Material auxiliar II - Tintas e vernizes

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tintas e vernizes são amplamente utilizadas na construção civil

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Material auxiliar II - Tintas e vernizes

  1. 1. 71'; "W ~ "W 37'? 'tn n *e ir* d** 'TCW' ' "to "a *vr l I. i , r -«-'~--«-'I't'›LJ ----'v› s/ u-_ukl z. . . ..sa/ uu à» u Introdução A tinta é um material que se apresenta na forma líquida e que. quando aplicado com ou sem diluição sobre uma superfície. deve resultar em filme sólido contínuo, uniforme c aderente após a secagem/ cura. Esse material tem a funçã( de revestir uma dada superfície com a finalidade de tomar o seu aspecto mais agradável ou conferir proteção. Quando seca e curada, a tinta forma um filme sobre a superfície, minimizando o seu contato com o meio ambiente devido ã formação de uma baneira ao ingresso de agentes agressivos ao seu interior. A penetração dos agentes agressivos através da pintura está relacionada com a sua porosidade e microestrutura, que, por sua vez, dependem da sua formulação. ¡stc é, principalmente do teor e estrutura química dos polímeros formadores da película de tinta e do teor e morfologia dos pigmentos. A função decorativa existe desde os tempos pré-históricos, mas as funções de proteção da base. de reflexão ou difusão da luz. de sinalização (a mais importante é a viária), de segurança do trabalho, de identificação de tubulações aparecem mais recentemente. A influência da globalização e a necessidade de reduzir o impacto ambiental das tintas têm gerado uma grande influência na inovação de produtos nas indústrias de tinta, inclusive no Brasil. No mundo inteiro. a obtenção de tintas ambientalmente amigáveis tem sido uma das principais linhas de pesquisa. o que levou a mudanças significativas na formulação, produção e aplicação desses produtos. Várias tecnologias estão sendo adotadas. A principal delas é a formulação de produtos com menor teor de VOC' ou isento desse tipo de emissão. A obtenção de tinta que resulte em pintura com propriedades e custo desejado é um fator de elevada complexidade, pois envolve o uso de elevado número de matérias-primas. O Brasil é um dos cinco maiores mercados mundiais para tintas. O segmento de tinta imobiliária ou linha arquitetura representa ao redor de 77% do volume total e 59% a 62% do faturamento, o que evidencia a sua importância no setor (ABRAFATI, 2007). As duas principais tintas usadas na construção civil são as tintas látex. recomendadas para aplicação sobre superfícies de alvenaria, gesso. concreto. substratos à base de cimento, etc. . e os esmaltes sintéticos. recomendados para a aplicação em substratos metálicos e madeira. As tintas bicomponentes mais usadas são à base de resina epóxi e poliuretana, tanto de base aquosa quanto solvente. e são recomendadas para proteção de substratos. Na Construção Civil, a tinta bicomponente é pouco usada comparativamente aos outros dois tipos: é mais usada em manutenção industrial. As tintas inorgânicasà base de cal, cimento e silicatos alcalinos formam películas de elevada resistência à alcalinidade e elevada permeabilidade, características importantes em caso de aplicação em substratos de elevada umidade. WOC: sigla em inglês de Compostos Orgânicos Volziteis (Volatile Organic Compound) c sigiiilicai qiirinlidziilc cm nizisszl. expmssos em g/ L. de solventes orgânicos presentes em tinta ou resina. A abreviatura em poniigirés é ("()V. 'nzis ; iiriilzi pouco conhecida.
  2. 2. Constituintes básicos das tintas De modo geral, as tintas são constituídas pelos seguintes componentes: resina (ou polímero ou ainda veículo). pigmento, solvente e aditivo. Mas nem sempre todos esses componentes estão simultaneamente presentes. _Por exemplo, os vernizes. por serem peliculas transparentes, nao contem pigmentos em sua composição, ou contêm baixos teores desses constituintes. I Resina A resina é a parte não volátil da tinta. Por isso, é também chamada veículo não volátil. Ela e' o aglutinante das partículas de pigmento, sendo o agente formador de filme. A composição da resina tem elevada importância nas propriedades da película, apesar de esta ser modificada pelo tipo e teor de pigmento presente. O desempenho da pintura. ao longo do tempo, quando exposta ao meio ambiente interno ou externo. é dado pela resistência da resina aos agentes presentes no meio e pela seleção e pelo proporcionamento correto dos pigmentos, aditivos e outros constituintes presentes na formulação. As principais funções da resina são: - propriedades mecânicas. como a tração e a elasticidade; - resistência ao intemperismo, como a radiação UV, água. poluentes: - resistência química, como a alcalinidade da argamassa: ° aderência e outros. Antigamente, as resinas eram obtidas de compostos naturais, vegetais ou animais. Hoje, são obtidas pela indústria petroquímica, obtendo-se polímeros com durabilidade e propriedades muito superiores às antigas. Na indústria da construção civil, as resinas mais usadas são os homopolímeros e copolímerosí de acetato de vinila e os copolímeros acrílicos. ambos na forma de emulsões, os quais estão presentes nas tintas, colas, selantcs e. inclusive. nos aditivos para argamassa e concreto. 2 Pigmentos Os pigmentos podem ser orgânicos ou inorgânicos, coloridos. brancos ou pretos e, geralmente, constituídos por partículas extremamente finas. com dimensões entre 0,1 um e 5 um, de elevado índice de refração e praticamente insolúveis no meio onde estão dispersos, que consiste na fração líquida dos diferentes tipos de tinta. Esses componentes são usados nas formulações para dar cor, cobertura (opacidade) e durabilidade à tinta. por meio do seu poder de reflexão da luz. Além disso. dão brilho e lixabilidade e têm poder de enchimento ou mesmo funcionalidade, como em caso de pigmentos anticorrosivos, antiincrustantes, reflexivos, etc. O poder de cobertura da tinta é a sua capacidade de encobrir o substrato no qual foi aplicado, a qual depende, basicamente, do poder de reflexão e absorção da luz pelos pigmentos constituintes da pintura. Os pigmentos que dão opacidade apresentam elevada reflexão e baixa transmissão da luz incidente. pigmentos inorgânicos, de maior importância nas tintas de cor clara. é odioxido de titânio devido ao seu elevado índice de refração. O óxido de zinco, embora de menor poder de cobertura, também é bastante usado como pigmento de tintas brancas. Além desses pigmentos. existem os considerados inertes, também chamados de carga. Apresentam custo bem inferior aos pigmentos e servem para dar, principalmente. resistência mecanica, no entanto apresentam baixo poder de cobertura. Nas tintas látex. e muito comum a presença de carbonato de calcio e do carbonato de cálcio e magnésio, provenientes de calcários ou de precipitados de natureza amorfa mais fina e branca.
  3. 3. . - - ' -" - zinco Os pigmentos anticorrosivos mais usados sao. o cromato de [4ZnO. K.O.4CrO3. 31-120] de cor amarela; 0 ZaFCãO lPb3 41. (ÓXÍCO P9' conter o chumbo; o fosfato de zinco [ZD3(PO4)3.2H: O] de C07 brama e "ao tóxico: o silicato de cálcio não tóxico; o zinco metálico de cor cinza clara: o óxido de ferro [Fe¡O_¡] de cor vermelha e sem propriedades anticorrosivas. pigmentos lamelares como a mica: o talco; o alumínio; o óxido de ferro micáceo. _ ç _ O comportamento dos pigmentos e funçao da sua estrutura química, propriedades superficiais, cristalinidade, tamanho e distribuição das partículas. A morfologia, a cor e o teor de pigmentos são parâmetros que mais influem no aspecto da pintura, como a cor e textura. 3 Solvente O solvente é também chamado de veículo volátil. É usado nas tintas de base solvente com o objetivo de dissolver a resina, conferir viscosidade adequada para a sua aplicação, influir na secagem, na resistência à abrasão. no nivelamento, na espessura e no aspecto estético da pintura. Os solventes. embora sejam voláteis e deixam de fazer parte da pintura após a evaporação. têm função importante na aplicação, no desempenho e na durabilidade. O seu teor, geralmente. é corrigido. conforme a necessidade. momentos antes da aplicação, pois a capacidade de absorção do substrato depende da viscosidade da tinta, da rugosidade e da porosidade. A tinta látex (emulsão aquosa) tem como solvente a água. Os polímeros e copolímeros presentes na sua composição estão na forma de emulsão e não solução, como os esmaltes sintéticos, que são tintas de base de solvente. Os solventes utilizados nas tintas são de diferentes naturezas químicas. Os mais comuns são: os hidrocarbonetos alifáticos, presentes na aguarrás: os hidrocarbonetos aromáticos, como o xileno e tolueno; os glicóis, como o butil glicol, acetato de etilglicol, acetato de butil glicol; os acetatos, como os de etila e de butila; as cetonas, como o metil etil cetona (MEK) e a ciclohexanona; os álcoois, como o isopropílico, o butílico e o etílico. 4 Aditivos Os aditivos são espécies químicas adicionadas em pequenas proporções na tinta, geralmente em teores de 0,1% a 2%. proporcionando-lhe funções específicas. Conforme o tipo. os aditivos podem modificar determinadas características da tinta. Alguns aditivos, como os biocidas, têm ação contra microrganismos biológicos, como os aditivos fungicidas. bactericidas. algicidas, etc. . resultando em aumento da resistência a fungos. bactérias c algas. Outros, como os de função reológicos, podem estabilizar as . emulsões, mantendo os pigmentos em suspensão e facilitando a aplicação. Além desses. ainda existem os agentes dispersantes (leiisoativos ou umectantes) que auxiliam a produção da tinta. facilitando as interações interfaciais de ar/ sólido para líquido/ sólido. Ainda existem os secantes, que aceleram a secagem de tintas alquídicas: os antibolhas. que impedem a formação de bolhas, e os antinatas, que. adicionados durante a fabricação, impedem a reação dos óleos das tintas alquídicas na superfície em contato com o oxigênio do ar.
  4. 4. Formulação das tintas O que difere uma tinta da outra é a sua formulação. isto é. o proporcionamento de suas matérias-primas e propriedades desejadas. A proporção dos componentes constituintes das tintas tem elevada importância nas características de suas pinturas. O seu conhecimento permite a previsão de algumas de suas propriedades, como porosidade e durabilidade. Mas, para uma melhor previsão do seu comportamento, há necessidade de complementar-se o conhecimento por meio da realização de ensaios de desempenho, inclusive aplicados nos substratos com características semelhantes àqueles em que serão utilizados. Até os aditivos. como os agentes espessantes, coalescentes, dispersantes, biocidas e pigmentos têm papel decisivo no desempenho da pintura. As tintas normalmente são constituídas por aproximadamente l5 espécies químicas diferentes, muitas nem sempre possíveis de serem determinadas por análise química devido ao seu baixo teor. A fabricação da tinta envolve um elevado número de matérias-primas. O fabricante necessita de 750 a 1000 diferentes matérias-primas. Parte delas é usada para a fabricação de produtos intermediários, como as resinas e emulsões. Uma fórmula típica para a fabricação de esmalte sintético ou tinta látex necessita mais de lO componentes para a sua produção, conforme Fazenda e Diniz (2005). A Figura 2 ilustra a composição genérica de vários tipos de tinta do mercado. A tinta de alto teor de sólidos e a tinta "no VOC” são consideradas ecológicas. Lwvmji vom" , _á9"°_ 7 Volátil É_ _ l Solvente orgânico (agente coalescedor) Nao volatil aditivos : aditivos Figura l - Composição genérica dc tinta do mercado (Fonte: Sherwin Williams do Brasil. 2007). <~”Í'T›. ,› "Íílb. .<: :7:_': ;:~ / ~~~'*~x . ' 30%_ ^ u-. - 70%* Solventes 'p' Sowemes, 58952 q ~ A ---a Agua l esina 'li- , M l Resina i ~ SmVen-'es 'i ' n¡ MM"" ' 7095-: 2%'; l-. .._““'-- -sz-f? " "J ; --. ... --- "i 30%'- . _ 40%. ; i RBSÍYTS g ' _ _ pbmenms É a¡ Pigmentos 'p Pigmnh: Pigmentos Tinta convencional Tinta altos sólidos Tinta a base de agua Tinta “No VOC" Figum 2 - Composição genérica de vários tipos de tinta do mercado (Fonte: Gnecco. Mariano e Femandes. 2005).
  5. 5. Processo de fabricação As principais etapas do processo de fabricação (Figura 6) são constituídas por: _, a 'CM-*rfr-w . _ Í Pesagem mistura La Dispersão Completagem Correção l Q i Produto não / /' conforme Controle de qualidade _ cpgfggçfe í g g @@ Tmgimeml' Enlatamento Figura 6 - Processo de fabricação das tintas (adaptado de Silva, 2005). i controle de qualidade das matérias-primas e liberação daquelas aprovadas para área produtiva; i pesagem das matérias-primas de acordo com a quantidade determinada pela formulação e a quantidade a ser produzida; i pré-mistura para facilitar a obtenção de mistura homogênea de determinados componentes da tinta, como a resina, pigmentos, alguns aditivos e solventes; ° dispersão da mistura - etapa mais importante do processo (Kairalla et al. , 1995), na qual as partículas de pigmentos aglomeradas são separadas de seus aglomerados em um veículo líquido, auxiliada pela adição de dispersantes que promovem a completa umectação da superfície das partículas; após a umectação, cada uma das partículas deve ser envolvida suficientemente pela resina (quando as partículas voltam a se aglomerar, o efeito é chamado de floculação) (Figura 7); s moagem dos pigmentos em partículas ñnamente divididas por meio de moinhos de rolos, de areia ou de bolas; completagem, a etapa em que são adicionadas as matérias-primas restantes determinadas pela formulação, como o restante das resinas, aditivos secantes, antipele, solventes, etc. , sempre sob agitação; tingimento, que é a aplicação de pastas de tingimento sobre a mistura para o acerto da cor conforme o padrão; i controle de qualidade do produto final e acerto fmal, etapa em que os ensaios usados (principalmente viscosidade, teor de sólidos, massa específica, cobertura e pH) são aqueles de rápida execução, cujas propriedades são consideradas importantes para o material - a tinta é liberada se estiver dentro dos padrões especificados: l enlatamento ou envasamento, que é a etapa filial de colocação do lTlaICflzll para ser distribuída ao mercado.
  6. 6. Tintas e vernizes usadas na construção civil As tintas e os vemizes, de modo geral, possui várias formas de classificação. sendo mais usuais as seguintes: _ a composição, conforme o tipo de veiculo não volátil (resina), se alquídica ou látex; _ o uso final, confonne o ambiente onde será aplicada a tinta (interior. exterior. rural, industrial ou marítimo) e o tipo de base (madeira, metal, alvenaria. concreto, azulejo, etc. ); -“ o modo de cura, conforme o mecanismo de formação de filme. se por evaporação do solvente, por oxidação ao ar ou pelo calor (em estufa): . o o aspecto do acabamento final da pintura, se transparente (vemiz) OU pigmentado (tinta), ou a textura do acabamento, se fosco, brilhante ou acetinado, ou ainda a cor, se colorida, branca ou metálica. Os usuários tendem a classificar de acordo com os três últimos critérios. 111115 os tecnologistas preferem a classificação de acordo com a composição. d. ? produto. A classificação de acordo com a composição apresenta duas categorialb- * base solvente, que são produtos que contêm ou são diluíveis (solúveis) 6m solventes orgânicos: ~ base água, que são os produtos diluíveis ou dispersos em água. _ _ Na Quadro 2, estão apresentadas as tintas de acabamentos convencionais mais utilizadas na construção civil. Além dos produtos que formam barreilfl- existem os silicones, produtos que não formam barreira de proteção, mas 5:10 conhecidos como produtos de tratamento de superfícies. São incolores, não alteram o aspecto da superfície. São produtos hidrófobos - repelem a água C água contendo sais dissolvidos. como a maresia. Quadm 2- Principais tintas e vemizes empregados na Construção Civil. Látex PVAc - Acrílico (base água e blind_ Látex acrílico solvente) ? vlinerais porosos - Concreto . . - Reboco ° Látex textura ' ° Poliuretânico o Argamassa ° Esmalte sintético (alquídica) monocomponente . ,- - Cenimiea - Epóxi bicomponente. base soh CHIC' o Gesso ' (Jaiação ¡ e base água ° Base de cimento i - Vemíz epóxi. base soh ente e ¡ ¡ ' Base de silicatos alcalinos base água t l) ' (sódio, potássio) É t _É bladeirzi e seus ° A oleo ° Sintético v A derivados ' Esmalte sintético (resina ° Poliuretánico alquidica). base solvente e monocomponente com liltm l base água l solar ' ' lmpregnante ('°staiins"), base i - Poliuretânico bicomponentes 7 7 solvente e base anita (I ) PVC ' A oleo ° Esmalte sintético (resina | alquídica). base solvente e l lvletailicos ° A óleo l ° Fcimsos ' Esmalte sintético (resina , - ° Não ferrosos alquídica). base solvente cl base água t ° Esmalte sintético (resina alquidica). base solvente de( base água. dupla ação ' Epóxi. base solvente e base ávua (l) Observações: (1 ) Pouco usado na construção civil, geralmente usado em manutenção industrial. Além desses produtos que formam barreira e os que não forn existem a caiação, as tintas à base de silicatos e à base de cimento. Serão tratadas neste capitulo. Esses tipos de acabamentos são recom aPlícação em alvenarias com problemas de umidade. Pelo fato c elevada permeabilidade ao vapor, minimizam o aparecimento de efl( Superfície com umidade elevada.
  7. 7. Tipos de sistemas de pintura Existe um elevado número de sistemas de pintura no mercado, alguns para aplicaçoes em substratos específicos, como tinta para aplicação em superfícies de gesso. Nem sempre há necessidade de aplicação de sistema de pintura específica. O exemplo dado pode ser substituído pela aplicação de fundo preparador de paredes seguida de aplicação de tinta látex, acabamento fosco. Na norma NBR 11702 (ABNT. 1995). estão detalhados todos os sistemas de pintura do mercado brasileiro. No Quadro 3 estão resumidos os sistemas de pintura mais usados na construção civil e apresentados na ordem de aplicação. Quadro 3 - Principais tipos de sistemas de pintura etnpregttdtms na Construção Civil Sistemas de inturu Produtos iara a inturu l-'undo selador : Eílíllcttn-jgütlliltlt) e ou liquido preparador de aredes Acrílico. base ; igua Niassa ; teriliea à_ _ TER! ÍLIÉLW irei¡| igL_: ieabameiittillvsggg. acetinado e . 'L'_llllhl'_illltl _ 7 . cr_i| ic_9. base . solvente _AlvPouçoitsados. aprescntanreleiatlt» 7(_)›(' &NWJESÍSIÕHÇÍQ ao intempcrismg_ Fundo selador x inil¡et› iumentado Vinílico. base agua útlãls. 'ãtíliti_f_l: ltrl_ãl __ N# _ _lEta latex inilietv _V_ Fundo seladorpjgntetttado lFundo ; tntieorrosix o l Fundo promotor' de adgeitga Alquidieo. base . solvente . lassa para Inadeira V ílglhilmcnlt) _ljosetx açitingtdo ebrilhaitteh H Esmalte . sintético al ttidieo de du Ia ação. ara metais Ierrosos lfsmaltesiittetico ¡tltluítlieo de tlupla &Çñtllílfãl metais não lerrosos , lli"l: z='. iêl_~'s* , l-'uirdo selador pigmentado Fundo ¡tntiegirrírosivo _ H V_ 7 Fundo promotor de aderência¡ Àh-lttsrsjt_ para tttíldilrit V r__7_ Mqllitüül- 5355 5114111' l; . tlttllc sintético alquidieo. zicaihameitto fosco. acetinado e brilhante Esmalte . sintético : tlqttídico de dtglla açãtnpttra Iuetais lerrosos EsmaItaísintgtigrziltpiídicg c_| _c tluplttagagi: pag metais itüoJL-_rrimis l Tinta a oleo Étindtlsíseladtxres (É híormvponeittes Bicomponettte epóxi. base Fundos antieorrosivos de bieom onentes zígrg _ _ 'lintzrggstnalte Lhigomponçntes__ l-'untlos selxlltyregli ÍYLCÀQBIDQIICIILÇS Bieomponcnte epóxi. base Ftntdosttntieorrtgsivos de bicomponentes *Ohêtlle *Tinta (esmaltel bicomponentes Verniz. base agua . Vemiz. sintético ltltluldlcü. :teabzimeitto tosco. ;teetinatlo e brilhante lyfcmíz. sintéticp I_I_Í_KLI1Í_KÍ¡CIY; _QQI_E filtro snlur _ M_ _o Àfernj; .sintético alquidico. acabamento lñoseropacetinadoie brilhante_ v Vemiz Inonoeomponente. yernigjintetieo alíuidico. com liltrt) solar: 5115C _ __ _ ___ VCflllA/ :dp()llllftjàllltít) A _f i7 Verniz bicomponente. luaselÍgnigJpoliurganico_ base solvente agua e lvase solvente Vemiz ep_óxi. base agua e base solvente 7 Conhecidos no tnercado como . s-Iuin. são alvsorvidos pela Inadeint. saturando- lmpregttantes para ntadeira l . se parcial ou totalmente as libras superliciatis, Alguns produtos kontént Itidrorepelettte na lormttlaieãtw. como paralinas e ceras. líste tipo de produto pode . ser encontrado nos ; tcahamentos transparente ou semitranspnrente. sent a tbrmztçñt) de barreira de proteção. () produto no aieahantento semitmns atente contém bttixos teores de iumentos inoruzinieos.
  8. 8. Principais constituintes dos sistemas de pintura 0 que nós chamamos de pintura não deve ser entendido apenas cc acabamento. Ela é composta por fundos e líquidos preparadore: massas e, por fim, a tinta de acabamento. Cada um dos produto flfnção definida conforme detalhado a seguir e aplicada na ordem a Figura 8: - . . Lu_: _¡-_, Tlnta do acabam! ” . .. A *i ig-_gntg doxfuiíãí “tir-yu” § a' “A51” Figura 8 - Principais constituintes dos sistemas de pintura 0 Fundo: é um produto destinado à primeira demão ou mais demãos sobre a superfície e funciona como uma ponte entre o substrato e ; tinta de acabamento. Serve para reduzir ou uniformizar a absorçãt de superfícies de alvenarias de argamassa, neste caso, também conhecido no mercado como selador. O fundo é chamado de “primer" em caso de aplicação sobre superfícies metálicas, nestc caso, entram em sua composição pigmentos anticorrosivos os quai; servem para inibir a corrosão da superfície metálica. Em sistema de pintura de manutenção industrial ainda existe uma camada detinta intermediária que tem a finalidade de aumentar a espessura da película, sem necessidade de características anticorrosivas ou d( pigmentos coloridos. A tinta intermediária é recomendada em caso: de pintura em ambientes de elevada agressividade. E em caso dc superfícies não metálicas existe o fundo para aderência em metai: não-ferrosos, chamado de “washprimef”, que aumenta a capacidad( de ancoragem da tinta de acabamento. -Fundo preparador de paredes; tem como característica principa promover a coesão de partículas soltas do substrato, por isso é especialmente recomendada a aplicação sobre superfícies nã( muito firmes e sem coesão, por exemplo: argamassa pobre e sen resistência mecânica, sobre caiação nas repinturas, forros de gesso - Massa: é um produto pastoso, com elevado teor de cargas, sem finalidade de dar cor, o qual serve para a correção de irregularidades da superfície já selada. Estes produtos devem ser aplicados em camadas muito finas par: evitar o aparecimento de fissuras ou reentrâncias. 0 Tinta de acabamento: é a parte visível do sistema de pintura. É a que apresenta as propriedades necessárias para o fim a que se destina, inclusive tonalidade.
  9. 9. Impacto ambiental das tintas As tintas, tanto aquelas com finalidade decorativa. como as de proteção. podem conter em sua formulação componentes potencialmente tóxicos que causam efeitos na saúde dos seres vivos e impactos no ambiente. Quando líquidas. podem emitir compostos orgânicos voláteis (vide nota l) que não só contribuem para_ i1 poluição atmosférica e afetam a saúde do trabalhador durante a fase de _construçao do edifício, como também reduzem a qualidade do ar presente no_ interior do edifício, prejudicando o conforto, a saúde e a produtividade dos usuarios. Quando secas. na forma de película. tanto as tintas com finalidade decorativa como aquelas de proteção podem conter em sua formulação metais pesados. como os pigmentos coloridos. que são potencialmente tóxicos. Além dessas substâncias. ainda contêm biocidas, que são aditivos que têm a função para preservar a tinta. na forma líquida ou como película de pintura. contra a ação de agentes biológicos. como as bactérias. os fungos e as algas. Uma das principais linhas de pesquisa nas indústrias de tinta tem sido o desenvolvimento de produtos de menor impacto ambiental. em especial quanto à emissão de solventes à atmosfera. Para a redução dessas emissões. estão sendo realizadas mudanças significativas na formulação das tintas. na sua produção e na sua forma de aplicação. Estão sendo desenvolvidas novas tecnologias, tais como: a produção de tintas de baixo odor, com elevado teor de sólidos. a redução da quantidade de solventes aromáticos na sua composição ou mesmo a sua eliminação. a reformulação dos solventes normalmente empregados. o uso de solventes oxigenados, além de emprego de novos tipos de coalescentes, a produção de tintas em pó e a substituição de produtos de base solvente por emulsões aquosas. No uso de produtos para a pintura. recomenda-se sempre selecionar aqueles que possuem. na fonnulação. menor teor de componentes nocivos à saúde ou ao_ meio ambiente. A seguir. estão discutidos os efeitos das duas principais fontes de impacto ambiental. VOC O VOC é definido pela nonna ASTM D 3960-05 (ASTM. 2005) como sendo qualquer composto orgânicoô que participa de reações fotoquímicas na atmosfera. A Diretiva 2004/42/CE (DIARIO OFICIAL DE LA UNION EUROPEA, 2004. p. L143/89) define o VOC como qualquer composto orgânico que tenha ponto de ebulição inicial menor ou igual a 250°C a uma pressão padrão de 101,3 kPzL As tintas. principalmente aquelas de base solvente. como a tinta a óleo. o esmalte sintético e os produtos auxiliares usados durante a pintura, como aguanas e thinner. emitem à atmosfera hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos, hidrocarbonetos contendo halogênio. cetonas, ésteres. álcoois, os quais. em meio ambiente extemo, contribuem para a fonnação do ozônio troposférico ( "smog " fotoquímico), que tem efeitos prejudiciais à saúde, principalmente para a população que faz parte de grupos vulneráveis a este agente. Os hidrocarbonetos (VOCs), em combinação com os óxidos de nitrogênio. a radiação UV presente na luz solar e o calor reagem entre si. formando compostos oxidantes, como o ozônio troposférico. responsáveis pela fonnação da névoa fotoquímica urbana. A emissão se inicia na fase final de construção, principalmente durante as operações de pintura e secagem. bem como nas primeiras idades de ocupação. As substâncias emitidas durante a execução da pintura podem afetar a saúde do trabalhador, resultando em problemas de saúde ocupacional e prejuízos na sua produtividade.

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