2015 a seriedade da visita hospitalar

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2015 a seriedade da visita hospitalar

  1. 1. CCapelaniaapelania HHospitalarospitalar Disse Jesus:Disse Jesus: ““VVinde, benditos do meu Pai...inde, benditos do meu Pai... pporque estive enfermo,orque estive enfermo, ee me visitastes”me visitastes” (Mt.25:34-36)(Mt.25:34-36) O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido quem o pode suportar? (Pv.18:14) Capelania
  2. 2. CCapelaniaapelania HHospitalarospitalar ““AA seriedade na visitaseriedade na visita hospitalar com relação aoshospitalar com relação aos temores do pacientetemores do paciente interno”interno” Capelania
  3. 3. TemoresTemores na UTIna UTI  A hospitalização na UTI, agrava para oA hospitalização na UTI, agrava para o paciente e família, sentimentos depaciente e família, sentimentos de insegurança, insatisfação, confinamento,insegurança, insatisfação, confinamento, angústia e medo.angústia e medo.  Na UTI ele reconhece que sua vida correNa UTI ele reconhece que sua vida corre perigo e está sendo controlada porperigo e está sendo controlada por pessoas estranhas. Tais angústias o deixapessoas estranhas. Tais angústias o deixa muito nervoso e irritado e commuito nervoso e irritado e com amedrontadoamedrontado.. Capelania
  4. 4. Os temores na UTIOs temores na UTI  Na UTI as visitas são controladas, limitadas, pré-Na UTI as visitas são controladas, limitadas, pré- determinados os horários, ocorrem atrasos pordeterminados os horários, ocorrem atrasos por procedimentos e inter-corrências.procedimentos e inter-corrências.  Fervilha a cabeça do doente, pela maquinariaFervilha a cabeça do doente, pela maquinaria presente, constante movimento, gritos de dorespresente, constante movimento, gritos de dores ocorrem, colega de leito ao lado que vai a óbito.ocorrem, colega de leito ao lado que vai a óbito.  Como fica este doente e família, quandoComo fica este doente e família, quando impossibilitado de se comunicar ?impossibilitado de se comunicar ? Capelania
  5. 5. CCapelaniaapelania HHospitalarospitalar  ““Nenhum de nós crê na própria morte...Nenhum de nós crê na própria morte... Nosso inconsciente não aceita a idéia deNosso inconsciente não aceita a idéia de dever morrer”dever morrer” (Freud).(Freud).  Um casal pode ter passado anos brigando,Um casal pode ter passado anos brigando, mas quando um deles morre o outro arrancamas quando um deles morre o outro arranca os cabelos, lamenta, chora, grita, bate noos cabelos, lamenta, chora, grita, bate no peito em sinal de pesar, medo e angústia,peito em sinal de pesar, medo e angústia, temendo ainda mais sua própria morte.temendo ainda mais sua própria morte. Capelania
  6. 6. A solidariedadeA solidariedade  Daí a importância da igreja, realizar esteDaí a importância da igreja, realizar este chamado ao “consolo” do enfermo aliviandochamado ao “consolo” do enfermo aliviando sua dor e ministrando o evangelho do Senhorsua dor e ministrando o evangelho do Senhor  ““Um coração ansioso deixa o homemUm coração ansioso deixa o homem frustrado e derrotado, mas uma palavrafrustrado e derrotado, mas uma palavra amiga de ânimo e simpatia renova as forças”amiga de ânimo e simpatia renova as forças” (Pv. 12:25 -(Pv. 12:25 - Bíblia Viva).Bíblia Viva). Capelania
  7. 7. Capelania Hospitalar: O que é?Capelania Hospitalar: O que é?  Um departamento do hospital que prestaUm departamento do hospital que presta um serviço voluntário aos pacientes,um serviço voluntário aos pacientes, familiares, e profissionais da saúde, com ofamiliares, e profissionais da saúde, com o objetivo de desenvolver um ministério deobjetivo de desenvolver um ministério de consolo espiritual de forma solidária e temconsolo espiritual de forma solidária e tem como objetivo à transmissão dos cuidadoscomo objetivo à transmissão dos cuidados pastorais às pessoas que estão em crise.pastorais às pessoas que estão em crise. Capelania
  8. 8. A importância da visita hospitalarA importância da visita hospitalar  Nos hospitais, mais que em outrosNos hospitais, mais que em outros lugares, temos a grande oportunidade delugares, temos a grande oportunidade de ministrar o evangelho do consolo àsministrar o evangelho do consolo às pessoas com dificuldades de saúde.pessoas com dificuldades de saúde.  São mais as pessoas passam pelosSão mais as pessoas passam pelos hospitais do que pelas igrejashospitais do que pelas igrejas O hospital, é a igreja que está foraO hospital, é a igreja que está fora Capelania
  9. 9. O hospital, uma empresa diferenciadaO hospital, uma empresa diferenciada  DDiferenciada de qualquer outra instituiçãoiferenciada de qualquer outra instituição pública ou privada.pública ou privada.  AA pessoa vai a igreja em busca de religião epessoa vai a igreja em busca de religião e vai ao hospital em busca de saúde.vai ao hospital em busca de saúde.  DDeste modo, os que se prontificam a fazer esseeste modo, os que se prontificam a fazer esse trabalho, devem comungar de uma filosofia játrabalho, devem comungar de uma filosofia já existente diferenciada das demaisexistente diferenciada das demais.. Capelania
  10. 10. Capelania hospitalar e a dor  AA enfermidade, seja ela causada por umenfermidade, seja ela causada por um acidente ou qualquer alteração física, provocaacidente ou qualquer alteração física, provoca no homem surpresas desagradáveis.no homem surpresas desagradáveis. AA maior dor sentida num hospital nemmaior dor sentida num hospital nem sempre é a dor física: mas é a dor de sentir-sesempre é a dor física: mas é a dor de sentir-se solitáriosolitário,, abandonadoabandonado,, rejeitadorejeitado, e, e inválido.inválido. ÉÉ a dor de depender de pessoasa dor de depender de pessoas desconhecidas. É uma espécie particular dedesconhecidas. É uma espécie particular de dor e solidão: seu medodor e solidão: seu medo Capelania
  11. 11. A pessoa doente no hospitalA pessoa doente no hospital  OO doente é tirado de seu ritmo normal dedoente é tirado de seu ritmo normal de vida, Interrompendo seus planos evida, Interrompendo seus planos e confundindo seus alvos.confundindo seus alvos.  DDesestabiliza sua situação financeira.esestabiliza sua situação financeira.  DDesprotege-o da intimidade de sua família.esprotege-o da intimidade de sua família.  DDistancia-o de seus amigos, tira-lhes a roupaistancia-o de seus amigos, tira-lhes a roupa e lhe dão nova roupagem.e lhe dão nova roupagem. ((Como se sente o paciente com as roupas do hospitalComo se sente o paciente com as roupas do hospital?)?) Capelania
  12. 12. A pessoa doente no hospitalA pessoa doente no hospital  TTodos exercem poder de fala sobre o doente:odos exercem poder de fala sobre o doente: enfermagem, higienização, manutenção,enfermagem, higienização, manutenção, serviços gerais, nutrição, etc...serviços gerais, nutrição, etc...  QQuando impossibilitado de ser removido, éuando impossibilitado de ser removido, é literalmente despido para o banho ouliteralmente despido para o banho ou mudança de sua roupa, causando-lhemudança de sua roupa, causando-lhe sentimentos de vergonha, por sentir-sesentimentos de vergonha, por sentir-se exposto também aos demais doentes do seuexposto também aos demais doentes do seu quarto.quarto.  Ficam ausentes também todos os sons,Ficam ausentes também todos os sons, aromas, e percepções visuais do seu ambientearomas, e percepções visuais do seu ambiente usualusual Capelania
  13. 13. A pessoa doente no hospitalA pessoa doente no hospital  Muitas vezes em lugar do seu nome,Muitas vezes em lugar do seu nome, recebe um número ou o nomerecebe um número ou o nome científico da gravidade de sua doençacientífico da gravidade de sua doença  O hospital é um local estranho, entreO hospital é um local estranho, entre pessoas desconhecidas, onde o pacientepessoas desconhecidas, onde o paciente como pessoa humana perde suacomo pessoa humana perde sua identidade e autonomiaidentidade e autonomia Capelania
  14. 14. A pessoa doente no hospitalA pessoa doente no hospital  A pessoa enferma enfrenta profunda turbulênciaA pessoa enferma enfrenta profunda turbulência na sua vida psicológica e emocional. Todona sua vida psicológica e emocional. Todo desequilíbrio emocional intenso exerce grandedesequilíbrio emocional intenso exerce grande influência na vida física do indivíduo,influência na vida física do indivíduo, produzindo-lhe graves problemas.produzindo-lhe graves problemas.  O doente está sujeito a sérios distúrbiosO doente está sujeito a sérios distúrbios emocionais, e seus familiares são por elesemocionais, e seus familiares são por eles afetados. A capelania hospitalar objetiva assimafetados. A capelania hospitalar objetiva assim alcançar também a família do paciente.alcançar também a família do paciente. Capelania
  15. 15. A pessoa doente no hospitalA pessoa doente no hospital UTI – Neonatal / Apartamentos e enfermariaUTI – Neonatal / Apartamentos e enfermaria Repouso da emergênciaRepouso da emergência  A UTI Neonatal é o local que concentraA UTI Neonatal é o local que concentra os principais recursos, humanos eos principais recursos, humanos e materiais, necessários para dar suportemateriais, necessários para dar suporte ininterrupto às funções vitais dosininterrupto às funções vitais dos recém-nascidos ali internadosrecém-nascidos ali internados (Web site(Web site Guia do bebê, 2006).Guia do bebê, 2006). Capelania
  16. 16. A pessoa doente no hospitalA pessoa doente no hospital  UTI Geral e UTI Coronária se constituiUTI Geral e UTI Coronária se constitui outras áreas de cuidados mais intensivosoutras áreas de cuidados mais intensivos em que o paciente necessitaem que o paciente necessita acompanhamento permanente comacompanhamento permanente com equipamentos específicos.equipamentos específicos.  O doente internado na UTI, normalmente éO doente internado na UTI, normalmente é de risco iminentede risco iminente Capelania
  17. 17. A pessoa doente na UTIA pessoa doente na UTI  A angústia gerada a partir doA angústia gerada a partir do diagnóstico desencadeia reaçõesdiagnóstico desencadeia reações psíquicas específicas. Na maioria daspsíquicas específicas. Na maioria das vezes, o primeiro momento vemvezes, o primeiro momento vem acompanhado de um choque inicial queacompanhado de um choque inicial que leva ao temor, à profunda tristeza, aoleva ao temor, à profunda tristeza, ao choro e ao desesperochoro e ao desespero.. Capelania
  18. 18. O doente grave na UTIO doente grave na UTI  A partir do momento em que se está comA partir do momento em que se está com uma doença grave, a vida gira em funçãouma doença grave, a vida gira em função dela, o mundo torna-se vazio,dela, o mundo torna-se vazio, desinteressante e pobre, o indivíduo sente-sedesinteressante e pobre, o indivíduo sente-se desanimado e desesperado, por isso, édesanimado e desesperado, por isso, é necessário que se compreenda esta situaçãonecessário que se compreenda esta situação com respeito, consideração e lhe ofereçacom respeito, consideração e lhe ofereça ajuda.ajuda. Capelania
  19. 19. O doente em fase terminal: estágiosO doente em fase terminal: estágios Os estágios são:Os estágios são:  Negação e Isolamento: "Isso não pode estarNegação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo."acontecendo."  CóleraCólera (Raiva):(Raiva): "Por que eu? Não é justo.""Por que eu? Não é justo."  Negociação: "Me deixe viver apenas até meusNegociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem."filhos crescerem."  Depressão:Depressão: (tristeza profunda)(tristeza profunda) "Estou tão triste."Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?"Por que se preocupar com qualquer coisa?"  Aceitação: "Tudo vai acabar bem."Aceitação: "Tudo vai acabar bem." Capelania
  20. 20. Como proceder na visitação na UTIComo proceder na visitação na UTI PProcedimentos de higiene pessoal.rocedimentos de higiene pessoal. AAproximação e interação com o paciente.proximação e interação com o paciente. FFalar ou não falar, tocar ou não tocaralar ou não falar, tocar ou não tocar Chorar faz bem?Chorar faz bem?  Não tocar nos equipamentos.Não tocar nos equipamentos.  Evitar infecção cruzada.Evitar infecção cruzada.  O ser humano elimina, dependendo de sua atividade física de 3.000 a 60.000 bactérias por minuto, que aderem às fibras dos tecidos e se agitadas, podem ser dispersas Capelania
  21. 21. Assistindo a família e acompanhantesAssistindo a família e acompanhantes  Pode-se fazer reuniões com estas famílias,Pode-se fazer reuniões com estas famílias, pois compreender o que eles estãopois compreender o que eles estão passando, faz com que muitos fiquempassando, faz com que muitos fiquem aliviados ao saber que o que estãoaliviados ao saber que o que estão passando tem compreensão e apoiopassando tem compreensão e apoio  A família e amigos do enfermo também sofremA família e amigos do enfermo também sofrem Capelania
  22. 22. A pessoa do visitadorA pessoa do visitador  Este necessita ter vocação, postura, ética,Este necessita ter vocação, postura, ética, saúde, mente aberta, equilíbriosaúde, mente aberta, equilíbrio emocional, asseio, preparo profissional eemocional, asseio, preparo profissional e discernimento para as atividades adiscernimento para as atividades a desenvolver com a família.desenvolver com a família.  Deve conhecer leis, regras, e inteirar-seDeve conhecer leis, regras, e inteirar-se sempre da interdisplinidade hospitalarsempre da interdisplinidade hospitalar Capelania
  23. 23. A pessoa do visitador na UTIA pessoa do visitador na UTI  Se o doente está em coma, fale baixo aoSe o doente está em coma, fale baixo ao seu ouvido, fale de fé e esperança, apesarseu ouvido, fale de fé e esperança, apesar de não responder sua palavra não voltade não responder sua palavra não volta vaziavazia  Se está lúcido, demonstre otimismo eSe está lúcido, demonstre otimismo e encorajamentoencorajamento  Leia a Palavra de Deus, em textosLeia a Palavra de Deus, em textos escolhidosescolhidos (Por exemplo: Salmo 23)(Por exemplo: Salmo 23) Capelania
  24. 24. A pessoa do visitadorA pessoa do visitador  Pergunte se ele deseja que faça umaPergunte se ele deseja que faça uma oração?oração?  Ore baixo, lentamente e suave, nãoOre baixo, lentamente e suave, não mude o tom da vozmude o tom da voz  Evite tocar no doente, todavia se eleEvite tocar no doente, todavia se ele desejar, e suas mãos estão limpas, devedesejar, e suas mãos estão limpas, deve tocar suavementetocar suavemente Capelania
  25. 25. O Senhor vos abençoe!O Senhor vos abençoe! FFavo de mel são as palavrasavo de mel são as palavras agradáveis.agradáveis. DDoçura para a almaoçura para a alma e saúde parae saúde para os ossos.os ossos. (Pv.16:24).(Pv.16:24). Capelania

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