Guia boas praticas obra sustentavel_santander

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  • 1. Guia de Boas Práticasna Construção Civil 01/2011
  • 2. NOSSA MISSÃO NOSSO MODELONOSSO COMPROMISSO
  • 3. Estamos construindo o melhor banco do País. ApresentaçãoE ele também pode ser seu. Confira quem somos.No mundo Para nós, um negócio só é bom mesmo quando é bom paraFundado em 1857, na cidade de Santander, na Espanha: todos: para as empresas, a sociedade e o meio ambiente.. Mais de 90 milhões de clientes.. Presente em mais de 40 países. Quem projeta depende de quem constrói, que acredita. O banco com mais agências no mundo: 14 mil. em quem administra, que aposta em quem compra, que. Mais de 170 mil funcionários no mundo. finalmente precisa de um banco capaz de unir tudo isso. No final de 2008, atingimos a posição de primeiro banco para financiar o imóvel de um jeito que o crédito seja, na verdade, um grande aliado. E só uma instituição da zona do Euro por valor em bolsa. que tem essa preocupação e experiência pode orientar da melhor forma seus clientes e parceiros.No BrasilEm 2008, o Santander se uniu ao Banco Real, e conta com: Neste guia, você vai encontrar informações sobre boas. Mais de 10 milhões de clientes. práticas para planejar e construir seu empreendimento.. O terceiro maior banco privado do Brasil e o maior Esperamos que você goste do material e que ele possa ser lançamento de ações no mercado em 2009. útil no seu dia a dia.. Uma rede de 6 mil agências e postos de atendimento em Nossa visão de um novo banco para uma nova sociedade todo território nacional.. Mais de 18 mil caixas eletrônicos e 6.700 pontos passa também por esta construção conjunta com você. José Roberto Machado Banco24Horas e pontos conveniados à Rede Diretor Executivo de Negócios Imobiliários Verde-Amarela (RVA). Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 5
  • 4. SumárioCenário 8 Construção 44 Recomendações Quanto à Demolição 46Programa de Sustentabilidade na Construção Civil 10 Logística e Segurança nos Canteiros de Obras 48Plano de Negócios 14 Gestão de Resíduos Sólidos e Efluentes 50Planejamento 16 Comunicação com a Comunidade Verificação de necessidades dos públicos envolvidos 17 do Entorno do Empreendimento 52 Capacitação dos agentes envolvidos Relacionamento com Funcionários 54 e difusão das boas práticas socioambientais 17 Relacionamento com Fornecedores e Parceiros 58 Estudo de viabilidade socioambiental 18 Consultas Gerais 60Concepção 26 Bibliografia 70 Eficiência Energética 28 Glossário 72 Conforto Ambiental do Edifício 30 Conservação da Água 34 Anotações 86 Seleção de Materiais 36 Saúde e Bem-Estar do Usuário 40 Qualidade do Empreendimento 42 Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 7
  • 5. CenárioA construção civil tem grande impacto na economia, na sociedade e no mundo. As Desse total, 135 milhões de toneladas representam as pedras britadas e 196 milhões de toneladas,práticas sustentáveis são importantíssimas para que os impactos negativos para o planeta a areia. Assim, o consumo brasileiro de agregados poderia ser estimado em aproximadamente 1,77sejam diminuídos. tonelada/habitante ao ano4.. O setor imobiliário representa . A quantidade de resíduos de construção e de demolição (RCD) gerada é, em média, de 150 kg/m² 11% do PIB da União Européia, construído5, sendo que os resíduos da construção constituem de 41% a 70% da massa dos resíduos sendo que no Brasil esse sólidos urbanos6, ou seja, em muitos municípios mais da metade dos resíduos gerados por toda número supera 14%¹. a cidade é da construção civil. Quarenta por cento da energia A legislação que traz diretrizes para o gerenciamento dos resíduos da construção civil é a CONAMA consumida mundialmente 307, do ano de 2002. A resolução pode ser baixada gratuitamente no site www.mma.gov.br/conama. é utilizada pelo setor da O esgotamento das reservas próximas às grandes cidades faz com que a areia natural já esteja sendo construção civil². transportada de distâncias superiores a 100 km, implicando enormes consumos de energia e geração. O setor residencial foi, em 2006, responsável por 11% do consumo total de energia de poluição7. Por isso, buscam-se métodos construtivos de baixo impacto, que gerem menores riscos. no Brasil, representando 22% do uso total de energia elétrica. O consumo de energia elétrica neste setor é quase equivalente à soma dos setores Investidores buscam cada vez mais por empresas socialmente responsáveis e sustentáveis comercial e público. A taxa de crescimento do consumo da eletricidade residencial foi para aplicar seus recursos, pois consideram que elas geram valor para o acionista no longo de 8,4% ao ano³. prazo por estarem mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais.. Em 2005, foram produzidos cerca de 331 milhões de toneladas e agregados (areia, brita Essa tendência vem crescendo e já tem reflexos claros no Brasil, com a crescente adoção por empresas etc.) para a construção. de diretrizes do GRI - Global Reporting Iniciative8 e Indicadores de Responsabilidade Social do Instituto Ethos9, além da criação do ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial10, da Bovespa. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,10 Ver Bibliografia. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 9
  • 6. Programa de Sustentabilidade na Construção CivilNosso Programa de Sustentabilidade na Construção Civil promove práticas que aumentama eficiência econômica, reduzem o impacto ao Meio Ambiente e favorecem a qualidade devida nas fases de projeto, construção e uso das edificações.O programa é composto por três pilares:. Obra Sustentável.. Engajamento do Setor.. Produtos relacionados à Construção Sustentável. . REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAREste Guia de Boas Práticas na Construção Civil abrange os três pilares do programa, porém, Repensar o empreendimento, reduzindo perdas e evitando desperdício de materiais de construção,está focado no primeiro pilar, o “Obra Sustentável”. gerenciando corretamente os resíduos e incentivando primeiro sua reutilização, quando possível, eOBRA SUSTENTÁVEL depois a sua reciclagem, inclusive pela aquisição de materiais de construção reciclados.O Obra Sustentável estimula iniciativas que apresentem soluções para as interferências . EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DAS EDIFICAÇÕESsocioambientais da construção com base nas seguintes premissas: Buscar sistemas de energia que reduzam consumo e desperdício, optando por alternativas energéticas. ATENDIMENTO À LEGISLAÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL menos impactantes.Construir de forma responsável, atendendo à legislação trabalhista, fiscal e ambiental, . CONSERVAÇÃO DA ÁGUAestendendo aos fornecedores e parceiros estas boas práticas. Verificar a viabilidade de implantação de sistemas de reuso de água e de tecnologias para boa gestão. RESPONSABILIDADE E PROATIVIDADE do consumo e evitem o desperdício.Buscando práticas que vão além do que a legislação obriga. . CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E DOS RECURSOS NATURAIS Buscar materiais e processos que reduzam a utilização dos recursos naturais e que contribuam para a manutenção da biodiversidade. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 11
  • 7. Programa de Sustentabilidade na Construção Civil. MELHORIA DA QUALIDADE DO AR INTERIOR E PROTEÇÃO À SAÚDEPriorizar o uso de materiais que não utilizem produtos tóxicos na fabricação (como tintas evernizes), nem produtos que liberem gases tóxicos durante sua aplicação ou uso (como váriosprodutos de construção e de limpeza).. DURABILIDADEPriorizar projetos que se preocupam com a vida útil dos materiais utilizados, ajudando aevitar desperdícios.. MONITORAMENTO DO DESEMPENHO DA EDIFICAÇÃOImplantação de técnicas e equipamentos que permitam a medição e o monitoramento dodesempenho ambiental da edificação durante a execução da obra e na fase de ocupação.. MELHORIA DA QUALIDADE DO PROCESSO CONSTRUTIVOBuscar maneiras de fomentar a adoção de boas práticas socioambientais por seusfornecedores e clientes.. INTERESSE SOCIALNo processo de planejamento e construção do empreendimento, buscar melhorar a qualidadede vida dos funcionários e da comunidade, principalmente aquela que está no entornoimediato do empreendimento. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 13
  • 8. Plano de NegóciosAo financiar um projeto, realizamos uma avaliação por meio de ferramentas que abordam aextensão dos impactos socioambientais gerados pelo empreendimento.. QUESTIONÁRIO DE RISCO SOCIOAMBIENTAL (QRSA): análise da empresa para aprovação de crédito. Avaliam-se as práticas e impactos socioambientais do empreendimento, de segurança e governança corporativa com caráter inclusivo, podendo até ser restritivo.. ESTUDO DE VIABILIDADE DO PROJETO (EVP): desde 2004, antes da liberação dos recursos, realizam-se estudos técnicos e econômicos, exigindo parecer técnico de Os critérios do Obra Sustentável foram elaborados com base em critérios de certificações e Inspeção Ambiental e Imobiliária, Declaração de Solo Limpo e avaliação dos critérios de diretrizes existentes no mercado, como as normas da série ISO NBR 14001 e 9001, NRs trabalhistas, sustentabilidade do projeto e da obra. PBQP-H, LEED, HQE, GRI, ISE, Indicadores Ethos e aplicações práticas empresariais, entre outras fontes. VISTORIA TÉCNICA AMBIENTAL (VTA): análise de cada etapa de implementação do de consulta. projeto para verificar se as ações especificadas no projeto estão sendo efetivamente Assim, junto com as empresas do setor de construção civil, buscamos disseminar um modelo de implantadas na construção do empreendimento durante sua evolução. negócio que considera o meio ambiente e o desenvolvimento de toda a sociedade. Porque, para nós, lucrativo mesmo é o empreendimento em que todos ganham: a empresa, as pessoas, a sociedadeOs responsáveis pelos empreendimentos avaliados pelos critérios do Obra Sustentável recebem e o planeta.um feedback, na forma de relatório, sobre a situação do projeto ou da obra. O objetivo éque a avaliação se torne uma ferramenta indutora de mudanças, gerando benefícios às O Santander aborda mais profundamente questões ligadas a práticas sustentáveis e riscopartes envolvidas como a oportunidade de adequação ao projeto e, consequentemente, a socioambiental em questionários e guias disponíveis em seu site.diminuição de impactos socioambientais negativos. Acesse www.santander.com.br/obrasustentavel e saiba mais. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 15
  • 9. PlanejamentoNa fase de planejamento, deve ser feito um levantamento dos aspectos e impactossocioambientais e econômicos relativos ao seu empreendimento, de forma a garantir a 1. VERIFICAÇÃO DE NECESSIDADES DOS PÚBLICOS ENVOLVIDOSsegurança e evitar ou mitigar possíveis riscos operacionais. Definir o uso final (edifício comercial, residencial, hospitalar, etc.) do empreendimento a partir da análise das necessidades dos usuários, gestores, investidores e sociedade, determinando estratégiaÉ aconselhável a contratação de um consultor em projetos sustentáveis, ou incluir na equipe de abordagem dos agentes envolvidos. Em caso de mudança de uso de imóvel já existente, analisarde trabalho um responsável técnico que desenvolva ou acompanhe o planejamento e a o interesse social, considerando o valor cultural que ele tem na comunidade na qual está inserido.concepção do projeto, garantindo o respeito aos princípios e práticas socioambientais daobra que se pretende. Analisar a possibilidade de contratação de mão de obra local. Realizar consulta pública, divulgando o que será feito no local, horários de funcionamento do canteiro, benefícios e transtornos previstos,Cabe ao consultor ou responsável técnico formular previamente critérios e rotinas para avaliar bem como diálogo com a população local, consultando a comunidade local do bairro. É fundamentala qualidade de fornecedores e parceiros da obra. Recomenda-se que o planejamento seja que a sociedade tenha um canal de comunicação disponível, claramente divulgado, para se manifestar.desenvolvido em conjunto pelo consultor, proprietário, investidor, arquiteto do projeto e Recomenda-se a realização de parceria com instituições ou comunidades que atuam no local paraprojetistas (hidráulica, elétrica, ar-condicionado e ventilação, paisagismo, estrutura, etc.), dar andamento a programas locais que possam vir ao encontro do empreendimento, como oaproveitando ao máximo as condições locais e evitando retrabalho. estabelecimento de um programa de coleta seletiva de lixo (a prefeitura ou subprefeitura local também pode fornecer dados sobre planos e programas instaurados).Nessa etapa é definido o ciclo de vida da edificação e todos os impactos que esta poderácausar ao longo de sua existência, projetando-se de forma a minimizar os impactos em todas 2. CAPACITAÇÃO DOS AGENTES ENVOLVIDOSas fases da obra. A concepção do projeto deve refletir todos os estudos obtidos na fase E DIFUSÃO DAS BOAS PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAISde planejamento. Capacitar todos os funcionários e colaboradores envolvidos é muito importante para a continuidade dos princípios e a política definida pelo empreendimento, assim como valorizar e divulgar osVeja a seguir alguns aspectos ambientais que devem ser incluídos no planejamento aspectos socioambientais implementados. Capacitar vendedores (imobiliárias e corretoras) parado empreendimento a fim de evitar custos e transtornos desnecessários: que estejam aptos a comunicar todo o processo, com conhecimento das escolhas feitas no projeto, das formas de minimização de impactos, das preocupações especiais com o social e o ambiental, Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 17
  • 10. Planejamentomostrando ao cliente o valor agregado da compra. Elaborar um manual dos usuários quanto à qualidade da área pretendida. Estuda-se, atualmente, nesse estado, a possibilidade dea ser disponibilizado aos proprietários e usuários, para que valorizem e, de fato, otimizem inclusão, na matrícula do imóvel, da caracterização de áreas efetivamente contaminadas.o uso dos equipamentos e técnicas de ecoeficiência incorporados no empreendimento. Análise da infraestrutura do entorno: analisar o estágio de desenvolvimento urbano da região, da3. ESTUDO DE VIABILIDADE SOCIOAMBIENTAL proximidade de infraestruturas12 da acessibilidade quanto à malha de transportes públicos, acessosRealizar estudo de viabilidade ambiental antes da aquisição da área, prevenindo riscos existentes, fontes de recursos, redes de abastecimento e serviços urbanos disponíveis, prevendoe imprevistos que possam gerar aumento de custos ou não cumprimento de prazos estratégias para ligações com o transporte público, passeios públicos confortáveis, não intervençãopreviamente estimados, levantando possíveis restrições legais e ambientais e verificando se em áreas verdes e de lazer já constituídas.existe algum passivo ambiental. Os estudos mencionados a seguir devem ser realizados por 12 Nos casos de construção em área sem abastecimento de água ou coleta de esgoto, os órgãosequipe técnica especializada, com registro nas respectivas entidades de classe, apresentando públicos devem ser consultados para aprovação de projetos de captação de água e destinaçãoatestado de responsabilidade técnica do CREA ou conselho de classe relacionado. de esgoto.Investigação de áreas contaminadas11: verificar se a área é passível de estar contaminada, Ações de melhoria social e valorização do entorno: são recomendadas, podendo tornar-se umespecialmente em áreas urbanas onde existiram atividades potencialmente poluidoras, atrativo de venda para o empreendimento.levantando histórico das atividades realizadas no local e imediações. Em caso afirmativo,realizar investigação confirmatória de contaminação por meio de equipe técnica especializada. Avaliação das características físicas do terreno: avaliar topografia, natureza do solo, hidrologia,Se comprovada a contaminação, realizar investigação detalhada para determinar a extensão presença de mananciais e lençóis subterrâneos, bem como identificar áreas de fragilidade ambientale as características da pluma de contaminação e análise de risco de exposição da saúde (Áreas de Proteção Permanente - APPs, áreas suscetíveis a assoreamento e alagamento para a escolhahumana, identificando as técnicas de remediação. das linhas de drenagem, áreas de rios e encostas, áreas definidas como Reserva Legal ou Área Verde, Unidades de Conservação, entre outras). Estas características podem se alterar ao longo dos anos11 A CETESB é um órgão ambiental fiscalizador e controlador da Secretaria do Meio Ambiente e geram restrições de uso e ocupação de solo, devendo ser verificadas antes da elaboração dodo Estado de São Paulo (www.cetesb.sp.gov.br). Em São Paulo, a CETESB mapeou áreas de projeto do empreendimento, já que dão subsídios ao melhor desempenho e performance ambientalacordo com a região e a atividade produtiva do local, identificando as áreas potencialmente do empreendimento.contaminadas. Os resultados desse estudo possibilitam mais informação ao empreendedor Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 19
  • 11. PlanejamentoAvaliação de aspectos naturais: levantar dados sobre o clima e microclima local Buscar informações sobre a necessidade de realização de Avaliação de Impacto Ambiental(temperaturas ao longo do ano, precipitações, ventos dominantes), os ecossistemas e (exemplo: RAP - Relatório Ambiental Preliminar; EIA/RIMA - Estudo de Impacto Ambiental e respectivofunção da vegetação local, bem como realizar levantamento de fauna e flora existentes para Relatório de Impacto ao Meio Ambiente; EAS - Estudo Ambiental Simplificado; EIV - Estudo de Impactoprevisão de reposição de áreas verdes e de conhecimento das precauções de expulsão de de Vizinhança), dependendo do tamanho, complexidade e localização do empreendimento. A buscaespécies animais. A verificação da carta solar local, bem como orientação do terreno, ventos por informações pode ter início junto às secretarias estaduais de meio ambiente. O contato dasdominantes, índices pluviométricos e outros permitem identificar as melhores oportunidades secretarias, você confere na lista a seguir.para proporcionar conforto ambiental do empreendimento e de aproveitamento energéticodos recursos naturais, como o posicionamento adequado de painéis solares e posicionamento . . Acre SEMA Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Acrede janelas para o efeito de ventilação e iluminação natural. tel. (68) 3224-8786/ 3223-3447 www.ac.gov.br .Identificação de restrições legais e regulamentares: identificar todos os órgãos públicos . . Alagoas SEMARH Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricosque autorizam ou licenciam o empreendimento. Consultá-los quanto a restrições legais, tel. (82) 3315-2680 . www.semarh.al.gov.brexigências e possíveis empecilhos atrelados à área a ser escolhida. Analisar leis específicas,como plano diretor, lei de zoneamento local, lei de parcelamento do solo, bem como os . . Amapá SEMA Secretaria Estadual de Meio Ambientecódigos de obra e de postura locais. Verificar se existe, por exemplo, Comissão de Política tel. (96) 3212-5381 www.sema.ap.gov.br .Urbana e Meio Ambiente na Câmara Municipal para participar de audiências públicasque informam sobre projetos de leis relacionados ao Plano Diretor da Cidade e ao Uso . . Amazonas IPAAM Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonasdo Solo (em cidades com mais de 100 mil habitantes, que tenham Secretaria Municipal tel. (92) 2123-6700 / 6756 www.ipaam.am.gov.br .do Meio Ambiente, há necessidade de aprovações de projetos por este órgão). Atender àsdiretrizes da Secretaria Municipal de Transportes em relação ao trânsito e acessibilidade do . . Bahia SEMARH Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricosempreendimento, aprovando projetos de edificações em razão do acesso e restrições de vagas . tel. (71) 3115-6288/3808 www.meioambiente.ba.gov.brde estacionamento. Edificações devem seguir também orientações do município e investirem torno dos seus empreendimentos a fim de diminuir o impacto do trânsito. Vale consultar o . . Ceará SOMA Secretaria da Ouvidoria-Geral e do Meio Ambienteórgão de engenharia de tráfego local e Departamento de Estradas de Rodagem do seu estado. tel. (85) 3101-1234 Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 21
  • 12. Planejamento . .Distrito Federal SEDUMA Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano . . Paraíba SEMARH Secretaria de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricose Meio Ambiente . www.seduma.df.gov.br e da Ciência e Tecnologia tel. (83) 3218-4371Espírito Santo . SEAMA . Secretaria de Estado de Meio Ambientee Recursos Hídricos . . Paraná SEMA Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos .tel. (27) 3136-3484/ 3430/ 3502 www.meioambiente.es.gov.br . tel. (41) 3304-7700 www.sema.pr.gov.br . .Goiás SEMARH Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos . . Pernambuco SECTMA Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambientetel. (62) 3201-5150 . www.semarh.goias.gov.br tel. (81) 3183-5560/5551 . www.sectma.pe.gov.brMato Grosso . SEMA . Secretaria de Estado do Meio Ambiente Piauí . SEMAR . Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauítel. (65) 3613-7200 . www.sema.mt.gov.br tel. (86) 3216-2038/2039/2040Mato Grosso do Sul . SEMAC . Secretaria de Estado do Meio Ambiente . . Rio de Janeiro SEA Secretaria de Estado do Ambientedo Planejamento, da Ciência e Tecnologia . tel. (21) 2299-2402 www.ambiente.rj.gov.br .tel. (67) 3318-4100 www.semac.ms.gov.br . . Rio Grande do Norte IDEMA Instituto de Defesa do Meio Ambiente . .Minas Gerais SEMAD Secretaria de Estado de Meio Ambiente tel. (84) 3232-5182/5227 . www.rn.gov.bre Desenvolvimento Sustentável .tel. (31) 3228-7700 www.semad.mg.gov.br Rio Grande do Sul . SEMA . Secretaria Estadual do Meio Ambiente tel. (51) 3288-8100 . www.sema.rs.gov.br . .Pará SEMA Secretaria de Estado do Meio Ambiente .tel. (91) 3184-3365 www.sema.pa.gov.br Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 23
  • 13. Planejamento . .Rondônia SEDAM Secretaria de Desenvolvimento Ambientaltel. (69) 3216-1045 . .Roraima FEMACT Fundação Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologiatel. (95) 2121-9152/ 9191/ 9192 . .Santa Catarina SDS Secretaria de Estado do DesenvolvimentoEconômico Sustentável .tel. (48) 3029-9000 www.sds.sc.gov.brSão Paulo . SMA . Secretaria do Meio Ambientetel. (11) 3133-3000 . www.ambiente.sp.gov.Sergipe . SEMARH . Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricostel. (79) 3179-7300/7301 . www.semarh.se.gov.br Observação: para contato com os órgãos estaduais de meio ambiente, consulte a ABEMATocantins . NATURATINS . Instituto Natureza do Tocantins . Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (www.abema.org.br).tel. (63) 3218-2600 . www.naturatins.to.gov.br Para contato com órgãos municipais de meio ambiente, consulte a ANAMMA . Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (www.anamma.com.br). Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 25
  • 14. ConcepçãoA concepção do empreendimento abrange a elaboração dos estudos preliminares dos projetosarquitetônicos, instalações prediais (hidráulica, elétrica, automação predial), implantação,fundações, incêndio, gás e outras tubulações como ar-condicionado, estruturas e paisagismo,além de seus projetos executivos. Nesta fase, selecionam-se materiais, componentes,equipamentos e sistemas construtivos.É nesta etapa também que devem ser promovidas intervenções conscientes sobre o meioambiente. O empreendimento deve se adaptar às necessidades de uso, produção e consumohumano sem que haja esgotamento de recursos naturais, ficando preservados para asgerações futuras.Neste processo se definem as diretrizes de implantação e partido arquitetônico que se refletepela reinterpretação de todos os dados obtidos na fase de planejamento, como a análiseda infraestrutura do entorno, avaliação das características físicas do terreno e avaliação deaspectos naturais.Os projetos devem ser vistos como uma grande oportunidade de atuação preventiva, já queas consequências das decisões tomadas nesta fase se estenderão ao longo de todo o ciclode vida do empreendimento. Já existem casos de reduções de cerca de 30% do valor do condomínio, sendo argumento de venda do empreendimento.Os projetos também podem gerar benefícios econômicos, como reduções significativas naoperação e manutenção da edificação, que geram redução do valor do condomínio, além de É muito importante que os projetistas considerem e integrem aos seus trabalhos as informaçõesganhos de produtividade para seus ocupantes devido ao conforto ambiental. obtidas na fase de planejamento. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 27
  • 15. Eficiência EnergéticaÉ importante buscar a redução do consumo energético, a fim de garantir o atendimento à A escolha de equipamentos e acessórios com alto rendimento e baixo consumo (luminárias, motores,demanda crescente de energia no País e a exploração de formas alternativas de fornecimento lâmpadas) além da setorização do ambiente e o estudo luminotécnico eficientes são fundamentaisde energia, como a solar, a eólica, a energia a gás e a geotérmica. para a melhoria da eficiência energética.Adotar sistemas de aquecimento de água que considerem a disponibilidade local de sistemas A Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC desenvolve pesquisas contemplando a influência dasa gás ou o aproveitamento da energia solar13. Um aquecedor solar pode reduzir o consumo diversas variáveis arquitetônicas na eficiência energética de edifícios, incluindo a listagem das variáveisde energia elétrica em relação à que seria consumida em sistemas elétricos se adequadamente e a equação que fornece o consumo energético.dimensionado e instalado14. 13 Painéis fotovoltaicos são disponibilizados hoje em várias apresentações além da forma plana clássica.Estas soluções pretendem minimizar a utilização de equipamentos de condicionamento de Esta diversidade de apresentações possibilita a integração dos painéis fotovoltaicos às edificaçõesar, ventilação e exaustão forçada, iluminação artificial, chuveiros e aquecedores elétricos, com um mínimo de impacto arquitetônico. Eles podem ser adquiridos na forma de telhas, laminadosentre outros. flexíveis, placas semitransparentes (que associam a geração de energia elétrica ao conforto ambiental em edifícios comerciais) e outros (Ricardo Rüther, Instalações Solares Fotovoltaicas Integradas aOutros equipamentos que também devem ser projetados com eficiência são os elevadores, Edificações Urbanas e Interligadas a Rede Pública - UFSC / LABSOLAR.1998).cujo dimensionamento e funcionamento inteligente são essenciais. A especificação demateriais e equipamentos com o selo PROCEL de eficiência energética deve ser incentivada, 14 Ver Bibliografia.principalmente os que emitem pouco calor para auxiliar na redução da carga térmica interior. O projeto Purefa - Programa de uso Racional de Energia e Fontes Alternativas, da Universidade deSistemas de automação predial são excelentes contribuições à eficiência energética, uma São Paulo - USP, tem, entre outras medidas, transformado parte do esgoto produzido diariamentevez que monitoram e controlam, através de sensores estrategicamente posicionados e por cerca de 500 pessoas (residências e restaurantes universitários) em energia elétrica (15 kWh). Ooutros equipamentos, os sistemas de ar-condicionado, aquecimento e ventilação forçada, a programa proporcionou uma economia anual de energia de 1.236,3 MWH, resultando na economiaintegração da iluminação natural e artificial (para controle desta última: dimerização, controle de R$ 305.986 no ano de 2006 para a USP.de cenas, sensor de presença e detecção de falhas), o uso dos elevadores, sistema de combatea incêndio e outros. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 29concepção
  • 16. Conforto Ambiental do EdifícioComo conforto ambiental no edifício, entende-se o desempenho térmico, luminoso e acústico Ventilação naturalda construção, que interfere diretamente no usuário. Um ótimo desempenho ambiental é Os ambientes devem ser configurados de modo a permitir soluções do tipo ventilação cruzada,alcançado quando esses três componentes (térmico, luminoso e acústico) são desenvolvidos efeito chaminé, ventilação noturna, uso de peitoris ventilados, ventilação subterrânea, ventilação pelade forma integrada. cobertura, ventilação através de espaços intermediários, fachada dupla ventilada e efeito chaminé balanceado15. Deve-se dar atenção especial à altura mínima do pé-direito útil de 2,70 metros16 e evitarSegundo o arquiteto Volker Hartkopf, que concedeu entrevista à Revista Exame (11/4/2007), o uso de ar-condicionado sempre que possível.as empresas instaladas em escritórios sustentáveis, que apresentam um bom desempenhoambiental, geram um lucro maior, pois se leva em conta o bem-estar dos funcionários. Conforto luminoso“Ao aumentar a ventilação nas áreas onde as pessoas circulam, a produtividade pode crescer Promover o conforto luminoso no edifício, pois este interfere positivamente na produtividade doaté 15%. Nas escolas, a iluminação natural tem capacidade de aumentar em cerca de 30% usuário e na redução do uso da iluminação artificial, gerando economia de energia elétrica.a capacidade de aprendizado dos alunos.” Iluminação naturalConforto térmico A luz exterior deve ser aproveitada com, por exemplo, instalação de prateleiras de luz (light shelfs)Garantir um bom desempenho térmico do edifício através da aplicação de materiais para melhor distribuição da luz no ambiente interno ou a previsão de brises e superfícies refletorase componentes adequados e da própria concepção arquitetônica dos espaços, aliado que direcionem a luz para os pontos mais afastados das janelas, ou através de aberturas lateraisàs tecnologias passivas (como ventilação natural), significa promover o conforto do usuário, (devidamente protegidas contra o excesso de insolação) e/ou aberturas zenitais. Deve-se realizarcomo também a diminuição dos gastos energéticos com o condicionamento artificial. estudos para conforto luminoso que priorizem iluminação natural e garantam iluminação artificialDesenvolvimento racional de fachadas e coberturas adequada, reduzindo efeitos de ofuscamento e desvios de níveis de iluminação ambiente.Deve-se considerar o posicionamento e dimensionamento das aberturas, das proteções Iluminação artificialsolares, previsão de iluminação zenital, adequação de envidraçamentos, influências nas Deve-se adotar sensores de presença, especialmente nas áreas comuns, e racionalização noconstruções vizinhas, proporções dos espaços exteriores e interiores, e ainda as influências dimensionamento e composição dos circuitos. Implantar circuitos independentes, de acordo comdo formato, rugosidade e cores dos materiais componentes das fachadas e coberturas. Em a aproximação às fontes de iluminação natural (aberturas laterais e zenitais). Especificar lâmpadasclimas quentes, é melhor evitar o ganho de carga térmica do que remediar o problema depois. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 31concepção
  • 17. Conforto Ambiental do Edifícioe luminárias de alto desempenho, que emitam pouca ou nenhuma energia na forma de calor,minimizando sua contribuição à carga térmica.Conforto acústicoDeve-se promover o máximo de conforto acústico, através da aplicação de materiaise componentes adequados, da forma e disposição dos elementos arquitetônicos e deacordo com o tipo de atividade do espaço, garantindo o conforto do usuário e tambéma sua produtividade. . . Informações na ABRAVA Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado,15Ventilação e Aquecimento www.abrava.com.br.16 Antigamente, a altura do pé-direito dos cômodos era bem maior, de 3 metros ou mais,justamente para o ar quente ficar no teto, longe da altura onde as pessoas circulavam. Como advento do ar-condicionado, o pé-direito foi encolhendo para caber cada vez mais andares,o que sacrifica demais a sensação de conforto, porque mesmo com ventilação cruzada,o ar quente circula em cima das pessoas, ao invés de circular o ar mais fresco que fica nacamada inferior dos cômodos. Atualmente, as construções não respeitam a altura mínimade 2,70 metros, que garante melhor conforto ambiental, fazendo o pé-direito com 2,50 dealtura de piso a laje, o que impossibilita até a colocação de ventiladores de teto.Realizar estudos para conforto acústico. Verificar atenuação sonora através do envelope doedifício, projetar barreiras acústicas e utilizar materiais de absorção e isolantes acústicos,atendendo aos níveis máximos de ruídos permitidos, conforme a atividade realizada. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 33concepção
  • 18. Conservação da ÁguaA conservação da água, além de benefícios ambientais, pode trazer enormes benefícios e armazenamento da água cinza para posterior utilização em pontos de consumo que nãoeconômicos. Já existem casos de redução de 40% no consumo de água em condomínios por exijam potabilidade, tais como descargas em bacias sanitárias, lavagem de pátios, entre outros. Émeio de ações simples, como a instalação de registros reguladores de vazão nas prumadas extremamente importante que os sistemas de reuso não estejam interligados com tubulações de águade bacias sanitárias e lavatórios. tratada e estejam rigorosamente sinalizados.O Programa PURA - Programa de Uso Racional da Água, da USP, obteve redução de 36% 17 Algumas tecnologias: caixa de descarga com sistema Dual, registro regulador de vazão, restritorno consumo de água, reduzindo o gasto anual de 17,57 milhões para 14,66 milhões de de vazão.reais (entre 1997 e 2005), apesar de 96% de aumento de tarifa. Para isso, foram realizadasdetecção e eliminação de vazamentos em reservatórios, vazamentos em redes externas e Aproveitamento de águas pluviaisvazamentos nas tubulações internas, bem como substituição de equipamentos convencionais Utilização de sistema composto por captação, transporte, descarte, gradeamento, reservatório,por modelos economizadores e racionalização das atividades que consomem água. tratamento e desinfecção, recalque e distribuição das águas provenientes das chuvas para serem utilizadas em pontos de consumo que não exijam potabilidade, tais como sistemas de irrigação, baciasExistem algumas alternativas e tecnologias associadas ao aproveitamento e uso racional da sanitárias e torneiras de lavagem. Este sistema deve ser rigorosamente sinalizado.água em edificações. Caso seja feito o reuso de água de chuva e de água cinza, o sistema de distribuição para os usos nãoConsumo eficiente17 potáveis pode ser o mesmo e sem conexões cruzadas com o sistema de água potável.Previsão de equipamentos e sistemas detectores de vazamentos e ineficiências. Empregode equipamentos hidráulicos e componentes economizadores, tais como restritores de vazão, Sistemas de retenção de água de chuvabacias sanitárias de volume reduzido, arejadores, torneiras de acesso restrito, entre outros. Análise criteriosa de viabilidade e adequação de sistema de retenção ao local, minimizando aAs tecnologias economizadoras para os pontos de consumo podem ser controladores de área impermeável com soluções como pavimentos permeáveis 18, valas de infiltração, poços devazão ou controladores do tempo de uso ou uma combinação dos dois. infiltração, planos de infiltração, coberturas/tetos verdes ou técnicas de baixo impacto incorporado ao paisagismo, como jardins de chuva, lagoas pluviais, alagados construídos e biovaletas (valetas deAproveitamento de águas servidas biorretenção vegetadas).Utilização de sistema que permite a reutilização dos efluentes dos equipamentos sanitários(chuveiros, lavatórios, tanques, água cinza). Concepção de pequenas estações de tratamento Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 35concepção
  • 19. Seleção de MateriaisA seleção de materiais influencia diretamente no desempenho do conforto ambiental Utilizar madeira20 proveniente de fontes manejadas, certificadas ou em condições de reutilização,do edifício ao longo de seu uso e operação e também na minimização de impactos ambientais especialmente para madeiras e painéis compensados, esquadrias, pisos, acabamentos e construçãona fase de construção, envolvendo uma análise integrada entre os produtos disponíveis, temporária, tais como: escoras e formas para concreto, bandejões e barreiras de pedestres.a qualificação de seus fornecedores e, ainda, com relação aos sistemas e processosconstrutivos requeridos. Verificar a possibilidade de redução do volume de material consumido, escolhendo materiais eInformações sobre conformidade de produtos podem ser obtidas junto ao SiMaC Sistema . componentes com menos embalagens ou embalagens mais leves. Avaliar capacitação e conduta dos fornecedores de materiais e sistemas.de Qualificação de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos, que trata dos diversosaspectos do desempenho dos materiais construtivos. A conformidade dos materiais induz Características do materialà eficiência em termos ambientais, uma vez que age na durabilidade e na eficiência dos Deve-se analisar no que diz respeito ao ciclo de vida, os materiais a serem utilizados, dando preferênciasistemas construtivos, reduzindo perdas. aos materiais reutilizáveis, recicláveis, biodegradáveis ou que causem menor impacto ao ambiente. Analisar e ponderar a energia embutida nos materiais a selecionar. Escolher materiais com maiorAinda temos poucos materiais de construção testados e certificados no Brasil. Depende aproveitamento e maior vida útil.também do consumidor exigir que os mesmos sejam certificados pelos órgãos competentes. Dar preferência por materiais não frágeis e, se possível, desmontáveis. Escolher materiais18 Existem tecnologias de pisos drenantes feitos com fibra de coco e concreto, e piso e equipamentos de fácil acesso e manutenção.intertravado com borracha, feito com borracha reciclada de pneu. A política do Santander é de não utilizar materiais constituídos de amianto e de que os materiaisProcedência atendam às normas técnicas de fabricação, geralmente da ABNT e do INMETRO. EscolherDeve-se selecionar materiais e componentes dando preferência aos que provêm de fábricas materiais de menor toxicidade ou de menor impacto ambiental sempre que possível21. Não utilizarpreocupadas com questões socioambientais e procedentes de fontes renováveis ou que sistemas de combate a incêndio à base de Halon22. Substituir equipamentos como boilers e geradorescontenham componentes reciclados ou reutilizados. à base de combustíveis fósseis.Observar as distâncias de transporte, optando por recursos disponíveis nas proximidades docanteiro (preferência aos materiais locais). Não utilizar madeiras constantes na lista de espéciesameaçadas de extinção19. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 37concepção
  • 20. Seleção de Materiais19 A Portaria IBAMA 37 N de 1992 apresenta a lista de espécies ameaçadas de extinção.20 Um banco de dados e informações sobre as espécies arbóreas brasileiras pode serconsultado no site Árvores Brasil - www.arvoresbrasil.com.br.21 Existem tintas que substituem, em sua composição, produtos químicos causadores denáuseas e irritações, como VOCs (compostos orgânicos voláteis), por componentes menosagressivos, como terra e minerais. Existem tintas sem verniz e à base de água e esmaltessem verniz. Gás utilizado para o combate a incêndios em ambientes fechados. Seu uso está limitado,22por atacar a camada de ozônio da atmosfera, conforme indicado no Protocolo de Kyoto.Processos construtivos e aplicação em canteiro de obrasDevem-se selecionar materiais e componentes considerando seu modo de transporte, deentrega, critérios de armazenagem e método de aplicação, volume e características doresíduo gerado. Adotar sistemas construtivos modulares e de montagem que evitem as perdasnos processos construtivos, visando um processo produtivo mais limpo23. Adotar sistemasconstrutivos de baixo consumo de água e energia. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 39concepção
  • 21. Saúde e Bem-Estar do UsuárioOs aspectos de saúde e bem-estar do usuário são determinantes para a sustentabilidade para um bom nível de conforto higrotérmico (considerar, dependendo da região, oscilações entredo empreendimento e para o conforto dos ocupantes. inverno e verão).Saúde .Evitar ao máximo o uso de ar-condicionado. Prever dispositivos para controle da temperatura interna. Prever ventilação eficaz que garanta um bom nível de qualidade do ar. de ambientes.. Realizar estudos das taxas de renovação de ar para áreas condicionadas artificialmente. 23 A construção pré-fabricada traz muitos benefícios ambientais. O conceito de “lean construction”, ou “construção enxuta”, contribui para a redução de perdas. Módulos de montagem deixam. Controlar fontes poluidoras provenientes de elementos, tais como revestimentos, o canteiro mais limpo e também podem trazer benefícios posteriores na desmontagem, se forem desconstrutíveis. isolamentos, colas, adesivos e solventes, pinturas, impermeabilizantes, evitando ter em sua composição elementos com compostos orgânicos voláteis (VOCs) ou partículas respiráveis. Geralmente, essas tecnologias trazem benefícios para a operação e os processos de manutenção (com. Prever instalações prediais, redes de distribuição e armazenamento bem estruturadas relação à acessibilidade e facilidade de manutenção das peças). e seguras quanto a riscos de vazamentos e contaminações. Atenção especial ao . Realizar estudos da homogeneidade na difusão do ar-condicionado. posicionamento das tomadas de ar externo para que não influem poluentes do exterior para o interior do edifício. . Garantir a ventilação eficaz e o controle de fontes de odores.. Conceber ambientes adequados em termos de condições de higiene e facilidades . Prever espaços externos de qualidade para os usuários do edifício. de limpeza. . Proporcionar acesso visual ao exterior. Segundo artigo publicado na Revista Exame (2/2007), a sedeConforto da empresa americana de biotecnologia Genzyme, localizada em Cambridge, nos Estados Unidos,. Criar projetos que conciliem as características bioclimáticas com relação às formas de investiu em extensas fachadas, de modo que a maioria dos usuários tivesse acesso à vista exterior. Essa medida surtiu um efeito muito positivo aos funcionários. A produtividade do pessoal que dá ocupação do empreendimento, antes de definir posicionamento no lote, espessura das expediente na nova sede, inaugurada em 2004, aumentou 15%. A matéria complementa que o paredes, dimensão das aberturas ou materiais que serão empregados, contribuindo índice de ausências devido a doenças tornou-se 5% menor que o registrado nos demais edifícios da companhia. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 41concepção
  • 22. Qualidade do EmpreendimentoOutras diretrizes podem elevar a qualidade do empreendimento, referentes às demais 25 Shafts: ver Glossário.características de desempenho ainda não mencionadas: 26 As-builts: ver Glossário.. Projeto arquitetônico que contemple flexibilidade, como possibilidades de expansão e Recomendações para a operação e a manutenção do empreendimento modernização futura. Segundo o arquiteto Volker Hartkopf24, que acompanhou o projeto Na fase de concepção do empreendimento, já devem ter sido previstas ações referentes à ocupação de um edifício em Ohio, nos Estados Unidos, concebido com essa preocupação, afirma que relacionadas à forma como o próprio edifício pode reagir aos usuários. Estas ações contemplam o edifício chega a economizar quase 1 milhão de dólares por ano em mudanças internas. redução no consumo de água e energia, bem como saúde e conforto dos ocupantes, além da previsão. Acesso seguro e facilitado para as atividades de manutenção dos elementos construtivos de espaços para realização de coleta seletiva. e equipamentos, tais como previsão de shafts 25, dispositivos seguros para uso de O empreendedor deve elaborar um manual de uso e operação do imóvel, também conhecido equipamentos que permitam a limpeza de fachadas, coberturas e reservatórios superiores, como manual do proprietário, englobando princípios e ações a serem implantadas pelos usuários, previsão de áreas técnicas e salas de controle. objetivando um melhor desempenho ambiental a que o empreendimento se propôs.. Garantia de acessibilidade prevendo instalações dimensionadas para possibilitar A administração do edifício deve contar com uma gestão voltada à responsabilidade socioambiental, o deslocamento de pessoas com necessidades especiais ou destinando unidades específicas para dar continuidade às diretrizes de concepção e construção do empreendimento. para tal.. Disponibilizar as-builts26 e informações necessárias à confecção do manual do usuário, Assim, o empreendedor cumpre seu papel, fomentando a efetiva sustentabilidade do uso e da ocupação do empreendimento, chegando até as ações de vendas e ao consumidor final. ressaltando as práticas de sustentabilidade adotadas e as responsabilidades dos gestores e futuros usuários. A avaliação da operação e manutenção do empreendimento pode se traduzir em índices de. Prever instalações e logística para a gestão dos resíduos de uso, possibilitando a implantação desempenho27 do edifício. de sistemas de coleta de lixo eficientes e que permitam a triagem feita pelo próprio usuário. Recomenda-se a realização, na fase de concepção, de simulações de desempenho ambientais dos projetos, assim como a previsão de metodologias e equipamentos para acompanhamento monitoração24 Entrevista concedida à Revista Exame, 11/4/2007, pelo arquiteto Volker Hartkopf, titular do desempenho.do curso de arquitetura da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. 27 Ver Bibliografia. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 43concepção
  • 23. ConstruçãoNa fase de construção do empreendimentosurgem os primeiros impactos diretos aomeio ambiente. A modificação da paisagemlocal, as atividades de preparação do terrenoe as demolições das construções preexistentessão as primeiras tarefas a serem controladas.É também nesta etapa que aparecem asprimeiras consequências decorrentes doprocesso seletivo de materiais e sistemasconstrutivos, realizado na fase de concepção. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 45
  • 24. Recomendações Quanto à DemoliçãoA demolição gera impactos que devem ser minimizados.Muitas áreas já possuem construções que serão demolidas antes do início das obras doempreendimento. A saúde e a segurança dos trabalhadores envolvidos devem estar protegidasnesta fase, devendo ser minimizados os incômodos gerados à comunidade do entorno(especialmente excesso de ruídos e poeira).Outros riscos, gerados a partir do desprendimento de gases, faíscas, lançamentos defragmentos e material particulado excessivo também devem ser considerados, além de severificar se a municipalidade exige licença para demolição ou implosão.Deve-se estipular uma comunicação entre os ocupantes do entorno e os responsáveis pelolocal a ser demolido, informando sobre as ações que serão realizadas no local. Um grandeimpacto gerado pela demolição está relacionado aos resíduos gerados.Alguns destes resíduos podem ser separados e reaproveitados na própria obra, os demaisdevem ser destinados corretamente. Para saber mais, consulte o item Gestão de ResíduosSólidos e Efluentes deste guia (pág. 50).Já existem empresas prevendo a reciclagem de alguns resíduos de demolição (com trituradorese peneiras) no próprio local da obra, com o objetivo de reaproveitar materiais, como a brita,e reutilizá-los em locais de pavimentação e outras aplicações que não necessitam de materiaisde alta qualidade ou elevada resistência.Essa ação reduz a utilização de materiais mais nobres e os impactos causados pelo transportee destinação dos resíduos descartados. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 47construção
  • 25. Logística e Segurança nos Canteiros de Obras28Com relação a este item, deve-se:. Prever local e horários adequados para entrada e saída de veículos, evitando transtorno nas vias de acesso, como trânsito e ruído.. Prever local para carga e descarga de materiais, colocação de caçambas e estacionamento de veículos, não ocupando vias públicas.. Prever rampas dentro da construção e nas vias de acesso. . Implantar mecanismo de lavagem de rodas, evitando sujar os logradores públicos e colocação. Zelar pela segurança na circulação dos pedestres e funcionários com placas, sinalizações . de tapumes. Construir local adequado para a estocagem de produtos químicos inflamáveis ou que gerem resíduos de pontos de venda e depósito de materiais.. Prever mecanismos de contenção na probabilidade de erosões ou desmoronamento perigosos. Instalar contenções e ter cuidados especiais na estocagem de produtos inflamáveis ou que gerem resíduos perigosos.. de terra. Taludes com altura superior a 1,75 m devem ter sua estabilidade garantida. . Monitorar e adotar medidas de proteção nas práticas passíveis de geração de faíscas. Avaliar a viabilidade de adotar no canteiro sistemas de reuso de água e geração de energia, visando um consumo mínimo destes recursos. . Monitorar e adotar medidas de proteção nas operações que gerem fragmentos ou material. Analisar o sítio quanto ao posicionamento das redes públicas, a fim de evitar perfurações . particulado excessivo. Reduzir incômodos gerados pelo canteiro como poeira, ruído, mau cheiro, transtorno nas vias de redes.. Monitorar as entregas de materiais e os procedimentos de estocagem com a finalidade de . de acesso. Instalar as proteções contra incêndio e medidas de emergência previstas nas Instruções do Corpo evitar derramamentos ou vazamentos.. Adotar práticas adequadas de manutenção e limpeza das ferramentas, equipamentos de Bombeiros. Por exemplo, em São Paulo, as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros podem ser baixadas, gratuitamente, no site www.ccb.polmil.sp.gov.br e veículos utilizados nos canteiros, adotando sistema de contenção de efluentes. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 49construção
  • 26. Gestão de Resíduos Sólidos e EfluentesCom relação a este item, deve-se:. Prover medidas que viabilizem o tratamento e a contenção dos efluentes líquidos, para que não sejam lançados, à rede pluvial, os resíduos da lavagem do canteiro que contenham material sólido ou contaminantes e prover instalações de tratamento e rotinas de monitoramento.. Evitar derramamento ou vazamento de materiais e resíduos, escolhendo transportadoras . Levantar as empresas qualificadas para transporte e destinação final dos resíduos. Contratar adequadas ao tipo de material transportado. empresas qualificadas exigindo licenças ambientais dos transportadores e dos locais de destino. Monitorar documentos, licenças e autorizações necessárias, elaborando fichas de controle de28 Ver Bibliografia. movimentação de resíduos, de preferência contendo a assinatura do transportador do destino final.. Classificar os resíduos da obra de acordo com o tipo e volume gerado29. . Verificar se a prefeitura da cidade do empreendimento possui sistema de recolhimento de entulhos. Verificar a possibilidade de redução na geração de resíduos, utilizando produtos que tenham ou solicitar informações junto a este órgão, que é o mais adequado para informar sobre o melhor procedimento em relação ao manuseio e destino desses tipos de resíduos na sua região.. menos embalagens ou evitando perda ou desperdício de produtos. Definir Plano de Gerenciamento de Resíduos. Observar leis e normas de classificação de . Na dificuldade de encontrar destinação para certo tipo de resíduo, verificar com o fabricante a possibilidade de ele receber de volta o material, como é o caso dos sacos de cimento ou acordo com a fase que a obra se encontra e definir alternativas de destinação de resíduos de cal vazios. com base nas melhores alternativas econômicas e ambientais (muitos resíduos podem ser reutilizados dentro da obra, como, por exemplo, a reutilização de agregado reciclado como . Treinar e capacitar a alta direção e os funcionários da obra com relação aos procedimentos base e sub-base de pavimentação, ou comercializados). adequados ao manuseio dos resíduos e dividir funções para cada etapa.. Definir a logística de triagem, acondicionamento e transporte interno de acordo com . Desenvolver metodologia de homologação de fornecedores e parceiros, certificando-se do a destinação. cumprimento das exigências legais e boas práticas ambientais, em razão da sua corresponsabilidade por crimes ambientais30. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 51construção
  • 27. Comunicação com a Comunidade do Entorno do EmpreendimentoÉ essencial ouvir e informar a comunidade do entorno, mantendo canais clarosde comunicação.. Informar sobre a realização de vistoria dos imóveis do entorno, avaliando seu estado e garantindo reparos a possíveis danos.29 Mais informações podem ser obtidas no Manual de Gestão Ambiental deResíduos da Construção Civil, realizado pelo SINDUSCON-SP, encontrado no site:www.sindusconsp.com.br/downloads/prodserv/publicacoes/manual_residuos_solidos.pdf.30 De acordo com o art. 2º da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/98),“quem, de qualquer forma, concorre para a prática de crimes previstos na Lei, incide naspenas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade”.. Antes do início da obra, comunicar sobre o que ocorrerá no local, os horários de funcionamento do canteiro, períodos e locais de entrada e saída de caminhões.. Comunicar a política socioambiental da empresa à comunidade e aos possíveis interessados. A comunicação pode ser feita por meio de placas, sites, panfletos, tapumes e outros meios. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 53construção
  • 28. Relacionamento com FuncionáriosO relacionamento com funcionários é extremamente importante, destacando-se aquia premissa da preocupação social, tanto em relação aos funcionários da obra, quanto aosfuncionários de seus fornecedores.Os funcionários devem ser capacitados para atuarem de acordo com a concepção doempreendimento. A realização de treinamentos, bem como a atualização dos assuntostratados, é extremamente importante. Essa norma traz os conceitos gerais de como deve ser gerida a segurança do trabalhador no ambienteSempre registre seus treinamentos com os assuntos abordados e quais os funcionários que de trabalho da construção. É muito importante que o empregador a consulte antes do início da obraparticiparam. Esta capacitação pode ser feita de forma criativa. Já existem casos de obras e cumpra todas as obrigações nela contida. . .que capacitam seus funcionários com aulas de alfabetização, oficina e ateliê de arte, ondeeles trabalham os excedentes do próprio canteiro enquanto debatem temas como saúde, Constituir CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes quando o númerosegurança do trabalhador, meio ambiente e cidadania. de funcionários na obra exigir. Quando o número de trabalhadores for menor que o mínimo necessário para a constituição da CIPA, um funcionário deve receber treinamento específicoVeja que outras medidas devem ser tomadas no relacionamento com funcionários: e deve ser o responsável pelas atribuições da Comissão. O dimensionamento e critérios. Atender integralmente à legislação trabalhista31. para constituição da CIPA são definidos pela Norma Regulamentadora 4 (NR 4) do. . Elaborar o PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional da obra, Ministério do Trabalho e Emprego. A norma pode ser baixada, gratuitamente, do site: www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_05.pdf. deixando-o sempre disponível no canteiro. . . . Fornecer os E.P.I.´s Equipamentos de Proteção Individual, a todos os empregados. A empresa deve Elaborar PCMAT Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria fornecer, treinar o tornar obrigatório o uso dos E.P.I.´s. Cada atividade tem seu E.P.I. específico. Essa da Construção, deixando-o sempre disponível no canteiro. O PCMAT é definido identificação deve constar do PCMAT. pela Norma Regulamentadora 18 (NR 18) e pode ser baixado, gratuitamente, do site: www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_18.asp 31 Ver Bibliografia. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 55construção
  • 29. Relacionamento com Funcionários. Manter alojamento limpo, com instalação sanitária, vestiário, cozinha e refeitório adequados ao número de funcionários.. Elaborar Plano de Emergência da Obra com telefones úteis e instruções de atendimento às emergências, bem como realizar simulados de atendimento.. Atender às normas de higiene, saúde e segurança do trabalhador.. Disseminar a política socioambiental da empresa, por meio de ações de educação ambiental e capacitação de funcionários, identificando meios de comunicação interna.. Prover treinamento adequado e frequente.. Avaliar a disponibilidade de trabalhadores locais.. Deixar registrado e evidenciado, no canteiro de obra, o cumprimento das exigências acima destacadas. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 57construção
  • 30. Relacionamento com Fornecedores e ParceirosCom relação a este item, deve-se:. Criar mecanismos de homologação de fornecedores e parceiros, verificando o atendimento à legislação e às boas práticas socioambientais, com a finalidade de minimizar riscos, além dos incômodos à vizinhança e, especialmente, em razão da corresponsabilidade por crimes ambientais, criando multiplicadores e segurança nos relacionamentos32.. Adotar procedimentos para seleção e avaliação de fornecedores que considerem, além das características específicas de seus produtos e serviços, os seguintes aspectos: adequação dos meios de transporte e descarga utilizados, procedência, distâncias de transporte fábrica-canteiro.. Certificar-se da procedência dos materiais, dando preferência àqueles que apresentam selos ou que possam garantir a qualidade da produção e do uso.. Priorizar a contratação de serviços locais.32 De acordo com o art. 2º da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal no 9.605/98), “quem, dequalquer forma, concorre para a prática de crimes previstos na Lei, incide nas penas a estescominadas, na medida de sua culpabilidade”. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 59construção
  • 31. Consultas Gerais CBIC . Câmara Brasileira da Indústria da Construção . Atualidade, encontros e representaçõesInformações sobre legislação, normas técnicas, tecnologias, instituições de ensino, órgãospúblicos, associações e sindicatos de classe, institutos de pesquisa, entre outros pontosabordados neste guia, podem ser encontrados nos endereços a seguir. . www.cbic.org.br Conselho Brasileiro de Construção Sustentável . Possui banco de dados, artigos, matériasVerifique em seu estado ou município quais órgãos são referências para seu projeto. sobre sustentabilidade na construção civil e organização e comunicação de eventos sobre o temaCaracterísticas regionais e locais devem ser levadas em consideração. . www.cbcs.org.br . .ABRAFATI Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas www.abrafati.com CEBDS . Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável . Informações .ABRAVA Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação sobre encontros, seminários, empresas envolvidas com a questão da sustentabilidade e a produção .e Aquecimento www.abrava.com.br mais limpa no contexto brasileiro . www.cebds.org.br . .ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Órgão responsável pela normalização CETESB . Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental . Site do Estado de São Paulo,técnica no Brasil. Fornece a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro sobre porém com informações idôneas sobre a questão ambiental como um todo . www.cetesb.sp.gov.br .todos os assuntos relacionados a esse guia www.abnt.org.br CIB . lnternational Council for Research and Innovation in Building and Construction .Anamaco Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção: . Parcerias e intercâmbios de pesquisas e inovações na construção . www.cibworld.nl/site CONAMA . Conselho Nacional de Meio Ambiente . Órgão que dita resoluçõesinformações sobre materiais usados na construção civil. Portal da Construção Civil com .informações gerais sobre o setor. Dicas aos consumidores do cimento www.anamaco.com.br ambientais com força de lei. Regem a elaboração de leis e normas estaduais e municipais .ANTAC Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído Estudos sobre . . www.mma.gov.br/conama .avaliação pós-ocupação, conforto, energia, durabilidade, resíduos, etc. www.antac.org.br Ecological Footprint Network . Reportagens, estatísticas sobre consumo dos recursos naturais e a . .ASBEA Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura www.asbea.org.br pegada ecológica . www.footprintnetwork.org Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 61
  • 32. Consultas GeraisFaculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). . GestCon Grupo Gestão da Construção da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estudos www.usp.br/fau . sobre eficiência em gestão de materiais na construção civil www.ecv.ufsc.br/secdepto/gestcon .Falcão Bauer Centro Tecnológico de Controle da Qualidade: organismo certificador . .de produtos e processos www.falcaobauer.com.br HABITARE Programa de Tecnologia de Habitação: desenvolvimento de produtos e tecnologias para a construção civil. Projetos sobre segurança do trabalho, comunidade e financiamento .Federação Européia da Indústria da Construção European Construction Industry .www.habitare.org.br .Federation www.fiec.org . Holcin Foundation Promove competições de construções sustentáveis e incentiva o desenvolvimentoFSC Brasil . Conselho Brasileiro de Manejo Florestal: iniciativa para a conservação . de pesquisas e projetos sobre o tema www.holcimfoundation.orgambiental e desenvolvimento sustentável das florestas. O selo FSC atesta que a madeirautilizada num produto é oriunda de uma floresta manejada de forma ecologicamente . IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis: órgão .adequada www.fsc.org.br federal executor da Política Nacional do Meio Ambiente, com atuação em todas as unidades da federação. Atua nas áreas de pesca, fauna e flora, poluição, degradação, unidades de conservação, .Fundação Vanzolini www.vanzolini.org.br . entre outras www.ibama.gov.br . .GBC Brasil Green Building Council Brasil www.gbcbrasil.org.br . IBICT Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia: base de dados brasileira e . principalmente informações sobre ciclo de vida dos produtos e materiais www.ibict.brGEA Construction . Global Environmental Alliance for Construction. www.geaconstruction.com . IDHEA Instituto para o Desenvolvimento de Habitação Ecológica: informações sobre produtos . e materiais de baixo impacto ambiental www.idhea.com.br . IFC Internacional Finance Corporation: site com links de sites e assuntos específicos sobre sustentabilidade, investimentos e financiamentos, dita padrões internacionalmente utilizados para . responsabilidade socioambiental www.ifc.org Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 63
  • 33. Consultas Gerais . .Imaflora Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola www.imaflora.org . IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas: centro de referência de pesquisas tecnológicas em geral. Tecnologias em ambiente construído como conforto, saneamento, instalações prediais . .Infohab Centro de Referência e Informação em habitação www.infohab.org.br . e sustentabilidade na construção www.ipt.brInmetro . Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial LABAUT . Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência EnergéticaVinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, informa . www.usp.br/fau/pesquisa/laboratoriossobre os padrões e mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços.www.inmetro.gov.br LABEEE . Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) . www.labeee.ufsc.br .Instituto Akatu Centro de referência sobre consumo consciente. Dicas de boaspráticas socioambientais e selos de qualidade de produtos em geral como o FSC, PROCEL, MCT . Programa de Informação para Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação do Instituto .INMETRO e atuação responsável www.akatu.org.br Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência e Tecnologia . Base de dados brasileira em temas socioambientais . www.prossiga.br .Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social Informações sobre práticasde responsabilidade empresarial, resultados e indicadores. Rede de tecnologia social MMA . Ministério do Meio Ambiente: órgão da administração federal direta que tem como área decomo um conjunto de técnicas de transformação social e de interação com a comunidade competência a política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos . www.meioambiente.gov.br. www.ethos.org.br Ministério das Cidades . Site do governo brasileiro com informações sobre licenciamento, .Instituto Socioambiental Associação que dá informações sobre justiça social e direitos saneamento, transporte, financiamento imobiliário e principalmente habitação . www.cidades.gov.brrelativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos. www.socioambiental.org NUTAU . Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) . www.usp.br/nutau .International Institute for Sustainable Development Inovações, pesquisas .e principalmente referências globais sobre práticas de produção mais limpa www.iisd.org PNUD . Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento: publicação de relatórios sobre temas sociais no contexto mundial . www.undp.org Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 65
  • 34. Consultas Gerais .PNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente: publicação de relatórios . Sistema Assessoria Ambiental Empresa que presta serviços e desenvolve projetos na .sobre temas ambientais no contexto internacional www.brasilpnuma.org.br área de meio ambiente e sustentabilidade e conta com equipe técnica multidisciplinar .www.sistemambiental.com.br .POLI Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica daUniversidade de São Paulo: alternativas para redução de desperdício de materiais nos . SustainAbility Tomorrow´s Value Informações sobre riscos e oportunidades voltados .canteiros de obras, Finep, Poli, 1998 www.reciclagem.pcc.usp.br à responsabilidade empresarial e desenvolvimento sustentável, no contexto mundial .www.sustainability.com .POLI Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento deSustentabilidade na Construção Civil: departamento especializado da POLI . UNICAMP Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade.www.poli.usp.br . Estadual de Campinas www.fec.unicamp.brPortal da Construção . Traz informações integradas sobre o setor . WBCSD Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável: informações. www.portaldaconstrucao.com.br sobre encontros, seminários, empresas envolvidas com a questão da sustentabilidade e a produção . mais limpa no contexto internacional www.wbcsd.orgSECOVI . Sindicato da Habitação e Incorporação: site do sindicato em São Paulo. www.secovi-sp.com.br . World Green Building Council Conselho Mundial de Edifícios Verdes: informações, artigos e atualidades sobre edifícios “verdes” no mundo. Acesso aos conselhos regionais de edifícios “verdes”SINAENCO . Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva .www.worldgbc.org. www.sinaenco.com.br World Watch Institute . Publicação de pesquisas e relatórios na temática ambiental e justiça socialSindicato da Indústria de tintas e vernizes do Estado de São Paulo . www.sitivesp.org.br . www.worldwatch.orgSindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo WWF Brasil . World Wildlife Fund.: informações sobre conservação dos recursos naturais,. www.sindusconsp.com.br ecossistemas, relatórios anuais, artigos e projetos sobre o tema . www.wwf.org.br Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 67
  • 35. Consultas GeraisPARA MEDIR O RESULTADO O LEED estabelece uma lista de pré-requisitos e critérios divididos nas seguintes categorias: . Eficiência energéticaAs duas principais etapas do modelo são a qualificação e avaliação de desempenho. Na etapade qualificação, a empresa se auto-avalia nos aspectos técnico, administrativo-financeiro, . Racionalização do uso da águasocial, ambiental e de governança, e a equipe do Santander faz a verificação de conformidade . Qualidade ambiental internada auto-avaliação, por meio de análise de documentação e visitas, entre outras ações. A etapa . Sustentabilidade do espaçode avaliação de desempenho abrange o cumprimento do contrato nos aspectos quantitativo(prazo, volume e conformidade) e visa a busca conjunta da melhoria contínua. O índice de . Sustentabilidade dos materiaisdesempenho de fornecedores é uma das ferramentas que podem nos ajudar a melhorar nossa A classificação se dá atendendo aos pré-requisitos e pontuando nos demais critérios da seguinte forma:relação, gerando valor para ambos. . 26 a 32 pontos: certificado verdePara medir os resultados, tanto para o Banco quanto para os fornecedores, e o seu impacto . 33 a 38 pontos: certificado pratapara a sustentabilidade, estamos desenvolvendo uma ferramenta de gestão chamada Matriz . 39 a 51 pontos: certificado ourode Valor. Esse instrumento apresenta um conjunto de fatores de desempenho organizacionalque podem ser afetados por atividades voltadas ao desenvolvimento sustentável. . 52 a 69 pontos: certificado platinaCERTIFICAÇÃO Essa certificação é importante pelo seu pioneirismo, já que é a primeira desse tipo a ser concedida na América do Sul, e por vir em um momento propício, em que a questão ambiental é tão relevante.Não existem ainda certificadores para construção sustentável no Brasil. Atualmente, o LEED(Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema de classificação criado pelo Mas, acima de tudo, é importante para a sociedade e para o planeta, pois é mais um esforço em criarU.S. Green Building Council. Esse conselho norte-americano é uma organização sem fins um paradigma, uma referência para a construção sustentável e impulsionar o desenvolvimento delucrativos que congrega representantes de todos os ramos da construção no intuito de novos produtos e fornecedores para a construção sustentável no Brasil.promover construções que espelhem uma responsabilidade ambiental, econômica e social. Para saber o que mais o Santander faz pelo desenvolvimento sustentável, acesse: www.santander.com.br/obrasustentavel. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 69
  • 36. Bibliografia1 Vanderley Moacyr John, Vanessa Gomes da Silva, Vahan Agopyan. Agenda 21: que desejam dar informações sobre os aspectos econômico, ambiental e social de suas atividades, .Uma Proposta de Discussão para o Construbusiness Brasileiro. Anais do ANTAC Encontro produtos e serviços. Site oficial do GRI: www.globalreporting.org .Nacional e I Encontro Latino Americano sobre Edificações e Comunidades Sustentáveis.Canela: Abril 2001. 9 Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social: é uma ONG que auxilia empresas a gerirem seus negócios de forma socialmente responsável. Site oficial do Instituto Ethos: www.ethos.org.br2 Sergio F. Tavares, Roberto Lamberts. Consumo de Energia para Construção, Operação e .Manutenção das Edificações Residenciais no Brasil. Anais do Evento ENCAC ELACAC. 10 ISE: referencial para investimentos socialmente responsáveis, criado pela Bovespa em associação comMaceió, Alagoas. 2005. Págs. 2037 - 2045. a ABRAPP, ANBID, APIMEC, IBGC, IFC, Instituto ETHOS e o MMA. Site oficial do ISE: www.ise.org.br3 Balanço Energético Nacional de 2007 (Ano Base 2006). Fonte: www.mme.gov.br 14 Ver Madureira, R. G. Desenvolvimento e Avaliação Econômica de Tecnologia Solar para Conservação de Energia Elétrica em Aquecimento de Água no Setor Residencial: uma proposta de administração da4 . Anepac Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção demanda através de “Pré-Aquecedor Solar de Água para Chuveiros Elétricos de Potência Reduzida”.Civil. A Mineração de Agregados e o Desenvolvimento Sustentável. Apresentação Dissertação (Mestrado em Planejamento de Sistemas Energéticos), Universidade Estadual de Campinas,do I Seminário: A Indústria Mineral Sustentável. Nov. 2006. São Paulo, 1995.5e6 Tarcísio de Paula Pinto. Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos sólidos 27 Mais informações sobre desempenho de edifícios podem ser encontradas no Laboratório de .da construção urbana. São Paulo, 1999. Tese (Doutorado) Escola Politécnica, Universidade Eficiência Energética em Edificações (LABEE) da Universidade Federal de Santa Catarina e na ANTAC .de São Paulo. Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (www.antac.org.br). Sobre o desempenho . de materiais, informações no IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas e no INMETRO Instituto .7 Vanderley Moacyr John. Reciclagem de Resíduos na Construção Civil: Contribuição a Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.Metodologia e Desenvolvimento, Livre docência. Universidade de São Paulo. Ano deobtenção: 2000. Algumas publicações da Fundacentro, do Ministério do Trabalho, auxiliam com literatura 28 e 31 técnica, leis e normas sobre segurança e saúde do trabalho na indústria da construção8 GRI: acordo internacional que visa elaborar diretrizes para a elaboração de relatórios .www.fundacentro.gov.brde sustentabilidade que possam ser globalmente aplicáveis, utilizados por organizações Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 71
  • 37. GlossárioÁgua cinza: água proveniente de lavatórios, chuveiros e tanques de lavar. Tais águas podem As-builts: são partes, detalhes, ou até mesmo pranchas inteiras que ilustram as modificações feitasser utilizadas para irrigação, após processo de filtragem. A água proveniente de pias de nos projetos originais durante sua construção (é o desenho “como construído”). Quando estes nãocozinha e de máquinas de lavar louça nem sempre pode ser considerada água cinza. são fornecidos, o empreendimento é entregue com os projetos originais que não conferem com o real. Durante o uso do imóvel, pode haver problemas como perfurações de tubulações de água ouÁgua negra: água proveniente do vaso sanitário. Possui níveis de nitrogênio e coliformes gás, demolição de elementos estruturais importantes, dificuldades na realização da manutenção defecais bem mais altos do que a água cinza. Algumas jurisdições nos Estados Unidos incluem sistemas prediais, retrabalhos, demolições parciais desnecessárias.a água da pia de cozinha e da máquina de lavar louça como água negra devido à suadificuldade de reuso após filtração simples. ASHRAE: American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers: o equivalente dos Estados Unidos à ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, VentilaçãoÁrea de Proteção Ambiental (APA): unidade de conservação de uso sustentável, e Aquecimento) do Brasil.estabelecida pela Lei Federal nº 6902/81, que outorga ao Poder Executivo, nos casos derelevante interesse público, o direito de declarar determinadas áreas do território nacional Aspectos ambientais: elementos de atividades, produtos ou serviços que interagem comcomo de interesse ambiental. o meio ambiente.Áreas permeáveis: áreas que possibilitam a absorção da água, em especial da água da Atenuação sonora através do envelope: os componentes construtivos propiciam atenuaçõeschuva. O alto índice de impermeabilização do solo nas grandes concentrações urbanas é sonoras determinadas por um indicador de desempenho dos materiais de construção, acabamentoresponsável por enchentes e riscos relacionados à saúde pública. Desta forma, reduz os riscos e revestimento.de enchentes e melhora a qualidade da água que infiltrará novamente nas bacias. Avaliação de Impacto Ambiental (RAP, EIA/RIMA, EAS, ELV): estudos exigidos pelo poder públicoArejador: componente instalado na extremidade de bicas de torneiras com a função de em determinados casos, que envolvem um conjunto de métodos e técnicas de gestão ambientalregular o fluxo de saída de água através de peças perfuradas ou de telas finas. reconhecidas, com a finalidade de identificar, predizer e interpretar os efeitos e impactos sobre o meio ambiente decorrente de ações propostas, tais como: legislação de solo, políticas, planos, programas,Arquitetura solar passiva: arquitetura que se apropria das condições climáticas (incidência projetos, atividades, entre outros.solar e ventos) e melhora o desempenho ambiental do edifício (iluminação e confortotérmico), sem a necessidade de equipamentos mecânicos. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 73
  • 38. GlossárioBiodiversidade: termo que se refere à variedade de genótipos, espécies, populações, Chuva ácida: termo genérico que se refere à mistura de deposições secas e molhadas da atmosferacomunidades, ecossistemas e processos ecológicos existentes em uma determinada região. contendo quantidades maiores que o normal de ácidos nítrico e sulfúrico. Resulta tanto de fontesPode ser medida em diferentes níveis: genes, espécies, níveis taxonômicos mais altos, naturais, como vulcões ou vegetação em decomposição, quanto de fontes criadas pelo homem,comunidades e processos biológicos, ecossistemas, biomas, e em diferentes escalas temporais principalmente as emissões de SO2 (dióxido sulfúrico) e NOX (óxidos de nitrogênio), resultantes dae espaciais. combustão de combustíveis fósseis.Biovaletas: são valetas de drenagem compostas por solos drenantes e por vegetação, que Ciclo de vida do empreendimento: compreende todas as fases do desenvolvimento e operação dopromovem a diminuição da velocidade das águas das chuvas, a retenção, bem como o empreendimento, desde sua concepção até o final de sua vida útil.tratamento destas, sendo que boa parte é infiltrada lentamente, minimizando a sobrecargano sistema de drenagem urbano tradicional. Ciclo de vida dos materiais construtivos: todos os estágios desde a extração da matéria-prima, manufatura, transporte, construção, utilização, reuso, reciclagem e destinação final.Boiler: reservatório térmico de água. Componente Ambiental: uma das partes que constituem o meio ambiente ou um ecossistema.Caixa de descarga com sistema dual: caixa acoplada que permite descarga completa oumeia descarga, sendo agora instalado na caixa acoplada. Apresenta os volumes de descarga Componente Orgânico volátil (COV): elementos químicos baseados em estruturas de carbono ede 3 ou 6,8 litros (volume nominal de 6 litros). hidrogênio que são vaporizados à temperatura ambiente. COVs são um tipo de contaminante do ar, encontrado em materiais de construção. Exemplos de materiais construtivos que contenham COVsCaptação das águas de chuva para fins não potáveis: captação e reuso de água de chuva incluem: solventes, tintas, adesivos.para irrigação de plantas, descarga de vasos sanitários, mictórios, lavagem de automóveis,pisos, etc. Composto orgânico: matéria resultante da decomposição da mistura de substâncias orgânicas, tais como folhas secas, capim, esterco, resto de cimento, entre outros detritos. Depois de processada peloCETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Agência ambiental do Estado tempo, pode ser usada como adubo.de São Paulo. Condições bioclimáticas: condições naturais de disponibilidade de radiação solar, umidade, regime de ventos, morfologia do terreno, vegetação e obstruções solares, entre outras. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 75
  • 39. GlossárioCondições de ocupação: atividades e empreendimentos que se assentam ou se implantam Desenvolvimento Sustentável: atender às necessidades do presente sem comprometersobre um determinado território, estabelecendo interferências e intervenções sobre os a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades.elementos físicos e bióticos, definindo formas de manejo adequadas ou inadequadas àconservação dos recursos naturais. Detecção de Falhas: sistema de automação predial luminotécnico que detecta falha em determinado reator, problema com alimentação ou lâmpada queimada. O reator reportará o seu defeito ao CLP e,Conforto luminoso: para se obter o conforto luminoso, a iluminação geral do projeto deverá através do software de supervisão, é possível ter a informação exata da luminária que teve defeito.atender aos valores estabelecidos na NBR 5413. O uso inadequado da iluminação pode reduzire dificultar o desenvolvimento das atividades humanas, assim como provocar perturbações, Dimerização: controle de iluminação que consiste no uso de um sensor que mede a quantidade de luzfadiga visual, ofuscamento, dores de cabeça, complicações no sistema nervoso e efeitos na que está entrando no ambiente. Quando o sensor reconhece uma luminosidade inferior à programada,produtividade. Seus efeitos nocivos não se relacionam apenas aos aspectos quantitativos (nível aciona a luz elétrica de acordo com a necessidade, resultando ao máximo o aproveitamento da luzmínimo de LUX por atividade), mas também a aspectos qualitativos. natural e, consequentemente, o aumento da vida útil das lâmpadas.Conforto térmico: estudo realizado a partir das variáveis climáticas ou da atividade Do “berço ao berço”: termo utilizado na análise do ciclo de vida para descrever um materialdesenvolvida pelo usuário para determinar as condições de conforto térmico e os graus de ou produto que é reciclado, transformando-se em outro material ao final de sua vida definida.desconforto por frio ou calor. Do “berço ao túmulo”: termo utilizado para descrever o ciclo de vida dos materiais, desde suaControle de cenas: tipo de sistema de automação predial luminotécnico que realiza a geração até o final de sua vida útil (por exemplo, na gestão de resíduos, observar desde sua geraçãodimerização para diversas atividades em um mesmo ambiente. Através desse recurso são até o tratamento e destino final).criadas ‘cenas’ diferenciadas em função da intensidade da iluminação, podendo-se até mesmo Efeito-chaminé: como o ar quente tende a se acumular nas partes mais elevadas do interior daprogramar os horários para que cada cena acenda. Através do trabalho de um luminotécnico, edificação, a colocação de aberturas no topo (chaminé) cria um fluxo de ar ascendente, com o aras cenas terão iluminação e gastos energéticos ideais para cada situação: a ‘cena espera’, quente saindo pelo topo e o ar mais frio entrando por aberturas baixas situadas na edificação.a ‘cena limpeza’, a ‘cena sala de conferência’, a ‘cena discurso do palestrante’ e a ‘cenacoquetel’, por exemplo. Eficiência: uma medida da “produtividade” do processo de implementação, quanto à realização dos seus objetivos. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 77
  • 40. GlossárioEnergia incorporada: toda a energia gasta para a produção e transporte de um produto, Iluminação natural: iluminação produzida, direta (quando o fluxo de luz incide diretamente sobrealém da energia inerente específica do material. a superfície a ser iluminada) ou indiretamente (quando o fluxo é direcionado para outra superfície refletora, em geral o teto, uma parede ou uma antepara especial) pelo sol.Entorno: área que circunscreve um território, com a qual este território interage. Iluminação zenital: elemento construtivo que propicia a captação e passagem da luz natural atravésFontes de energia não-renováveis: são aquelas que se esgotam, pois têm produção de coberturas.limitada. O petróleo e o carvão mineral (de origem fóssil) são fontes não-renováveis,pois levam milhões de anos para se formar. Lagoas pluviais: são depressões modeladas no terreno onde as águas da chuva são conduzidas e retidas, a fim de não sobrecarregar o sistema de drenagem natural. Geralmente as lagoas pluviaisFontes de energias renováveis: são aquelas que não se esgotam, pois podem ser plantadas possuem um nível permanente de água e a capacidade de armazenamento provenientes das chuvasou naturalmente reabastecidas ou recompostas em velocidade superior ao consumo humano é o volume entre o nível permanente da água e o nível de transbordamento. Além disso, as lagoasdaquela fonte, tais como a energia solar, eólica, biogás, etc. Dentre estas tecnologias, se promovem também o tratamento das águas, através da sedimentação dos detritos.destacam o uso de painéis fotovoltaicos, que convertem luz solar em eletricidade correntedireta, e os sistemas de aquecimento de água por energia solar. Esta última é atraente Jardim de chuva: é uma microbacia modelada em um pequeno terreno (uma espécie de depressão),economicamente e não possui efeitos poluidores associados. composta por solos drenantes, cobertos por matéria orgânica e vegetação adaptada a alagamentos temporários, na qual as águas da chuva, que se acumulam nas superfícies impermeáveis, como ruas,Halon: gás utilizado para o combate a incêndios em ambientes fechados. Seu uso calçadas, são direcionadas a este local, promovendo a retenção e a infiltração das mesmas, etc.está limitado, por atacar a camada de ozônio da atmosfera, conforme indicado no Protocolode Kyoto. Lâmpada t-5: lâmpada fluorescente tubular fina de alto rendimento.Iluminação artificial: iluminação produzida, direta (quando o fluxo de luz incide diretamente LUX: é a iluminação produzida pelo fluxo luminoso de um lúmen (unidade de fluxo luminoso),sobre a superfície a ser iluminada) ou indiretamente (quando o fluxo é direcionado para outra uniformemente distribuída sobre um metro quadrado de superfície. É a unidade de medida dasuperfície refletora, em geral o teto, ou uma parede, ou uma antepara especial) por fonte iluminância (intensidade da luz), no SI (Sistema Internacional de Medidas).de luz artificial. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 79
  • 41. GlossárioMinuterias ou sensores de presença: dispositivos de controle de iluminação, que permitem Plano de gerenciamento de resíduos: tem como objetivo disciplinar a geração, triagem,manter acesas as lâmpadas por um período definido de tempo com o intuito de economizar armazenamento, transporte, reaproveitamento, comercialização e a disposição final de resíduos.energia elétrica. O uso de minuterias é indicado principalmente para controle de lâmpadasde ambientes de uso comum como corredores, ante-salas, garagens, etc. Produção mais limpa: é a aplicação contínua de uma estratégia técnica, econômica e ambiental integrada aos processos, produtos e serviços, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-Ofuscamento: efeito produzido pela luminância dentro do campo de visão de uma pessoa primas, água e energia, pela não geração, minimização ou reciclagem de resíduos e emissões, comque seja suficientemente maior que a luminância à qual o olho da pessoa está adaptado benefícios ambientais, econômicos e de saúde.naquele momento; pode causar desconforto, irritação ou perda de desempenho visual. Qualidade ambiental: juízo de valor atribuído ao quadro atual ou às condições do meio ambiente.Parâmetros: geralmente determinados por normas técnicas, são o valor de qualquer Refere-se ao resultado dos processos dinâmicos e interativos dos componentes do sistema ambientaldas variáveis de um componente ambiental que lhe confira uma situação qualitativa e define-se como o estado do meio ambiente numa determinada área ou região, como é percebidoou quantitativa. objetivamente em função da medição de qualidade de alguns de seus componentes ou mesmo subjetivamente em relação a determinados atributos, como a beleza da paisagem, o confortoParcelamento do solo: forma de divisão de uma gleba em unidades autônomas, podendo e o bem-estar.ser classificada em loteamento ou desmembramento, regulamentada por legislação específica. Qualidade do ar interno: de acordo com a US-EPA (Environmental Protection Agency), a definiçãoPassivo ambiental: danos causados ao meio ambiente pelo uso e ocupação inadequados de de boa qualidade interna do ar inclui:determinada área, gerando a obrigação de reparação aos responsáveis. O passivo é o valor 1. introdução e distribuição adequada de ar de ventilação;monetário necessário para reparar os danos ambientais. 2. controle de contaminantes aéreos;Pegada ecológica: é uma ferramenta de gerenciamento de recursos que mede quanta área 3. manutenção de níveis aceitáveis de temperatura e umidade relativa do ar.de água e terra uma população humana necessita para produzir os recursos que consome e De acordo com a norma da ASHRAE 62-1989, a qualidade interna do ar é definida como “ar no qualpara absorver seus dejetos, com a tecnologia preponderante no local. não existem contaminantes conhecidos em concentrações perigosas de acordo com determinações das autoridades competentes e com o qual uma maioria substancial (80% ou mais) das pessoas expostas não expressam insatisfação”. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 81
  • 42. GlossárioReabilitação tecnológica (Retrofit): definição de alterações ou reformas realizadas para Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos eaumentar a eficiência dos sistemas ou adaptar um edifício no caso de mudanças de uso. demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas,Reciclagem: vem de “re” (repetir) + “ciclar” (o ciclo). A reciclagem é um processo industrial tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros,que transforma o resíduo descartado em produto semelhante ao inicial ou de outra categoria. plásticos, tubulações, fiação elétrica, entre outros, comumente chamados de entulhos de obras,Reciclar é poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que seria jogado fora. caliça ou metralha.Recursos renováveis: um recurso que é reabastecido em uma velocidade igual ou maior Sensor de presença: sensor que aciona a iluminação artificial somente com a presença de umque sua taxa de consumo. usuário no espaço.Registro regulador de vazão: introduz uma perda de carga localizada ajustável Shafts: mais conhecido como duto vertical, um espaço fechado projetado para acomodar tubulaçõesproporcionando vazão mais adequada à utilização dos equipamentos. Indicado para pontos de água e componentes em geral, construído de tal forma que o acesso ao seu interior possa serutilização com alimentação através de engate flexível (torneira de pia de cozinha de bancada, feita por cada andar.torneira de lavatório de coluna ou de bancada, bacia sanitária com caixa de descargaacoplada), onde a vazão seja superior a 0,10 L/s. Simulação de desempenho energético: programas de simulação computacional que preveem o desempenho energético e ambiental de edificações nas fases de projeto, comissionamento,Reuso de água residual doméstica: reaproveitamento de água proveniente de lavatórios, operação, gerenciamento e retrofit.chuveiros, cozinhas, lavagem de pavimentos domésticos, tanques e máquinas de lavar. Síndrome do Edifício doente (Sick Building Syndrome): diz respeito à relação entre causa eRestritor de vazão: dispositivo que mantém a vazão constante. É indicado para efeito das condições ambientais observadas em áreas internas do edifício como reduzida renovaçãoequipamentos hidráulicos sujeitos a pressões superiores a 100 kPa. Pode ser utilizado em de ar e a presença de várias fontes de poluentes de origem física, química e/ou microbiológica, quechuveiros e torneiras, inclusive externas. Disponível para vazões de 0,13 e 0,23 L/s. prejudicam a saúde do usuário e promovem seu desconforto ao longo tempo de sua permanência dentro da edificação. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 83
  • 43. GlossárioSistemas de racionalização do uso da água: de acordo com o Manual de Reuso da Água(editado pela ANA, SINDUSCON, FIERJ e COMASP) “o reuso, a reciclagem, a gestão dademanda, a redução de perdas e a minimização da geração de efluentes se constituem, emassociação às práticas conservacionistas, as palavras-chave mais importantes em termos degestão de recursos hídricos e de redução da poluição”.Telhados verdes: tecnologia que traz efeitos positivos no desempenho térmico da edificação.Devido à sua massa térmica, este componente construtivo atenua as altas temperaturasinternas no verão e baixas no inverno. Além de efeitos em relação ao desempenho energéticoda edificação, permite também o recolhimento da água da chuva previamente filtradapela camada vegetal, e armazenamento para posterior uso para finalidades não potáveis.Transformam, ainda, superfícies impermeáveis em interativas com o entorno, construindoum microclima mais favorável, pelo efeito de fotossíntese e evapotranspiração, estando nadireção das novas diretivas municipais no tocante à retenção das águas pluviais urbanas. Zoneamento ambiental: trata-se da integração harmônica de um conjunto de zonas ambientais comTorneira de acesso restrito: permite o escoamento somente com a instalação da parte seu respectivo corpo normativo. Possui objetivos de manejo e normas específicas, com o propósito desuperior da torneira. Este componente restringe o uso da água por usuários não autorizados. proporcionar os meios e as condições para que todos os objetivos da Unidade possam ser alcançados.Pode ser empregado também em torneiras abastecidas com água pluvial ou de reuso, É um instrumento normativo do Plano de Gestão Ambiental, tendo como pressuposto um cenárioevitando o uso indevido de água não potável. formulado a partir de peculiaridades ambientais diante dos processos sociais, culturais, econômicos e políticos vigentes e prognosticados.Ventilação cruzada: consiste em alocar aberturas em faces opostas ou adjacentes do edifício,para que o vento possa cruzar os ambientes, permitindo assim a renovação do ar e a retirada Zoneamento: é a destinação factual ou jurídica da terra a diversas modalidades de uso humano.de cargas térmicas em climas quentes. Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 85
  • 44. Anotações Guia de Boas Práticas na Construção Civil 01/2011 87