Indicadores de Responsabilidade Social nas Empresas

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Indicadores de Responsabilidade Social nas Empresas

  1. 1. Indicadores de Responsabilidade Social nas Empresas<br />Prof. Dr. Paulo de Tarso Costa de Sousa<br />I Encontro Acadêmico Intercursos da FACITEC<br />26 a 30 de outubro de 2009 <br />
  2. 2.
  3. 3. Desejos e necessidades<br />
  4. 4. Desejos e Necessidades<br /> Sistemas industriais inerentes à sociedade<br /> Inseridos em uma estrutura econômica<br /> Sujeitos à influência:<br />Da sociedade<br />Da economia<br />Da tecnologia<br />Do meio-ambiente<br />4<br />
  5. 5. Desejos e Necessidades<br />As influências do ambiente são fatores de mudança das necessidades e desejos<br />As necessidades e desejos geram demandas por produtos<br />Produtos são absorvidos pelas corporações<br />Corporações utilizam informações e outros recursos<br />5<br />
  6. 6. Desejos e Necessidades<br />6<br />Políticas<br />Necessidades<br />e desejos<br />Sociedade<br />Planos<br />da reestruturação<br />Economia<br />Fatores<br />modificadores<br />Tecnologia<br />Poluição<br />Planos<br />da corporação<br />Demandas<br />Projeto de Produtos<br />Produtos<br />
  7. 7. Desejos e Necessidades<br />7<br />
  8. 8. Sociedade e Desenvolvimento Sustentável<br />Desenvolvimento Sustentável<br />8<br />“o desenvolvimento que atende as necessidades do presente sem comprometer a habilidade de futuras gerações no atendimento de suas próprias necessidades” <br />(World CommitteeonEnvironmentandDevelopment, 1987)<br />
  9. 9. Sociedade e Desenvolvimento Sustentável<br />Estágios da transformação tecnológica em relação ao meio-ambiente:<br />Ignorância – problemas ambientais desconhecidos<br />Falta de interesse - os problemas ambientais são conhecidos mas as pessoas não se importam.<br />Confiança na tecnologia – as pessoas esperam que as novas tecnologia resolverão os problemas ambientais.<br />Rumo à sustentabilidade – a sociedade se dirige ao desenvolvimento mais adaptado ambientalmente.<br />Sustentabilidade absoluta – o ciclo ecológico leva ao ciclo completo.<br />9<br />
  10. 10. Sociedade e Desenvolvimento Sustentável<br />Estágios representam um processo evolutivo<br />Evolução dos fatores de mudança possibilita mudança de estágio<br />Atenção maior para os sistemas sociais<br />Pessoas dão ênfase aos sistemas tecnológicos e econômicos<br />10<br />
  11. 11. Implicações para as corporações<br />Parceria para o desenvolvimento de novas estruturas regulatórias e abolição da postura negativa e de exploração<br />Novas organizações e fluxos de informação devem ser desenvolvidos. Integração do ambiente e tecnologia de forma responsável.<br />Desenvolvimento de uma contabilidade que considere os custos ambientais.<br />Ter uma visão mais holística da sociedade e da comunidade em que estão inseridas.<br />11<br />
  12. 12. Importância da avaliação para a sobrevivência e sustentabilidade da organização<br />Amadurecimento da sociedade brasileira: transparência, organização, fiscalização, resultados<br />Novo modelo de Gestão Pública – OCDE / Qualidade Total<br />Aumento da competitividade internacional / globalização<br />Questões ambientais / Amazônia<br />Fóruns internacionais / acordos – conceito de sustentabilidade<br />
  13. 13. Importância da avaliação para a sobrevivência e sustentabilidade da organização<br />A sobrevivência e a sustentabilidade<br />A manutenção ou criação de uma organização requer resultados (eficácia) de acordo com a missão a que a fez necessária, seja de caráter social, econômico, político etc., realizada da melhor forma (eficiência) e com impacto (efetividade) positivo e relevante junto ao público destinatário, via de regra, o nosso cliente.<br />
  14. 14. Importância da avaliação para a sobrevivência e sustentabilidade da organização<br />A sobrevivência e a sustentabilidade<br />Também, que esses resultados observem as bases da sustentabilidade, ou seja, considerem na determinação da eficiência, os aspectos relativos ao comprometimento com as gerações futuras, sejam eles ambientais, sociais, econômicos etc. <br />
  15. 15. Importância da avaliação para a sobrevivência e sustentabilidade da organização<br />A sobrevivência e a sustentabilidade<br />Daí a necessidade de uma gestão técnica de acompanhamento e controle do desempenho, capaz de atender tanto aos requisitos subscritos pela sociedade brasileira, como, também, aos interesses mundiais da definitiva sociedade global. <br />
  16. 16. O uso de indicadores como ferramentas básicas para a gestão da organização<br />Indicadores são definidos como sendo dados ou informações, preferencialmente numéricos, que representam um determinado fenômeno e que são utilizados para medir um processo ou seus resultados.<br /> Além de sinalizar possíveis desvios de rota nos planos traçados, os indicadores podem, ainda, ter caráter preventivo, contribuindo para a redução de gastos e para melhoria na eficiência dos processos de trabalho.<br />
  17. 17. O uso de indicadores como ferramentas básicas para a gestão da organização<br />Assim, pode-se afirmar que indicadores de desempenho são vitais às organizações porque atuam como instrumentos de planejamento e gerenciamento, apresentando medidas de gestão de processos e resultados, norteando em uma ótica maior, a realização da missão institucional. Daí a sua importância e necessidade de implementação na rotina diária das organizações.<br />
  18. 18. Indicadores de desempenho: conceituação, característica e classificação<br />CONCEITUAÇÃO<br />“Indicador de desempenho é uma relação matemática que mede, numericamente, atributos de um processo ou de seus resultados, com o objetivo de comparar esta medida com metas numéricas pré-estabelecidas”. (FPNQ, 1994)<br />“Gerenciar é controlar. Sem controle não há gerenciamento. Sem medição, não há controle.” (JURAN, 1992)<br />
  19. 19. Indicadores de desempenho: conceituação, característica e classificação<br />“Sistema de indicadores de desempenho é definido como um conjunto de pessoas, processos, métodos e ferramentas que, conjuntamente, geram, analisam, expõem, descrevem, avaliam e revisam dados e informações sobre as múltiplas dimensões do desempenho nos níveis individual, grupal, operacional e geral da organização, em seus diversos elementos constituintes.” <br /> (MACEDO-SOARES; RATTON, 1999)<br />
  20. 20. Responsabilidade Social<br />“O conceito de responsabilidade social aplicado à gestão dos negócios se traduz como um compromisso ético voltado para a criação de valores para todos os públicos com os quais a empresa se relaciona: clientes, funcionários, fornecedores, comunidade, acionistas, governo, meio ambiente.”<br />ETHOS. Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Disponível em: http://www.ethos.org.br/docs/empresas_entidades/associese/index.shtml. <br />Paulo de Tarso<br />20<br />
  21. 21. Responsabilidade Social<br />Responsabilidade social tem a ver com a consciência social e o dever cívico, dando-lhe o caráter coletivo. <br />Responsabilidade social busca estimular o desenvolvimento do cidadão e fomentar a cidadania individual e coletiva. <br />Filantropia tem como base o assistencialismo na forma de doações. <br />Paulo de Tarso<br />21<br />
  22. 22. Responsabilidade Social<br />Cidadania plena<br />MCINTOSH, Malcolm, et.al. Cidadania corporativa: estratégias bem sucedidas para empresas responsáveis. Rio de Janeiro: Qualitymark Ed., 2001. p. XVII<br />Paulo de Tarso<br />22<br />
  23. 23. Responsabilidade Social<br />Responsabilidade Social e o setor privado<br />“[...] os dados geram otimismo, sem dúvida, mas não garantem que a cidadania empresarial no Brasil, como todo processo recente e inovador, tenha superado todas as dificuldades”<br />Ruth Cardoso, Ex-presidentedo Conselho da Comunidade Solidária <br />Paulo de Tarso<br />23<br />
  24. 24. Responsabilidade Social<br />Dentre as dificuldades destacamos as seguintes:<br /><ul><li>acompanhamento e avaliação das ações sociais realizadas pelas empresas;
  25. 25. identificação de problemas sociais realmente prioritários;
  26. 26. mensuração do retorno dos projetos sociais em termo de bem-estar;
  27. 27. uso de metodologias eficientes</li></ul>Paulo de Tarso<br />24<br />
  28. 28. Responsabilidade Social<br />Estágios do exercício da responsabilidade social:<br /><ul><li>o primeiro estágio está relacionado com a empresa internamente em suas relações e investimentos com os funcionários
  29. 29. o segundo estágio está relacionado com o ambiente externo;
  30. 30. o terceiro estágio diz respeito às ações de cidadania por meio dos projetos sociais e da filantropia.</li></ul>Paulo de Tarso<br />25<br />
  31. 31. Mudança de Paradigma<br />
  32. 32. Mudança de Paradigma<br />
  33. 33. Indicadores Sociais<br />PIB per capita<br />IDH<br />ONU, década de 90<br />Qualidade de Vida não se resume è esfera econômica;<br />Renda, longevidade e escolaridade;<br />
  34. 34. IDH Brasil<br />
  35. 35. Indicadores Sociais<br />Indicadores de Desenvolvimento Sustentável<br />IBGE<br />Dimensões: ambiental, social, econômica, institucional<br />Relatório de Desenvolvimento Humano<br />ONU – http://hdr.undp.org<br />Baseado em grandes temas:<br />2009 – Ultrapassar barreiras: mobilidade e desenvolvimento humano<br />2007/2008 – Combater as alterações climáticas: solidariedade humano num mundo dividido.<br />
  36. 36. Indicadores Sociais nas Empresas<br />Selo Empresa Amiga da Criança.<br />Selo criado pela Fundação Abrinq para empresas que não utilizem mão-de-obra infantil <br />Devem contribuir para a melhoria das condições de vida de crianças e adolescentes.<br />ISO 14000.<br />O ISO 14000 é apenas mais uma das certificações criadas pela InternationalOrganization for Standardization (ISO). <br />O ISO 14000, parente do ISO 9000, dá destaque às ações ambientais da empresa merecedora da certificação.<br />AA1000.<br />O AA1000 foi criada em 1996 pelo Instituteof Social andEthicalAccountability. <br />Certificação de cunho social enfoca principalmente a relação da empresa com seus diversos parceiros, ou “stakeholders”. <br />Uma de suas principais características é o cárater evolutivo já que é uma avaliação regular (anual).<br />SA8000.<br />A “Social Accountability 8000” é uma das normas internacionais mais conhecidas. <br />Criada em 1997 pelo CouncilonEconomicPrioritiesAccreditationAgency (CEPAA), o SA8000 enfoca, primordialmente, relações trabalhistas e visa assegurar que não existam ações anti-sociais ao longo da cadeia produtiva, como trabalho infantil, trabalho escravo ou discriminação. <br />
  37. 37. Indicadores Sociais nas Empresas<br />GRI. O Global ReportingInitiative (GRI) <br />É atualmente um dos modelos de prestação de contas em ações sócio-ambientais mais completo que existe. <br />É amplamente utilizado por empresas multinacionais e tem o apoio das Nações Unidas. <br />Recentemente, o GRI completou sua comissão permanente para constantemente atualizar suas recomendações.<br />http://www.globalreporting.org/index.asp<br />
  38. 38. Indicadores Sociais nas Empresas<br />Instituto ETHOS<br />Tem por finalidade mobilizar empresas para a causa da responsabilidade social<br />Instituiu os indicadores ETHOS de Responsabilidade Social Empresarial<br />Os indicadores tratam dos seguintes temas:<br />Valores, Transparência e Governança<br />Público Interno<br />Meio Ambiente<br />Fornecedores <br />Consumidores e Clientes<br />Comunidade<br />Governo e Sociedade<br />http://www.ethos.org.br<br />
  39. 39. Indicadores Sociais nas Empresas<br />IBASE. O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) – <br />Através da figura do saudoso Herbert de Souza, o Betinho, foi o pioneiro na discussão de relatórios corporativos com enfoque social no Brasil. <br />O modelo proposto pelo IBASE começou a ser discutido em meados de 1997;<br />É um demonstrativo anual publicado pela empresa reunindo um conjunto de informações sobre projetos, benefícios e ações sociais dirigidas aos empregados, investidores, analistas de mercado, acionistas e à comunidade. <br />O modelo proposto pelo IBASE é hoje hegemônico no Brasil e ainda é bem atraente. <br />A principal característica do modelo é sua simplicidade e caráter voluntário.<br />http://www.balancosocial.org.br<br />
  40. 40. Indicadores Sociais nas Empresas<br />IBASE – Balanço Social – 10 anos<br />Categorias dos indicadores (43 quantitativos e 8 qualitativos)<br />Base de cálculo<br />Indicadores sociais internos<br />Indicadores sociais externos<br />Indicadores ambientais<br />Indicadores do corpo funcional<br />Informações relevantes quanto ao exercício da cidadania empresarial<br />Outras informações<br />
  41. 41. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  42. 42. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  43. 43. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  44. 44. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  45. 45. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  46. 46. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  47. 47. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  48. 48. Indicadores Sociais nas Empresas<br />
  49. 49.
  50. 50.
  51. 51.
  52. 52.
  53. 53. Conclusão<br />“O cidadão costuma pensar no que o governo deveria fazer. Mas as iniciativas urbanas mais inovadoras foram idéias locais, não de Washington. “ <br />ElinorOstrom<br />Prêmio Nobel de Economia<br />PENSAR: <br /><ul><li> LOCAL-GLOBAL
  54. 54. SUSTENTABILIDADE</li></li></ul><li>Conclusão<br />“As empresas existem para servir à sociedade, não o contrário; e as empresas que não o fazem – nem são vistas fazendo-o - fracassarão. “ <br />StephanSchmidheiny<br />GrupoNueva - Amanco<br />
  55. 55. Conclusão<br />
  56. 56. OBRIGADO !!!<br />Prof. Dr. Paulo de Tarso Costa de Sousa<br />http://paulotarso.com<br />ptarsosousa@gmail.com<br />

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