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Faculdades Integradas AVM
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O USO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO APLICADO A UMA CdP:
VISÃO CELULAR
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VISÃO CELULAR
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NILTON DA ROCHA LIMA
O USO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO APLICADO A UMA CdP:
VISÃO CELULAR
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extraordinária este título quando os horizo...
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RESUMO
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ABSTRACT
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LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 01 Finalidade da CdP........................................................................ 4...
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LISTA DE TABELAS
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LISTA DE FIGURAS
Figura 01 – Ambiente acolhedor de crescimento............................................................
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.............................................................................................14
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3.9.2. Rede de crianças.................................................................... 42
3.9.3. Rede de homens e ...
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1. INTRODUÇÃO
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2. APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
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Com base em métodos comparativos do qual é objeto desta pesquisa, o autor
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3.9.2. Rede de Crianças
O maior obstáculo dessa nova fase foi fazer com que a comunidade entendesse
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4 APLICAÇÃO PRÁTICA DA TEORIA
4.1 Caracterização da pesquisa
4.1.1 Descrição do campo de pesquisa.
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4.1.4 Instrumento de coleta de dados.
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3 - Visando ampliar suas bases qual (quais) estratégia(s) você busca usar na
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4 - Que tipo de mídia ou dispositivo você usa com maior frequência como
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7 - Na CdP Visão Celular você se sente importante e útil quando ?
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membro da CdP Visão Celular ou fora dela ...
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4.1.5 Processo de coleta dos dados.
O pesquisador antes de enviar o link (questionário), para o email pessoal
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4.1.6 Análise dos dados
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conquistar seu sonho através do retorno aos estudos e a realização profissional. Ali ele
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8 REFERENCIAS
AGUIAR, Lilian. O Poder da Igreja Católica no Mundo Feudal. Disponível em :<
http://www.brasilescola.com/...
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Século XI a XIV Conceitos Base. Disponível em:
<http://www.prof2000.pt/users/ruis/10%C2%BA_ano/secs_xi_a_xiv.htm>. Aces...
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ANEXOS
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partes era solicitadas tendo es...
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O que motivou o autor nesta pesquisa foi comparar identificar e informar o fenômeno social das comunidades eclesiástica dos séculos XI, XVI e final do século XX a Visão Celular M12. Comunidade esta que tem inserida a gestão do conhecimento e que rompe com paradigmas e modelos ultrapassados. Pesquisador identificou as bases de sustentabilidade e crescimento da Visão Celular M12 que se apoiou na participação efetiva do capital humano e a disseminação do conhecimento nas esferas dos relacionamentos como geração de novos aprendizados, valores familiares e restauração da honra, a lealdade e o reconhecimento às autoridades. A

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  1. 1. 1 Faculdades Integradas AVM NILTON DA ROCHA LIMA1 O USO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO APLICADO A UMA CdP: VISÃO CELULAR RIO DE JANEIRO – RJ JULHO DE 2013 1 Pós-graduando MBA Gestão do Conhecimento. AVM Faculdade Integrada. Graduado em Administração pela Universidade Castelo Branco. nirolim@uol.com.br
  2. 2. 2 NILTON DA ROCHA LIMA O USO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO APLICADO A UMA CdP: VISÃO CELULAR Monografia apresentada como requisito parcial para conclusão do curso de Pós-graduação lato sensu da Faculdade Integrada AVM para obtenção do grau de Especialista em Gestão do Conhecimento Orientador: Rogério Gonçalves de Castro RIO DE JANEIRO – RJ JULHO DE 2013
  3. 3. 3 NILTON DA ROCHA LIMA O USO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO APLICADO A UMA CdP: VISÃO CELULAR Monografia julgada e aprovada: Prof. Orientador Rogério Gonçalves de Castro
  4. 4. 4 Dedico esta monografia a minha mãe Janira Rocha Accioly (in memoriam) a quem recentemente dei a honra de colocar no meu dedo o anel de formatura em Administração. Mãe que pagou o preço de criar um filho na escassez com toda dificuldade e que durante estes momentos acadêmicos veio repentinamente a óbito. Mãe. Valeu a pena.
  5. 5. 5 Agradeço muito especialmente a Deus que por amor imenso me concedeu de forma extraordinária este título quando os horizontes apontavam a impossibilidade. [...] “porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.” Gênesis 18.25 Agradeço a minha esposa Angela Claudia C. da Rocha Lima, que durante várias noites e horas a fio de madrugada a dentro não me encontrou na cama, quando estava eu nos conflitos acadêmicos buscando na excelência realizar um trabalho de pesquisa. Tem sido ela na minha vida e em todas as áreas ajudadora idônea contribuindo para meu crescimento. Agradeço aos nossos filhos Monique, Amanda, Glenda, Matthews e Alessandra junto com a Marli Andrade que me proporcionou ambiente de tranquilidade e concentração, deixando para estes exemplos de vitoria. Agradeço a meu orientador Rogério Gonçalves de Castro que durante esta preciosa jornada foi paciente na condução dos trabalhos mesmo quando eu estava fragilizado com o óbito da minha mãe, as suas palavras me fizeram acreditar ainda mais que estava no caminho certo. Agradeço ao Apóstolo Renê Terra Nova que considero o Martinho Lutero do século XXI. Pela sua corajem, unção, diligência, intrepidez trazendo para estes dias a grande reforma do cristianismo autêntico. Mentoriando tão grande multidão. Só o conheço de ouvir falar, pois em breve o conhecerei face a face. Agradeço ao Pr. Fernando Pereira presidente da Igreja Batista Ebenézer – Ministério Internacional Gerando Vida que me apoiou, incentivou nos desdobramentos deste tema que além de inovador é contemporâneo, é pioneiro na área acadêmica no que contribui dando ênfase a Visão Celular M12. Agradeço a toda comunidade (Cdp Visão Celular M12) da Igreja Batista Ebenézer por tão grande acolhida, carinho, encorajamento, não faltou a motivação de todas as formas, muito especialmente, contribuindo como voluntários na pesquisa de campo. Deus. Sem o Senhor não dá. Sem o Senhor Jesus não dá. Sem o Espírito Santo também não dá. Valeu a pena.
  6. 6. 6 Sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, e nem depois de ti haverá. 2ª Crônicas:1:12
  7. 7. 7 RESUMO Na era Pós-industrial, cabe ao homem uma tarefa para a qual é insubstituível: ser criativo, ter ideias. Vivemos num tipo de sociedade baseada na informação, também conhecida como a Era do Conhecimento. O que motivou o autor nesta pesquisa foi comparar identificar e informar o fenômeno social das comunidades eclesiástica dos séculos XI, XVI e final do século XX a Visão Celular M12. Comunidade esta que tem inserida a gestão do conhecimento e que rompe com paradigmas e modelos ultrapassados, o pesquisador identificou as bases de sustentabilidade e crescimento da Visão Celular M12 que se apoiou na participação efetiva do capital humano e a disseminação do conhecimento nas esferas dos relacionamentos como geração de novos aprendizados, valores familiares e restauração da honra, a lealdade e o reconhecimento às autoridades. A população de 144 respondentes membros da Visão Celular do Ministério Internacional Gerando Vida, constituído de estudantes do ensino médio, graduando, graduados e pós-graduados, participaram ativamente de um questionário padrão o qual foi enviado por email pessoal um link https://docs.google.com/forms/d/1T1POLjeuHilbKPwoKhFf3UBZevz7uAKpfvu0wM-D- UU/edit#, a cada voluntário que em quinze dias e cujo resultado interpretado consta em local próprio. Finalmente. O uso da gestão do conhecimento na Visão Celular M12 influenciou nos resultados de avanço nas suas bases e conquistas de novos territórios. O aprendizado socializado na Visão Celular através de mentores, têm causado um impacto social positivo na geografia do ambiente interno sobre o ambiente externo aonde próximo tem fixado uma comunidade Visão Celular M12. Palavras-chaves. Visão Celular. Gestão do Conhecimento. Relacionamentos.
  8. 8. 8 ABSTRACT Post industrial Era, it is up to the task for which a man is irreplaceable: be creative, have ideas. We live in a society based on information, also known as the knowledge Era. What motivated this research was to compare the author identify and inform the social phenomenon of the ecclesiastical communities the centuries XI, XVI and the late 20th century the Cellular Vision M12. This community that has entered the knowledge management and that breaks with outmoded models and paradigms, the researcher identified the foundations of sustainability and growth of the Cellular Vision M12 that relied on the effective participation of human capital and the dissemination of knowledge in the spheres of relationships as generation of new learning, family values and restoration of honor, loyalty and recognition authorities. The population of 144 respondents members of Cellular Vision International Ministry Generating life, consisting of high school students, undergraduate, graduate and postgraduate students, actively participated in a standard questionnaire which was sent by personal email a link https://docs.google.com/forms/d/1T1POLjeuHilbKPwoKhFf3UBZevz7uAKpfvu0wM-D- UU/edit every volunteer who responded and returned in 15 days and the result is interpreted in itself. Finally. The use of knowledge management in Cellular Vision M12 Feed results influenced in its foundations and conquests of new territories. Learning Cellular vision socialized through mentors, has caused a positive social impact in the geography of the indoor environment on the external environment where next has fixed a Cellular Vision M12 Vision community. Keywords. Cellular Vision. Knowledge management. Relationships.
  9. 9. 9 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01 Finalidade da CdP........................................................................ 47 Gráfico 02 Influência da CdP......................................................................... 48 Gráfico 03 Estratégias de Captação.............................................................. 49 Gráfico 04 Utilização de mídias...................................................................... 50 Gráfico 05 Motivação..................................................................................... 51 Gráfico 06 Compartilhamento com pessoas.................................................. 52 Gráfico 07 Resultados de orientação............................................................. 53 Gráfico 08 Mobilidade e conectividade.......................................................... 54 Gráfico 09 Resultado do aprendizado............................................................ 55 Gráfico 10 Perfil da população....................................................................... 56 Gráfico 11 Perfil da população....................................................................... 57
  10. 10. 10 LISTA DE TABELAS Tabela 01 – Espiral do conhecimento............................................................................. 19 Tabela 02 – Os princípios da colaboração............................................................. 21 Tabela 03 – Estratégia de alavancamento de multiplicação da CdP Visão Celular........ 23
  11. 11. 11 LISTA DE FIGURAS Figura 01 – Ambiente acolhedor de crescimento......................................................... 19 Figura 02 – Rumo da multiplicação....................................................................... 20 Figura 03 – Espiral do conhecimento.................................................................. 26
  12. 12. 12 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.............................................................................................14 2. APRESENTAÇÃO DO TRABALHO........................................................... 16 2.1. Delimitação do tema....................................................................... 16 2.2. Objetivos.......................................................................................... 20 2.2.1. Objetivo geral........................................................................ 20 2.2.2. Objetivos específicos........................................................... 20 2.3. Justificativa...................................................................................... 21 2.4. Problema da pesquisa..................................................................... 22 2.5. Relevância........................................................................................ 22 2.6. Hipóteses.......................................................................................... 25 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA........................................................................ 28 3.1. Cristianismo no século XI............................................................... 28 3.1.1. Ano de 1054. A divisão da igreja Ocidental e Oriental....... 28 3.1.2. Ano de 1073. Reformas na Igreja romana........................... 28 3.2. A liderança........................................................................................ 30 3.3. A situação social e econômica....................................................... 31 3.4. Cristianismo no século XVI............................................................. 33 3.5. O movimento de contestação à igreja católica............................. 34 3.6. Perfil da sociedade do século XVI.................................................. 35 3.7. Cristianismo no século XX.............................................................. 37 3.8. O crescimento e a expansão do pentecostalismo........................ 38 3.9. Quinze anos da visão....................................................................... 40 3.9.1. Rede da família....................................................................... 41
  13. 13. 13 3.9.2. Rede de crianças.................................................................... 42 3.9.3. Rede de homens e mulheres................................................. 42 3.9.4. Ministério Internacional da Restauração – MIR no Brasil... 42 3.10. Expansão da CdP Visão celular................................................. ...... 43 4. APLICAÇÃO PRÁTICA DA TEORIA............................................................. 46 4.1. Caracterização da pesquisa.............................................................. 46 4.1.1. Descrição do campo de pesquisa.......................................... 46 4.1.2. A função do campo de pesquisa............................................ 46 4.1.3. Universo da pesquisa.............................................................. 46 4.1.4. Instrumento da coleta de dados............................................. 47 4.1.5. Processo da coleta de dados.................................................. 56 4.1.6. Análise dos dados.................................................................... 57 5. PROVÁVEIS LIMITAÇÕES DA PESQUISA................................................... 58 5.1. Segundo Vergara................................................................................. 58 5.2. Relacionam-se as delimitações.......................................................... 58 6. CRONOGRAMA............................................................................................... 59 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................. 60 8. REFERÊNCIAS................................................................................................. 63
  14. 14. 14 1. INTRODUÇÃO O novo mundo chamado de contemporâneo ou moderno vem sendo objeto de profundas e acelerada transformação quer econômicas, políticas e sociais, que têm levado as nações e seus governos a adotarem estratégias diferenciadas e criativas para elevar a qualidade de vida de suas populações. Assim esta nova sociedade busca nos seus meios relacionar-se buscando interatividade, conectividade, mobilidade e praticidade, tudo isto integrado, em redes, em tribos, em grupos ou comunidades. Quer sejam virtuais ou presenciais. Daí, a Comunidade de Prática – CdP Visão Celular a qual é objeto desta pesquisa. Para introduzir o tema sobre “comunidade de prática”, o autor comparou a sociedade eclesiástica dos séculos XI, XVI com a CdP Visão Celular no fim do século XX. Mostrando as mudanças no comportamento entre elas. Sendo que a última conta com o recurso da gestão de conhecimento. Que numa visão contemporânea busca a aplicação desta ferramenta como estratégia de ampliação das suas bases. O método utilizado nas respostas para as próximas indagações, será mostrada pelos membros da CdP Visão Celular através de questionário padrão. Os objetivos gerais e específicos buscam identificar seus processos de tomada de decisões, e quais benefícios são gerados nas comunidades do seu entorno, em que base está sustentada suas estratégias de atração, retenção e manutenção do capital humano. O Conceito de Comunidades de Práticas (Community of Practice – CoP) surgiu a partir de um estudo realizado por Etienne Wenger e Jean Lave sobre modelos de aprendizagem. Segundo Wenger (WENGER, 2009), uma Comunidade de Prática (Community of Practice – CoP) é um grupo de pessoas que compartilham um interesse, um problema que enfrentam regularmente, e que se unem para desenvolver conhecimento de forma a criar uma prática em torno desse tópico. Os elementos Componentes de uma Comunidade de Práticas deve possuir os três elementos, obrigatoriamente (WENGER, 2009):
  15. 15. 15  O domínio: representa uma identidade, um domínio de interesse..Os membros de uma comunidade possuem um compromisso com o domínio e compartilham uma competência que os distingue de outras pessoas que não são membros da comunidade.  A comunidade: Para atender aos interesses relacionados a seu domínio, os membros participam de atividades e discussões em conjunto, ajudam uns aos outros e compartilham informações, São construídos relacionamentos que permitem que um membro aprenda com o outro. Além disso, não é necessário que todos os membros se conheçam diretamente ou trabalhem diariamente juntos para participar de uma mesma comunidade. Na CdP Visão Celular os encontros focados no desenvolvimento do conhecimento, aprendizado e crescimento leva o capital humano a gerar a multiplicação ampliando as suas bases com vistas à ativar as conquistas de novos territórios, daquilo que se busca e crê não obstante as dificuldades.  A prática: Uma comunidade de práticas não é meramente uma comunidade de interessados sobre um assunto e sim de pessoas que trabalham com um assunto. Consequentemente, eles trocam histórias, experiências formas de resolução de problemas, e outros recursos viabilizando a geração de práticas compartilhadas. Na CdP Visão Celular tem-se por objetivo alcançar pessoas de todos os segmentos sociais sem discriminação através do aprendizado acumulado. Tem como foco direto em pessoas, e os membros compartilham do aprendizado transferido pelas lideranças.
  16. 16. 16 2. APRESENTAÇÃO DO TRABALHO 2.1 Delimitação do tema Portanto, para efetuar tal compreensão e comparação entre as comunidades dos séculos XI, XVI e XX, o pesquisador resolveu delimitar a pesquisa em três linhas do tempo e observando os critérios basilar de “espacial, temporal e a população qual foi alvo de estudo”. A primeira: a Escolástica identificada a partir do século XI período a ser abordado posteriormente. A Segunda: as origens na reforma protestante na Europa no século XVI. Por Martinho Lutero2 e o rompimento com a Igreja Católica. A Terceira: implantação da CdP Visão Celular efetivamente no que se refere ao contexto social do seu meio ambiente com as comunidades. Diante do exposto, surge a questão que este trabalho buscará esclarecer quais os resultados observados nestes três períodos usando a mesma população, sendo que a última utiliza a gestão do conhecimento como ferramenta facilitadora para as suas conquistas focando a captação, manutenção e retenção do capital humano na CdP. REFERENCIAL HISTÓRICO 1- A Escolástica - A riqueza estava atrelada a quantidade de terra que o senhor feudal possuía, outra característica deste período era o artesanato. Apesar de ser em pequena escala, já possibilitava um novo ramo de ação dentro dos limites feudais. A sociedade era estática, com pequena mobilidade social e hierarquizada. A nobreza feudal era possuidora das terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero tinha um grande poder, já que era responsável pela orientação espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. No século XI, dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram a cidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os "infiéis" (árabes) da Terra Santa. Essas batalhas, entre católicos e muçulmanos, duraram cerca de dois séculos, deixando milhares de mortos e um 2 Precursor da Reforma Protestante na Europa, nasceu na Alemanha no ano de 1483. Precisou ser protegido durante 25 anos com o apoio do Sábio Frederico, da Saxônia.
  17. 17. 17 grande rastro de destruição. Ao mesmo tempo em que eram guerras marcadas por diferenças religiosas, também possuíam um forte caráter econômico. De certa forma, as Cruzadas contribuíram para o renascimento urbano e comercial a partir do século XIII. Após as Cruzadas, o Mar Mediterrâneo foi aberto para os contatos comerciais. A Igreja já possuía um arcabouço magnífico, pois as grandes bibliotecas medievais se encontravam dentro dos mosteiros. Vale ressaltar que a Idade Média foi um período de aproximadamente mil anos, e muito deste período está intimamente ligado com o desenvolvimento de uma Teologia e um apogeu da Igreja Católica. Logo, toda a Idade Média foi didaticamente dividida entre Patrística e Escolástica, a primeira parte desta, fica evidente uma grande produção filosófica e teológica dos padres da Igreja (daí se atribuir o nome de Patrística) em aprofundar as questão da fé,combater as heresias, e fundamentar o pensamento cristão, dando-lhe um embasamento teórico filosófico. Platão foi o grande referencial grego, e Santo Agostinho, por cristianizar o pensamento daquele, se torna a grande base Filosófica e Teológica da Patrística. já no período da Escolástica, ocorre um fato diferente: a Igreja já havia se fundamentado e os grandes teóricos estavam por formular grandes provas racionais da existência de Deus, e fazer uma conexão entre fé e razão, e com isso justificar todo o sistema vigente da época. Mas um fato novo é trazido a tona: os árabes que nesta época estavam em parte do continente europeu, trouxeram consigo o pensamento de outro grego fantástico: Aristóteles! Com isso, mudam-se os paradigmas e as formas de compreender o cosmos, a vida, a sociedade, a cultura... e a própria religião. “O grande expoente deste novo pensamento é o conhecido “boi mudo da Sicília”: São Thomas de Aquino” (1225- 1274) que escreveu a magnífica Suma Teológica e vários outros tratados que são até hoje utilizados como base do pensamento católico. Santo Thomas buscava conciliar fé e razão, refutando a ideia platônica-plotiniana-agostiniana de predestinação. Como ser racional, o homem teria plenas condições de encontrar o caminho da salvação, evitando o pecado por meio da livre escolha, do livre arbítrio. Por outro lado, buscava-se fundamentar a importância do clero no segmento moral da sociedade. Sendo assim, cabia ao clero indicar, para seus membros, o caminho certo a seguir.
  18. 18. 18 2- A reforma protestante na Europa no século XVI - Martinho Lutero rompeu com a Igreja Católica3 , defendeu ser a fé o elemento fundamental para a salvação e condenou a venda de indulgências pela igreja e o rebaixamento moral do clero da época. Escreveu 95 teses questionando dogmas, ensinamentos e praticas do clero. Foi excomungado pelo papa da época Leão X por negar infalibilidade do papa. É um dos ramos do cristianismo que teve suas origens na reforma na Europa no século XVI. O protestantismo significa que todos os grupos religiosos cristãos de origem europeia ocidental. De acordo com o protestantismo a fonte de fé é a Bíblia. Lutero acabou com imagens dos santos, suspendeu o celibato, proibiu o latim das celebrações e manteve o batismo. Deu origem a diferentes correntes entre elas o protestantismo histórico que se destaca a Presbiteriana, a Batista e a Metodista que são igrejas clássicas surgidas com a reforma. O nascimento do protestantismo teve profundas implicações sociais, econômicas e políticas. Na educação, o pensamento de Lutero produziu uma reforma global do sistema de ensino alemão, que inaugurou a escola moderna. Seus reflexos se estenderam pelo Ocidente e chegam aos dias de hoje. A ideia da escola pública para todos, organizada em três grandes ciclos (fundamental, médio e superior) e voltada para o saber útil nasce do projeto educacional de Lutero. "A distinção clara entre a esfera espiritual e as coisas do mundo propiciou um avanço para o conhecimento e o exercício funcional das coisas práticas". Apesar do resultado, inicialmente o reformador não teve a pretensão de dividir o povo cristão, mas devido à proporção que suas 95 teses adquiriram, este fato foi inevitável. Para que todos tivessem acesso às escrituras que, até então, encontravam-se somente em latim, ele traduziu a Bíblia para o idioma alemão, permitindo a todos um conhecimento que durante muito tempo foi guardado somente pela igreja. Com um número maior de leitores do livro sagrado, a quantidade de protestantes aumentou consideravelmente. 3 - Implantação da CdP Visão Celular - O Ap. Renê Terra Nova foi direcionado a implantar esta CdP Visão Celular no Brasil após então conhecer a Visão Celular no Modelo dos 12 num congresso realizado em julho de 1998 na cidade de Bogotá- Colômbia, liderada por César Geraldo Castellanos Domingues, e Cláudia Castellanos. As pessoas são levadas a um aprendizado e a disseminarem as informações e ganharem 3 Disponível em: < http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=228 >. Acesso em 09 abr.2013
  19. 19. 19 outras pessoas para a CdP Visão Celular. Verificou-se que a comunidade de prática (CdP) – Visão Celular tem como insumo de maior relevância, a reutilização consistente na transferência do conhecimento e os relacionamentos. Estas são algumas vertentes de ambientação, atração e retenção do capital humano e vista também como grupos de crescimento como: “formação das Redes”, dentre elas, Rede da Família, Rede de Crianças, Rede de Jovens, Rede de Homens e Rede de Mulheres, ou seja, locais de aprendizado e compartilhamento. Disponível em :< http://www.mir12.com.br/br/2013/>. 29 abr.2013 Figura 1. Ambiente acolhedor de crescimento (redes ministeriais) Observa-se aqui as manifestações da Espiral do Conhecimento, quando na CdP Visão Celular seus membros comprometidos e engajados, têm como modelo mental direcionado a conquista de novos territórios. Tabela 1. Espiral do conhecimento O capital humano treinado para disseminar as informações e ganhar outras pessoas para a multiplicação da CdP Visão Celular, os encontros, as reuniões, as celebrações principais, as células, as macro-células, e as redes, vêm com uma explosão Modos de Conversão Conteúdo Resultado na CdP Externalização Conhecimento Conceitual GANHAR Combinação Conhecimento Sistêmico CONSOLIDAR Socialização Conhecimento Compartilhar DISCIPULAR Internalização Conhecimento Operacional ENVIAR
  20. 20. 20 de entusiasmo num ambiente positivo. O alvo da visão é fazer de cada membro da CdP Visão Celular, um discípulo / aprendiz do Senhor Jesus, e um líder no Modelo dos 12. A seguir a CdP Visão Celular tem um plano direcionador de eventos e práticas características desta CdP que visa relacionamentos, observando os princípios do aprendizado gerado no conhecimento como: ganhar pessoas, consolidar pessoas, discipular pessoas, enviar pessoas. Figura 2. Rumo da multiplicação 2.2 Objetivos Este projeto de pesquisa não se esgota aqui, e tem por objetivo Identificar os resultados na CdP Visão Celular na aplicação da gestão do conhecimento e cujo capital humano é o agente facilitador dos avanços e das conquistas. 2.2.1 Objetivo Geral Apresentar a associação das ferramentas de gestão do conhecimento e as estratégias da CdP Visão Celular. 2.2.2 Objetivos Específicos Revelar de fato quais são as bases e critério do avanço da CdP Visão Celular e mensurar a troca de informações pelo viés dos portais, blogs e mídias sociais, observando a interação dos membros nos relacionamentos e compartilhamento do aprendizado gerado.
  21. 21. 21 2.3 Justificativa Em um sentido amplo “a aprendizagem é um processo neural complexo, que leva à construção de memórias” (FLEURY; FLEURY,2001,p.27). Sob um entendimento mais convencional, Gherardi, Nicoli e Odella (1998) consideram que a aprendizagem ocorre através da internalização de algum tipo de conhecimento e com a transferência de informação de uma fonte que a possui, para o aprendiz. A natureza do conhecimento humano sob o modelo de Rezende (2003), o dado é um elemento puro, quantificável sobre um determinado evento. Geralmente, os dados são utilizados no ambiente operacional, registrados, selecionados e recuperados de um banco de dados ou das mais variadas formas de documentos. Os dados, por si só, não são dotados de relevância, propósito e significado, mas são importantes porque é matéria-prima essencial para a criação da informação. Este trabalho tem como justificativa a avaliação dos resultados obtidos e o entendimento de como a gestão do conhecimento se aplica na CdP Visão Celular. A quantidade de informações e conhecimento que é gerado e compartilhado pelos membros dessa CdP são extremamente relevante para o sucesso da visão celular como um todo. O engajamento de todos, o desejo de tornar-se útil colaborando com os novos membros e, sendo apoiado pela liderança da CdP, é de fato muito envolvente, atrativo e viral. Tabela 2. Os 12 princípios colaboração da Mongoose Technology (2004) Adaptado. Propósito A comunidade existe porque seus membros compartilham um propósito comum que somente pode ser atingido em conjunto. Identidade Membros conseguem se identificar e construir relacionamentos. Reputação Membros constroem reputação baseada na opinião expressa pelos outros. Governança Os facilitadores e os membros da comunidade assumem responsabilidades gerenciais uns com os outros, permitindo assim que a comunidade cresça. Comunicação Membros devem ser capazes de comunicar uns com os outros. Grupos Os membros da comunidade se agrupam de acordo com seus interesses específicos ou tarefas. Ambiente Um ambiente sinergético permite aos membros da comunidade alcançar seus propósitos. Limites A comunidade conhece o porquê ela existe, o que e quem é externo e interno. Confiança A construção da confiança entre membros e os facilitadores da comunidade aumenta a eficiência do grupo e permite a resolução dos conflitos. Troca A comunidade reconhece as formas de troca de valores, tais como conhecimento, experiência, apoio. Expressão A comunidade tem uma alma ou personalidade; membros estão conscientes do que os outros membros da comunidade estão fazendo. História A comunidade deve manter registro dos eventos passados e deve reagir e mudar em resposta a eles.
  22. 22. 22 2.4 Problema da pesquisa Com base em métodos comparativos do qual é objeto desta pesquisa, o autor busca equiparar as práticas utilizadas conforme a delimitação do tema. Buscando identificar gap de resultados. Onde a gestão do conhecimento tem maior relevância na utilização dos seus efetivos resultados. Na revisão literária será melhor explorado práticas e resultados entre as comunidades eclesiásticas dos séculos XI, XVI e XX. Pesquisar sobre uma CdP Visão Celular. Coube ao pesquisador revelar uma radiografia do seu funcionamento, em que base está sustentada a Visão Celular, quais seus atrativos de entrega a comunidade no seu entorno. Não há de fato uma problematização contundente ou mais enfática e, sim um levantamento comparativo entre as comunidades traçando os resultados obtidos nos seus tempo e espaço em confrontamento com as ordenanças e orientações deixadas por Jesus. Identificando os resultados alcançados associando a gestão do conhecimento. 2.5 Relevância Pesquisar sobre uma CdP Visão Celular, do ponto de vista acadêmico, é inovador, o pesquisador, sentiu-se pioneiro e autodesafiado com a propositura deste tema uma vez que temos espalhados no Brasil milhares de pessoas diretamente envolvidas nestas comunidades não somente de visão celular e igualmente organizadas, outros milhares de pequenos grupos adjacentes destas e outras comunidades. Respondendo as indagações anteriormente formulada no objetivo específico a trajetória da CdP Visão Celular se deu na observância das escrituras bíblicas em Ezequiel 38.74 . O capital humano é a alavanca para alcançar estas multidões. A CdP visão celular têm estratégias norteadoras como: 4 Prepara-te, e dispõe-te, tu e todas as multidões do teu povo que se reuniram a ti, e serve-lhes tu de guarda.
  23. 23. 23 Tabela 3. Estratégia de alavancamento de multiplicação da CdP visão celular VISÃO é fazer de cada membro da igreja um discípulo do Senhor Jesus. (Mateus 28:19)5 MISSÃO conquistar multidões (Isaías 60:22)6 VALORES  Ganhar, Consolidar, Discipular e Enviar  Ética e transparência.  Compromisso com o desenvolvimento e crescimento de novos grupos (Célula).  Responsabilidade com a transferência de conhecimento anulando paradigmas.  Excelência nos relacionamentos com as lideranças e disseminação do conhecimento.  Gestão participativa e trabalho em equipe.  Marca da honra e reconhecimento das autoridades como diferencial de conquista.  Comprometimento com o aprendizado contemporâneo e avançado.  Maturidade, visão difusa tendo como meta a multiplicação de pessoas. Estratégias com pessoas visando relacionamentos, reutilização do conhecimento com base sólida. A Visão Celular não tem um cunho doutrinário, ela é uma estratégia 5 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 6 O menor virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte; eu, o SENHOR, ao seu tempo o farei prontamente. GESTÃO DO CONHECIMENTO COMO PROCESSO ADAPTADO A VISÃO CELULAR M12 Capturar/codificar Direção institucional Organizar Discipulado Compartilhar Reunião de células Disseminar Enviar Proteger Cobertura do líder Criar/inovar Departamento de T.I.C.
  24. 24. 24 que atrai um resultado que todos podem experimentar e reconhecer que, de fato, só Deus dá tamanho crescimento.(I Coríntios 3:7)7 [...] nestes grupos, há pessoas mais envolvidas e outras menos envolvidas. Diante desta realidade, Wenger (1999 apud IPIRANGA; AMORIM; MOREIRA) propõe uma classificação entre os membros de uma CdP, com base no grau de envolvimento, indo desde o envolvimento o grupo principal, até uma participação de acesso passivo ao grupo. A autora, 8 assim define os níveis de envolvimento:  Grupo principal – um grupo pequeno de pessoas cuja paixão e envolvimento oxigena a CdP; (célula)  Membro total – pessoas que são reconhecidas como participantes e definem a CdP. (membro ativo) Participação periférica – pessoas que pertencem à comunidade, mas com grau menor de envolvimento, tanto porque ainda são consideradas novatas, como porque não têm ainda muito compromisso pessoal com a prática. (visitante). Participação transacional (ocasional) – pessoas de fora da CdP que ocasionalmente interagem visando receber ou fornece serviços. Não são necessariamente, membros da Comunidade de Prática; (simpatizantes). Nonaka & Takeuchui (1995, p. 43) citam Bernard ao afirmarem que, [...] na sua visão sobre o conhecimento, este pode ser resumido em dois pontos. Primeiro, o conhecimento consiste não apenas no conteúdo 7 De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 8 Naldeir dos Santos Vieira
  25. 25. 25 linguístico, mas também no conteúdo não- lingüístico, comportamental. Segundo, os líderes criam valores, crenças e ideias a fim de manter a solidez do sistema de conhecimento dentro da organização e para administrar organização como um sistema cooperativo. No âmbito acadêmico, porém, uma consulta à Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT, não foi encontrada nenhuma ocorrência para a expressão “Comunidades de Prática” ou a sua versão em Inglês, o que nos dá um indício de como este tema tem sido pouco explorado nesse campo de pesquisa no Brasil. Em março de 2004 o Google com seu mecanismo de busca disparou resultado para a consulta de: “Communities of Practice” 144.000 links. Para a mesma consulta em 27/03/13, obteve-se 215.000 links. Em março de 2004 o Google com seu mecanismo de busca disparou resultado para a consulta de:“Comunidades de prática” 882 links. Para a mesma consulta em 27/03/13, obteve-se 657.000 links. É paradoxal o confronto das pesquisas num universo de apenas nove anos, o deslanchar das variedades de CdP e a pouca divulgação, valorização e,o grau de importância destinado as CdP uma vez que num mundo cada vez mais globalizado é, natural o surgimento de comunidades de prática objetivando conquistas mais audaciosas nas suas causas e reivindicações. Nestes últimos tempos temos visto as comunidades LGBT reeinvidicando suas posições no cenário nacional. 2.6 Hipóteses Neste capítulo, serão usadas as hipóteses secundárias pela maior abrangência dos fenômenos questionados na problematização do tema visando expandir-se na leitura das estratégias de multiplicação, desdobramentos dos processos, de conquistas, alocação participativa do capital humano, apresentando ainda a utilização da “espiral do conhecimento” como outras práticas da gestão do conhecimento.
  26. 26. 26 Figura 3. Nonaka, Ikugiro; Takeuchi, Hirotaka A hipótese e o fato inspirador de crescimento e multiplicação de pessoas na CdP Visão Celular, se deu como fundamento bíblico na obediência em Marcos 16:159 e os exemplos inspiradores praticados na Coreia do Sul com a implantação desta mesma comunidade de prática pautada na difusão do conhecimento aplicado sob a liderança de David (Paul) Yonggi Chob. Observa-se nas comunidades eclesiástica dos séculos XI e XVI, que o foco destas não passava pelo critério de “modelo”10 como a CdP Visão Celular pratica, será mais tarde apresentado como resposta gráfica. Baseado no que se vê nos desvios em todas as camadas da sociedade. O pesquisador demonstra que as comunidades eclesiásticas do passado não foram eficazes nas seguintes descrições: fortalecer o fraco; curar o ferido; tratar das feridas dos que foram machucados; trazer de volta os que se desviaram; buscar os incrédulos e liderar de maneira amorosa e não áspera11 . Outro fator de alta relevância se trata da estrutura de como a CdP Visão Celular é constituída, a sua forma de gestão altamente participativa, destronando modelos antigos centralizadores e por vezes severo. 9 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. 10 Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Tito 2:7 11 As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Ezequiel 34:4
  27. 27. 27 Reelaboração da estrutura Eclesiástica A Visão propõe um novo modelo de estruturação e de gestão da igreja a partir das células e do grupo dos doze e o objetivo é promover uma explosão no crescimento. A Visão é incompatível com um sistema tradicional, o pastor escolhe doze membros (conforme modelo bíblico), que serão seus auxiliares na administração do novo modelo de igreja, Estes doze passam por uma escola de formação de lideranças, Cada um abre uma célula e, cada um dos doze deve ter também seus doze, totalizando 144, que farão também doze totalizando 1.728, e assim sucessivamente, proporcionado um sistema de gerenciamento que acompanha o crescimento numérico, Costuma-se colocar metas, alvos a serem atingido.
  28. 28. 28 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3.1. Cristianismo no século XI 3.1.1. Ano de 1054 – A grande divisão entre igreja oriental e ocidental. Vagarosamente afastava-se a Igreja em seus extremos geográficos; Algumas diferenças separavam as instituições: O Oriente usava o Grego e o Ocidente o Latim; Haviam diferenças na forma da missa, no pão utilizado e nas datas da quaresma; No Oriente o Clero podia se casar e utilizava barba; No Ocidente era obrigatória a castidade aos clérigos; Oriente não aceitava a ideia de purgatório; Ocidente dizia que o Espírito Santo advinha do Filho. Em 1043 Miguel Cerulário tornou-se patriarca de Constantinopla; 1049 Leão IX tornou-se papa; Leão IX queria que Miguel se submetesse a Roma e enviou homens a Constantinopla com essa finalidade, porém Miguel negou-se a recebê-los; Assim, o Ocidente excomungou Miguel e este, por sua vez excomungou Leão IX; Ambos afirmaram que o outro não era um cristão verdadeiro. Assim, uma Igreja não reconhecendo a outra tornou-se separadas. 3.1.2. Ano 1073 – Gregório VII empreende reformas na igreja romana. Citar Gonsalez: “Quando ascendeu ao papado Hildebrando tomou o nome de Gregório VII, e viu nisto uma oportunidade de estreitar os vínculos com os cristãos orientais, e talvez estender a autoridade romana para o Oriente.” Ele sonhava com um grande empreendimento militar, no estilo das cruzadas que começariam pouco tempo depois, com o propósito de derrotar os turcos e conquistar a gratidão de Constantinopla. Na Europa ninguém respondeu ao seu chamado, mesmo quando o papa, como recurso extremo, se ofereceu para comandar as tropas pessoalmente. Em pouco tempo Gregório teve de abandonar o projeto. Na Espanha, era a época da reconquista das terras que por quase quatro séculos estiveram dominadas pelos mouros. Na França havia nobres que olhavam com cobiça para as terras ibéricas, e que queriam participar da reconquista para se apossar delas. Frustrado em seus projetos tanto no Oriente como na Espanha, Hildebrando dedicou todos seus esforços à reforma da igreja. Na quaresma de 1074 um concilio
  29. 29. 29 reunido em Roma voltou a condenar a compra e venda de cargos eclesiásticos e o casamento dos clérigos. Gregório, porém, adotou medidas novas, com que queria conseguir que seus decretos fossem obedecidos. A primeira foi proibir ao povo assistir aos sacramentos administrados por simoníacos12 . A segunda consistiu em nomear legados papais que viajaram por diversos territórios da Europa. Era necessário continuar o processo de centralização eclesiástica que seus predecessores tinham começado. Gregório nunca chegou a promulgar todas as suas opiniões com respeito ao papado, estas estão registradas em um documento de 1075 nele afirma não só que a igreja romana foi fundada pelo Senhor, e que seu bispo é o único que pode receber o titulo de "universal", mas também que o papa tem autoridade para julgar e depor os bispos; que o Império lhe pertence, de tal modo que é ele quem tem o direito de outorgar as insígnias imperiais, assim como de depor o imperador; que a igreja de Roma nunca errou nem pode errar; que o papa pode declarar nulos os juramentos de fidelidade feitos por vassalos a seus senhores; e que qualquer papa legítimo, somente pelo fato de ocupar a cátedra de São Pedro, e em virtude dos méritos deste apóstolo, é santo.”( p.26 – 30). A partir de 1088, um francês, que passou a ser conhecido por Urbano II, assumiu o cargo máximo da igreja. Seu papado foi marcado por disputas com o rei alemão Henrique IV uma continuação, infrutífera, das políticas reformista de Gregório VII. A simonia era um problema da Igreja desde o tempo do édito de Milão, em 313, quando a Igreja começou a acumular riqueza e poder. Este problema pode ser estudado através da legislação produzida contra ele. 12 Simoníacos são os traficantes de coisas divinas. O nome origina-se de Simão, o mago, mencionado no livro de Atos, capítulo 8: "Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: Dai-me também esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo" (vs. 18, 19 - trad. João Ferreira de Almeida). Simão tentou comprar dos apóstolos o poder do Espírito Santo e por isso seu nome está associado com o tráfego de coisas divinas. “A pena de se enterrar vivo com a cabeça enterrada e os pés para o ar era a punição desumana aplicada aos assassinos de aluguel, de acordo com a justiça e leis municipais de Florença”. Disponível em: <http://www.stelle.com.br/pt/inferno/notas_19.html >. Acesso em 09 set. 2013. Notas explicativas Canto XIX.
  30. 30. 30 No concílio de Calcedônia de 451, foi proscrito o peditório de dinheiro, uma proibição reafirmada pelo concílio de Latrão de 1179 e pelo concílio de Trento (1545- 1563). Este movimento chegou a Roma, e a partir do Papa Leão IX a Igreja tomou a liderança desta reforma13 . A investidura laica foi então condenada pelo Papa Nicolau II em 1059, ao mesmo tempo que excluía a efetiva participação do imperador nas eleições papais. 3.2. A Liderança Originalmente, a palavra grega papas ou a latina papa foi aplicada a altos oficiais eclesiásticos de todos os tipos, especialmente aos bispos. A partir de meados do quinto século passou a ser aplicada quase que exclusivamente aos bispos de Roma. Foram múltiplos e complexos os fatores que levaram ao reconhecimento de que esses bispos detinham autoridade suprema sobre a igreja ocidental. Em primeiro lugar, há que se destacar a importância crescente da igreja local de Roma desde o primeiro século. O livro de Atos dos Apóstolos termina com a chegada de Paulo a Roma. O apóstolo aos gentios escreveu a principal de suas epístolas a essa igreja e no segundo século surgiu uma tradição insistente de que tanto Paulo como Pedro, os dois apóstolos mais destacados, haviam sido martirizados naquela cidade. Além disso, já numa época remota, a igreja de Roma tornou-se a maior, a mais rica e a mais respeitada de toda a cristandade ocidental. Outro fator que contribuiu para a ascendência da igreja romana e do seu líder foi a própria centralidade e importância da capital do Império Romano. Ao contrário da região oriental, em que várias igrejas (Alexandria, Jerusalém, Antioquia e Constantinopla) competiam pela supremacia em (Alexandria, Jerusalém, Antioquia e Constantinopla) competiam pela supremacia em virtude de sua antiguidade e conexões apostólicas, no Ocidente a igreja de Roma, desde o início, foi praticamente a líder inconteste. 13 Disponível em:< http://www.infopedia.pt/$o-papa-e-o-imperio>.Acesso >. Acesso em: 09 mai.2013. O Papa e o Império
  31. 31. 31 Igualmente, a partir de Constantino, muitos imperadores romanos fizeram generosas concessões àquela igreja, buscaram o conselho dos seus bispos e promulgaram leis que ampliaram a autoridade deles. Desde uma perspectiva protestante, o papado não é uma instituição de origem divina, mas resultou de um longo e complexo processo histórico. As Escrituras não dão apoio a essa instituição como uma ordenança de Cristo à sua igreja. É verdade que o Senhor proferiu a Pedro as bem conhecidas palavras: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18). Todavia, isto está muito longe de declarar que Pedro seria o chefe universal da igreja (o primado de Pedro) e que a sua autoridade seria transmitida aos seus sucessores (sucessão apostólica). As primeiras gerações de cristãos não entenderam as palavras de Cristo dessa maneira. Tanto é que em todo o Novo Testamento não se vê noção de que Pedro tenha ocupado uma função especial de liderança na igreja primitiva. No chamado “Concílio de Jerusalém”, narrado no capítulo 15 de Atos dos Apóstolos, isso não aconteceu, e o próprio Pedro não reivindica essa posição em suas duas epístolas. Antes, ele se apresenta como apóstolo de Jesus Cristo e como um presbítero entre outros (1 Pe 1.1; 5.1). 3.3. A situação social e econômica Nos seus domínios e senhorios (honras e coutos), a classe senhorial controlava uma multiplicidade de homens — os dependentes. Exigia-lhes tributos e prestações, que temos vindo a especificar: uns provenientes da exploração do solo (rendas e jeiras), os chamados direitos dominiais; outros resultantes do exercício do poder político, isto é, os verdadeiros direitos senhoriais. No século XIII, mais precisamente em 1211, uma lei de Afonso II afirmava que todo o homem livre devia depender de um senhor (nobre, clérigo ou o rei), a menos que já vivesse inserido num senhorio. Isto significou, antes de mais, que os
  32. 32. 32 herdadores, proprietários de terras alodiais14 , passaram a ser sujeitos a prestações senhoriais, como o jantar, a lutuosa15 , a ramada, a entroviscada16 , a anúduva, a «voz e coima», a «ossadeira». Prestações que eram pagas a um senhor ou ao rei. Existiu, pois, uma degradação do estatuto dos herdadores. Quanto aos colonos (chamados de foreiros17 , malados18 , vilãos), homens livres que trabalhavam em terra alheia, viram, desde o século XIII, os contratos a prazo prevalecerem sobre os arrendamentos perpétuos, misturando-se neles as prestações dominiais com novas imposições de cariz senhorial19 . A confusão entre domínio e senhorio era cada vez maior. A sociedade senhorial comportava a existência de servos: eram os descendentes de escravos libertos, a quem foram entregues casais para exploração e que eram especialmente sobrecarregados com as jeiras20 . Deixaram de se distinguir dos colonos, no século XII, tanto mais quanto as jeiras também incidiram sobre estes. Se a servidão regredia, a escravatura aumentava. Tal aconteceu desde a segunda metade do século XI, através do crescente afluxo de cativos mouros, empregues em trabalhos domésticos, no artesanato e até na agricultura. Restavam os assalariados 14 Diz-se da propriedade imóvel livre de foros, vínculos, ônus: bens alodiais. Disponível em: < http://www.dicio.com.br/lutuosa/>. Acesso em: 14 mai.2013. 15 Direito que os Bispos recebiam por uma vaga numa igreja subordinada aos seus serviços. Disponível em: < http://www.dicio.com.br/lutuosa/>. Acesso em: 14 mai.2013. 16 Pesca em que se lança trovisco pisado nos rios para envenenar o peixe. Disponível em: < http://www.dicio.com.br/lutuosa/>. Acesso em: 14 mai.2013. 17 Que paga foro; tributário. / Obrigado, sujeito, exposto. / — S.m. Pessoa que, através de contrato, tem direito ao uso de ... Disponível em: < http://www.dicio.com.br/lutuosa/>. Acesso em: 14 mai.2013. 18 Relativo a face: osso malar. / — S.m. Osso par que forma a parte mais saliente da face. Disponível em: < http://www.dicio.com.br/lutuosa/>. Acesso em: 14 mai.2013. 19 Relativo ao senhor, senhoril: atitude senhorial. / Relativo ao senhorio e suas dependências; feudal: uma quinta senhorial. Disponível em: <http://www.dicio.com.br/lutuosa/>. Acesso em: 14 mai.2013. 20 Medida de terreno que varia de 19 a 36 hectares, conforme o país. / Terreno que uma junta de bois podia lavrar num dia. Disponível em: < http://www.dicio.com.br/lutuosa/>. Acesso em: 14 mai.2013.
  33. 33. 33 (cabaneiros, moços de lavoura...), que viviam do aluguer do seu trabalho, demasiado na época das colheitas, escasso no Inverno. À semelhança dos caçadores, colmeeiros e pastores (sobreviventes de antigas formas de organização econômica), achavam-se mal integrados na lógica do sistema senhorial. 3.4. Cristianismo no século XVI Dois movimentos históricos foram a causa primária dos vários ramos do cristianismo hoje existentes. O primeiro foi o denominado "Grande Cisma" entre o Oriente e o Ocidente, em geral datado de 1054, apesar de os debates entre a cristandade grega e a latina se terem iniciado séculos antes dessa data. O segundo foi a mudança verificada no século XVI, conhecida, em geral, por Reforma, cuja herança foi o protestantismo. No século XVI surge entre os católicos um movimento que reivindica a reaproximação da Igreja do espírito do Cristianismo Primitivo. A resistência da hierarquia da Igreja leva os reformadores a constituírem confissões independentes. Os principais reformadores são Martinho Lutero21 e João Calvino22 , no século XVI. A Reforma difunde-se rapidamente na Alemanha, Suíça, França, Holanda, Escócia e Escandinávia. Lutero estava galgando os escalões da Igreja Romana e estava muito envolvido em seus aspectos intelectuais e funcionais. Por outro lado, também estava envolvido em conflitos internos pessoais quanto à salvação pessoal. Sua vida monástica e intelectual não fornecia resposta aos seus anseios interiores, às suas aflitivas indagações. Durante seus estudos, sempre lhe acompanhava a pergunta: "Como posso conseguir o amor e o perdão de Deus?" Assim, Lutero foi descobrindo ao 21 (1483-1546) nasceu em Eisleben (no atual Estado Saxônia-Anhalt), Alemanha, em uma família camponesa e morreu no mesmo lugar com 63 anos. 22 (1509-1564) nasce em Noyon, França, filho de um secretário do bispado da cidade. Em 1523 ingressa na Universidade de Paris, estuda latim, filosofia e dialética. Forma-se em direito e, em 1532, publica Dois livros sobre a clemência ao imperador Nero, obra que assinala sua adesão à Reforma. Em 1535, já é considerado chefe do Protestantismo francês. Perseguido pelas autoridades católicas refugia-se em Genebra. Organiza uma nova igreja, com pastores eleitos pelo povo, e o Colégio Genebra, que se torna um dos centros universitários mais famosos da Europa.
  34. 34. 34 longo dos seus estudos que para ganhar o perdão de Deus não era necessário castigar-se ou fazer boas obras compensatórias, mas somente ter fé em Deus. Com isso, ele não estava inventando uma doutrina, mas retomando pensamentos bíblicos importantes que estavam à margem da vida da igreja já a muito tempo e que naquele momento gerava aberrações teológicas, tais como as indulgências. Com isto Lutero pretendia abrir um debate para uma avaliação interna da Igreja, pois acreditava que a Igreja precisava ser renovada a partir do Evangelho de Jesus Cristo. Embora estivesse Igreja precisava ser renovada a partir do Evangelho de Jesus Cristo. Embora estivesse sendo pressionado de muitas formas - excomungado e cassado - para abandonar suas ideias e os seus escritos, Lutero manteve suas convicções. Suas ideias atingiram rapidamente o povo e essa divulgação foi facilitada pelo recém inventado sistema de impressão de textos em série (imprensa23 ). 3.5. O movimento de contestação à Igreja Católica do século XVI Por todo o lado, (no início do século XVI) as paróquias locais vinham a sofrer com os sintomas de negligência, indiferença, e os clérigos sem educação nem formação já não correspondiam às expectativas de muitos cristãos, numa época crescente de instrução. A necessidade da Igreja reabastecer os seus cofres com dinheiro seguro levou à prevalência dos hábitos imorais de vender cargos da Igreja e de tentar comprar favores divinos na vida após a morte, adquirindo indulgências. O humanista cristão holandês Desidério Erasmo (c. 1466-1536) foi um desses exemplos. Erasmo era um teólogo erudito notável e um famoso autor de muitos livros que se tomaram populares pelos seus ataques mordazes e satíricos ao fraco estado da 23 Em 1455 o inventor alemão Johannes Gutemberg criou uma das maiores contribuições para o mundo moderno. A tipografia permitiu que os textos, antes manuscritos, fossem impressos a partir da elaboração dos tipos, letras móveis produzidas em cobre e alocadas em uma base de chumbo onde recebiam a tinta e eram prensadas no papel. Dessa maneira, a “imprensa”, como ficou conhecida a invenção de Gutembgerg. No Brasil, a impressão de documentos, periódicos e da produção literária não era permitida e só veio a ocorrer no início do século XIX com a vinda da Família Real portuguesa que trouxe consigo a Imprensa Real.
  35. 35. 35 Igreja. Também procurou um melhor conhecimento dos textos originais hebraicos e gregos da Bíblia, na esperança de reformular a opinião teológica a partir destas fontes exatas. Ele abominava a violência e queria apenas impulsionar a Igreja a adquirir um pouco de senso comum, mas a Europa parecia ansiosa por mais reformas e, a sua obra ajudou a abrir caminho para a Reforma. A controvérsia subsequente sobre a obra de Erasmo e a violência daí resultante iria dividir a Igreja do Ocidente. Tal como diz um famoso ditado do século XVI: "Erasmo pôs o ovo e Lutero chocou-o." Aliado à inquietude popular e espiritual que se sentia por toda a Europa, havia o desejo de inquietude popular e espiritual que se sentia por toda a Europa, havia o desejo de muitos monarcas de controlar as suas Igrejas nacionais e os terrenos da Igreja. Estes governantes constituíam um desafio crescente às autoridades de Roma, uma vez que os estados-nações estavam a tomarem-se cada vez mais fortes. Enquanto que as intenções dos governantes tinham pouco a ver com a reforma da Igreja, as suas atitudes permitiram o sucesso da Reforma, ao mesmo tempo em que o poder do Papa enfraquecia. 3.6. Perfil da sociedade do século XVI Por se tratar de uma fase de transição, o século XVI tem as complexidades do sistema feudal e os valores a ele referentes, como a religiosidade muito forte, os votos de lealdade e os títulos de nobreza ainda contando muito. Contudo a burguesia já tinha encontrado seu lugar ao sol em muitas partes da Europa, e se tornara engrenagem fundamental na dinâmica social (apesar dos ódios a ela dirigidos por boa parte da nobreza e do clero). Temos o avançado desenvolvimento das artes, sendo o renascimento financiado justamente por esses burgueses, que começam a ocupar o papel central dos quadros que encomendam, surpreendendo por tirar de cena os épicos de batalhas e as figuras religiosas, mesmo que em raros momentos.
  36. 36. 36 Com as grandes navegações, toda uma miscelânea de sabores e culturas abre-se para o mundo, e os aventureiros são exaltados. Todos podem lançar sua própria sorte e olhar um mundo muito maior do que era a limitada visão de até então, na qual para a maioria dos servos dos campos o mundo acabava apenas alguns metros além dos limites das propriedades de seus senhores. Grandes investimentos e verdadeiras loucuras por ambição, povos inteiros massacrados, e muito ouro para quem "souber" aproveitar. Portugal e Espanha aproveitam muito bem essa fase, e lançam-se sem temores ao mar. No Velho Mundo, superada a peste bubônica e com uma melhora significativa nas colheitas, há um desenvolvimento populacional muito grande, deixando as cidades novamente movimentadas e cheias de pessoas desempregadas (porque quiseram tentar uma vida melhor longe dos campos e migraram para as cidades em busca de oportunidades). Isso desencadeia um ambiente de ares não tão saudáveis (temos que esquecer qualquer noção básica de higiene ou de medicina básica, elas simplesmente não existiam aqui) e de criminalidade alta. Uma das soluções para tanto era condenar pequenos crimes (pequenos mesmo, como roubar uma batata por estar com fome) com trabalhos forçados nas galés ou ao exílio em terras "desabitadas" para colonização. Sim, o governo português fazia muito isso. Quanto à igreja, lançou a tarefa/oportunidade de catequização do mundo que estava sendo conhecido aos jesuítas, especializados em falar várias línguas, aprendendo e ensinando rapidamente. Eles varreram o mundo todo ensinando o cristianismo, chegando até mesmo aos Japão, que lhes fechou os portos, e estabelecendo-se na China, finalmente. Além dessa contribuição da Igreja, continuava a Inquisição na Europa e onde estivesse qualquer europeu, fomentada mais do que nunca pela ameaça do protestantismo recém-nascido. Aliás, muitos dos burgueses apoiavam os protestantes, especialmente os calvinistas, dadas suas propostas não condenarem o sucesso financeiro, na verdade
  37. 37. 37 elogiando-o como um sinal da bênção divina “teoria conhecida como predestinação divina”(BORGES 2008)24 . 3.7. Cristianismo no Brasil no século XX Na constituição de 1890, a Igreja e o Estado foram separados no Brasil. Embora a Igreja tenha resistido a isso com todas as suas forças, provavelmente foi a melhor coisa que lhe poderia ter acontecido. Livre da tutela do Estado e incapaz de exercer influência política, a Igreja teve a oportunidade de voltar-se para a liderança Romana e desenvolver-se como uma religião. No fim do império, havia somente 12 dioceses no Brasil. Dez anos depois o número subiria para 52. Em 1966 havia 243 prelados em 230 dioceses. O Brasil da primeira república viu-se incapaz de controlar distúrbios civis revolucionários nos anos 20. Como resultado, Getúlio Vargas reintegrou a Igreja no cenário político em 1930, como um meio de legitimizar seu controle do Estado. Embora a Igreja desfrutasse de uma certa influência política durante o Estado Novo, ele perdeu o contato com as massas. Não foi capaz, também, de elevar-se acima do mesmo papel subordinado exercício sob o padroado no século XIX. Mesmo assim, ela mostrou algum poder ao impedir Getúlio de incluir o divórcio na Constituição de 1938. Em 1920, a Ação Católica foi fundada em Cuba; em 1930 na Argentina, em 1935 no Brasil. Esperava-se que o laicato pudesse, assim, ser mobilizado para o serviço da Igreja. Isto expandiu-se até incluir centenas de milhares de estudantes e trabalhadores na década de 50 e 60 por toda a América Latina. Na Venezuela, 125 anos depois da garantia de liberdade religiosa, o Presidente Perez Jimenez tomou passos para estabelecer um Modus Vivendi (1959) com o Vaticano, como o primeiro passos para uma renovação de Concordata. Houve uma enérgica reação dos protestantes, ao ponto que, mesmo assinado em 1964 o Modus Vivendi, a Concordata não o seguiu. De fato, 24 Disponível em: < http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=AhaO6F5IMxVPuZWI4txVk_XI6gt.;_ylv=3?qid=200802181 43606AAK7I7k >. Acesso em: 10 mai.2013.
  38. 38. 38 esses eventos resultaram na formação do Comitê Nacional Evangélico de Cooperação e no início da ação política dos protestantes na Venezuela. 3.8. O Crescimento e expansão do pentecostalismo O Pentecostalismo apareceu em 1909-1910 no Brasil, na Argentina e Chile; na Guatemala apenas em 1935. Ventos de avivamento espiritual estavam soprando sobre a pequena Igreja Metodista em Valparaíso desde 1902 até 1909. Já em 1907, o seu pastor-missionário Willis C. Hoover, falou da doutrina pentecostal do Batismo no Espírito Santo. Então, em 12 de setembro de 1909, duas igrejas Metodistas em Santiago perderam a maioria de seus membros, que saíram para celebrar uma forma pentecostal de adoração. A era de crescimento fenomenal do pentecostalismo não começou antes da divisão ocorrida em 1932. Em 1929 os pentecostais representavam apenas cerca de um terço da comunidade protestante de 62.000 pessoas. Em 1961 eles eram quatro vezes mais do que todo o resto colocado junto. Em 1967 o número total de protestantes na Colômbia era de 70.000, sete vezes mais do que em 1950. O crescimento da Igreja Pentecostal Unida foi particularmente fantástico. De 1960 a 1966 eles mostraram um crescimento de 411,7% de 3.000 para 15.352 membros. Oito anos mais tarde seu número aumentou para aproximadamente 60.000. Deve ser notado que, diferentemente da maioria das Igrejas Pentecostais na América Latina, a Igreja Pentecostal Unida na Colômbia é um movimento denominacional unitário: "Jesus somente". O primeiro missionário pentecostal na Argentina foi Louis Francescon, chegou em 1909 e iniciou seu trabalho entre os ítalo-argentinos. Embora iniciado no mesmo ano em que ele começou a Congregação Cristã no Brasil, o ministério na Argentina não cresceu tão bem. Naquele mesmo ano Miss Alice C. Woods começou outro testemunho pentecostal nos pampas da província de Buenos Aires. Miss Woods afiliou- se às Assembleias de Deus em 1914. O trabalho das Assembleias de Deus permaneceu inexpressivo, tendo alcançado apenas 174 adultos em 1951. Tommy
  39. 39. 39 Hicks pregou durante 52 dias para uma assistência total de cerca de dois milhões de pessoas. As reuniões foram tipicamente pentecostais, com grande ênfase na cura divina. A campanha, que teve ampla cobertura da imprensa e do rádio, rompeu a rígida resistência Argentina ao testemunho protestante. Os resultados foram imediatos. A Assembleia de Deus começou cinco novas igrejas só em 1955. Um novo espírito de fé e otimismo permeou as igrejas. Por volta de 1967, havia vinte e cinco denominações pentecostais, com uma membresia comunicante total de 98.000, 80% dos quais, convertidos desde 1955. Ainda em 1930, os pentecostais representavam somente 9,5% dos evangélicos no Brasil. os pentecostais representavam apenas 10,2% dos evangélicos no Paraguai; 11,3% no Peru e 13,4% na Nicarágua. Do outro lado, no mesmo ano os pentecostais representavam 73,7% em El Salvador e 63,9% no México. O início do pentecostalismo em terras brasileiras - O chamado pentecostalismo histórico refere-se às primeiras denominações que surgiram no território nacional, no início do século XX: a Igreja Assembleia de Deus e a Congregação Cristã no Brasil. Essa fase do pentecostalismo teve as seguintes características: foi fruto do grande movimento missionário do final do século XIX e início do XX; possuía uma dinâmica própria, herdando traços dos movimentos de santidade da Inglaterra e dos Estados Unidos, particularmente do metodismo. Sua ênfase principal era o falar em línguas, conforme Atos 2. As décadas de 60 e 70 foram marcadas por uma crise econômica, colapso no abastecimento de petróleo e governo pela ditadura militar. Nessa fase, surgem os neopentecostais. Seus trabalhos tentavam apontar soluções para as dificuldades fundamentais e diárias do povo que se achavam envolvidas pela crise que afetava o país. O início do século XXI está marcando as igrejas pentecostais e também as históricas com uma nova metodologia de trabalho: a adoção das células. O método Visão Celular começou na Coreia do Sul, com a Igreja do Evangelho Pleno; na América do Sul, com a Missão Carismática Internacional, na Colômbia; no Brasil, através do Ministério Internacional de Restauração - MIR, localizado em Manaus. O impacto do movimento de células tem sido grande e com resultados positivos na evangelização e
  40. 40. 40 crescimento das igrejas. Suas características são ganhar, consolidar, discipular e enviar. O avivamento e a renovação espiritual no território brasileiro sempre aconteceram em períodos de crises no mundo ou estagnação das igrejas, Sempre surgiram dois grupos: aqueles que se mantiveram mais acomodados e os que buscaram com mais dinamismo uma vida cristã mais ativa. 3.9. Quinze anos da Visão Celular no modelo dos 12 Uma Era marcada pelo romper de uma “nova” estratégia que revolucionou a Igreja, rompeu paradigmas e atingiu maturidade com um crescimento sem precedentes em território brasileiro. O modelo que chegou ao Brasil despertando muito mais polêmicas do que admiração chega aos seus quinze anos comemorando aniversário debaixo de um mover de conquistas e êxito em todo o território nacional. A Visão Celular M12 que tem transformado membros em discípulos, discípulos em líderes, e lares em igrejas foi recebida pela sociedade evangélica brasileira apenas como uma inovação da igreja pós-moderna. Entretanto, a novidade se deu com o resgate do estabelecido, focado na essência da igreja primitiva onde os Apóstolos se reuniam de casa em casa com singeleza de coração para levar o evangelho. Tão antiga quanto o Gênesis, onde Deus fez nascer a Israel os l2 filhos que gerariam as l2 tribos cujos nomes estão inscritos nas l2 portas da nova Jerusalém, a Visão dos 12 reaparece nos Evangelhos, onde Jesus, o Filho, ratifica o invento do Pai, escolhe seus 12 discípulos dentre a multidão e derrama sobre eles os seus ensinamentos forjando em cada um o Seu caráter. Debaixo de um comando divino, surgiu o primeiro Congresso com o objetivo de abrir a outros líderes e igrejas a poderosa estratégia de evangelismo e discipulado que havia chegado ao Brasil. “Deus ministrou ao meu coração que a Visão Celular deveria correr mais veloz que a corça em território brasileiro. Por isso, apressei-me em realizar o 1º Congresso Internacional da Visão Celular no Modelo dos 12, em abril de 1999, seguindo a agenda do MIR que já promovia há 4 anos, no mesmo período, o
  41. 41. 41 Congresso para Pastores e Líderes” afirmou o Apóstolo Renê25 . Aqueles que assumiram opiniões divergentes e por vezes, preconceituosas não entenderam a mesma como uma ferramenta para uma grande colheita, mas como uma nova doutrina a ser inserida na igreja. De acordo com o Apóstolo, o modelo não é doutrinário, mas sim, estratégico, destinado a orientar o crescimento das Células e trazer edificação através do discipulado no modelo dos 12. “A Visão valoriza a família como célula principal, e a igreja recebe um novo ânimo; nada é nocivo ou preocupante. Nessa proposta, não há nada que coloque qualquer ministério em situação delicada. Ela não é proselitista, muito pelo contrário, é uma incentivadora para se ganhar vidas, consolidar, discipular e enviar”. Dentro dessa certeza de caminhar debaixo do governo do próprio Deus, o MIR seguiu com a implantação de células, preparação de líderes, formação das Equipes de 12 e o processo de formação das Redes, dentre elas, Rede da Família, Rede de Crianças, Rede de Jovens, Rede de Homens e Rede de Mulheres. 3.9.1.Rede da Família A Rede de Casais, como inicialmente foi nomeada, surgiu em 2000, na virada do milênio. No começo, havia inúmeros projetos, metas, mas faltava a forma ideal para conceber alguns trabalhos que permeavam o coração dos líderes. “Com a mudança para a Rede da Família, o trabalho foi ampliado atingindo não apenas os cônjuges, mas famílias inteiras”,confirmam o Apóstolo Junior e a Pastora Cláudia Ayub. 25 Renê de Araújo Terra Nova, é apóstolo brasileiro e líder do Ministério Internacional da Restauração, com sede internacional em Manaus. Também chamado de Paipóstolo pelos seus discípulos, Renê foi reconhecido Patriarca da Visão Celular no Modelo dos Doze, durante o 13º Congresso Internacional da Visão Celular no Modelo dos Doze em Manaus, 19 de junho de 2010, 49º aniversário do apóstolo.
  42. 42. 42 3.9.2. Rede de Crianças O maior obstáculo dessa nova fase foi fazer com que a comunidade entendesse que a Visão Celular veio também para as crianças e que elas são parte integrante e ativa no processo de crescimento do Reino de Deus. A Visão Celular abriu um leque de perspectivas de crescimento. As células possibilitam o alcance de outras crianças que estavam fora do plano de ação, assim como, os Encontros e a Escola de Líderes. 3.9.3. Rede de Homens e Mulheres Todos os pastores e líderes, bem como outros discípulos, participam efetivamente dessas Redes a fim de receberem o alimento adequado para crescimento e amadurecimento de suas vidas espirituais e ministeriais. A RH e RM caminham com o mesmo foco: gerar homens e mulheres de caráter para servirem com excelência no Reino de Deus. O trabalho feito com as mulheres é direcionando no sentido não apenas de gerar mulheres virtuosas em seus lares, mas suscitar grandes líderes responsáveis e dedicadas em sua chamada ministerial. 3.9.4. Ministério Internacional da Restauração - MIR no Brasil Estados brasileiros onde o MIR está presente: Amazonas, Bahia, Pará Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Manaus. “Edificarão os lugares antigamente assolados, restaurarão os de antes destruídos e renovarão as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração”. (Isaías 61:4) O capítulo 61 do livro de Isaías exemplifica a missão da Igreja de Jesus Cristo. O Espírito do Senhor foi derramado sobre ela para pregar o Evangelho, curar os quebrantados de coração, libertar os cativos e pôr em liberdade os oprimidos. A Igreja precisa, ainda, consolar os que choram, anunciar o dia da vingança do Senhor, trocar as vestes de luto por uma coroa, derramar o óleo da alegria e vestes de louvor em vez de
  43. 43. 43 espírito angustiado, para que sejam chamados carvalhos de justiça. Jesus citou o texto de Lucas 4:18-21 para dizer que nEle a palavra estava-se cumprindo. Ele chamou os Seus 12 e disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. (Mateus 28:18- 20). Com o objetivo de cumprir essa missão, nasceu a Primeira Igreja Batista da Restauração em Manaus, nome com o qual foi registrada em seu nascimento, 19 de Julho de 1992. Recebeu esse nome, pois foi o próprio Senhor quem deu e também porque nasceu com um chamado específico: RESTAURAR. A Restauração, em sua fase embrionária, foi gerada dentro de uma Igreja Tradicional, a Igreja Batista Memorial de Manaus. Muitas pessoas ouviam falar do que estava acontecendo na Igreja e vinham para ver. Tal fato começou a revolucionar os meios evangélicos e a Igreja foi crescendo assustadoramente. As multidões aceitavam Jesus como Senhor das suas vidas; havia toda sorte de gente: os que queriam aprender, os que desejavam ser curados, os que buscavam libertação... Mas, em meio a tantas pessoas, estavam também os escribas, os fariseus, os saduceus. Mas, até destes, muitos aprenderam, outros censuraram e outros tentavam apanhar alguma falta. 3.10. Expansão da CdP Visão Celular M12 Segundo dados do site do MIR, sua comunidade saltou em 1992 de 169 membros para 70.000 em 2005 e possuía neste ano mais de 12 mil células. O MIR construiu também um mega templo em Manaus com capacidade para 7,5 mil pessoas em cultos normais, mas que pode ser “otimizado” para 12,5 mil pessoas em dias de celebração de festas, sendo considerada a maior igreja em células no modelo dos doze no Brasil, A Visão Celular propõe um novo modelo de estruturação e de gestão da
  44. 44. 44 igreja a partir das células e do grupo dos 12, o objetivo é promover uma explosão no crescimento da membrezia e uma forma mais sistemática e eficiente de gerir estes resultados. Para adotar este modelo uma igreja precisa passar por período de transição e obedecer a algumas etapas ou fases de implantação do sistema. Na Visão Celular é imprescindível a mobilização da membrezia para a obtenção dos resultados de crescimento. O pastor escolhe doze membros que serão seus auxiliares na administração do novo modelo na igreja, formando o governo dos doze. Estes doze passam por uma escola de formação de lideranças própria da Visão Celular. O novo grupo de 12 trabalha para que o sistema funcione e dê resultados, há na Visão Celular uma ênfase nos números, na produtividade. Costuma-se colocar metas, alvos a serem atingidos, envolvendo o grupo dos doze e toda a membrezia. Os doze também trabalham para o que se chama de conquistar gerações: cada um dos doze, deve ter também seus doze, totalizando 144, que farão também doze totalizando 1.728, e assim sucessivamente, proporcionado um sistema de gerenciamento que acompanha o crescimento numérico, o grupos de doze, fica encarregado de administrar o funcionamento das células e a permanência do modelo na igreja. Concluindo, o pesquisador identificou um modelo de gestão descentralizada, uma administração compartilhada enxuta, o papel do capital humano bem focado na busca de alcançar seus resultados, associando as ferramentas da gestão do conhecimento como ponto estratégico na conquista das multidões. Ficando fácil esta gestão, pois os lideres são não apenas a referência e sim modelos a serem seguidos como afirma o apóstolo Paulo26 . Número de evangélicos aumenta 61% em 10 anos, aponta IBGE - O número de evangélicos no Brasil aumentou 61,45% em 10 anos, segundo dados do Censo Demográfico divulgado 26/06/2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2000, cerca de 26,2 milhões se disseram evangélicos, ou 15,4% da 26 Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. (Filipense 3.17)
  45. 45. 45 população. Em 2010, eles passaram a ser 42,3 milhões, ou 22,2% dos brasileiros. Em 1991, o percentual de evangélicos era de 9% e, em 1980, de 6,6%.27 27 Disponível em: <http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/06/numero-de-evangelicos-aumenta-61-em-10- anos-aponta-ibge.html >.Acesso em: 12 mai.2013.
  46. 46. 46 4 APLICAÇÃO PRÁTICA DA TEORIA 4.1 Caracterização da pesquisa 4.1.1 Descrição do campo de pesquisa. A Visão Celular M12 É usada como estratégia de atração e captação, do capital humano que uma vez inserido na Visão Celular M12, este será conduzido e orientado á galgar passos no crescimento e maturidade através do conhecimento da palavra de Deus. Após estabelecido o cumprimento de algumas etapas e já entrosado com demais membros e as lideranças, este novo membro já comprometido, será matriculado na Escola de Líderes ( com três níveis) com vista a formação de mais um líder de êxito e iniciar a formação da sua própria equipe de doze membros e assim por diante. A medida que este se desenvolve, a escalada do crescimento nos conhecimentos se torna combustível para alavancar nas conquistas. 4.1.2 A função de campo da pesquisa. O Ministério Internacional Gerando Vida –MIGV 12 – RJ, do qual a Visão Celular M12 é a parte principal, foi o campo de pesquisa que o autor permaneceu durante o período de set.2012 a jun.2013. Aqui o pesquisador observou os relacionamentos, tomadas de decisões, a administração dos conhecimentos tácitos e explícitos, relacionou-se com vários líderes e liderados para melhor entender a disseminação deste conhecimento. 4.1.3 Universo da pesquisa O Ministério Internacional Gerando Vida – MIGV 12. Fica situado na rua Clevelândia, 155 Jacarepaguá – Rio de Janeiro Sob a presidência do pastor Fernando Pereira juntamente com uma diretoria e um grupo de doze lideres membros desta comunidade que conduzem uma pequena população de quase mil membros em diversas atividades.
  47. 47. 47 4.1.4 Instrumento de coleta de dados. Foi realizada através de um questionário padrão e usada uma coleta autoadministrada via website. O USO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO APLICADO A UMA CdP: VISÃO CELULAR 1 - É básico entender a finalidade de uma Comunidade de Prática Visão Celular pelas “atitudes colaborativas e cooperativas” entre os membros integrantes ? Gráfico 1: Fonte própria Você entende que esta colaboração e cooperação podem ser apenas com coisas palpáveis. 24 17% Estas colaborações e cooperações podem ser virtuais (via web) 40 29% Você como membro da CdP, tem sido um agente neste sentido 75 54% Este resultado de 54% de preferência mostra como o capital humano envolvido e tendo o conhecimento internalizado se responsabiliza com o bem estar de novos e antigos membros da CdP Visão Celular. A percepção em reduzir a dificuldade do próximo sendo o próprio membro um agente facilitador e cooperador. Este que hoje se doa, possivelmente foi ajudado no passado. Vive-se em um mundo egoísta, centrado em si mesmo quase uma anulação do outro, não vê o ser humano como pessoa, que tem raça, cor, cheiro, que necessita ser ouvido, respeitado. Os conceitos têm sido mudados ao longo da história. Não se pode viver o presente sofrendo por um passado que trouxe sérios problemas, por não ter tido os direitos respeitados com dignidade. "... Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João13:34,35)
  48. 48. 48 2- Como uma CdP Visão Celular pode influenciar positivamente no seu entorno comunitário ? Gráfico 2: Fonte própria Reutilizando os conhecimentos conceitos aprendido 32 23% Tendo um estilo de vida alinhado com os métodos desenvolvidos pela CdP 60 43% A troca e o compartilhamento do conhecimento assimilado através de “modelos” 49 35% A Visão Celular traz grandes mudanças na vida do membro, o resultado de 43% de preferência mostra como o capital humano com um modelo mental renovado, focado nas conquistas tem seu estilo de vida mudado e começa a influenciar no seu meio. Na comunidade local, a qualidade de vida dos seus moradores, valores como respeito, honra e lealdade nos relacionamentos contribui bastante no quesito de relação social no seu meio. Na cidade e, claro, em todo espaço geográfico que a CdP Visão Celular ocupar. A História da Igreja tem experimentado muitas reformas e a principal começou com Jesus, o Cristo. Hoje a atual geração está vivendo um dos momentos mais revolucionários de todos os tempos, onde velhos modelos que se mostraram ineficazes, estão sendo removidos para dar lugar ao modelo proposto por Deus: Visão Celular. A importância na troca de conhecimento através de modelos, pratica esta que começou com Jesus, hoje parece inovação administrativa, quando sempre soube-se que o líder está sempre em observação e digno de ser copiado, imitado e seguido.
  49. 49. 49 3 - Visando ampliar suas bases qual (quais) estratégia(s) você busca usar na captação de pessoas para os pequenos grupos ? Gráfico 3. Fonte própria Usando as redes sociais, convites pessoais, sms 42 30% Buscando-o em casa ou oferecendo atrativos ou relacionamentos interativos 50 35% Criando estratégica atrativa, criativa ou recreativa. 49 35% Como resposta desta pergunta vemos a CdP Visão Celular integrada, alinhada na resposta, ou seja, usa relacionamentos atrativos, criativos e recreativos, uso de redes sociais mostrou o quanto a pessoa é importante. A Visão Celular tem alguns princípios estratégicos fundamentais para o bom desempenho dos pequenos grupos (células). Primeiro princípio – Conhecer o objetivo da célula (Mateus 28.18,20). Na grande comissão de Jesus, está muito claro que o objetivo da célula é ganhar os perdidos e fazer de cada um deles discípulos de Jesus. Segundo Princípio – Motivação (Filipenses 3.12,14). O Apóstolo Paulo ensina uma lição tremenda neste texto, pois o que lhe motivava a prosseguir não eram as coisas naturais e sim as espirituais. Terceiro Princípio – Apascentamento (provérbios 27.23). O líder da célula não pode negligenciar o apascentamento das ovelhas que o Senhor lhe está entregando. Quarto Princípio – Relacionamentos Maduros (1 Sm 20.12,16). Pode-se falar que uma célula tem relacionamentos maduros, quando percebe-se que o seu líder é aliançado com as ovelhas e as ovelhas com o líder. Quinto Princípio – Traçar Estratégias (Josué 6.1,9). O líder de excelência foi levantado por Deus para ser comandante e Deus é o general.
  50. 50. 50 4 - Que tipo de mídia ou dispositivo você usa com maior frequência como manutenção da retenção do capital humano na CdP Visão Celular ? Gráfico 4. Fonte própria Mídias Sociais via web 38 27% Smartphone, tablet 42 30% Sms, email 60 43% Os benefícios da mobilidade e conectividade, redução de custos, informações consistentes, padronização de processos, consolidação de dados e suporte ao crescimento necessário e emergente, acrescente ainda os blogs as TVs enfim todo aparato tecnológico que uma sociedade precisa para ampliar sua visibilidade, a CdP Visão Celular tem a sua disponibilidade. Todos os setores são atendidos de forma flexível e integrada. Todas as novidades em tecnologia e novos recursos serão sempre alvos no crescimento e alinhamento com a gestão do conhecimento. As pessoas também estão conectadas e relacionamentos virtuais se tornam reais e mais humanos. Os compartilhamentos, a espiral do conhecimento é sempre presente e atuante.
  51. 51. 51 5 - Qual (ais) a(s) motivação (ões) da sua permanência na CdP Visão Celular ? Gráfico 5. Fonte própria Benefícios materiais ou vantagens 15 11% Manter e ampliar os relacionamentos através do aprendizado e do conhecimento gerado 71 51% Compartilhamento e disseminação do aprendizado 52 38% Este conhecimento gerado é a motivação que a troca e a renovação do conhecimento deixa as pessoas mais confiante e atuante. “Quando estuda-se o significado da palavra "entusiasmo", “Em Theos” ela vem do grego e significa "Ter Deus dentro". Para os gregos a pessoa entusiasmada era aquela que era possuída por um deus. Ou seja, tinham um deus dentro de si. Para os gregos só os entusiastas, podiam vencer, pois possuíam essa força. Era esse deus; algo dentro de si que o levava a ser um vencedor. Desta forma, para vencer, todos necessitavam de entusiasmo. Hoje sabemos que o Deus Eterno é o único que produz em nós o entusiasmo. Otimismo – É quando acredito que algo vai dar certo – positivismo – torcer para dar certo. É importante ser otimista, mas, nem sempre o otimismo é sustentado por algo palpável, durável, consistente e real. Entusiasmo - É acreditar na capacidade de transformar as coisas e fazer dar certo.”28 Um princípio da gestão do conhecimento é o compartilhamento, a difusão ou disseminação do conhecimento de forma que mais pessoas possam se beneficiar deste aprendizado e, isto a CdP Visão Celular demonstra claramente com esta resposta. 28 Disponível em: < http://www.ciam12.com.br/site/index.php/2012-06-05-17-59- 59/pastoral/75-a-visao-celular-nao-e-para-otimistas-e-para-entusiasmados > . Acesso em 07 Mai.2013
  52. 52. 52 6 - Baseado nesta afirmativa: “ e correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? “E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar?" Atos, 8.30-31. Você foi impactado (ª) pelo.. Gráfico 6. Fonte própria Entendimento e aprendizado do conhecimento dentro da CdP e o compartilhamento pessoal. 49 37% A participação de uma pessoa que já usa o conhecimento foi mais eficaz na disseminação deste 65 49% Com a ajuda da web eu não preciso interagir com pessoas 20 15% Na espiral do conhecimento a socialização, “a distribuição e o uso eficaz do conhecimento tácito não são, portanto, facilmente alcançável através de formação formal e sistemática. Frequentemente, esse conhecimento não será capaz de alcançar aqueles que necessitam dele sem contato direto e cara-a-cara e o uso de métodos menos estruturados. A aprendizagem por ação usa um facilitador de competências para impor uma disciplina de autorreflexão e análise por parte dos membros da equipe de projetos individuais. O objetivo é permitir que os gestores detenham e previnam erros e transferir com precisão a informação ou atingir objetivos com sucesso.”29 a tomada de decisão advinda do conhecimento tácito resulta em procedimentos mais eficaz e eficiente, em virtude da melhoria dos resultados. A aquisição do conhecimento passou a apresentar uma importância muito grande quando se percebeu que criar, organizar, reter e aprender configurou-se a favor do desenvolvimento. 29 Disponível em: < http://www.netcoach.eu.com/index.php?id=198&L=3 >. Acesso em 07 mai.13
  53. 53. 53 7 - Na CdP Visão Celular você se sente importante e útil quando ? Gráfico 7. Fonte própria Compartilha nos pequenos grupos ouvindo e aceitando orientações dos membros 36 27% Acolhe a orientação sugerida nos pequenos grupos através da liderança 79 59% Compartilha suas necessidades com outras CdP não visão celular 18 14% Num ambiente de aprendizado positivo e alinhado com a geração de conhecimentos, ou a socialização deste, e cuja liderança servindo de modelo num excelente clima de interação em equipe e a comunicação de primeira linha. A troca estimula todo mundo a adquirir um conhecimento amplo e aprofundado deste aprendizado e internalizando-o. Os grupos pequenos têm um olhar atento permanentemente voltado para o que acontece no seu entorno, estimulando assim a aquisição de novos conhecimentos. Existe também um processo de aprendizado ativo a partir da experiência passada, principalmente com as coisas que não deram certo. O conhecimento e o aprendizado são reconhecidos, respeitados e recompensados tanto quanto a iniciativa e as atitudes empreendedoras. A Visão Celular como uma organização que aprende e estimula as pessoas a serem ouvidas com respeito. Há diálogo aberto e debate. Não se permite que a hierarquia ou política obstruam o trabalho em equipe eficaz. As equipes são montadas e desmontadas com facilidade e chegam ao consenso com competência. A direção dá o exemplo de aprendizado em equipe. Numa atmosfera como esta não se sentir útil é no mínimo uma pessoa bem desligada ou atada.
  54. 54. 54 8 - Quais os veículos você interage mais na busca das informações e compartilhamento da CdP Visão Celular ? Gráfico 8. Fonte própria Email e SMS e telefone fixo 22 16% Mídias sociais telefone celular 68 49% Compartilhamentos formais e informais 50 36% A criação do valor compartilhado, multifacetado, criativo, colaborativo, trás a Visão Celular nos grupos pequenos um combustível de estima humana. As mídias sociais são ferramentas à disposição da liderança e da comunidade e todos se envolvem numa busca de crescimento, interação e o conhecimento entre pessoas, visando estreitamento relacional e criando vínculos buscando o fortalecimento das equipes. Já nos ambientes informais, os líderes têm alçada para criar qualquer evento junto a sua célula como: idas a restaurantes, lazer diversificado de acordo com o momento, a noite na praia, cinemas, jogos inside and outside etc. Tudo num grau de abertura, de harmonia, em seu ambiente de amizade, sinceridade, confiança e colaboração. A utilização de dispositivos móveis serve para as aproximações e atualizações da agenda.
  55. 55. 55 9 - Baseado no aprendizado retido. Você colaborou/ajudou ativamente com algum membro da CdP Visão Celular ou fora dela recentemente ? Gráfico 9. Fonte própria sim, no último mês 46 32% Sim semana passada 78 55% não, tem pessoas melhor preparada 18 13% Esta resposta traduz a forte tendência colaborativa, participativa dos seus membros junto às necessidades das pessoas com maiores dificuldades, entendendo que a misericórdia, a solidariedade e compaixão nos torna, mas humanos.
  56. 56. 56 4.1.5 Processo de coleta dos dados. O pesquisador antes de enviar o link (questionário), para o email pessoal do voluntário, informou e orientou imparcialmente a população envolvida sobre o correto preenchimento, ainda deu suporte via facebook, encerrando a mesma quando alcançou o numero pretendido de 144 respondentes. Gráfico 10 Gênero/faixa etária/quantitativo
  57. 57. 57 Gráfico 11 - Gênero/escolaridade/quantitativo 4.1.6 Análise dos dados Os dados coletados foram analisados em: a) Dados primários – obtidos em pesquisa de campo através de consulta e observação; b) Dados secundários – provenientes de materiais informativos disponíveis, publicações e documentos do próprio Ministério Internacional Gerando Vida – MIGV 12 Visão Celular, o qual, inclusive, facilitou e colaborou com o pesquisador na coleta de informações pertinente ao projeto de pesquisa. Os dados coletados, na pesquisa empírica, foram estruturados e comparados com os dados das fontes secundárias. Após a consolidação dos dados, o conjunto foi analisado com base no referencial teórico com o objetivo de validar ou não as hipóteses, e desenvolver as conclusões que fundamentam os resultados alcançados.
  58. 58. 58 5 PROVÁVEIS LIMITAÇÕES DA PESQUISA 5.1 Segundo Vergara (2000, p. 61), “[...] todo método tem possibilidade e limitações”. Em vista disso, por delimitação, entendem-se as fronteiras concernentes a variáveis, ao que será abordado, ao corte, ao período de tempo e ao objeto de investigação (VERGARA, 2000). Este trabalho apresenta, contudo, algumas dificuldades e limitações quanto à coleta dos dados. 5.2 Relacionam-se as delimitações: a) A escassez de bibliografia científica ou acadêmica quanto ao foco do estudo, visto, que a Visão Celular com apenas quinze anos no Brasil não dispõe de farto material de consulta, que por sua vez, esta monografia abre portas para futuros pesquisadores corajosos e audaciosos a enveredarem com maior êxito. b) A não autorização para a divulgação de certas informações da CdP Visão Celular que foi objeto do projeto de pesquisa apresentado, entendeu o pesquisador que pormenores não alteraria seu valor acadêmico. c) Quanto aos fins, segundo Vergara (2000), é realizada em área na qual há pouco conhecimento científico acumulado ou sistematizado. Por tratar-se de uma pesquisa que busca explorar conceitos e fatos de pouca bibliografia, é um estudo muito novo no mercado. Este trabalho, trata-se de uma pesquisa que busca expor as características que compõem os conceitos dos serviços e do ambiente relacional da CdP Visão Celular.
  59. 59. 59 6 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ATIVIDADES MÊSES 0 3 0 4 0 5 0 6 0 7 1-Avaliação do projeto e escolha do tema 2- Pesquisa bibliográfica documental 3- Elaboração do questionário 4- Coleta e tabulação de dados 5- Entrega do questionário e tratamento dos dados 6- Análise e interpretação dos dados 7-Elaboração e representação de gráficos variados 8. Envio da “unidade” II para avaliação e aprovação 9- Envio da “unidade” III para avaliação e aprovação 10- Envio da “unidade” IV para avaliação e aprovação 11- Envio da “unidade” V para avaliação e aprovação 12- Envio da “unidade” VI para avaliação e aprovação 13. Revisão do texto 15. Encaminhamento a banca examinadora
  60. 60. 60 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização desta monografia, que envolveu uma revisão comparativa acerca dos fatos, eventos, e procedimentos relacionados as comunidades eclesiásticas (CdP) dos séculos XI, XVI e final do século XX, como descrito na delimitação do tema, e melhor explorado na revisão literária, e também considerando um conjunto de transformações, realizadas no período de interesse da pesquisa, foi possível o autor perceber o grau de complexidade dos fatos que as originaram, sendo seus resultados, de certa forma, surpreendentes e de grandes proporções contrária efetivamente quanto ao mandamento deixado em por Jesus em Mateus 28.18-2030 No desenvolvimento da pesquisa foram observadas práticas que efetivamente não gerou nas populações citadas credibilidade e confiança suficiente, para que houvesse uma entrega ou um engajamento voluntário, uma vez que a instituição dentro do espaço da pesquisa esteve todo tempo envolvida com interesses diversos junto às monarquias e seu aumento de patrimônio, deixando de lado o carisma, a compaixão, a solidariedade e a piedade, própria desta instituição fundada por Jesus. Mateus 4:2331 A igreja, na sua gestão e nos seus relacionamentos, tem o dever de parecer com seu fundador. Tendo sido Ele não apenas fundador e ainda deixado um legado de modelo a ser seguido. Credenciou inclusive seus discípulos a usarem seu nome para o fiel cumprimento das suas ordenanças. Marcos 16.1732 Dá-se a entender que como numa cultura organizacional as pessoas notadamente as institucionais, tendem a parecer com seus fundadores na sua linguagem, relacionamentos, tomada de postura e quem sabe até no tipo de humor. 30 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. 31 E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. 32 E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
  61. 61. 61 O autor pesquisou o cerne do conhecimento na pesquisa e identificou que a partir do século XVI Lutero desvendou e disseminou o conhecimento para que todos tivessem acesso às escrituras que, até então, encontrava-se somente em latim, ele traduziu a Bíblia para o idioma alemão, permitindo a todos um conhecimento que durante muito tempo foi guardado somente pela igreja. Com um número maior de leitores do livro sagrado, a quantidade de protestantes aumentou consideravelmente. Na avaliação conclusiva desta pesquisa sem a pretensão do autor em parametrizar as comunidades eclesiásticas no período citado e apenas no que tange ao objetivo específico tendo como resultado a aplicação e o uso da gestão do conhecimento, identificou-se que a CdP Visão Celular M12 tem no seu DNA estratégico uma gestão arrojada, bem focada transparente e, encontrou como base de sustentabilidade as “células” composta de pessoas desejosas no aprendizado e compartilhamento do conhecimento aplicado. As células são grupos pequenos e homogêneos de pessoas com a finalidade de expansão, captação e atração de outras pessoas para ali buscarem mutuamente nos relacionamentos, o conhecimento e a desenvolverem suas aptidões e novas conquistas, que posteriormente será também treinado, consolidado, capacitado e enviado a atrair outras pessoas e o ciclo continua. As redes são grupos sociais homogêneo, e local de retenção do capital atraído, ambiente acolhedor de pessoas anteriormente cuidada e tratada hoje curada pronta para criar afeto e proximidade pessoal e virtual através das mídias. Estas são algumas das redes existente na CdP Visão Celular M12: Rede de homens; mulheres; jovens; família e a melhor idade. Os atrativos e resultados alcançados foram encontrados num ambiente sério, nem por isso menos aconchegante de envolvimento com pessoas que têm tido suas famílias restauradas, casamento pautado no respeito e parceria contínua, cada cônjuge sabendo qual a sua função. O entorno aonde tem uma CdP Visão Celular M12 os benefício sociais são paulatinamente mudados com a diminuição de bebedices, consumo de entorpecentes, agressões em família ou a mesma desagregada. O capital humano é treinado a
  62. 62. 62 conquistar seu sonho através do retorno aos estudos e a realização profissional. Ali ele aprende a honrar as pessoas que sobre ele está e este aprendizado é continuado e desenvolvido na família. O pesquisador não deu ênfase aos resultados não alcançados nas CdP dos séculos XI e XVI e sim, mostrou como a Visão Celular M12 usando as mídias, blogs e todo aparato tecnológico disponível facilita a visibilidade das boas práticas adquiridas traduzindo em resultados positivos nos cumprimentos das suas metas evangelísticas através da multiplicação e conquistas de novos territórios. Finalmente o autor dá a devida importância para as organizações de qualquer seguimento a implantarem a gestão do conhecimento uma vez que toda a captação e retenção deste conhecimento por vezes tão transitória dada as variáveis da empregabilidade se torne insumo para ampliação de novos horizontes organizacional. Esta monografia representa uma corajosa e iminente contribuição para as diversas e posteriores discussões no avanço da Visão Celular M12, quebrando paradigmas, abolindo o confrontamento, ampliando a nova visão através da mudança de modelos mental (pesquisador). De 06 a 08 de agosto de 2013
  63. 63. 63 8 REFERENCIAS AGUIAR, Lilian. O Poder da Igreja Católica no Mundo Feudal. Disponível em :< http://www.brasilescola.com/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm> . Acesso em: 07 abr.2013. COLLINS, Michael. História do Cristianismo, Civilização. Disponível em: http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?id_versao=16102. Acesso em:10 mai.2013. Cristianismo. Disponível em: <http://www.girafamania.com.br/tudo/religiao_cristianismo.html >. Acesso em: 10 mai.2013. Dossiers Temáticos Cristianismo. Disponível em: <http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?id_versao=16102>. Acesso em: 10 mai.2013. HATZENBERGER, Dionísio. História da Igreja. Disponível em:<http://histigreja.blogspot.com.br/2009/02/historia-da-igreja-no-seculo- xv.html>.Acesso em: 09 mai.2013. História do MIR. Ministério Internacional de Restauração. Disponível em:<http://www.mir12.com.br/br/2013/mir/historia>. Acesso em: 10 mai.2013. NETO, Pr. Francisco Araújo Barretos. Renovação Espiritual nas igrejas do Brasil. Disponivel em:<http://www.iprb.org.br/artigos/textos/art51_100/art67.htm>.Acesso em:12 mai.2013. OLIVEIRA, Marcelo de. O papado — dos primórdios ao Renascimento. Disponível em: < http://davarelohim.com.br/?p=1655>. Acesso em : 09 mai.2013. PINTO. Rogério Adriano. O Cristianismo na América Latina no século XX. Disponível em:<http://www.teologiaclub.com/site/index.php?pagina=texto&id=8>.Acesso em 11 mai.2013.
  64. 64. 64 Século XI a XIV Conceitos Base. Disponível em: <http://www.prof2000.pt/users/ruis/10%C2%BA_ano/secs_xi_a_xiv.htm>. Acesso em: 09 mai.2013. 10 Anos da Visão Celular no Brasil. Disponível em:<http://www.lideranca.org/cgibin/index.cgi?action=forum&board=igreja& op=display&num=2836 >. Acesso em: 09 mai.2013.
  65. 65. 65 ANEXOS - Posicionamentos do orientador durante o desenvolvimento da monografia em cujas partes era solicitadas tendo estas resposta. RogÀ

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