Sistemas de informação

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Trabalho de Conclusao de Curso - ESPM 2004

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Sistemas de informação

  1. 1. Escola Superior de Propaganda e Marketing Comunicação Social - Publicidade e PropagandaSistemas de Informação - ECR e SCM tecnologias para marketing e logística. Por: Paula Garcia Gonçalves Orientador: Filipe Müller Porto Alegre 2004 1
  2. 2. AgradecimentosAgradeço em especial ao meu orientadorFilipe Müller, pelo apoio, motivação e por seugrande conhecimento que me foi passado aolongo deste trabalho e aos Srs. JulianoCarpes, Dalmo Oliveira e Emilio, pela ajudaatenção que foram muito importantes para odesenvolvimento deste trabalho. Assim comomeu pai Luis Felipe de Barros Goncalves porestar sempre presente nas horas maisnecessárias. 2
  3. 3. RESUMO Esta pesquisa versa sobre o tema Sistemas de Informação aplicados à logística e aomarketing. Desta forma é desenvolvida uma analise de dois sistemas em particular ECR -Efficient consumer e SCM - Supply Chain Management, os quais atuam no varejo e naindústria respectivamente. Este se caracteriza por ser um estudo teórico aplicado, poisanalisa inicialmente a bibliografia e documentos existentes sobre o tema para poder aplicá-lono estudo de dois casos (Lojas Renner e RGE). Para analise empírica foram utilizadasentrevistas estruturadas e informais com profissionais da área de logística e marketing dasempresas selecionadas, a fim de identificar as aplicações e melhorias causadas pelo usodestas ferramentas. Observa-se que os investimentos nestes sistemas se dão principalmente em função dadiminuição de tempo de envio e recebimento das mensagens, assim como do aumento daqualidade percebida para o cliente com a diminuição do tempo de resposta e entrega. A fundamentação teórica permite a comparação da doutrina com a prática, buscandoa considerações sobre a importância destes sistemas como aliados dos processos de logísticadas empresas referidas, diante da atmosfera atual de globalização e avanços tecnológicoscada vez mais rápidos e significativos no ambiente empresarial. 3
  4. 4. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO: .......................................................................................................................... 71 INTRODUÇÃO: .......................................................................................................................... 8 1.1 Situação Problemática: .....................................8 1.2. Justificativa: ..........................................10 1.3 Objetivos: ............................................12 1.3.1. Objetivo Geral ......................................12 1.3.2 Objetivos Específicos: .................................12 1.4 Metodologia: ..........................................132. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................................ 152.1 Conceitos e definições: .....................................................................................................15 2.1.1 O Marketing na Logística .................................15 2.1.2 Logística ............................................18 2.1.3 Sistemas de Informação ..................................20 2.1.3.1 Sistema de Informação Gerencial (MIS) ....................21 2.1.3.2 Sistemas de Informação de Marketing (SIM) .................22 2.1.4 Tecnologia de Informação (TI) e Sistemas de Informação ............24 2.1.5 Cadeia de valor: .......................................25 2.1.6 Efeito Chicote: ........................................282.2 Tendências de Mercado.....................................................................................................31 2.2.1 Redução de Estoques: ...................................31 2.2.2 Organização em rede ....................................33 2.2.2.1 Padronizações da rede - cadeia de suprimentos ................342.3 Teoria da Comunicação: ...................................................................................................342.4 Ferramentas de informação...............................................................................................37 2.4.1 SCM: ..............................................38 2.4.1.1 Processos de SCM...................................40 2.4.1.2. Histórico do SCM: ..................................41 2.4.2 ECR ...............................................42 2.4.2.1.Reposição Contínua..................................43 2.4.2.2 Gerenciamento por Categoria ...........................453. RGE - RIO GRANDE ENERGIA ............................................................................................ 483.1 Características da empresa ................................................................................................48 3.1.1 Mercado ............................................49 4
  5. 5. 3.1.3 Visão ..............................................51 3.1.4 Valores .............................................52 3.1.5 Negócio ............................................52 3.1.5.1 Política de Qualidade Total: ............................52 3.1.5.2 Políticas de Gerenciamento de Risco e Controle de Perdas: ........53 3.1.5.3 Política Ambiental: ..................................53 3.1.5.4 Política de Segurança da Informação: ......................543.2 Sistemas de Controle de Estoques.....................................................................................54 3.2.1 Controle de Estoques e seu auxilio: ..........................55 3.2.2 Vantagens: ..........................................563.3 Aplicações do Supply Chain na RGE ...............................................................................57 3.3.1 Formas de atuação do Supply Chain ..........................603.4 Adequação do Market Place no Departamento de Suprimentos .......................................61 3.4.1 Calculo do tempo economizado com o Market Place (conforme média de tempo das atividades): .......................................62 3.4.2 Ganhos com o Market Place:...............................633.5 O Marketing da RGE ........................................................................................................63 3.5.1 Pesquisa de Qualidade ANEEL .............................653.6 Price Cap ...........................................................................................................................674.LOJAS RENNER....................................................................................................................... 694.1 Histórico............................................................................................................................694.2. Características da empresa ...............................................................................................70 4.2.1 Mercado ............................................71 4.2.1.1 Produtos e Serviços ..................................71 4.2.1.2 Fornecedores ......................................71 4.1.2.3 Concorrentes ......................................72 4.1.2.4 Entrantes .........................................72 4.2.2 Missão:.............................................73 4.2.3 Visão ..............................................73 4.2.4 Princípios Empresariais ..................................73 4.2.5 Valores .............................................74 4.2.6 Negócio ............................................75 4.2.7 Estilo de Gestão .......................................764.3 Cadeia Logística das Alianças Estratégicas Renner..........................................................76 4.3.1 Cadeia Logística das Parcerias..............................77 4.3.2 Estratégia Logística das Lojas Renner .........................78 4.3.3 Coordenação do fluxo de Produtos ...........................78 4.3.4 Política de Aquisição ou Compra ............................794.4 Ambiente de Negócios Lojas Renner................................................................................81 5
  6. 6. 4.5 ECR nas Lojas Renner ......................................................................................................82 4.5.1 Ganhos obtidos com o ECR: ...............................834.6 Quick Response.................................................................................................................84REFERÊNCIAS........................................................................................................................... 88ANEXOS.........................................................................................................................................93Figura 1 - Logística e os elos da cadeia se suprimentos......................................................................17Figura 2 - Fluxo de Informação ..........................................................................................................21Figura 3 - Vantagem Competitiva: Cadeia de valor (Michael Porter) .............................................26Figura 4 - Cadeia de valor...................................................................................................................27Figura 5 - Cadeia de valor ampliada ...................................................................................................27Figura 6 - Efeito chicote......................................................................................................................29Figura 7 - Chicoteamento - pedidos versus vendas.............................................................................30Figura 8 - Sistema de transmissão da informação...............................................................................35Figura 9 - Competição entre unidades de negócio virtuais .................................................................39Figura 10 - Trabalho Conjunto (ECR) ................................................................................................43Figura 11 - Modelos de Distribuição ..................................................................................................44Figura 12 - árvore de decisão ..............................................................................................................47Figura 13 - Atuação do SCM na RGE ................................................................................................57Figura 14 - Distribuição Renner..........................................................................................................77Figura 15 - Pirâmide da Moda ............................................................................................................85 6
  7. 7. LISTA DE ABREVIATURAS ECR Efficient consumer response SCM Supply Chain Management SMI Supply Managed Inventory SOLE Society of Logistic Engineers MIS Management Information System SIM Sistema de Informação de Marketing SAD Sistema de Apoio à Decisão SBC Sistema de Base de Conhecimento TI Tecnologia de Informação GTIN Global Trade Item Number SSCC Serial Shipping Container Code GLN Global Location Number EDI Electronic Data Interchange PDV Ponto de Venda CD Centro de Distribuição EDI Electronic Data Interchange PDV Ponto de Venda CD Centro de Distribuição 7
  8. 8. 1 INTRODUÇÃO: Este estudo é baseado na bibliografia existente sobre sistemas de informação. Para tanto,foram selecionadas duas empresas que são tidas como referência na implementação dasferramentas ECR - Efficient consumer response ou Resposta Eficiente ao Consumidor (utilizadapelo varejo) e SCM - Supply Chain Management ou Gerenciamento de Cadeias de Suprimento(desenvolvida pelas indústrias), são elas: Lojas Renner e Rio Grande Energia, respectivamente. Busca-se neste trabalho compreender o assunto não tão somente através dos aspectosadministrativos, mas, também, considerando a abordagem da comunicação social como basepara o estudo de casos. A fim de identificar de forma mais completa a aplicabilidade e asmelhorias proporcionadas por estas ferramentas, este projeto faz uma revisão da literatura sobresistemas de informação nos processos logísticos e mercadológicos, identificando assim asferramentas de intercâmbio de informação utilizadas neste trabalho. Por fim, o estudo de casos analisa os impactos e resultados da aplicação destas dentrodas empresas selecionadas (Lojas Renner e Rio Grande Energia), tidas como referência naimplementação destes sistemas.1.1 Situação Problemática: Vivemos na Era da informação, na qual a diversificação e a competitividade entreempresas vêm crescendo com o apoio das melhorias causadas pelos sistemas de tomada dedecisão, que se tomam cada vez mais essenciais na redução de custos e no aumento da qualidade,principalmente relacionados à diminuição dos estoques e do tempo de entrega. 8
  9. 9. Segundo Rodrigues (1993), a formação de estoques está ligada ao alto lead time, ouseja, tempo de entrega de compra de matéria prima, sendo o ideal o nascimento dos estoques danecessidade de atender pedidos. Simchi-Levi, Kaminsky e Simchi-Levi (2003), por sua vez,afirmam que a informação, se bem utilizada pelos gerentes, pode reduzir estoques através dagestão das cadeias de suprimento e do aperfeiçoamento de projetos. Sendo a carência desta, acausa do fenômeno chamado “Efeito Chicote”, responsável pela variabilidade na quantidade deestoque. Podemos por assim dizer que, a variável tempo é a grande influenciadora desteprocesso, sendo as ferramentas de informação responsáveis por melhorias significativas nadiminuição deste efeito. Fundamentalmente, o “Efeito Chicote” é tido como problemáticasignificativa da logística, por ser causa direta do aumento de estoques e variabilidade dademanda, gerando gastos significativos para empresa. Por este motivo a logística vem passandopor uma transformação em busca da melhoria na comunicação, na qual o tempo de preparação,envio e chegada da informação são quase instantâneos. Segundo Bailou (2001), o total do tempode preparação, transmissão, entrada e preenchimento do pedido podiam representar 50 a 70 % dociclo em alguns setores. O que hoje já não é mais realidade graças à aplicação dos sistemas deinformação, sendo necessário entender as aplicações e melhorias que estes podem causar. Visto que a economia é globalizada e, portanto, nem sempre o local de produção é omesmo de consumo, o estudo da logística tomou-se ainda mais significativo para oaperfeiçoamento das empresas no cenário atual. Segundo definição adotada em 1998 pelo Council of Logistics Management (ConselhoGerencial de Logística) apud Novaes (2001) p.85, “Logística é a parcela do processo da cadeiade suprimentos que planeja, implanta e controla o fluxo eficiente e eficaz de matérias primas,estoques em processo, produtos acabados e informações, relacionadas desde seu ponto de origematé o ponto de consumo, com o propósito de atender aos requisitos dos clientes”. Bowersox(2001) possui outra abordagem, em sua obra define a logística como concentração do fluxo 9
  10. 10. eficiente de bens ao longo do canal de distribuição, sendo as informações precisas e em tempohábil vistas como cruciais para a eficácia do projeto logístico. Dentre a diversidade de sistemas de informação, que podem auxiliar o processologístico, optamos por limitar o trabalho ao estudo de duas delas, na qual possamos fazer umaanálise mais abrangente dos elos da cadeia de suprimentos. São elas: ECR e SCM, que já estãoem uso principalmente nas grandes empresas, tendo como exemplo e objeto de análise as LojasRenner e Rio Grande Energia que são tidas como referência nestes processos respectivamente.Todavia, esta tecnologia ainda é muito nova e se têm poucos estudos comparativos sobre afuncionalidade e a aplicação das mesmas. Desta forma, sendo os sistemas de informação importantes aliados no processo delogística das empresas, tendo como objeto de estudo as empresas Lojas Renner e Rio GrandeEnergia, questiona-se: quais os impactos dos sistemas de informação em um processo logístico emercadológico nas empresas Lojas Renner e Rio Grande Energia?1.2. Justificativa: Diante da atual necessidade de informação na cadeia de suprimentos e das melhoriascausadas pela informatização e pelo avanço das tecnologias, é adequado estudar a bibliografiaexistente sobre o assunto, para entender e perceber a diversidade de opiniões dos autores edescobrir apontamentos teóricos. ferramentas selecionadas (ECR e SCM), que serãoposteriormente estudadas individualmente. Conforme Bowersox (2001), através do uso de bancode dados, previsões conjuntas e intercâmbio de informações, é possível minimizar a variabilidadee a incerteza nas previsões, para diminuir os estoques. Porém ainda é necessário entender aforma com que estas ferramentas podem ser utilizadas e quais são as reais melhorias causadaspor elas dentro das empresas; pois além de utilizar os sistemas de informação é necessário saber 10
  11. 11. de que forma aplicá-los. Uma vez que não se pode apenas introduzir novas tecnologias nasempresas sem saber a forma para lidar com elas, pois ao invés de solucionar problemas elaspodem causar maior desordem (HILL 2004). Para tomar este estudo viável é necessário limitá-lo, a fim de fazer uma análise maisaprofundada. Por conseguinte foram selecionadas duas empresas: Lojas Renner e Rio GrandeEnergia, que são tidas como referenciais no investimento em sistemas de informação. Atualmente, o percentual de uso das ferramentas de gestão nas 708 maiores empresas domundo está na média de 68%, sendo o número médio de 16 ferramentas utilizadas por empresa(RIGBY 2003). Desta forma, as empresas estão investindo forte em informatização em busca de maiorcompetitividade no mercado, tendo sido os gastos com a implementação destas tecnologias, logocompensados pelos ganhos significativos em eficiência. Segundo a pesquisa “Administração deRecursos de Informática” da EAESP - FGV, os investimentos das maiores empresas mundiaiscom tecnologia da informação superou um trilhão de dólares em 2001, sendo a logística vistahoje como uma das chaves de sucesso para a estratégia de uma empresa. A partir disso, é de interesse acadêmico tal análise para o entendimento da aplicação dossistemas de informação dentro dos processos logísticos e da averiguação das formas deminimizar o “Efeito Chicote” a partir das melhorias da comunicação dentro da cadeia, causadaspelo uso das Diante da problemática, este estudo visa investigar as melhoria e aplicações dosnovos métodos de sistema de informação para minimização, redução e eliminação de estoques,através da anulação do “Efeito Chicote”. Levando em consideração a diversidade de ferramentas de informação utilizadasatualmente, foram escolhias duas delas para estudo: ECR e SCM, por atuarem em pontos 11
  12. 12. diferenciados da cadeia de suprimentos, podendo, assim, visualizar as melhorias e aplicações datecnologia nos processos logísticos como um todo. O ECR foi selecionado por ser umaferramenta considerada de sucesso no mercado tendo sido consolidada em uma base grande deempresas; já o SCM encontra-se em fase intermediária de implementação, mas, de qualquerforma, é considerado de grande relevância por proporcionar uma visão de materiais e da cadeiade abastecimento de forma incomparável com relação às demais tecnologias.Dentre as empresasque utilizam as ferramentas abordadas neste estudo foram selecionadas Lojas Renner, por seruma das primeiras empresas a adotar o ECR no Brasil e a RGE, por ser a primeira no mundo afazer uso do SMI - Supply Managed Inventory - Relacionamento do Gerenciamento deAbastecimento (um dos principais instrumentos para SCM).1.3 Objetivos:1.3.1. Objetivo Geral Identificar as aplicações e melhorias da utilização da informação nos processos logísticos emercadológicos nas empresas Lojas Renner e Rio Grande Energia.1.3.2 Objetivos Específicos:-Revisar a literatura sobre sistemas de informação nos processos logísticos e mercadológicos; 12
  13. 13. -Identificar as ferramentas de intercâmbio de informação utilizadas nos processos logísticos emercadológicos;-Verificar as aplicações destas ferramentas de informação utilizadas nos processos logísticos emercadológicos nas Lojas Renner e Rio Grande Energia;-Analisar os impactos e resultados da aplicação destas ferramentas nas Lojas Renner e RioGrande Energia1.4 Metodologia: Esta pesquisa tem base na fundamentação teórica desenvolvido inicialmente, que temcomo finalidade entender os sistemas de informação, sua importância e aplicações. Sendorealizado através de levantamento em fontes secundárias: levantamentos bibliográficos, atravésdos trabalhos já feitos por outros - livros, revistas, artigos, teses, dissertações, publicações elevantamentos documentais - através de pesquisas anteriores feitas pelas empresas selecionadaspara estudo, assim como registros nelas existente acerca do assunto a ser pesquisado. ParaMasshall e Rossman apud Roesch (1999), a revisão bibliográfica é fundamental para odesenvolvimento do projeto de pesquisa que busca o desenvolvimento da teoria, pois tem comofunção demonstrar os pressupostos das questões de pesquisa, assim como definir as questões ehipóteses. A parte empírica do trabalho se dará através de entrevistas estruturadas e informais,segundo Gil (1999) estas possibilita a obtenção de dados referentes aos mais diversos aspectos,sendo muito eficiente para a obtenção de dados em profundidade acerca do comportamento. Parao autor, a entrevista informal deve ser a menos estruturada possível, podendo ser distinguida da 13
  14. 14. conversação informal apenas pelo objetivo básico, que é o de coletar dados. Deste modo, podeobter uma visão geral do problema, bem como a identificação de alguns aspectos dapersonalidade do entrevistado; já a entrevista estruturada desenvolve-se através de uma relaçãode perguntas cujas respostas são previamente estabelecidas, ou seja, são todas perguntas abertas.Sendo duas para o setor de marketing da Renner, duas para o setor de logística da Renner, duaspara o setor de logística da RGE e duas para o setor de marketing da RGE. Para a obtenção dosdados quantitativos da parte empírica do trabalho serão realizados levantamentos em fontessecundárias e documentais. Esta pesquisa desenvolve um estudo de dois casos, pois para Yin (2001) é possível fazerum análise de vários casos, sendo esta uma variante dos estudos de projeto de caso. Por estemotivo, pode se denominá-lo como estudo de caso múltiplo. Este versa particularmente sobre o tema: sistemas de informação, buscando ligar a teoriaà prática, através do estudo de duas empresas específicas, pois sempre que o estudo tiver base naparte teórica e técnica do assunto para poder buscar entender como, particularmente, os sistemasde informação influenciam dentro de uma determinada organização, podemos denominá-lo deestudo de caso (ROESCH 1999). Existem diversas classificações de estudo de caso, conforme Eckstein apud Roesch(1999), este é configurativo-disciplinado, pois analisa os padrões buscando a interpretação daliteratura existente sobre o assunto, para posteriormente considerar de que forma a teoria seaplica ou deveria ter sido aplicada a determinado caso. De acordo com Samara (1997), o estudode caso pode também ser também chamado de pesquisa qualitativa, pois visa entender o assuntaem profundidade. A análise qualitativa possibilita quantificar as qualidades, quando nosreferimos a algo no mundo que queremos captar, sendo a realidade algo essencial neste tipo depesquisa (DEMO, 2000). 14
  15. 15. Este se caracteriza por ser um estudo teórico- aplicado, pois busca na teoria a base para oestudo de casos.2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA2.1 Conceitos e definições:2.1.1 O Marketing na Logística O Marketing na logística O avanço tecnológico vem ocasionando alteraçõesprincipalmente na concepção de promoção e distribuição, pelo fato da descoberta da necessidadede estabelecer um vínculo entre ambas, a fim de estreitar o relacionamento empresa-cliente. Estamudança tem como causa principalmente a identificação da importância das informações para alogística, que trabalha com o intuito de atender a demanda, enquanto o marketing de gerá-la.Sendo assim, o trabalho conjunto destas duas ferramentas pode se tomar uma solução inteligentepara interação dos sistemas da empresa, assim como minimização de conflitos. Desta forma, alogística ocupa uma posição estratégica entre a produção e o marketing. (GOMES, RIBEIRO,2004). Segundo o Kotler (2000) p.56, “O Marketing é visto como a tarefa de criar, e 15
  16. 16. fornecer bens e serviços a clientes, sejam estes pessoas físicas ou jurídicas”. Segundo ele, alogística não pode ver a cadeia de suprimentos apenas como ponto de destino, mas deveriaestabelecer um mercado-alvo e a partir deste momento construir um processo rotativo decomunicação entre a empresa e o mercado. McCarthy foi o criador das ferramentas do mix de marketing, muito utilizadas porKotler, denominadas de 4 P’ (Produto, Preço, Promoção e Praça), usadas para se obter a respostaadequada dos mercados. Segundo esta concepção de marketing, podemos identificar a logísticacomo sendo parte dele, uma vez que está inserida no P - Praça, sendo responsável pelo estudo doabastecimento com o intuito de suprir os mercados. Segundo Kotler (2000), o mix de marketing pode também ser utilizado paradiferenciação da empresa conforme seus objetivos e metas, sendo importante estabelecer o custoe benefício das seguintes ferramentas e seus componentes: Produto: variedade, design, qualidade, características, marca, embalagem, tamanho, serviço, garantias e devoluções; Preço: preço de lista, desconto, concessões, prazo para pagamento, condições de financiamento; Promoção: promoção de vendas, publicidade, força de vendas, relações públicas, marketing direto; Praça: canais, cobertura, variedades, locais, estoques, transporte Para Chistopher (2000), a definição de 4P’s para criação de valor no marketing já não ésuficiente. É necessário aumentar a taxa de inovação, lançar produtos e serviços maisrapidamente, atender à demanda com tempo de espera menor e conquistar maior confiança, poisafinal cada vez o cliente esta mais exigente, buscando maiores patamares de serviço, ou seja, no 16
  17. 17. momento em que uma expectativa é alcançada se faz necessário criar uma nova em um nívelsuperior de aceitação e concepção de produto/serviço. O modelo de Mello (1996), abaixo, identifica as formas de interação entre logística e oselos da cadeia de suprimento, na qual a informação era levada apenas em um sentido, vale dizer,o fluxo de informação de produto ia apenas do fornecedor para o consumidor. Hoje em dia, ele écíclico e surgiu da identificação da necessidade de se estabelecer comunicação, um feedback(resposta), para conhecer os desejos e as necessidades do público-alvo, com o escopo de traçar apersonalidade do consumidor e fidelizá-lo.Figura 1 - Logística e os elos da cadeia se suprimentos Fonte: Mello (1996) Este esquema demonstra a mudança de conceito da direção da informação, representado 17
  18. 18. por um esquema cíclico, sendo este um sistema aberto de realimentação da informação, tendo comofacilitador a tecnologia da informação, responsável pela realimentação do sistema, visando aminimizar as perdas e falhas da mesma, representando o comportamento de uma empresa conformetrês componentes: - Processos: atividades; - Pessoas: trabalhadores, funcionários; - Tecnologia da Informação: facilitador da comunicação entre os elos.2.1.2 Logística A logística sempre teve sua importância, apesar de que somente nas últimas duasdécadas tomou-se ponto de atenção e estudo dos diretores (MELLO, 1996). De qualquer forma,as empresas estão cada vez mais investindo em tecnologia para gerenciar seus negócios tantodentro da cadeia quanto nos serviços externos. Existem diversas definições de logística, sendo ambas importantes por seremcomplementares e harmônicas: segundo a definição de logística adotada em 1998 pelo Councilof Logistics Management (Conselho Gerencial de Logística), apud Novaes (2001), et al p. 25,“Logística é a parcela do processo da cadeia de suprimentos que planeja, implanta e controla ofluxo eficiente e eficaz de matérias primas, estoque em processos, produtos acabados einformações, relacionadas, desde seu ponto de origem até o ponto de consumo com o propósitode atender ao requisito dos clientes”. Já para Mello et al, 1996, p. 18, logística é “o processo que integra, coordena e controla: 18
  19. 19. a Movimentação de Materiais, Inventários de Produtos Acabados e Informações relacionadas;Fornecedores através de uma Empresa; para satisfazer as Necessidades dos Clientes”. Para Dias, (1985), et al p.30, “a logística é responsável pela movimentação de materiaise produtos, através da utilização de equipamentos, mão-de-obra e instalações, de tal forma que oconsumidor tenha acesso ao produto na hora e com o menor custo que lhe convenha”. Segundo definição de Gomes e Ribeiro (2004) et al p. 89, “a logística é o processo degerenciar estrategicamente a aquisição, a movimentação dos armazéns e o armazenamento demateriais, peças e produtos acabados”. A logística consiste em uma técnica e, ao mesmo tempo, uma ciência que suporta arealização dos objetivos empresariais, a programação dos mesmos e consecução, serve paramanagement (gerenciamento), o engineering (engenharia) e as atividades técnicas nos temassolicitados, o projeto, o fornecimento e a preservação dos recursos". (Sole - Society of LogisticEngineers - Sociedade de Engenheiros Logísticos). Como se pode observar em cada uma dessas definições, a logística não é entendidasomente como distribuição física aos clientes de produtos e artigos comerciais, num maiorâmbito, ela se ocupa da oferta, por parte das empresas de produtos, de artigos comerciais eserviços. As finalidades da logística podem ser compreendidas nos 8 conceitos estabelecidos eclassificados por A. Sole como Rs:*Right Material (materiais justos);*Right Quantity (na quantidade justa);*Right Quality (de justa qualidade);*Right Place (no lugar justo); 19
  20. 20. *Right Time (no tempo justo);*Right Method (com o método justo);*Right Cost (segundo o custo Justo);*Right Impression (com uma boa impressão). Um dos objetivos da logística é aumentar o grau de satisfação do cliente. Para atingiresta meta, é necessário aplicá-la às áreas funcionais e em campos de atividades.2.1.3 Sistemas de Informação Segundo Gomes e Ribeiro (2004), existem duas abordagens para sistemas de informação,uma delas considerando-o como integração de setores; a outra tem relação apenas ao uso dainformática. O autor traz a abordagem dos seguintes autores: Dantas, Cautela Prates, Bio,Rezende e Abreu, como sendo referenciais da teoria na qual o sistema de informação tem relaçãocom integração de setores; e Prince e Rezende como indicação da teoria na qual os sistemas daempresa são um conjunto de hardwares e softwares. Para Melo, et al (1998), p.30, “O sistema de informação é todo e qualquer sistema quetem informações como entrada visando gerar informações de saída”. Neste sistema a expectativade se obter tais informações para satisfazer determinadas necessidades, corresponde ao objetivogeral dos sistemas de informação”. Para o autor, é possível descrever os estágios dos sistemas deinformação em três etapas: coleta de dados, produção ou tratamento da informação e uso geral dainformação. Deve-se levar em consideração o feedback, que é a retro alimentação da informaçãofuncionando para correções e controle do processamento de sistemas. Conforme o esquema defluxo de Informação abaixo: 20
  21. 21. Figura 2 - Fluxo de InformaçãoFonte: Melo (1998) Stair, (1998), p.50, possui uma abordagem muito próxima a de Melo, na qual “osistema de informação é uma série de elementos ou componentes inter-relacionados quecoletam (entrada), manipulam e armazenam (processo) e disseminam (saída) os dados deinformações e fornecem um mecanismo de feedback ”. Para Cruz, 1998, p. 48, os sistemas de informações “são o conjunto que disponibilizaos meios necessários à operação do processo decisório em qualquer organização por meio doprocessamento dos dados disponíveis”. Esta versão é considerada atual, pois hoje ainformação não esta somente na mão dos gerentes, mas é um processo que abrange todos osfuncionários, pois a companhia deve possuir caráter único, integração e harmonia, sendo ossistemas de informação ferramentas para a integração empresarial, abrangendo, hoje,tecnologia da informação que antigamente não possuíam.2.1.3.1 Sistema de Informação Gerencial (MIS) 21
  22. 22. Os MIS, management information system (Sistema de Informações Gerenciais),surgiram na década de 60, utilizados para produzir relatórios, que passaram a ser utilizados paramais amplamente no momento em que se identificou a necessidade e a importância dainformação. Dentre os principais sistemas de informação gerencial inicial estavam os relatóriosprogramados, relatórios de demanda e relatórios de execução, que ajudaram a minimizar custo ea agilizar as atividades empresariais (STAIR, 1998). Para Ein-dor e Segev (1985), no sistema de informação gerencial existem duasabordagens distintas: uma que trabalha os sistemas de informação de administração colocandoênfase na realização física do processo, como exemplo a citação de Maravec àpud Ein-dor eSegev (1985) p. 28, “um sistema de informações gerencial pode ser definido como osprocedimentos, as metodologias, a organização, os elementos de software e hardwarenecessários para inserir e recuperar dados selecionados conforme forem sendo exigidos paraoperação e a gestão de uma companhia”. A outra, distingue os sistemas em relação as suas funções dentro da empresa: tomada dedecisão, planejamento, determinar o curso das ações, dentre outros. Para o autor, esta definiçãose toma empírica, pois pode ser definida conforme as suas aplicações e formas de interação entreo gerente e estes sistemas.2.1.3.2 Sistemas de Informação de Marketing (SIM) As decisões de marketing são muito delicadas para serem tomadas de qualquer forma,para tanto podemos contar com o SIM, para aumentar o nível de acerto na tomada decisão. 22
  23. 23. Segundo Freitas, é possível optar por um sistema de apoio como um SAD - sistema de apoio adecisão e um SBC - sistema de base de conhecimento. Segundo Freitas (1993) et al p.34, o SIM é “uma rede complexa de relações estruturadas,onde se relacionam homens, máquinas e processos, os quais têm por objetivo alimentar um fluxoordenado de informações pertinentes, oriundas de fontes internas e externas à empresa, edestinado a servir de base às decisões de marketing”. Existem quatro elementos formadores do SIM:- Sistema de inteligência: meio de informação sobre o ambiente comercial;- Sistema contábil: registra vendas, estoques, etc;- Sistema de estudos e de pesquisa: preparação, coleta, análise e exportação dos dados; e- Sistema de modelização: meios e instrumentos de análise dos dados para a decisão de marketing. Segundo Kotler, et al. (2000), p. 122, “um sistema de informações de marketing éconstituído de pessoas, equipamentos e procedimentos, para a coleta, classificação, análise,avaliação, distribuição de informações necessárias de maneira precisa e oportuna para os quetomam decisões de marketing”. Estas informações têm base nos registros internos da empresa,atividades de inteligência de marketing, pesquisa e análise de suporte à decisão. O autor dá grande ênfase para um sistema que ele denomina “sistema de informações devendas”, que devem ser atualizados a cada instante, sendo estes os atuais softwares paraautomação da força de vendas e colocam ainda mais conhecimento ao alcance dos vendedores. 23
  24. 24. 2.1.4 Tecnologia de Informação (TI) e Sistemas de Informação Existem diversas abordagens sobre diferenças entre tecnologia da informação e sistemade informação: uma, a considera como o processador das informações captadas pelo sistema e aconsidera apenas a TI como interligação de sistemas e competitividade para a empresa. SegundoAlter apud Carvalho e Laurindo (2003), as distinções entre a tecnologia da informação esistemas de informação estão nas formas de considerações, ou seja, apenas em aspectos técnicosou em fluxo de trabalho, pessoas e as informações. Para Gomes, Ribeiro et al 2004, p.78, “A união do Sistema de Informação com aTecnologia de Informação resulta em um grupo de telas e relatórios, habitualmente gerados nasunidades de tecnologia da informação, que possuía maioria dos recursos de processamento dedados e gerencia a tecnologia da informação da empresa e seus recursos, gerando informaçõesprofícuas e oportunas aos clientes e usuários”. Para Cruz, et al 1998, p.20, Tecnologia da Informação “é todo e qualquer dispositivo quetenha capacidade para tratar dados e ou informações, tanto de forma sistêmica como esporádica,quer esteja aplicada no produto, quer esteja aplicada no processo”. Esta definição abrange tantoo processo produtivo quanto à tecnologia, que faz parte do produto ou serviço. Já para McGowan(1997), o papel da tecnologia é solucionar os problemas ou oferecer novos serviços de coleta dedados, transformando a informação em conhecimento. Assim sendo, a informação não éconsiderada apenas um dado dentro da máquina, ela passa a tomar-se livre e aberta dentro daempresa. (GOMES RIBEIRO, 2004). Desta forma, os conceitos mais abrangentes de tecnologia ligam informação econhecimento técnico para fornecer dados através de recursos de hardware e software, sendoigualmente importante o alinhamento da TI com a estratégia da empresa (CARVALHO e 24
  25. 25. LAURINDO 2003). Devido às. novas tecnologias, os custos de manipulação, armazenamento e transmissãoda informação estão diminuindo com relação ao custo de processamento manual; podemosconsiderá-lo oito mil vezes mais econômicos do que há trinta anos atrás.Nas entradas, antes do surgimento do código de barras, a taxa de erro era de um em trezentos;atualmente, é de um em três milhões (MC GOWAN, 1997). A tecnologia da informação esta transformando o processamento das atividades, comrelação ao tempo e à precisão da fabricação, tendo importância não tão somente maneira deprodução, mas também a diversidade de canais e fluxos, o que eleva ainda mais as formar deexplorar as atividades, sendo responsável por uma melhor comunicação entre as atividades e asempresas. Dentre todos os fatores já citados, podemos identificar, também, o efeito destas novastecnologias no quesito competitividade, sendo possível coordenar as atividades da empresas emlocais remotos, criando inter-relacionamentos.2.1.5 Cadeia de valor: A cadeia de valor é usada para descrever os passos que um bem ou serviço passa, sendoestes relacionados como hierarquias de propriedades comuns ou relacionamentos estreitos, o quetoma as parcerias uma alternativa para estes relacionamentos; estas são denominadas de“parceria de valor agregado”, que são empresas independentes que trabalham juntas para gerir ofluxo de produtos e serviços (MC GOWAN, 1997). A tecnologia da informação vem causando transformações na cadeia de valor, no que diz 25
  26. 26. respeito à ampliação de seus limites, com relação ao que diz respeito ao que pode ser feito emmenor tempo com a finalidade de abordar de melhor forma as oportunidades. A troca da informação é o que sustenta a organização, por isso é preciso criarvisibilidade no canal, para que seja orientada pela demanda real. (Christopher, 2000). Segundo Porter e Millar apud Carvalho Laurindo (1993) et al p.56, “A cadeia de valor éum conjunto de atividades tecnológicas e economicamente distintas que a empresa utiliza pararealizar seus negócios”. Sendo cada parte da cadeia independente, mas que são ligadas, pois cadaatividade afeta o custo e a eficiência da outra. Estas atividades podem ser classificadas em: • Atividade-meio ou de suporte (apoio): infra-estrutura empresarial, gerenciamento de recursos humanos, desenvolvimento de tecnologias, aquisição de insumos; • Atividade-fim ou primárias: logística interna, operações, logística externa, marketing de vendas, prestação de serviços (assistência técnica). A figura abaixo ilustra a forma com que Porter abordou estas vantagenscompetitivas na cadeia de valor, citadas acima:Figura 3 - Vantagem Competitiva: Cadeia de valor (Michael Porter)Fonte: Material de aula do curso de MBA- logística da Escola Superior de Propaganda e Marketing de PortoAlegre, por Filipe Muller. 26
  27. 27. As atividades que criam valor para o cliente, na concepção de Porter, foram adaptadaspor Christopher para abranger os conceitos de logística, logo abaixo:Figura 4 - Cadeia de valorFonte: Chistôpher (2000) Segundo a visão de Porter, Apud Chistopher (2000), p. 123, “A cadeia de valorrepresenta todas as atividades que acontecem dentro da empresa com a finalidade de criar valorpara todos os clientes”. Com a análise da importância da estratégia esse modelo foi ampliado, tendo em vista acriação de parcerias para a execução das atividades, segundo figura abaixo:Figura 5 - Cadeia de valor ampliadaFonte: Chistopher (2000) 27
  28. 28. Neste modelo, as atividades primárias de Porter foram adaptadas de tal forma que alogística compreenda as operações, a construção da marca (marketing e vedas) visando à criaçãode valor do fornecedor para o consumidor. Sendo assim, para Chistopher, o marketing encontra-se como uma parte da logística, ao contrario da definição de Kotler, na qual a logística é um dosP’s do mix de marketing.2.1.6 Efeito Chicote: O grande problema que norteia a questão da falta de informação na cadeia desuprimentos é chamado “Efeito Chicote”. Segundo Simchi-Levi e Kaminsky (1993), estefenômeno ocorre quando há falta da informação e aumento da variabilidade da demanda, que sãoresponsáveis por conseqüências ao longo de todos os elos da cadeia de suprimentos. Esteprocesso gera mais gastos para a empresa, podendo ser reduzidos e administrados de forma maiseficaz através da comunicação mais rápida e eficiente. Segundo Domier, Emst, Fender, Kouvelis (2000), a variação sazonal na demanda é causado “Efeito Chicote”. Sendo assim, este efeito se refere ao fenômeno onde a variação na cadeiaexige uma alteração maior do que a real do ponto-de-venda, sendo que a variação dos pedidos émaior quando se mexe o montante, ou seja, a propagação da variação. Fundamentalmente, são quatro os principais fatores que contribuem para o “EfeitoChicote”: atualização das previsões de demanda, políticas para consolidação de carregamentos,flutuações de preço e racionamento dos ressuprimentos quando a demanda é superior à oferta. A figura abaixo representa o trajeto do efeito em estudo em uma cadeia simples de 28
  29. 29. quatro estágios: varejista, atacadista, distribuidor e fábrica, sendo estas consideradas as etapaspercorridas neste processo:Figura 6 - Efeito chicoteFonte: Simchi-Levi e Kaminsky (1993) É importante identificar as técnicas e ferramentas que permitem controlar este efeito,para tanto alguns fatores tomam-se importantes contribuintes para o aumento da variabilidade,são eles:- Previsão de demanda: técnicas de gestão de estoques, como por exemplo a política de estoques mín.-máx., a qual quando o estoque se encontra abaixo de determinado valor; ponto de reabastecimento o estoque é reabastecido até o ponto de estoque máximo determinado para aquele momento;- Lead Time: lead times maiores levam a maior variabilidade, pois uma pequena mudança com um grande lead time implica diferença significativa no estoque, por isso é necessário criar sistemas de resposta à demanda mais rápidos e sistemas de informação e de entrega 29
  30. 30. mais eficientes. - Pedido por lote: causador de distorções e alteração nas variáveis de pedidos, pois não se tem noção exata da demanda do cliente por unidade. A figura abaixo demonstra as vendas de um produto comparado às ordens colocadaspelo varejista ao fabricante:Figura 7 - Chicoteamento - pedidos versus vendasFonte: Domier, Emst, Fender, Kouvelis (2000) Podemos observar que a distorção entre as vendas e os pedidos colocados é bastantesignificativa. Para Steinke, et al (2003), as novas tecnologias de informação como SCM e ECRestão causando uma verdadeira revolução nas empresas, com a diminuição das Bullwhips (formacom o qual o autor denomina o “Efeito Chicote”) reduzindo os lead time e custos, tendo em vistaa diminuição do “Efeito Chicote”, através da obtenção qualificada da informação em menortempo, ajudando na diminuição da variabilidade, uma vez que se tem conhecimento da demandareal. 30
  31. 31. 2.2 Tendências de Mercado No mercado globalizado a informação tomou-se “mercadoria” valiosa no mix demarketing, proposto pelo professor Jerome McCarthy, no início da década de 60. Com aevolução da tecnologia da informação e da tecnologia de armazenamento e transporte, acomunicação tomou-se importante em todas as áreas, não tão somente na promoção, responsávelpela comunicação entre empresa e seu consumidor final, mas também na comunicação entre oselos da cadeia de distribuição, praça ou logística, trazendo melhorias principalmente nadiminuição do lead time e minimização de custos. Segundo Bowersox, (2001), a tecnologia de informação está evoluindo em ritmoextraordinário, em velocidade e capacidade de armazenamento, gerando significativamente aredução de custos e espaço físico.2.2.1 Redução de Estoques: Os consultores e autoridades em cadeias de suprimentos costumam dizer que na cadeiade suprimentos moderna, a informação substitui os estoques, pelo aproveitamento eficaz deinformação agora disponível; pode-se projetar e operar as cadeias de suprimentos muito maiseficazmente (SINCHIN-LEVI e KAMINSKY, 2003). Normalmente, o grau de risco associado à manutenção de estoques se dá através davariabilidade da demanda de um produto e seu canal de distribuição, sendo que os reflexos deuma maior variabilidade da demanda são percebidos imediatamente nos níveis de estoque de 31
  32. 32. segurança, parcela dos estoques destinada à garantia dos níveis desejados de disponibilidade deproduto Estes níveis constituem uma reserva estratégica de produto (WANKE, 2004). Apesar das reduções nos custos de estoque, ele ainda é considerado crítico em algunscasos. Os gerentes de logística e de operações constantemente se deparam com a necessidade dereduzir estoques, sem prejudicar a qualidade percebida. Para o autor, o estoque é um item alvopara redução de custos, principalmente pelo valor imobilizado nesta conta do ativo o que afetadiretamente o retomo sobre o capital dos acionistas. (LIMA, 2004). Com o intuito de reduzir os estoques, atualmente, existem diversas ações para aumentaro grau de previsibilidade da demanda, através do acesso e compartilhamento da informação devendas obtida em tempo real junto aos consumidores e é neste sentido que as ferramentas desistemas de informação como ECR e SCM. Segundo Ching (2001), a problemática dos estoques tem base nos autos custos, mesmoquanto excluídos os custos de aquisição das mercadorias, pois estão associados a três categorias: - custo de pedir: custos fixos administrativos, associando aquisição para reposição deestoques, custos de preenchimento de pedido e serviços burocráticos de contabilidade aalmoxarifado, de recebimento verificação do pedido, nota e quantidade. -custos de manter: custo de armazenagem, custo de seguro, deteriorização e absolência. - custo total: referente aos custos de pedir mais os custos de manter. Segundo Gomes e Ribeiro (2004), quanto maiores os custos de movimentação emanuseio de produto e a confiabilidade no suprimento menor os estoques, já quanto maior for ademanda e sua variabilidade, assim como maior serão os níveis de estoque quanto maiores foremo lead time, o custo do processamento de pedido, as economias de escala, a demanda e suavariabilidade. 32
  33. 33. 2.2.2 Organização em rede A organização em rede é tida como uma forma de aproximar as habilidades ecapacidades que estão presentes em toda a rede de informações, caracterizada como “redevirtual”. Segundo Christopher (2000), o gerenciamento da cadeia é o meio mais eficiente desatisfazer lucrativamente as necessidades do cliente, sendo mais importante do que executarmúltiplas atividades de agregação de valor. Para McGowan (1997), não mais é observada a tendência das grandes empresaspossuírem maior competitividade por terem posse de maior maquinário. Observamos hoje atendência das parcerias de empresas, sendo cada uma responsável por uma atividade na cadeiade valor, este se dá principalmente devido às novas tecnologias de baixo custo. Segundo Kotler (2000), existe a rede de relacionamento de marketing, que consiste naligação entre a empresa, seus clientes, fornecedores, distribuidores, revendedores, agências depropaganda e acadêmicos, dentre outros, sendo o lucro e o sucesso as conseqüências de uma boarede de relacionamentos entre os públicos interessados. Esta integração pode ser vista também como uma cadeia produtiva global ou cadeiasinternacionais de suprimento, visto que pode existir grande dispersão geografia entre asempresas. (CARVALHO e LAURINDO 2003). Segundo Prazeres et al. (2004), “Uma rede não éuma associação, é um espaço por onde se transita, emitindo, recebendo informações ou fazendo-as circular, é um espaço de troca e construção coletiva”. Sendo assim, as redes de organizaçõessão tidas como espaços de troca coletiva e, portanto, qualificadores de informação eexperiências. A concepção de redes tem valor agregado principalmente com as novas tecnologiasde informação e comunicação, que são tidas como elemento articulatório. 33
  34. 34. 2.2.2.1 Padronizações da rede - cadeia de suprimentos Em função das tendências de organizações em rede e da necessidade de integração dasempresas, foram criadas formas de padronização, para tanto foi criado, dentro da AssociaçãoECR Brasil, o Comitê de Padronização que tem por objetivo discutir, definir e implementar ospadrões da cadeia de abastecimento, visando menor custo e maior eficiência e produtividade,através da simplificação e racionalização para eliminar desperdício. Dentre os trabalhos de padronização realizados pela ECR Brasil estão: 1. Utilização do código de barras: Foram recomendados formatos de etiquetas, recomendações de leitura e de manutenção da base de dados; 2. Sistema de cadastramento de produtos: Recomendação de base para cadastro padrão e o desenvolvimento do catálogo eletrônico; 3. Unitização de carga: Reduzir significativamente o preço de custo dos produtos, além da unitização modular e a adoção do pallet; 4. Padronização de veículos: são feitas recomendações e teste de capacidade e comprimento de carrocerias, arranjos de pallet, altura da doca e movimentação; 5. Entrega programada: Consiste na otimização das entregas do fornecedor no varejo ou atacado com o objetivo de otimizar o uso de caminhões, pessoal, docas e outros equipamentos. (ASSOCIAÇÃO ECR BRASIL)2.3 Teoria da Comunicação: 34
  35. 35. Dentro da área de comunicação social podemos observar a preocupação com areceptação da informação através do modelo de Shannon e Weaver, responsáveis pela teoria dainformação ou teoria matemática da comunicação Segundo Wolf (1999), tais estudos objetivama melhoria da velocidade de transmissão de mensagens, diminuindo as distorções e aumentandoo rendimento global do processo de transmissão de informação, sendo esta, essencialmente, umateoria sobre a transmissão ótima da mensagem. A origem deste modelo tem base na engenharia das telecomunicações, precursoras dastecnologias da informação. As primeiras pesquisas têm embasamento no estudo da velocidade equantidade das transmissões por telégrafo, tendo como objetivo a minimização das distorçõesnas comunicações. A publicação considerada mais significativa foi desenvolvida por Shannonem 1948, na Bell System Technical Journal. Este estudo deu base ao sistema abaixo:Figura 8 - Sistema de transmissão da informaçãoFonte: Shannon e Weaver, 1949 apub Wolf (1999) 35
  36. 36. Neste modelo, observa-se que o autor enfatiza a transmissão da mensagem como sendodo emissor para o receptor, enquanto a energia percorre o caminho contrário. Podemos por assimdizer, que esta é a primeira percepção de feedback, sendo as distorções da mensagemconsideradas ruídos da comunicação. Segundo Mattelart apud Shannon (2002), p.58, o problema da comunicação consiste, em“reproduzir em um ponto dado de maneira exata ou aproximativa, uma mensagem selecionadaem outro ponto”. Esta teoria considera a informação como um dado bruto, sendo determinadospelo autor cinco elementos para análise que estão compreendidos na figura também citado porWolf, a cima, são eles:- Fonte: produto da mensagem;- Codificador ou emissor: transforma a mensagem para tomá-la transmissível;- Canal: meio de transporte dos sinais;- Decodificador: reconstrutor da mensagem; e- Destinação: pessoa que recebe a mensagem. Para Torquato (1986), a empresa é um sistema aberto de comunicação no qual os elementos,acima citados, fazem parte da organização, sendo este processo dividido em duas partes: aprimeira a transmissão e a segunda a recuperação (necessária para o controle da fonte). Podemos considerar os sistemas de informação como codificadores e decodificadores destamensagem, tendo como papel diminuir o ruído na comunicação e no canal de forma a aumentar avelocidade e a qualidade da mesma da fonte para o receptor, sendo estes representados pelos elosda cadeia de suprimentos. Como principais codificadores neste contexto, temos os controles decomunicação de dados, dentre os principais utilizados atualmente, estão: - GTIN (Global Trade Item Number): identificador de cada unidade de produto vendido,engradado ou caixa; 36
  37. 37. - SSCC (Serial Shipping Container Code) Código de Série de Unidade Logística: utilizadopara controlar pallet ou Container de embarque;- GLN: (Global Location Number): utilizado na captura de e mensagens eletrônicas - Alinhamento de dados mestres; - EDI (Electronic data interchange): para alinhamento de dados mestres e transferência dainformação; - Tecnologias de integração local: buscando integração da informação com baixo custo e altaintegridade.2.4 Ferramentas de informação Inicialmente, a ligação entre os elos da cadeia se dava de forma unicamente física eoperacional; com o tempo, foi se percebendo a necessidade de estabelecer estratégias em buscade qualidade, ao invés de realizar as operações de forma individual: começou-se a buscar alogística para ganhar competitividade através da priorização da troca de informações cada vezmais aprimorada e rápida, em busca de qualidade e fortalecimento e estabelecimento deparcerias. Desta forma, os sistemas de informação combinam equipamentos e software, paragerenciar, controlar e medir as atividades logísticas, surgindo novas tecnologias dentre elas SCMe o ECR, capazes de controlar todos os produtos através de um chip. 37
  38. 38. 2.4.1 SCM: Existem diversas definições para SCM. Segundo Mello (2004), muitas pessoasconfundem os termos SCM e Logística, sendo que a definição de SCM é mais ampla do que o deLogística. Para Borges et al. (2004), p.78 , “o SCM é a ciência que visa unir todas as fases doprocesso da cadeia de suprimentos, visando otimizar os métodos e etapas de produção, compras esuprimentos, inventário, administração, previsões, armazenagem, transporte e entrega dosprodutos.”. Já para o International Center for Competitive Excellence — University of NorthCaroline (Centro Internacional de Excelência de Competitividade da Universidade da Carolina doNorte) (1994), SCM é a integração dos processos de negócios do usuário final através defornecedores (originais), que fornecem produtos, serviços e informações e agregam valor para osconsumidores. Esta tecnologia também pode ser considerada uma visão expandida e atualizada,buscando intensificar, somar e amplificar os benefícios de uma gestão integrada da cadeia desuprimentos. Assim, as estratégias e as decisões deixam de ser formuladas e firmadas sob aperspectiva de uma única empresa e passam a fazer parte da cadeia produtiva como um todo.(PARRA E PIRES, APUD PIRES, 2002). O esquema de Porter, evidenciado no capítulo sobre Cadeia de Valor, resulta em ummodelo competitivo com base no fundamento de Parra e Pires sobre o negócio virtual que destacacada vez mais a competição entre cadeias produtivas. Sendo assim, atualmente, as mais efetivaspráticas na SCM visam a obter unidade de negócio virtual, eliminando as desvantagens de custo,conforme figura abaixo: 38
  39. 39. Figura 9 - Competição entre unidades de negócio virtuaisFonte: Pires (1998) apud Parra e Pires (2004) Desta forma, o SCM é responsável pela estruturação de parcerias e alianças estratégicas,tendo como objetivo tomar realidade as sinergias entre as partes da cadeia, visando atender deforma mais eficiente, tanto através da redução de custos, como através da adição de mais valor aoproduto final. Segundo Mello (2004), o SCM necessita de um alto grau de integração entrefornecedor e cliente (o que na maioria das vezes é bastante difícil), pois as parcerias diminuemcustos ao longo da cadeia (entre 10% e 30%) e tempo médio de estocagem (cerca de 50%). Dentro deste contexto de integração, a função de compras não consta como parte dalogística, mas é considerada um componente central no SCM, o que mais uma vez evidencia estecomo sendo uma ferramenta não só de logística, mas também de marketing, que vem cada vezmais incorporando a logística integrada à realidade das empresas. 39
  40. 40. 2.4.1.1 Processos de SCM Existem processos de negócios considerados chaves para o sucesso de implementação doSCM, segundo Fleury, Apud Borges (2004), são eles: - Relacionamento com os clientes: desenvolvimento de equipes focadas nos clientesestratégicos, que busquem um entendimento comum sobre características de produtos e serviços,a fim de tomá-los atrativos para aquela classe de clientes; - Serviço aos clientes: fornecer um ponto de contato único para todos os clientes,atendendo de forma eficiente a suas consultas e requisições; - Administração da demanda: adita, compila e continuamente atualiza dados dedemanda, com o objetivo de equilibrar a oferta com a demanda; - Atendimento de pedidos: atende aos pedidos dos clientes sem erros e dentro do prazode entrega combinado; - Administração do Fluxo de produção: o foco é desenvolver sistemas flexíveis deprodução que sejam capazes de responder rapidamente às mudanças nas condições do mercado; - Compras/Suprimento: deve objetivar as relações de parceria com fornecedores paragarantir respostas rápidas e a contínua melhoria de desempenho; - Desenvolvimento de novos produtos: a organização tem que buscar o mais cedopossível o envolvimento dos fornecedores no desenvolvimento de novos produtos. Além destes processos, o SCM agrega algumas técnicas e procedimentos como o JIT,Kabam e engenharia simultânea, que foram amplamente adotadas por várias empresas,contribuindo para um significativo avanço da qualidade e produtividade. (Silva, 2004). Dequalquer forma, o uso do SCM em empresas nacionais é recente, porém seus resultados têmalcançado índices cada vez maiores na redução dos custos logísticos, tempos do fluxo deprodutos no canal de suprimentos, maximização dos lucros e ampliando a penetração em novos 40
  41. 41. mercados e economia mundial. Mas, segundo Cecatto apud Silva (2004) et al, “A importância doSCM no desenvolvimento das Empresas Brasileiras ressalta, que o envolvimento das empresasainda é uma barreira nas empresas brasileiras, onde é muito comum encontrarmos estruturasmuito departamentalizadas e com má comunicação interna”. Por este motivo é importante que asempresas nacionais estejam preparadas para as novas tecnologias, a fim de competir no mercadomundial, sendo necessário o investimento nestas novas técnicas buscando qualidade e agilidade,que podem ser proporcionadas por uma maior integração da cadeia de suprimentos.2.4.1.2. Histórico do SCM: O processo de desenvolvimento do SCM teve início no Controle de Estoque da décadade 60. Com a revolução na área de produção na década de 70, perdeu-se a noção da previsão deconsumo. Sendo assim, foi desenvolvida uma ferramenta denominada MRP - MaterialRequirement Planning ou Planejamento de Requerimento de Material, sendo ampliado esteconceito para planejamento mestre - MPS, Master Plan Scheduling ou Plano Maior de HorárioMarcado, na década de 80, no qual as áreas produtivas e estoque foram integradas a compras,vendas e algumas funções financeiras. Logo após, surgem as ferramentas para controlar todas asáreas de uma empresa, como exemplo temos o ERP - Enterprise Resource Planning, surgindo deforma conjunta ao conceito de Supply Chain, responsáveis pelo gerenciamento da cadeia desuprimentos como um todo (FERREIRA E BORGES, 2004). O conceito de SCM surgiu como uma evolução natural do conceito de logística,representando a integração externa, pois estende a coordenação dos fluxos de materiais einformações aos fornecedores e ao cliente final, enquanto a logística representa uma integração 41
  42. 42. interna de atividades.2.4.2 ECR O ECR foi gerado pelas redes de supermercados, fabricantes de produtos de consumonão duráveis e prestadores de serviços logísticos na década de 80. Segundo a ECR Brasil, este éum movimento global, no qual empresas industriais e comerciais, juntamente com os demaisintegrantes da cadeia de abastecimento (operadores logísticos, bancos, fabricantes deequipamentos e veículos, empresas de informática, etc.) trabalham em conjunto na busca depadrões comuns e processos eficientes que permitam minimizar os custos e otimizar aprodutividade em suas relações. O objetivo do ECR é coordenar a troca de informações entre a indústria e o varejo,possibilitando, dentre outras coisas, a determinação do melhor mix de marketing no ponto devenda e a quantidade de produto necessário em determinado momento, a fim de reduzir o custogerado pela estocagem. Conforme Wanke (2004), o ECR é a forma encontrada possibilitar otrabalho conjunto para reduzir custos e agregar valor ao consumidor final. Neste conceito asinformações geradas pelo consumidor auxiliam na busca por menores preços, melhores produtos,melhor disposição, maior variabilidade e maior conveniência para o cliente final, segundoesquema abaixo: 42
  43. 43. Figura 10 - Trabalho Conjunto (ECR)Fonte: material do curso de MBA de logística da ESPM Porto Alegre Esta ferramenta vem causando alterações significativas para empresa, pois através datransmissão eletrônica em tempo real para os fabricantes do consumo do PDV (Ponto de Venda)e da transmissão eletrônica da demanda futura projetada do PDV, trabalha com a finalidade deintegrar marketing e logística através da informação que possibilita ações mais precisas.2.4.2.1.Reposição Contínua Segundo a ECR Brasil, a Reposição Contínua tem base na informação da demanda e sãocoletadas no PDV através de leitoras óticas e repassadas eletronicamente para reporcontinuamente o estoque sem perdas e sem a utilização de papéis, como era feito há alguns anosatrás. Um comprador do varejo, no Brasil, é responsável por gerenciar uma imensidão deprodutos, através da reposição contínua, o gerenciamento fica facilitado disponibilizando tempopara outras atividades empresariais. 43
  44. 44. Dentre os benefícios da reposição contínua estão: a redução de falta de produtos nas lojas, a diminuição de estoques, a possibilidade de menores custos logísticos e maiores e mais concretas previsões de produção (no caso de fornecedores). Segundo Ferreira (2004), na reposição contínua, o estoque e seus limites são controlados por meio eletrônico, através de um fluxo de informações que vai do comércio até a indústria, o que acaba com a concentração das negociações no final do mês. Para o fornecedor, reduz produtos em falta e para o varejo, ajuda a promover a lealdade às marcas e um maior conhecimento do consumidor, melhorando a relação com os elos da cadeia. Para atacadistas, reduz o número de produtos devolvidos, diminuindo os estoques. Nesta concepção foram criados três modelos de distribuição: - Direto de Loja: o fornecedor entrega sua mercadoria direto para as lojas; - Via CD - Centro de Distribuição: o fornecedor destina seu produto para um centro de distribuição que se encarregará de distribuí-lo para as lojas; e - Via Cross-Docking: ocorre quando o fornecedor destina seu produto para um local no qual ele é receptado e no mesmo momento repassado para as lojas.Figura 11 - Modelos de DistribuiçãoFonte: ECR Brasil 44
  45. 45. O Cross-Docking é uma ótima alternativa na redução de estoques, pois os produtos saem do fornecedor e são interceptados e distribuídos no mesmo momento às lojas, o que proporciona maior agilidade, menor lead time e diminuição de custos de estocagem. Foram estabelecidas pela ECR Brasil três formas de gerenciar a cadeia de suprimentos, de acordo com a responsabilidade e da decisão de reposição, são elas:- No varejo: modelo tradicional em que o varejo calcula a necessidade e envia um pedido ao fornecedor - é o RMI {Retail Management Inventory),- No fornecedor: o varejista informa ao fornecedor a posição de estoques, ou vendas, ou previsão de vendas; logo após calcula a necessidade de reposição e avisa ao fornecedor; e- No operador logístico: as decisões são tomadas pelo operador logístico de acordo com parâmetros definidos pelo fornecedor e varejista. Desta forma, através da concepção da importância da tecnologia na reposição e nanecessidade da informação entre os elos da cadeia, a reposição contínua vem se tomando umagrande tendência, principalmente pela forma com a qual vem sendo tratada esta questão comseriedade pela ECR Brasil e pelas empresas vinculadas, vindo a proporcionar o estudo da cadeiade suprimentos e sua padronização para uma melhor comunicação que vise a diminuir os ruídos(estudado no capítulo de teoria da comunicação).2.4.2.2 Gerenciamento por Categoria Segundo a ECR Europe e ECR Brasil, o Gerenciamento de Categorias é uma dasetapas de um planejamento estratégico, na qual os produtos são definidos conforme categorias e 45
  46. 46. subcategorias e principais segmentos, para poderem ser identificados através da árvore dedecisão, para poder visualizar produtos substitutos entre si ou intimamente relacionados, sendodefinido como o processo no qual os produtos são gerenciados como unidade de negócio(grupos). Cada categoria é atribuída conforme comparação entre elas, considerando asinformações de consumidor, distribuidor, fornecedor e varejista, sendo a cada etapa atribuída umafunção, dentre elas: - Definição da categoria: determina os produtos que formam a categoria,subcategoria e principais segmentos; -Papel da categoria: atribuí-se um papel para a categoria com base na comparação,considerando as informações sobre os consumidores, distribuidor, fornecedor e varejista; - Avaliação da categoria: envolve obtenção, organização e análise das informaçõesnecessárias para entender o desempenho atual da categoria e identificar oportunidades;- Cartão de metas da categoria: determina os objetivos que serão definidos pelo varejista e o fornecedor a partir do plano de negócios. (LARÁN e MELGARÉ, 2004). A figura, abaixo, identifica e ilustra as etapas do gerenciamento por categoria, sendobaseada em dados do mercado, dados internos do varejo e pesquisas com o consumidor: 46
  47. 47. Figura 12 - árvore de decisãoFonte: Harris, slide apresentado no III Congresso ECR Brasil. Kotler (2000), possui uma abordagem muito próxima a questão de gerenciamento decategorias, que ele denomina de gerenciamento de linha de produtos, as quais ele subdivide ecategoriza-os em níveis. Esta estratégia funciona de forma a demandar as decisões sobre o mix demarketing, linha de produtos, marcas e embalagens. Desta forma, observa-se mais uma vez aintervenção do marketing e da logística e a abrangência do ECR nestas duas áreas. 47
  48. 48. 3. RGE - RIO GRANDE ENERGIA3.1 Características da empresa A RGE é a distribuidora de energia elétrica da região norte-nordeste do Estado do RioGrande do Sul, que foi privatizada em outubro de 1997, sendo formada por grupos nacionais einternacionais de energia. A empresa tem como principais acionistas: a CPFL Energia e a IpêEnergia. A CPFL Energia é a maior empresa privada do setor elétrico com capital 100% nacional,sendo uma holding de controle de empresas de energia da VBC Energia S.A., da 521Participações S.A. e da Bonaire Participações S.A. Controla a Companhia Paulista de Força eLuz, a Companhia Piratininga de Força e Luz e a RGE, ao passo que a IPÊ Energia, é umaempresa presente em quatro continentes, a Public Service Enterprise Group é uma das maisimportantes empresas de gás e eletricidade dos EUA. Juntas, suas companhias geram mais de13.000 MW de eletricidade em todo o mundo. A RGE atende, hoje, 254 municípios, que estão divididos em cinco Departamentos deOperação: Metropolitano, Serra, Planalto, Noroeste e Missões, tendo uma área de cobertura de90.896km2, 34% do território do estado. No total são 1.052.281 clientes, 55 subestações dedistribuição, 4 subestações de transmissão, 1.225,93 MVA de capacidade instalada dedistribuição e 167 MVA de transmissão. Fonte: Dados da RGE de dezembro de 2003). 48
  49. 49. 3.1.1 Mercado O Mercado de Energia Livre também é chamado de Mercado Spot e funciona como umaBolsa de Mercadorias onde toda a energia elétrica excedente, ou em falta, é negociada no MAE(Mercado Atacadista de Energia Elétrica). Atualmente, o preço Spot, ou preço MAE, é diretamente influenciado pelo patamar dearmazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas, pela evolução prevista da demanda epela disponibilidade atual e futura de usinas e linhas de transmissão. Sendo assim, os preços sãoregulados através de modelos matemáticos que definem o CMO mensal (Custo Marginal deOperação - que calcula o custo de produzir uma unidade de energia adicional à última unidadeconsumida pelo mercado). O resultado do cálculo é passado para o MAE, que divulga o preço daEnergia Livre para cada uma das regiões elétricas do Brasil: Norte, Nordeste, Sudeste - CentroOeste e Sul. A partir de 2003, o MAE terá, ainda, dois submercados: Norte - Nordeste, Sul -Sudeste - Centro Oeste. No futuro, provavelmente, a energia será negociada como uma commodity, onde entrarãoas regras da oferta e demanda para determinar o preço. Fonte: site da RGE. No cenário de Mercado Livre, a responsabilidade da RGE é de garantir a entrega deenergia para seus clientes até 2014, através de compra antecipada feita pela empresa, porém,neste mercado a diferenças entre commodities e serviços são muito estreitas, sendo assim a RGEtem buscado meios para alcançar uma real vantagem competitiva. Numa economia globalizada e com a tendência de implantação de um mercado de energia 49
  50. 50. livre, a concorrência fica mais acirrada, tomando o cuidado na escolha dos fornecedoresredobrada. De qualquer forma, a abertura do mercado de energia elétrica traz inúmerasoportunidades de negócios para as empresas fornecedoras, no entanto, para que as empresasrealmente possa reduzir despesas com energia, é necessário prestar atenção nas ofertas do setorpara gerenciar atentamente a demanda e seus contratos, compatibilizando suas necessidadesenergéticas com as oscilações do mercado. Para os Clientes Livres, o preço da energia vaidepender fundamentalmente da oferta e da procura. No Brasil, por exemplo, grande parte daenergia vem de recursos hídricos, sendo que a falta de chuva em determinada região pode serfator preocupante na queda na produção e conseqüente desequilíbrio nesta oferta. Neste caso, opreço tende a subir aumentando as despesas com energia além do previsto inicialmente. Paratanto, a RGE contratou os volumes adicionais de energia para o atendimento das necessidades deseus clientes até 2014. Desde 1997, o modelo centralizador do mercado de energia elétrica brasileiro estámudando, gradualmente, para a descentralização. Estas alterações têm por objetivo oferecer atodos os brasileiros um cenário competitivo de preços e, ao mesmo tempo, assegurar adisponibilidade e qualidade da energia elétrica distribuída, através do uso do capital privado namelhoria e expansão do sistema. O caminho para chegar a esses resultados tem por base osseguintes princípios: - Incentivo à competição: Foi criada a figura do consumidor ou cliente livre, que poderá escolher a fornecedora que melhor se adapta aos seus critérios de preço e outras vantagens que, no final, beneficiem o mercado consumidor como um todo. Por exemplo, se você está dentro da área de atuação da RGE e se enquadra na legislação sobre consumidores livres, poderá optar também pela RGE como sua fornecedora de energia. 50
  51. 51. - Descentralização dos serviços das empresas elétricas: Antigamente era comum termos a situação de monopólio no setor, onde a mesma empresa gerava, transmitia e distribuía a energia elétrica. Agora, temos empresas especializadas em geração, transmissão e distribuição trabalhando separadamente. O resultado são investimentos mais claros, melhores serviços e tarifas mais transparentes. - Acesso livre às Linhas de Transmissão: A legislação permite que, quaisquer que sejam os proprietários das Linhas de Transmissão, todos os produtores e clientes livres têm o direito de utilizá-las para transportar sua energia. Os proprietários, por outro lado, cobrarão uma tarifa por esta transmissão e serão responsáveis pela qualidade da infra- estrutura da rede. - Distribuir energia elétrica na área concedida, buscando a permanente satisfação de Clientes, Acionistas, Parceiros, Colaboradores e Poder Concedente.3.1.3 Visão Ser reconhecida pelos clientes pela excelência dos serviços de distribuição de energiaelétrica e pelos Acionistas, Colaboradores, Parceiros e Poder Concedente como líder emexcelência empresarial no setor elétrico do Brasil. A empresa procura se diferenciar através da confiabilidade e seriedade dos acionistas,assim como pelo ISSO 9002 e OHSAS 18001, que assegura a qualidade dos serviços. 51
  52. 52. 3.1.4 Valores - Segurança em primeiro lugar - Transparência no comportamento - Ética empresarial - Participação e valorização dos Colaboradores - Responsabilidade social e cidadania - Inovação operacional3.1.5 Negócio A RGE orienta-se pela Gestão de Qualidade Total para atingir a eficiência, sendo oobjetivo fornecer energia com qualidade e responsabilidade para a população, procurando tomar-seuma das melhores empresas do ramo em todo o Brasil, para tanto ela desenvolve políticas, são elas:3.1.5.1 Política de Qualidade Total: Visa melhorar continuamente os serviços de distribuição de energia, buscando asatisfação de Clientes, Acionistas, Parceiros e Colaboradores. 52
  53. 53. 3.1.5.2 Políticas de Gerenciamento de Risco e Controle de Perdas: São políticas de comprometimento com a vida e com a qualidade, que se dão atravésdo desenvolvidos programas de segurança como: Viva com Segurança, Sistema Vida e Dicas deSegurança, para tanto são promovidas atividades segundo as seguintes diretrizes. A. Segurança Total: Gerenciamento de riscos e controle as perdas acidentais que envolvam colaboradores, parceiros, fornecedores, clientes, comunidade e a propriedade. B. Segurança em 1o Lugar: Subordinação e a execução de todas as tarefas ao atendimento dos requisitos de saúde e segurança. A. Risco Zero: Controle dos riscos, visando eliminar aqueles que possam resultar em lesões e enfermidades de pessoas e em perdas e danos patrimoniais. B. Cumprir Padrões: Fornecimento e manutenção do ambiente de trabalho seguro e saudável,conforme indicado pelas melhores práticas do negócio e de acordo com os requisitos legais e normativos. C. Melhoria Contínua: Promove o aperfeiçoamento contínuo e ampla divulgação do VIDA - Sistema de Gerenciamento de Riscos e Controle de Perdas.3.1.5.3 Política Ambiental: Desenvolvimento do Sistema de Gestão Ambiental, que controla os impactosambientais significativos das atividades da empresa, que é regulado segundo as seguintes diretrizes:A. Melhorar continuamente seus processos e atividades para a obtenção de avanços positivos em 53
  54. 54. seu desempenho ambiental.B. Atuar preventivamente contra a poluição, para que sejam evitados ou controlados impactosambientais negativos significativos.C. Cumprir a legislação e normas aplicáveis em suas atividades.D. Promover o senso de responsabilidade individual e gerencial com relação à proteção ambiental,através da capacitação dos colaboradores e da conscientização dos prestadores de serviços.3.1.5.4 Política de Segurança da Informação: Para a empresa a informação é um ativo que integra o seu patrimônio, cabendo aosseus colaboradores garantir-lhe assertividade, integridade, disponibilidade e confidencialidade e,assim, propiciar a correta condução dos seus negócios.3.2 Sistemas de Controle de Estoques O Supply Chain é o sistema de informação de controle de estoques entre as bases, que atuacom o intuito de criar um elo de ligação entre o controle de atividade das bases e o gerenciamentode materiais. O Controle de bases começa no momento em que o pedido é captado nas centrais de callcenter e centros de operação e destruição. Através do sistema Open estas chamadas são convertidasem ordens de serviço e com o Auto Track (sistema de gerenciamento de informações, gerenciado 54
  55. 55. por satélite) são convertidas para as bases operacionais. O controle de estoque nas bases temuniformizado as atividades, através da padronização da ordem de serviço apresentando a estruturade materiais necessária para determinada atividade, por sua vez a base de operações recebe aordem e seleciona os materiais para aquela atividade a fim de executar os trabalhos de campo. Umavez terminado, o eletricista digita as informações no Auto Track, registrando a conclusão daatividade e mencionando os materiais utilizados. O consumo é imediatamente detectado pelosistema de logística que faz o reposicionamento. A cada semana o operador logístico repõem omaterial, sendo as informações estendidas até os fornecedores que podem acompanhar os níveis deestoque podendo fazer previsões precisão futura de curto e médio prazo. Para cada uma das bases são calculados pontos de reposição e estoques máximos, estesparâmetros são responsáveis pela reposição automática, sendo assim não é mais necessáriosolicitação manual de reposição. Este projeto visa eliminar os estoques intermediários, controlados pelos supervisores debases que pode controlar o processo através de aplicações contábeis pelo uso efetivo e não pelasaída de estoque.3.2.1 Controle de Estoques e seu auxilio: O projeto de controle de Estoques veio a auxiliar principalmente nos seguintes parâmetros: - O atendimento ao cliente - As operações de base 55
  56. 56. - O setor de Suprimentos - Os fornecedores3.2.2 Vantagens: - Padronização do processo produtivo - Estimativas de consumo com base nas ordens de serviço - Relatórios on line de materiais - Demandas por equipes, bases e tipos de atividade - Controle de equipamentos de proteção - Relatório on line de sinistros e programas de manutenção - Cadeia integrada de suprimento como o ECR que agiliza a ligação entre cliente e fornecedor - Eliminação de atividades administrativas dos supervisores de bases - Correta contabilização dos serviços realizados Fluxo de informações rastreáveis, com a aplicação do materiais vinculados a rodem de serviço. Cultura de responsabilidade do eletricista pela atividade. 56
  57. 57. 3.3 Aplicações do Supply Chain na RGE O Supply Chain é o sistema de informação que permite para a RGE visualizar omomento seguinte, quer seja ele estável ou variável, ganhando-se em planejamento e organização.As informações repassadas por este sistema permitem dentre outras coisas a tomada de decisõestanto na logística quanto no marketing, mesmo que neste segundo ela se dê de forma indireta,conforme esquema abaixo:Figura 13 - Atuação do SCM na RGE 57
  58. 58. Este sistema é aplicado desde a colocação de colocação de pedidos de revisão de campo (free cast)com os fornecedores até a aplicação efetiva dos materiais pelas equipes de manutenção da RGE(sistemas auto track) e pelas obras de manutenção e investimento (sistema PCO), ele informa sobreas necessidades dos clientes internos, estoques, consumo aplicado e atendimento, assim comoprocessos de aquisição e logística. O giro de estoque alcançou um aumento de 15%, uma vez que oSupply Chain troca estoque por informação, já a ruptura de estoque de materiais diminuiu, poisdispondo de mais informações, o planejamento é aprimorado e as situações de exceção tendem adiminuir consideravelmente. 58
  59. 59. De qualquer forma, o maior impacto causado por este sistema esta ligado ao fator agilidade,desde o envio da efetiva entrega dos materiais aos clientes internos, passando pela gestão dooperador logístico, até o pedido aos fornecedores, os quais eram enviados via fax, hoje, a empresaconta com um sistema chamado Market Place, que foi desenvolvido dentro da própria RGE. A maior dificuldade percebida na implantação do SCM na empresa foi a questão de unir oselos da cadeia, de forma a compatibilizar os sistemas de informação de cada um dos agentes(etapas) da cadeia, para interfacear cinco sistemas diferentes. A questão da mudança no sistemagerou necessidade de treinamento para os funcionários saberem lidar com o novo hardware, assimcomo preparar os fornecedores para as mudanças. Antes da implantação do SCM, a RGE administrava de forma isolada os elos da cadeia desuprimentos, sem uma visão geral sistêmica. A demanda não era, até então, vista pelodepartamento de Suprimentos, que por sua vez, não repassava a informação para os fornecedores.Existia um sistema chamado SAPR/3, que não conseguia ligar todos os elos da cadeia desuprimentos, apenas a parte que está diretamente ligada as necessidades imediatas do cliente. Estesistema teve papel importante na melhoria do atendimento ao cliente interno, nas parcerias com osfornecedores, na acuracidade de estoques e na diminuição do ruído na transmissão das informaçõesgerenciais. Segundo o coordenador da divisão de logística da RGE, o projeto já foi pago e teve tempode retomo de 14 meses. 59
  60. 60. 3.3.1 Formas de atuação do Supply Chain A. Relacionamento com o Cliente: o cliente interno é capaz de visualizar o fluxo de materiais da cadeia, verificando os materiais que estão em trânsito e as previsões de entrega. O Supply Chain é fundamental na solicitação de necessidades de transferência do status do processo e na redução no tempo de atendimento. B. Serviços ao Cliente: visualização das demandas futuras e gerenciamento e reposição dos próprios pontos de reposição de estoque e demais parâmetros de planejamento de estoques. C. Administração da Demanda: permite consolidar as demandas de diferentes clientes internos, fornecendo subsídios no planejamento e programação dos campos, permitindo visualizar as tendências da demanda. Na administração da demanda ainda é utilizado o sistema SAP R/3. D. Atendimento de Pedidos: criação e atendimento automático de pedidos, tanto no relacionamento com o mercado (fornecedores, pedidos via contrato) quanto no âmbito interno (clientes internos da RGE). E. Administração do Fluxo de Produção: através da visualização das demandas futuras pode-se obter informações importantes para a gestão dos recursos de redução, planejando-se as oscilações da demanda de forma a não interferir na produção. F. Compras / Suprimentos: cotações e compras on-line via portal Web - RGE - Market Place, cotações eletrônicas de transferência de processos, da formalização dos processos e de ganhos de negociações, assim como acordos de longo prazo, como, por exemplo: parcerias com fornecedores Estuda-se a implantação de SMI (Supply Management Inventory) neste setor. 60

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