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Apolo (Grécia), Átis (Frígia), Baal (Fenícia), Baco (Roma), Bali (Afeganistão),Balenho (Celtas), Crestus (Alexandria), Bud...
Os fenícios chamavam-na Ashtart ou Asterath. Cada cidade fenícia tinha seu deus,associado a uma entidade feminina. Biblos ...
ressuscitava. Nessa data Constantino executava alguns prisioneiros e colocava suascabeças penduradas em uma árvore. Teria ...
Os ingleses tomaram o costume da árvore emprestado para usá-lo durante ascomemorações do Natal. Os alemães provavelmente f...
Entre as explicações para a escolha do dia 25 de dezembro como sendo o dia deNatal há o fato de esta data coincidir com a ...
Hanuká]. Era inverno, e Jesus estava andando no templo, na colunata deSalomão."Na verdade, considero Natal e Reveillon as ...
Ironicamente, as mais populares canções de Natal foram escritas justamente porjudeus, do francês Adolphe Adam com o hino d...
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A árvore de hanuká

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Um artigo que fala sobre a origem da árvore de natal e sua ligação com Chanuka

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A árvore de hanuká

  1. 1. B"HA árvore de Hanuká©Jane Bichmacher de Glasman"... Costumes fúteis do povo! Cortam com machado uma árvore do bosque;enfeitam-na com prata e ouro e fixam-na com pregos e martelos para que não semova...".De quem são essas palavras? De um pastor irritado? De um cristão, contra omaterialismo do Natal moderno? De um ateu?Não! Eu as traduzi de Jeremias, 10: 3-4! Sim, do profeta bíblico...Elas só vêm atestar a antigüidade do costume da hoje conhecida como árvore deNatal...Não se sabe dizer ao certo quando ela surgiu. Mas ao longo da história, foiincorporada aos hábitos de vários povos. Lendas tentam explicar o motivo porqueela é usada como símbolo do Natal - ligadas ao fato de que algum povo adoravaárvores.A mitologia fala de vários deuses que morriam e ressuscitavam para simbolizar asforças vitais que emergiam das entranhas da terra: Adad (Assíria), Adônis (Grécia),
  2. 2. Apolo (Grécia), Átis (Frígia), Baal (Fenícia), Baco (Roma), Bali (Afeganistão),Balenho (Celtas), Crestus (Alexandria), Buda (Nepal), Deva Tat (Sião), Dionísio(Grécia), Fo (China), Hércules (Grécia), Hórus (Egito), Indra (Tibet), Joel(Germanos), Mitra (Pérsia), Odin (Escandinávia), Prometeu (Cáucaso), Quetzocoalt(Olmecas, Maias), Serapis/Osíris (Egito), Tamuz (Suméria), Thor (Gália). Umaárvore estilizada é o símbolo de muitos deuses ressuscitado.Os egípcios consideravam a tamareira como árvore da vida e levavam-na para casanos dias de festa, enfeitando-a com guloseimas para as crianças. Celebravam, nosolstício de inverno (dia mais curto do ano; no hemisfério norte, em dezembro), onascimento de Horus, filho da virgem Isis. Traziam galhos verdes de palmeiras paradentro de suas casas, simbolizando o triunfo da vida sobre a morte.Na antiga Babilônia, em 25 de Tebet (correspondente a dezembro), comemorava-se o nascimento de Tamuz, o deus jovem filho de Nimrod e de sua esposa,Semiramis, que também era a sua própria mãe. Celebrava-se a reencarnação deNimrod em seu filho. Moedas antigas foram encontradas mostrando um toco deárvore (representando a morte de Nimrod) e uma árvore crescendo próxima(Tamuz). O nome Semiramis é a forma helenizada do sumério Sammur-amat(=dádiva do mar). Também era conhecida por Ishtar que gerou a palavra Easter(Páscoa) e Este (onde nasce o Sol).
  3. 3. Os fenícios chamavam-na Ashtart ou Asterath. Cada cidade fenícia tinha seu deus,associado a uma entidade feminina. Biblos adorava Adônis (deus da vegetação),cujo culto se associava ao de Ashtart (a caldéia Ihstar; a grega Astartéia), deusa dafecundidade.Os cananeus adoravam Asherah, em rituais frente a uma árvore que arepresentava.Sacrifícios eram feitos na Escandinávia ao deus Thor, ao pé de uma árvorefrondosa.Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos commaçãs douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.Em 25 de dezembro era comemorado também o dia do deus pagão Adônis. Amantede Vênus, ele morria tragicamente todos os anos no solstício de inverno e
  4. 4. ressuscitava. Nessa data Constantino executava alguns prisioneiros e colocava suascabeças penduradas em uma árvore. Teria alguma macabra relação com a árvorede Natal?Na Roma Antiga, os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus daagricultura, pendurando em pinheiros máscaras de Baco, deus do vinho, paracelebrar a Saturnália, festival celebrado entre 17 e 23 de dezembro.25 de dezembro era a celebração do nascimento do sol invicto (Natalis SolisInvicti), do deus Mitra, cujo culto penetrou em Roma no século I AEC e a data, nocalendário romano em 274, com o Imperador Aureliano. Romanos trocavam entresi ramos de árvores verdes para desejar boa sorte nas calendas (primeiro dejaneiro).
  5. 5. Os ingleses tomaram o costume da árvore emprestado para usá-lo durante ascomemorações do Natal. Os alemães provavelmente foram os primeiros aenfeitarem a árvore de Natal.Para alguns, ela data do tempo de S. Bonifácio, que, no século VII, pregava naTuríngia (região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos como símboloda Trindade. Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foisubstituído pelo abeto.Lutero, autor da Reforma protestante do século XVI, montou um pinheiro enfeitadocom velas em sua casa para mostrar às crianças como deveria ser o céu na noitede nascimento de Jesus.Para os místicos, a árvore de Natal representa esotericamente o DiagramaCabalístico da Vida conhecido como Árvore Sefirótica. Nele vemos representadas asdez dimensões do Universo nos dez galhos, que vão de Keter (Coroa), a Malkut (omundo físico).
  6. 6. Entre as explicações para a escolha do dia 25 de dezembro como sendo o dia deNatal há o fato de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festasgermânicas e célticas do Solstício de Inverno; sendo todas estas festividadespagãs, a Igreja viu uma oportunidade de cristianizar a data. O elemento judaicoque contribuiu para a confusão ou co-fusão foi Hanuká, comemorada na mesmaépoca, só que em data fixa. Provavelmente a proximidade de datas e a fusão dosfestejos pagãos de dezembro, com Hanuká, com início em 25 de kislev, tenhadeterminado o 25 de dezembro.Não-judeus muitas vezes pensam que Hanuká seja uma espécie de "Nataljudaico"... o que não é. Hanuká celebra a vitória dos Macabeus sobre os invasoresgregos que haviam tomado o Segundo Templo, no ano 164 AEC; o maior símbolo éo candelabro de oito velas. Há costumes judaicos e cristãos semelhantes nestaépoca (decoração, luzes, comidas). Mas a motivação é diferente, para cada um dosgrupos religiosos.Se Jesus nasceu em dezembro, seria próximo de Hanuká, que ele, como judeu,comemorou durante sua vida, o que a Bíblia cristã confirma, em João 10:22, 23:"Nesse tempo ocorreu em Jerusalém a festividade da dedicação [em hebraico,
  7. 7. Hanuká]. Era inverno, e Jesus estava andando no templo, na colunata deSalomão."Na verdade, considero Natal e Reveillon as festas cristãs mais judaicas. Afinal,Natal comemora o nascimento de um menino judeu e Reveillon, seu brit-milá(circuncisão).“Chrismukkah” é um neologismo norte-americano referindo-se à fusão das festasde Natal e Hanuká comemorada por famílias de casamentos mistos entre judeus ecristãos. Ficou popular entre jovens depois de um episódio do seriado televisivoO.C., quando a festa foi comemorada pelo grupo de Seth Cohen, filho de pai judeue mãe cristã.Anos antes do atual modismo, eu escrevi um artigo em que criei o neologismo emportuguês “Hanukal” ou “Natuká”. Hoje são organizadas festas temáticas, em que atônica é a mistura e a convivência de símbolos de ambas as festividades. Tambémsurgiu um lucrativo comércio, na esteira da celebração. Até famílias só judaicasvêm aderindo, a partir principalmente da vontade de ter uma árvore de Natal emcasa.
  8. 8. Ironicamente, as mais populares canções de Natal foram escritas justamente porjudeus, do francês Adolphe Adam com o hino do Natal Cantique De Noël (em inglêsO Holy Night) a Irving Berlin, judeu nova-iorquino nascido na Sibéria, que compôsWhite Christmas, a canção que moldou o imaginário natalino da América –interpretada mais tarde por Bing Crosby.Musicais da Broadway e o cinema popularizaram inúmeras canções de Natalescritas por músicos judeus, entre elas Rudolph the Red Nosed Reindeer e Rockin’Around The Christmas Tree de Johnny Marks; Let It Snow de Sammy Cahn e JuleStyne; The Christmas Song de Mel Tormé. Elas valorizam não o aspecto donascimento de Jesus, mas a reunião das famílias, os presentes e o aconchego a queconvida uma manhã nevada de Inverno.Além de Natal e Hanuká, esta época de festas também conta com a Kwanzaa,celebração da cultura negra norte-americana e, dependendo do ano, o Ramadanmuçulmano.E a árvore, para os judeus? Bom, esta vai ter sua própria festa, de Ano Novo, emShvat (em 2011, no dia 20 de janeiro)!Publicado em Visão Judaica Ed. 85, novembro de 2009.Doutora em Hebraico, Literaturas e Cultura Judaica, Professora Adjunta, fundou ecoordenou o Programa de Estudos Judaicos e o Setor de Hebraico – UERJ e UFRJ.

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