Produção de textos ano 2

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Produção de textos ano 2

  1. 1. Orientadora de Estudos - Arianna 24º Encontro – 3h 02/10 Leitura Deleite
  2. 2. Na sua produção, preste atenção ao seguinte: - Deve ter começo meio e fim; - Cada assunto deve ficar num parágrafo; - Use sua criatividade. - Utilize a pontuação adequada.
  3. 3. As imagens simples proporcionam aos alunos refletirem sobre a escrita, em seus fatores, como: •Formação de Frases, •Estruturação de Texto, •Segmentação de palavras, •Sequência.
  4. 4. Será?
  5. 5.         A proposta é boa? Sem a intervenção do professor o texto sairá bom? A partir da imagem a criança terá repertório para produzir um texto? Qual gênero essa imagem favorece na produção textual? A criança com a descrição da cena poderá trabalhar suas habilidades discursivas e textuais? Essa atividade é necessária para que o aluno tenha o contato com os gêneros textuais, ajuda na produção de texto de autoria? A proposta foi pensado no locutor/ interlocutor (destinatário)? Podemos identificar alguma função social deste texto?
  6. 6. 1ª Proposta: continuar uma história sugerida
  7. 7.  De que história se está falando? De um conto de fadas? De um conto de aventuras? De um conto de ficção científica? De um conto de acumulação? De uma fábula?  Percebe-se que não há a preocupação de caracterizar os diferentes tipos de histórias (os gêneros), deixando parecer que escrever história é sempre a mesma coisa, qualquer que seja o gênero: escrever um conto de fadas é o mesmo que produzir um conto policial.  Não existe qualquer orientação a respeito do leitor pretendido, das finalidades do texto, ou do portador em que será tornado público.  Então, o que podemos fazer para que essa atividade se torne mais rica?
  8. 8.   - Ao solicitar que os alunos escrevam deve-se definir os parâmetros da situação comunicativa (leitor pretendido, das finalidades do texto, ou do portador em que será tornado público). Quando não é possível fazer isso de maneira real, é interessante usarmos a simulação: “Reescrevam o conto como se estivessem lendo no livro”.... “Escreva a notícia como se você fosse o jornalista da Folhinha de S. Paulo” (define o leitor (os da Folhinha), o portador (jornal, a Folhinha), a finalidade (relatar um fato acontecido ou por acontecer), o gênero (notícia), o lugar enunciativo do escritor (jornalista da Folhinha).
  9. 9. 2ª PROPOSTA: .. E VOCÊ TERÁ A SUA HISTÓRIA!
  10. 10.    Nessa atividade não há produção de texto. Há a apresentação de respostas a um questionário. O conteúdo efetivamente tematizado, portanto, é saber responder a um questionário, e não produzir uma história, como indicado na consigna final. A coesão textual típica de uma história, nesse sentido, não existe. Dessa forma, o estabelecimento da coesão do texto – e a decorrente tematização dos recursos verbais que a estabelecem – não é conteúdo de escrita, deixando de ser ensinada ao aluno, uma capacidade fundamental de escrita. Podemos dizer que a atividade ensina que para escrever uma história basta justapor frases.
  11. 11. 3ª PROPOSTA: HQ COMO FONTE DE INSPIRAÇÃO TEMÁTICA
  12. 12.   Mais uma vez a orientação sobre o contexto de produção está ausente da orientação oferecida ao aluno para elaborar o seu texto. Com essa consigna, teria sido possível a produção de diferentes textos: um poema, um artigo de opinião, um verbete enciclopédico, um anúncio... qualquer desses gêneros deveria ser aceito. Com produções elaboradas em gêneros tão distintos, quais aspectos o professor poderia focalizar no processo de revisão e correção, a não ser gramática (incluindo-se ortografia) e coesão geral, sem considerar as especificidades do gênero? O que seria possível tomar como objeto de ensino senão esses aspectos?
  13. 13. 4ª PROPOSTA: HQ COMO APOIO TEMÁTICO E DE ORDEM ESTRUTURAL
  14. 14.  Sobre esse exemplo, em especial, e outros organizados com base em quadrinhos de humor, é importante salientar a dificuldade que existe em escrever textos de humor, especificamente quando se trata de dizer por escrito textos gráficos.  Uma coisa é ler o texto gráfico de humor e compreender o seu sentido; outra coisa é ler o texto verbal de humor e identificar-lhe a graça; outra coisa muito diferente é apropriar-se de recursos textuais e estilísticos que possibilitem criar o humor no texto verbal.
  15. 15.  Além disso, é fundamental focalizar que a coesão de um texto não verbal se dá por recursos não verbais, obviamente. Dessa maneira, será preciso prever recursos verbais para a organização do texto escrito, recursos que possibilitem um sequenciamento que explicite relações temporais, de causalidade etc. para os quais pode não haver correspondência na tirinha. Além disso, há toda a localização espacial dos personagens, que apresenta informações sobre a geografia da história, o tempo dos fatos e, até mesmo – a exemplo da tirinha a seguir –, pistas fundamentais para a compreensão da intenção do autor em provocar o riso.
  16. 16.    Quadrinhos produzidos com finalidades didáticas. Mais uma vez, a coerência e a coesão do texto são ignoradas, assim como os conhecimentos discursivos e textuais necessários para estabelecê-las quando se escreve um texto. Que conceito de texto, então, está subjacente a essa proposta? Assim como na atividade discutida acima, a ideia presente é a de que basta juntar uma série de descrições para que o texto se componha, sem que seja necessário pensar na relação que essas descrições possam ter entre si e com o tema em discussão.
  17. 17. Então, algumas necessidades se colocam. Em primeiro lugar, é preciso superar a ideia de que basta o conteúdo temático para escrever, como se o texto escrito fosse decorrência direta das informações possuídas, ou como se saber o conteúdo fosse o mesmo que dizer o conteúdo; segundo lugar, o professor deve deixar de tomar o texto como objeto transparente, através do qual se enxergam as ideias; em terceiro, é preciso que o professor consiga tornar o texto opaco ao seu olhar, de modo que possa enxergar o processo de textualização e todos os aspectos nele implicados, dos conceituais às capacidades, procedimentos e comportamentos; por último, a qualidade da prática pedagógica – e, portanto, da proficiência do aluno – só pode melhorar se esses aspectos forem cuidados na formação do professor. 
  18. 18. A proposta do trabalho com os gêneros textuais torna o ambiente escolar um espaço de múltiplas ocasiões de leitura e escrita, criando contextos de produção verbal. Isto é, possibilita aos alunos a compreensão das noções e instrumentos necessários ao desenvolvimento de suas capacidades de expressão oral e escrita.
  19. 19. Produzir um texto é uma atividade motivada, ou seja, os usuários elaboram um texto para alcançar algum objetivo que têm em mente. Para escrever um texto deve ser um objetivo. A escrita do texto deve ser aprendida; portanto ensinada sistematicamente; Para realização das tarefas de produções textuais é necessário: - organizar um plano geral para a produção textual; - monitorar suas ações; - saber quais as finalidades e destinatários .
  20. 20. Selecionar o que vai ser dito;  Ativar os conhecimentos;  Observar fontes diversas;  Textualizar, ou seja, criar sequências linguísticas, ( parágrafos períodos das orações do texto);  Ter ciência do destinatário;  Selecionar vocabulário;  Dividir esse conteúdo dentro do texto, utilizar para organizar em parágrafos;  Refletir sobre as características dos gêneros textuais e das esferas de interação em que eles circulam;  Saber o papel da revisão dentro das produções textuais. 
  21. 21. Oferecer à turma revistas da Turma da Mônica para ler livremente;  Conversar sobre o gênero textual revista em quadrinhos: suas características, finalidade social, público alvo, etc.;  Apresentar a tirinha e compará-la com a revista em quadrinhos: características, finalidade, público alvo;  Concluir com a turma que revista em quadrinhos é um gênero textual e tirinha é outro gênero textual;  Identificar informações explícitas e implícitas de textos não verbais;  Identificar efeito de sentido decorrente de recursos gráficos e repetições;  Identificar o humor no texto;  Analisar com a turma o significado dos recursos gráficos utilizados pelo autor do texto: língua pra fora, gotinhas de suor, sinais de movimento. 
  22. 22. Escolha a melhor resposta. Por que o autor repete no primeiro e segundo quadrinhos da tirinha, o esforço feito por Cebolinha? 1- Para mostrar que Cebolinha era um menino muito forte. 2- Para que Cascão pudesse tirar a foto de Cebolinha, sem pressa. 3- Para mostrar que mesmo insistindo, Cebolinha não conseguiria levantar aquele peso. 4- Para mostrar que Cascão tirou várias fotos de Cebolinha.
  23. 23. O humor da tirinha está: 1- Na solução encontrada pelos meninos, no último quadrinho. 2- Na tentativa de Cebolinha querer levantar um peso maior que suas forças. 3- Na decepção de Cebolinha ao perceber que não conseguiria levantar o peso. 4- Na maldade de Cascão, ao tirar fotos de Cebolinha não conseguindo levantar o peso.
  24. 24.    A produção textual na alfabetização pode ocorrer tanto individual como em agrupamentos e coletivas. Na individual: O aluno tem que elaborar sozinho todo o contexto da produção, todos seus elementos. No agrupamento: Pode trocar informações, quanto na preocupação: com que palavras escrever, na sequência, no contexto, na elaboração. Mas o agrupamento só vale se for produtivo, não adianta colocar alunos que não possuem afetividade, ou que possuem algum problema de relacionamento, mas a questão não é o nível de aprendizagem, pois nada impede de fases diferentes como a pré-silábica estar junto com um alfabético, pois o présilábico pode narrar os fatos e o alfabético registrar. Ambos poderão refletir sobre a sequência, a formação de frases. Estruturando e organizando o pensamento.
  25. 25.      Na coletiva: A classe inteira reflete sobre o texto, a professora pode mediar com precisão, atendendo a diversidade de problema apresentado na produção textual. O texto coletivo pode ser de diversos contextos, como: correção de um texto já feito ou individual ou agrupado, ou na elaboração da produção de texto coletivo. A correção coletiva permite ao aluno checar a importância da sua produção, refletir sobre os erros, verificar acertos, solidificando ações. A correção coletiva potencializa a troca de informações entre todos, incluindo os itens: ortografia (na ortografia entra a segmentação), estrutura (entra a importância de parágrafos e pontuação). Deste modo não há necessidade de fazer uma correção integral, pois se pode dividi-la em etapas: num dia a correção ortográfica, em outro a estrutural, dependendo dos objetivos a serem atingidos durante a atividade de produção. Esses objetivos devem estar claro ao professor, que será o mediador. Planejar com antecedência, ter material suficiente a todos os alunos.
  26. 26. Referência bibliográfica: BRÄKLING, Kátia L. e GARCIA, Marisa. O AJUSTE DO TEXTO AO CONTEXTO DE PRODUÇÃO: UM CONTEÚDO ESQUECIDO? In Revista Educação - Especial Didática. Editora Segmento; São Paulo (SP): agosto 2011 (pp.12-29).

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