Pós operatório de cirurgia cardiovascular

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Pós operatório de cirurgia cardiovascular

  1. 1. <ul><li>* Dr. Casimiro </li></ul><ul><li>Interno De Anestesiologia </li></ul><ul><li>* Dr. Paulo Sérgio </li></ul><ul><li>Anestesiologista Da Equipe De Cirurgia Cardiovascular E Plantonista Da UTI-Cardíaca / HJM </li></ul><ul><li>Coordenador Da Especialização Em Anestesiologia </li></ul>
  2. 2. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Bom resultado em cirurgia cardíaca é decorrente: </li></ul><ul><li>Cuidadosa avaliação perioperatória </li></ul><ul><li>Manutenção da homeostase na sala cirúrgica </li></ul><ul><li>Cuidados pós-operatórios adequados (manejo racional das disfunções orgânicas) </li></ul><ul><li>Peculiaridades da cirurgia cardiovascular: </li></ul><ul><li>SRIS – Exacerbada </li></ul><ul><li>CEC </li></ul><ul><li>Parada circulatória total </li></ul><ul><li>Desequilíbrio de diversos órgãos </li></ul><ul><li>Equilíbrio homeostático baixa morbimortalidade </li></ul>
  3. 3. <ul><li>MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO INICIAL </li></ul><ul><li>Pormenorizada e eficaz </li></ul><ul><li>Permite diagnóstico precoce de complicações hemodinâmicas e ventilatórias </li></ul><ul><li>Avaliar as medidas com o bom senso procurando uma avaliação global do paciente. </li></ul><ul><li>Chegada do paciente a UTI </li></ul><ul><li>O intensivista deve seguir rotina pré-estabelecida: identificação e uma seqüência de formulação de questões (esclarecer o máximo) </li></ul><ul><li>Atenção: sinais vitais, monitorização, posição dos drenos e conexões do ventilador. </li></ul><ul><li>Realizar: exame físico, prescrição e coleta de exames </li></ul>
  4. 4. ROTINAS NO PO
  5. 5. <ul><li>Medidas gerais </li></ul><ul><li>Antibiótico profilático ( 24-48 ): </li></ul><ul><li>Cefazolina : </li></ul><ul><li>Dose: 30 mg/kg, EV a cada 3 hs </li></ul><ul><li>Se > 60kg: 2g </li></ul><ul><li>Vancomicina: </li></ul><ul><li>Associada a Cefazolina em casos especiais </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Profilaxia para TVP: </li></ul><ul><li>HBPM (Enoxaparina – 40 mg, SC, 1 x/dia, apartir 3 PO </li></ul><ul><li>Compressor pneumático ou meias compressivas – se contraindicações </li></ul><ul><li>Alto risco – combinado </li></ul><ul><li>Nosso serviço : HNF, 5.000 UI, SC, 12/12 hs após retirada do dreno </li></ul><ul><li>Profilaxia para úlcera de extresse: </li></ul><ul><li>Omeprazol, 40 mg, EV, 1 x/dia </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Monitorização : </li></ul><ul><li>Oximetria : (se associada a capnografia)– diagnostico: IRpA, extubação acidental, falência do respirador, pneumotórax </li></ul><ul><li>ECG (ST): realizado – chegada do paciente, a cada 12h (primeiras 48 h) e depois 1 x/dia – avalia sinais de isquemia e BAV </li></ul><ul><li>PA: por meio de PRESSÃO INVASIVA - fornece dados hemodinâmicos, volemia, avaliação da oxigenação (gasometria). Mantida por no mínimo de 24 h, por mais tempo se instabilidade hemodinâmica. </li></ul><ul><li>* PAM desejável > 70 mmhg </li></ul>
  8. 8. <ul><li>PVC: deve ser avaliada em medidas seriadas observando sua tendência . Avaliação associada a outros dados. PVC baixa geralmente é hipovolemia, mas PVC alta isoladamente tem pouca significância </li></ul><ul><li>Temperatura: verificada na chegada do paciente e periodicamente. Hipotermia sangramento. Hipertermia aumenta consumo energético </li></ul><ul><li>Gasometria (com lactato): </li></ul><ul><li>* Arterial - avalia equilíbrio intracelular (PH), oxigenação (PO2), ventilação (PCO2), perfusão tecidual (BE). Lactato arterial : avalia perfusão tecidual – valores elevados: hipovolemia, choque, baixo DC </li></ul><ul><li>* Venosa: perfusão tecidual (SVO2) </li></ul>
  9. 9. <ul><li>SVcO2 : parâmetro de perfusão tecidual. SVcO2 adequada > 65 %. SVcO2 baixa = hipovolemia, hipoxemia, anemia ou baixo DC </li></ul><ul><li>PAP e DC : somente em pacientes muito críticos, uso restrito </li></ul><ul><li>Débito urinário : avalia evolução clínica. Diurese mínima > ou = 1 ml/kg/h </li></ul><ul><li>Raio-x tórax : 1 x/dia até 2 PO </li></ul><ul><li>ECO : para diagnóstico – tamponamento, disfunção ventricular, isquemia, etc. Não é rotina </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Analgesia e sedação : </li></ul><ul><li>Analgesia : intervalos regulares ( prescrição de horário ), objetivo de determinar conforto e mobilidade evitando atelectasia e hipoxemia </li></ul><ul><li>Dipirona – 30 mg/kg/dose 6/6h </li></ul><ul><li>Tramadol – 50 a 100 mg 6/6h </li></ul><ul><li>Anti-inflamatório – uso restrito (devido sangramento) </li></ul><ul><li>Paracetamol – 750 mg 6/6h (se alergia dipirona) </li></ul><ul><li>Morfina – bollus, dose fracionada ou ACP </li></ul><ul><li>Analgesia peridural (cateter) ou subaracnóidea </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Sedação : se VM </li></ul><ul><li>Fentanil e midazolam em BIC </li></ul><ul><li>Propofol: evitado em pacientes instáveis </li></ul><ul><li>Etomidato: realização de procedimentos </li></ul>
  12. 12. <ul><li>REPOSIÇÃO VOLÊMICA </li></ul><ul><li>Objetivo : manter perfusão tecidual e oferta adequada de O2 </li></ul><ul><li>Cristalóide e colóide </li></ul><ul><li>Cristalóide: SF 0,9 % ou RL </li></ul><ul><li>Colóide: se hipoalbuminemia, anasarca, lesão pulmonar aguda ou se já foram usadas altas doses de cristalóide </li></ul><ul><li>*HIDROXIETILAMIDO 6% (VOLUVEM®) </li></ul><ul><li>CONTRA-INDICAÇÕES: insuf. renal, coagulopatias, hipernatremia </li></ul><ul><li>Albumina: hipoalbuminemia, incomum na hipovolemia – pode transmitir doenças e tem alto custo </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Monitorização da reposição volêmica </li></ul><ul><li>Clínica : </li></ul><ul><li>Bom nível de consciência </li></ul><ul><li>PAM > 65 mmhg </li></ul><ul><li>FC < 100 bpm </li></ul><ul><li>Diurese > 0,5 ml/kg/h </li></ul><ul><li>Pressões intravasculares : avaliar PAM, PVC e PCP </li></ul><ul><li>Se aumento da PVC > 3 mmhg/ 200 ml colóide – o volume intravascular foi maximizado </li></ul>
  14. 14. <ul><li>DC : se monitorado – um aumento de volemia que promove aumento do DC = melhora da perfusão tecidual </li></ul><ul><li>Perfusão tecidual : paciente com boa perfusão periférica, bom débito urinário, boa SVcO2, diminuição do BE e níveis normais de lactato = VOLEMIA ADEQUADA </li></ul>
  15. 15. <ul><li>COMPLICAÇÕES </li></ul><ul><li>1) BAIXO DC E SUPORTE HEMODINÂMICO </li></ul><ul><li>Definição : incapacidade do coração de manter fluxo sanguíneo / atender demanda metabólica tecidual </li></ul><ul><li>Diagnóstico : DÍCIFIL - necessita alto grau de suspeição </li></ul><ul><li>Clinicamente : hipotensão (PAS < 90 mmhg), rebaixamento do nível de consciência, ou agitação, confusão mental, coma, diminuição da temperatura dos membros (ext. frias), lentidão do enchimento capilar, taquipnéia, oligúria (DU < 30 ml/h ou 0,5 ml/kg/h) </li></ul><ul><li>Associado com : aumento da diferença arteriovenosa de O2, baixo IC (< 2,2 L/min/m2), baixa SVcO2 (< 60 %), aumento do lactato e acidose metabólica. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Parâmetros desejados no PO </li></ul><ul><li>IC > 2,5 L/min/m 2 </li></ul><ul><li>FC > 80 e < 100 </li></ul><ul><li>Pressão capilar pulmonar < 20 mmHg </li></ul><ul><li>Diurese > 0,5 ml/kg/h </li></ul><ul><li>SVO2 > 65 % </li></ul><ul><li>Extremidades aquecidas e bem perfundidas </li></ul><ul><li>Função miocárdica </li></ul><ul><li>Existe diminuição nas primeiras horas – O uso de drogas inotrópicas e vasodilatadoras pode ser benéfico. Retorna ao normal em 24 a 48 hs </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Etiologia (DC = FC x VS) </li></ul><ul><li>Alterações da pré-carga/ pós-carga </li></ul><ul><li>Diminuição da contratilidade </li></ul><ul><li>Taquiarritmias e bradiarritmias </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Tratamento </li></ul><ul><li>Corrigir arritmias </li></ul><ul><li>Adequar oxigenação e ventilação </li></ul><ul><li>Reposição volêmica e adequação do nível de HB </li></ul><ul><li>Fármacos: </li></ul><ul><li>* Inotrópicos : Dobutamina/ Milrinona/ Levosimendan </li></ul><ul><li>* Vasoativos : Dopamina/ Noradrenalina/ Adrenalina/ Vasopressina </li></ul><ul><li>* Vasodilatadores : Nitroprussiato de sódio/ Nitroglicerina </li></ul><ul><li>Suporte mecânico </li></ul><ul><li>BIAo </li></ul><ul><li>Dispositivos de assistência ventricular </li></ul>
  19. 20. <ul><li>SE Cateter De Artéria Pulmonar : </li></ul>
  20. 21. <ul><li>2) COMPLICAÇÕES PULMONARES E ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA </li></ul><ul><li>Causas significantes de morbimortalidade </li></ul><ul><li>Mais freqüentes: Atelectasia, pneumonia, broncoconstricção, hipoxemia, SDRA, insuficiência respiratória. </li></ul><ul><li>Atelectasia (ocorre em algum grau em 90 % dos pacientes submetidos a anestesia) – causas: compressão do parênquima pulmonar, absorção do ar alveolar e comprometimento da função surfactante. </li></ul><ul><li>Trauma cirúrgico (devido: mecanismos inflamatórios do trauma, instrumentação da via a érea, alteração da função mucociliar) – Redução da CRF e capacidade vital e a atelectasia pulmonar </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Se o paciente INTUBADO: exame físico e radiológico do paciente e ajuste dos parâmetros do respirador: </li></ul><ul><li>MODO VENTILATÓRIO: VCV ou PCV </li></ul><ul><li>Rotineiramente: VCV (VOL: 7 a 10 ml/kg) </li></ul><ul><li>PCV – se picos elevados de pressão de vias aéreas ou baixa complacência pulmonar. </li></ul><ul><li>* PEEP: 5 a 10 cmH2O (reduz a hipóxia PO) </li></ul><ul><li>EXTUBAÇÃO: estabilidade hemodinâmica; normotermia; ausência de sangramento; nível de consciência, oxigenação e ventilação adequados </li></ul>
  22. 23. <ul><li>3) ISQUEMIA MIOCÁRDICA </li></ul><ul><li>Ocorre no perioperatório em 3 a 30% dos casos aumento da mortalidade </li></ul><ul><li>Causas : revascularização incompleta, espasmo coronariano, trombose distal ou do enxerto, hipotensão arterial, anemia, HAS, taquiarritmias e má proteção miocárdica. </li></ul><ul><li>Fatores de risco: </li></ul><ul><li>- Pré-OP : angina ou IAM recente, lesão de tronco, triarterial, DM, disfunção de VE e reoperação </li></ul>
  23. 24. <ul><li>- Intra-OP : CEC prolongada, endarterectomia coronariana, revascularização incompleta, instabilidade hemodinâmica, taquiarritmia e FV na reperfusão </li></ul><ul><li>- Pós-OP : HAS, hipotensão e taquiarritmia </li></ul><ul><li>Diagnóstico: </li></ul><ul><li>- Clínico : DIFÍCIL, não esperar precordialgia (devido a sedação e analgesia) </li></ul><ul><li>- ECG : deve ser obtido na chegada o paciente ao CTI para comparação. Se: supra ou infra de ST, inversão de onda T, surgimento de ondas Q, BRD ou BRE novo , suspeitar de isquemia </li></ul>
  24. 25. <ul><li>- Enzimas : considera-se IAM peripoperatório se CK-MB massa > 2 x o normal ou Troponina + . CK-MB eleva-se de 4 a 6 h e pico com 8 a 12h </li></ul><ul><li>- ECO : avalia alterações da contratilidade segmentar do miocárdio </li></ul><ul><li>Tratamento : </li></ul><ul><li>1. Comunicar a equipe cirúrgica </li></ul><ul><li>2. Oxigenação adequada com SpO2 > 95% </li></ul><ul><li>3. Manter HB adequado (melhor transporte O2) </li></ul><ul><li>4. Adequar a volemia </li></ul><ul><li>5. Iniciar Nitroglicerina intravenosa </li></ul><ul><li>6. Manter PAM entre 70 e 90 mmhg. Se RVS aumentada associar Nitroprussiato de sódio </li></ul>
  25. 26. <ul><li>7. Beta-Bloqueadores </li></ul><ul><li>- Restrito a pacientes sem uso de aminas vasoativas </li></ul><ul><li>- Hipertensão, taquiarritmias ( FC>100 ), ausência de hipovolemia ou baixo débito </li></ul><ul><li>- Metoprolol: 5 a 10 mg, infusão de 1 mg/min até FC de 70 e PAM > 70 mmhg. Após 30 min, se paciente estável: metoprolol 25 mg, VO, 12/12 h ou atenolol 25 mg 12/12 h </li></ul>
  26. 27. <ul><li>* Após 15 min de nitroglicerina repetir ECG, se normal, manter medicação por 24 hs </li></ul><ul><li>* Se persistirem alterações ao ECG: </li></ul><ul><li>Avaliar hemodinâmica do paciente: </li></ul><ul><li>- Hemodinâmicamente estável: discutir c/ equipe cirúrgica angiografia de emergência </li></ul><ul><li>- Instável: discutir c/ equipe cirúrgica angiografia de emergência e iniciar drogas inotrópicas e/ou vasodilatadoras e BIAo </li></ul><ul><li>* Após alcançar estabilidade hemodinâmica: considerar uso de IECA e Estatinas </li></ul>
  27. 28. <ul><li>4) VASOPLEGIA </li></ul><ul><li>Síndrome vasoplégica – caracterizada por resposta inflamatória sistêmica que ocorre no PO nas primeiras 12 hs </li></ul><ul><li>Gênese multifatorial – envolve ativação sistema de complemento, ação de citocinas, oxido nítrico, ativação leucocitária e do sistema de complemento </li></ul><ul><li>Acentua a incidência de complicações: IRA e SDRA </li></ul><ul><li>30% dos casos é secundária a infecção e demanda tratamento específico </li></ul>
  28. 29. <ul><li>Diagnóstico </li></ul><ul><li>Hipotensão, diminuição da RVS, oligúria, DC (normal ou até elevado), febre, leucocitose, taquipnéia e taquiarritmia </li></ul><ul><li>Tratamento </li></ul><ul><li>Tem indicação de cateter de artéria pulmonar </li></ul><ul><li>Reposição volêmica – cristalóide até 4 L e após colóide </li></ul><ul><li>Vasopressores: usar se após volemia adequada a PAM < 65 mmhg – droga de escolha é a NORADRENALINA </li></ul><ul><li>Se vasoplegia > 12 hs após CEC ou sinais de infecção, colher: hemocultura ( 2 amostras em intervalos de 30 min), EAS e urocultura </li></ul>
  29. 30. <ul><li>Antibioticoterapia: </li></ul><ul><li>Grande desafio: indentificar e quando e qual antibiótico iniciar </li></ul><ul><li>* Antibiótico só se : febre, instabilidade persistente, leucocitose com desvio a esquerda (> 10 % de bastões), evidência clínica de bacteremia ou infecção de um determinado sítio </li></ul><ul><li>* Pós-vasoplegia – vasodilatadores qdo necessários, só iniciar após suspensão de aminas vasoativas. </li></ul>
  30. 31. <ul><li>5) TAMPONAMENTO CARDÍACO </li></ul><ul><li>- Aumento da pressão intrapericárdica por acúmulo de fluidos, caracterizado por: aumento das pressões intracardíacas, limitação progressiva do enchimento diastólico ventricular, redução do VS e do DC </li></ul><ul><li>Diagnóstico : </li></ul><ul><li>Aumento e equalização das pressões de enchimento D e E, hipotensão, instabilidade hemidinâmica, baixo débito cardíaco, pulso paradoxal, cessação ou redução abrupta do débito do dreno, alargamento do mediastino ao raio-x e diminuição da voltagem do ECG </li></ul><ul><li>TRIADE de BACK (Turgência Jugular, hipotensão e abafamento de bulhas) só em 30 a 40 % dos casos </li></ul>
  31. 32. <ul><li>* NÃO SE DEVE AGUARDAR O SURGIMENTO DE TODOS OS SINTOMAS - O SUCESSO DO TRATAMENTO DEPENDE DA PRECOCIDADE DO DIAGNÓSTICO </li></ul><ul><li>Conduta : </li></ul><ul><li>Acionar imediatamente o ecocardiografista e a equipe cirúrgica </li></ul><ul><li>Manter oxigenação, ventilação e estabilidade hemodinâmica (reposição volêmica, de hemácias e uso de vasopressores) </li></ul>
  32. 33. <ul><li>Intervenção </li></ul><ul><li>Pericardiotomia cirúrgica: tratamento de escolha </li></ul><ul><li>Pericardiocentese ou punção de Marfan: situações de emergência em que não é possível abordagem cirúrgica (ex: na PCR) </li></ul><ul><li>Sangramento no PO </li></ul><ul><li>Ocorre de 1 a 5 % no PO – com aumento da morbidade </li></ul><ul><li>Decorre: fatores inerentes ao paciente, a técnica cirúrgica, ao trauma tecidual e a CEC </li></ul>
  33. 34. <ul><li>Fatores de risco: reoperação, má técnica cirúrgica, plaquetopenia, uso de antiagregantes plaquetários, anti-inflamatório, corticosteroide, hepatopatia, anemia falciforme, talassemia, insuficiência renal, infecção, reversão inadequada ou efeito residual da heparina </li></ul><ul><li>CONDUTA NO SANGRAMENTO </li></ul><ul><li>Prevenção no CC, com técnica meticulosa e bom controle hemostático </li></ul><ul><li>Chegada no CTI questionar: TCA inicial e final, dose de heparina utilizada, dose de protamina e antifibrinolíticos </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Coleta de exames para pacientes de risco: além dos usuais, coagulograma e contagem de plaquetas </li></ul><ul><li>Manter bom controle da PA, equilíbrio metabólico e normotermia </li></ul><ul><li>Tolera-se sangramento de até 150 ml/h sem reposição de hemoderivados </li></ul><ul><li>Tratamento inicial do sangramento: protamina 25 a 50 mg + 100 mL de SF 0,9 % em 20 minutos (apenas para sangramento no máximo após 4 horas da última dose de heparina); </li></ul><ul><li>Se o sangramento for maior que 150 mL/h: </li></ul><ul><li>Coleta de coagulograma e plaquetas </li></ul><ul><li>Avisar a equipe cirúrgica </li></ul>
  35. 36. <ul><li>Desmopressina (DDAVP) (aumenta a atividade do fator VIII, fator de Von Willebran e liberação do ativador do plasminogênio): em sangramentos associados à uremia ou à disfunção plaquetária – dose 0,3 mcg/kg + 50 mL de salina em 15 minutos </li></ul><ul><li>Se coagulograma TTPa ou TP prolongados: transfundir plasma fresco 2 a 4 unidades </li></ul><ul><li>Se plaquetas < 100.000 : transfundir plaquetas 1 U/10 kg de peso </li></ul>
  36. 37. <ul><li>Se o sangramento persiste após plasma e plaquetas: avisar a equipe cirúrgica e, novo coagulograma, dosagem de fibrinogênio, produtos de degradação da fibrina e tempo de sangramento: se fibrinogênio < 100 mg/dL ou se TTPa persiste anormal apesar do plasma: Crioprecipitado 1 U/10 kg ; </li></ul><ul><li>Suspeita de fibrinólise: fibrinogênio baixo associado a aumento dos níveis dos produtos de degradação da fibrina especialmente em reoperações: Ácido épsilon-aminocaproico 25 mg/kg IV em 1 hora, seguido por uma dose de 1 g/h por 4 a 5 horas; </li></ul>
  37. 38. <ul><li>* Indicação de Abordagem Cirúrgica </li></ul><ul><li>Taxas de sangramento de 200 mL/h de 4 a 6 horas; </li></ul><ul><li>Taxas de sangramento maior que 1.500 mL em 12 horas </li></ul><ul><li>Súbito aumento no débito dos drenos ( 300 a 500 mL) </li></ul><ul><li>Suspeita clínica de tamponamento. </li></ul>
  38. 39. TROMBOELASTOGRAMA TROMBOELASTOGRAFIA – AVALIAÇÃO DINÂMICA DA COAGULAÇÃO GRÁFICOS E INTERPRETAÇÃO
  39. 40. <ul><li>6) ARRITMIAS NO PO </li></ul><ul><li>* Ocorre em geral em 40 % dos pacientes </li></ul><ul><li>Mais comuns : </li></ul><ul><li>PO imediato: ventriculares </li></ul><ul><li>1 ao 5º dia: supraventriculares </li></ul><ul><li>Causas : sensibilidade do miocárdio aos anestésicos, pericardite, arritmias pré-existentes, efeito de aminas vasoativas, digitálicos, distúrbios metabólicos (K+ e Ca++), acidose, uremia, hipoxemia, dor, hipotermia, isquemia coronariana, edema ou hemorragia do sistema de condução, trauma cirúrgico por suturas em trocas valvares </li></ul>
  40. 41. <ul><li>Tratamento geral </li></ul><ul><li>Correção adequada dos DHEAB </li></ul><ul><li>Estado do paciente: </li></ul><ul><li>* Se estável : abordagem farmacológica </li></ul><ul><li>* Se instável : cardioversão ou desfibrilação </li></ul><ul><li>FA (mais freqüente no PO) </li></ul><ul><li>30 % CRVM </li></ul><ul><li>Até 60 % de cirurgias valvares </li></ul><ul><li>Tratamento: tem como objetivo - Controlar a FC, reverter e manter rítmo sinusal e prevenir embolias) </li></ul>
  41. 42. <ul><li>Se instabilidade : cardioversão – 200 a 300 Joules </li></ul><ul><li>Se paciente estável : </li></ul><ul><li>AMIODARONA : 1ª escolha </li></ul><ul><li>150 mg IV em 100 mL de SF em 30 minutos </li></ul><ul><li>Se 15 min após término da infusão o paciente persistir em FA, repete-se a dose em bollus </li></ul><ul><li>Após esta, se o ritmo é sinusal - iniciar a infusão contínua (paciente < 60 kg: 900 mg de amiodarona em 250 mL de SF em 24 h; paciente > 60 kg: 1.200 mg por 24 h </li></ul><ul><li>Após dose venosa, seguir: A - 200 mg VO a cada 8 h por 14 dias // B - 200 mg a cada 12 h por mais 14 dias // C - 200 mg/dia. </li></ul>
  42. 43. *Sempre repor até Mg++ > 2 Meq/dl ou 0,7 mmol/L *Sempre repor até K+ > 4 Meq/dl Drogas para controlar a FC
  43. 44. <ul><li>Se continuidade da arritmia por 48 h, suspende-se amiodarona e inicia-se droga para controle da FC </li></ul><ul><li>Iniciar anticoagulação: Enoxaparina 1 mg/kg/dose 12/12 h </li></ul><ul><li>Nova tentativa de cardioversão após 24 hs de anticoagulação ou após ECOtransesofágico </li></ul><ul><li>Se pericardite: hidrocortisona 200 mg, EV, 8/8h </li></ul>
  44. 45. <ul><li>7) ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS </li></ul><ul><li>Incidencia é de 0,4 a 5,4 % </li></ul><ul><li>Maioria dos eventos ocorre nos primeiros dois dias após a cirurgia. Muitos desses eventos têm apresentação silenciosa, em decorrência de microembolização, contribuindo para a disfunção cognitiva em longo prazo </li></ul><ul><li>Acidente vascular cerebral é a mais grave e temida (incidência de 0,8 a 5 % no PO de CRVM) </li></ul>
  45. 46. <ul><li>Causas : história de doença cerebrovascular, doença arterial periférica, diabetes, hipertensão, reoperação, cirurgia de urgência, circulação extracorpórea prolongada, politransfusão, idade > 70 anos, doença ateromatosa em aorta ascendente, manipulação da aorta ascendente, fibrilação atrial pós-operatória, valvas metálicas. </li></ul><ul><li>Crise convulsiva: </li></ul><ul><li>Diazepam 5 a 10 mg EV </li></ul><ul><li>Fenitoina: prevenção de novos quadros- 10 a 17 mg/kg EV </li></ul><ul><li>DOSE MÁXIMA: Até 41 kg, 3 ampolas/dia; 41 a 54 kg 4 </li></ul><ul><li>ampolas; 54 a 68 kg 5 ampolas; 68 a 81 kg 6 ampolas </li></ul>
  46. 47. <ul><li>REFERÊNCIAS: </li></ul><ul><li>MELO, D. T. P.. Pós-operatório de Cirurgia Cardíaca . Disponível em: http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/ 3417 /pos_operatorio_de_cirurgia_cardiaca.htm </li></ul><ul><li>NUNES, M. F. C. B. ...[et al.]. Pós-operatório de Cirurgia Cardíaca. In: Nicolau, J. C. ...[et al.]. Condutas Práticas em Cardiologia . Barueri, SP: Manole, 2010. p. 482-504 . </li></ul>

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