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Os principais sinais e sintomas da LLA são:   Febre, Infecções, fraqueza e fadiga, sangramentos, perda de apetite e peso, ...
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O transplante de medula óssea também pode ser indicado em alguns casos deLeucemia Linfóide Crônica.   Leucemia Mielóide Cr...
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Leucemia

  1. 1. Leucemia refere-se a um grupo de doenças complexas e diferentes entre si,que afetam a produção dos glóbulos brancos (leucócitos), de origem na maioria dasvezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de célulasjovens (blásticas) anormais na medula óssea que substituem as células sangüíneasnormais. Para melhor entender a leucemia, é importante compreendermos a composiçãodo sangue e da medula óssea. O sangue é composto do plasma e de células emsuspensão. O plasma é formado por água onde se dissolvem várias substânciasquímicas como proteínas, vitaminas, hormônios, minerais e anticorpos, inclusiveaqueles produzidos nas nossas vacinações. As células são os glóbulos vermelhos, plaquetas e os glóbulos brancos que sedividem em neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos. Os glóbulosvermelhos formam quase 50% do volume do sangue e são compostos pelahemoglobina, uma proteína com a função de captar oxigênio nos pulmões e levá-loaos tecidos. As plaquetas são as células do sangue que ajudam o nosso organismo acontrolar as hemorragias. Além das plaquetas, outros elementos da coagulaçãogarantem a formação de um coágulo forte.Os glóbulos brancos são compostos devárias células diferentes que podem se dividir em: Neutrófilos Os neutrófilos e monócitos que são denominados fagócitos, porque ingerem asbactérias e fungos causando sua destruição. Por isso são células que auxiliam nacura da maioria das infecções. Linfócitos Os linfócitos têm como principal função produzir a imunidade. Existem três tipos:os linfócitos T, B e os NK (Natural killer). Eosinófilos Eosinófilos e basófilos atuam principalmente nas respostas alérgicas.
  2. 2. A medula óssea é um tecido esponjoso onde ocorre a produção das célulassangüíneas. Ela ocupa a parte central dos ossos. Todos os ossos são ativos nafabricação do sangue quando nascemos, no entanto, à medida que o tempo passa amedula de alguns ossos diminuem a produção de sangue, permanecendo nosadultos jovens, nos ossos da bacia, ombros, costelas e esterno. Hematopoese é o processo de formação do sangue. Um número de célulaschamadas indiferenciadas são denominadas células-tronco hematopoéticas e sãoresponsáveis pela produção de sangue na medula óssea, transformando-se emtodas as células do sangue. Esse processo é chamado diferenciação. Após esseprocesso, as células diferenciadas alcançam a circulação sangüínea, a fim deexercer suas funções. Os dois tipos de leucemia mais freqüentes em crianças são: a leucemia linfóideaguda ou linfoblástica e a leucemia mielóide aguda. Esta última tem vários subtipos:mieloblástica, promielocítica, mielomonocítica e monocítica. Leucemia linfóide aguda A leucemia aguda tem como característica o crescimento rápido de célulassanguíneas imaturas. Esse acúmulo de células faz com que a medula óssea nãotenha capacidade de produzir células sanguíneas saudáveis. A forma aguda deleucemia pode ocorrer em crianças e em adultos jovens. Quando a leucemia afetaas células linfócitas, é chamada de linfóide. A leucemia linfóide aguda resulta naprodução descontrolada de blastos (cada uma das células indiferenciadas presentesno organismo, em especial aquelas que darão origem às células do sangue) comdiminuição na produção normal de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. A leucemia linfóide aguda (sigla: LLA) tem origem nos linfócitos primitivos quepodem estar em diferentes estágios de desenvolvimento. As células com leucemia não conseguem realizar as suas funções, comocombater a infecção, levar oxigênio para os tecidos e coagular, por isso os pacientescom leucemia costumeiramente apresentam, anemia e sangramentos. Os sintomas de leucemia linfóide aguda podem ser iguais aos de várias outrasdoenças ou infecções. Um diagnóstico seguro da doença só pode ser feito depois deum exame clínico minucioso seguido de exames específicos.
  3. 3. Os principais sinais e sintomas da LLA são: Febre, Infecções, fraqueza e fadiga, sangramentos, perda de apetite e peso, sudorese noturna, manchas roxas na pele, dor óssea, dor nas articulações, dor abdominal em função do aumento do baço, aumento dos gânglios linfáticos, chamada de adenomegalia, aumento do tamanho dos testículos dos meninos, dor de cabeça e vômitos Para investigar esses sintomas, o médico faz um levantamento do histórico do paciente, um exame físico e exames de sangue. Para confirmar o diagnóstico da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é necessário fazer um mielograma que é uma punção da medula óssea. O envolvimento do sistema nervoso é avaliado através da coleta e estudo do líquor. O diagnóstico definitivo inclui análise microscópica da medula óssea, exames de imunofenotipagem que possibilitam a avaliação do tipo de leucemia e citogenética que é a análise das alterações genéticas das células. O tratamento da leucemia é feito com quimioterapia. É importante que aquimioterpia comece assim que o diagnóstico de LLA for confirmado. No tratamentoda leucemia linfóide aguda, é utilizada uma combinação de várias drogas paracontrole da doença. A leucemia mielóide aguda adulta é um tipo de câncer no qual a medula ósseafabrica mieloblastos (um tipo de célula sanguínea), células vermelhas sanguíneas ouplaquetas anormais. Leucemia mielóide aguda adulta é um câncer do sangue emedula óssea. Esse tipo de câncer geralmente piora rapidamente se não for tratado.Esse é o tipo mais comum de leucemia aguda em adultos.Em condições normais, a medula óssea fabrica células tronco (células imaturas) quese desenvolvem em células sanguíneas maduras. A célula tronco sanguínea podetornar-se uma célula tronco mielóide ou uma célula tronco linfóide. As células troncolinfóides se desenvolvem em células brancas sanguíneas. Já as células troncomielóides podem se desenvolver em um dos três tipos de células sanguíneasmaduras:
  4. 4. * Células vermelhas sanguíneas, que carregam oxigênio e outros materiais para ostecidos do corpo.* Células brancas sanguíneas, que combatem infecções e doenças.* Plaquetas, que ajudam a prevenir sangramentos causando coagulação sanguínea. Na leucemia mielóide aguda as células tronco mielóides geralmente sedesenvolvem em um tipo de célula branca imatura chamada mioloblasto. Os mioloblastos na leucemia mielóide aguda são anormais e não se tornamcélulas brancas saudáveis. Algumas vezes na leucemia mielóide aguda muitascélulas tronco se desenvolvem em células vermelhas ou plaquetas anormais deleucemia. As células de leucemia podem se acumular na medula óssea e sangue, fazendocom que haja pouco espaço para as células sanguíneas saudáveis. Quando issoacontece, pode ocorrer infecção, anemia ou sangramento fácil. Células de leucemia podem se espalhar para outras partes do corpo, incluindo osistema nervoso central (cérebro e cordão espinhal), pele e gengiva. Fatores de risco para leucemia mielóide agudaTudo que eleva o risco da pessoa de ter uma doença é chamado fator de risco. Terfator de risco não significa que terá câncer. Da mesma forma, não ter fator de risconão significa que ficará livre de desenvolver a doença. Possíveis fatores de riscopara leucemia mielóide aguda incluem:* Ser homem.* Fumar, especialmente depois dos 60 anos.* Ter sofrido tratamento com quimioterapia ou radioterapia no passado.* Ter sido tratado na infância para leucemia aguda linfoblástica.* Ter sido exposto ao químico benzeno.* Ter histórico de desordem sanguínea.
  5. 5. Sintomas e sinais de leucemia mielóide agudaPossíveis sinais e sintomas de leucemia mielóide aguda incluem febre, cansaço esangramento fácil. Os primeiros sinais de leucemia mielóide aguda são parecidoscom aqueles de gripe e outras doenças comuns. Um médico deve ser consultadocaso ocorram: Febre. falta de ar, sangramento fácil, fraqueza, perda de peso ouperda de apetite. Leucemia linfóide crônica A leucemia linfóide crônica é resultado de uma lesão adquirida no DNA de umaúnica célula, um linfócito, na medula óssea. Essa lesão, apesar de ter origem noDNA, não é hereditária e a leucemia não está presente no nascimento. Ospesquisadores ainda não sabem o que causa essa lesão no DNA de pacientes comleucemia linfóide crônica (LLC). Esta lesão no DNA da célula dá uma capacidade de crescimento e desobrevivência maior à célula, o que faz com que ela se torne anormal e maligna, istoé, uma célula leucêmica. Isto gera um crescimento desordenado de células linfóidesna medula, aumentando o número de linfócitos no sangue. As células leucêmicasacumuladas na medula nos casos de leucemia linfóide crônica - LLC, ao contrário daleucemia linfóide aguda, não impedem a formação de células normais. A LLC édescoberta, na maioria das vezes, em pacientes que fazem seus exames médicos elaboratoriais de rotina. Estudos apontam que a leucemia linfóide aguda pode aparecer muito mais entreparentes de primeiro grau do que entre pessoas não relacionadas entre si. A LLC costuma acometer pacientes com idade acima dos 50 anos. Essaincidência aumenta conforme a idade avança. A leucemia linfóide crônicadificilmente se manifesta antes dos 40 anos, e, ao contrário da leucemia linfóideaguda, não é uma doença que aparece em crianças ou adolescentes. Os sintomas da Leucemia Linfóide Crônica aparecem aos poucos. É comum opaciente apresentar mais falta de ar e cansaço durante as atividades físicas. Opaciente com LLC pode começar a emagrecer sem motivo aparente, apresentar
  6. 6. infecções na pele, nos pulmões e em outros órgãos. Muitos pacientes com leucemialinfóide crônica apresentam ínguas, que são o aumento dos gânglios. Como estessintomas podem ser característicos de outras doenças, o diagnóstico da leucemialinfóide crônica é feito, em geral, casualmente, em uma consulta ou exame médicode rotina. Este tipo de leucemia pode ficar estável por muitos anos e o acompanhamentocom um médico, de preferência oncologista ou hematologista, exames clínicos elaboratoriais devem ser feitos regularmente, mas não há necessidade de maioresintervenções. Caso o paciente com LLC tenha febre, sinais de infecção, sangramento oumudanças clínicas repentinas, deverá entrar imediatamente com o médico. O diagnóstico definitivo da Leucemia Linfóide Crônica é feito através de umhemograma, de um mielograma que avalia os linfócitos da medula óssea e,finalmente de uma imunofenotipagem que é uma análise imunológica que permitediferenciar a Leucemia Linfóide Crônica de outras doenças benignas ou malignas. A biópsia de medula óssea e uma análise citogenética podem ser úteis para adeterminação da provável taxa de progressão da leucemia. A medida da concentração de imunoglobulinas no sangue é outro exameimportante. Imunoglobulinas são os anticorpos, produzidos pelos linfócitos B dosindivíduos saudáveis e que protegem o organismo das infecções. Asimunoglobulinas aparecem diminuídas em pessoas portadoras de Leucemia LinfóideCrônica. Este é o motivo de pacientes com leucemia linfóide crônica correm maisrisco de apresentarem infecções. Os pacientes com LLC que têm mínimas alterações nas contagens sangüíneascom um discreto aumento nos linfócitos e pouquíssima diminuição nos glóbulosvermelhos, glóbulos brancos e plaquetas permanecem estáveis por longos períodose não precisam de tratamento, apenas de um atento e constante acompanhamentomédico. O médico com base nas condições físicas e clínicas do paciente com LeucemiaLinfóide deverá escolher o tratamento inicial e os passos seguintes e discutir aspossibilidades com o paciente de LLC.
  7. 7. O transplante de medula óssea também pode ser indicado em alguns casos deLeucemia Linfóide Crônica. Leucemia Mielóide Crônica A Leucemia Mielóide Crônica (LMC), assim como a LMA, é resultado de umalesão adquirida no DNA de uma célula tronco da medula óssea. Esta lesão não éhereditária. As células alteradas na LMC, costumam funcionar de forma adequada,fazendo com que o curso inicial da doença seja mais suave do que nos casosagudos. A leucemia mielóide crônica apresenta, geralmente, uma anormalidade genéticachamada de cromossomo Philadelphia. Os seres humanos possuem 46 cromossomos dispostos em 22 pares que sãonumerados de 1 a 22 e dois cromossomos sexuais (X e Y no homem e XX nasmulheres). O cromossomo Philadelphia é uma anormalidade que envolve oscromossomos de números 9 e 22. Esses cromossomos se quebram e trocam partesentre si. Esta alteração é chamada translocação. A maioria dos casos de leucemiamielóide crônica ocorre em adultos. A leucemia mielóide crônica é associada a sintomas que costumam apareceraos poucos. Mal-estar, cansaço, falta de fôlego durante as atividades físicas sãoalguns dos sintomas para a leucemia mielóide crônica. Além disso, podemapresentar palidez em função da anemia; suor excessivo; perda de peso eintolerância a temperaturas altas. A leucemia mielóide crônica (LMC) geralmente édescoberta em exames médicos de rotina ou quando algum desses sintomasaparece de forma mais intensa. Durante a consulta médica, para tentar descobrir a causa dos sintomas, omédico faz um levantamento do histórico do paciente e realiza o exame físico e pedeexames de sangue. Para diagnosticar definitivamente a leucemia mielóide crônica(LMC) é feito um mielograma, que é o estudo da medula óssea que pode confirmaros achados do hemograma. Um exame chamado citogenética confirma a presençado cromossomo Philadelphia.
  8. 8. Nos últimos anos, o tratamento da Leucemia Mielóide Crônica teve muitosprogressos. A quimioterapia e a imunoterapia conseguem controlar bem a LeucemiaMielóide Crônica (LMC) A decisão sobre o melhor tratamento para a Leucemia Mielóide Crônica deve sertomada entre o médico e o paciente. O paciente deverá conhecer o tratamento eseus efeitos, levando em conta a idade e os fatores de risco, antes de decidir qualtratamento para LMC prefere seguir. leucemias bifenotípicas Uma pequena parcela de pacientes com leucemia aguda têm marcadoresmorfológicos, citoquímicos e imunofenotípicos que mostram duas linhagensdiferentes nos blastos: a linhagem mielóide e a linhagem linfóide. Essa leucemia échamada de leucemia bifenotípica, isto é, que tem dois fenótipos. Os marcadores estão expressos nos blastos, geralmente em mais de umalinhagem e a leucemia pode ter início nas células que ainda não se diferenciaram,isto é, antes de se diferenciar em linfóide ou mielóide. A causa para essa ocorrênciaainda não é conhecida. As leucemias bifenotípicas parecem ser mais comuns nos pacientes comsíndrome mielodisplásica prévia, leucemias secundárias, leucemias associadas atranslocação (tipo de mutação cromossômica na qual ocorre a relocação de umfragmento de cromossomo em outra posição no genoma) e o cromossomo deFiladélfia (Ph). As síndromes mielodisplásicas constituem um grupo de distúrbios sangüíneosclonais, isto é, que têm o mesmo patrimônio genético. Ainda não há nenhum tratamento específico para a leucemia bifenotípica, mas amaioria dos oncologistas utiliza um protocolo híbrido para leucemia mielóide naindução e linfóide na manutenção com o intuito de destruir a maioria dos clonesmalignos.
  9. 9. Leucemia linfóide agudaLeucemia mieloide cronicaLeucemia lifoide cronica
  10. 10. Leucemia bifenotipicahttp://www.copacabanarunners.nethttp://www.oncoguia.com.br

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