Durval Muniz de Albuquerque Júnior: um"experimento" foucaultiano que deu certo?• Paraibano, filho de Campina Grande e de u...
DURVALINO......• É o autor; mas o que é um autor?-, da “invenção do Nordeste” e de“Nordestino- uma invenção do falo” e coa...
Durval Muniz: uma biografia (im)possível.• Segundo Durval Muniz: “(...) o gesto biográfico fazparte da estratégia de memor...
DURVALINDO.....• Quantos em um só são os “Durvais” que sejam possíveis mostrar?• O filho de um “paraibano” e uma mãe pauli...
DUDU....• Uma “coisa” é certa: todo e qualquer procedimentobiográfico faz parte do processo de internalização daprópria id...
Vamos deixar de “preliminares” e vamos aos fatos ouseria aos “Durvais”?• Nasceu em Campina Grande, Paraíba, em 22 de junho...
DURVALÁLÁ• Neste mesmo período fica sabendo que o desejo que sente é chamado dehomossexualidade.• Aprovado no Vestibular d...
MEU REI...• Tendo concluído a graduação, faz seleção para o Mestrado em HistóriaSocial do Trabalho na Universidade Estadua...
JÚNIOR...• Na UNICAMP entrara em contato com o pensamento de Michel Foucaulte com a nova história, que mudaram sua forma d...
PROFESSOR...• Em 1994 defende a tese intitulada O Engenho Anti-Moderno: a invenção do Nordeste eoutras artes, perante a ba...
FESSOR....• Em 2002, com a criação da Universidade Federal de Campina Grandepassou a fazer parte de seus quadros até sua r...
2. Durval Muniz de Albuquerque e Durval Muniz deAlbuquerque Júnior: “(...) por me ensinar, ao longo dos anos, asdores e as...
MESTRE....• Fiz muitas festas em minha casa em Campina Grande, onde dividia a mesma comoutros colegas estudantes da gradua...
3. Durval: uma estética da existência?• A verdade para Durval não era para ser descoberta ou revelada, mas vivida e pratic...
DOUTOR....• Eu, Tatiana, Ana Lúcia, Carlos Cavalcante, Rodrigo e VivianeCeballos além, obviamente, de tantos (as) outros (...
4. Durval Muniz: o professor e amigo- a História a serviço davida!• Minha matrícula na UFPB era 3197-0. Minha primeira aul...
AMIGO......• Nas reuniões de orientação de pesquisa do grupo de estudo sobre a história doscostumes voltada para a invençã...
DURVAL• As reflexões e os ensinamentos propostos por Durval a nós eram muitomais em relação à ética do que a moral. Se a é...
DURVAL MUNIZ...• O professor orientador, mestre e amigo Durval Muniz nos ensinavam a “somar”para agregar, mas através de s...
5. O “sujeito”, uma questão central: tanto para Foucaultassim como, para Durval• A vida e a filosofia foucaultiana se conf...
NORDESTINO......• Liguemos a televisão. Um “careca do ABC”, de aproximadamente 1,65m de altura, olha fixo paraa câmera e d...
NORDESTE...• Influenciado pela “arquegenealogia foucaultiana” Durval Muniz se propôs, naépoca do mestrado na UNICAMP, a ma...
FOUCAULT• Formação e militância política estudantil desenvolvida nesse período que o distanciava daformação “básica” da fa...
6. Durval Muniz “advogando” a favor de Guimarães Rosa: nocombate á intolerância.• Durval pertence a uma tradição teórica e...
CERTEAU...• Conhecemos Durval Muniz a dezesseis anos, podemos afirmar que o próprio se viu e se sentiu como um “terceiroex...
UMA BRECHA ENTRE O DIZER E OFAZER..• Deixarei a “palavra final” com o biografado: oque você tem a dizer sobre Foucault?• S...
Referências bibliográficas• Durval Muniz de Albuquerque Júnior é doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas...
Mas afinal para que serve a história?• A história tem a importante função de desnaturalizar o tempopresente, de fazê-lo di...
Durval muniz de albuquerque júnior
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Durval muniz de albuquerque júnior

  1. 1. Durval Muniz de Albuquerque Júnior: um"experimento" foucaultiano que deu certo?• Paraibano, filho de Campina Grande e de um pai “macho” e uma mãepaulista. Também é professor de História e aluno da vida!• Ensina história e cidadania a partir de sua “filiação” ao pensamentofoucaultiano. Tem “carteirinha” e tudo mais (...).• Parece ser um “paulista”, mas dizem que ele é “paraibano”. Ele não se dize nem “fala”, mas gosta do “falo” e se apresenta como um “texto” emconstante (des) construção. Não é um “vulcão” em erupção, mas podefazer de um “formigueiro” uma cadeira.• Admirado por dezenas de centenas e criticado por dezenas de “colegas”!Parece fazer o bem sem olhar a quem. O “mau-costume” (?) que dizem efalam ter, tem produzido bons historiadores (as).
  2. 2. DURVALINO......• É o autor; mas o que é um autor?-, da “invenção do Nordeste” e de“Nordestino- uma invenção do falo” e coautor de tantas vidas“infames” marginalizadas na historiografia e na vida.• Por que, então, falar dele? Falar desse “niilista de cátedra”?• Ele é uma “biografia” quase possível, mas ele sabe História como“poucos”. Sabe ensinar História como pouquíssimos. Conhece avida assim como é a relação entre a sensibilidade e a “pele”.Acredita que a História serve a vida, dessa forma, transforma oensino e o aprendizado da História numa “verdade” atrativa econsequente. Não “faz” e nem “cria” alunos (as), produz vidas,forma historiadores (as) aptos para os “ossos” do ofício.• “Falar” dele é, ao mesmo tempo, aprender um pouco de Nietzsche,de Foucault, De Certeau, de Thompson, de Marx, de Freud, de nósmesmos (...). Se ler é desatar “nós”, ele é o cara!
  3. 3. Durval Muniz: uma biografia (im)possível.• Segundo Durval Muniz: “(...) o gesto biográfico fazparte da estratégia de memorização dos sujeitos, desua constituição a serviço de interesses de um dadomomento (...)”.• Sendo uma prática do saber e do poder, a biografiavisa criar no Ocidente, um indivíduo que se resumenuma tentativa de reduzir uma vida a alguns de seustraços, de suas marcas, desconhecendo o quantoesta excede a qualquer escrita, embora, esta, muitasvezes, como nos diz Durval Muniz, também possasalvar vidas de seu total esquecimento.
  4. 4. DURVALINDO.....• Quantos em um só são os “Durvais” que sejam possíveis mostrar?• O filho de um “paraibano” e uma mãe paulista? O Durval natural de CampinaGrande e, portanto, campinense torcedor do “treze”? O “canceriano” nascido nodia 22/06/61? O “camponês” que limpou mato, plantou e colheu milho, feijão ealgodão, alem de ter “tangido” boi? O filho do “fazendeiro” dona da fazendaNossa Senhora Aparecida ou o filho da mãe “professora” que lhe alfabetizou? Ocasado com uma mulher ou o apaixonado por homens? O Durval sensível que“psicosomatiza” os anseios diversos do (s) outro (s) sabendo, entendendo,ensinando e vivendo com as alteridades humanas? O aluno do “Padre Inácio” ou oresidente da “Liberdade”, em Campina Grande? O Durval “urbano” ou o “rural”?Aprendiz do “José Américo de Almeida” (atual Colégio Estadual da Prata) ou o “fielcristão” da Igreja de Bodocongó? O Durval do ano de 1978 atingido por uma“forrageira” ou o Durval “aberto” a novas descobertas? O Durval aluno da URNE eUEPB ou professor do Curso Campinense? Militante dos movimentos sociaisestudantis ou locutor do “Lula”? Aquele que abandonou a Igreja ou o que“acolheu” Marx? Quem é o “verdadeiro” Durval- O da UEPB? O da UNICAMP? O daUFPB (atual UFCG), o da UFPE ou o da UFRN?
  5. 5. DUDU....• Uma “coisa” é certa: todo e qualquer procedimentobiográfico faz parte do processo de internalização daprópria ideia de “eu” no Ocidente, a ideia de quetemos uma verdade interior, uma essência, umsegredo que pode ser apanhado, flagrado aos poucos,em cada atitude nossa, em cada marca que deixamosno mundo. Como diria Michel Foucault a biografia ou aautobiografia• (...) é uma escavação ao infinito, onde jamais sechegará a uma imagem definitiva do biografado. Serásempre possível, como o discurso médico e o discursojurídico fizeram com Riviére, esculpir novas figuras desujeito e atribuir-lhes o mesmo nome.
  6. 6. Vamos deixar de “preliminares” e vamos aos fatos ouseria aos “Durvais”?• Nasceu em Campina Grande, Paraíba, em 22 de junho de 1961, embora seu pai otenha registrado como tendo nascido a 20 do mesmo mês. Viveu até os 14 anos nafazenda Nossa Senhora Aparecida, município de Boqueirão, região do caririparaibano, onde correu atrás de vacas e cabras, onde limpou mato, plantou ecolheu milho, feijão e algodão. Aí também estudou até o antigo quarto anoprimário, tendo sido ensinado por sua mãe, todas as tardes, na sala de jantar desua casa.• Tendo feito o exame de admissão ao ginásio em 1971, passou a viajar todas asnoites, em jeep de um vizinho, para a cidade de Boqueirão, onde no ColégioComercial Padre Inácio fez até a oitava série. Em 1976, muda-se, com a mãe e osirmãos, da fazenda para a cidade de Campina Grande, onde passa a residir nobairro da Liberdade e cursar o antigo curso científico, no Colégio Estadual JoséAmérico de Almeida, conhecido como Estadual da Prata.• Participa de grupos de jovens católicos, da pastoral da juventude, vai à missa tododomingo e canta no coral da igreja do bairro de Bodocongó. Em dezembro de1978, um ano antes de concluir o científico, tem a sua mão amputada por umamáquina forrageira, ao passar o final do ano na fazenda de seu pai.
  7. 7. DURVALÁLÁ• Neste mesmo período fica sabendo que o desejo que sente é chamado dehomossexualidade.• Aprovado no Vestibular de 1979 ingressa no curso de Estudos Sociais, da entãoUniversidade Regional do Nordeste, hoje Universidade Estadual da Paraíba. Noano seguinte, com a criação do curso de Licenciatura Plena em História, faz aopção por este curso, que conclui em julho de 1982. Tendo ingressado naUniversidade em 1979, neste mesmo ano é convidado para dar aulas no CursoCampinense, o maior cursinho pré-vestibular da cidade.• Enquanto cursa a graduação ensina em outros colégios da cidade, como: NESA,Alfredo Dantas, Rui Barbosa, Regina Coeli e CPUC. Ministra aulas de História Gerale do Brasil, para alunos de sétima e oitava série do primeiro grau e de primeira aterceira série do segundo grau, além de aulas para alunos do supletivo de primeiroe segundo graus e do pré-vestibular. Participa do movimento estudantil, é eleitosecretário do DCE e representante estudantil junto ao CONSUNI.• Tendo-se tornado marxista, abandona a Igreja, ajuda na fundação e se tornamilitante do Partido dos Trabalhadores. É locutor do primeiro comício de Lula emCampina Grande, em 1982.
  8. 8. MEU REI...• Tendo concluído a graduação, faz seleção para o Mestrado em HistóriaSocial do Trabalho na Universidade Estadual de Campinas, para a linha depesquisa Capitalismo e Agricultura, apresentando um projeto que visavaestudar os conflitos pela terra ocorridos nas localidades de Alagamar ePiacas, no agreste paraibano. Aprovado, vai para Campinas, onde passaviver com um tio materno. Ai cursa disciplinas ministradas pelosprofessores Maria Silvia de Carvalho Franco, Ítalo Tronca, Héctor Bruit eNazareth Baudel Wanderley. Faz os créditos em 1983 e no primeirosemestre de 1984, retorna a Campina Grande, onde, em novembro éaprovado em concurso público de provas e títulos para ocupar a vaga deProfessor Auxiliar do Departamento de Sociologia e Antropologia, daUniversidade Federal da Paraíba, Campus II, na área de História Geral e doBrasil. Ministra disciplinas como: História dos Movimentos Sociais, HistóriaAntiga Oriental, História Econômica Geral, História Econômica do Brasil,História do Brasil III, História do Brasil IV, História da Paraíba II, Métodos eTécnicas de Pesquisa e História do Nordeste.
  9. 9. JÚNIOR...• Na UNICAMP entrara em contato com o pensamento de Michel Foucaulte com a nova história, que mudaram sua forma de pensar seu ofício e,inclusive, seu tema de Dissertação. Em 1988, sob a orientação doprofessor Robert Andrew Slenes, defende a Dissertação intitulada: Falasde Astúcia e de Angústia: a seca no imaginário nordestino (de problema àsolução), 1877-1922, aprovada pela banca composta pelo orientador epelas professoras Maria Stella Brescianni e Izabel Marson.• Uma vez Mestre, passa a fazer parte do Programa de Pós-Graduação emSociologia Rural, ministrando disciplinas e orientando suas primeirasdissertações. Com a criação do Departamento de História e Geografiapassa a integrar seu corpo docente. Em 1990 retorna a UNICAMP paracursar o Doutorado em História Social do Trabalho, apresentando umprojeto para estudar o papel dos nordestinos na formação da classeoperária brasileira. Cursa disciplinas com os professores Alcir Lenharo -que se tornaria seu co-orientador, dada a viagem de estudosempreendida pelo orientador, professor Robert Slenes - Margareth Rago eEdgar de Decca.
  10. 10. PROFESSOR...• Em 1994 defende a tese intitulada O Engenho Anti-Moderno: a invenção do Nordeste eoutras artes, perante a banca composta pelos professores Alcir Lenharo, Edgar de Decca,Margareth Rago, Luis Carlos Dantas e Celso Favaretto, sendo aprovada com distinção elouvor.• A tese após ser escolhida a melhor sobre o Norte e Nordeste, na área de história, aoconcorrer ao prêmio Nelson Chaves da Fundação Joaquim Nabuco, foi publicada, em 1999,pelas editoras Cortez e Massangana como o livro A Invenção do Nordeste e outras artes, jáem sua terceira edição.• Após a defesa da tese passa a colaborar com o Programa de Pós-Graduação em História daUniversidade Federal de Pernambuco, onde ministra disciplinas e orienta dissertações deMestrado e Teses de Doutorado. Passa a ministrar as disciplinas: Introdução ao Estudo daHistória, Teoria da História e Historiografia Brasileira, na graduação. Em 1996, torna-sepesquisador do CNPq, já tendo desenvolvido sob seu patrocínio dois projetos de pesquisa,estando hoje como pesquisador nível 1C. Um deles resultou em seu segundo livro:Nordestino: uma invenção do falo – uma história do gênero masculino (Nordeste, 1920-1940), publicado pela editora Catavento.• Entre os anos de 1997 e 2000 foi Vice-Diretor do Centro de Humanidades da UniversidadeFederal da Paraíba. Em 2001 faz estágio de pós-doutoramento na área de Educação, naUniversidade de Barcelona, Espanha, sendo recebido pelo professor Jorge Larrosa.
  11. 11. FESSOR....• Em 2002, com a criação da Universidade Federal de Campina Grandepassou a fazer parte de seus quadros até sua redistribuição para osquadros da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na qual fezconcurso, para a área de Teoria e Metodologia da História, no ano de2004. Orientou até o momento 29 monografias de conclusão de curso degraduação, 26 dissertações de Mestrado e 9 teses de Doutorado. Temvários artigos e capítulos de livros publicados sobre temas como: teoria dahistória, história dos espaços, história das relações de gênero, história dacultura, história regional. Em abril deste ano fez concurso de provas etítulos para a categoria de Professor Titular do Departamento de Históriada Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sendo examinado pelabanca composta pelos professores Ângela de Castro Gomes (UFRJ),Gisafran Nazareno Jucá (UECE) e Ilza Leão (UFRN), sendo aprovado. Éatualmente professor do Programa de Pós-Graduação em História daUniversidade Federal do Rio Grande do Norte e seu Coordenador.
  12. 12. 2. Durval Muniz de Albuquerque e Durval Muniz deAlbuquerque Júnior: “(...) por me ensinar, ao longo dos anos, asdores e as delícias de ser homem no Nordeste”.;• Ser homem no Nordeste, dentro ou fora dele é, entre outros elementos constitutivos damasculinidade nessa região, não dar “mole” para a mulher. Em outras palavras pode sertambém: cabra-macho, sim senhor!; Ser que nem lampião foi (não seriam “Lampiões”?);“Eurocentrismo” e “Egocentrismo” perdem é “feio” para o “Falocentrismo” condição deidentidade regional e sexual assim fala Durval Muniz, na busca da desencarnação do “falo”encarnado.• Não foi “à toa” que ele descobriu no que era ser homem no Nordeste, “ensinado” por seupai, todas as dores e todas as delícias de ser homem dentro e fora dessa região.• A experiência de ser masculino na Paraíba, no Nordeste e no Brasil sendo filho de seu“Durval”, lhe trouxe a experiência do sujeito da história marginalizado, incompreendido,combatido e vigiado. Violência e masculinidade são elementos constitutivos das experiênciasacima citadas: uma experiência do filho, sujeito e habitante das “dores” e das “delícias” de“Júnior”, de ser paraibano. De ser nordestino e de estar à margem da história.• A descoberta da homossexualidade para Durval Júnior foi à descoberta da (im) possibilidadede fazer história em vez de continuar a sofrê-la? Vai depender onde ele “pisa”, mas seupensamento e sua escrita devem ser livres, parafraseando Michel Foucault eu diria: existeuma moral de estado civil que rege nossos papéis, mas que ela nos deixe livres, ao menos, nahora de pensar, falar e escrever.
  13. 13. MESTRE....• Fiz muitas festas em minha casa em Campina Grande, onde dividia a mesma comoutros colegas estudantes da graduação de História da UFPB e alunos (as) deDurval Muniz. Ele estava sempre presente, nunca sozinho, às vezes “pluralmente”acompanhado e vivendo diversas manifestações abertas e declaradas de homo-afetividades. Seu (s) namorado (s) causavam “invejas” em muitas das suas alunas e“curiosidades” em muitos dos seus alunos e seus colegas professores tambémpresentes nas festas, pareciam estarem acostumados, mas não se esqueciam de“biografá-lo” (...).• Sobre isso Durval Muniz diz: “(...) o nome do biografado é quase sempre um nomede morte, de alguém que já não pode contestar as imagens que dele se construiu;mas a morte é a única possibilidade desta imagem se estabilizar, quando umsujeito absoluto é apresentado no lugar de um sujeito possível”.• A(s) vida (s) e a “erótica” de Durval Muniz de Albuquerque Júnior ou o “sujeito-autor” e as suas obras não podem e nem devem ser a busca de um “centro”, deuma “determinação” histórica porque o “Durval” é apenas “parte” de um “todo”chamado “Durvais”, traço dos traços que lhe compõe e que lhe dar o direito e avontade de ter várias máscaras que são apenas “detalhes” que, assim como as“paralelas”, só se encontram no infinito. Ele não tem nenhuma ânsia pelo divã.Durval é sujeito da subjetivação e não da objetivação.
  14. 14. 3. Durval: uma estética da existência?• A verdade para Durval não era para ser descoberta ou revelada, mas vivida e praticada.Segundo ele:• Foucault sugere uma vida de autoria de si mesmo que é, ao mesmo tempo, umaforma de resistência às tecnologias modernas de produção da subjetividade doindivíduo e uma arte da conduta centrada na coincidência daquilo que o indivíduo fazcom aquilo que diz: procura não só dizer verdadeiro, mas ser verdadeiro enquantosujeito de um saber e um poder sobre si próprio. Cuidar de si, ter controle sobre si,escrever a si é fazer da vida uma obra de arte, obra que exige permanentecumprimento. Viver o que pensa e o que diz, isso exige enfrentar criticamente asregras, os costumes que lhes são impostos.• Durval Muniz faz da vida sua inspiração. Faz da história dos costumes uma opçãoteórico-metodológica fértil e inspiradora para combater a obediência a um códigomoral e promover o exercício da atividade de historiador e da História para servir avida.• Foucault parece desejar que se faça dele uma leitura, que é a que este texto buscafazer, ou seja, ele quer se oferecer ao olhar dos outros não como lei verdadeira a serobedecida, mas, antes, como exemplo de autenticidade, capaz de inspirar quem, aodecidir das leis suscetíveis de prescrever a vida, reencontre as palavras com queescrever um modo de estar consigo mesmo e com os outros.
  15. 15. DOUTOR....• Eu, Tatiana, Ana Lúcia, Carlos Cavalcante, Rodrigo e VivianeCeballos além, obviamente, de tantos (as) outros (as) alunos (as) docurso de História da UFPB, campus II em Campina Grande, Paraíba,temos certeza que o que Durval queria em suas aulas e orientaçãode pesquisas em história dos Costumes era usar o seu pensamentopara fazer história, história dos costumes.• O aprendizado de História com ele tinha e acredito que ainda hojetem um “eixo” de discussão que passava pela cidadania, queensinava a ser cidadão além de ser historiador (a). Saber, poder equerer se colocar no lugar do outro, ter a amizade comometodologia (ensinada a ele por Alcir Lenharo), respeitar e serrespeitado, compreender e ser compreendido parecia, muitasvezes, aulas de como ser um “franciscano”. De “santo” ele não temnada, mas de amigo e professor ele tem demais.
  16. 16. 4. Durval Muniz: o professor e amigo- a História a serviço davida!• Minha matrícula na UFPB era 3197-0. Minha primeira aula foi na sala BD-204, como Professor Josemir Camilo na disciplina “Pré-História”, mas a primeira aula de“Introdução aos Estudos Históricos” com Durval Muniz de Albuquerque Júnior foicomo uma “flecha” que atingira o coração. Daquele dia em diante, sem o deméritoa nenhum (a) outro (a) professor (a) do curso de História em Campina Grande,minha vida seria marcada pelo pensamento desse mestre, orientador e amigo.• Lembro que nessa primeira aula, um aluno do curso “pregaria” o primeiro “trote”aos “feras” da História. O nome dele é Gilson, que entrou na sala de aula como sefosse o “professor” da disciplina e acreditamos, mas logo em seguida entrouDurval e descobríamos o trote.• Foi meu professor de outras tantas disciplinas, mas assim como a “Introdução aosEstudos Históricos”, a disciplina “Teorias da História” foi outro grande momentoem que eu tive certeza que ele queria mesmo era usar seu pensamento para fazerhistória, a dele e a nossa, pois entendíamos que “usar o pensamento” é se tornar“autor” de sua própria história.
  17. 17. AMIGO......• Nas reuniões de orientação de pesquisa do grupo de estudo sobre a história doscostumes voltada para a invenção do Nordeste e do nordestino os bonsmomentos se reproduziam e se multiplicavam em aprendizado e amizade.Descobríamos não só o conhecimento histórico ou a importância da pesquisa paranossa formação, mas “descobríamos” outros “Durvais”: o que um dia foi casadocom uma mulher; o sujeito sensível e humano; o “enciclopédico” professor quenos deixava vislumbrado e ali, nessas reuniões em que, entre outros, estavampresentes eu, Tatiana de Lima Siqueira, Ana Lúcia Gonçalves Rosa, Carlos JoséCavalcante, Rodrigo Ceballos e Viviane Gomes Ceballos, percebíamos que o fatode sermos, além de alunos (as) também orientandos (as) de Durval Muniz, todosos demais alunos (as) e professores (as) nos “olhava” e “biografavam-nos” deforma diferenciada me parecia até, que tínhamos a obrigação de saber mais, desermos ou nos tornarmos os “melhores” alunos (as) do curso. Acho até que já,bem antes de nós, era um “costume” ver os alunos (as) e orientandos (as) deDurval desse modo.• Os costumes dariam identidade a um povo, a uma classe social, a um grupo. É noseu estudo que deveria se buscar a definição do um e do outro. Para além doscostumes relativos a espaços, tempos e povos diferentes deveria se buscar oscostumes generalizáveis, universalizáveis, como aqueles que dispõem sobre averdade, a moralidade, a justiça e o bem.
  18. 18. DURVAL• As reflexões e os ensinamentos propostos por Durval a nós eram muitomais em relação à ética do que a moral. Se a ética devia ser praticada amoral devia ser relativizada.• Na “História dos Costumes” que participei como pesquisador além de terparticipado como cidadão que aprendia que as estéticas de existênciasfazem parte das relações de alteridades em que devemos nos reconhecercomo espécie e não como “estranhos”. Aprendia que não era maispossível dormir com a hipocrisia e acordar com o falso moralismo.• Se a História serve a vida, o Durval serviu a mim.• Qualquer saber sobre os costumes, principalmente o histórico, deve serexpressão desta comunidade crítica, ou seja, deve abrir para nós apossibilidade de interromper, rejeitar ou inverter as formas socialmenteaceitas, dadas e tacitamente aceitas como verdadeiras, justas, normais,evidentes, boas. Deve por em suspeição nossos costumes, mostrar apossibilidade de serem diferentes do que são, á medida que já foramdiferentes algum dia.
  19. 19. DURVAL MUNIZ...• O professor orientador, mestre e amigo Durval Muniz nos ensinavam a “somar”para agregar, mas através de sua base teórico-metodológica de alicercefoucaultiano, nos ensinava que “subtrair” das instituições de saber e de poder queanseiam “corpos dóceis”, era uma excelente tática de sobrevivência e de estéticade existência. Não teria emergido da “subtração” os diversos movimentosindividuais e coletivos de resistências em nossa sociedade?• É possível lutar contra a dominação, a repressão e a opressão representadas porcertos “padrões de pensamento e de comportamento”. No entanto, não se podeficar imune ao poder, “escapar” das de poder. Você faz parte dela: é a “clausura”do poder, mas você pode “pautar” sua vida e seu pensamento por uma “estética”tanto da vida como do pensamento!• Vivemos numa sociedade com formas de poder muito fortes, mas nós vivemostambém, ao mesmo tempo, com muitas estratégias de SUBTRAÇÃO dessecontrole. Por exemplo, existem na sociedade em que vivemos um contingentegrande, grupos de pessoas, indivíduos que buscam e vivem de forma diferente,tem uma forma de pensar diferente e que procuram construir comunidades quebuscam viver e pensar formas de comportamentos que sejam ALTERNATIVOS(movimento estudantil; movimento dos negros; dos gays; das lésbicas etc).• Os homens por serem “livres” não estão totalmente subordinados pelo poder eisso possibilita que ele possa consequentemente a essa “liberdade”, realizar umavida autônoma, bonita e plena de sentidos para eles mesmos.
  20. 20. 5. O “sujeito”, uma questão central: tanto para Foucaultassim como, para Durval• A vida e a filosofia foucaultiana se confundem. Umpensamento transversal que atravessa: a Filosofia; a História;a Sociologia; a Psiquiatria; o Direito entre outros.• Meu objetivo será mostrar-lhes como ás práticas sociaispodem chegar a engendrar domínios de saber que nãosomente fazem aparecer novos objetos, novos conceitos,novas técnicas, mas também fazer nascer formas totalmentenovas de sujeitos de conhecimento. O próprio sujeito deconhecimento tem uma história, a relação do sujeito com oobjeto, ou, mais claramente, a verdade tem uma história.• A vida e a teoria da história praticada por Durval Muniz seconfundem, com a vida e a filosofia de Michel Foucault:
  21. 21. NORDESTINO......• Liguemos a televisão. Um “careca do ABC”, de aproximadamente 1,65m de altura, olha fixo paraa câmera e dispara: “Você já viu um nordestino com 1,80m de altura e inteligente?”. O que ele seconsiderava, obviamente. Mudemos de canal. Em cidade nordestina, a pretexto de cobrir asfestas juninas, dois humoristas procuram insistentemente por alguém que tivesse visto ocangaceiro Antônio Silvino; aproximam-se de um velho e à queima-roupa perguntam: “AntônioSilvino era cabra macho mesmo?”. Continuemos assistindo, pois é um programa de humor. Nafeira da cidade ressurge Antônio Conselheiro, com um aspecto enlouquecido, vocifera umapregação desencontrada, vestido com um roupão branco e trazendo um enorme bordão demadeira, com que ameaça as pessoas. Esquecidos da cidade e da festa que vieram cobrir,procuram ceguinhas cantadoras de embolada e uma procissão em louvor a Santo Antônio.Termina o programa com Lampião e Maria Bonita, no Rio de Janeiro, atirando para todo lado,para acabar com a imoralidade na praia e porque é bom ver gente cair. Mudemos outra vez decanal. A novela das oito horas é mais uma vez sobre o “Nordeste”, pois lá está presentes ocoronel, muitos tiros e tocaias, o padre, a cidadezinha do interior e todos os personagens falam“nordestino”, uma língua formada por um sotaque postiço e acentuado e um conjunto deexpressões pouco usuais, saídas do português arcaico, de uma determinada linguagem local oude dicionários de expressões folclóricas, de preferência. Mudemos de canal, à procura donoticiário. Está havendo seca no Nordeste. Que bom, temos a terra gretada para mostrar, acaatinga seca com seus espinhos e crianças brincando com ossinhos, como se fossem bois,chorando de fome, dá até para o repórter chorar também e quem sabe promover mais umacampanha eletrônica de solidariedade.
  22. 22. NORDESTE...• Influenciado pela “arquegenealogia foucaultiana” Durval Muniz se propôs, naépoca do mestrado na UNICAMP, a mapear os enunciados, os temas, asestratégias e os conceitos que deram forma ao “discurso da seca” enquanto, já nodoutorado emergiu o tema sobre o “Nordeste”, como ele afirma: “Inspirado porMichel Foucault (...), escrevi a tese que viria a se transformar no livro ‘A invençãodo Nordeste e outras artes’”.• Na graduação em História, ainda em Campina Grande, os professores (as) quemaior influencia exerceram sobre a vida e pensamento de Durval foram: MarthaLúcia Ribeiro (que fora sua professora de História no ensino médio e o fizera seapaixonar pela disciplina e desejar se especializar em História); A professora JosefaGomes de Almeida e Silva, a professora Eliete Queiróz Gurjão e o professorWaldomiro Cavalcanti que, segundo Durval “tinham o materialismo histórico, nassuas diferentes leituras, como pressuposto das análises que faziam do passado edo ensino que nos ministravam”.• Vivíamos os anos finais da ditadura militar, pois cursei á graduação entre os anosde 1979 e 1982, não dispúnhamos de uma boa biblioteca e muito menos demuitos títulos inspirados no pensamento marxista. Fiz toda a graduação semconseguir ler o próprio Marx, pois seus livros não circulavam ou meusprofessores ainda temiam o seu uso.
  23. 23. FOUCAULT• Formação e militância política estudantil desenvolvida nesse período que o distanciava daformação “básica” da família, ou seja: Durval ficava distante da formação cristã e católicaque tivera na sua família.• Quando concluiu a graduação, sob a incredulidade de seus familiares, segundo Durval“notadamente daqueles que viviam em São Paulo” ele resolveu,• ...cursar o mestrado na Universidade Estadual de Campinas, ainda sob o impacto da leiturade Edgar de Decca e de outros historiadores que fizeram pós-graduação naquelauniversidade ou nela ensinavam como: Margareth Rago, Amnéris Maroni, Cristina Heblin,Maria Stella Brescianni, Alcir Lenharo, Maria Clementina Pereira da Cunha. A INICAMP, queainda hoje é uma universidade que produz uma historiografia de grande qualidade, foidecisiva em minha formação e em minha vida. Ali conheci grandes intelectuais e grandesamigos, ali conheci novas maneiras de escrever e de abordar a História. Ali, nas aulas doprofessor Hector Bruit, vim finalmente a ler a obra de Marx, a ler todo “O Capital”. Nasaulas do professor Ítalo Tronca conheci, ainda através de fotocópias bastantes apagadas, aobra de Edward Palmer Thompson, que ainda não haviam sido traduzidas no país e a obrade Michel Foucault que me atraiu imediatamente, pela beleza do estilo, pelo inusitado dostemas que tratava, pela forma desconcertante como demonstrava as nossas maisarraigadas certezas, pela erudição com que tratava cada tema, pela forma nova de praticaro ofício de historiador.
  24. 24. 6. Durval Muniz “advogando” a favor de Guimarães Rosa: nocombate á intolerância.• Durval pertence a uma tradição teórica e filosófica que, na contemporaneidade, põe emquestão e tenta superar as famosas “dicotomias’,, as categorias antitéticas, os pares deopostos que dividiram o pensamento metafísico ocidental.•• Advogo que precisamos aprender a pensar o terceiro termo, o chamado terceiro excluído,a que Guimarães Rosa deu lugar na bela imagem do rio, este lugar do meio, do entre, estelugar da relação entre aqueles polos que parecem opostos. Creio que precisamos superar ocomodismo de pensar por oposição e divisão, por antagonismos binários, criandoartificialmente campos separados, que não mantém relações entre si e não se deixamatravessar pelo outro. Esse tipo de pensamento tende a levar á exclusão e a ver o outrocomo o inimigo a ser exterminado por não ter nenhuma parte comigo, por serabsolutamente estranho. Creio que política e eticamente este tipo de lógica tende a levar áintolerância e ao desrespeito àquele que é visto como inimigo. Pensar o terceiro termo,pensar o que se passa entre, no meio, pensar as misturas, as aproximações, ascontaminações do que parece apartado, distante e disjunto é estar atento para o quantodo outro forma a mim e está naquilo que chamamos de si mesmo. Prefiro pensar comMichel Serres que tudo é mestiço, com Guimarães que tudo é misturado, até o demo tendoparte com o divino e até Deus tendo parte com o diabo.•
  25. 25. CERTEAU...• Conhecemos Durval Muniz a dezesseis anos, podemos afirmar que o próprio se viu e se sentiu como um “terceiroexcluído” em que viveu com o “peso’ artificial dos campos separados, marcado pelo pensamento da exclusão,sendo filho de um “nordestino” e de uma paulista, seu “parto” deve ter sido difícil já que foi tema e objeto dosdomínios dos saberes enquanto filho, habitante e sujeito de um espaço de saber e objeto de poder.• Sentiu na pele toda a vilania moral do pensamento, como diria Foucault: “a obrigação de pensar ‘em comum’ comos outros, o domínio do poder pedagógico(...), eis toda a vilania moral do pensamento”.• Aprendeu que o valor de uma teoria só pode ser medido pela produtividade que essa teoria tem. Ele provou eaprovou! O pensamento foucaultiano, ele descobriu na academia e na vida, que tem que ser usado da mesmaforma que se usa uma “caixa de ferramentas”. Teve e tem a certeza que aprender, e foi Foucault e a vida que lheensinaram, é um trabalho de “criação”, de produtividade, de tirar sentido daquilo que precisa ser interpretado. SeFoucault é um “leque que respira”, Durval Muniz faz do ar que respira sua teoria, sua metodologia, sua (in)disciplina.• Na fabricação histórica do sujeito, encontrou na subjetivação sujeitos variados em si mesmo, e no “nordestino”descobriu o significado de ser um texto em constante (des) construção na encarnação do “falo”. ParafraseandoMaria Izilda Matos, Durval tem o desejo muito próprio dos historiadores de fazer “reviver” o passado, deaproximar a história vivida e a percepção histórica do vivido.• O seu nome de autor parecia, assim como Foucault, ao contrário do que ele próprio pense talvez, se tornou o seupróprio nome.• Assim como Foucault, Durval parece desejar que se faça dele uma leitura, sua produção é uma “oferta” aosolhares dos outros, não como lei verdadeira a ser obedecida, mas, antes, como disse o próprio sobre os “maus-costumes de Foucault”, como exemplo de autenticidade, capaz de inspirar quem, ao decidir das leis suscetíveis deprescrever a vida, reencontre as palavras com que escrever um modo de estar consigo mesmo e com os outros.
  26. 26. UMA BRECHA ENTRE O DIZER E OFAZER..• Deixarei a “palavra final” com o biografado: oque você tem a dizer sobre Foucault?• Seu pensamento continua sendo fundamentalna construção de minha historiografia e deminha história, na escrita de mim mesmo, dosmeus costumes e “maus-costumes”. E faz partedos meus “maus-costumes”, lançar o seupensamento como arma para a construção edesconstrução de novos objetoshistoriográficos, como os costumes...
  27. 27. Referências bibliográficas• Durval Muniz de Albuquerque Júnior é doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas e professor titular da UniversidadeFederal do Rio Grande do Norte, além de colaborador da Universidade• Federal de Pernambuco e atual presidente da Associação Nacional de História (Anpuh). Publicou diversos livros, como o clássico Ainvenção do Nordeste e outras artes e o mais recente Nos destinos de fronteira: história, espaços e identidade regional.• Sobre ele consultar: http://www.cchla.ufrn.br/ppgh/docentes/durval/pessoal/biografia.htm; acesso em 28 de abril de 2013; ás23:20hs.• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. Os “maus costumes” de Foucault.www.cchla.ufrn.br/ppgh/docentes/durval/artigos/maus_costumes.pdf acesso em 20/03/13; 12:35hs• FOUCAULT, Michel. O que é um autor?Lisboa:VEGA, 1992, PP.09-19• Dedicatória presente no livro: ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. Nordestino: uma invenção do falo- uma história do gêneromasculino (Nordeste- 1920-1940). Maceió: CATAVENTO, 2003;• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, op.cit,p.05• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, op.cit,p.07;• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, op.cit. p.07;• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, op.cit.p.10• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, op.cit,p.11• FOUCAULT, Michel.A verdade e as formas jurídicas.Rio de janeiro: NAU EDITORA;2002;p.08• ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes.Recife:FJN,Ed.MASSANGANA;SãoPaulo:CORTEZ,2001,p. 19-20.• Na terceira margem do rio. Entrevista com Durval Muniz de Albuquerque Júnior in:Revista de História,2,1(2010),p.148;www.revistahistoria.ufba.br/2010_1/e01pdf• Na terceira margem do rio. Op.cit. p.146• Na terceira margem do rio. Op.cit.p.147• Na terceira margem do rio. Op.cit. p.148-149• Prefácio do livro Nordestino; uma invenção do falo- Uma história do gênero masculino (Nordeste-1920/1940).Maceió:CATAVENTO,2003; de autoria de Durval Muniz de Albuquerque Júnior.• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, op.cit. p.7;• ALBUEQUERQUE JÚNIOR, op.cit. p.18;
  28. 28. Mas afinal para que serve a história?• A história tem a importante função de desnaturalizar o tempopresente, de fazê-lo diferir em relação ao passado e ao futuro, nomesmo momento que torna perceptível como estastemporalidades se encontram, como elas só existem emaranhadas,articuladas em cada instante que passa, em cada evento queocorre. A história serve para que se perceba o presente como devir,como parte de um processo marcado pelas rupturas edescontinuidades, mas também por continuidades e permanências.(...) a história serve para produzir subjetividades humanas, servepara humanizar, serve para construir e edificar pessoas, serve paralapidar e esmerilhar espíritos, serve para fazer de um animal umerudito, um sábio, um ser não apenas formado mas informado, deum ser sensível fazer um ser sensibilizado.• (Durval Muniz de Albuquerque Júnior).

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