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Outro livro com grande repercussão foi riqueza das nações,cuja doutrina foiinicialmente denominada de “livre cambismo” e, ...
Para Smith todos aplicam o seu capital para que ele renda o mais possível. A pessoaao fazer isto não tem como objetivo o i...
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4.1 LIBERALISMO X KEYNESIANISMOO liberalismo baseou-se nas ideias de Adam Smith. Segundo ele o própriocapitalismo continha...
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Trabalho de economia (1)

  1. 1. FACULDADE REGIONAL DE ALAGOINHAS - UNIRBBACHARELADO EM DIREITOJANIELLE CAROLINE SANTOS DE SOUZAECONOMIA DE ADAM SMITH E JOHN MAYNARD KEYNESAlagoinhas - Ba2013
  2. 2. JANIELLE CAROLINE SANTOS DE SOUZAECONOMIA DE ADAM SMITH E JOHN MAYNARD KEYNESAtividade realizada como parte da avaliação daprimeira unidade da disciplina de economia dagraduação em Direito.Orientador: Prof. Leandro SansonAlagoinhas-Ba2013
  3. 3. 1 INTRODUÇÃOConforme conceitua Gregory (2001), economia é uma ciência que estuda eadministra os recursos escassos da sociedade. Nessa ciência existiram diversos pensadores,que contribuiram para a formulação das principais teorias econômicas, dentre eles AdamSmitheJohn Maynard Keynes.Adam Smith é um dos principais economistas e formulador da teoria econômica,grande parte das contribuições de Smith para o campo da economia não foi original. Porém,ele foi o primeiro a lançar os fundamentos para o campo desta ciência.Em plena época do Iluminismo, Smith tornou-se um dos principais teóricos doliberalismo econômico. Sua principal teoria baseava-se na ideia de que deveria haver totalliberdade econômica para que a iniciativa privada pudesse se desenvolver, sem aintervenção do Estado. As ideias dele tiveram uma grande influência na burguesia européiado século XVIII, pois atacavam a política econômica mercantilista promovida pelos reisabsolutistas.Smith em seu primeiro livro, “A teoria dos sentimentos” discute as forças moraisque restringiam o egoísmo e uniam as pessoas em uma sociedade trabalhista, onde omesmo enfatiza a solidariedade em todos os âmbitos, acreditando que com a solidariedadesupera-se até mesmo o egoísmo.A segunda obra, “A Riqueza das Nações” foi a qual marcou a sua carreira, a mesmaenfatiza que uma divisão apropriada da mão-de-obra pela sociedade com cada pessoa seespecializando naquilo que melhor sabe fazer, seria maneira mais eficaz de aumentar aprodutividade e a riqueza de uma nação. Ele criticou o governo com excessivasintervenções e restrições, demonstrando que economia planejada na verdade atrapalha ocrescimento. O conceito principal do autor era de que, o mercado é organizado e produzespécies e quantidades de bens, dos quais estes são os mais desejados pela população.Smth apregoa em sua obra que o governo não precisava intervir na economia, pois,um mercado livre produziria bens na quantidade e no preço que a sociedade aguardava. Issoocorria porque a sociedade na procura por lucros acompanhava às exigências do mercado.
  4. 4. Já segundo John Maynard Keynes, a premissa fundamental para se compreenderuma economia encontrava-se na simples observação dos níveis de consumo e investimentodo governo, das empresas, e dos próprios consumidores. Partindo desse princípio, adoutrina keynesiana aponta que no momento em que as empresas tendem a investir menos,inicia-se todo um processo de retração econômica que abre portas para o estabelecimentode uma crise.Em 1936 Keynes publicou um livro que mudaria a história da economia, “Teoriageral do emprego, dos juros e da moeda”, que impactou o mundo na década de 30, pordefender a intervenção do Estado nas relações econômicas, através de uma política degastos públicos. Neste livro ele argumenta que o nível de emprego é determinado não pelospreços do trabalho como ocorre na economia neoclássica, mas pelos gastos em dinheiro.Expõe que é errado assumir que mercados competitivos irão, no longo prazo, levar ao plenoemprego ou que o pleno emprego é o Estado de equilíbrio natural de uma economiamonetária. Pelo contrário, subemprego e subinvestimento é provavelmente um estadonatural a não ser que medidas ativas sejam tomadas.Os estudos de Keynes tiveram grande influência na ascensão econômica dos paísescapitalistas arrasados no pós-guerra.2 DESENVOLVIMENTO2.1 ADAM SMITH
  5. 5. Adam Smithnasceu em 1723, em Kirkcaldy, na Escócia. Ele frequentou aUniversidade de Oxford, e nos anos de 1751 a 1764 ensinou filosofia na Universidade deGlasgow onde publicou seu primeiro livro: ”A Teoria dos Sentimentos Morais”. Contudo,foi com outra obra que ele conquistou grande fama, uma pesquisa sobre a “Natureza e asCausas das Riquezas das Nações”, lançado em 1776.As ideias dos fisiocratas e de Adam Smith deveriam ser consideradas dentro deum campo da Politicial Oeconomy, uma maneira de entender melhor não só seu conteúdo,mas também a própria evolução da ciência econômica. No caso de Adam Smith, identificaro seu argumento econômico nesse campo era uma tarefa imediata.No séculoXVIII, o conhecimento humano estava contido e diga-se, codificado, nocampo maior, denominado Filosofia. Este campo dividia-se em Filosofia Natural eFilosofia Moral. O primeiro tinha como objeto de investigação os fenômenos naturais, osque ocorrem na natureza independente da vontade humana. Ele é compreendido comociência exata e biológica, tais como a Física, matemática, biologia, entre outras. Já osegundo estudava os fenômenos humanos, tendo como padrão o método científicoempregado na Filosofia Natural.De acordo com o livro” Manual De Economia - Equipe De Professores Da Usp”, o curso de Filosofia Moral de Adam Smith, dividia-se em: Teologia, Ética eJurisprudência. A economia ainda não constituía-se disciplina autônoma, sendo parteintegrante do estudo da ética.Smith tendo presenciado o começo da Revolução Industrial, deu-se conta dosignificado da divisão do trabalho e os ganhos de produtividade que adviriam dosaperfeiçoamentos que estavam sendo introduzidos no processo produtivo. E ainda quetivesse contribuído para autonomizar o estudo da economia, entendia-a como parte damoral e a este tema dedicou uma obra que se constituiria um ponto de referência: “Teoriados sentimentos morais” (1759), que trouxe o reconhecimento acadêmico, é a expressãodireta das aulas sobre a Ética do curso de Filosofia Moral.Já na parte da Jurisprudência a preocupação principal era com a regulação doEstado, fator necessário á implementação e á manutenção da ordem social. Por outro lado,essas regulações preocupava-se com a eficiência com que os indivíduos na sociedadepoderiam se prover dos meios necessários á sua sobrevivência.
  6. 6. Outro livro com grande repercussão foi riqueza das nações,cuja doutrina foiinicialmente denominada de “livre cambismo” e, posteriormente, de liberalismoeconômico. Desde então, com os ajustamentos requeridos pelos avanços registrados noprocesso produtivo, o liberalismo econômico é a doutrina adotada pelos países capitalistas,onde vigora o que se convencionou chamar de economia de mercado.2.2 ECONOMIA DE ADAM SMITHAdam Smith defendia os ideais do liberalismo dentro da economia, porém, nãonegava que o Estado, em ocasiões pontuais, deveria intervir para evitar a ocorrência demonopólios ou de cartéis comerciais, uma vez que a o mercado para se auto regularnecessita de competitividade, livre concorrência, a fim de atender os anseios da sociedade,tanto na produção quanto na qualidade dos produtos ofertados e até mesmo no preço destes.Enfim, Smith demonstrou através de sua obra que o Estado deveria intervir omínimo possível na economia, ponto em que estamos nos referindo: a baixa tributação e aoestímulo da livre concorrência entre os membros da sociedade, pois somente desta forma omercado se auto-regularia e produziria bens na quantidade e no preço que a própriasociedade espera. Afinal, a intervenção direta do Estado na economia acarretaria na reduçãodo bem estar social. ·.2.3 PROGRESSO ECONÔMICO DE ADAM SMITHA análise de Smith acerca do mercado como um mecanismo alto-regulador eraimpressionante. A riqueza das nações cresceria somente se os homens, através de seusgovernos, não inibissem este crescimento concedendo privilégios especiais que iriamimpedir o sistema competitivo de exercer seus efeitos benéficos.O livro “Riqueza das Nações", especialmente o Livro IV, é uma polêmica contra asmedidas restritivas do "sistema mercantil" que favorecem monopólios no país e no exterior.A grande contribuição de Adam Smith para o Pensamento Econômico é exatamentea chamada "Teoria da Mão Invisível.
  7. 7. Para Smith todos aplicam o seu capital para que ele renda o mais possível. A pessoaao fazer isto não tem como objetivo o interesse geral da comunidade, mas sim o seu própriointeresse, neste sentido é egoísta. O que Smith defende é que, ao promover o interessepessoal, o indivíduo acaba por ajudar na promoção do interesse geral e coletivo. Dizia ele,que não pela benevolência do padeiro ou do açougueiro que nós temos o nosso jantar, masé pelo egoísmo deles, pois os homens agindo segundo seu próprio interesse é que todos seajudam mutuamente. Neste caminho ele é conduzido e guiado por uma espécie de “MãoInvisível”.Smith acreditava então que ao conduzir e perseguir os seus interesses, o homemacabou por beneficiar a sociedade como um todo de uma maneira mais eficaz. Graças àmão invisível não há necessidade de fixar o preço.3 JOHN MAYNARD KEYNESJohn MaynardKeynes nasceu em 1883, em Cambridge, Inglaterra, filho deintelectuais estudou no colégio Eton, da aristocracia inglesa, onde se destacou pelas altasnotas em Matemática. Em 1902, recebeu uma bolsa de estudos para estudar no King’sCollege, da Universidade de Cambridge, onde foi aluno do economista neoclássico AlfredMarshall.Em 1937 Keynes sofre um severo ataque cardíaco. Ainda não totalmente recuperadoregressa aos meios oficiais agora como um dos administradores do Banco de Inglaterra,sendo considerado por muitos como o “Economista oficial da Grã-Bretanha”.Em 1942 ele recebe o título de Barão de Tilton. Durante a Segunda Grande GuerraKeynes foi o principal arquiteto da política econômica da Grã-Bretanha, depois teve um
  8. 8. importante papel como representante do Reino Unido aonde viria a ser criado um novosistema monetário internacional.Keynes iniciou uma revolução no pensamento econômico, opondo-se às ideiasda economia neoclássica que defendiam que os mercados livres ofereceriamautomaticamente empregos aos trabalhadores contanto que eles fossem flexíveis na suaprocura salarial.Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as ideias econômicas de Keynes foramadotadas pelas principais potências econômicas do Ocidente. Durante as décadasde 1950 e 1960, o sucesso da economia keynesiana foi tão retumbante que quase todos osgovernos capitalistas adotaram suas recomendações.Ele sempre esteve envolvido em assuntos públicos numa posição ou outra,particularmente em questões de comércio e finanças. Este aspecto de sua carreira está emperfeita consonância com sua abordagem predominantemente pragmática: a economiacomo ciência pura era-lhe muito menos interessante do que a economia a serviços depolíticas.O keynesianismo é uma doutrina ativista, que preconiza a ação do Estado napromoção e sustentação do pleno emprego em economias empresariais.Para Keynes um dos pontos principais a serem discutidos era a liquidez da moeda.Para qualquer tipo de negociação seria necessária que se tenha a moeda, que possuia valorreal para que pudessem aumentar a capacidade de consumo.No pensamento de Keynes, o capitalismo sem a intervenção do Estado seria vítimade suas próprias crises. A crise que atingiria o sistema significaria, o fim de uma visão docapitalismo como um sistema harmônico e auto-regulável, que tende para um equilíbrioestável, espontâneo e automatico de pleno emprego.3.1 ECONOMIA DE KEYNESA Economia Keynesiana é uma teoria da despesa total da economia designada porprocura agregada dos seus efeitos na produção e na inflação.
  9. 9. No primeiro momento o Keynesianismo tratava de dar primazia ao crescimento eao pleno emprego, e não à estabilidade monetária e à competitividade externa. Já nosegundo momento, quanto aos instrumentos, e às políticas monetárias e orçamentais, estasdeveriam estimular à procura agregada do consumo e investimento à escala nacional, e opróprio investimento público teria um papel importante a desempenhar. Além do mais,poderiam justificar-se finanças públicas desequilibradas em curto prazo, para estímulo daatividade econômica e maior capacidade de criação de empregos.Keynes entendia que se o consumo era o grande estímulo e o motor do crescimento,a redução das grandes desigualdades sociais aumentaria de forma crescente a média deconsumo da população, e isso seria vantajoso do ponto de vista econômico e tambémsocial.O Estado assumia assim um papel ativo e decisivo na atividade econômica mesmoem um sistema capitalista. Não se tratava apenas de regular a conjuntura do curto prazo,evitando ou minimizando ciclos de inflação ou desemprego, mas também, e principalmente,de assegurar um crescimento equilibrado da economia nacional.Ele também acreditava que o governo tinha poder fundamental na economia, paraproporcionar bens coletivos à sociedade, como produtor de bens e serviços, como reguladorda moeda, intervindo no mercado financeiro para controlar o fluxo da moeda, comocomprador, consumidor e agente econômico. Defendia a teoria do pleno emprego, que seriao uso eficaz de todos os fatores de produção e equilíbrio de mercado dos neoclássicos.4 CONCLUSÃO
  10. 10. 4.1 LIBERALISMO X KEYNESIANISMOO liberalismo baseou-se nas ideias de Adam Smith. Segundo ele o própriocapitalismo continha mecanismos racionais e eficientes de auto-regulação dascondições socioeconômicas de uma sociedade. Dessa forma, o papel do Estadodeveria se limitar a duas coisas: cumprir os contratos e garantir a propriedadeprivada. Para ele o Estado podia intervir minimamente na economia.Smith usou a teoria da “mão invisível” a qual foi questionada a eficiência docapitalismo. Depois da crise da “mão invisível”, os supostos mecanismos auto-reguladores do capitalismo não eram suficientes para manter a economia nostrilhos.Já o keynesianismo baseou-se nas ideias deJohn MaynardKeynes, omesmo postulou uma teoria que rompia totalmente com a ideia liberalista do“deixai fazer”, afirmando que o Estado deveria sim, interferir na sociedade, naeconomia, e em quais áreas achasse necessário. O modelo do Estadointervencionista foi adotado por muitos países após o fim da Segunda GuerraMundial, já que a interferência estatal parecia essencial para a recuperação domundo no pós-guerra.Assim como o liberalismo foi questionado, o keynesianismo também foi,pois problemas como inflação e instabilidade econômica tornaram-se reais.REFERÊNCIAS
  11. 11. DIVA, Benavides.Pinho. Manual de economia. 5º edição. S.P: Saraiva, 2005.HUNT, E. K. História do Pensamento Econômico. Campus, 7º edição. Rio deJaneiro, 1989.MANKIW N. Gregory. Introdução à Economia:princípios de micro emacroeconomia/ N. Gregory Mankiw; tradução da 2ªed.original Mariajosé CyhalarMankiw.- Rio de Janeiro: Elsevier, 2001- 28ª reimpressão.PEREIRA, Leandro. Ramos; ALMEIDA, Rodrigo Bonecini de. A UtopiaKeynesiana: os princípios políticos e econômicos de John MaynardKeynes. Disponível em: <http.www.anpec.org.br/encontro2010/inscricao/arquivos/247-5e5566e256850fa7bdd3a16da63d16a2_.pdf>. Acesso em: 13. Mar.2013.SCRIBD. História do Pensamento Económico Adam Smith. Disponível em:<http.www. pt.scribd.com/doc/6816407/Adam-Smith-Historia-do-Pensamento-Economico-resumo-rev>Acesso em: 12. Mar.2013.TRABALHOS FEITOS.Biografia Adam Smith.Disponível em: <http.www.suapesquisa.com/biografias/adam_smith.htm>Acesso em: 12. Mar.2013.ISTITUTO HUMANISTAS UNISINOS.Smith, Keynes e os Paradoxos da CiênciaEconômica. Disponível em: <http.www.ihu.unisinos.br/noticias/44078-smith-keynes-e-os-paradoxos-da-ciencia-economica>Acesso em: 11. Mar.2013.

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