bens durá- reuniram com o novo secretário do Meio Amveis. biente, Xico Graziano, na busca da melhor solução possível. Se aprovada, essa medida vai deixar à disposição dos produtores cooperados 20% a O desatar dessas duas amarras é apenas o mais das sobras brutas de todo o sistema, ou começo de um longo caminho que todo o sisseja, as cooperativas terão mais recursos para tema cooperativista precisa trilhar para se iguaprestar a assistência financeira que o agricul- lar ao modelo europeu, considerado um dos tor necessita na busca de tecnologias que lhe mais avançados e modernos do mundo. No garantam um aumento de produtividade. entanto, a confiança no crescimento do cooperativismo de crédito brasileiro se torna Com isso, os novos deputados federais grande quando se percebe que o setor está eleitos com a ajuda do sistema cooperativista muito bem representado, sabe quais são seus terão, logo de cara, a responsabilidade de tra- entraves e os caminhos para resolvê-los. *Gerente Geral da Cocred, diretor do Cooperativismo de Crédito da Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo e presidente da Cred Copercana. 16 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  17. 17. Notícias Cocred Cocred cresce mais de 1.200% em dez anos Marino Guerra Sobras da cooperativa de crédito passaram de R$ 1,9 milhões no exercício de 96 para R$ 25,09 milhões em 2006. A Cocred, Cooperativa de Cré dito dos Plantadores de Cana de Sertãozinho, vive um momento de crescimento espetacular, acompanhando a expansão do setor canavieiro, e oferecendo produtos e serviços financeiros com qualidade garantida, a cooperativa viu a sua sobra aumentar R$ 23,19 milhões nos últimos dez anos. Outra mostra da evolução da Cocred está em seu quadro social que passou de 1,68 mil em 1996 para 5,14 mil cooperados em 2006, registrando um aumento de 205%. As operações de crédito também tiveram um aumento significativo, em 1996 a cooperativa emprestou o montante de R$ 26,35 milhões, já em 2006 foi emprestado R$ 322,97 milhões. xas administrativas e juros são justos”, disse o presidente da cooperativa Antonio Eduardo Tonielo. social evoluiu 33% no mesmo período, tendo um crescimento de R$ 11,73 milhões. “Essa evolução da Cocred é o reflexo da aceitação, por parte dos produtores rurais, de um sistema financeiro alternativo, onde o cliente é tratado da maneira correta e os custos com ta- Nos últimos três exercícios a Cocred registrou um crescimento de 42% em seu patrimônio líquido, passando de R$ 83,43 milhões em 2004 para R$ 118,74 milhões em 2006, já o capital A adesão de novos associados é a prova de que a cooperativa de crédito está acompanhando o crescimento do setor, isso porque em 2006 entraram para o quadro social da Cocred 1.360 produtores rurais, para se ter idéia em 2005 o número de adesão foi de 454 novos cooperados. Cocred - Viradouro Os motivos que levaram a Cocred a registrar esse significativo aumento no exercício de 2006 está no trabalho de melhoria constante na qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela cooperativa, prova disso é a conquista do certificado de qualidade ISO 9001, inédito dentro do cooperativismo de crédito rural brasileiro. Outro ponto importante está na abertura e reestruturação de novas agências. Em 2006 foram inauguradas duas filiais (Cajuru e Viradouro) e ainda reestruturada a agência de Morro Agudo. Para 2007 a expectativa é a abertura de quatro novas agências. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 Cocred - Cajuru 17
  18. 18. Notícias Cocred Balancete Patrimonial Cooperativa De Crédito Dos Plantadores De Cana De Sertãozinho BALANCETE ANUAL 2006/2005 Valores em Reais Demonstração do resultado do exercício Cooperativa De Crédito Dos Plantadores De Cana De Sertãozinho Valores em Reais 18 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  19. 19. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  20. 20. Reportagem de Capa Plantio: Caminhos para uma alta produtividade Sem planejamento e execução eficaz dos processos na hora do plantio, a produtividade e longevidade do canavial poderão ser prejudicadas. Gustavo Nogueira O Plantio da cana-de-açúcar é o momento onde o produtor tem as maiores chances de comprometer parte da rentabilidade de sua produção, pois um erro no planejamento, 20 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 ou na execução dos processos terão sérias chances de comprometimento na sua produtividade e longevidade, como analisam os agrônomos José T. Coleti e Jaime J. Stupiello no livro "Atualiza- ção em Produção de Cana-de-Açúcar". "As operações de plantio são fundamentais para o sucesso do ciclo da cultura, exigindo-se nessa etapa um
  21. 21. bom planejamento e muito conhecimento técnico, uma vez que nesse momento são tomadas decisões para todo um ciclo da cultura. Os cuidados exigidos na operação de plantio podem ser comparados aos praticados na estruturação de um edifício, cujos fundamentos devem ser implantados com grande precisão a fim de se garantir a solidez da construção como um todo". Planejamento de Plantio: A forma ideal para o produtor planejar seu plantio é estimar em cada propriedade a produtividade média de cana por corte. Para isso é preciso ficar atento aos diversos fatores que determinarão o sucesso ou fracasso daquele canavial. O primeiro fator está relacionado ao potencial produtivo do ambiente onde a cultura será inserida, para isso o pro- dutor terá que saber as características climáticas, a qualidade e tipo do solo, os recursos disponíveis na região como: irrigação, distribuição de insumos, disponibilidade de mão-deobra e local, distância e caminho onde será entregue a matéria-prima. Com essas informações o produtor terá que decidir qual é a variedade que se encaixa melhor na realidade de sua lavoura. Nessa escolha é preciso ir além das análises técnicas e entrar na área administrativa, pois foram colocadas a disposição dos produtores nos últimos anos diversas variedades sugerindo uma adequada alocação para os mais diversos ambientes e época de colheita fatores determinante no resultado final da safra. Da área administrativa o fornecedor precisa ficar atento aos seguintes aspectos: término do contrato de parceria, época de colheita das canas próximas, localização (evitar canas tardias em locais de risco de incêndio, áreas com possibilidade de irrigação, ambiente de produção (têmse dado preferência para canas de ciclo precoce em ambientes de produção com menor fertilidade; e canas de ciclo tardio em ambientes com maior fertilidade) e tipo de colheita (mecânica ou manual). Plantio de Cana-de-Açúcar: Todo bom planejamento pode ir por água abaixo se as operações de plantio não forem bem executadas, assim como não adianta nada realizar um plantio correto sem planejamento algum. Para um bom plantio o produtor precisa ficar atento a todos os processos que envolvem o plantio como na sulcação, através do espaçamento e profundidade, quantidade de gemas e cobrição dos toletes. Com o aumento progressivo da colheita mecanizada a maioria dos canaviais está adotando o espaçamento de PRODUTIVIDADE Nº DE GEMAS / m 6 12 18 21 1º CORTE 135 142 133 132 2º CORTE 109 113 110 112 1,5 metros entrelinhas, isso porque com o trânsito pode acontecer um pisoteio do solo no sulco e com isso comprometer a longevidade daquela área. Uma desvantagem desse tipo de espaçamento é o ambiente favorável para o aparecimento de plantas invasoras em decorrência da demora no fechamento do dossel foliar e com isso uma maior exposição do solo à luminosidade, particularmente em solos de menor fertilidade. Ao saber que o solo mais bem preparado e com maior grau de fertilidade situa-se nos primeiros 25-30 cm do perfil, é recomendado que o produtor plante sua cana nessa profundidade. Em algumas regiões existem plantios mais rasos para favorecer o nivelamento do terreno para a colheita mecanizada, mas se a região apresentar baixo índice pluviométrico e alta temperatura a produtividade desse canavial poderá estar comprometida. Segundo a literatura de 10 a 12 gemas viáveis por metro garantem um excelente canavial, mas na prática se utiliza de 15 a 18 metros bem distribuídos no fundo do sulco. A quantidade de terra sobre o tolete oscila entre 5 a 10 cm, podendo variar em função da variedade e da época do plantio. Plantios de verão devem receber uma cobertura menos espessa (5 a 7 cm) prevenindo-se assoreamento indesejável. Plantios tardios (outono em diante) estariam mais bem protegidos de uma possível estiagem com uma cobertura mais espessa (8 a 10 cm). Outro fator importante é o tipo de equipamento para fazer essa operação, sendo recomendado o equipamento com o rolo compactador, cuja função é condicionar o envolvimento do tolete com solo em toda sua extensão, eliminando-se possíveis bolsões de ar no fundo do sulco. O tempo de exposição dos toletes ao sol também pode prejudicar a brotação, considerando-se como ideal um intervalo mínimo entre a distribuição do tolete e o fechamento do sulco, que, aliás, é a grande vantagem da plantadora mecânica. Confira a seguir um guia com as características de manejo das principais variedades cultivadas. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 21
  22. 22. Reportagem de Capa 22 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  23. 23. Reportagem de Capa Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 23
  24. 24. Destaque Marino Guerra A o comprar o equipamento de Tomografia Computadorizada, GE HiSpeed DUAL, a diretoria do Hospital Netto Campello mostrou mais uma vez sua preocupação em garantir aos seus pacientes a excelência na qualidade dos seus diagnósticos. Com uma tecnologia exclusiva conquistada através de anos de pesquisa e desenvolvimento, esse tomógrafo tem a capacidade de conseguir até duas imagens por rotação, o que dá 24 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 mais conforto aos pacientes e garante maior eficiência nos diagnósticos, possibilitando aquisições de imagens de melhor definição, com reconstituições nos diversos planos com maior qualidade e confiabilidade. O tomógrafo será instalado no setor de diagnóstico por imagem do Hospital Netto Campello, que já presta os seguintes serviços: ultra-sonografia, ecocardiograma, raio x simples, raio-x complexos, mamografia e esterotaxia computadorizada. Desta forma, com a chegada deste tomógrafo helicoidal o Netto Campello dará mais segurança a seus pacientes e médicos no atendimento das urgências, no diagnóstico das diferentes doenças e para os pacientes internados, principalmente no seu moderno C.T.I. (Centro de Terapia Intensiva) de adulto, pediátrico e neo-natal, que vem atendendo a cidade e toda a sua macro região.
  25. 25. Foco Águas de Janeiro A enchente do Rio Pardo em Serrana faz todos lembrarem da impotência do homem e toda a sua tecnologia perante a força da natureza. As imagens foram feitas por Marino Guerra no dia 22 de janeiro de 2007. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  26. 26. Antes da Porteira O doce sabor do Limão Carla Rossini Cooperado da Cocred investe na produção e exportação de lima ácida Luiz Eduardo Gil de Almeida. O proprietário da Supracitrus, João Carlos Nazareth, o gerente de departamento da Cocred, Frank Sidney da Matta Toniello e o engenheiro agrônomo e consultor da IBRAF e ABPEL, Luiz Eduardo Gil de Almeida “D escobri que limão é mais doce que laranja". A frase é do proprietário da Supracitrus e diretor-secretário da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Limão, João Carlos Nazareth, se referindo aos preços de comercialização da laranja e do limão. Segundo ele, hoje o mercado é bem mais promissor ao limão quando comparado a laranja, o que o torna mais rentável e lucrativo. A história da lima ácida, na vida de João Carlos começou em 1997 quando ele e o genro Juliano Brizoni resolveram abrir uma empresa para administrar a produção e comercialização de citrus na região de Olímpia. Na época, eles queriam plantar, produzir e exportar laranja. Mas, como o mercado estava em condições desfavoráveis, os sócios resolveram investir no limão, ou melhor, na lima ácida como deve ser 26 corretamente chamado. A empresa hoje administra a produção e comercialização de 78 produtores de lima ácida que possuem a certificação EUREPGAP (Aliança Global para uma Agricultura Segura e Sustentável). "Só adquirindo a certificação é possível exportar para os europeus que estão cada vez mais preocupados com a forma com que os alimentos são produzidos", explica João Carlos. A região de Catanduva, onde está localizada a principal unidade de exportação da Supracitrus, é responsável por 80% da produção de lima ácida do Sudeste Brasileiro, e por 90% das exportações brasileiras, afirma o engenheiro agrônomo e consultor, proprietário da empresa EG Consultorias, parceira do IBRAF (Instituto Brasileiro de Frutas) e da ABPEL (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Limão), Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 Ele explica que no ano passado o Brasil exportou em torno de 46 mil toneladas da fruta, o que representa um aumento de 576% em relação às exportações da safra 98/99. "Naquele ano, exportamos 5,6 mil toneladas de lima ácida. Minha observação é que num curto espaço de tempo, conseguimos atingir uma produção muito significante e hoje só a Supracitrus já consegue exportar um número maior que o Brasil exportou na safra 98/99 ", observa Luiz Eduardo. No ano passado, a Supracitrus sozinha, mandou para o exterior nada menos que 282 containeres de limão. E para esse ano, João Carlos acredita exportar mais de 300 containeres de lima ácida. "O limão é uma fruta muito benéfica para a saúde porque é rica em vitamina C. Quando as pessoas se derem conta disso, o aumento no consumo de limão será intenso", afirma João Carlos. Para conseguir expandir as comercializações, algumas medidas de conscientização já estão sendo tomadas. Um exemplo é o livro "Limão é saúde" que está sendo distribuído pela Europa. A obra de Conceição Trucom traz o limão como o mais benéfico alimento da humanidade. Um outro exemplo é a participação brasileira em feiras
  27. 27. Antes da Porteira e eventos no exterior. A Supracitrus participa pelo quinto ano consecutivo da Fruit Logistic - Feira Mundial de Fruticultura. O objetivo é distribuir limão para os visitantes e tornar a fruta cada vez mais conhecida e apreciada. Vamberto Bortolozzo, produtor de limão de Marapoama João Carlos ainda aponta outros benefícios da fruta. "O limão tahiti é plantado hoje em quase todo território brasileiro, com uma característica muito importante: sua produção está concentrada em pequenos produtores, fixando o homem no campo, distribuindo renda de forma justa, sendo uma das culturas que mais gera empregos por hectare plantado", afirma o produtor. João Carlos ainda faz uma alerta: "O Brasil produz muitos alimentos de ótima qualidade que não estão sendo explorados de forma correta. Se o produtor tiver um pouquinho de cuidado com os critérios que são exigidos pelos países desenvolvidos, seguramente afirmo que o Brasil estaria exportando muito mais", finaliza João Carlos. Unidade de seleção de limão da Supracitrus em Marapoama Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 27
  28. 28. Informações setoriais CHUVAS DE JANEIRO e Prognósticos Climáticos N o quadro abaixo, estão anotadas as chuvas que ocorreram na região de abrangência da CANAOESTE, durante o mês de janeiro de 2007. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Consultor Agronômico Canaoeste A média das observações das chuvas anotadas neste mês de janeiro, sem exceções, "foi" bem superior à média das históricas. Também, cabe lembrar que, a média das observações das chuvas de dezembro de 2006, nos mesmos locais anotados acima, foi quase uma vez e meia maior ao da média do mês de dezembro de 2005. Mapa 1: Água Disponível no Solo no período de 15 a 17 de janeiro de 2007. O mapa ao lado (1) mostra que o índice de Água Disponível no Solo, em meados de janeiro, encontrava-se entre bom a alto em toda área canavieira do Estado de São Paulo, com exceção do extremo Sudoeste do Estado e próximo a Ourinhos 28 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  29. 29. Informações setoriais Mapa 2: Água Disponível no Solo ao final de janeiro de 2006. Mapa 2a: Água Disponível no Solo quase ao final de janeiro de 2006. Mapa 3: Água Disponível no Solo ao final de janeiro de 2007. O mapa 1 e 3, respectivamente meados e final de janeiro de 2007, mostram semelhança em menores índices de Água Disponível no Solo no extremo Sudoeste do Estado. Este índice apresentava-se de boa a alta disponibilidade nas demais regiões canavieiras. Enquanto que, ao final de janeiro de 2006, o mapa 2 mostra que nas Regiões de Ribeirão Preto, Assis e Marília a disponibilidade de água no solo ainda se encontrava próxima do nível crítico. Cabendo aqui relembrar que, uma semana antes do final de janeiro de 2006 (mapa 2a), com exceção da Região de Ourinhos, a umidade do solo mostrava-se bem aquém do desejável em toda área canavieira do estado de São Paulo. Deixando evidente que, a umidade do solo se tornou favorável somente na última semana daquele janeiro. Esta Assessoria CANAOESTE foi frequentemente questionada quanto aos efeitos da alta pluviosidade de janeiro deste ano sobre a produtividade de cana para a safra vindoura. A resposta, constante, foi a de que chuva sempre é bem vinda, mas acompanhada de boa luminosidade. Uma vez que, o processo de fotossíntese tem, tanto para produção de colmos, como para o acúmulo de sacarose, alta dependência destes dois fatores, ou seja, principalmente umidade do solo e luz solar. Por outro lado, é precoce deduzir que a observada falta de luminosidade venha implicar em redução da produtividade de colmos e de açúcar para a safra que se aproxima, pois se tem, pelo menos, 60 dias de verão a frente. Leia-se, período de condições normais ao pleno desenvolvimento vegetativo. Com o fim de prestar subsídios aos planejamentos de atividades futuras, o Departamento Técnico da CANAOESTE resume o prognóstico climático de consenso entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para a Região Centro Sul do Brasil, para os meses de fevereiro a abril de 2007. - As condições para permanência do fenômeno “El Nino” estão perdendo intensidade nestes meses iniciais de 2007; - Ainda que de média a baixa confiabilidade para a Região Centro Sul, os prognósticos de consenso INPEINMET apontam que: - As temperaturas poderão “ficar” acima das médias históricas; - As chuvas previstas para os meses fevereiro a abril poderão se situar dentro da normalidade climática em todos estados da Região Centro Sul. Como exemplo, para a região de abrangência da CANAOESTE, e pelas médias históricas anotadas pelo Centro Apta - IAC - Ribeirão Preto, as chuvas previstas poderão ser de 220mm em fevereiro, de 170mm em março e de 75mm em abril. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 29
  30. 30. Legislação Competência Legislativa Queima de palha de cana-de-açúcar mais uma vitória importante. É notório que alguns municípo os do Estado de São Paulo promulgaram leis proibindo a prática do uso do fogo como método despalhador da cana-de-açúcar em seu território, tal como ocorreu com o Município de Ribeirão Preto-SP. que, ao promulgar seu Código Ambiental Municipal (Lei Complementar nº 1.616/2004), inseriu o artigo 201 que proibia a pratica das queimadas de cana-de-açúcar em todo seu limite territorial. Referidas leis, inclusive a de Ribeirão Preto, contrariam a legislação federal (Decreto nº 2.661/98), assim como a estadual (Lei nº 10.547/2000, alterada pela 11.241/2002 e regulamentadas pelo Decreto nº 47.700/2003), que disciplinam a prática agrícola do uso do fogo como método despalhador da cana-deaçúcar, estabelecendo normas e diretrizes para o seu uso, além de um cronograma de eliminação gradativa da queima. Insatisfeitos com a lei ribeirãopretana, as entidades representativas do setor produtivo, tais como o Sindicato Rural de Ribeirão Preto, o Sindicato da Indústria da Fabricação do Álcool do Estado de São Paulo (Sifaesp) e o Sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de São Paulo (Siaesp), ajuizaram em julho de 2005, duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade em desfavor do artigo 201, da citada lei municipal. As sobreditas entidades utilizaramse de vários argumentos, tais como o impacto social que tal proibição causaria pela perda de postos de trabalho, a incapacidade tecnológica e econômica de adequação imediata, prejuízos irreparáveis, perigos aos trabalhadores que exigem o corte de cana queimada, dentre outros, mas o principal argumento foi o de ordem técnica, consistente 30 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 na falta de competência Juliano Bortoloti - Advogado do município em legis- Departamento Jurídico Canaoeste lar sobre matérias ambientais, de acordo com o artigo 24, Constituição Federal de 1988, que confere competência concorrente à União, aos Estados e ao Distrito Federal, restando ao município apenas competência para suplementar a legislação existente e, jamais, torná-la ineficaz. Pois bem, em 24 de janeiro de 2007, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, reuniu-se para o julgamento das ações retro citadas, tendo o colegiado decidido, sucintamente, que lei municipal pode complementar lei estadual em matéria ambiental, mas não contrariar a legislação do estado, declarando, consequen-temente, a inconstitucionalidade do artigo 201, da Lei Complementar Municipal 1.616/ 2004 (Código Ambiental de Ribeirão Preto-SP.). Dessa forma, não mais pode ser aplicada no município de Ribeirão Preto a proibição de utilizar-se do fogo como prática agrícola nos canaviais, desde que observada a legislação estadual em vigência (Lei nº 11.241/2002, regulamentada pelo Decreto nº 47.700/ 2003). É importante ressaltar, também, que ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal, caso entender viável a douta procuradoria estadual, porém, este julgamento já confirma o resultado obtido em outra ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade) ajuizada contra lei semelhante do município de Americana-SP., o que cria, desta forma, precedente positivo no Estado de São Paulo. Há que deixar consignado que, ante a importância da discussão, o Sindicato Rural de Ribeirão Preto, através de seu departamento jurídico, contou com o apoio do departamento jurídico da Canaoeste e de demais unidades industriais instaladas na região, bem como do desembargador aposentado e agora advogado, Dr. Rui Geraldo Camargo Viana, que igualmente presta assistência jurídica aos associados da Canaoeste em segunda e terceira instâncias jurídicas há mais de 8 (oito) anos. Portanto, sem sombra de dúvida, esta decisão emanada de tão eminente Corte de Justiça, criou um importante precedente em defesa da inconstitucionalidade de leis municipais que pura e simplesmente proíbem o uso do fogo como método despalhador da cana-de-açúcar, contradizendo totalmente a Lei Estadual nº 10.547/2000, alterada pela Lei nº_11.241/2002, que já possuem mecanismos de controle e formas de eliminação gradativa, a serem observados em todo o Estado de São Paulo. Evitou-se, com tal decisão, mais um atentado à segurança jurídica.
  31. 31. Culturas de Rotação Altas nos preços do Milho e Soja Cristiane Barão Biocombustíveis elevam cotação e real valorizado reduz custo de produção; tendência é animadora A valorização dos biocombustíveis é a principal alavanca dos preços do milho e da soja no mercado internacional, com influência também no mercado interno. Os Estados Unidos, que já definiram como meta à redução do uso de 20% da gasolina até 2017 devem ampliar a utilização do milho para a fabricação de etanol e, provavelmente, reduzir o cultivo da soja. É o que mostram as estimativas do governo norte-americano, divulgadas em meados de fevereiro: a área plantada com milho deverá crescer 10% até 2010, com recuo de 9% em relação à de soja até 2009. Reflexos desse cenário de estoques mundiais menores, os preços da soja e do milho no mercado internacional dispararam: já no início de fevereiro a soja atingiu o maior preço desde 2004 na Bolsa de ChiAugusto César Strini Paixão, gerente da unidade de grãos da Copercana cago e o milho segue em alta, depois de ter sido o produto que mais se valorizou nas bolsas internacionais em 2006. No mercado interno, o cenário também é positivo. A saca da soja chegou a R$ 32,56 em 15 de fevereiro. Nesse mesmo dia do ano passado estava cotada a R$ 27,06, de acordo com os índices do CEPEA/Esalq. O preço mais baixo foi R$ 24,3/saca em abril. Em relação ao milho, a saca estava cotada a R$ 21,39 em 15 de fevereiro último, contra R$ 16,32 do mesmo dia no ano passado, quando o preço mais baixo foi R$ 13,33 em abril, ainda de acordo com o CEPEA/ Esalq. te da Unidade de Grãos da Copercana, Augusto César Strini Paixão, ainda pode haver melhoras no segundo semestre, já que o cenário é favorável. “Além dos preços estarem em bons patamares, o real valorizado reduziu os custos de produção. Isso já viabiliza o plantio”, disse Paixão. Segundo ele, no entanto, ainda não é possível ter noção do ritmo e da intensidade da subida dos preços, já que é preciso esperar a colheita brasileira de soja avançar e a definição da área a ser cultivada nos Estados Unidos, onde o plantio começa a partir de abril. Já em relação ao milho, é preciso aguardar a colheita e o plantio da safrinha nos Estados maiores produtores, como Paraná e Goiás. De acordo com o gerenRevista Canavieiros - Fevereiro de 2007 31
  32. 32. Novas Tecnologias Características de novas versões de plantadoras de cana-de-açúcar Jair Rosas* D urante recente reunião técnica promovida pelo GMEC, grupo constituído principalmente por representantes de usinas produtoras de açúcar e álcool dos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e até do Paraguai, que operam na área de motomecanização e manutenção mecânica, incluindo universidades e entidades de pesquisa, como a UFSCar (campus Araras), o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) e o IAC (Instituto Agronômico de Campinas), realizada em Ribeirão Preto, foram apresentadas e discutidas as principais características de plantadoras de cana-deaçúcar lançadas no mercado nos últimos anos. Constata-se que ocorreu incremento no plantio mecanizado da cultura da cana-de-açúcar a partir de 2005, representando então 0,5% do plantio realizado, com crescimento do setor canavieiro em áreas de pastagens e de produção de grãos, passando esse percentual para 3,0% em 2006 e com perspectivas de atingir 6,4% em 2007, vislumbrando-se esse crescimento até 2010. Trata-se de modelos de plantadoras lançados no período 1999-2006, de duas linhas, para espaçamentos entre 1,401,50m, com massa em ordem de marcha entre 6,0-7,8 t e capacidade de carga ao redor de 6t, com bitolas entre 2,90-3,00m ou mesmo 3,20m. O raio de giro observado oscilou desde 5,5m a 6,7 m entre modelos de uma mesma máquina, a 7,3m, em outro modelo. Operam em declives máximos, conforme o modelo, de 12% ou 16%, sendo este mais comum ou em declives pouco maiores por onde trafega a colhedora de cana. A velocidade de deslocamento varia entre 5 e 7 km/h, em que modelos podem atingir 10,5 km/h, em condições excepcionais de operação. Para o plantio semi-mecanizado a velocidade gira ao redor de 3 km/h, adequada para que não ocorra falhas de plantio. A operação de plantio de cana-de32 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 açúcar envolve as seguintes ações: 1) sulcação, subsolagem e adubação dentro do sulco; 2) aplicação de inseticida no sulco; 3) distribuição de mudas; 4) cobertura e fechamento do sulco. As máquinas são, regra geral, constituídas por uma estrutura composta de chassis que suporta uma cabina de comando e controles, sistema de transmissão de energia, rodado e depósitos de fertizantes, corretivos e agroquímicos. As cabinas modernas são panorâmicas, deslocadas da lateral para a parte central da máquina, com a ampla visão da área de trabalho devido ao posicionamento suspenso e uma ou duas portas de acesso, com ar condicionado ou climatizador e possibilitando renovação do ar interno. Os painéis de controle, no interior das cabinas, podem apresentar comandos que acionam o fluxo de rebolos a serem lançados nos sulcos, as dosagens predeterminadas de aplicação de agroquímicos e fertilizantes. Possuem rodados de pneus devido à maior mobilidade que proporcionam na operação de plantio, geralmente com quatro pneus do tipo alta flutuação, na conformação em tandem que, embora adequada no ponto de vista mecânico, é contra-indicada no ponto de vista agronômico, por contribuir para a compactação do solo ao induzir o efeito de "carga repetida". Os rodados em esteiras ou mistos não são empregados nesse tipo de máquina devido ao custo e menor mobilidade na operação. Alguns modelos podem ser dotados de suspensão do tipo balança, por feixes de molas ou do tipo independente, possibilitando que um pneu se eleve ao transpor um obstáculo, ao passo que o outro do mesmo eixo permaneça sobre a superfície do solo. A maioria modelos em uso não são autopropelidos e assim são tracionados por tratores com motores de potência na faixa de 121 kW (165 cv) ou 132 kW (180 cv), sendo este mais comum também na propulsão de plantadoras autopropelidas, ou ainda, 162 kW (220 cv). Todos com rotação do motor entre 1.800-2.200 rpm. O preparo do solo é efetuado geralmente por dois subsoladores de perfis diversos, incluído o riper, alados, podendo ter flutuação, destinados a efetuar uma sulcação variável entre 25-45 cm, conforme o porte, potência e modelo de máquina e necessidades agronômicas relativas à classe e teor de água do solo e variedade ou cultivar da muda. Em geral, o controle de profundidade é efetuado por meio de regulagem de altura de engate da plantadora ao trator, por pneus acoplados a barras reguláveis ou por cilindros hidráulicos, no caso de máquinas autopropelidas. A regulagem mínima de profundidade de sulcação é de 20 cm, sendo que o máximo que tem sido efetuada é no nível de 40 cm, sendo preconizada a faixa ao redor de 30 cm. Levantamento realizado em usina mostrou que 80% da profundidade de sulcação ficou compreendida na faixa entre 26-30 cm de profundidade. As asas do sulcador são reguláveis entre si e possibilitam obter a largura desejada para o sulco de plantio. Entretanto, não há necessidade de grandes larguras e/ou profundidades de sulco, uma vez que tais dimensões são diretamente proporcionais à potência do motor da plantadora ou do trator que a traciona. Por outro lado, o sistema de "canteirização" proposto pela Usina São Martinho, de Pradópolis, em que as linhas de plantio de cana são consideradas "canteiros" e, dessa forma, são indicadas técnicas destinadas a evitar o "pisoteio" das linhas de cultura e a compactação do solo, em conformidade do tráfego com as bitolas dos tratores, ensejando assim que o balizamento de todo o trânsito na lavoura seja determinado pelo rastro dos pneus. Quanto à profundidade do sulco, o plantio efetuado mais próximo à superfície do solo, com calor e teor de água adequados, facilita a germinação das gemas. As asas de subsoladores ultimamente têm sido revestidas com poliuretanas ou cortinas de borracha, com o objetivo de reduzir a aderência de solos argilosos úmidos na superfície das asas. Ao encontrar obstá-
  33. 33. Novas Tecnologias culos de maior resistência à passagem do subsolador, as hastes são destravadas por desarme automático por meio de sistema de molas ou ainda por pinos fusíveis, conforme o modelo de máquina. Para a fertilização possuem um ou dois reservatórios de adubo sólido ou torta de filtro, com capacidade na ordem de 300 kgf, geralmente com dispositivo dosador-distribuidor utilizando esteiras transportadoras ou rosca helicoidal de acionamento hidráulico, podendo possuir visor para o nível de fertilizante e/ou boca para inspeção e limpeza. Há um modelo com capacidade para 1.000 kgf, em duas caixas de 500 kgf, com a opção de aplicar adubo granulado ou líquido, com instalação especial para isso. Podem possuir sensores de monitoramento de saída de fertilizante sólido ou também um reservatório específico para calcário. Há um modelo de maior capacidade, com motor hidráulico para efetuar o abastecimento e sensor elétrico destinado a orientar o operador quanto ao momento de reabastecimento. A dosagem de adubo varia na faixa de 300-600 kgf/ha. Possuem depósito para agroquímicos líquidos, com capacidade variável de 200 l, 300-310 l (podendo ter dois tanques nos modelos maiores), ou ainda 600 l. O acionamento geralmente é efetuado por motor elétrico ou hidráulico. Pode ter botão liga-desliga com lâmpada indicadora do funcionamento. Modelos recentes possuem sensores de monitoramento da saída da solução. São empregados motores hidráulicos e elétricos para o acionamento dos diversos órgãos da plantadora, havendo uma tendência para reduzir a potência dos motores hoje utilizados, visando melhorar a operacionalidade de plantio. É variável a vazão de sistemas hidráulicos que acionam os diversos órgãos da máquina, conforme o modelo, desde 60, 75, 90, 100, 106 a 110 litros/ minuto, estes últimos com pressão de trabalho ao redor de 150 bar e vazão constante. Menores pressões no sistema são indicadas para evitar superaquecimentos e reduzir vazamentos de fluido. Modelos de maior porte podem ter circuitos hidráulicos independentes e serem do tipo centro fechado. Em plantadoras tracionadas deve haver uma integração perfeita entre pressão, vazão e capacidade do depósito de óleo entre o trator eleito para esse trabalho e a plantadora. Para isso estão sendo realizadas modificações/adaptações em sistemas hidráulicos de alguns tratores para possibilitar, além da tração, o acionamento de órgãos de plantadoras de cana-de-açúcar. De um modo geral o plantio é realizado na forma de cana picada, com rebolos apresentando o mínimo três gemas viáveis e comprimento variando entre 37, 38, 45 cm, ou até mesmo 50 cm, conforme o fabricante e modelo. As plantadoras de cana inteira encontramse em desuso, com exceção para alguns poucos modelos que empregam o plantio manual. Há um modelo capaz de efetuar o plantio de cana inteira ou picada. A capacidade de carga de mudas é de 6 t, com volume da caixa de cana (ou reservatório-pulmão) variável entre 20; 20,5 ou 24 m3, havendo no mercado um único modelo para 12 t. O abastecimento de mudas é efetuado pela traseira da máquina ou pelas laterais, conforme o modelo. Os reservatórios de mudas de maior capacidade são subdivididos longitudinalmente para evitar acomodação errada dos rebolos. A dosagem de rebolos para plantio pode ser realizada de diversas formas: o assoalho do reservatório pode ser basculante para possibilitar uma distribuição controlada de mudas de cana picada na operação de plantio ou ser efetuado por meio de esteiras distribuidoras de mudas, com taliscas intercaladas, revestidas por borracha, para reduzir danos às gemas durante esse transporte. Em outros casos, um cilindro hidráulico é empregado para empurrar as mudas em direção à tampa do fundo do depósito, ejetando-as em direção ao sulco de plantio, através de esteiras ou bicas direcionadoras. Há um informe de que o uso de esteira alimentadora possibilita ocorrer apenas 3% de dano na muda do transbordo até o sulco, no solo. Em um outro sistema, há uma corrente no elevador de mudas, possibilitando que o excesso de mudas seja lançado para trás, uniformizando a dosagem de plantio. Podem também ter o assoalho com acionamento hidráulico no nível de alimentação das mudas, que movimenta também a tampa traseira. Há também o introdução de uma caixa alimentadora, de onde a muda cai no sulco por gravidade. Modelos de plantadoras tracionadas e de menor capacidade operacional efe- tuam o carregamento manual de mudas por meio de quatro trabalhadores, além de um operador da plantadora, com capacidade para 4 t de mudas e com altura de carga ergonômica. O abastecimento de mudas é efetuado pela traseira da máquina ou pelas laterais, conforme o modelo. Após a deposição dos rebolos no fundo do sulco, discos rotativos e convergentes, ajustados entre si, em geral de 45 cm de diâmetro, efetuam o fechamento do sulco pela ação de mancais a banho de óleo. São também chamados cobridores, que podem atuar sobre suporte com sistema oscilante ou pantográfico. O painel de controle no interior da cabina pode ter mostrador luminoso para indicar se o cobridor está abaixado e funcionando. Essa operação não carece de repasse, de um modo geral. O acabamento de plantio é realizado por passagem de rodas de ferro, rolos de cantoneira, rolos compactadores revestidos de borracha, pneus ou discos com articulação por molas, que efetuam o acamamento, proporcionando um contato íntimo do rebolo com o solo. Pode ter quebra-lombo central às linhas. Modelos maiores e mais recentes são automotrizes, acionados por motores acima de 132 kW (180 cv), com três eixos, suspensão pneumática, tração 6x4 ou 6x6 e transmissão hidrostática. Pneus de maiores dimensões (60 cm de largura) e alta flutuação associados a copiador de solo mantém a relação de profundidade com o sulcador-subsolador por meio de monitoramento da pressão hidráulica, possibilitando que o microrelevo do terreno não interfira no plantio. Podem ter o para-brisa da cabina curvo para evitar acúmulo de resíduos e o banco ergonômico, com suspensão pneumática e usar DGPS para agricultura de precisão. A colocação de sensores possibilita que a aplicação de produtos seja controlada por sistema de comandos eletromagnéticos realizada internamente, na cabina, podendo utilizar cartão de memória que vai gravando os dados no decorrer do plantio, com uma autonomia satisfatória. Um modelo dispõe de monitor e câmeras filmadoras para controle e acompanhamento do depósito de mudas e da distribuição de mudas no sulco de plantio. *Engenheiro Agrícola do Centro de Engenharia do Instituto Agronômico de Campinas Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 33
  34. 34. Pragas e Doenças ESTRIAS: Uma preocupação também para os produtores Carla Rossini Doença afeta canaviais paulistas e causa prejuízos aos produtores T em se observado nos últimos meses um aumento na incidência de uma doença causada pela bactéria Acidovorax avenae subs avenae, conhecida como “Estria Vermelha”. Esta doença, em condições favoráveis pode causar grandes danos aos canaviais, principalmente, quando variedades consideradas suscetíveis forem alocadas em ambientes propícios. Segundo o engenheiro agrônomo da Canaoeste, Gustavo de Almeida Nogueira, “pode ocorrer uma intensidade maior de ataque em condições climáticas favoráveis, associadas a solos de alta fertilidade”. SINTOMAS A doença se manifesta como estrias finas e longas e podridão do topo da planta. Nas folhas os primeiros sintomas são estrias encharcadas que gradualmente tomam a coloração vermelha (como mostra a imagem ao lado). Posteriormente, os sintomas se estendem para a região do meristema apical, que se torna umedecida em conseqüência da morte dos tecidos e a podridão do topo. Se as condições forem favoráveis, a podridão do topo se estende pelo colmo, causando rachaduras por onde escorre um líquido com odor forte e característico que pode ser notado há alguns metros de distância. A maior ocorrência da doença se dá 34 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 em plantas com três a oito meses de idade. DISSEMINAÇÃO A bactéria da Estria Vermelha pode sobreviver no solo e em restos da cultura (palha e folhas secas), por um período não muito longo. Algumas plantas, como o milho por exemplo, podem servir de hospedeiro alternativo. Em condições de calor, isto é, temperaturas acima de 28ºC e alta precipitação, umidade relativa em torno de 90% favorecem o aparecimento e a disseminação desta doença. “Cabe lembrar que nos últimos meses as condições climáticas foram exGustavo de Almeida Nogueira Engenheiro Agronomo da Canaoeste Os primeiros sintomas que aparecem nas folhas tremamente favoráveis ao aparecimento e disseminação desta doença, principalmente em variedades suscetíveis cultivadas em ambientes propícios”, explica Gustavo. CONTROLE Em ambientes de produção que favorecem a ocorrência da doença, não é aconselhável o plantio de variedades suscetíveis. No Estado de São Paulo e Paraná onde a bactéria é endêmica, variedades suscetíveis devem ser cultivadas em solos de baixa fertilidade, limitando-se o uso de fertilizantes. Deve-se ainda, evitar a implantação de viveiros em áreas afetadas e se possível não utilizar mudas oriundas de áreas afetadas, pois, a doença sobrevive em restos culturais.
  35. 35. Agende-se Março de 2007 Março FEICANA e FeioBio/2007 - Feira de Negócios do Setor de Energia Data: 06 a 08 de março de 2007 Local: Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado, Araçatuba-SP Temática: A feira contemplará além de equipamentos, assuntos relacionados ao mercado interno e externo de açúcar e álcool, com informações e novidades do setor. Durante os três dias de feira, também serão realizados seminários voltados às áreas: Recursos Humanos (segurança do trabalho agrícola e industrial); Agrícolas, Industrial e mercado de açúcar, álcool e energia. Os seminários serão organizados pela UDOP, UNICA e SAFRA EVENTOS. Maiores Informações: (18) 3624 9655 ou safraeventos@safraeventos.com.br II Congresso Internacional Feinco Data: 14 a 16 de março de 2007 Local: Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo-SP Temática: O Congresso Internacional é um evento simultâneo a IV FEINCO - Feira Internacional de Caprinos e Ovinos que irá apresentar ao mercado soluções que visam o desenvolvimento e a profissionalização da cadeia produtiva. Maiores Informações: (11) 5067 6767 ou feinco@agrocentro.com.br I Concana Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana Data: 26 a 30 de março de 2007 Local: FAZU – Uberaba Temática: Diante da explosão dos canaviais, surgimento de várias usinas de açúcar e álcool mudando o cenário da economia, a FAZU toma a linha de frente e em parceria com a Uniube (Universidade de Uberaba) e a Cana campo (Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Campo Florido/MG) formata um mega evento para discutir a cultura sob todas as vertentes: tecnológica, produtiva, estrutural, ambiental, mercadológica e política. Maiores Informações: 0800 34-3033 Agrishow Comigo 2007 Data: 27 a 30 de março de 2007 Local: Centro Tecnológico Comigo - Est. Velha Rio Verde/ Jataí 10Km após Fesurv Temática: Com o slogan “otimismo é a palavra de ordem” a feira terá as seguintes atrações: exposição de insumos agrícolas e pecuários, demonstração de máquinas e equipamentos, dinâmica de pecuárias e de máquinas, financiamentos e instituições de pesquisa, universidades e fundações. Maiores Informações: (64) 3611 1525 ou ctc.ascom@comigo.com.br Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 35
  36. 36. Biblioteca “GENERAL ÁLVARO TAVARES CARMO” DINÂMICA DO DESENVOLVIMENTO RADICULAR DA CANA-DE-AÇÚCAR E IMPLICAÇÕES NO CONTROLE DE NEMATÓIDES Cultura Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português 1) Pedro, antes de sair do escritório, disse: Alguém viu”” o meu óculos”” de sol sobre a mesa? Com certeza, ninguém viu... e o sol desapareceu, ficando o erro de Português!!! Pedro veja a diferença entre o substantivo no singular e o substantivo no plural. Óculos é o substantivo que no singular tem significado diferente do plural: O ÓCULO, no singular, quer dizer luneta, binóculo. OS ÓCULOS, no plural, é a armação com lentes que se usa no rosto, na face. Devemos dizer então: os meus óculos. Ex.: -Alguém viu os meus óculos de sol sobre a mesa? Agora, todos viram!!! O Português está correto!!! O sol apareceu!!! O desenvolvimento do sistema radicular da cana-de-açúcar influencia diretamente alguns fatores como tolerância à seca, capacidade de germinação e/ ou brotação, porte da planta (ereto ou decumbente) tolerância à movimentação de máquinas, eficiência na absorção dos nutrientes do solo, tolerância ao ataque de pragas e parasitos do solo, etc. De tais fatores depende a produtividade final. A quantidade de raízes não é o fator determinante dessas vantagens e sim a sua distribuição no perfil do solo ao longo das estações do ano, em íntima interação com o ambiente de produção. O conhecimento do sistema radicular da cana-de-açúcar e da dinâmica do seu desenvolvimento pode proporcionar o embasamento para algumas técnicas de manejo da cultura, como o controle de nematóides. É sobre esse assunto que a obra "Dinâmica do desenvolvimento radicular da cana-de-açúcar e implicações no controle de nematóides", dos autores Antonio Carlos Machado de Vasconcelos e Leila Luci Dinardo Miranda. Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº 1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone (16) 3946-3300 - Ramal 36 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 2016. 2) O chefe da empresa comentou: As cópias “”elas”” têm um tempo perecível. Entreguem com urgência para mim. Com certeza, o chefe ficará sem as cópias... e o Português com o famoso Pleonasmo vicioso do sujeito( no caso, a palavra acima “”cópias”” é o sujeito da frase). Prezado amigo leitor, basta dizer: As cópias têm um tempo perecível. 3) “”Venceu”” quatro duplicatas hoje... Maria está sem dinheiro... a situação é constrangedora... Maria está sem dinheiro, constrangida e sem um bom estudo sobre o tópico gramatical “”Concordância Verbal””.... Puro erro de Concordância Verbal, na frase acima, quando o sujeito vem depois do verbo. Explicação fácil: o sujeito da frase é: quatro duplicatas(está no plural), portanto o verbo( no caso, vencer) precisa concordar com o sujeito. O correto: Venceram quatro duplicatas hoje. PARA VOCÊ PENSAR: "" Nenhum monte que se abre para uma nova idéia voltará a ter o tamanho original"" Albert Einstein "" Um amigo é uma pessoa com a qual se pode pensar em voz alta"" Ralph Waldo Emerson "" Os dias prósperos não vêm ao acaso; nascem de muita fadiga e persistência"" Henry Ford RENATA CARONE SBORGIA Advogada e Prof.ª de Português e Inglês Mestra—USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Consultora de Português, MBA em Direito e Gestão Educacional, Escreveu a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras) com Miriam M. Grisolia
  37. 37. Repercutiu “O Brasil vive um momento muito interessante, eu diria um momento auspicioso porque o Brasil detém a tecnologia da produção de álcool como nenhum outro país do mundo detém. Nós estamos hoje não apenas produzindo 16,5 bilhões de litros de álcool no Brasil e utilizando 23% de álcool na gasolina, como nós estamos numa frente de trabalho muito forte do governo e dos empresários na tentativa de convencer o mundo desenvolvido a colocar álcool na gasolina para diminuir a emissão de gases que tanto poluem o planeta Terra e tanto preocupam os países do mundo e preocupam os ambientalistas”. Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o programa café com o presidente no dia 12 de fevereiro. “Tanto a oferta como a recusa foram passionais” De um usineiro ao Estado de S. Paulo sobre a tentativa de compra da Vale do Rosário por parte do Grupo Cosan. “É preciso saber, no entanto, de que maneira será administrada a questão das patentes, para que os brasileiros não acabem por perder essa vantagem. Também é preciso saber até que ponto esse entusiasmo dos Estados Unidos pelo etanol a partir da cana não poder significar, também, uma maneira de se aproximar do Brasil como aliado importante no continente, em um momento de ascensão de Hugo Chavez na região. Editorial do Diário Comércio e Indústria em 13 de fevereiro. “O investimento em pesquisa não é fundamental apenas para aumentar o rendimento da matéria-prima no campo, mas também ao longo do processo industrial. Por isso, temos que tornar essas explorações cada vez mais rentáveis para expandir a produção de álcool combustível e biodiesel por área. Porém, esse crescimento deve ser sustentável, preservando o meio ambiente.” Do ministro da agricultura Luís Carlos Guedes Pinto em matéria divulgada no site do MAPA no dia 08 de fevereiro. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007 37
  38. 38. Alambique ou coluna para aguardente 2010. Tratar com David, telefones (18) 8114 Vendo uma coluna para aguardente, inox, 8579 ou (18) 9128 6555 ou pelo e-mail: capacidade de 500 litros por hora. Tratar com davidc.tenório@uol.com.br Márcio Viana, telefone: (31) 8437 3377 ou pelo e-mail: marcio.mol.mol@bol.com.br Vende-se Caminhões Volvo EDC 360, ano 1998, cor branca, Compra-se Caminhão Traçado modelo com carroceria canavieira (gaiola), R$ Superior ao ano 2000, no chassi. Tratar 155 mil; 2 Volvos EDC 410, ano 1999, cor com Elvys, telefone (34) 9919 8870 ou pelo branca, modelo com carroceria canavieira (gaie-mail: elvys.sis@gmail.com ola), R$ 165 mil cada um; Volvo FM 380, ano 2001, cor branca, com carroceria canavieira Compra-se Caminhão Traçado MB (gaiola), R$ 185 mil; MB 1938, ano 1999, cor 2216 ou 2217 em bom estado de conserva- branca, modelo com cavalo mecânico, R$ 130 ção. 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  39. 39. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007
  40. 40. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2007

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