3ª. AULA DE GEOGRAFIA LINGUÍSTICA -20-09-2013
TEMA: O MÉTODO FA GROGRAFIA LINGUÍSTICA
Revisão da aula anterior.
A linguíst...
Os comparatistas negligenciaram os dialetos e os falares das línguas
comparadas.
Antes do século XIX, as línguas populares...
O interesse pelos dialetos não se manifestou antes do século XVIII.
No século XIX já surgem vários dicionários e glossário...
Em 1887 o abade francês J. P. Rousselot
fundou com J. Gilliéron a Revista dos patois
galo-românicos. Tornando-se pioneiro ...
Em 1883, Gilliéron já havia iniciado ensinar dialetologia na
Ecole de Hautes Etudes.
Os estudos de dialetologia tinham, no...
Na Alemanha, em 1876, Georg Wenker, na mesma época em que
seu conterrâneo Leskien, fundava o movimento neogramático,
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Wenker apresentou os resultados de sua pesquisa em mapas e
mostrou que uma mudança fonética não ocorria com regularidade
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Vejamos a citação de VIDOS.
Operou-se uma revolução na Lingüística quando se começou a ampliar
a língua literária escrita,...
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compreendido como os desenvolvimentos fonéticos, que se
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O MÉTODO ONOMASIOLÓGICO
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  1. 1. 3ª. AULA DE GEOGRAFIA LINGUÍSTICA -20-09-2013 TEMA: O MÉTODO FA GROGRAFIA LINGUÍSTICA Revisão da aula anterior. A linguística no século XIX O método histórico-comparativo O movimento neogramático A crítica aos neogramáticos Novos pensamentos em linguística
  2. 2. Os comparatistas negligenciaram os dialetos e os falares das línguas comparadas. Antes do século XIX, as línguas populares eram vistas como degenerescência; línguas corrompidas; os falantes eram pessoas incapazes de falar bem. Podemos ver isso quando se classifica a língua latina em língua clássica e língua vulgar. No final da Idade Média e do Renascimento alguns dialetos conseguiram prestígio e tornaram-se línguas reconhecidas pelo estado. Outros foram preservados como dialetos, mas com marcas importantes para construir a história de uma língua.
  3. 3. O interesse pelos dialetos não se manifestou antes do século XVIII. No século XIX já surgem vários dicionários e glossários dialetais (sobretudo na França). No final do século XIX Paul Meyer e Gaston Paris, interessaram-se pelas pesquisas em dialetologia. “Seria necessário que cada comuna de um lado, cada palavra de outro, tivesse sua monografia, puramente descritiva, feita de primeira mão e traçada com todo o rigor da observação que exigem as ciências naturais,
  4. 4. Em 1887 o abade francês J. P. Rousselot fundou com J. Gilliéron a Revista dos patois galo-românicos. Tornando-se pioneiro nesse trabalho na França. Patoá (do francês patois ) é qualquer língua não padronizada. Apesar de o termo não ser formalmente definido em linguística, pode referir-se à pidgins, crioulos, dialetos e outras formas de linguagens nativas ou locais. Normalmente o termo não abrange os jargões e a gíria. Patoás podem ser considerados como falares em estado de desagregação, sob o impacto de uma língua padrão, como o falar de uma região ou de um grupo no interior de um domínio lingüístico. Portanto, estão ligados a um componente geográfico mas também sócio-cultural. Se entendido como desvio de estrutura morfo-sintática da língua padrão, "patoá" corresponde a dialeto
  5. 5. Em 1883, Gilliéron já havia iniciado ensinar dialetologia na Ecole de Hautes Etudes. Os estudos de dialetologia tinham, no princípio, como método a descrição de um dialeto e o resultado era uma monografia dialetal. Faz-se uma descrição parcial ou total da fonética ou da morfologia ou das duas., com abordagem histórica. Em seguida, outro foi aplicado, o da geografia linguística ou dialetal, que tornou-se de importância capital para a metodologia dos estudos linguísticos.
  6. 6. Na Alemanha, em 1876, Georg Wenker, na mesma época em que seu conterrâneo Leskien, fundava o movimento neogramático, aplicou o método da geografia linguística, enviando um questionário para os professores primários da Renânia, com 300 palavras e 40 frases para serem traduzidas para os dialetos, tendo o domínio da pesquisa se estendido para toda a Alemanha. As respostas de que Wenker recebeu foram 44.251. Como era adeptos dos neogramáticos, esperava encontrar regularidade e confirmar a tese do determinismo das leis fonéticas. A pesquisa mostrou que os dialetos não eram imunes Às variações e influências de outras línguas. Wenker não recebeu apoio que esperava e seu trabalho foi recebido com desconfiança
  7. 7. Wenker apresentou os resultados de sua pesquisa em mapas e mostrou que uma mudança fonética não ocorria com regularidade na mesma palavras, mas que cada palavra tem sua própria fronteira fonética e sua história fonética. Os mapas de Wenker refutam a concepção dos neogramáticos de que a mudança fonética afetam todas as palavras ao mesmo modo. Em 1926 veio à luz o Atlas Linguístico Alemão, organizados por seus seguidores. Os inquéritos de Wenker são os fenômenos fonéticos. O Atlas Linguístico Francês foi elaborado entre 1900 1910 por Jules Gilliéron e Edmond Edmont. Gilliéron priorizou o vocabulário dos camponeses.
  8. 8. Os dados recolhidos foram transcritos em alfabeto fonético, por Edmont, que percorreu a França entre 1897 a 1901, visitou 639 localidades, usando um questionário para fazer os inquéritos. Os atlas contém 1.920 mapas, com um milhão de formas. O atlas de Gilliéron serviu de modelos para os demais atlas linguísticos românicos como: Atlas Linguístico da Itália e do Sul da Suiça de Jaberg e Jud; Atlas Linguístico Romeno e ao Atlas Ibero Romano e muitos outros.
  9. 9. Vejamos a citação de VIDOS. Operou-se uma revolução na Lingüística quando se começou a ampliar a língua literária escrita, abstraída, em certo modo, da vida da língua, por meio dos dialetos, da língua viva. O romanista Jules Gilliéron, fundador da Geografia Lingüística, realizou uma empresa pioneira com seu Atlas Lingüístico da França (ALF), no qual, com ajuda de seu colaborador Edmond Edmont, registrou as respostas a 1920 perguntas, recolhidas in loco, em 639 pontos do território galo-românico, mediante uma coleção de mapas. Depois que este trabalho pôs à disposição dos estudiosos a língua viva, isto é, a enorme massa de materiais que compreendia os dialetos galo-românicos, começou-se, graças aos estudos do próprio Gilliéron e de outros, alicerçados nesse material, a ter uma melhor compreensão do fato já constatado com base nos materiais de Wenker, de que certas mudanças fonéticas são diferentes quase em cada palavra.
  10. 10. Mediante o material recolhido da língua viva, começou a ser compreendido como os desenvolvimentos fonéticos, que se mostravam tão regulares, por causa dos diversos fatores (cruzamentos de palavras, etimologias populares, empréstimos etc.), estavam submetidos a contínuas perturbações, e se deu conta de que os sons são alterados nas palavras e que quase cada uma delas tem o seu próprio desenvolvimento fonético: “...que seja mantido um determinado som (latino) sob certas condições, num certo lugar, ou que se torne um novo som determinado, é uma abstração. Na realidade, cada palavra tem sua própria história (JABERG, 1908:. 6; Cf. PIDAL, 1929: 529 e ss.; VOSSLER, 1929: 309-10;
  11. 11. Da geografia linguística surgiram outros métodos que também consideram a língua oral e os aspecto social e cultural dos falantes. O MÉTODO PALAVRAS E COISAS. Este método foi desenvolvido por Hugo Shuchardt e Rudolf Meringer a partir da Geografia Linguística em oposição ao método Histórico-comparativo e às Leis Fonéticas dos neogramáticos que tinham preocupação somente com a fonética. A Geografia Linguística preocupou-se com a semântica e a necessidade de se conhecer o objeto designado por determinado termo a fim de se conhecer devidamente seu significado.
  12. 12. O MÉTODO ONOMASIOLÓGICO Muito relacionado com os métodos da Geografia Linguísta e Palavras e coisas , o método Onomasiológico se preocupa em investigar os vários nomes atribuídos a um objeto, animal, planta, conceito etc., individualmente ou em grupo, seus objetivos são semânticos e lexicográficos, buscando descobrir os aspectos vivos e as forças criadoras da linguagem. (BASSETO, 2001). Teve vários trabalhos iniciais, mas foi Carlo Salvioni com o estudo do nome do vagalume em italiano e Ernest Toppolet com o estudo sobre os nomes românicos de parentesco que estabeleceram os princípios científicos da onomasiologia. Este métodos está muito centrado na cultura de um povo e as formas de nomear as coisas que são influenciadas por essas vivências. “O método onomasiológico permite ver a cultura do povo cuja língua se estuda, costumes, ocupações, instrumental, crenças e crendices, moradia, enfim sua mundividência. Permite sentir a linguagem viva, traduzindo a vivência cultural do povo. (BASSETO, 2001, p.77).
  13. 13. “Com o movimento de Palavras e Coisas está estreitamente ligada à chamada Onomasiologia, que estuda as diversas denominações de um objeto, animal, planta, conceito etc., num só território lingüístico ou em vários. Como a corrente de Palavras e Coisas, ela põe em primeiro plano o aspecto semântico da palavra (a Sache), e não a fonética, e, como Palavras e Coisas e a Geografia Lingüística, esforça-se por descobrir a vida da linguagem e as forças criativas na língua”. (VIDOS, 2001, p. 69).

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