Cartilha de Proteção Respiratória

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Cartilha de Proteção Respiratória

  1. 1. Está cartilha não deve ser considerada como documento para fins legais, não tem o objetivo de substituir as normas e leis vigentes em nosso país. 1Cartilha de Proteção Respiratória
  2. 2. Sumario 1. Introdução.............................................................................................3 2. Vias de absorção do corpo....................................................................4 3. Aparelho respiratório............................................................................6 4. Atmosferas relacionadas ao trabalho....................................................11 5. Unidades de medida mais utilizadas.....................................................12 6. Poeiras, gases, vapores, fumaça e outras classificações.......................13 7. Espaços confinados e atmosfera explosiva...........................................18 8. Deficiência de oxigênio........................................................................20 9. Limites de tolerância (LT´s).................................................................21 10. Como conhecer a concentração dos contaminantes químicos.............23 11. Riscos Respiratórios na nossa Saúde...................................................28 12.Medidas de controle dos agentes químicos...........................................37 13.Programa de Proteção Respiratória- PPR / IN-01 FUNDACENTRO..39 14. Como se proteger dos Riscos Respiratórios.........................................52 15.Uso de respiradores purificadores de ar (dependentes do ar local).......57 16. Uso de respiradores de linha de ar comprimido .(independentes do ar local)......................................................................................................58 17. Uso de Mascaras Autônomas (SCBA)..................................................60 18.Respiradores para FUGA.......................................................................61 19. Perguntas para você testar o seu conhecimento....................................64 20.Bibliografia............................................................................................68 2Cartilha de Proteção Respiratória
  3. 3. 1. Introdução Esta cartilha foi desenvolvida pensando em colher o máximo de informação técnica em uma linguagem coloquial, para tornar a sua leitura mais agradável e atrativa, aos nossos amigos estudantes, profissionais da área e demais interessados. Após a leitura, convidamos aos que precisam se especializar no tema, a ler o Manual de Proteção Respiratória, escrito pelos ilustres autores: Profs Maurício Torloni e Antônio Vladimir Vieira, que assim, como nós, dedicam boa parte de sua ocupação profissional a transmitir o conhecimento adquirido. Assim, com o objetivo de fomentar o tema com qualidade é que eu tenho o imenso prazer de convidar os Senhores leitores a fazerem os seus comentários posteriores, pois consideramos a Proteção Respiratória, muito importante para as áreas de Higiene Ocupacional, Medicina do Trabalho e Engenharia de Segurança. Feliz leitura !!! Realização Departamento Técnico Grupo Alltec do Brasil suportetecnico@alltecbrasil.com.br 3Cartilha de Proteção Respiratória
  4. 4. 2. Vias de Absorção do Corpo A absorção acontece quando uma substancia atinge a nossa correntesangüínea. Existem 3 (três) maneiras de uma substancia penetrar e serabsorvida pelo nosso organismo que são Ingestão, Absorção cutânea e/ouInalação.As vias de Absorção do Corpo:2.1 Ingestão (Absorção através do ato de comer ou beber) Tem como via de entrada a boca. Esta rota de entrada representa apenasuma via secundária de ingresso de tóxico em nosso organismo. Já que nenhumtrabalhador ingere, conscientemente, produtos tóxicos. Algo que foi engolidoe posteriormente excretado sem mudanças, nas fezes, não foi necessariamenteabsorvido pelo nosso organismo, mesmo que tenha permanecido algumashoras ou até mesmo dias. Os casos mais comuns de contaminação por essa viaé a falta de higiene (Comer no local de trabalho, assim expondo o alimento a 4Cartilha de Proteção Respiratória
  5. 5. contaminantes e por sua vez ingerindo alimento contaminado) ou beberlíquidos por engano (Geralmente por colocar líquidos contaminantes emgarrafas de refrigerante).2.2 Absorção Cutânea (Absorção através da pele) A absorção Cutânea acontece quando substâncias químicas entram emcontado com a nossa pele, é muito comum na industria, usar solventesindustriais para a remoção de graxas e sujeiras das mãos e dos braços, istorepresenta uma grande fonte de dermatites.2.3 Inalação (Absorção através da respiração) A inalação é a principal via de entrada dos contaminantes ocupacionaisem nosso corpo, pelo menos 90% de todas as ocorrências (Retirando asdermatites) isto ocorre porque a área onde ocorre a troca de gases é grande secomparada com a área de nossa pele, no homem adulto a superfície dosalvéolos pulmonares é de aproximadamente 90m², esta grande área facilita aabsorção de gases e vapores, que podem passar para o sangue e seremdistribuídos por outras regiões no nosso organismo. Alguns sólidos e líquidos ficam reditos nos tecidos do aparelhorespiratório (devido a seu tamanho), podendo produzir uma ação localizada,ou dissolvem-se e são distribuídos ao nosso organismo através do sistemacirculatório. 5Cartilha de Proteção Respiratória
  6. 6. 3. Aparelho Respiratório Inspira, expira, inspira, expira. Entra o ar, sai o ar. É assim o tempotodo! Você pode estar na escola, correndo, comendo, vendo tevê, dormindo,trabalhando ou executando qualquer outra atividade não importa. Lá estávocê: inspirando, expirando,puxando ar, mandando arembora. Mas por quêrespiramos? Porque somosformados por células, milhõesde células, e cada uma precisade oxigênio (O2), pois éatravés delas que o oxigênio(O2) chega a diversos tecidosdo nosso corpo (o oxigênio éimportante para a formação deenergia em nosso corpo).Quando fazemos exercíciosfísicos como jogar futebol,correr ou dançar as células precisam de mais oxigênio. Por esse motivoquando praticamos esportes ou nos submetemos a trabalhos desgastantes,passamos a respirar mais rapidamente e o coração, que é responsável pelobombeamento do sangue bate mais forte elevando assim o sistema circulatório(trabalhando mais rapidamente). Assim mais oxigênio é liberado para asnossas células que “alimentaram” os tecidos do corpo. A respiração é a função mediante, a qual as células vivas absorvem ooxigênio (O2) e eliminam o dióxido de carbono (CO2). É um intercambiogasoso (O2 e CO2) entre o ar da atmosfera e o organismo. É por essecomplexo sistema de respiração que o oxigênio (O2) chega a diversas partesdo nosso corpo. Espaço Morto é o volume de CO2 que fica no trato respiratório e deveser o mínimo possível. P.e.: Caso você utileze um respirador facial sem amascarilha interna, o volume do espaço morto será maior e poderá diminuir oteor de O2 inalado, deixando-o mais cansado e até com tonturas. 6Cartilha de Proteção Respiratória
  7. 7. 3.1 O caminho do Ar Para chegar aos pulmões, o ar faz o seu caminho através dos órgãos queformam o sistema respiratório.Fluxo Cavidade Nasal Faringe Laringe Epiglote Traquéia Tubos Bronquiais Pulmões Brônquios Bronquíolos Alvéolos (aqui acontece a troca de gases).3.2 FuncionamentoPara chegar aos pulmões, o arfaz seu caminho através dosórgãos que formam o sistemarespiratório. O fluxo começapela Cavidade Nasal e Boca, épor onde inspiramos o ar daatmosfera, nos pêlos nasaisficam retidas as partículasmaiores que 10 µm (mícron),nossas narinas filtram eaquecem o ar atéaproximadamente 37 °C. Omuco que reveste a regiãocondutora de ar até os alvéolos,desempenha um papelimportante no fornecimento devapor de água para oumedecimento do ar e naretenção das partículas que não ficaram presas aos pêlos da cavidade nasalficando retidas a esse muco. O muco e os pêlos nasais são as defesas naturaisdo nosso corpo. Depois de passar pele cavidade nasal, o ar atravessa a faringe (que ficana parte de trás da garganta) e a laringe (órgão responsável pela voz). 7Cartilha de Proteção Respiratória
  8. 8. Em seguida passa pela epiglote, uma pequena válvula que se abrequando respiramos e fecha-se quando engolimos algum alimento, (esta válvula impede que a comida penetre nas vias respiratórias). A seguir o ar chega à traquéia, que mede entre 12cm a 15 cm, seguindo para os Tubos Bronquiais que se ramifica em dois, dividendo o fluxo de ar para o pulmão esquerdo e direito. Finalmente o ar chega ao pulmão, dentro dele os tubos ramifica-se e diminuem de espessura na direção das extremidades, lembrando galhos de uma árvore, e recebe o nome de brônquios, seguindo em seguida para os bronquíolos que são ramificações menores (galhosmenores), os bronquíolos acabem em sacos microscópicos, chamados alvéolospulmonares, se enchem de ar quando inspiramos é aqui que acontece a trocagasosa as células absorvem o oxigênio (O2) e depositam o dióxido de carbono(CO2), que faz o caminho inverso quando expiramos.3.3 Pulmão 8Cartilha de Proteção Respiratória
  9. 9. Por causa dos inúmeros pequenos furos que possuem, nossos doispulmões lembram esponjas. Quando respiramos os furos enche-se de ar e ospulmões bastante flexíveis, expandem-se. Eles bem leves, apesar de poderemreceber alguns litros de ar quando cheios, cada pulmão pesa menos de umquilo, mas não tem o mesmo tamanho e peso (o pulmão direito pesa cerca de700 gramas e o esquerdo aproximadamente 600 gramas).Pulmões sadios têm uma bonita cor rosada. No entanto, a poluição do ar e afumaça do cigarro gradualmente mudar a cor para cinza ou ata preta. Cada pulmão é envolto por uma dupla e finamembrana, chamada pleura, que tam a função deprotegê-lo do atrito com as costelas cada vez queinspiramos ou expiramos. O pulmão esquerdo porser menor sobra espaço suficiente para o coração.3.4 Alvéolos Os pulmões contêm entre 300 e 450 milhõesde alvéolos. Se pudéssemos achatá-los, dariamuma superfície de 70 m². Tamanha quantidade énecessária por causa do trabalho vital quedesenvolvem, pois através de suas finas paredes oscapilares sanguíneos, pegam o oxigênio (O2) edeixam o dióxido de carbono (CO2). 9Cartilha de Proteção Respiratória
  10. 10. 3.5 Curiosidades do Nosso Organismo (Defesas Naturais) O nosso organismo dispõe de algumas defesas naturais, vamos conheceralgumas defesas relacionadas ao sistema respiratório.3.6 Por que tossimos? A tosse pode aborrecer. Mas ela representa uma maneira efetiva deficarmos livres de sujeiras alojadas na garganta e traquéia. Quando você ficaresfriado, o organismo produz uma quantidade extra de muco e isso ajuda oorganismo a voltar mais rapidamente à normalidade. No topo da laringe existeuma pequena abertura, a glote. Ela se fecha fazendo aumentar a pressãoexistente no interior dos pulmões. Repentinamente a glote se abre e ocorre atosse: o ar sai com muita força e a uma velocidade superior a 100 quilômetrospor hora. Junto, leva muco e sujeiras.3.7 Por que espirramos? Quando algo irrita o nariz ou a boca oorganismo providencia um espirro paraexpulsar a causa da irritação. Tomamosbastante ar, a garganta se fecha e a pressãodos pulmões sobe. Ao soltarmos o ar háuma explosão para ele passar e junto saemàs partículas irritantes. Assim nossas viasrespiratórias ficam mais limpas.OBSERVAÇÃO IMPORTENTE As defesas naturais do nosso corpo não são eficientes paradeterminadas partículas, poeiras, gases, vapores, fumos e micro organismos(vírus e bactérias presentes no ar). É por esse motivo que nas empresas eindustrias , os seus colaboradores, que ficam expostos a tais agentes nocivosà saúde e em concentrações acima dos limites de tolerância, devem elaborar eimplementar um PPR (Programa de Proteção Respiratória), para proteger osseus trabalhadores. 10Cartilha de Proteção Respiratória
  11. 11. 4. Atmosfera Relacionada ao Trabalho Ao realizamos diversas atividades em nossa empresa podemos estarexpostos a diversos agentes nocivos a nossa saúde, muitos destes agentespodem penetrar em nosso corpo através da nossa respiração, Sabemos querespiramos oxigênio, este por sua vez está relacionado diretamente com aatmosfera do ambiente de trabalho (que respiramos). Assim torna-sefundamental conhecermos alguns conceitos básicos de atmosfera respirável,atmosfera perigosa e atmosfera IPVS.4.1 Atmosfera Normal É aquela que é composta, normalmente por 21% de oxigênio, 78% denitrogênio e 1% de outros gases (Ex. Gás Helio entre outros). Essa atmosferatambém é conhecida como atmosfera limpa.4.2 Atmosfera Perigosa É a deficiência de oxigênio, ou contém substancias tóxicas que podemestar na forma de pó, gases, vapores, fumos, névoas, organismos vivos ,etc.Essa atmosfera constitui risco a nossa saúde, porque os agentes nocivoscontidos nela excedem os limites de tolerância, previstos em lei.4.3 Atmosfera IPVS (Imediatamente Perigosa a Vida e a Saúde) Refere-se a qualquer atmosfera que possa constituir ameaça direta demorte ou conseqüências adversas e irreversíveis a saúde, imediata ouretardada.4.4 Atmosfera não IPVS Pode causar desconforto físico imediato ou irritação, produz algum malapós exposição prolongada ou efeito crônico após exposições curtas erepetidas. 11Cartilha de Proteção Respiratória
  12. 12. 4.5 Atmosfera Explosiva Provocada por agentes químicos, é aquela na qual a concentração degás, vapor ou de material particulado está dentro da faixa de explosividade, ouseja, há o risco de explosão.5. Principais Unidades de Medida Utilizadas Ao estudarmos os riscos relacionados à respiração, vamos nos depararcom algumas unidades de medida, sua utilidade é para podemos quantificar aconcentração em ppm (partes por milhão), % Vol (percentual em volume) emg/m³ (miligrama por metro cúbico).5.1 ppm (partes por milhão): unidade usual para gases e vapores Esta unidade refere-se à parte por milhão, ou seja, partes docontaminante por milhão de partes do ar respirável. Esta unidade é utilizadaquando estudamos a concentração dos contaminantes ou a insalubridade doslocais de trabalho. Os limites de tolerância dos gases são expressos em ppm.5.2 % Vol (Porcentual em Volume): unidade para altas concentrações de gases Esta unidade é utilizada para representar grandes concentrações degases, 1% vol equivale a 10.000 ppm.5.3 mg/m³ (Miligramas por metro cúbico de ar): unidade usual para aerodispersóides (poeiras e fumos principalmente) Miligramas de contaminante por metro cúbico de ar respirado. Estaunidade é usada para os casos de presença de contaminantes particulados pormetro cúbico de ar .5.4 Unidades de medida para definir o tamanho das partículas sólidas e líquidas. 12Cartilha de Proteção Respiratória
  13. 13. Mícron (µm) corresponde a 0,0000001 m (metros) 1000 µm (mícrons) é igual a 1mm (milímetro). Micra ( µ ) corresponde a 0,0000001 pol (polegadas) 1000 µ (micras) corresponde a 0,254 mm6. Poeiras, Gases, Vapores, Fumaças e Outros Nas mais variadas atividades de trabalho existem alguns riscos quemuitas vezes não são percebidos. É importante conhecer tais riscos que podemafetar nossa saúde, uma atmosfera pode parecer segura porem pode contercontaminante que não são visíveis e nem possuem cheiro (odor).6.1 Aerodispersóides De uma forma geral, um aerodispersóide é formado por uma dispersãode partículas sólidas ou líquidas no ar, o tamanho destas partículas podemvarias conforma a substancia:-de 200µm (mícrons) a 0,5µm (mícron), no caso das poeiras.- de 0,5µm (mícron) a 0,001µm (mícron), em aerodispersóides formados pelacondensação (fumos)Quanto menor a partícula, mais tempo ela permanecera suspensa no ar, sendomaior a chance de ser inalada, porém à partir de 0,001 µm , a partícula é tãoleve que poderá permanecer no trato respiratório e não se depositar nosalvéolos e até poderá ser expelida naturalmente. O grupo dos aerodispersóides é formado por: poeiras, fumos, névoas eneblinas.6.2 PoeirasDefinição: São partículas sólidas, produzidas por ruptura mecânica de sólidos. 13Cartilha de Proteção Respiratória
  14. 14. O pó está constituído por partículas geradas mecanicamente, ou seja, a poeira e formada quando um material sólido e quebrado, moído ou triturado; resultantes de operações tais como moenda, perfuração, explosões, limpeza abrasiva, impacto rápido, serviço de lixar, processos de corte e etc. As poeiras são provenientes de diversas matérias tais como minério, madeira, poeiras de grãos, amianto e etc.Pó Orgânico: São derivados de material orgânico, como exemplo o pó dealgodão, o qual pode causar uma doença chamada Bissinose as primeirasmanifestações desta doença podem ser percebidas depois de vários anos deexposição a poeiras.Pó do Bagaço: É um material fibroso, como exemplo o resíduo depois de seespremer a cana-de-açúcar. A bagaçose é causada por inalação de pó debagaço seco, já que o material úmido proveniente de moenda recente nãoproduz a doença.6.3 FumosDefinição: São aerodispersóides gerados termicamente, constituído porpartículas sólidas muito pequenas geralmente inferior a 1µ (mícron),geralmente os fumos são formados por substancias que em temperaturanormal são sólidas. A liberação dos fumos ocorre quando um metal ou plástico é fundido (aquecido), vaporizado e resfriado rapidamente, formando partículas muito finas que ficam suspensas no ar, exemplo solda, fundição, extrusão de plásticos e etc. Para a higiene industrial, osfumos de maior interesse são os metálicos. A maioria dos metais eseus compostos utilizados em qualquer processo industrialapresentam risco. Os mais importantes são o chumbo, mercúrio,arsênio, cromo, manganês e seus compostos. Entre os fumos 14Cartilha de Proteção Respiratória
  15. 15. metálicos de maior toxicidade, destaca-se o chumbo, que causa a doençaocupacional conhecida como saturnismo ou plumbismo.6.4 NévoasDefinição: É a suspensão de partículas líquidas no ar, as quais são formadaspor ruptura mecânica de um líquido, quando são pulverizados ou remexidos. Como exemplo a pintura a spray (névoa de tinta), processos que utilizem óleo de corte (névoa de óleo), na aplicação de agrotóxicos por nebulização e etc. As partículas líquidas contêm o agente ativo que normalmente e pouco volátil, acompanhado do liquido utilizado como veículo de dispersão, normalmente água, mas, podendo ser outro, como querosene.Processo de pintura a revolverGera uma névoa de tintaUm outro exemplo de névoa seria os agrotóxicosutilizados por agricultores ouna aplicação de venenos e pesticidas.6.5 NeblinaDefinição: É a suspensão de partículas líquidas no ar geradas por condensaçãodo vapor de um líquido volátil. Na industria, a ocorrência da neblina de um agente químico é muitorara, pois a condensação do vapor no ar só pode acontecer quando este ficamuito saturado pelo vapor de um líquido, seguindo-se de diminuição datemperatura do ar, provocando a condensação do excesso de vapor presente.6.6 Gases 15Cartilha de Proteção Respiratória
  16. 16. Definição: Substâncias que não são líquidas ou sólidas nas condições normaisde temperatura e pressão. São exemplos oxigênio, dióxido de carbono,nitrogênio. Como característica os gases tendem a ocupar o ambiente. Os gases são substancia cujas moléculas se encontram dispersas pelo ar, tem como característica mobilidade, ou seja, se difundem e tem como tendência ocupar todo o espaço disponível. Em temperaturas e pressões ambientais usuais, encontra-se sempre no estado gasoso, porem quando armazenados em cilindros ou reservatórios especiais submetidas a altas pressões e baixas temperaturas serão liquefeito. Podemos encontrar gases em diversas atividades de trabalho, como exemplo em processo de solda por acetileno, tubulações de gases existentes nas mais variadasindustrias. São exemplos de gases oxigênio, cloro, amônia, dióxido deenxofre, gás sulfídrico.6.7 VaporesDefinição: É a fase gasosa de uma substancia que em temperatura e pressãonormal pode ser líquida ou sólida, Para um vapor retornar ao estado líquidonão é necessária mudança acentuada de temperatura e pressão.Como ilustração de vapor, podemos mencionar que algumas pessoas executaminalação com vapor da água fervendo.Nas industrias o vapor é encontrado em varias substancias, como os vaporesexalados pelos solventes como o álcool, thinner, acetona entre outros.6.8 FumaçaDefinição: É a mistura formada por partículas suspensas no ar,gases e vapores gerados pela combustão incompleta de materiaise partículas líquidas provenientes da condensação de vapores dehidrocarbonetos. 16Cartilha de Proteção Respiratória
  17. 17. Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, constatou-se que amaior causa de óbitos em incêndios domésticos em prédios não é o fogo e sima fumaça.Em um incêndio a fuma pode causar :1) diminuição da visibilidade devido à atenuação luminosa do local,2) lacrimejamento e irritações dos olhos,3) modificação de atividade orgânica pela aceleração da respiração e batidascardíacas,4) medo,5) desorientação,6) Intoxicação e asfixia,7) vômitos e tosse,8) deficiência de oxigênio.6.9 Organismos VivosDefinição: São as bactérias, vírus, fungos em suspensão no ar, suas dimensõesvariam entre 0,001 µm a 15 µm (Mícron). Podemos encontrar riscos respiratórios relacionados aos organismosvivos em hospitais, limpeza de caixas de água e etc. Podemos exemplificar uma situação com organismos vivos na limpezade um reservatório de água de grande capacidade (fechado). Imagine que estereservatório ficou algum tempo sem ser utilizado, iniciando-se a limpezaretirando toda água suja, neste ambiente há micro organismo vivos queconsomem oxigênio (O2), quando o trabalhador adentra este espaço confinadosem as devidas verificações e equipamentos, poderá entrar em óbito devido àdeficiência de oxigênio, pois os organismos vivos encontrados neste ambienteem grandes quantidades consumirão o oxigênio disponível.Exemplos de alguns organismos vivos: Vírus Bactérias Ácaros 17Cartilha de Proteção Respiratória
  18. 18. 7. Espaços ConfinadosDefinição Espaço fechado com as seguintes características: a) sua principal função não é a ocupação humana; b) possui entrada e saída de pequenas de pequenas dimensões. Exemplos de espaços confinados: tanques, silos, vasos, poços, redes de esgoto, tubulações, caldeiras, fossas sépticas e cavernas entre outros. Veja as normas da ABNT: NBR 14.606 Postos de Serviço - Entrada em Espaço Confinado NBR 14.787 Espaço Confinado - Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção. Alguns riscos são óbvios. É fácil imaginar o risco de uma lamina deuma maquina girando. Em espaços confinados a situação é bem diferente,esses riscos não são tão óbvios. Na realidade, a menos que você recebatreinamento que explique os riscos contidos neste ambiente, não poderia supora existência deles. Espaços Confinados são espaços mortais quando incluem deficiência de oxigênio, presença de gases, vapores ou outra substancia tóxicos, calor ou frio excessivo, fogo (gerando consumo de oxigênio) ou substancias que podem gerar explosões. Alguns riscos que podemos encontrar nos espaços confinados são: Atmosfera IPVS Refere-se aos gases, vapores,névoas, fumos e partículas em suspensão dentro de um espaço confinado quesão Imediatamente Perigosos a Vida e a Saúde.Atmosfera Explosiva Refere-se quando a atmosfera do espaço confinadoesta repleta de Matéria particulada, gases ou vapores que são capazes de sofrer 18Cartilha de Proteção Respiratória
  19. 19. combustão ou de queimar quando sujeita a uma fonte de ignição. Mantendoeste ambiente de trabalho em constante risco.Deficiência de Oxigênio Refere-se quando o nível de oxigênio no espaçoconfinado atinge índices inferiores a 19,5 % de O² (oxigênio), este assuntoserá tratado de forma mais abrangente no capitulo 8 desta cartilha.Atenção: Faz-se necessário a todos os trabalhadores que vão executarsuas atividades em espaço confinado, um treinamento especifico sobre osriscos, equipamentos, meios de resgate e outros pertinentes a trabalhosem espaço confinado, este curso deverá ser ministrado por profissionalgabaritado para estas atividades. 19Cartilha de Proteção Respiratória
  20. 20. 8. Deficiência de Oxigênio (O²) É a deficiência (falta) de oxigênio, ou seja, quando o volume dooxigênio (O2) diminui (cai) para níveis que são perigos a nossa saúde,transformando essa atmosfera em IPVS (Imediatamente Perigosa a Vida e aSaúde). A deficiência de oxigênio pode ser causada por vários motivos, queestão relacionados com três possibilidades que são consumo, diluição e aadsorção.8.2 Consumo O consumo ocorre quando o ar é consumido por micro organismosvivos (exemplo limpeza de tanques e caixas de água), combustão (nosincêndio, por exemplo) e na oxidação de metais (formação de ferrugem emespaços confinados).8.3 Diluição A diluição acontece quando gases inertes deslocam o ar presente ou odilui, abaixando o volume natural do oxigênio que é de 21%, para níveis quepodem ser perigosos a nossa saúde, podendo até mesmo expulsar totalmente ooxigênio, um exemplo seria a putrefação de matéria orgânico em locaisfechados ou de pouca ventilação e pela fermentação de excrementos em fossasque podem deslocar o ar ou se misturar com ele causando assim a deficiênciade oxigênio.8.4 Adsorção A adsorção dentro da química e física, é a fixação de duas moléculas deuma substancia na superfície de outra substancia. A adsorção do oxigêniocontido no ar pode ocorrer em leitos de carvão ativo no interior de reatores oucâmaras, tornando perigosa às operações de inspeção ou manutenção destesambientes. 20Cartilha de Proteção Respiratória
  21. 21. 9. Os limites de tolerância (LT´s) A presença de agentes nocivos no ambiente de trabalho oferece umrisco à saúde dos trabalhadores. Entretanto, o fato de estarem expostos a estesagentes agressivos não implica obrigatoriamente que estes trabalhadoresvenham a contrair uma doença do trabalho. Para que esses agentes nocivos causem danos à saúde, é necessário queestejam acima de uma determinada concentração, e que o tempo de exposiçãoseja suficiente para uma atuação nociva destes agentes sobre o ser humano. Portanto é muito importante realizar uma avaliação quantitativa doagente no local de trabalho (veja métodos de coleta de amostragem), etambém constatarmos qual é o tempo real de exposição, ou seja, o tempo queo trabalhador ficara exposto aos contaminantes. Limite de tolerância é um valor atribuído, a base de pesquisascientificas, o qual determina qual a concentração de determinada substancia,que a maioria dos trabalhadores possam estar expostos, repetidamente semcomprometer a sua saúde. Esses limites de tolerância são encontrados:-NR-15 da portaria 3214/78 do M.T.E;-Livreto TLVs e BELs Limites de exposição para Substancias Químicas eAgentes Físicos da ACGIH (American Conference of Governmental IndutrialHygienists), traduzido para o português pela ABHO (Associação Brasileira deHigienistas Ocupacionais);-Manual Pró-química da ABIQUIM (associação da indústria química);-Guia de Seleção de Respiradores da ALLTECwww.alltecbrasil.com.br/guiadeseleção9.2 Suscetibilidade Individual Devido à grande variação na suscetibilidade individual ou seja, nasensibilidade da pessoa exposta, uma pequena porcentagem , poderá ser afetamesmo em limites iguais ou até inferiores aos LT´s (Limite de Tolerância),isso pode ocorrer por fatores genético, idade, exposição anteriores, hábitospessoais (fumo, álcool, uso de medicamentos ou de outras drogas), entreoutros.9.3 Definição dos Limites de Exposição 21Cartilha de Proteção Respiratória
  22. 22. Cada país desenvolve o seu limite de tolerância, porem o que tem maiornível de aceitação são os da ACGIH, denominados TLVs, esses valores sãoatualizados anualmente, vamos ver algumas definições:9.4 Limite de Tolerância Segundo a NR-15 O limite de tolerância (LT) são relacionado com o tipo de agente e otempo de exposição, que não causara dano à saúde da maioria dostrabalhadores expostos, durante toda a sua vida laboral. Os valores dosLimites de Tolerância que são encontrados no Anexo 11 da NR-15 forambaseados nos valores dos TLV´s da ACGIH de 1978, que eram validos para 40horas/semanais, esses valores foram corrigidos para as 48 horas/semanais.Atenção Caso o Limite de Tolerância (LT) de alguma substancia, não sejaencontrado na NR-15, podemos utilizar o da ACGIH TLV´s.9.5 TLV-TWA (Threshold Limit Value-Time Weighted Average) ACGIH Significa Limite de Exposição Média Ponderada no Tempo, acredita-seque a maioria dos trabalhadores adultos saudáveis possa estar exposta,repetidamente, dia após dia, por 40 horas de trabalho semanais e por toda asua vida laboral a esses valores sem causar alterações em sua saúde. Osvalores de TLV-TWA são revisados anualmente pela ACGIH.9.6 TLV-STEL (Threshold Limit Value-Short Term Exposure Limit)ACGIH É um Limite de Exposição de Curta Duração, é o valor máximo que umtrabalhador com saúde perfeita pode ficar exposto por um período de tempo de15 minutos, não podendo esse acontecimento ser constatado mais que 4 vezesao dia, e deve se respeitar um tempo de 60 minutos para a exposiçãosucessiva.Atenção O trabalhador não deve ficar exposto a níveis de concentraçãosuperiores ao Limite TLV-STEL em nenhum momento da jornada de trabalhosem a devida proteção. 22Cartilha de Proteção Respiratória
  23. 23. 10. Como Conhecer a Concentração dos Contaminantes Para conhecer a concentração do agente que o trabalhador esta exposto,deve-se fazer uma análise quantitativa do mesmo, para isso existe critérios eprocedimentos que devem ser seguidos rigorosamente. A coleta das amostras deve ser feita por pessoa tecnicamentequalificada. Os dados obtidos através da analise quantitativa devera serregistrada e documentada no PPRA (Programa de Prevenção de RiscosAmbientais) conforme a NR-9 subitem 9.1.1 “Esta Norma Regulamentadora –NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte detodos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores comoempregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA,visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através daantecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrênciade riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente detrabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursosnaturais”. Existem varias formas de se realizar uma análise quantitativa, devendoser observado que para cada caso (condições do ambiente de trabalho e tipo deagente) é recomendado um método e aparelho específico, para garantir afidelidade da analise quantitativa, a coleta deverá ser realizada segundo certoscritérios, e a analise ser realizada por laboratório devidamente credenciado,para esta atividade.10.2 Amostras Passivas Este tipo de amostra refere-se a um mecanismo que é colocado noambiente de trabalho ou preso a lapela da roupa do trabalhador. Para essafinalidade podemos utilizar dois mecanismos distintos que são os monitorespassivos ou os tubos colorimétricos ou tubos reagentes.Descrição sucinta deste método: os mecanismos são fixados em pontosestratégicos (ambiente de trabalho e/ou lapela do trabalhador), assim ficamarmazenando em seu interior partículas do contaminante contido no ambientede trabalho. 23Cartilha de Proteção Respiratória
  24. 24. Observação: No caso do tubinho reagente, pode-se utilizar uma bomba pararealizar a sucção das partículas contidas no ar. Existe uma grande diferençaentre os tubos reagentes e os monitores passivos.10.3 Monitores Passivos Seguindo instruções de profissional habilitado, o funcionário utiliza no desempenho de suas atividades um monitor passivo. O monitor passivo fica preso próximo à zona respiratória do trabalhador, por um tempo determinado, após esse processoo mesmo é encaminhado a um laboratório credenciado onde é feita a analisedesta amostra emitindo um laudo determinando a concentração.Suporte preso alapelaOBS.: Os tubos passivos colorimétricos NÃO NECESSITAM de análise delaboratório e revelam a concentração exposta no final da jornada de trabalho,sendo muito mais econômico. 24Cartilha de Proteção Respiratória
  25. 25. 10.4 Amostragem ativa com o uso de Tubos Colorimétricos (TubosReagentes) Os tubos colorimétricos de reação instantânea, passam por um processo de reação química e ao se estabilizar , fazemos a leitura em uma escala em ppm ou mg/m3 . Assim, podemos saber o valor da concentração que o trabalhador está exposto e montar o gráfico para 10 amostragens.. Existem tubos colorimétricos para mais de 450 substancias. (vide www.alltecbrasil.com.br/tuboscolorimetricos) A coleta para os tubos colorimétricos é feita , utilizando-se uma bombapara fazer a sucção do ar do ambiente próximo da zona respiratória dotrabalhador . Bomba para amostragem do arDeve-se espaçamento mínimo de 20 minutos , para cada coleta, segundo aNR-15, anexo 11. TLV- Vapores ou gases a serem Faixa de Tempo para TWA,C medidos , sua fórmula medição avaliação (ACGIH) química e número CAS (ppm) (horas) (ppm)Acetaldehyde (Acetaldeído) 0.1-20 1-10 C 25CH3CHO 4-1200 1-10CAS 75-07-0 1.2-360 1-10Àcetic acid (Ácido Acético) 0.5-100 1-10 10)CH3CO2HCAS 64-19-7Acetic anhydride 0.45-90 1-10 5(Anidrido Acético)(CH3CO)2ºCAS 108-24-7 25Cartilha de Proteção Respiratória
  26. 26. Acetone (Acetona) 5-1500 1-10 500CH3COCH3 1.4-420 1-10CAS 67-64-1Ammonia (Amônia) 2.5-1000 0.5-10 25NH3 0.1-10 1-10CAS 7664-41-7Benzene (Benzeno) 2.4-600 1-10 0.5C6H6CAS 71-43-21,3-Butadiene (Butadieno) 1.3-200 1-8 2CH2:CHCH:CH2CAS 106-99-0Carbon dioxide (Monóxido de 0.02-16% 0.5-10 5000Carbono)CO2CAS 630-08-0 1.04-2000 0.5-48 25Carbon monoxide 0.4-400 0.5-24(Monóxido de Carbono) COCAS 630-08-0Chlorine (Cloro) 0.08-100 0.5-24 0.5Cl2 2.4-240 1-8CAS 7782-50-5trans-1,2-Dichloroethylene 3.9-600 1-8 200(Dicloroetileno) 6-600 1-8ClCH:CHClCAS 540-59-0Dimethylamine (Dimetilamina) 1.9-750 0.5-10 5(CH3)2NHCAS 124-40-3N,N-Dimethylethylamine 4-1600 0.5-10 -(Dimetilanilina) ????C2H5N(CH3)2CAS 121-69-7Ethanol (Etanol) 100-25000 1-10 1000C2H5OHCAS 64-17-5Ethyl benzene (Etil benzeno) 2.8-700 1-10 100C6H5C2H5Ethylene (etilenio) 1.56-240 1-8 -CH2:CH2Ethylene dichloride 3.9-600 1-8 10(dicloro etileno) ClCH2CH2ClFormaldehyde 0.2-40 1-10 C 0.3(formaldeido) HCHOFormic acid (ácido fórmico) 0.55-110 1-10 5HCO2HFurfural (furfural) 0.2-40 1-10 2C5H4O2Hydrazine (Hidrazina) 1.6-650 0.5-10 0.01 26Cartilha de Proteção Respiratória
  27. 27. N2H4 0.05-0.1 0.05-0.1Hydrogen chloride (ácido 1-100 1-10 C 4.7clorídrico) 1.8-180 1-8HClHydrogen cyanide 1-200 1-10 -(ácido cianídrico)HCNHydrogen fluoride 1-100 1-10 C3(ácido fosfórico) HF 1-100 1-10Hydrogen peroxide 0.5-40 1-10 1(água oxigenada) H2O2Hydrogen sulphide 0.2-200 1-48 10(ácido sulfúrico)H2SIsoprene 2.6-400 1-8 -(Isopropano)CH2:C(CH3)CH:CH2Methylamine 0.19-19 1-10 5(Metalamina)CH3NH2Methyl ethyl ketone 2-600 1-10 200(MEK) CH3COC2H5 0.125-25 1-10 6.5-1950 1-10Methyl isobutyl ketone 11.5-3450 1-10 50(MIK) (CH3)2CHCH2COCH3 4-1200 1-10Nitric acid 0.8-80 1-10 2(ácido nítrico) HNO3 0.32-32 1-10Nitrogen dioxide 0.1-30 1-10 3(dióxido de nitrogênio)NO2 0.01-3.0 1-24Sulphur dioxide (dióxido de 10-600 1-5 2enxofre) 0.2-100 1-10SO2Tetrachloroethane 3-150 1-8 25(tetracloroetano)Cl2CHCCl3 1.5-150 1-8Toluene (tolueno) 2-500 1-10 50C6H5CH3Trichloroethylene 3-300 1-8 50(tricloroetileno)Cl2C:CHClTriethylamine (trietilamina) 5.3-2100 0.5-10 1(C2H5)3NTrimethylamine (trietilamina) 0.23-23 0.5-10 5(CH3)3NVinyl chloride 1.56-240 1-8 1(cloreto de vinila)CH2:CHClVinylidene chloride 6-600 1-8 5(???) CH2:CCl2Xylene (xileno) 3.4-850 1-10 100C6H4(CH3)2 27Cartilha de Proteção Respiratória
  28. 28. 10.5 Amostras Ativas com uso de bomba motorizada Diferente das amostras passivas, este método de coleta é realizado por um equipamento com cassete e uma bomba motorizada, com a finalidade de realizar a sucção do ar do ambiente de trabalho. Esta bomba pode ser instalada em pontos estratégicos, ou próximo à região respiratória do trabalhador. Ressaltamos que esta metodologia de analise dos agentes contaminantes deve ser realizada por profissional devidamente habilitado.Consulte a Alltec Serviços.Após a realização da coleta das amostras, as mesmas devem ser encaminhadaspara um laboratório credenciado, o qual emitira um laudo constando àrespectiva concentração do ambiente.11. Os Riscos Respiratórios e a Saúdo do Trabalhador________________ As doenças pulmonares de origem ocupacional são causadas pelainalação de partículas, névoas, vapores ou gases nocivos no ambiente detrabalho. O local exato das vias aéreas ou dos pulmões onde a substância(contaminante) inalada irá se depositar e o tipo de doença pulmonar que iráocorrer dependerão do tamanho e do tipo das partículas inaladas. As partículasmaiores podem ficar retidas nas narinas ou nas grandes vias aéreas, mas asmenores atingem os pulmões. Quando atingem esses órgãos, algumaspartículas se dissolvem e podem passar para a corrente sangüínea. Alguns contaminantes podem causar reações alérgicas. Outras, como opó de quartzo e o asbesto, podem causar cicatrizes permanentes no tecidopulmonar (fibrose pulmonar). Em quantidades importantes, certas partículas,como o asbesto, podem causar câncer. 28Cartilha de Proteção Respiratória
  29. 29. Devemos mencionar que contrair ou não uma doença ocupacionaldepende de vários fatores como tempo de exposição, tipo de contaminante,concentração no ambiente de trabalho, falta de uso correto de EPI(Equipamento de Proteção Individual) entre outros. Algumas doenças mais conhecidas causadas por problemas respiratóriorelacionado ao ambiente de trabalho são Silicose, Pulmão Negro, Asbestose,Beriliose, Pneumoconiose, Asma Ocupacional, Bissinose, Doença doEnchedor de silo entre muitas outras. Vamos ver algumas doenças e alguns tipos de trabalho que as podempropiciar, caso o trabalhador não esteja devidamente protegido tanto porEPC´s (Equipamentos de Proteção Coletiva) ou/e EPI´s (Equipamentos deProteção Individual) devidamente aprovados.Observação: A NR-7 (Norma Regulamentadora-7), Determina aobrigatoriedade de elaborar e implementar o PCMSO – Programa de ControleMédico de Saúde Ocupacional, por parte dos empregadores, com o objetivo dapromoção e preservação da saúde dos trabalhadores.11.2 Doenças e os trabalhos que “podem” expor seus trabalhadores,quando não estão devidamente protegidos: Doença Trabalho • Mineiros de chumbo, cobre, prata e ouro;Silicose • Determinados mineiros de carvão como os peneiradores que trabalham sobre os veios de carvão; • Operários de fundição; • Ceramistas, oleiros, cortadores de arenito ou de granito; • Operários que trabalham na construção de túneis; 29Cartilha de Proteção Respiratória
  30. 30. • Trabalhadores da indústria de sabões abrasivos; • Trabalhadores que utilizam jatos de areia; • E outros trabalhos.Pulmão negro • Mineiros de carvão. • Operários que mineram, moem ou manufaturam amianto;Asbestose • Operários da construção civil que inalem partículas de amianto, derivado de instalação ou remoção de materiais que contêm asbesto; • E outros trabalhos que inalem asbesto.Berilose • Trabalhadores da indústria aeroespacial • Soldadores;Pneumoconiose • Mineiros de ferro; • Operários que trabalham com bário; • Operários que trabalham com estanho; • E outros trabalhos. • Indivíduos que trabalham com cereais, madeira de cedro vermelho ocidental,Asma Ocupacional sementes de rícino, corantes, antibióticos, resinas de epóxi, chá e enzimas utilizadas na manufatura de detergentes, malte e objetos de couro e outros. 30Cartilha de Proteção Respiratória
  31. 31. Bissinose • Operários que trabalham com algodão, cânhamo, juta e linho; • E outros trabalhos.Doença do enchedor de Trabalhadores de fazendas e agroindústriasilo11.3 Silicose A silicose é a formação de cicatrizes permanentes nos pulmões,provocado pela inalação do pó de sílica (quartzo). A silicose, a mais antigadoença ocupacional conhecida, ocorre em indivíduos que inalaram pó de sílicadurante muitos anos. A sílica é o principal constituinte da areia, e por essarazão, a exposição a essa substância é comum entre os trabalhadores de minasde metais, os cortadores de arenito e de granito, os operários de fundições e osceramistas. Os sintomas manifestam-se somente após muitos anos deexposição ao pó. No entanto, em ocupações que envolvem a utilização de jatos de areia, aescavação de túneis e a produção de sabões abrasivos, que produzemquantidades elevadas de pó de sílica, os sintomas podem ocorrer em menos dedez anos. Quando inalado, o pó de sílica atinge os pulmões, provocando aformação de tecido cicatricial nos pulmões. Inicialmente, as áreas cicatriciaissão pequenas protuberâncias arredondadas (silicose nodular simples), mas,finalmente, essas protuberâncias podem aglomerar-se, formando grandesmassas (silicose conglomerada). Essas áreas cicatriciais não permitem apassagem normal de oxigênio ao sangue. Os pulmões perdem a elasticidade ea respiração exige um maior esforço. 31Cartilha de Proteção Respiratória
  32. 32. Efeitos da exposição à sílica Os indivíduos com silicose nodular simples não apresentam dificuldadepara respirar, mas apresentam tosse e escarro em decorrência da irritação dasgrandes vias aéreas, uma condição denominada bronquite. A silicoseconglomerada pode produzir tosse, produção de escarro e dificuldaderespiratória grave. No início, a dificuldade respiratória pode ocorrer somentedurante a realização de exercícios, mas, no estágio final, ela ocorre mesmodurante o repouso. A respiração pode piorar de dois a cinco anos após o indivíduo haverparado de trabalhar com a sílica. A lesão pulmonar sobrecarrega o coração e,algumas vezes, acarreta a insuficiência cardíaca, potencialmente letal. Alémdisso, quando os indivíduos com silicose são expostos ao agente causador datuberculose (Mycobacterium tuberculosis), a probabilidade de contraírem ainfecção é três vezes maior do que a dos indivíduos que não sofrem desilicose. O diagnóstico de silicose é estabelecido quando um indivíduo quetrabalhou com sílica apresenta uma radiografia torácica com os padrõescaracterísticos de cicatrização e nódulos.11.4 Pulmão Negro O pulmão negro (pneumoconiose do mineiro de carvão) é uma doençapulmonar causada pela aspiração de pó de carvão durante um períodoprolongado, o qual se deposita nos pulmões. No caso de pulmão negrosimples, o pó de carvão acumula-se em torno das pequenas vias aéreas(bronquíolos) dos pulmões. O pó de carvão dissemina-se por todo o pulmão, oque é revelado nas radiografias torácicas como pequenas manchas. Em alguns indivíduos o pulmão negro simples evolui para uma formamais grave da doença, conhecida como fibrose disseminada progressiva, naqual ocorre à formação de cicatrizes em grandes áreas do pulmão (com pelomenos 1 centímetro de diâmetro). A fibrose disseminada progressiva podepiorar mesmo após o indivíduo interromper a exposição ao pó de carvão. Otecido pulmonar e os vasos sangüíneos pulmonares podem ser destruídos pelascicatrizes.Efeitos Normalmente, o pulmão negro simples é assintomático (não produzsintomas). No entanto, muitos indivíduos com essa doença tossem e,facilmente, apresentam dificuldade respiratória. 32Cartilha de Proteção Respiratória
  33. 33. Os estágios graves da fibrose disseminada progressiva produzem tossee, freqüentemente, dificuldade respiratória incapacitante. O médico estabelece o diagnóstico após observar as manchascaracterísticas na radiografia torácica de um indivíduo que se expôs ou vem seexpondo ao pó de carvão há muito tempo. Geralmente, trata-se de umindivíduo que trabalhou em minas subterrâneas durante pelo menos dez anos.11.5 Asbestose A asbestose é a cicatrização disseminada do tecido pulmonar causadapela aspiração de pó de asbesto (amianto). O asbesto é composto por silicatosminerais fibrosos com diferentes composições químicas. Quando inaladas, asfibras de asbesto depositam-se profundamente nos pulmões, provocando aformação de cicatrizes. Os indivíduos que trabalham com asbesto apresentam risco dedesenvolver uma doença pulmonar. Os operários do setor de demolição, quetrabalham em edifícios com isolamento que contém asbesto, também corremrisco, embora menor. Quanto mais o indivíduo se expõe às fibras de asbesto,maior é o risco de ele desenvolver uma doença relacionada a esse material.EfeitosOs sintomas da asbestose aparecem gradualmente, somente após ter havido aformação de muitas cicatrizes e os pulmões terem perdido a elasticidade. Ossintomas iniciais são uma dificuldade respiratória discreta e a diminuição dacapacidade de realizar exercícios. A respiração torna-se cada vez mais difícil. Aproximadamente 15% dosindivíduos com asbestose apresentam uma dificuldade respiratória grave einsuficiência respiratória. O câncer de pulmão está relacionado em parte ao grau de exposição àsfibras de asbesto. No entanto, entre os indivíduos com asbestose, o câncer depulmão ocorre com mais freqüência nos que também são tabagistas, sobretudonaqueles que consomem mais de um maço de cigarros por dia. 33Cartilha de Proteção Respiratória
  34. 34. 11.6 Beriliose A beriliose é uma inflamação pulmonar causada pela inalação de poeiraou gases que contêm berílio. No passado, o berílio era comumente extraídopara ser utilizado nas indústrias eletrônicas e químicas e na fabricação delâmpadas fluorescentes. Atualmente, ele é utilizado principalmente naindústria aeroespacial. Além dos trabalhadores dessas indústrias, algunsindivíduos que habitam regiões próximas a refinarias de berílio tambémapresentam beriliose. A beriliose difere das outras doenças pulmonares, pois os problemaspulmonares parecem ocorrer apenas em indivíduos sensíveis ao berílio – cercade 2% daqueles que entram em contato com a substância. A doença podeafetar até mesmo indivíduos cuja exposição tenha sido relativamente curta, eos sintomas podem demorar de dez a vinte anos para se manifestarem.Efeitos Em alguns indivíduos, a beriliose ocorre subitamente (beriliose aguda),principalmente sob a forma de uma inflamação pulmonar (pneumonite). Osindivíduos com beriliose aguda apresentam um quadro caracterizado por tosse,dificuldade respiratória e perda de peso. A beriliose aguda também pode afetara pele e os olhos. Outros indivíduos apresentam beriliose crônica, na qualocorre a formação de um tecido anormal nos pulmões. Nesses indivíduos, a tosse, a dificuldade respiratória e a perda de pesoocorrem de forma gradual. O diagnóstico é baseado no antecedente doindivíduo de exposição ao berílio, nos sintomas e nas alterações característicasreveladas pela radiografia torácica. No entanto, como as radiografias daberiliose assemelham-se às de uma outra doença pulmonar, pode sernecessária a realização de testes imunológicos adicionais.11.7 Asma Ocupacional A asma ocupacional é causada pela inalação de partículas ou de vaporesexistentes no ambiente de trabalho, que atuam como irritantes ou causam umareação alérgica. Muitas substâncias presentes no local de trabalho podemcausar espasmos das vias aéreas, tornando a respiração difícil. Algunsindivíduos são particularmente sensíveis a irritantes presentes no ar. 34Cartilha de Proteção Respiratória
  35. 35. Efeitos A asma ocupacional pode causar dificuldade respiratória, sensação deopressão no peito, tosse, espirros, coriza e lacrimejamento. Contudo, emalguns indivíduos, o único sintoma são os sibilos noturnos. Os sintomaspodem ocorrer durante a jornada de trabalho, mas, freqüentemente, elescomeçam apenas algumas horas após o indivíduo ter terminado seuexpediente. Além disso, os sintomas podem aparecer e desaparecer duranteuma semana ou mais após a exposição. Por essa razão, é freqüentementedifícil estabelecer a relação entre o ambiente de trabalho e os sintomas. Ossintomas comumente tornam-se mais leves ou desaparecem nos finais desemana ou durante os feriados. Eles pioram com a exposição repetida.11.8 Bissinose A bissinose é um estreitamento das vias aéreas provocado pela inalaçãode partículas de algodão, linho ou cânhamo. Nos Estados Unidos e naInglaterra, a bissinose ocorre quase exclusivamente em indivíduos quetrabalham com algodão não-processado, embora indivíduos que trabalhamcom linho e cânhamo também possam apresentá-la. Os mais afetados parecemser os indivíduos cuja ocupação é abrir fardos de algodão cru ou aqueles quetrabalham nos primeiros estágios do processamento do algodão.Aparentemente, algo presente no algodão cru provoca o estreitamento das viasaéreas em indivíduos suscetíveis.Efeitos A bissinose pode causar sibilos e opressão no peito, geralmente noprimeiro dia de trabalho após uma folga. Ao contrário do que ocorre na asma,os sintomas tendem a diminuir após exposições repetidas, e a opressãotorácica pode desaparecer no final da semana de trabalho. Entretanto, após umindivíduo ter trabalhado com algodão durante muitos anos, a opressão torácicapode persistir por dois ou três dias de trabalho ou mesmo por toda a semana. A exposição prolongada à poeira do algodão aumenta a freqüência dossibilos, mas não evolui para uma doença pulmonar incapacitante permanente.O diagnóstico é estabelecido por meio de um teste que revela a redução dacapacidade pulmonar ao longo de um dia de trabalho. Normalmente, essaredução é maior no primeiro dia de trabalho. 35Cartilha de Proteção Respiratória
  36. 36. 11.9 Exposição a Gases e a Substâncias Químicas Muitos tipos de gases – como o cloro, o fosgênio, o dióxido de enxofre,sulfato de hidrogênio, o dióxido de nitrogênio e a amônia – podem serliberados durante acidentes industriais e irritar gravemente os pulmões. Gasescomo o cloro e a amônia dissolvem-se facilmente e produzem irritaçãoimediata da boca, do nariz e da garganta. As partes inferiores dos pulmõessomente são afetadas quando o gás é inalado profundamente. Gasesradioativos, liberados em acidentes de reatores nucleares, podem causar, emlongo prazo, câncer de pulmão e de outras regiões do corpo. Alguns gases, por exemplo o dióxido de nitrogênio, não se dissolve comfacilidade. Por essa razão, eles não produzem sinais precoces da exposição,como irritação do nariz e dos olhos, aumentando a possibilidade de sereminalados profundamente nos pulmões. Esses gases podem causar inflamaçãodas vias aéreas menores (bronquiolite) ou causar um acúmulo de líquido nospulmões (edema pulmonar). Na doença dos trabalhadores de silos, resultante da inalação dos vaporesque contêm dióxido de nitrogênio liberado pela silagem úmida, o acúmulo delíquido nos pulmões pode demorar até doze horas após a exposição paraocorrer. O distúrbio pode apresentar uma melhora temporária e, em seguida,reincidir dez ou catorze dias depois, mesmo que não ocorram novos contatoscom o gás. A recorrência tende a afetar as pequenas vias aéreas (bronquíolos). Emalguns indivíduos, a exposição a pequenas quantidades de gás ou a outrassubstâncias químicas durante um período prolongado pode acarretar umabronquite crônica. Além disso, acredita-se que a exposição a determinadassubstâncias químicas, como compostos de arsênico e hidrocarbonetos, sejaresponsável pelo câncer em alguns indivíduos. O câncer pode ocorrer nospulmões ou em outras partes do corpo, dependendo da substância inalada.Efeito Gases solúveis, como o cloro, causam graves queimaduras nos olhos, nonariz, na garganta, na traquéia e nas grandes vias aéreas. Freqüentemente,esses gases produzem tosse e sangue no escarro (hemoptise). Também sãofreqüentes a náuseas e a dificuldade respiratória. Gases menos solúveis, comoo dióxido de nitrogênio, causam dificuldade respiratória, algumas vezes grave,após um período de três a quatro horas. A radiografia torácica pode revelar aocorrência de edema pulmonar ou de bronquiolite. 36Cartilha de Proteção Respiratória
  37. 37. 12. Medidas de Controle dos Agentes Ambientais Existe dois caminhos que podemos estar adotando para a executar aimplementação de medidas de controle, estas medidas podem ser adotas emconjunto ou individualmente. São as medias relativas ao ambiente, onde ocontrole é feito na fonte (maquinas, produtos, operações) e na trajetória dessesagentes até o trabalhador. Podemos utilizar também as medidas relativas aotrabalhador.Medidas relativas ao ambiente: 1) Substituição do produto tóxico ou nocivo 2) Mudança ou alteração do processo 3) Enclausuramento da operação 4) Ventilação (EPC) 5) Manutenção 6) Projeto Adequado1)Substituição do produto tóxico ou nocivo A substituição de um material tóxico por outro não tóxico ou menostóxico nem sempre é possível; entretanto, quando é, representa a maneira maissegura de eliminar ou reduzir um risco.2)Mudança ou alteração do processo Uma mudança no processo oferece em geral oportunidades de melhoriadas condições de trabalho. Infelizmente, as maiorias das mudanças oualterações, são feitas no sentido de redução de custos e aumento de produção.Entretanto, o profissional de segurança deve saber aproveitar essaoportunidade, para orientar de maneira a também conseguir os seus objetivos elutar por alterações especificas que visem um ambiente de trabalho maisadequado. 37Cartilha de Proteção Respiratória
  38. 38. 3)Enclausuramento da operação Esta medida tem por finalidade impedir a dispersão do contaminante portodo o ambiente de trabalho. Este confinamento pode incluir ou não otrabalhador, expondo assim, a menor quantidade de trabalhadores possível aorisco, caso o trabalhador esteja exposto ao enclausuramento, deve-se observaralgumas medidas de segurança, como qual será a concentração nesteambiente, se a atmosfera no interior será IPVS (Imediatamente Perigoso aVida e a Saúde), deve-se considerar se o nível de oxigênio não será inferior a19,5%, entre outras medidas de segurança. Um bom exemplo deenclausuramento são as operações com “Glove Boxes” (caixas com luvas),que são na verdade um sistema pelo qual o trabalhador vai operar oequipamento fora da cabine de enclausuramento utilizando uma caixa comluvas especiais, este sistema é muito utilizado em industrias químicas. mesmo nível de diálogo e decisão, possibilita antecipar os riscos econtribui para soluções mais eficazes.Medidas relativas ao trabalhador 7) Equipamento de Proteção Individual (EPI) 8) Educação e treinamento 9) Controle médico 10) Limitação da Exposição4)Uso do Equipamentos de Proteção Individual-EPI As medidas relativas ao trabalhador só devem ser consideradas emsituações especiais, onde as medias de controle ambientais são inaplicáveis,total ou parcialmente, nesses casos, a única forma de proteger os trabalhadoresserá a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).5)Educação e treinamento A educação e treinamento desempenham uma função vital, o uso corretodos EPI´s (Equipamentos de Proteção individual), por parte dos trabalhadores,assim como as limitações de proteção que eles oferecem, são aspectos quetodos os funcionários da empresa devem conhecer, através de treinamentosespecíficos. 38Cartilha de Proteção Respiratória
  39. 39. 6) Controle médico São os exames médicos realizados através do PCMSO, constituemmedida fundamental. Para algumas atividades que serão exercidas pelotrabalhador, como no caso os que iram utilizar respiradores, deveram passarpor rigorosa avaliação médica antes de exercerem suas respectiva função.7) Limitação da exposição É a redução dos períodos de trabalho, é mais freqüentemente utilizadaem riscos físicos como o calor e o ruído. Esta medida visa, reduzir o tempo deexposição aos contaminantes. A limitação da exposição ao risco deve serrealizada dentro de critérios técnicos, assim este recurso deve ser aplicadocom a orientação de Profissional de Segurança do Trabalho. Ressaltamos queesta medida só deve ser considerada quando outras alternativas, não forameficientes.13. PPR - Programa de Proteção Respiratória O PPR – Programa de Proteção Respiratória da FUNDACENTRO estádescrito na IN-01 (Instrução Normativa-01) e trás informações sobre uso eseleção de respiradores. Recomendamos que todo administrador de um Programa de ProteçãoRespiratória tenha uma cópia original do PPR da FUNDACENTRO paraconsulta e aprimoramento Técnicos.13.1 Direcionamento do PPR O PPR é direcionado para um efetivo controle das doenças ocupacionaisprovocadas pela inalação de ar contaminado, por exemplo, poeiras, fumos,névoas, gases e vapores. O objetivo principal deve ser minimizar acontaminação do ambiente de trabalho. Em primeiro lugar devemosimplementar as medidas de controle de engenharia (enclausuramento,ventilação, substituição de uma substancia tóxica por outra menos nociva). Quando as medidas de controle não são viáveis, ou enquanto estão emfase de implementação ou avaliação, devem ser utilizados respiradores (EPI)apropriados para cada tipo de situação e contaminante existente. 39Cartilha de Proteção Respiratória
  40. 40. 13.2 Responsabilidades dos Empregadores Perante o PPR Para que a saúde do usuário seja preservada, o empregador deve, nomínimo oferecer as seguintes condições: 1) Fornecer o respirador, quando necessário, para proteger a saúde do trabalhador; 2) Fornecer o respirador conveniente e apropriado para fim desejado; 3) Ser responsável pela implementação de um Programa de Proteção Respiratória e por sua manutenção; 4) Permitir ao empregado que utiliza respirador, deixar a área de risco por qualquer motivo relacionado ao uso deste equipamento, como exemplo: • Falha do respirador que altere a proteção por ele proporcionado; • Mau funcionamento do respirador; • Detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador; • Aumento da resistência à respiração (dificuldades para respirar); • Grande desconforto devido ao uso do respirador; • Mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como náuseas, fraqueza, tosse, espirro, calafrio, tontura, vômito, febre entre outros; • Lavar o rosto sempre que necessário; • Trocar o filtro ou outras componentes, sempre que necessário; • Descanso periódico em áreas não contaminadas; • Entre outras alterações anormais da situação comum de trabalho. 5) Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar as devidas providencias. 40Cartilha de Proteção Respiratória
  41. 41. 13.3 Responsabilidade do Empregador segundo NR-6: Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora –Equipamentos de Proteção Individual no item 6.6.1”, cabe ao empregadorquando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual: a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) Exigir o uso; c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; g) Comunicar o M.T.E. (Ministério do Trabalho e Emprego) sobre qualquer irregularidade observada.13.4 Responsabilidades dos Empregados perante o PPR: 1) Usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e treinamento recebidos; 2) Guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se danifique ou deforme; 3) Se observado que o respirador não está funcionado bem, deverá deixar imediatamente a área contaminada e comunicar o defeito à pessoa responsável pelo PPR indicada pelo empregador; 4) Comunicar às pessoas responsáveis, se constatado qualquer alteração do seu estado de saúde que possa influir na capacidade de uso do respirador de modo seguro. 41Cartilha de Proteção Respiratória
  42. 42. 13.5 Responsabilidades dos Empregados perante a NR-6 Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora –Equipamentos de Proteção Individual no item 6.7.1”, cabe ao empregadoquando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual: a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que torne impróprio para uso; d) Cumprir as determinações do empregador do empregador sobre o uso adequado.13.6 Treinamento Com a finalidade de garantir o uso correto dos equipamentos de proteção respiratória, devem receber treinamento adequado e reciclagem periódica o supervisor do programa, os usuários, a pessoa que distribui o respirador e as equipes de emergência e salvamento (Instrução Normativa-01 da FUNDACENTRO no Item 1.2.4.5). a) O risco respiratório e o efeito sobre o organismo humano se o respirador não for usado de modo correto; b) As medidas de controle coletivo e administrativo que estão sendo adotadas e a necessidade do uso de respiradores para proporcionar a proteção adequada; c) As razões que levaram à seleção de um tipo específico de respirador; d) O funcionamento, as características e as limitações do respirador selecionado; e) O modo correto de usar o respirador e de verificar se ele está colocado corretamente no roso; f) O modo correto de usar o respirador durante a realização durante a realização do trabalho; 42Cartilha de Proteção Respiratória
  43. 43. g) Os cuidados de manutenção, inspeção e guarda, quando não estiver em uso; h) O reconhecimento de situações de emergência e como enfrentá-las; E outras informações, como as exigências legais sobre o uso de respiradores para certas substâncias.13.7 Responsabilidades dos Fabricantes e Importadores perante a NR-6 Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora -Equipamentos de Proteção Individual no item 6.8.1”, cabe ao Fabricante eImportador quando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual: a) Cadastrar-se, segundo o Anexo II da NR-6, junto ao órgão nacional competente me matéria de segurança e saúde no trabalho; b) Solicitar a emissão do C.A., conforme o Anexo II da NR-6; c) Solicitar a renovação do C.A., conforme o Anexo II da NR-6, quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; d) Requer novo C.A. de acordo com o Anexo II da NR-6, quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado; e) Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de Aprovação-C.A.; f) Comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de C.A. g) Comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos; h) Comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição, e demais referencias ao seu uso.Entre outras atribuições contidas na NR-6.13.8 Procedimentos Escritos O administrador do PPR deve estabelecer procedimentos operacionaispor escrito para o uso correto dos respiradores em situações de rotina e deemergência. Cópias destes procedimentos escritos devem estar disponíveispara que todos os usuários as possam ler. Estes procedimentos devem serrevisados periodicamente, se necessário. 43Cartilha de Proteção Respiratória
  44. 44. O procedimento escrito para uso rotineiro deve conter no mínimo: a) Política da empresa na área de proteção respiratória; b) Seleção; c) Ensaios de vedação; d) Treinamento dos usuários (descritivo do treinamento e folha de presença); e) Distribuição dos respiradores; f) Limpeza, inspeção, higienização, guarda e manutenção; g) Monitoramento de uso; h) Monitoramento do risco. O procedimento escrito para o uso em situação de emergência e salvamento deve conter no mínimo: i) Definir os prováveis respiradores a serem usados, considerando os materiais e as substâncias utilizadas, os equipamentos, a área de trabalho, o processo e as pessoas envolvidas em cada operação; j) Com base nesta análise preliminar, verificar se os respiradores disponíveis podem proporcionar a proteção adequada quando os usuários necessitarem de entrar na área potencialmente perigosa. Observação: Existem situações que podem impedir o usuário de respiradores de entrar em uma atmosfera IPVS (Por exemplo, ambientes onde haja o risco potencial de atmosfera inflamável ou explosiva. Bem como a deficiência de oxigênio está impedira os usuários de respiradores purificadores de ar, de entrar neste ambiente). k) Selecionar os respiradores apropriados e distribuí-los em quantidade adequada para uso nas situações de emergência ou salvamento; l) Descrever como esses respiradores devem ser mantidos, inspecionados e guardados de modo que sejam acessíveis e estejam em condições de uso imediato, quando necessário. Deve ser mantidos também um registro escrito constando o nome dousuário, data, tipo de treinamento recebido, avaliação recebida (se realizada) eo nome do instrutor. 44Cartilha de Proteção Respiratória
  45. 45. 13.9 Ensaios de vedação Todos os usuários de respiradores com vedação facial devem ser submetidos a um ensaio de vedação qualitativo ou quantitativo. Estes ensaios têm a finalidade de determinar se o respirador selecionado se ajusta bem ao rosto do usuário oferecendo assim uma boa vedação. O resultado do ensaio de vedação deve ser usado, ente outros parâmetros, na seleção de tipo,modelo e tamanho do respirador para cada usuário. Os respiradores com vedação facial para fuga ou emergência tambémdevem ser submetidos ao ensaio de vedação. Conforme descrito no anexo 5 da IN-01 (Instrução Normativa-01) daFUNDACENTRO, convém observar a diferença entre as expressões“VERIFICAÇÃO DE VEDAÇÃO” e “ENSAIO DE VEDAÇÃO”Verificação de vedação: É uma verificação rápida que deve ser realizada todavez que o usuário colocar o respirador antes de entrar na área de risco ouajustá-lo quando já estiver no local, com a finalidade de garantir que orespirador esteja ajustado corretamente na face. Todo procedimento pode serencontrado no anexo 4 da IN-01 (Instrução Normativa-01) daFUNDACENTROVerificação de vedação pelo teste negativo: Este procedimento pode ser usado com respiradores purificadores de arou de adução de ar, equipados com cobertura das vias respiratórias comcontato facial. As aberturas de entrada de ar (filtros) são bloqueadas completamentepela palma da mão ou pela colocação de um selo na entrada do filtro químicoou mecânico, ou estrangulando a traquéia ou mangueira. O usuário deve inalarsuavemente e segurar a respiração. Se a peça facial aderir ao rosto, pode-seafirmar, com razoável segurança, que a vedação da peça facial é satisfatória. 45Cartilha de Proteção Respiratória
  46. 46. Verificação de vedação pelo teste de pressão positiva: Este procedimento pode ser aplicado em respiradores com cobertura dasvias respiratórias com contato facial e que contenham válvula de inalação eexalação. A válvula de exalação é bloqueada e o usuário exala suavemente. Avedação será considerada satisfatória quando o usuário sentir ligeira pressãodentro da peça facial e não conseguir detectar nenhuma fuga de ar zona devedação entre a peça facial e o rosto.Ensaio de Vedação: O ensaio de vedação é feito em uma sala, fora da área de risco, onde,por exemplo, se observa a resposta sensorial à substância utilizada (Bitrex,Sacarina entre outras). O ensaio de pode ser qualitativo ou quantitativo. O ensaio de vedação tem a finalidades de verificar se à vedação dorespirador no rosto do usuário esta correta (se o treinamento sobre a colocaçãofoi bem assimilado) e também ajudar a selecionar um respirador que ofereçauma boa vedação ao rosto do usuário.Ensaio de vedação quantitativo: Este ensaio é realizado com equipamento especial, com a finalidade dequantificar as partículas que entraram para o interior do respirador através depossível falha na vedação na execução do teste (entende-se como vedação operímetro de contado entre o respirador e o rosto do usuário), ou seja,verificando a eficiência da vedação do respirador e não do filtro. Esteprocedimento está contido na IN-01 (Instrução Normativa-01) daFUNDACENTRO em seu anexo 5.Ensaio de vedação qualitativo: Este ensaio é realizado com névoa de sacarina (doce-usado comoadoçante) ou névoa de “Bitrex” (benzoato de denatonium, usado pela industriafarmacêutica para deixar os comprimidos amargos evitando-se o seu consumoexagerado, principalmente por crianças) entre outras substâncias, suafinalidade é de qualificar se a vedação do respirador entre o perímetro decontado com o rosto do usuário, está sendo eficaz, ou seja, se a folga é 46Cartilha de Proteção Respiratória
  47. 47. mínima. Para executar esse teste é necessários um equipamento específicocomposto por dois capuzes especiais, dois nebulizadores e solução específicacom as substâncias já informadas. Todo o procedimento deste teste bem comoas devidas orientações de como realizá-lo está descrito na IN-01 (InstruçãoNormativa-01) da FUNDACENTRO no anexo 5.13.10 Registros escritos dos ensaios de vedação Segundo determinado pela IN-01 (Instrução Normativa-01) daFUNDACENTRO, deve-se manter um registro escrito dos ensaios de vedação(que deverá ser anexado no PPR – Programa de Proteção Respiratória, quedeve ser desenvolvido pela empresa, seguindo as orientações contidas da IN-01). Os registros escritos dos ensaios de vedação devem conter no mínimo asseguintes informações: • Procedimento operacional escrito sobre o ensaio de vedação, incluindo critérios de aceitação / rejeição; • Ensaios de vedação adotados pela empresa e a indicação daquele empregado no ensaio realizado; • Equipamento e instrumentação usados para a realização do ensaio; • Calibração, manutenção e reparos dos equipamentos e instrumentos usados, quando aplicável; • Nome ou identificação do condutor do ensaio; • Nome ou identificação colaborador (trabalhador) que vai utilizar o respirados (ficha individual de ensaio); • Identificação completa do respirador ensaiado (modelo, tamanho, fabricante); • Resultados do ensaio de vedação, incluindo: fator de vedação obtido (quando o ensaio for quantitativo), observações ou características individuais que interferem na vedação (uso de lentes de contato ou óculos, dentadura, cicatrizes, verrugas etc). 47Cartilha de Proteção Respiratória
  48. 48. 13.11 Fator de Proteção Atribuído e Fator de Proteção Requerido O Fator de Proteção Atribuído (FPA) em conjunto com o Fator deProteção Requerido (FPR), auxiliam na escolha de um respirador, porémdevemos lembrar que outros aspectos devém ser observados, como IPVS(Imediatamente Perigoso Vida e a Saúde), Explosividade, Deficiência deOxigênio, Característica do Agente, Processo Produtivo, Ambiente deTrabalho entre outros.Fator de Proteção Atribuído (FPA): É o mínimo de Fator de Proteção esperado do respirador, o FPA (Fatorde Proteção Atribuído) de cada respirador está contido na IN-01 (InstruçãoNormativa-01) da FUNDACENTRO, como exemplo, para o respiradorpurificador de ar facial (peça inteira) é estabelecido FPA=100, assim espera-se que para 95% dos usuários treinados que utilizem este respirador, o arinalado dentro do respirador com a vedação correta, tenha 100 vezes menosconcentração do contaminante presente no ar do ambiente de trabalho. 48Cartilha de Proteção Respiratória
  49. 49. Tabela de Fator de Proteção Atribuídos (a) conforme tabela da Instrução Normativa-01 da FUNDACENTRO Tipo de coberturas das vias respiratóriasTipo de Respirador Com vedação facial Sem vedação facial (f) Peça Peça facial Capuz e Outros Semifacial Inteira capacete (b)A - Purificador dearnão motorizado 10 100 _Motorizado 50 1000 (d) 1000 25B – De adução de arB1 – Linha de arcomprimidoDe demanda sempressão positiva (c) 10 100 - -De demanda compressão positiva 50 1000 - -De fluxo contínuo 50 1000 1000 25B2 – Máscarasautônomas (circuitoaberto ou fechado)De demanda sempressão positiva 10 100De demanda compressão positiva - (e) 49Cartilha de Proteção Respiratória
  50. 50. Observações sobre a tabela:(a) O fator de Proteção Atribuído não é aplicável para respiradores de fuga.(b) Incluem a peça quarto facial, a peça semifacial (PFF) e as peças semifaciais de elastômeros.(c) A máscara autônoma não deve ser usada para situações de emergência, como incêndios.(d) Os Fatores de Proteção apresentados são de respiradores com filtro P3 ou sorbentes (cartuchos químicos pequenos ou grandes). Com filtros classe P2,deve-se usar Fator de Proteção Atribuído 100, devido às limitações do filtro.(e) Embora esses respiradores de pressão positiva sejam considerados os que proporcionam maior nível de proteção, alguns estudos que simulam as condições de trabalho concluíram que nem todos os usuários alcançaram o Fator de Proteção 10.000. Com base nesses dados, embora limitados, não se pode adotar um Fator de Proteção definitivo para esse tipo de respirador. Para planejamento de situações de emergência, nas quais as concentrações dos contaminantes possam ser estimadas, deve- se usar um Fator de Proteção Atribuído não maior que 10.000.(f) Ver definição no Anexo 1 da IN-01 da FUNDACENTRONota: Para combinação de respiradores, como, por exemplo, respirador delinha de ar comprimido equipado com um filtro purificador de ar na peçafacial, o Fator de Proteção a ser utilizado é o do respirador que está em uso.Observação importante: Os respiradores purificadores de ar, não devem ser utilizados ematmosfera com índice inferior a 19,5% de oxigênio no ar. Devemos respeitar as restrições de uso de cada respirador que sãoinformadas através da Instrução Normativa-01 da FUNDACENTRO e pelofabricante. 50Cartilha de Proteção Respiratória
  51. 51. Fator de Proteção Requerido (FPR): O Fator de Proteção Requerido (FPR) é obtido através de uma equação,sendo considerado como uma das ferramentas necessárias para a seleção deum respirador.Para se calcular o FPR devemos seguir a seguinte Regra: FPR é igual à concentração do ambiente dividida pelo limite detolerância do ambiente de trabalho.Exemplo:Álcool Isopropílico- TLV (Limite de Tolerância) = 400 ppm- Concentração medida no ambiente = 1560 ppmAplicando a Fórmula: Logo o FPA (Fator de Proteção Atribuída) do respirador deverá sermaior que o FPR (Fator de Proteção Requerida), calculado através daaplicação da fórmula já mencionada. Porém não podemos só considerar está fórmula para selecionar umrespirador, outros aspectos devem ser levados em consideração, como limitede IPVS, Linear de Odor do Agente, Deficiência de Oxigênio, Processo deTrabalho, Característica Própria da Substância entre outros. Considerando-se ainda o exemplo mencionado com o ÁlcoolIsopropílico: 51Cartilha de Proteção Respiratória
  52. 52. Pelo calculo obtido através da equação, aparentemente qualquerrespirador que tenha seu FPA (Fator de Proteção Atribuído) maior que dez(FPA > 10) poderia ser utilizado, porém este agente tem como característicaprópria ser irritante, sendo necessário se utilizar um respirador do tipo facial(peça inteira) ou respirador semifacial com óculos de segurança de amplavisão (Estilo Mergulhador), ou seja, deve -se sempre considerar outros fatorespara a correta escolha de um respirador. Assim a seleção de um respirador deve ser realizada por pessoaqualificada para está finalidade seguindo todos os procedimentosestabelecidos na Instrução Normativa-01 que é o Programa de ProteçãoRespiratória da FUNDACENTRO.14. Uso de Respiradores Purificadores de Ar Primeiramente é necessário esclarecer que nenhum “RespiradorPurificador de Ar” poderá ser utilizado, para substâncias que tenham o limiarde odor (cheiro característico da substância) superior ao seu limite detolerância. Todo respirador tem suas limitações, sendo assim um RespiradorPurificador de Ar, nunca deverá ser utilizado em Atmosfera com Deficiênciade Oxigênio (volume de oxigênio inferior a 19,5%). Existem dois tipos de Respiradores Purificadores de Ar, os quepermitem manutenção (possuem peças de reposição) proporcionando umamaior durabilidade deste EPI (Equipamento de Proteção Individual), neste tipode equipamento podemos acoplar diferentes tipos de filtros (químicos,mecânicos ou combinados), desde que constem no C.A. (Certificado deAprovação do equipamento), deste modo realizamos a manutenção dorespirador e substituímos apenas os filtros quando necessário.Observação O C.A. (Certificado de Aprovação) refere-se a umequipamento completo, que oferece proteção ao usuário contra umdeterminado risco. Por exemplo, o C.A. de um respirador purificador de arcom peça facial inteira, refere-se à peça facial e a todos os filtros que foramensaiados e atenderam aos requisitos de desempenho especificados nasnormas correspondentes na ocasião do ensaio (para obter o C.A.). Deste modoos filtros isoladamente não possuem C.A. e somente podem ser utilizados napeça facial do conjunto que obteve o certificado. 52Cartilha de Proteção Respiratória
  53. 53. O outro tipo são os respiradores conhecidos como descartáveis, no qualo corpo do respirador e constituído de elemento filtrante, ou seja, o própriorespirador é o filtro.15.1 Filtros Mecânicos(Para respiradores purificadores de ar) Os Filtros Mecânicos e Químicos são considerados como parteintegrante dos respiradores purificadores de ar (do tipo com manutenção), osfiltros podem ser mecânicos, químicos ou combinados.Filtro Mecânico Os filtros mecânicos são conhecidos como filtros para aerodispersóideou particulado utilizados para névoas, fumos, poeiras entre outros.Este tipo de filtro é utilizado em respiradores purificadores de ar do tipo commanutenção. Os filtros mecânicos são destinados a reter partículas em suspensão noar que podem ser de origem sólida ou líquida como névoas (observando certasrestrições). Foto: Respirador Purificador de Ar, com filtro mecânico. Filtro Mecânico 53Cartilha de Proteção Respiratória
  54. 54. Os filtros mecânicos são ensaiados conforme NBR 13698, verificando apenetração inicial máxima dos aerossóis de teste. Os filtros mecânicos sãoclassificados em P1, P2 e P3. Ensaio de penetração NBR 1369Tipo / Classe do filtro Ensaio com Ensaio com NaCI (%) Óleo de parafina (%) 95 L/min 95 L/min P1 20% Não utilizado P2 6% 2% P3 3% 1% O filtro mecânico é constituído por camadas de fibras dispostas demodo não orientado, muitas pessoas pensam que este tipo de filtro é parecidocom uma rede, onde as partículas são maiores que os orifícios dispostos nofiltro e não passando para o interior do respirador, este pensamento é errado. Errado. 54Cartilha de Proteção Respiratória
  55. 55. Filtro Mecânico: Assim são os filtros mecânicos visto por microscópio, formado por camadas de fibras dispostas de modo não ordenado.14.2 Respiradores Purificadores de AR sem Manutenção (Descartáveis) Conhecidos como “descartáveis” esses respiradores geralmente sãoutilizados em ambiente onde a concentração do agente é baixa, não possuifiltros separadamente como no caso dos respiradores purificadores de ar commanutenção, pois aqui o próprio respirador faz o papel de filtro. Poucos destesrespiradores oferecem uma boa vedação no perímetro de contato com o rostodo usuário. Existem Respiradores Descartáveis com válvula de exalação e sem estaválvula.Respirador Purificador de Ar Descartável (Com Válvula de Exalação) Respirador Purificador de Ar Descartável (Sem Válvula de Exalação) 55Cartilha de Proteção Respiratória
  56. 56. Qual a diferença do respirador com válvula para o sem válvula deexalação?Resposta: Nos modelos sem válvula de exalação o ar quente e úmidoexpirado pelo usuário, atravessa o respirador gerando um aquecimento poratrito pela passagem do ar, fazendo com que o ar inspirado através do ciclorespiratório subseqüentemente fique quente, aumentando sensivelmente odesconforto do usuário. Nos modelos com válvula de exalação a maiorquantidade de ar expirado (aquecido) sairá pela válvula de exalaçãoaumentando consideravelmente o conforto para o usuário.14.3 Tipo de Respiradores Descartáveis: Respiradores Descartáveis Tipo Válvula de Exalação Código de Venda P1 Sem Válvula Tec. 1501 P1 Com Válvula Tec. 1505 P2 Sem Válvula Tec. 1503 P2 Com Válvula Tec. 1507 P2 + VO Sem Válvula Tec. 1504 P2 + VO Com Válvula Tec. 1508LegendaP1 = Filtro MecânicoP2 = Filtro MecânicoVO = Filtro Químico para Vapores Orgânicos 56Cartilha de Proteção Respiratória

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