Termologia

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Termologia

  1. 1. TERMOLOGIA Grandeza termométrica: grandeza utilizada para medir a temperatura. É a parte da Física que estuda o calor e os Escala termométrica: relação entre os valores dafenômenos térmicos. grandeza termométrica e os valores de temperatura. As partículas (átomos ou moléculas) Função termométrica: equação de correspondênciaconstituintes dos corpos estão em permanente entre os valores da grandeza termométrica e damovimento, denominado agitação térmica. A energia temperatura.cinética associada a esse movimento é chamadaenergia térmica (energia interna do corpo), que depende Por definição, a variação de temperatura éda temperatura do corpo. diretamente proporcional à variação da grandeza termométrica. Portanto, para se graduar uma escala Temperatura termométrica, basta definir dois pontos fixos (dois valores da grandeza termométrica para os quais se É a medida do grau de agitação das partículas atribuem dois valores de temperatura), obtidos sobde um corpo. pressão normal (1 atm): a) ponto de gelo (temperatura na qual ocorre a fusão do menor agitação térmica → temperatura mais baixa gelo): 1º ponto fixo. maior agitação térmica → temperatura mais alta b) ponto de vapor (temperatura na qual ocorre a ebulição da água): 2º ponto fixo. A energia térmica pode transferir-se de umcorpo para outro quando entre eles houver umadiferença de temperatura. Equilíbrio Térmico Situação final de equilíbrio que traduz umaigualdade de temperatura dos corpos. Assim, dois ou Qualquer outra temperatura será obtida pormais corpos estão em equilíbrio térmico quando suas proporção direta.temperaturas são iguais. A medição da temperatura é feita por meio deExemplo: Uma xícara com café quente é deixada sobre um termômetro, que, após permanecer algum tempo emuma mesa durante muito tempo. A xícara e o café contato com o corpo, apresenta a mesma temperaturaperdem energia térmica para o ambiente e vão esfriando que o corpo, isto é, o corpo e o termômetro entram ematé entrar em equilíbrio térmico com ele. Nas mesmas equilíbrio térmico.condições, uma garrafa de água gelada recebe energia Um termômetro muito utilizado é o termômetrotérmica do ambiente e se aquece até atingir o equilíbrio de mercúrio, cuja grandeza termométrica é a altura h detérmico com ele. uma coluna de mercúrio numa haste. h = f (θ); θ = temperatura Calor Para se medir a temperatura de um sistema É a energia térmica em trânsito, que se físico, coloca-se o termômetro em contato com otransfere de um corpo para outro ou de uma região para mesmo. De acordo com a temperatura do sistema, apósoutra do mesmo corpo. Esse fluxo se dá do corpo de algum tempo, a coluna de mercúrio oscila até atingir omaior para o de menor temperatura ou da região de equilíbrio térmico. O valor lido na escala é a temperaturamaior para a de menor temperatura do mesmo corpo, e do sistema físico.cessa quando é atingido o equilíbrio térmico. Principais escalas termométricas: Lei Zero da Termodinâmica I) Escala Celsius: Se dois corpos, A e B, estiverem em equilíbriotérmico com um terceiro corpo, C, então A e B tambémestão em equilíbrio térmico entre si. • ponto de gelo: 0oC (1º ponto fixo) • ponto de vapor: 100oC (2º ponto fixo) Termometria O intervalo entre os dois pontos fixos é dividido em 100 partes iguais, sendo cada divisão É a parte da Termologia que estuda a correspondente a 1oC.temperatura e suas medidas. 1
  2. 2. II) Escala Fahrenheit: Conversão de temperatura em escala qualquer: • ponto de gelo: 32oF (1º ponto fixo) Podemos estabelecer relações entre uma • ponto de vapor: 212oF (2º ponto fixo) escala qualquer e qualquer outra escala conhecida, apenas sendo necessárias algumas relações O intervalo entre os dois pontos fixos é dividido matemáticas, conforme abaixo:em 180 partes iguais, sendo cada divisãocorrespondente a 1oF.III) Escala Kelvin: • ponto de gelo: 273K (1º ponto fixo) • ponto de vapor: 373K (2º ponto fixo) O intervalo entre os dois pontos fixos é divididoem 100 partes iguais, sendo cada divisãocorrespondente a 1K. X - X1 Y - Y1 = Correspondência entre as três escalas: X 2 − X 1 Y2 − Y1 0oC = 32oF = 273K 100oC = 212oF = 373K Zero Absoluto Sendo a temperatura uma medida da agitação térmica molecular, a menor temperatura corresponde à situação em que essa agitação cessa completamente. Esse limite inferior de temperatura é denominado zero absoluto, sendo inatingível na prática. 0 K = -273,15ºC A escala Kelvin, também chamada escala absoluta de temperatura, atribui o valor zero de Fórmulas de conversão de temperatura entre as temperatura ao zero absoluto. principais escalas termométricas: Dilatação Térmica De um modo geral, quando a temperatura de um corpo aumenta, a agitação das partículas que formam esse corpo aumenta. Assim, tornam-se maiores as distâncias médias entre as partículas, resultando em aumento nas dimensões do corpo (dilatação térmica). Por outro lado, quando a temperatura de um corpo θ C θ F − 32 θ K − 273 = = diminui, a agitação das partículas que formam esse 5 9 5 corpo diminui. Portanto, as distâncias médias entre as partículas diminuem, resultando em redução em suas Variações de temperatura: dimensões (contração térmica). Embora a dilatação de um sólido ocorra em todas as dimensões, pode predominar a dilatação deI) Escala Celsius: ∆θ C = 100 − 0 = 100 o C apenas uma das suas dimensões sobre as demais.II) Escala Fahrenheit: ∆θ F = 212 − 32 = 180 o F Dilatação de Sólidos a) Dilatação Linear (∆L):III) Escala Kelvin: ∆θ K = 373 − 273 = 100 K A dilatação linear corresponde à variação do Fórmulas de conversão de variação de temperatura comprimento (uma dimensão) de um corpo quando entre as principais escalas termométricas: submetido a uma variação de temperatura. Imaginemos uma barra de comprimento inicial ∆θ C ∆θ F ∆θ K Lo e temperatura inicial θo. Ao aquecermos esta barra = = para uma temperatura θ, ela atinge um comprimento L. 5 9 5 2
  3. 3. A dilatação é dada por: ∆V = γ ⋅ V0 ⋅ ∆θ V = V0 ⋅ (1 + γ ⋅ ∆θ) A dilatação é dada por: γ = coeficiente de dilatação volumétrica (γ = 3.α) ∆V = V - Vo (variação de volume) ∆L = α ⋅ L 0 ⋅ ∆θ ∆θ = θ - θ0 (variação de temperatura) L = L 0 ⋅ (1 + α ⋅ ∆θ) Relação entre os coeficientes de dilatação:α = coeficiente de dilatação linear α β γ = =∆L = L - Lo (variação de comprimento) 1 2 3∆θ = θ - θ0 (variação de temperatura) Unidade do coeficiente de dilatação: ºC-1.b) Dilatação Superficial (∆A): Dilatação de Líquidos A dilatação superficial corresponde à variaçãoda área (duas dimensões) de um corpo quando Ao contrário dos sólidos, os líquidos nãosubmetido a uma variação de temperatura. possuem forma definida e, portanto, precisam estar Imaginemos uma placa de área inicial Ao e contidos em recipientes que também sofrerão os efeitostemperatura inicial θo. Ao aquecermos esta placa para da dilatação juntamente com o líquido. Uma vez que osuma temperatura θ, ela atinge uma área A. líquidos só podem ocupar volumes, só é relevante tratar de sua dilatação volumétrica. Ao aquecermos um recipiente completamente cheio de líquido, tanto o recipiente quanto o líquido irão sofrer dilatação, e parte do líquido será derramado. Esta porção do líquido que derramou não corresponde à dilatação total do líquido, uma vez que parte desta dilatação foi compensada pela dilatação do recipiente. Esta porção de líquido que foi derramada é chamada A dilatação é dada por: dilatação aparente (∆Vap). ∆A = β ⋅ A 0 ⋅ ∆θ A = A 0 ⋅ (1 + β ⋅ ∆θ)β = coeficiente de dilatação superficial (β = 2.α)∆A = A - Ao (variação de área)∆θ = θ - θ0 (variação de temperatura) A dilatação real ou total (∆Vreal) sofrida peloc) Dilatação Volumétrica (∆V): líquido corresponde à dilatação aparente (∆Vap) acrescida da dilatação (∆Vrec) do recipiente: A dilatação volumétrica corresponde à variaçãodo volume (três dimensões) de um corpo quando ∆Vreal = ∆Vrec + ∆Vapsubmetido a uma variação de temperatura. Imaginemos um corpo de volume inicial Vo e O coeficiente de dilatação real pode também sertemperatura inicial θo. Ao aquecermos este corpo para obtido através da soma dos coeficientes de dilatação douma temperatura θ, ele atinge um volume V. recipiente e de dilatação aparente: γ real = γ rec + γ ap • Dilatação do recipiente: ∆Vrec = γ rec ⋅ V0 ⋅ ∆θ • Dilatação aparente: ∆Vap = γ ap ⋅ V0 ⋅ ∆θ • Dilatação real do líquido: ∆Vreal = γ real ⋅ V0 ⋅ ∆θ 3
  4. 4. Dilatação Anômala da Água: Unidades de medida de calor: caloria (cal), joule (J). 1 cal ≅ 4,18 J Em regra geral, ao se elevar a temperatura deuma substância, verifica-se uma dilatação térmica. Calor específico de uma substância (c)Entretanto, a água, ao ser aquecida de 0o C a 4o C, Qcontrai-se, constituindo-se uma exceção ao caso geral. c= Esse fenômeno pode ser explicado pela m ⋅ ∆θconstituição molecular da água: no estado sólido, os Unidades: cal/g.ºC, J/kg.K.átomos de oxigênio, que são muito eletronegativos,unem-se aos átomos de hidrogênio através da ligação Capacidade térmica de um corpo (C)denominada ponte de hidrogênio. Em conseqüência C = m⋅cdisso, entre as moléculas, formam-se grandes vazios, Unidades: cal/ºC, J/K.aumentando o volume externo (aspecto macroscópico).Quando a água é aquecida de 0o C a 4o C, as ponte de O calor que um corpo recebe ou cede podehidrogênio rompem-se e as moléculas passam a ocupar produzir variação de temperatura (calor sensível) ouos vazios existentes, havendo uma aproximação entre mudança de fase (calor latente).as moléculas, provocando, assim, uma contração.Portanto, no intervalo de 0o C a 4o C, ocorre, Calor Sensívelexcepcionalmente, uma diminuição de volume. Mas, de4o C a 100o C, a água dilata-se normalmente. É a quantidade de calor cedida ou absorvida por Os diagramas abaixo ilustram o comportamento um corpo, possibilitando que o mesmo sofrado volume e da densidade em função da temperatura. exclusivamente uma variação de temperatura. Q = m ⋅ c ⋅ ∆θ Calor Latente É a quantidade de calor cedida ou absorvida por um corpo, possibilitando que o mesmo sofra exclusivamente uma mudança de estado físico (mudança de fase). Então, a 4o C, tem-se o menor volume para a Q=m⋅Lágua e, consequentemente, a maior densidade da águano estado líquido. Obs.: A temperatura se mantém constante durante a mudança de fase. Calorimetria Calorímetro: A Calorimetria é a parte da Termologia que É um aparelho utilizado em laboratório com oestuda o calor e suas medidas. objetivo de se realizar experiências envolvendo trocas Se dois corpos em temperaturas diferentes de calor entre corpos ou substâncias.forem colocados próximos, isolados termicamente do Geralmente, o calorímetro é isoladomeio ambiente, verifica-se que, após algum tempo, eles termicamente do ambiente, para evitar perdas de calor.estarão em equilíbrio térmico, isto é, apresentarão a Teoricamente, o calorímetro não deveria interferir nasmesma temperatura. trocas de calor entre os corpos colocados no seu O corpo inicialmente mais quente perde energia interior. No entanto, essa interferência é inevitável, portérmica, pois sua temperatura diminui, e o corpo pequena que seja, pois o material que constitui oinicialmente mais frio ganha energia térmica, pois sua calorímetro possui uma determinada capacidadetemperatura aumenta. térmica. Portanto, há transferência de energia (calor) docorpo mais quente para o corpo mais frio, até queambos atinjam o equilíbrio térmico. Q > 0 (ganha calor) → ∆θ > 0 (temperatura aumenta) Q < 0 (perde calor) → ∆θ < 0 (temperatura diminui) 4
  5. 5. Trocas de Calor II) Curva de Resfriamento → a substância cede calor. Se vários corpos, no interior de um recipienteisolado termicamente, trocam calor, os de maiortemperatura cedem calor aos de menor temperatura, atéque se estabeleça o equilíbrio térmico. Quando dois ou mais corpos trocam calor entresi, até estabelecer-se o equilíbrio térmico, é nula a somadas quantidades de calor trocadas por eles: Q 1 + Q 2 + Q 3 + ... + Q n = 0 Mudanças de Estado (ou Fase) Diagramas de Estado (ou Fase): No estado sólido, há uma elevada força de Substâncias que se dilatam na fusão: o aumento dacoesão entre as partículas do corpo, garantindo forma e pressão faz aumentar a temperatura de fusão. É o quevolume bem definidos. acontece com a maioria das substâncias. No estado líquido, a substância apresentavolume definido, mas forma variável (do recipiente), emvirtude de as forças de coesão entre as partículas seremmenos intensas. No estado gasoso, as forças de coesão entre aspartículas são praticamente inexistentes. Portanto, umcorpo no estado gasoso não apresenta forma nemvolume definidos; os gases assumem a forma e ovolume total do recipiente onde estão contidos. Substâncias que se contraem na fusão: o aumento da pressão faz diminuir a temperatura de fusão. É o caso da água, do ferro, do bismuto e do antimômio.Fusão: passagem do estado sólido para o estadolíquido.Solidificação: passagem do estado líquido para o estadosólido.Vaporização: passagem do estado líquido para o estadode vapor.Condensação: passagem do estado de vapor para o Observações:estado líquido.Sublimação: passagem do estado sólido diretamente PT = ponto triplo: equilíbrio entre as três fases,para o estado de vapor ou vice-versa. simultaneamente. PC = ponto crítico: situação limite entre vapor e gás. Curvas de Aquecimento e Resfriamento: Vapor: a temperatura da substância é igual ou inferior àI) Curva de Aquecimento → a substância recebe calor. temperatura crítica; pode ser condensado por aumento de pressão, mantida constante a temperatura. Gás: a temperatura da substância é superior à temperatura crítica; não pode ser condensado por aumento de pressão, mantida constante a temperatura. Exemplo: • ponto triplo da água: temperatura 0,01ºC e pressão 4,58 mmHg • ponto crítico da água: temperatura 374ºC e pressão 218 atm 5
  6. 6. Propagação do Calor Fluxo de Calor (Φ) Espontaneamente, o calor sempre se Q quantidade de calorpropaga de um corpo de maior temperatura para Φ= → ∆t int ervalo de tempoum corpo de menor temperatura. Unidade no S.I.: J/s = W; Unidade usual: cal/s A propagação de calor pode se verificar atravésde três processos diferentes: Condução, Convecção e Considere uma barra condutora de calor, deIrradiação. comprimento L e seção transversal de área A, cujas extremidades estejam em contato com dois meios de Condução temperaturas θ1 e θ2. A condução térmica é a transmissão de calorem que a energia térmica é transmitida de partícula parapartícula, mediante as colisões e vibrações dasagitações térmicas. Na condução térmica não há transporte dematéria, existe somente transmissão de energia térmica. O fluxo de calor ao longo da barra é dado por:Exemplo: aquecimento de um corpo metálico em umachama. A (θ 1 − θ 2 ) Φ=K Convecção L A convecção térmica é a transmissão de calor Lei de Fourier: O fluxo de calor, por condução emnos fluidos (líquidos e gases), que consiste na regime estacionário (fluxo constante), através de ummovimentação de partes do fluido dentro do próprio material homogêneo, é diretamente proporcional à áreafluido (transporte de matéria), em virtude de uma de secção transversal atravessada e à diferença dediferença de densidades entre partes do sistema. temperatura entre os extremos e inversamente Quando aquecemos um recipiente com um proporcional à espessura atravessada.líquido sobre uma chama, a parte do líquido no seuinterior em contato com o fundo do recipiente se aquece K (coeficiente de condutibilidade térmica): depende dae sua densidade diminui. Com isso, ele sobe, ao passo natureza do material; apresenta valor alto para osque o líquido mais frio, tendo densidade maior, desce, condutores térmicos e valor baixo para os isolantesocupando seu lugar (correntes de convecção). térmicos.Exemplos: brisas marítimas e terrestres, inversões Garrafa Térmica:térmicas. A garrafa térmica é constituida de tal modo a evitar os três processos de propagação do calor. Irradiação Irradiação é a transmissão de calor entre doissistemas (sem contato físico) feita por meio de ondaseletromagnéticas (raios infravermelhos) queatravessam, inclusive, o vácuo. Não necessita de meiomaterial para transmitir a energia térmica. O dióxido de carbono e vapor dágua daatmosfera dificultam a propagação dos raiosinfravermelhos; com isso, a energia térmica emitida pelaTerra fica, em parte, retida (efeito estufa).Exemplos: o calor emitido pelo Sol à Terra, o caloremitido por uma fogueira, forno, lâmpadas, etc. Condução e Convecção - evitada pelo vácuo entre as paredes duplas (vidro mau condutor e espelhado internaObservação: O vácuo impede a ocorrência tanto de e externamente) e pela tampa isolante bem fechada.condução quanto de convecção, porém a irradiação Irradiação - evitada pelas paredes espelhadas (interna epode ocorrer tanto nos meios materiais quanto no externamente) que refletem as radiações, tanto devácuo. dentro para fora como de fora para dentro. 6
  7. 7. Gases Ideais ou Gases Perfeitos estado inicial: P1, V1, T1 ; estado final: P2, V2, T2 Variáveis de estado de um gás Equação de ClapeyronPressão (P): devido às colisões das moléculas do gáscontra as paredes do recipiente que o contém. P⋅V = n ⋅R ⋅TVolume (V): volume do recipiente que contém o gás. m • n= → número de mols do gásTemperatura (T): estado de agitação das moléculas do Mgás. No estudo dos gases, deve ser sempre medida em • m = massa do gásKelvin. • M = massa molar do gás • R = constante universal dos gases ideais Quando uma ou mais variáveis de estado varia,dizemos que o gás sofreu uma transformação. R = 8,317 joule / mol . kelvin ( S.I. ) R = 0,082 litro . atm / mol . kelvin Transformação Isotérmica Termodinâmica A temperatura do gás permanece constante,enquanto a pressão e o volume variam em proporção Estudo das relações entre o calor trocado (Q) einversa. o trabalho realizado (τ) numa transformação de um gás ideal, quando este interage com o meio exterior (ambiente). Trabalho (τ) Consideremos um gás contido num cilindro provido de êmbolo (ou pistão). Transformação Isobárica Ao se expandir, o gás exerce uma força no êmbolo. O trabalho realizado pelo gás faz o seu volume A pressão do gás permanece constante, aumentar, sendo o trabalho considerado positivo.enquanto a temperatura e o volume variam emproporção direta. Ao ser comprimido, o gás sofre a ação de uma força exercida pelo êmbolo. O trabalho realizado sobre o gás faz o seu volume diminuir, sendo o trabalhoTransformação Isocórica, Isométrica ou Isovolumétrica considerado negativo. O volume do gás permanece constante,enquanto a temperatura e a pressão variam emproporção direta. O trabalho em uma transformação é calculado através da área no gráfico pressão versus volume. Lei Geral dos Gases Casos particulares: P1 ⋅ V1 P2 ⋅ V2 • transformação isobárica: τ = P . ∆V = • transformação isocórica: τ = 0, pois ∆V = 0 T1 T2 7
  8. 8. Energia Interna (U) Para aplicar o primeiro princípio, que envolve as grandezas calor, trabalho e energia interna, é preciso A energia interna de um gás perfeito é a soma fazer um balanço energético, isto é, saber quando essasdas energias cinéticas médias de todas as suas grandezas assumem valores positivos, negativos oumoléculas. nulos. Temos as seguintes possibilidades: A energia interna de um gás perfeito é funçãoda temperatura do gás: • Q > 0 → gás recebe calor • Q < 0 → gás cede calor 3 • Q = 0 → não há troca de calor (adiabática) U= nRT (gás monoatômico) 2 3 • τ > 0 → gás realiza trabalho (trabalho realizado Variação da energia interna: ∆U = nR∆T 2 pelo gás) (expansão: volume aumenta) • τ < 0 → gás recebe trabalho (trabalho realizado Quantidade de Calor (Q) sobre o gás) (compressão: volume diminui) • τ = 0 → não realiza, nem recebe trabalho É o calor recebido ou cedido em uma (volume constante)transformação termodinâmica. A volume constante: • ∆U > 0 → aumenta a energia interna Q = n ⋅ c V ⋅ ∆T (temperatura aumenta) cV = calor específico molar a volume constante • ∆U < 0 → diminui a energia interna (temperatura diminui) A pressão constante: • ∆U = 0 → a energia interna não varia (temperatura constante) Q = n ⋅ c P ⋅ ∆T cP = calor específico molar a pressão constante Transformação Isocórica Primeiro Princípio da Termodinâmica τ = 0 ; Q = n ⋅ c V ⋅ ∆T Durante uma transformação, o gás pode trocar Q = ∆Uenergia com o meio externo sob duas formas: calor etrabalho; como resultado dessas trocas energéticas, a Transformação Isobáricaenergia interna do gás pode aumentar, diminuir oupermanecer constante. τ = P . ∆V ; Q = n ⋅ c P ⋅ ∆T Consideremos um sistema recebendo uma certa Q = τ + ∆Uquantidade de calor Q: Transformação Isotérmica ∆U = 0 → Q = τ Transformação Adiabática Q = 0 → τ = -∆U Transformação Cíclica Parte desse calor Q foi utilizada para realizar um Transformação Cíclica ou ciclo de um sistema étrabalho τ, e o restante provocou um aumento na o conjunto de transformações sofridas pelo sistema deenergia interna ∆U. tal forma que os seus estados final e inicial são iguais. O Primeiro Princípio da Termodinâmica Como a temperatura final é igual à temperaturaestabelece uma equivalência entre o trabalho e o calor, inicial, a energia interna do sistema não varia (∆U = 0),trocados entre um sistema e o seu exterior, havendo uma igualdade entre o calor e o trabalhorelacionando com a energia interna do gás: trocados em cada ciclo. ∆U = 0 → Q = τ (ciclo completo) Q = τ + ∆U Num diagrama P x V, uma transformação cíclica é representada por uma curva fechada. A área internaBalanço Energético: do ciclo é numericamente igual ao trabalho total trocado com o meio exterior. 8
  9. 9. τ Rendimento de motor: η= . Q1 • Sentido horário – o sistema recebe calor e realiza trabalho. • Sentido anti-horário – o sistema cede calor e Refrigerador (máquina frigorífica): converte trabalho em recebe trabalho. calor. Um motor realiza trabalho τ sobre o sistema, Segundo Princípio da Termodinâmica para retirar Q2 da fonte fria e fornecer Q1 para a fonte quente. O Segundo Princípio da Termodinâmicaestabelece as condições em que é possível atransformação de calor em trabalho, completando,dessa forma, o primeiro princípio, que trata apenas daequivalência entre o calor e o trabalho. É impossível a construção de qualquer Q2 Eficiência de refrigerador: ε = .dispositivo que, operando ciclicamente, tenha como τúnico efeito retirar calor de um sistema e convertê-lo integralmente em trabalho. Ciclo de Carnot O ciclo de Carnot é constituído de duas Enunciado de Kelvin transformações isotérmicas e duas transformações adiabáticas alternadas, realizadas entre a fonte quente e É impossível construir uma máquina térmica a fonte fria.que, operando em ciclo, extraia calor de uma fonte e otransforme integralmente em trabalho. Nenhum processo, cujo único resultado seja aabsorção de calor de um reservatório e a conversãodeste calor em trabalho, é possível.Conclusão: Não existe máquina térmica ideal. • sentido horário: funciona como motor Enunciado de Clausius • sentido anti-horário: funciona como refrigerador O calor só pode passar, espontaneamente, de Carnot demonstrou que, neste ciclo, asum corpo de maior temperatura para outro de menor quantidades de calor trocadas com as fontes quente etemperatura. O inverso só ocorre com a realização de fria são proporcionais às respectivas temperaturastrabalho. absolutas das fontes: Q1 Q 2 Nenhum processo, cujo único resultado seja a =transferência de calor de um corpo mais frio para outro T1 T2mais quente, é possível. T2 Rendimento do ciclo de Carnot: η = 1− .Conclusão: Não existe refrigerador ideal. T1 Observação: O rendimento de 100% (η = 1) éMotor (máquina térmica): converte calor em trabalho. impossível de ser atingido, pois isso exigiria a fonte fria O sistema absorve Q1 da fonte quente, realiza no zero absoluto (zero kelvin) que é inatingível, e, portrabalho τ sobre o meio exterior, e rejeita Q2 para a fonte conseguinte, a conversão integral de calor em trabalho,fria. o que contraria o segundo princípio da Termodinâmica. 9

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