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1ª edição da Revista Painel Imobiliário

  1. 1. 2
  2. 2. 3 EXPEDIENTE A Revista Painel é uma publicação do CRECI-GO O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 5ª Região-GO é uma autarquia federal de disciplina e fiscalização da profissão de corretor de imóveis. Regulamentada pela Lei Federal 6.530/ 1978 Endereço: Av Anhanguera, 5674, Ed. Palácio do Comércio, 5º andar, Centro, Goiânia - GO CEP 74043- 906 Fone/ fax: 62 3224 2299 Homepage: www.crecigo.org.br E-mail: crecigo@crecigo.org.br Diretoria: Oscar Hugo Monteiro Guimarães, Luiz Roberto de Carvalho, Rafael Nascimento Aguirre, Maria Aparecida Moreira, Juscemar Antônio de Oliveira, José Arantes Costa, Jair Reis de Melo. Conselheiros: Antônio Alves de Carvalho, Antônio Rosa de Mesquita, Antônio Spinetti Alves, Eduardo Coelho Seixo de Brito, Euclides Domingos Marcante, Francisco Ludovico Martins, Geraldo Dias Filho, Geraldo Pereira Braga, Jair Reis de Melo, Jackson Jean Silva, João Benício Gomes, João Pedro Vieira, José Arantes Costa, José Machado Resende, Juscemar Antônio de Oliveira, Leandro Daher da Costa, Luiz Robeto de Carvalho, Marcelo Alves Simon, Márcio Antônio Ferreira Belo, Maria Francisca Alves Carvalho, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, Rafael Nascimento Aguirre, Ricardo Alves Vieira, Sérgio Teodoro da Cruz, Walter São Felipe, Wildes Marcos Faustino. Suplentes: Ademir Silva, Ana Mônica Barbosa da Cunha, Arton Martins Peixoto, Celso Monteiro Barbugiani, Cláudio Gonçalves de Araújo, Dionísio Nascindo Gonçalves, Domingos Alves de Castro Filho, Elmo Monteiro Clemente Aguirre, Evaldo Euler Duarte de Almeida, Helder José Ferreira Paiva, João Soares da Silva, José Humberto Martins Vieira Carvalho, José Severino de Lima, Luis Clemente Barbosa, Marco Antônio de Oliveira, Nagib de Paula Sahb Novaes, Naidoson Bernades de Queiroz, Omar Ataides de Castro, Rodrigo Paullus Barreto Machado, Saul Pereira da Costa, Valgmar Domingos Tavares, Valoni Adriano Procópio, Veronde Antônio de Oliveira, Vilmar Pereira de Oliveira, Wilmar Viana. Jornalista responsável e editora: Raquel Pinho - GO 01752 JP Projeto gráfico e diagramação: Raquel Pinho Estagiária de jornalismo: Stephanie Silva (UFG) Revisão jurídica: Eduardo Felipe Silva - OAB 25566 Tiragem: 6000 exemplares Fotolito e impressão: Gráfica e Editora América EmcontatocomosetordecomunicaçãodoCreci-GO:imprensa@crecigo.org.br w w w . c r e c i g o . o r g . b r Sumário ProgramadeEducaçãoAmbiental I Fórum de Desenolvimento Sustentável Imobiliário Entrevista Luiz Augusto Sorrenti - presidente da ONG Ecosustentável 8aCCA Comissões perdidas à vista Normatização TAC disciplina anúncio de incorporação ÉticaProfissional Julgamento sem corporativismo Social26CrecinaMídia27 CrecinaMídia30 8 Qualificação Lei faculta mais tarefas para corretores imobiliários Fiscalização Contraventor preso com carteira falsificada Capacitações elevam eficiência do trabalho da fiscalização Prova é fundamental para condenar falso profissional NovoRumo Creci planeja seu futuro Perfil Profissão em alta: Corretor de Imovéis 6 12 15 16 21 22 25 28 Hélio de Oliveira, o fo- tógrafo que testemu- nhou o crescimento de Goiânia, será palestrante do Fórum do Desenvolvimento Imobliário Sustentável, página 7
  3. 3. 4 INFORME
  4. 4. 5 7 PalavradoPresidente OSCARHUGOMONTEIROGUIMARÃES-presidentedoCrecideGoiás hugo@oscarhugo.com.br Estamos assistindo, no mercado imobiliário de todo o Brasil, um crescimento sustentado, ou seja, a ampliação da capacidade produtiva, de forma contínua e dura- doura, assegurada pela queda dos juros e recursos para o financiamento habitacional. Reflexo disto é a configuração de um país que tanto almejamos, com mais empregos, com distribuição de renda, com mais gente com o sonho da casa própria realizado. Estamos testemunhando a inclusão social acontecer. Uma série de fatores veio fortalecer o mercado imobiliário. Um deles foi a Lei 10.931 de 2004, que trata da afetação do patrimônio incorporado e pode ser consi- derada como ponto primordial para a geração de condições de retomada. Essa norma garantiu maior segurança jurídica aos negócios imobiliários. Somado a isto, o ambiente econômico favorável e política de redução da taxa bási- ca de juros permitiram que o setor voltasse a crescer.Tivemos também o ingresso de várias incorporadoras ao mercado acionário (BOVESPA), captando créditos mais ba- ratos do que os bancários, havendo uma captação de mais de R$.14 bilhões, sendo mais de 70% de capital externo. Agora, com a inclusão do Brasil na relação de paises confiáveis para investimento beneficia, em tese, todas as empresas do País, que terão custo de capital reduzido e maior visibilidade aos olhos do investidor global. Analistas identificaram um impacto mais imediato da notícia em ações de empresas ligadas aos setores imobiliário, de consumo e financeiro. No início de maio, na Bolsa deValores de São Paulo (Bovespa), os papéis da construção dispararam: Cyrela ON subiu 15,73% e liderou o Ibovespa; Gafisa ON avançou 14,06%. Após praticamente duas décadas de estagnação, ainda falta muito para que esse processo de retomada, iniciado efetivamente em 2006, dê lugar à produção em escala verificada na década de 1980. Em 2007, já alcançamos números expressivos em toda cadeia pro- dutiva do mercado imobiliário.Para aqueles que acreditavam que o cres- cimento do setor chegaria aos 7%, esta marca foi ultrapassada e ainda aumentou a participação do setor no PIB, passando de 4,5% para 5,5%. O resultado mostra um avanço na realidade econômica brasileira que nos co- loca em evidência e, podem escrever, 2008 será ainda melhor. Os corretores de imóveis e a empresas imobiliárias tiveram uma participa- ção primordial nesta virada, pois cabe a essa categoria transformar o objeto construído na realização de um sonho do adquirente e, por outro lado, em recursos para a empreendedor continuar investindo. Em razão desse crescimento quantitativo e qualitativo do mercado imobiliário, o CRECI-GO tem se preocupado em levar aos profissio- nais e empresas o conhecimento, para que o crescimento seja harmô- nico, e haja sempre um mercado pautado pela ética e seriedade. Tempo de virada
  5. 5. 6 Programa de Educação Ambiental Fórum apontará soluções sustentáveis para o setor imobiliário Informações pontuais analisadas por pales- trantes especializados pretendem fazer deste evento uma referência para quem investe na qualidade de vida sus- tentável. Atividades cul- turais e revelação do Corretor Ambientalista 2008 também estão in- cluídas na programação. Diante da de- gradação do meio ambiente, da neces- sidade de produção ascendente para atender as carênci- as da população global, é possível encontrar o equilí- brio entre exploração e pre- servação dos recursos natu- rais? Como manter as como- didades e facilidades da contemporaneidade sem por em risco a sobrevivência hu- mana? Que ferramentas e tecnologias já estão à dispo- sição do setor imobiliário para a promoção de empreendi- mentos sustentá- veis? De que forma aproveitar o boom imobiliário sem o espantoso prog- nóstico do aqueci- mento global? Estas e outras questões serão dis- cutidas em junho, durante o I Fórum de Desenvolvimento Imobiliário Sustentável, even- to do Programa de Educação Ambiental do Creci de Goiás (PEA). Nos dias 17, 18 e 19, renomados especialistas esta- rão à frente de análises atualizadas sobre o assunto. O jornalista Washington Novaes será um deles. “Vamos oferecer informações pontu- ais e práticas, ligadas ao universo do cor- retor de imóveis e agentes que operam o mercado imobili- ário”, salienta Oscar Hugo Monteiro Gui- marães, presidente do Conselho. Para o diretor do PEA, Leandro Daher da Costa, o evento vem atender a uma necessidade premente dos em- “Goiânia já carece de preocupações“Goiânia já carece de preocupações“Goiânia já carece de preocupações“Goiânia já carece de preocupações“Goiânia já carece de preocupações socioambientais”, afirma Leandro Daher,socioambientais”, afirma Leandro Daher,socioambientais”, afirma Leandro Daher,socioambientais”, afirma Leandro Daher,socioambientais”, afirma Leandro Daher, diretor do PEAdiretor do PEAdiretor do PEAdiretor do PEAdiretor do PEA
  6. 6. 7 preendedores da área urba- na ou rural.“O Fórum irá tra- tar da responsabilidade indi- vidual e empresarial dos agen- tes do mercado imobiliário. Goiânia está se tornando uma metrópole e já carece de pre- ocupações socioambientais. Quanto à zona rural, é hora de cuidarmos do cerrado, bioma que exerce importan- te papel no ecossistema e que presenteia os goianos com sua beleza singular”, diz. O I Fórum de Desenvolvi- mento Imobiliário Sustentável será realizado no auditório Jaime Câmara da Câmara Municipal de Goiânia. A or- ganização do evento está pre- parando, além de palestras, atrações culturais para con- ferir um pouco de descontração à platéia. Entre- tanto, mais que proporcionar diversão, elas contém uma mensagem sustentável. Um exemplo será o desfi- le com roupas feitas de mate- riais recicláveis, produzido pelo curso de design de moda da Universidade Católica de Goiás, mostrará que é possí- vel sim dar uma nova destinação ao lixo. As inscri- ções estão abertas, no Creci. Durante o encerramento do Fórum, será revelado quem é o Corretor Ambientalista 2008. Estão concorrendo ao título os profissionais que participam das ativi- dades do PEA des- de seu lançamento, em junho de 2007. A participação vale pontos. Quem acumular a maior soma, ganhará o título e, ainda, será presentea- do com uma viagem para o litoral da Bahia,eterádi- reito a um a c o m p a - nhante. O corre- tor de imó- veis Carlos Massud é um dos profissio- nais na dispu- ta e está oti- mista com as atividades do PEA. “Em Goiânia,os cor- retores de imó- Corretor Ambientalista 2008 será revelado veis são pioneiros ao reunir o setor e lutar pela causa do meio ambiente porque, hoje, o interesse em preservar é glo- bal.” diz. Para ele, o Corretor Ambientalista é aquele pre- ocupado com a situação ecológica mundial e local. É esta consciência que o PEA busca despertar na categoria, lembra Lean- dro Daher. “Muita gente ainda acha que s u s t e n - tabilidade é a árvore do cerrado. Mas a sus- t e n t a - bilidade en- volve a to- dos. Na área imobili- ária, diz res- peito ao cor- retor de imó- veis, à cons- trutora,àspes- soas que fazem o Plano Dire- tor etc. É uma consciência”, conclui. O corretor de imovéis CarlosO corretor de imovéis CarlosO corretor de imovéis CarlosO corretor de imovéis CarlosO corretor de imovéis Carlos Massud está na corrida emMassud está na corrida emMassud está na corrida emMassud está na corrida emMassud está na corrida em busca do título de Corretorbusca do título de Corretorbusca do título de Corretorbusca do título de Corretorbusca do título de Corretor Ambientalista 2008Ambientalista 2008Ambientalista 2008Ambientalista 2008Ambientalista 2008 Ele começou a fotogra- far Goiânia em suas primei- ras décadas, a partir de 1951, como repórter foto- gráfico do jornal O Popu- lar. Também foi fotógrafo dos governadores, até 1999. Dos atos de Pedro Ludovico aos de Marconi Perillo, é uma testemunha viva. Ele é Hélio de Oliveira, um dos nomes que já fazem parte da história da capital pla- nejada e construída. Já na infância, ele regis- trava na memória os primórdios de Goiânia, uma vez que aqui aportara aos Viagem histórica com Hélio de Oliveira Washington Novaes será um dos palestrantes Umdosmaioresnomes nacionais do jornalismo especializado em meio am- biente,Washington Novaes (foto) falará sobre Negóci- oseBiodiversidadeaoscor- retores de imóveis. O jor- nalista, que é supervisor geral do Repórter Eco, na TV Cultura e colunista nos jornais O Popular e O Es- tado de São Paulo, aborda- rá as contribuições que os corretores de imóveis e profissionais do mercado imobiliário podem dar para mudar os padrões de ocupação do solo. Novaes explica que a busca pela sustentabilidade é assunto urgente e direcionado a todas as tri- bos e povos. No próprio Brasil, as mudanças do cli- ma já produzem eventos extremos que outrora não faziam parte do cotidiano dos brasileiros. O setor de imóveis também terá de adaptar-se a esses novos tempos.“O mundo supor- tava contra-sensos, como projetos que prevêem luzes acesas durante todo o dia e desperdiçam a iluminação natural, enquanto a popu- lação era menor. A huma- nidade levou 1850 anos para somar um bilhão de habitantes, mas bastou 170 anos para que chegasse a seis.“E vamos chegar a 8,5 bilhões até 2050”, anuncia o jornalista. seis anos. “Vi Goiânia bro- tar do nada e crescer”, diz. Palestrante do Fórum do Desenvolvimento Imobi- liário Sustentável, sua par- ticipação promete ser via- gem história pelo desenvol- vimento da capital com a palestra“Passado e Presen- te Urbanístico-Ambiental”. Que Goiânia existe depois de sete décadas de inter- venção de tijolos, cimento, projetos e obras?As lentes de Hélio testemunharam esta transformação urbana e é esta dinâmica que ele irá apresentar.
  7. 7. 8 entrevistaespecial LUIZAUGUSTOSORRENTI-presidentedaONGEcosustentável sustentável Um lugar para a vida Luiz Augusto Sorrenti era engenheiro e atuava na área de sensoriamento remoto.Tinha uma profissão interessante, uma carreira sólida e um currículo, para muitos, invejável – em seu portifólio constam a Kodac, o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) e, em 1997, foi contratado para trabalhar no exterior. Este foi o motivo de sua mudança para os Estados Unidos, mas foi lá que encerrou este capítulo de sua história. Sorrenti estava vivendo em SpringValley, NovaYork, bem em frente à Universidade Sun Bridge College. Em um dia frio de inverno – isso foi em 2001 - sua filha chegou em casa com um panfleto da universi- dade, que anunciava um curso sobre condomínios auto-sustentáveis, ministrado por estudiosos da Austrália. Matriculou-se, assistiu às aulas e ficou arrebatado.“Eu estava diante de uma das formas mais perfeitas de ocupação. É um estilo de moradia que consegue recuperar o meio- ambiente e as pessoas”, diz. Além de unidades habitacionais, o empreen- dimento oferece itens de sustentabilidade – como pomar, fontes de energia alternativa, unidades de reciclagem de lixo e unidade de trata- mento de água.A grande diferença entre eles e os condomínios conven- cionais que existem no mercado é que cada um destes benefícios é administrado com ferramentas de gestão empresarial. Precisa ter um plano de produção para atender a demanda, custos definidos, mão-de- obra e assim por diante. Só não visa o lucro. O condômino consome o serviço mais barato e pode pagar com dinheiro ou com trabalho volun- tário.Assim, assegura Sorrenti, é possível garantir a sobrevivência no próprio local.A descoberta mudou o rumo de sua vida. Sorrenti abando- nou a engenharia, tornou-se corretor de imóveis, escreveu um livro sobre o assunto e fundou a ONG Ecosustentável.Tudo para difundir os condomínios auto-sustentáveis. Saiba mais nesta entrevista. POR RAQUEL PINHO
  8. 8. 9 PAINEL IMOBILIÁRIO - Por que se apaixonou pelo condomínio auto- sustentável? SORRENTI – Eu me apai- xonei pelo estilo de vida no qual posso gerenciar os itens de sobrevivência, ter poder de decisão sobre eles, sobreviver a preço de custo, ao recuperar a na- tureza e viver com alta qua- lidade, e ainda pagar tudo com trabalho voluntário. Na realidade, meu entusi- asmo era trazer a idéia dos CAS (Condomínios Auto- Sustentáveis) para o Brasil como solução social. Em pouco tempo todo e qual- quer favelado ou depen- dente social, por meio do CAS, passaria a ter quali- dade de vida e, ao mesmo tempo, trabalharia para a recuperação do meio am- biente.Achei que,se os go- vernos federal, estaduais e municipais compreendes- sem os fundamentos de um CAS, iriam implementá-lo para solucionar todos os problemas ambientais, eco- nômicos e sociais. Infeliz- mente, estes governos ain- da não se interessaram como eu esperava. PAINEL IMOBILIÁRIO - Como corretor de imó- veis, de que forma apre- sentaria um condomínio auto-sustentável a um cli- ente? SORRENTI - Quem se in- teressa pelo CAS não é um cliente comum.Ele car- rega uma consciência ambiental e uma preocu- pação com o futuro da hu- manidade urbana. Ele é “fisgado” pelo lado filosó- fico e pela segurança de vida. O CAS garante a so- brevivência a preço de cus- to e o consumo do que lá é utilizado pode ser pago com trabalho voluntário. Um CAS é um jardim eco- lógico auto-sustentável que propicia segurança de vida. Este é o foco que sen- sibiliza as pessoas. PAINEL IMOBILIÁRIO - Você compara o CAS como aos kibutzim, isto é, fazendas coletivas de judeus que trabalhavam livremente no espaço e dividiam o lucro entre si no início do século pas- sado. Na sua opinião, o segredo da tão sonhada qualidade de vida está no viver em comunidade? SORRENTI - Os kibutzim existem até hoje e, graças a eles, Israel tornou-se o grande país que é na atu- alidade. Os CAS são uma mistura de kibutzim, em- presa, fazenda ecológica e condomínio. Num CAS, você é proprietário de sua casa e co-proprietário de todas as áreas comuns, como num edifício. O se- gredo da qualidade de vida é você contar, no local onde vive, com alimentos orgânicos, energia alterna- tiva, água coletada e purificada, reciclagem de 100% dos efluentes e do lixo.Tudo o que é básico para se viver está nas áre- as comuns, a preço de cus- to - chega a ser 10 vezes mais barato. Se estiver sem dinheiro para viver,o CAS lhe garante a sobrevivên- cia em troca de seu traba- lho voluntário. Segurança também é qualidade de vida.Veja a dificuldade que tem um desempregado com mais de 40 anos para sobreviver. O “sistema” é ingrato e está podre em sua filosofia. PAINELIMOBILIÁRIO-A sociedade atual entrou em um ciclo de extremo individualismo.Você acha que é fácil para as pesso- as adaptarem-se a esta cultura altruísta, de tra- balhar em prol do coleti- vo em detrimento dos in- teresses pessoais? SORRENTI - A administra- ção dentro de um CAS é empresarial. Não exige al- truísmo nem adaptações comunitárias.A coisa é bem profissional, com treina- mento, administração da mão-de-obra, alocação de custo, plano de produção etc. As suas atividades po- dem ser comparadas as de um operário numa fábrica. O CAS não interfere na sua filosofia, religião, nem na sua maneira de viver.Você pode continuar sendo o que sempre foi.A diferença é que você e sua família, num CAS, começarão a se envolver com as tecnologias sustentáveis e a conhecer melhor a nature- za, seus processos e suas maravilhas. Ali verão tam- bém o fruto de seu traba- lho transformar-se em itens de sobrevivência para to- dos. Mas você não é obri- gado a trabalhar. Pode pa- gar o condomínio com seus recursos, como é feito nas moradias convencionais. PAINEL IMOBILIÁRIO - Quais são os paradigmas das pessoas em relação ao assunto? Que preconcei- “O CAS não interfere na sua filosofia, religião, nem na sua maneira de viver. Você pode continuar sendo o que sempre foi. A diferença é que você e sua família começarão a se envolver com as tecnologias sustentáveis e a conhecer melhor a natureza, seus processos e suas maravilhas.” LUIZ AUGUSTO SORRENTI
  9. 9. 10 somem, quando o naufrágio do sistema e as condições climáticas começarem a comprometeroesquemade produção atual, quando a energia começar a faltar de novo e ficar ainda mais cara, quando o meio ambiente exigir uma postura de com- portamentodiferente,quan- do o paradigma antigo“pro- duzir, se locomover, consu- miredescartar”nãoformais possível, o CAS será a saída mais inteligente para se reestruturar a sociedade. PAINEL IMOBILIÁRIO - Onde existem CAS im- plantados? SORRENTI – Cinco funcio- nam nos EUA, quatro no Estado de Wisconsin e um emBakersfield,naCalifórnia. Na Austrália, onde surgiu, existem mais de 30. Na Eu- ropa, dois estão sendo construídos: um na Sérvia e outro na Dinamarca. Na África, uma colega que fez o curso comigo em 2001, está tirando as pessoas da favela para morar em um CAS, tudo financiado pelo gover- no do Marrocos. PAINEL IMOBILIÁRIO – E no Brasil? SORRENTI – Já existem CAS em implantação no município de Urussanga (SC). Em Parati (RJ), há uma área de 263 hectares com- prada para o empreendi- mento. Em Curitiba, estamos em fase de discus- são do pré-projeto, assim como em Goiânia (GO). Aos poucos, algumas pre- feituras também tem pro- curado mais informações. PAINELIMOBILIÁRIO-O site da ONG Ecosustentável é aberto para inscrições de pesso- as interessadas neste es- tilo de vida. Qual é o per- fil do público que se ins- creve? De onde elas são? SORRENTI -As pessoas da classe A e B são as mais interessados, e o traço em comum entre eleas é o nível de consciência. Não que o produto não interesse às classes mais baixas, mas acredito que somos procu- rados por pessoas de clas- ses mais altas porque elas têm uma percepção mais ampla acerca dos proble- mas do Planeta, da crise que estamos vivendo em níveis ambiental, econômico, soci- al e ético. Enxergam que os recursos naturais estão se esgotando, que os itens de sobrevivência são muito ca- ros e contaminados, que a natureza está cada vez mais comprometida e que um novo paradigma precisa ser implantado: produção cons- ciente, mínimo de locomo- ção e distribuição, consumo também consciente, reciclagemmáxima,eimpac- to ambiental mínimo. Prin- cipalmente, elas vêem a ne- cessidade de gerenciar ob- jetivamente os itens de so- brevivência. As localidades com mais inscrições para construção de CAS são nes- ta ordem: Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Campinas, Sul de Mi- nas, Goiânia, Belo Horizon- te, Fortaleza e São Paulo. PAINEL IMOBILIÁRIO - Como está o interesse dos goianos, especifica- mente, pelo CAS? SORRENTI - O estado de Goiás tem muita gente ins- crita. Existem pessoas que querem a construção de um condomínio auto-sus- tentável na capital e em Pirenópolis, nesta ordem. Creio que o Estado está en- tre os dez de maior deman- da. tos possuem? Muitas as- sociam um CAS a uma comunidade alternativa hippie? Qual é a diferen- ça entre elas? SORRENTI - Quando as pessoas conhecem superfi- cialmente o conceito do CAS, elas realmente cha- mam-no de “comunidade alternativa”, mas as diferen- ças são grandes. Nas comu- nidades alternativas, as de- cisões são pessoais e gera- m conflito. Agora, quando o grupo se organiza como empresa, os conflitos diári- os são minimizados pois as ações são racionais e prag- máticas. O CAS surgiu na Austrália,em1988,apósdez anos de estudos científicos. Ele incorpora as tecnologias sustentáveis às atividades do condomínio, assim como este inclui a sala de ginástica, a piscina e o salão de jogos. E tam- bém administra estas tecnologiaspormeiodetéc- nicas empresarias usando a mão-de-obra dos próprios condôminos, quando estes optam em lá trabalhar. PAINEL IMOBILIÁRIO - Você acha que, com o anúncio do aquecimento global, este estilo de vida ganhará novos adeptos? Ou as pessoas ainda não estão conseguindo partir para uma mudança mais profunda em seus hábitos e, assim, contribuir para o equilíbrio ambiental? SORRENTI - Quando as pessoas se derem conta que estãopagandoemmédiadez vezes mais que o preço de custo pelos seus itens bási- cos de sobrevivência, que elas não têm nenhum poder de decisão sobre o que con- “O cliente que se interessa pelo CAS carrega uma consciência ambiental e uma preocupação com o futuro da humanidade urbana. Ele é fisgado pelo lado filosófico e pela segurança de vida.” LUIZ AUGUSTO SORRENTI
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  11. 11. 12 Fiscalização Homem é preso por usar carteira do Creci falsificada Ele confessou que comprou carteira de estagiário falsificada por R$ 1.000. Creci investiga existência de quadrilha com atuação no Estado. Sem inscrição no Conse- lho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO), Carlos Alberto Vieira atuava tranqüilamente como corre- tor de imóveis na porta de um clube, em Caldas Novas, por- tando uma carteira de estagi- ário falsa, quando foi flagrado pelos fiscais do Creci. Este foi um dos resultados da força-tarefa de carnaval do Conselho, que contou com a atuação dos fiscais e teve o objetivo de varrer as irregu- laridades do setor imobiliário na cidade. No total, dez pes- soas foram autuadas por exer- cício ilegal da profissão. A ação foi coordenada, pesso- almente, pelo presidente do Creci, Oscar Hugo Monteiro Guimarães. Ao se apresentar aos fis- cais como corretor de imó- veis, Carlos Alberto Vieira mostrou o documento. Ime- diatamente, os fiscais perce- beram diferenças grotescas na assinatura, cor, data de vali- dade. Havia também a falta da chancela do Creci. Ele foi pre- so em flagrante, enquadrado no artigo 304 do Código Pe- nal Brasileiro. Na delegacia, Carlos Alberto confessou que com- prou a carteira por mil reais, mas não informou quem a vendeu ilicitamente. A infor- mação só veio a complemen- tar uma investigação paralela do Creci de que existe uma quadrilha no Estado venden- do carteiras falsificadas. A carteira profissional comprova que seu portador tem as devidas prerrogativas legais para trabalhar como corretor de imóveis. Já a car- teira de estagiário mostra que seu portador é um profissio- nal em formação. Cabe ao Creci a emissão destes docu- mentos. Para a sociedade, eles representam a garantia de que está sendo atendido por um profissional devidamente qua- lificado ou em formação. Vitória também em Catalão O Juiz de Direito Sandro Cássio de Melo Fagundes con- denou Gélio Antônio Borges a cumprir trinta dias de pri- são por trabalhar como cor- retor de imóveis sem ter for- mação técnica e inscrição no Creci, exigências da Lei Fede- ral 6530/78. A decisão foi proferida dia 12 de março. “Recebemos com satisfa- ção esta notícia, é sinal de que o Creci está realmente traba- lhando em defesa da catego- ria. O Ministério Público tam- bém tem sido muito atuante no combate ao exercício ile- gal da profissão”, disse o de- legado do Creci na cidade, Para evitar cair nas mãos de falsários, o Creci orienta que, após solicitar a carteira profissional de quem se apresenta como corretor de imóveis, o cidadão deve retirar, gratuitamente no site www.crecigo.org.br, a Certidão de Regularidade para conferir a veracidade dos dados. Veronde de Oliveira. Ele conta que Gélio era um contraventor contumaz em Catalão. “Ele era atuante e seus clientes acreditavam que era um corretor de imóveis”, conta. Entretanto, quando era abordado pela fiscalização do Creci, esquivava-se com res- postas evasivas. Desde 2002, a fiscalização do Creci vinha autuando-o. Um processo chegou ao judiciário, mas foi arquivado por falta de provas. Gélio teve seu nome ins- crito no rol dos culpados. Em razão do condenado reunir as condições objetivas do Arti- go 44 do Código Penal, a pena privativa de liberdade foi substituída por pagamen- to de multa, que será destina- da à Santa Casa de Misericór- dia de Catalão. CarCarCarCarCarlosloslosloslos AlberAlberAlberAlberAlbertototototo Vieira foi preso em flagrante durante força-Vieira foi preso em flagrante durante força-Vieira foi preso em flagrante durante força-Vieira foi preso em flagrante durante força-Vieira foi preso em flagrante durante força- tarefa em Caldas Novastarefa em Caldas Novastarefa em Caldas Novastarefa em Caldas Novastarefa em Caldas Novas
  12. 12. 13 Em Catalão, casos do exercício ilegal da profissão de corretor de imóveis che- gam com freqüência à mesa do titular da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Catalão, o promotor de justiça Roni AlvacirVargas.Fato que demonstra a atu- ação contínua da fiscalização do Creci e de seus representantes na cidade contra o falso corretor de imóveis. A eficiência do Conselho é um pon- to positivo. Mas não finda a batalha. O grande desafio para alcançar sucesso em uma ação, contra aqueles que insistem em atuar sem observar os pré-requisitos legais, depende das provas. Este foi o foco da palestra do promotor proferida du- rante o X Encontro de Delegados do Creci, que reuniu os representantes do Conselho de vários pontos de Goiás em Catalão. O recado pode parecer elementar, mas tem sua importância, especialmente nas negociações imobiliárias. “Normal- mente, os clientes são parte interessada e, por isso, não colaboram no processo, salvo se forem prejudicados”, observou o promotor. Dr. Roni explicou os aspectos práti- cos do processo de contravenção que, por ser de menor poder ofensivo, é en- quadrado na Lei 9099/95, permitindo a transação penal e a suspensão condicio- nal do processo. Mas é possível, assim mesmo, conter o exercício ilegal da pro- fissão. É que uma das “medidas despenalizadoras” deste instituto é o pa- gamento de multa, ou seja, o caso é en- cerrado mediante a contrapartida do acu- sado em desembolsar a quantia estima- da pelo Judiciário em prol de instituições de atuação social. Este valor pode se tornar penoso para o réu, se o trabalho de investigação for eficiente. “Normalmente, ao aplicarmos a Lei 9099/95, nós avaliamos a capaci- dade financeira de quem irá pagar a multa. Portanto, se o processo trouxer prova de que o réu tem boas condições, o fato será considerado”, afirmou o promotor Roni. Portanto, para levantar informa- ções, todos devem ajudar, corretores de imóveis e delegados, conclama o presi- dente do Creci, Oscar Hugo Monteiro Guimarães. “Afinal, o contraventor so- mente macula nossa classe”, concluiu. Promotor mostra a importância das provas para condenar contraventores Tanto delegados quanto corretores de imóveis devem co- laborar com as diligências realizadas pelos fiscais. O crescimento do número de contraventores condenados pela Jus- tiça é resultado de uma equipe atuali- zada,que age com padronização e har- monia. Após investir na capacitação contínua dos fiscais, nos últimos três anos, esta é a constatação do Creci. Os treinamentos foram responsáveis por eliminar o índice de erros da equi- pe na hora de lavrar os autos de in- fração e, com isso, diminuiu a quanti- dade de processos que eram arqui- vados por vícios.“Agora o índice de autos inválidos é quase zero” confir- ma Francisco Freitas, coordenador de fiscalização da instituição. A última capacitação aconteceu em fevereiro. Durante cinco dias, os fiscais assistiram palestras de assun- tos ligados a seu dia-a-dia: direção de- fensiva, porque viajam e dirigem mui- to; relações interpessoais e técnicas de abordagem, porque abordam e conversam com pessoas em suas in- vestigações; processo administrativo no Creci e o andamento do processo na Polícia Civil, porque esta é a se- qüência de seu trabalho; legislação, que deve embasar todas as suas ações; e Língua Portuguesa para que se ex- pressem com maior precisão e objeti- vidade. A programação agradou. “A pa- lestra que mais gostei foi a de direção defensiva. Mas para os fiscais que en- traram agora na equipe, achei mais importante à palestra de legislação” disse Emerson Pimentel. Fiscal há qua- tro anos, ele dá um exemplo de seu crescimento. “Antes eu fazia autos com declarações e indícios, mas aprendi que indícios não servem como prova”. Outra conquista das capacitações, acrescenta o coordenador de fiscali- zação Francisco Freitas, foi a padroni- zação de ações.“O trabalho não fun- ciona bem se não for uma engrena- gem, todos devem trabalhar do mes- mo jeito”, ressaltou. Ele salientou ain- da que o evento também promoveu o espírito de equipe. Capacitações ele- vam a eficiência da fiscalização O promotor de justiça, Roni Alvacir apoia eO promotor de justiça, Roni Alvacir apoia eO promotor de justiça, Roni Alvacir apoia eO promotor de justiça, Roni Alvacir apoia eO promotor de justiça, Roni Alvacir apoia e valoriza a ação fiscalizadora doCrecivaloriza a ação fiscalizadora doCrecivaloriza a ação fiscalizadora doCrecivaloriza a ação fiscalizadora doCrecivaloriza a ação fiscalizadora doCreci ENCONTRO DE DELEGADOS
  13. 13. 14 cia
  14. 14. 15 novo rumo Creci planeja seu futuro Após permanecer por uma década entre os conselhos profissio- nais mais atuantes do País, o Creci de Goiás vive uma nova fase. É hora de analisar as conquistas e tomar fôlego para ampliar as fronteiras de ação. É com este espírito que o planejamento estratégico está sendo elaborado nos últimos quatro meses: o de atualizar as metas e buscar novos ho- rizontes. Durante este perío- do, a equipe da WM & Asso- ciados dissecou toda a estru- tura organizacional do Creci e também seus projetos e ações. Tudo para propor um plano para que a instituição seja reconhecida até 2013, como uma entidade ética, cul- ta, austera, disseminadora dos conhecimentos imobiliários e afins, preocupada com o bem- estar dos colaboradores, da sociedade goiana e do meio- ambiente, cooperando com as entidades do mercado imobi- liário e o poder público – esta é a visão do Creci de Goiás a partir de agora. “É hora de planejar o fu- turo que desejamos”, diz Os- car Hugo Monteiro Guima- rães, presidente do Conselho. “Com o planejamento estra- tégico, a empresa ou institui- ção define o que faz e onde quer chegar. Tecnicamente, isso se chama missão e visão”, traduz Wagner Martins, con- sultor e diretor daWM&A. A definição da missão de uma empresa ou instituição é algo elementar,tarefa simples, mas ignorada por muita gen- te.“Por incrível que pareça, a maioria das empresas e pes- soas trabalha por trabalhar, sem saber de onde vem e para onde vai. Não tem objetivo, nem aspiração. Fica absorta”, diz o consultor. Para quem imaginou o objetivo pode ser o salário de cada mês,ele cor- rige. “Isso não é o objetivo, mas decorrência de uma boa atuação”, diz. Ter visão tam- bém é outra necessidade pri- mária. “Visão é a concretização de um sonho, com data e hora”, define o consultor. A equipe técnica é o foco das mudanças que acontece- rão no Creci.“Devemos lem- brar que uma empresa é um ser vivo, pois é formado por pessoas, daí o nosso cuidado com elas”, afirma Martins. Os profissionais foram ouvidos para a elaboração do plano de ação. Ferramentas de re- cursos humanos serão pro- postas para avaliar se o perfil psicológico de cada profissi- onal corresponde ao exigido pelo cargo que ocupa. A matemática entrará em ação para analisar o desem- penho da instituição. Em ou- tras palavras, a produtivida- de da equipe será mensurada de forma imparcial, por meio da linguagem dos números. “A partir da definição do pla- no de ação, definiremos indi- cadores de produtividade, da qualidade e da não-qualida- de para cada setor.Se houver aumento ou queda, será ana- lisado”, explica o consultor. Para a equipe interna, não há motivo para temores ou susto.“Pelo contrário, com o planejamento estratégico, fica- rá definido o papel de cada um.A organização tornará os gargalos mais evidentes, o que facilitará sua resolução”, sali- enta Oscar Hugo. Quem ga- nha também são os correto- res de imóveis.“Estamos indo além de nossa missão legal de fiscalizar o Creci. Nossa meta é ficar próximo do mercado imobiliário, propiciar o cresci- mento qualitativo dos corre- tores de imóveis e mais segu- rança à sociedade. Tudo isso começa a ser realizado a par- tir de nossa organização inter- na”, conclui o presidente. Preparar os profissionais do mercado imobiliário do Estado de Goiás, para que possam servir a sociedade com zelo, descrição e ética, tendo consciência sócio-ambiental e apresentar à catego- ria como uma solução para o uso e ocupação do solo. MISSÃO DO CRECI-GO DE GOIÁS VISÃO DO CRECI DE GOIÁS • Ter ética • Ser pontual • Prestar um serviço com qualidade • Valorizar os colaboradores • Apoiar o Profissional Imobiliário • Ser coercivo aos contraventores • Apoiar o meio ambiente • Disseminar os conhecimentos imobiliários Ser reconhecida até 2013, como uma entidade ética, culta, auste- ra, disseminadora dos conhecimentos imobiliários e afins, preo- cupada com o bem-estar dos colaboradores, da sociedade goiana e do meio-ambiente, cooperando com as entidades do mercado imobiliário e o poder público. VALORES DO CRECI DE GOIÁS Wagner Martins, consultorWagner Martins, consultorWagner Martins, consultorWagner Martins, consultorWagner Martins, consultor responsável peloresponsável peloresponsável peloresponsável peloresponsável pelo planejamento estratégicoplanejamento estratégicoplanejamento estratégicoplanejamento estratégicoplanejamento estratégico do Creci de Goiásdo Creci de Goiásdo Creci de Goiásdo Creci de Goiásdo Creci de Goiás
  15. 15. 16 Perfil Nos últimos três anos, a abertura de capital das gran- des incorporadoras e a políti- ca habitacional do governo trouxeram fartura de recursos, a queda de juros e um prazo a perder de vista para pagar o imóvel.Ampliou-se a oferta, e a variedade de produção para públicos de todas as classes. Finalmente, o sonho da casa própria começou a se tornar re- alidade para mais gente. Mas não foi so- men- te isso que aconteceu. O boom imobiliário também co- locou em evidência uma pro- fissão que tem atraído gente de todas as idades e de diver- sas áreas: a de corretor de imó- veis. Com o volume de lança- mentos nas alturas, está mais que aberto o período de contratação. As imobiliárias estimulam que interessados entrem para o ramo. Muita gente tem atendido ao chama- do. Na imobiliária dirigida por Euclides Marcante, 90% de sua equipe de vendas iniciou a pro- fissão lá mesmo. “No nosso quadro de profissionais temos dois professores, três publici- tários e quatro advogados” afir- ma. A profis- são que, no passado, chegou a ser depre- ciada por alguns e vista com desprezo por outros, agora é a bola da vez. O grande nú- mero de vagas disponíveis no mercado aliada as vantagens como a flexibilidade de horá- rios, a dinamicidade, o conta- to com o público, os altos ho- norários e a ascensão rápida são responsáveis por atrair os olhos para a atividade. “Os trêsmelhoresprofissionais,pre- miados no fechamento do ano de 2007, venderam 12 milhões de reais, e obteram ganho equivalente a 20 mil por mês”, cita Marcante a pujança do setor. Foram estas características que atraíram 532 estagiários e 583 corretores de imóveis, em 2007, registrou o Creci- GO.Os estagiários,que repre- sentam o público de iniciantes, somaram 52% a mais que no ano ante- rior. E, seguindo as ten- dências dos outros anos, a ju- ventude tem apostado suas carreiras no mercado imobili- ário. Quase a metade dos es- tagiários, 46%, tem entre 20 e 30 anos. A corretora de imóveis Sabrina Lucindo, 26, é um exemplo. Depois de exercer a advocacia por três anos, ela estava cansada da profissão. Sua rotina envolvia viagens ao interior para verificar proces- sos e muita correria para não perder prazos.Para manter-se no mercado, a jovem investia em cursos, estudava muito, mas, o retorno não lhe estava agradando. “Eu vivia estressada e o salário não compensava tanto esforço”, conta. Foi quando ela se lem- Profissão em alta: corretor de imóveis Advogados, administradores, vendedores e até bancários dei- xam suas antigas profissões e migram para a corretagem imo- biliária. Atividade também está na mira da juventude. Altas comissões, horários flexíveis e o bom momento do setor são para eles as principais vantagens da profissão. Por Raquel Pinho e Stephanie Silva Agora que entrou para o ramo, Fernando Cabral quer seAgora que entrou para o ramo, Fernando Cabral quer seAgora que entrou para o ramo, Fernando Cabral quer seAgora que entrou para o ramo, Fernando Cabral quer seAgora que entrou para o ramo, Fernando Cabral quer se especializar.especializar.especializar.especializar.especializar. “Quero buscar ainda mais conhecimento porque“Quero buscar ainda mais conhecimento porque“Quero buscar ainda mais conhecimento porque“Quero buscar ainda mais conhecimento porque“Quero buscar ainda mais conhecimento porque estudo não tem idade”diz.estudo não tem idade”diz.estudo não tem idade”diz.estudo não tem idade”diz.estudo não tem idade”diz.
  16. 16. 17 brou de seu tempo de estagiá- ria de Direito no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci de Goiás), em 2003. “Vi como o mercado imobiliário estava crescendo, e também o avanço da profis- são de corretor de imóveis, cada vez mais valorizada e res- peitada”, lembra a jovem. Sim- pática e comunicativa, Sabrina percebeu que tinha o perfil para a área e resolveu arris- car ser corretora de imóveis no ano passado. Feliz da vida, ela não ser arrependeu. Encon- trou na profissão o respaldo financeiro que desejava e a dinamicidade que lhe agrada, que lhe permite interagir com pessoas novas e vender o que gosta.“Meu diploma em Direi- to é apenas um complemento para minha atual profissão de corretora de imóveis”. No mesmo caminho tam- bém está o corretor de imó- veis Pedro Henrique de Oli- veira, 28 anos. “Encontrei-me profissionalmente, até minha auto-estima melhorou”, diz. Ele observa que as pessoas não são estimuladas a escolherem a profissão na adolescência ou juventude, mas, durante sua procura por um trabalho ren- tável, descobrem a atividade e se apaixonam por ela.“Só fica quem gosta, quem se identifi- ca com a profissão”, ressalta. Aos poucos, esta realida- de vem mudando. O jovem es- tagiário Diego Souza Curado, 21 anos, é um exemplo. Co- nheceu a profissão por meio de sua mãe, que tornou-se corretora de imóveis há dois anos. No período, o rapaz que estava passando pela fase de escolha profissional, identifi- cou-se com a atividade e de- cidiu que era isso que queria para seu futuro. “Eu não es- tou corretor,eu sou corretor” afirma. Balzacos Do outro lado da ponta, gente amadurecida também está abraçando a profissão de corretor de imóveis. A busca pela prosperidade, aliada à qualidade de vida, é um dos motivos que trouxeram 249 quarentões e quarentonas a entrarem para o mercado imo- biliário. Eles representam 43% dos novos corretores inscritos em 2007, no Creci. Depois de se dedicar por 10 anos à profissão de bancá- ria, Jusciene Schabbach, 38 anos, estava cansada da rigi- dez de horários. Em sua posi- ção, era complicado tirar uma hora até mesmo para levar o filho ao médico.“Buscava algo que me desse tranqüilidade para administrar minha vida pessoal, e assim, equilibrar mi- nha vida profissional também”, disse. Neste período ela esta- va concluindo o curso de Ad- ministração e conheceu ami- gos que faziam o curso de Negócios Imobiliários. Estes mostraram a profissão de cor- retor de imóveis para Jusciene, disseram que ela tinha o perfil que se enquadrava na ativida- de e a convidaram para en- trar no ramo imobiliário. Foi como juntar a fome com a vontade de comer. Além de ter mais controle sobre sua profissão, ela teria mais domí- nio sobre sua rotina e, ao mes- mo tempo, poderia fazer seu próprio ganho, outra vanta- gem que ela viu na profissão. Como uma boa bancária, Jusciene decidiu então inves- tir. Mas desta vez, não na área das finanças, mas em uma nova profissão. Concluiu Adminis- tração, e logo em seguida co- meçou a graduação de Negó- cios Imobiliários. No mesmo instante, começou a trabalhar na parte administrativa de uma imobiliária. ‘Fui contratada para ser corretora, mas, quis primeiro entender a parte bu- rocrática de uma imobiliária, todo o processo. Escolhi per- correr o caminho mais longo para entender bem, e fazer a diferença na profissão” Além de poder controlar sua carrei- ra e o seu ganho, o que para ela só depende do profissio- nal, Jusciene, descobriu outra vantagem no ramo imobiliário: “Quanto mais velha é a pes- soa, menor é a possibilidade de crescer em uma empresa comum, de ganhar uma pro- moção. Já no mercado imobi- liário acontece o inverso,por- que com o passar do tempo mais firmeza e confiança ela passa para o cliente.” enfatiza a ex-bancária e corretora de imóveis há um ano e meio, aproximadamente “Apesar de ver mais jo- “Quanto mais velha é a pessoa, menor é a possibilidade de crescer em uma empresa comum, de ganhar uma promoção. Já no mercado imobiliário acontece o inverso, porque com o passar do tempo mais firmeza e confiança ela passa para o cliente”. JUSCIENE SCHABBACH
  17. 17. 18 É fácil se tornar corretor de imóveis e ganhar gordas comissões? Nem tanto. “O profissional vindo de outra área precisa buscar conhecimento para se manter no mercado”, ressalta o empresário Domingos Euclides Marcante. Na imobiliária que dirige, cursos, palestras e reuniões técnicas são oferecidos semanalmente com este objetivo.Além disso, várias universidades oferecem a graduação tecnológica em gestão imobiliária, com dois anos de duração. “Antes para ser corretor você precisava ter um celular e um carro. Hoje isso mudou, é essencial ser formado, ter carisma e ser comunicativo”, afirma Leandro Daher, diretor de imobiliária. Ele aponta as vantagens de cada faixa etária.“Pesso- as mais velhas têm a vantagem de já chegarem com experiência no mercado em geral, e por isso possuem mais credibilidade. Já os jovens captam mais rápido as informações.Ambos possuem pontos positivos, por isso o que faz a diferença é o perfil comercial, essa é a nossa prioridade para contratar” ressalta Leandro. A corretora de imóveis Nancy GonçalvesVieira,34, está na profissão há cerca de um ano e também já aprendeu outra lição: quem entra no mercado com o foco apenas no ganho financeiro não vai muito longe. “Ser um bom corretor não é apenas ser um bom vendedor, saber contar uma boa história.Você tem que ser ético, vender sem enganar. Não precisa ser metódico! Pode ser amigo e parceiro do cliente se entender que neste negócio todo mundo tem que sair ganhando” afirma. Saiba quais são os atributos que o setor imobiliário procura no corretor de imóveis: vens entrando no mercado, acredito que para as imobiliá- rias é mais interessante ter pessoas maduras, porque elas representam segurança para o cliente” opina Fernando Cabral Icassati, 54 anos, outro que de- sembarcou no mercado imo- biliário há cerca de um ano. Após trabalhar como vende- dor na Sadia e como auxiliar de departamento em uma imo- biliária, decidiu unir estes co- nhecimentos e aceitar o desa- fio de ser corretor imobiliário. “Acho importante conhecer da área administrativa e de vendas. Isso facilita na hora de ajudar o cliente a encontrar o imóvel mais adequado para ele” afirma,com planos de ter- minar o curso de Administra- ção e fazer ao mesmo tempo um curso superior em Gestão Imobiliária para se especializar na área.“Quero buscar ainda mais conhecimento, porque estudo não tem idade, pode sempre se ampliar e aperfei- çoar” conclui. O caminho das pedras “Ser um bom corretor não é apenas ser um bom vendedor, saber contar uma boa história. Você tem que ser ético, vender sem enganar. Pode ser amigo e parceiro do cliente se entender que neste negócio todo mundo tem que sair ganhando”. NANCY GONÇALVES VIEIRA Sabrina Lucindo deixou a advocacia para se dedicar ao mercado imobiliárioSabrina Lucindo deixou a advocacia para se dedicar ao mercado imobiliárioSabrina Lucindo deixou a advocacia para se dedicar ao mercado imobiliárioSabrina Lucindo deixou a advocacia para se dedicar ao mercado imobiliárioSabrina Lucindo deixou a advocacia para se dedicar ao mercado imobiliário
  18. 18. 19 Conexão Lidar diariamente com as tecnologias e com os novos meios de comunicação é essencial, pois o atual corretor de imóveis usa os smartphones, os palms tops, msn, googletalk, e outros links da internet como ferramentas para agilizar seu trabalho. Atitude Para vender não basta ficar parado no stand de vendas à espera do cliente. É preciso ir atrás dele, ser ousado, saber captá-lo e atrair sua atenção. Atualização O cliente quer que você demonstre porque a sua proposta é o melhor negócio. Por isso, é indispensável estar por dentro das mudanças do mercado financeiro, da economia imobiliá- ria, das modalidades de financiamentos habitacionais e de todas as informações necessárias para uma boa argumentação. Comunicação Transmitir a transação imobiliária com clareza ao cliente faz toda a diferença. Uma pessoa comunicativa não é aquela que fala pelos cotovelos, e “acaba dando bom dia aos cavalos”. Pessoas comedidas também sabem se comunicar, porque o essencial não é ser extrovertido, e sim, se posicionar e ter postura na hora de conversar com o cliente. Dinamicidade A geração do vap-vupt, exige que o profissional trabalhe com rapidez e prontidão para facilitar a vida do cliente. O corretor de imóveis dinâmico consegue transformar em realidade os desejos do comprador. Empreendorismo O crescimento do setor imobiliário abriu as portas para muitas pessoas entrarem na profissão. Porém, para fazer a diferença no mercado é preciso investir na carreira.Além de ser graduado em Negócios Imobilários ou ter o títuloTécnico emTransações Imobiliárias,o profissional deve buscar por especializações. Ética Uma transação imobiliária bem feita, que satisfaz a todos, é mais importante que o valor da comissão para um genuíno profissional. Preocupar-se em adequar o imóvel certo ao orça- mento do cliente é uma primícia do corretor de imóveis ético e comprometido com o cliente, do profissional que vende sem enganar. Segurança Estar preparado para imprevistos e saber lidar com a inconstância e a concorrência do ramo é essencial para o profissional. O corretor de imóveis seguro tem estrutura emocional e sabe lidar com as pressões. Simpatia Um sorriso contagiante e uma aparência elegante são a porta de entrada para um bom negó- cio. Cultivar o bom humor e cuidar do visual são indispensáveis para conquistar o cliente. Vocação Ser um bom vendedor, identificar-se com o segmento imobiliário e com a área de construção civil são características de quem tem vocação para a profissão. Quando a vocação está presente, a satisfação em atender bem ao cliente está acima do ganho. Fontes: Borges Landeiro, CIA - Lançamentos Imobiliários, Conectiva Imóveis,Tropical Imóveis, URBS – Empreendimentos Imobiliários.
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  20. 20. 21 8ª CCA Após intermediar com su- cesso a venda de um aparta- mento no Setor Nova Suíça, em Goiânia, a cliente não pa- gou sua comissão.A única al- ternativa que restou ao cor- retor de imóveis Giovani Lobo foi buscar seus direitos na Jus- tiça. Segundo o reclamante, ela não quis pagar a comis- são porque se sentiu prejudi- cada com a demora do refinanciamento“.Ela não en- tendeu que a culpa não era nossa pela demora, e sim do agente bancário, o que pode- ríamos fazer para facilitar fi- zemos, porém, o restante só dependia do banco”, explica. Como ele já conhecia a 8ª Corte de Conciliação eArbi- tragem, a instância judicial fa- zia parte de seus contratos, há tempos. Foi lá onde o caso foi apreciado. O corretor de imó- veis reclamou o valor da co- missão no valor de R$ 5 595 no mês de setembro. Em um mês, o caso já estava resolvi- do. Ele conseguiu fazer acor- do com a cliente, recuperan- do sua comissão paga em cin- co parcelas no valor de R$ 1000.“O jeito mais fácil e ágil de se resolver um caso é por meio de um acordo na Corte. Se fosse procurar a justiça comum seria muito mais de- morado, nem sei quando iria recuperar esta comissão”, diz. A 8ª CCA oferece várias vantagens ao cidadão e ao corretor de imóveis. Os prin- cipais são atendimento rápi- do, de baixo custo e sem com- plicação. Para protocolar uma reclamação custa R$ 85, in- dependente do valor da cau- sa. Não é necessário consti- tuir um advogado. Para cor- retores de imóveis, o valor é ainda menor, R$ 65. O tem- po médio para a primeira au- diência, é de somente 15 dias, contados a partir da data de entrada da reclamação.“Eco- nomizamos custo por causa dos descontos no processo e tempo por causa da agilida- de”, traduz o profissional. Em razão de tantas vanta- gens, Giovani tornou-se um adepto da 8ª CCA, que é es- pecializada no mercado imo- biliário.“Ela é uma ferramen- ta de apoio ao meu trabalho. Eu entrei com as minhas cau- sas lá e tive sucesso, as pes- soas que conheço entram e também obtém. Precisamos ter o hábito de usá-la com mais freqüência”, salienta . Para fazer uso de suas van- tagens, o corretor deve inse- rir a cláusula compromissória da 8ª CCA em seus contra- tos. O conciliador-árbitro da instância, Fernando de Pádua Silva Leão Júnior, explica por que é ela tão importante“Des- ta forma, ficará pactuado que esta será a instância definiti- va para dirimir qualquer con- trovérsia relativa ao contra- to. Se o reclamado é citado e não comparece, o processo segue à revelia”, disse. Dife- rentemente acontece quando a cláusula compromissória não faz parte do contrato ou quando este não existe. Nes- te caso, o reclamado é ape- nas convidado a fazer um acordo, não sendo obrigado a comparecer na audiência A 8ª CCA tem oito anos de atuação. É referendada pela Lei Federal 9307/1996 e foi criada para dirimir toda e qualquer demanda da socie- dade relacionada a problemas contratuais e patrimoniais e, assim, desafogar o judiciário. Na audiência, tenta-se primei- ramente o acordo entre as partes.Se não houver o acor- do, o processo segue para ins- trução arbitral.A decisão,seja ela conciliada ou arbitrada, é um título executivo judicial, ao qual não cabe recurso. So- mente no ano de 2007, foram 1735 audiências realizadas, 1108 reclamações protocoladas, 820 acordos realizados em audiência, 228 acordos realizados em extra- autos, além de 83 julgamen- tos arbitrais. A instância funciona de se- gunda à sexta-feira, das 8h às 18 horas, na Avenida Anhanguera, 5674, Edifício Palácio do Comércio, 7º an- dar,Centro,Goiânia-GO.Para obter mais informações, ligue: (62) 3224 0984. Comissões recuperadas Instância é alternativa para corretores de imóveis e imobiliárias, que muitas vezes enfrentam problemas para receber seus honorários junto a clientes ou parceiros. Giovani Lobo foi um dos profissionais que usufruíram de seus benefícios no último ano. Giovani Lobo recuperou R$ 5 mil de honorários após recorrer à 8ª CCAGiovani Lobo recuperou R$ 5 mil de honorários após recorrer à 8ª CCAGiovani Lobo recuperou R$ 5 mil de honorários após recorrer à 8ª CCAGiovani Lobo recuperou R$ 5 mil de honorários após recorrer à 8ª CCAGiovani Lobo recuperou R$ 5 mil de honorários após recorrer à 8ª CCA
  21. 21. 22 Ajuste de conduta com MP disciplina anúncio de incorporação Breve, mais um lançamento aqui. Já estava se tornando co- mum ver placas com estes dizeres em Goiânia. Constru- toras e imobiliárias investiam em anúncios à frente do ter- reno para divulgar o empre- endimento que estava a ca- minho. Mas isto era possível às construtoras e proibido às imobiliárias. O impasse resol- vido dia 21 de dezembro, quando o promotor Maurício José Nardini, titular da 8ª Pro- motoria de Justiça – Urbanis- mo, e os presidentes do Creci- GO, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, do Sindimóveis- GO,Antônio Rosa de Mesqui- ta, e do Secovi-GO, Marcelo Baiocchi, assinaram o Termo e Compromisso de Ajusta- mento de Conduta para dis- ciplinar o anúncio de empre- endimentos em fase de apro- vação junto à prefeitura. A assinatura ocorreu no audi- tório do Creci de Goiás, con- tando com a presença e ade- são de imobiliárias da capital. Com o termo, as imobiliá- rias foram autorizadas a fixar placas no local do futuro em- preendimento para comuni- car que ali haverá um lança- mento, sempre com a ressal- va de que ele encontra-se em fase de aprovação. Em contrapartida, se comprome- tem em não realizar assinatu- ra de contratos, vendas ou reservas de unidades garanti- das por dinheiro, cheque ou qualquer outro título de va- lor econômico e nem a reali- zar anúncio fora do local do empreendimento (exceto internet). Isto porque, a rigor, qual- quer anúncio antes do regis- tro de incorporação é proibi- do pela legislação. Mas, en- quanto as construtoras, que são regidas pela Lei de Incor- porações, a 4591/64, encon- traram uma brecha legal para fazer o anúncio (Leia mais em “Brecha na Lei”), o decreto que regulamenta a atividade dos corretores de imóveis e imobiliárias, 81.871/78, não lhes deixa saída. O resultado é que as incorporadoras estavam pres- sionando as imobiliárias.“Com a nacionalização do mercado, ou seja, a chegada de empre- sasdeoutrosEstadosemGoiás, estava sendo questionado por- que não colocava a placa”, dis- seValoni Procópio, diretor su- perintendente daTropical Imó- veis. “Abrimos uma concessão para as imobiliárias anuncia- rem. Mas, em contrapartida, elas reforçam o compromisso de não efetuarem a venda sem oregistrodeincorporação,sob pena de receberem multa de 10 mil UFIRs diárias”, disse o promotor de justiça Maurício Nardini. Ele acredita que a multa terá o papel de coibir a O Termo e Compromisso de Ajustamento de Conduta conseguiu contemplar necessidades até então considera- das incompatíveis. Trouxe solução para as imobiliárias, que solicitavam autorização para divulgar o produto e, ainda, tem instrumento para coibir a venda camuflada de empreendimentos sem registro de incorporação. Por Raquel Pinho Normatização
  22. 22. 23 venda ilícita. Venda O problema do anúncio antes do registro de incorpo- ração não é necessariamente a placa, mas o que está por trás dela. As imobiliárias ale- gam que, com elas, só querem cadastrar clientes interessados no empreendimento prestes a ser lançado. Mas a fiscalização do Creci já apurou que a ven- da para os clientes também é efetuada neste momento. “E isto é grave, pois sem o registro de incorporação, o imóvel ainda não existe. Nos- sa preocupação é com a se- gurança do consumidor”, ob- servou Oscar Hugo Monteiro Guimarães durante as reuni- ões com as imobiliárias. Por isso, a permissão das placas chegou acompanha- O objeto do presenteTERMO E COMPROMISSO DEAJUSTAMENTO DE CONDUTAé a promoção de colaboração entreossignatárioseaderentesdeformaacoibirpráticasilegaiseabusivas,bemcomodisciplinaroanúnciodeincorporações econdomíniosantesdoregistronarespectivaserventiaimobiliária. TERMOS E CONDIÇÕES As partes signatárias e aderentes, a fim de atender ao objeto do presente TERMO E COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA, resolvem firmar as obrigações estabelecidas nas cláusulas seguintes: CLÁUSULA PRIMEIRA Preliminarmente, os COMPROMISSÁRIOS e ADERENTES reconhecem a atribuição constitucional do Ministério Públiconoseudeverdepromoveradefesadosinteressesdifusosdeformaagarantirumavidadignaàspresentesefuturas gerações,especialmentenoqueserefereàordemurbanística,ficandocientesdequeodescumprimentodopresenteTermo podeseradimplidoforçosamenteatravésdeAçãodeExecução,vistoqueodocumentoemtelaserevestedeformacomo título executivo extrajudicial, de acordo com o artigo 5º, § 6º da Lei 7.347/85. CLÁUSULA SEGUNDA A imobiliária e/ou corretor de imóveis que aderir formalmente às obrigações contidas no presente TERMO E COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA fica compromissado, até a aprovação da incorporação do empreendimentonaserventiaderegistroimobiliário,aobservarasseguintesregrasparaoanúnciopúblicoinstitucionalde empreendimentoimobiliáriotipoincorporaçãoeconstrução: I–oanúnciodeempreendimentoimobiliáriosomentepoderáserrealizadoapósoaderenteinformaraoCRECI/GOo númerodoprotocoloeascaracterísticasdoprojetodeincorporaçãoprotocoladonoórgãocompetentedaPrefeituraMunicipal deGoiânia; II–oanúnciosomentepoderáserrealizadonolocaldoempreendimentoouatravésdainternet,vedadooanúncioem qualqueroutromeiopublicitário,incluindojornais,folhetos,encartes,outdoorseplacasemoutraslocalidades; III – no anúncio deverá constar a ressalva de que o empreendimento está em fase de aprovação com destaque na mesmaproporçãodonomedoempreendimento; IV–noanúnciopoderáconstarostelefonesdaincorporadora/construtora,docorretordeimóveisoudaimobiliária,mas não poderá constar as expressões “vendas” ou “faça a reserva” e outros assemelhados; V – no anúncio não poderá constar a tipologia da fração ideal, da área comum e nem as condições do negócio, a exemplo:quantidadedequartos,metragem,equipamentosdelazer,segurança,formadepagamento,dentreoutros; VI–nolocalnãopoderáfuncionarstanddevendasenempoderáserfirmadocontratopreliminardevendaoureserva garantidapordinheiro,cheque,títuloouqualqueroutrovaloreconômico. Parágrafo Único: a adesão da imobiliária e do corretor de imóveis aos termos do presente ajuste dar-se-á mediante assinatura de Termo deAdesão junto ao CRECI/GO. ... CLÁUSULA QUARTA Ainobservânciadequalquerobrigaçãoaquiestabelecidaporpartedossignatárioseaderentesimplicaránaimposição demultasdiárias,atéaregularizaçãodainfração,novalorde10.000(dezmil)UFIR,aserdepositadonoFundoMunicipal de Desenvolvimento Urbano, sem prejuízo das responsabilidades administrativa, cível e criminal. Principais trechos do Termo PPPPPedro Bobroff:edro Bobroff:edro Bobroff:edro Bobroff:edro Bobroff: sem a autorização,sem a autorização,sem a autorização,sem a autorização,sem a autorização, as imobiliáriasas imobiliáriasas imobiliáriasas imobiliáriasas imobiliárias ficariam na contramão da rota dos investimentosficariam na contramão da rota dos investimentosficariam na contramão da rota dos investimentosficariam na contramão da rota dos investimentosficariam na contramão da rota dos investimentos
  23. 23. 24 A Lei 4591/64 classifica como crime contra a economia popular fazer comunicação falsa ao público. Trocando em miúdos, quando o incorporador afirma que “breve, mais um lançamento aqui”, ele está fazendo afirmação falsa porqueoempreendimentosóexistiráquandoforaprovadopelaprefeituraetiver registronoCartóriodeRegistrodeImóveiscompetente.Asconstrutoras,regidas porestalei,encontraramasoluçãoparafazeroanúnciosemoregistro.Passaram afazerressalvanoanúnciodequeoempreendimentoencontrava-seemfasede aprovação. “A afirmação deixava de ser falsa”, explica o assessor jurídico do Creci de Goiás, Eduardo Felipe Silva. Entretanto, se para as construtoras o problema estava resolvido, para as imobiliárias, não. É que o Decreto que regulamenta a atividade dos corretores de imóveis e imobiliárias, o 81.871/78, não deixa saída para as imobiliárias. Define como infração o anúncio sem o registro.Valeressaltar:semoTermodeAjustamentodeCondutacomoMinistério Público,asimobiliáriascontinuamsujeitasaprocessodisciplinarnoConselhoe podem ser penalizados com advertência, multa, suspensão ou cassação - caso anunciemempreendimentoemfasedeaprovação. Brecha na lei imobiliárias, que solicitavam uma solução para o impasse. O maior receio dos empre- sários era de serem descarta- dos pelo incorporador no pro- cesso de lançamento. “Se a construtora pode colocar a placa, ia chegar um ponto que ela mesma iria cadastrar os clientes e dispensar a imobi- liária”, salientou Valoni. “Vivemos da força capital. Se não trabalharmos pelo incorporador, perdemos a conta”, concordou Pedro da de rigorosa fiscalização, que ficou sob a responsabili- dade do Creci de Goiás. Para ter autorização para colocá- la no terreno no local do fu- turo empreendimento, a imo- biliária precisa assinar um ter- mo de adesão no Conselho, além de ficar obrigado a in- formar também o número de protocolo e as características do projeto de incorporação protocolado na prefeitura. Os fiscais vão acompanhar in loco se as vendas estão sen- do realizadas. Para o coordenador de fis- calização, Francisco Freitas, a mudança traz mais controle ao setor imobiliário. Ele lem- bra que a multa de 10 mil UFIRs, prevista para quem in- sistir em vender lançamento ainda não aprovado pela pre- feitura, é muito superior a da penalidade do Creci. Além disso, sua aplicação é muito mais rápida, pois não depen- de de processo. “Com isso, certamente a venda antes do registro de incorporação será inibida”, afirmou. Início A assinatura doTermo foi resultado de audiências reali- zadas pelo Creci com várias Bobroff, diretor da Cia Lan- çamentos Imobiliários. Para ele, era hora de atualizar as normas ao momento atual, em que a velocidade de ven- da dá o tom do mercado. “Caso contrário, ficamos na contramão da rota dos inves- timentos”, garantiu Para o diretor da Pontocom Imóveis, Brasil Cintra, a regulamentação do anúncio beneficia as imobili- árias que se pautam pela le- galidade. “Muito radicalismo só prejudica, até porque a imobiliária antiética não ob- serva a legislação”, lembrou. SERVIÇO: Para usufruir doTermo de Ajus- tamento de Conduta, as imobili- árias devem assinar termo de adesão na sede do Creci (3224 2299).Veja a íntegra do Ajuste de Conduta no site www.crecigo.org.br ou pegue a versão impressa na sede do con- selho. Promotor Maurício Nardini,Promotor Maurício Nardini,Promotor Maurício Nardini,Promotor Maurício Nardini,Promotor Maurício Nardini, Oscar Hugo,Oscar Hugo,Oscar Hugo,Oscar Hugo,Oscar Hugo, Antônio Mesquita e Marcelo Baiocchi durante a assintura do TAntônio Mesquita e Marcelo Baiocchi durante a assintura do TAntônio Mesquita e Marcelo Baiocchi durante a assintura do TAntônio Mesquita e Marcelo Baiocchi durante a assintura do TAntônio Mesquita e Marcelo Baiocchi durante a assintura do Termo:ermo:ermo:ermo:ermo: concessão acompanhada de fiscalizaçãoconcessão acompanhada de fiscalizaçãoconcessão acompanhada de fiscalizaçãoconcessão acompanhada de fiscalizaçãoconcessão acompanhada de fiscalização Eduardo Felipe Silva,Eduardo Felipe Silva,Eduardo Felipe Silva,Eduardo Felipe Silva,Eduardo Felipe Silva, assessor jurídico do Creciassessor jurídico do Creciassessor jurídico do Creciassessor jurídico do Creciassessor jurídico do Creci
  24. 24. 25 Ética profissional Relações permeadas pela ética é uma demanda que está ganhando fôlego nos últimos anos. Cansadas de engodos, trapaças e mentiras, as pesso- as estão buscando, em pro- gressão geométrica, relaciona- mentos pautados pelo respei- to, bom senso e coerência, tan- to no âmbito particular quan- to profissional. Obviamente, a tendência também afeta a realidade imo- biliária. A sociedade já não deixa passar em branco os deslizes cometidos pelos cor- retores de imóveis e imobiliá- rias.Amostra disso é que, em 2007, o Creci recebeu 52 de- núncias de comportamento antiéticodecorretoresdeimó- veis e imobiliárias. As denún- cias são feitas também pelos própriosprofissionaiseporins- tituições, como o Ministério Público. O julgamento fica a cargo do Tribunal Ético-Disciplinar do Creci de Goiás, que se empenha para dar uma res- posta à altura ao anseio do cidadão.“Nós nos desvencilha- mos do corporativismo há anos”, garante o coordenador da 2ªTurma Julgadora do Con- selho, Eduardo Seixo de Brito. Ele cita o rigor da penali- dade para uma das faltas mais graves apontadas pelo Códi- go de Ética, a apropriação indébita de valores.“As deci- sões têm sido convergentes no sentido de cancelar a inscri- ção do profissional ou empre- sa que se presta a esta condu- ta. Pode estar acabando o mundo, mas o dinheiro do cli- ente é sagrado”, diz. Além destas situações, en- tram em pauta também a falta de clareza na apresentação de contas e desentendimentos en- tre corretores de imóveis por causa de parcerias e divisão de honorários.São casos hor- ripilantes para a maioria e pra- ticados por uma minoria - diga- se de passagem. Mas é funda- mental que venham à tona para fomentar a cultura da ética.“Só assim, o Creci toma conheci- mento e pune a falha”, salienta o coordenador da 1ª Turma Julgadora do Conselho, José Machado Rezende. Ele lembra que a partir do momento em que uma pessoa é ofendida, re- clama e tem uma resposta co- erente, ela fica satisfeita e di- vulga o resultado, atraindo ou- tras que também passam por situações semelhantes. A celeridade no julgamento das denúncias é outro fator que tem estimulado o cidadão a in- sistir em seus diretos, avaliam Brito e Rezende. Desde 2002, o Conselho Federal de Corre- tores de Imóveis (Cofeci) facul- tou aos Conselhos Regionais a divisão do Plenário em Turmas Julgadoras.Em Goiás,foram for- madas duas turmas, dobrando assimacapacidadedejulgamen- to,umavezqueosconselheiros Julgamento sem corporativismo se dividiram em grupos para apreciar mais casos. Para quem ainda não sabe, todo corretor de imóveis e imobiliária precisam seguir a um Código de Ética (disponí- vel em www.crecigo.org.br). Reclamações acerca da con- duta dos profissionais e em- presas que chega ao Creci, por escrito,transformam-seemum processo ético. Qualquer pes- soa pode fazer a denúncia, in- clusive os próprios profissio- nais. A legislação faculta ao Conselho o poder de aplicar penalidades, que vão de cen- sura, passam pela aplicação de multas e chegam ao possível cancelamento de inscrição, para os casos denunciados. Sociedade já não deixa passar em branco os deslizes cometidos pelo mercado imobiliário. O jugalmento fica a cargo do Tribunal Ético-Disci- plinar do Creci de Goiás, que se em- penha para dar uma resposta à altu- ra ao cidadão. Conselheiro Márcio Belo faz o relato de processo julgado pela 1ª Turma Julgadora do CreciConselheiro Márcio Belo faz o relato de processo julgado pela 1ª Turma Julgadora do CreciConselheiro Márcio Belo faz o relato de processo julgado pela 1ª Turma Julgadora do CreciConselheiro Márcio Belo faz o relato de processo julgado pela 1ª Turma Julgadora do CreciConselheiro Márcio Belo faz o relato de processo julgado pela 1ª Turma Julgadora do Creci
  25. 25. 26 social Maísa Rabelo confere o poder da maquiagem depois de servir como modelo para a aula de make up realizada na I Semana da Corretora de Imóveis (1). Tempo de reconhecimento:o ad- ministrador Ronaldo Odorico Veiga recebeu homenagem das mãos do conselheiro José Ma- chado Rezende, por seus inúme- ros préstimos durante onze anos de dedicação (2); já os correto- res de imóveis da Bahia atribuí- ram ao presidente do Creci, Os- car Hugo Monteiro Guimarães, a responsabilidade pela revolu- ção cultural existente hoje no segmento imobiliário brasileiro.A homenagem foi entregue pelo vice-presidente do Creci da Bahia, NilsonArthur Prado (3). Caravana Momento de integrar-se, de conhecer e de tirar dúvi- das. De entender melhor o que faz o Creci, de desfazer paradigmas e de se engajar no seu projeto de desenvol- vimento e crescimento da ca- tegoria. É o que proporciona o Programa Creci nas Em- presas, uma iniciativa que já dura anos, porque ganhou a adesão dos corretores de imóveis e deu certo. Em fe- vereiro, a caravana do Creci visitou a turma da imobiliá- ria de Ricardo Fróes, a Open Door. Por amor Sobrinha do proprietário da Imobiliária Habitasul, Michelly Rodrigues está na cor- rida pela vida de seu irmão, Rhanyer Rodrigues, 24. O ra- paz está com leucemia e pre- cisa de um transplante. Nin- guém da família é compatível com ele. Em março, ela conclamou os corretores de imóveis para doação de medúla óssea, um procedi- mento simples e que pode salvar outras pessoas que pas- sam pelo mesmo problema. Saiba mais em www. doemedula.com. Luluzinhas No passado, a corretagem pertencia praticamente aos homens, mas atualmente as Luluzinhas representam mais de 25% dos profissionais em Goiás. Em homenagem a elas, o Creci promoveu a I Semana da Corretora de Imóveis, em março. Mas, para não deixar os Bolinhas de fora, eles fo- ram convidados para o encer- ramento, um happy hour com direito a show de poprock di- vertido com a Banda Capitão Taberna.Na foto à esquerda,o vocalista Gustavo Madeira com a corretora Oleida Rodrigues. 1 2 3
  26. 26. 27 Logo nos primeiros dias do ano, o Creci apareceu nos informativos do mercado imo- biliário e nos principais jor- nais de Goiânia para divulgar a assinatura doTermo e Com- promisso de Ajustamento de Conduta para disciplinar o anúncio de empreendimentos em fase de aprovação junto à prefeitura. Assunto foi pauta da TVAnhanguera. No carnaval, os veícu- los de comunicação de Caldas Novas abriram espa- ço para o Creci apresentar ao turista e sociedade local as dicas para realizar uma com- pra ou locação seguras. Du- rante todo o feriado, os fiscias realizaram uma campanha de orientação e fizeram uma ver- dadeira caça aos bruxos contraventores, que resultou inclusive em prisão em fla- grante de um falso profissio- nal. A RBC e o Jornal Da- qui também repercutiram o fato, em Goiânia.  Primeiro evento realizado pelo Progra- ma de Educação Ambiental, em 2008, a Palestra sobre o Novo Código de Edificações virou notícia na TV Anhanguera, dia 27 de fevereiro.  Os projetos de qualificação realizados pelo presidente do Creci de Goiás em todo País tem repercutido na imprensa de todo o País. Em 31 de janeiro, o jornal Gazeta deAlagoas divulgou a chegada de Oscar Hugo Monteiro Guimarães a Maceió com objetivo de levar ao estado os cursos superio- res para a formação dos cor- retores de imóveis. crecinamídia Em um caderno especial ela- borado pelo Diário da Ma- nhã com as perspectivas eco- nômicas para 2008, Oscar Hugo entrevistado falou sobre o crescimento do setor. Em outra entrevista,dia 13 de mar- ço,comentouonde comenta sobre o valor dos terrenos da Rua 115, que o Judiciário decidiu pertencer ao Esta- do.  Em matéria no Classimóveis do Diário da Ma- nhã, dia 25 de março, o con- selheiro do Creci,Walter São Felipe, foi capa do suplemento semanal e representou bem a categoria,mostrando a impor- tância do corretor de imóveis em uma transação imobiliária. No primeiro tri- mestre de 2008, o es- forço do Conselho Re- gional de Corretores de Imóveis de Goiás pela regularização, qua- lificação e organização do mercado imobiliário ganhou o reconheci- mento dos veículos de comunicação no Estado, que repercutiram suas principais ações. No pri- meiro trimestre, foram 29 participações na im- prensa. Confira, ao lado, as principais manchetes. 2 matérias publi- cadas em sites de notícias;  3 exibidas pela televisão; 4 entrevistas con- cedidas à rádios  20 matérias publicadas em veícu- los impressos.
  27. 27. 28 Qualificação Lei faculta mais uma tarefa para corretores de imóveis Uma mudança no Códi- go de Processo Civil garantiu um novo nicho de mercado aos corretores de imóveis. Nos processos de execução que envolvam pa- gamento em valores mone- tários e que o imóvel do devedor seja penhorado para quitar a dívida, é pos- sível que um corretor de imóveis seja nomeado para realizar a venda an- tes de o bem ir para hasta pública (leilão). Antes, no processo de execução, o leilão aconte- cia após a penhora do bem. Se não houvesse arrema- te, o credor poderia, só então, adjudicá-lo. Agora, a lei alterou essa ordem. Pe- nhorado o imóvel, o cre- dor optar por ficar com ele ou fazer a venda por iniciativa própria ou por meio de um corretor de imóveis. O leilão só acon- tece se for esgotada estas possibilidades. A venda direta é uma conquista para os corre- tores de imóveis.A Lei está lhe confiando uma atuação. Isso é sinal de que a confiabilidade da categoria aumentou”, considera o juiz corregedor Wilson Safatle Faiad. Entretanto, ele frisa, que a venda dire- ta é uma faculdade das par- tes. “A contratação do profissional não é obrigató- ria”, frisou. Provimento Se as partes concorda- rem com a venda direta, cabe ao juiz fazer a nome- ação do profissional, fixar o preço mínimo, o prazo para a venda e a forma de publi- cidade. Para definir os cri- térios desta nomeação, a Comissão de Legislação e Controle de Atos Norma- tivos da Corregedoria Ge- ral de Justiça do Estado ela- Nos processos de execução, o profissional pode ser nomeado para ven- der imóvel dado como pagamento da dívida antes do leilão. borou uma proposta, que encontra-se na mesa do Corregedor Geral de Justi- ça, desembargador Floria- no Gomes, e deve ser assi- nada a qualquer momento. “Caso seja aprovada, será transformada em Pro- vimento, válido para todo Estado”, disse Faiad, que preside a Comissão. Pela proposta, poderão ser no- meados apenas corretores de imóveis com mais de cin- co anos de exercício pro- fissional e, ainda, que não tenham sofrido sanção ou punição em sanção de pro- cesso ético ou criminal nos últimos três anos. “É preci- so selecionar profissionais éticos, até para não macular a imagem da categoria”, observou. Para ele, a venda direta traz benefícios também para as partes do processo, uma vez que há possibilidade de eliminar uma etapa morosa do processo - o leilão.“Uma das grandes preocupações da Justiça é agilizar procedi- mentos, por isso estamos empenhados nesta regula- mentação”, disse. Outra van- tagem, observa o juiz corregedor, são as chances maiores de se vender o bem pelo valor de mercado, já que, por meio do leilão, o imóvel acaba sendo vendido pela metade de seu valor. O corretor de imóveis Horley Maciel Melo já sentiu os benefícios da mudança. Neste ano, foi intimado pela 9ªVara Cível para apresentar proposta de honorários para fazer a venda de um imóvel penhorado em processo de execução.“Foi uma surpresa, não sabia desta nova incumbência”,disse. Satisfeito, ele considera que “a credibilidade depositada em nós, como categoria, é a maior conquista”. REFLEXO
  28. 28. 29 Gráfica e editora América
  29. 29. 30 pararefletir REVERÊNCIA AO DESTINO Falar é completamente fá- cil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que real- mente queremos dizer,o quan- to queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas cir- cunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a ver- dade quando for preciso. E com confiança no que diz. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar so- bre esta situação. Difícil é vivenciar esta situa- ção e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expres- sar o seu amor a alguém que CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE realmente te conhece, te res- peita e te entende. Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã... Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impul- sivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa. Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achá- vamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil. Fácil é dizer“oi” ou“como vai?”Difícil é dizer “adeus”, principalmente quando somos culpados pela partida de al- guém de nossas vidas... Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida.Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando to- camos a pessoa certa. Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só.Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua cons- ciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas esco- lhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las.Ter a noção exata de nossas próprias vi- das, ao invés de ter noção das vidas dos outros. Fácil é perguntar o que de- seja saber. Difícil é estar pre- parado para escutar esta res- posta ou querer entender a resposta. Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir,de ale- gria. Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensida- de, que se petrifica, e nenhu- ma força jamais o resgata.
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