Aprendizagem baseada em projetos

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Palestra apresentada no Fórum de Capacitação Docente do IFRS PoA em 10/10/2013

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Aprendizagem baseada em projetos

  1. 1. Aprendizagem Baseada em Projetos Profa. Karen Selbach Borges
  2. 2. Tópicos  A motivação desta discussão  Projetos e Problemas  O que os teóricos tem a dizer sobre isso.  Metodologia  Avaliação  Papel do professor  E nós ?
  3. 3. Motivação  É preciso inovar na sala de aula, acompanhando as novas gerações de estudantes, cada vez mais íntimos e conhecedores da tecnologia.  A informação está disponível a todos, mas poucos sabem o que fazer com ela.
  4. 4. Motivação  No contexto da educação profissional, o mundo do trabalho valoriza aquele que sabe como obter a informação, sintetizar, relacionar e gerar :  Novas, e relevantes, informações;  Soluções criativas;  Novos produtos ou processos.
  5. 5. Motivação  Mas não é apenas o conhecimento técnico que importa.  São valorizados também os sujeitos autônomos, pró-ativos, comunicativos, com capacidade para o trabalho colaborativo e para o gerenciamento adequado das mudanças, do tempo, dos erros, das críticas e das relações interpessoais.  Comportamento !
  6. 6. Motivação  A informação está na internet, nos livros e periódicos.  O comportamento está na ação. “É o saber em ação, o agir em situação” (Portugal, apud in Hengemühle 2014)  Projetos!
  7. 7. Projetos e Problemas  O BIE (Buck Institute for Education) faz a seguinte distinção:  ABProjetos = o projeto é o foco central de ensino de uma diversidade de disciplinas. Emergem de um contexto autêntico, relacionado a realidade dos alunos.  ABProblemas = utiliza papéis e cenários realistas para conduzir os alunos por um caminho planejado rumo a um conjunto estabelecido de resultados.
  8. 8. Os Teóricos Dizem Que …  John Dewey afirma “Não há matéria que por si só possua um valor educativo intínseco. Somente quando relacionada ao estágio de desenvolvimento de quem aprende é que é possível atribuir à matéria um valor educativo”.
  9. 9. Os Teóricos Dizem Que …  Ainda Dewey: “Toda experiência é uma força em movimento”.  Idealmente uma experiência deve despertar a curiosidade, fortalece a iniciativa e dar origem a desejos e propósitos suficientemente intensos que possam levar a pessoa, no futuro, a lugares além de seus limites.
  10. 10. Os Teóricos Dizem Que …  Kilpatrick, apoiado nas ideias de Dewey, ”propõe que a base de toda a educacão̧ está na auto-atividade orientada, realizada por meio de projetos que tem̂ por objetivo:  incorporar ideias ou habilidades a serem expressas ou executadas;  experimentar algo de novo;  ordenar atividade intelectual;  atingir um novo grau de habilidade ou conhecimento.”
  11. 11. Os Teóricos Dizem Que ...  Segundo Hernández, os projetos constituem um “lugar” que pode permitir:  Aproximar-se da identidade dos alunos e favorecer a construção da subjetividade;  Revisar a organização curricular;  Aprender a dialogar de maneira crítica com o que acontece fora da escola.
  12. 12. Os Teóricos Dizem Que …  Ainda segundo Hernández, os projetos podem contribuir para a aquisição de capacidades relacionadas com:  Autodireção  Inventividade  Formulação e resolução de problemas  Integração de conteúdos e síntese de idéias  Tomada de decisões  Comunicação interpessoal.
  13. 13. Os Teóricos Dizem Que …  Moura & Barbosa propõem a adocão dȩ uma metodologia para projetos de trabalho, que esteja em consonanciâ com as concepcões sobrȩ desenvolvimento de projetos em geral.  Modelo de Planejamento de Projeto orientado pelo Escopo (Modelo SKOPOS) com tres componentes estruturaiŝ básicos: Escopo, Plano de Acão, Plano̧ de Controle e Avaliacão.̧
  14. 14. Metodologia  BIE propõe 6 passos: 1. Desenvolva a idéia de um projeto; 2. Decida o escopo do projeto; 3. Selecione padrões (de qualidade); 4. Incorpore resultados simultâneos; 5. Trabalhe a partir de critérios de formulação de projetos; 6. Crie um ambiente ideal de aprendizagem.
  15. 15. Metodologia  Karen propõe 5 passos: 1. Defina o tema do projeto. Os alunos decidem o que desenvolver dentro do tema; 2. Alterne teoria e prática; 3. Crie um ambiente ideal de trabalho; 4. Defina prazo para entrega dos produtos. 5. Defina critérios claros de avaliação;
  16. 16. Avaliação  Formativa !  Avaliação incremental dos produtos;  Avaliação da participação;  Auto-avaliação.
  17. 17. Avaliação  Rubricas funcionam bem !  Necessitam ser feita sob medida para as tarefas ou produtos que se pretende avaliar;  Precisam descrever níveis de desempenho, de competências, na realização de tarefas específicas, ou de um produto específico;  Esses níveis devem ser descritos em detalhe e serem associados a uma escala de valores;
  18. 18. Avaliação  Rubricas …  No seu conjunto, esses níveis de competência, descrevem qualquer resultado possível sobre o desempenho de um aluno; e  Determinam expectativas de desempenho.
  19. 19. Avaliação  Rubricas para TC Categoria Muito Bom (A) Bom (B) Regular (C) Insatisfatório (D) Estrutura do texto O texto está bem estruturado apresentando as seções com resumo, introdução, fundamentação teórica, objetivos do trabalho, metodologia, cronograma de trabalho e referências bibliográficas É possível identificar as seções de resumo, introdução, metodologia, cronograma de trabalho e referências bibliográficas. O texto precisa ser reestruturado, mas é possível identificar no seu conteúdo a fundamentação teórica, os objetivos e a metodologia de trabalho. O texto precisa ser reescrito, pois carece de elementos organizacionais tais como parágrafos, seções, capítulos e transições.
  20. 20. Avaliação  Rubricas de auto-avaliação Categoria Excelente Muito Bom Bom Insatisfatório Foco na tarefa e participação Permanece focado na tarefa e no que precisa ser feito. Pró- ativo. Concentra-se na tarefa e no que precisa ser feito a maior parte do tempo. Outros membros do grupo podem contar com esta pessoa Concentra-se na tarefa e no que precisa ser feito algum tempo. Outros membros do grupo devem, por vezes, lembrar essa pessoa de continuar a tarefa. Raramente se concentra na tarefa e no que precisa ser feito. Permite que outros façam o trabalho.
  21. 21. O Papel do Professor  Mediador  Facilitador  Articulador  Pesquisador
  22. 22. O Papel do Professor  Cria espaços de aprendizagem  Aprende com os alunos  Não tem medo do novo
  23. 23. E Nós ?  Temos medo de inovar ?  Estamos dispostos a nos expor ?  Temos energia e disposição para rever as nossas práticas pedagógicas ?  Estamos interessados apenas no conteúdo ou no comportamento também ?
  24. 24. E Nós ?
  25. 25. Referências  Buck Institute for Education. (2008). Aprendizagem Baseada em Projetos: Guia para professores de ensino fundamental e médio. 2ª Edição. Porto Alegre: Editora Penso  Hernández, F. (2011). Transgressão e Mudança na Educação - Os Projetos de Trabalho. ArtMed. Disponível em http://online.vitalsource.com/books/978 8536308678.
  26. 26. Referências  Perrenoud, Philippe. (2007). As competências para ensinar no século XXI: a formação de professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed  Hengemühle, Adelar. (2014) Desafio Educacionais na Formação de Empreendedores. Porto Alegre: Penso.
  27. 27. Referências  Dewey, John (2010). Experiência e educação. Coleção Fundamentos de Educação. Petrópolis, RJ: Vozes.  Oliveira, Cacilda Lages (2006). Significado e contribuicões da̧ afetividade, no contexto da Metodologia de Projetos, na Educacão Básica̧ . Dissertacão de mestrado – Capítulo 2.̧ CEFET-MG, BH. Disponível em http://goo.gl/fRplSx
  28. 28. Referências  Moura, Dácio Guimarães; Barbosa, Eduardo F (2006). Trabalhando com Projetos – Planejamento e Gestão de Projetos Educacionais. Petrópolis-RJ: Vozes  Biagiotti, Luiz Cláudio Medeiros (2005). Conhecendo e Aplicando Rubricas em Avaliações. Disponível em http://www.abed.org.br/congresso2005/ por/pdf/007tcf5.pdf

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