O blues na guitarra-celso gomes com audio

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  1. 1. O BLUES NA GUITARRA Celso Gomes Semog Edições O BLUES NA GUITARRA Celso Gomes Semog Edições O BLUES NA GUITARRA
  2. 2. Blues na Guitarra vol.1 by a Creative Commons Atribuição O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES Semog Edições NA GUITARRA 2008 – Varginha-MG – Brasil Blues na Guitarra vol.1 by Celso Augusto dos Santos Gomes is licensed under Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil CELSO GOMES | 2 NA GUITARRA Vol. I is licensed under Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
  3. 3. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 3 CCeellssoo GGoommeess (Celso Augusto dos Santos Gomes) Guitarrista e Violonista, iniciou seus estudos em violão erudito na escola de música Maestro Marcelo Pompeu de Campanha-MG e no Conservatório Estadual de Música de Varginha – MG. Tocou em várias bandas e acompanhou também artistas na região do Sul de Minas. É Bacharel em guitarra pela Faculdade de Artes Alcântara Machado - FAAM-UniFMU (São Paulo-SP), onde foi orientado pelos professores de guitarra Marcelo Gomes (Grupo Terra Brasil) e Paulo Tiné (Também professor da Faculdade Santa Marcelina-SP), na faculdade estudou dentre outras, as matérias de contraponto, harmonia (com Marisa Ramires), linguagem instrumental e improvisação (arranjo), prática de conjunto e percepção. Concluiu o curso de Licenciatura em música - habilitação em guitarra por meio de complementação pedagógica pela Universidade do Vale do Rio Verde (UninCor - Três Corações-MG). É Pós-Graduado em psicopedagogia pela Universidade Castelo Branco (RJ)/ IESD (PR) e em Docência na EaD pelo Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS-MG) onde desenvolveu trabalhos nas áreas da pedagogia e da música. É professor de guitarra e violão desde 1995 e trabalhou na Escola Consonante de Música (Três Corações-MG), no Estúdio Meyer Escola de Música em São Paulo, e atualmente é professor de Música popular e folclórica, prática de conjunto (com ênfase em improvisação) e guitarra no 1o e 2o graus no Conservatório Estadual de Música de Varginha onde implantou o curso de guitarra em 1999 além de ministrar aulas particulares. Atua também como professor/tutor universitário no Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS-MG). Atualmente faz parte dos quartetos instrumentais JAZZMIN e ARROIO, ambas de Jazz, música brasileira e fusion; e está em pré-produção de seu novo CD – Brazuca. Site: www.celsogomes.com.br SOBRE O AUTOR
  4. 4. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 4 GRADE __________________________________________________ 5 INTRODUÇÃO ____________________________________________ 6 A ORIGEM _______________________________________________ 7 ALGUNS ÍCONES _________________________________________ 7 A PRONÚNCIA____________________________________________ 9 A FORMA MUSICAL_______________________________________ 10 ACOMPANHAMENTO _____________________________________ 13 ACORDES ______________________________________________ 15 LEVADAS ______________________________________________ 16 COMPINGS _____________________________________________ 17 ACORDES NO BLUES _____________________________________ 16 ESTRUTURA MELÓDICA __________________________________ 19 PENTA BLUES ___________________________________________ 21 PENTA BLUES + BLUE NOTE 9ª AUM.________________________ 22 PENTA BLUES + BLUE NOTE 6ª M. __________________________ 23 PENTA BLUES + BLUE NOTE 4ª AUM.________________________ 24 EXERCÍCIOS DE TRANSCRIÇÃO____________________________ 25 PLAY-ALONG DA MÚSICA SCHOOL BLUES ___________________ 29 FRASES ________________________________________________ 30 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS______________________________ 33 ÍNDICE
  5. 5. Neste livro usaremos a arpejos. Este é um sistema de notação que simboliza a imagem do braço da guitarra. Existem diversas formas de abordar esta representação, porém neste livro, usaremos estes dois sistemas da seguinte maneira: 1. Como se a guitarra estivesse em suas mãos, como você olha para ela. 2. Como se a guitarra estivesse em de pé . O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES Neste livro usaremos a grade para representar as escalas, modos e Este é um sistema de notação que simboliza a imagem do braço da guitarra. Existem diversas formas de abordar esta representação, porém neste livro, usaremos estes dois sistemas da seguinte maneira: se a guitarra estivesse em suas mãos, como você olha para ela. Como se a guitarra estivesse em de pé . GRADE CELSO GOMES | 5 grade para representar as escalas, modos e Este é um sistema de notação que simboliza a imagem do braço da guitarra. Existem diversas formas de abordar esta representação, porém neste se a guitarra estivesse em suas mãos, como você olha para ela.
  6. 6. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 6 . Olá, tudo bem? Seja bem vindo ao estudo do Blues na guitarra! Com o intuito de estudar este importante estilo musical, que veio a influenciar vários outros estilos, acabei compilando algumas idéias que aqui estão. Este livro, no entanto, destina-se ao entendimento e a prática de elementos musicais para a performance do blues e de suas possíveis aplicações em outros tantos estilos musicais de música popular. Aqui se encontram alguns exemplos de escalas, acordes, frases e acompanhamentos que podemos usar como ponto de partida para tocarmos e improvisarmos em músicas no estilo blues e em outros estilos derivados. Porém, o fato de se poder improvisar de forma elementar, como característico nesse estilo, vem demonstrar que o estudo do blues é um recurso importante para a prática improvisacional, comum no Jazz e na Música Brasileira e em outros estilos, como o rock por exemplo. Este trabalho faz parte das referências bibliográficas dos cursos de guitarra e estruturação musical que ministro. É de suma importância que não seja a única fonte de pesquisa, pois é apenas um referencial. Então mãos a obra e não se esqueça: pesquise, faça aulas, estude teoria, harmonia, troque idéias com amigos, tire músicas de ouvido, pratique, pratique, pratique e divirta-se, isto torna tudo mais eficaz. Um grande e forte abraço! CELSO GOMES INTRODUÇÃO
  7. 7. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 7 Os escravos africanos, levados para os Estados Unidos, cantavam um tipo de música que de certa forma servia para aliviar sentimentos como a tristeza, a saudade e o cansaço causados pelos trabalhos forçados nas lavouras de algodão. Esse tipo de manifestação, chamada de worksongs, foi o que podemos entender como a origem dessa maneira de se cantar que mais tarde se transformaria no que conhecemos por Blues . Assim o Blues surge como uma expressão cultural que se caracteriza por uma simplicidade, poesia, humor e ironia. Como podemos deduzir, pela sua origem, a definição do termo Blues mostra muito do sentimento e do estado de espírito dos seus criadores. Essa expressão – Blues – ficou popular, contudo, depois da Guerra Civil Americana, quando passou a ser vista como um meio de significar o estado de espírito da população afro- americana frente aos problemas que enfrentavam com o final da guerra. Este estilo de música, que veio a influenciar o Jazz, o Rock, o Gospel, o Funk e muitos outros, é além de tudo um excelente exercício de improvisação com musicalidade e “feeling”. Robert Johnson Este que foi considerado um marco do blues, modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, frases mais elaboradas e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Johnson influenciou Elmore James e Muddy Waters, e o blues elétrico de Chicago na década de 1950 foi criado em torno do estilo de Johnson. Há uma linha direta de influência entre a obra de Johnson e o Rock and Roll que se tornaria popular no pós segunda guerra mundial . Anos após sua morte, o grupo de admiradores de Johnson cresceu e inclui grades nomes da guitarra rock como Keith Richards e Eric Clapton. A ORIGEM ALGUNS ÍCONES
  8. 8. Muddy Waters Nascido em Rolling Fork, Mississippi, Waters começou a grava 1940. Ele mudaria-se mais tarde para Chicago, Illinois, onde trocou o pela guitarra elétrica. Sua popularidade começou a crescer entre os músicos negros, e isso o permitiu passar a se apresentar em clubes de grande movimento. A técnica de Waters é fortemente característica devido a seu uso do slide (botle neck) na guitarra. Suas primeiras gravações pela Chess Records apresentavam Waters na guitarra e nos vocais apoiado por um violoncelo adicionaria uma seção rítmica e a Walter, inventando a formação clássica de Chicago blues. Com sua voz profunda, rica, uma personalidade carismática e o apoio de excelentes músicos, Waters rapidamente tornou Blues. Até mesmo como o “Chefe de Chicago”. Suas bandas eram um “quem é quem” dos músicos de Chicago blues: Little Walter, Big Wal Willie Dixon, Otis Spann, Pinetop Perkins, Buddy Guy, e daí em diante. B.B. King É um dos mais reconhecidos guitarristas de Blues da atualidade. Por vezes, referido como o apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, prefere usar poucas notas. Certa vez, B.B King teria dito: "posso fazer uma nota valer por mil". B. B. King começou a tocar na rua para ganhar alguns trocados, ainda em sua cidade natal. No ano de 1947, partia para apenas com sua guitarra e $2,50 dóláres. Conhecido também por seu vibrato King em de sucesso com a música, The Thrill is Gone. BB king era considerado o melhor guitarrist O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES Nascido em Rolling Fork, Mississippi, Waters começou a grava se mais tarde para Chicago, Illinois, onde trocou o pela guitarra elétrica. Sua popularidade começou a crescer entre os músicos negros, e isso o permitiu passar a se apresentar em clubes de grande movimento. A técnica de Waters é fortemente característica devido a seu uso do slide (botle neck) na Suas primeiras gravações pela Chess Records apresentavam Waters na guitarra e nos violoncelo. Posteriormente, ele adicionaria uma seção rítmica e a gaita de Little Walter, inventando a formação clássica de Chicago blues. Com sua voz profunda, rica, uma personalidade carismática e o apoio de excelentes músicos, Waters rapidamente tornou-se a figura mais famosa do Chicago Blues. Até mesmo B. B. King referiria-se a ele mais tarde como o “Chefe de Chicago”. Suas bandas eram um “quem é quem” dos músicos de Chicago blues: Little Walter, Big Walter Horton, James Cotton, Junior Wells, Willie Dixon, Otis Spann, Pinetop Perkins, Buddy Guy, e daí em diante. É um dos mais reconhecidos guitarristas de Blues da atualidade. Por vezes, referido como o Rei do Blues. É bastante apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de , prefere usar poucas notas. Certa vez, B.B King teria dito: "posso fazer uma nota valer King começou a tocar na rua para ganhar alguns trocados, ainda em sua cidade natal. No , partia para Memphis, no Tenessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dóláres. Conhecido também por seu vibrato King em 1970, alcançava as paradas de sucesso com a música, The Thrill is Gone. BB king era considerado o melhor guitarrista do mundo por CELSO GOMES | 8 Nascido em Rolling Fork, Mississippi, Waters começou a gravar em se mais tarde para Chicago, Illinois, onde trocou o violão pela guitarra elétrica. Sua popularidade começou a crescer entre os músicos negros, e isso o permitiu passar a se apresentar em clubes de grande Com sua voz profunda, rica, uma personalidade carismática e o apoio de excelentes músicos, Waters osa do Chicago se a ele mais tarde como o “Chefe de Chicago”. Suas bandas eram um “quem é quem” dos músicos de Chicago blues: Little ter Horton, James Cotton, Junior Wells, Willie Dixon, Otis Spann, Pinetop Perkins, Buddy Guy, e daí em diante. É um dos mais reconhecidos guitarristas de Blues da atualidade. Por , alcançava as paradas a do mundo por Jimi Hendrix.
  9. 9. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 9 Criada pelos escravos norte americanos nas plantações de algodão, o blues é um tipo de música que tem um sotaque, ou seja, um swing próprio. Construído em compasso quatro por quatro é caracterizado pela execução de colcheias, da seguinte forma: Execução: Porém anota-se na pauta assim: A esta interpretação dá-se o nome de Swing feel ou triplet feel (sentimento triplo). Porém na maior parte dos casos damos o nome de pronúncia blues, a esta articulação da colcheia. Escrita Execução O blues pode ainda ser escrito em compasso composto, ou seja, em doze por oito. Dessa forma não existe a necessidade de anotá-lo com o “triplet feel”, onde temos, contudo, as seguintes formas básicas de anotação: ou A PRONÚNCIA
  10. 10. A forma musical mais comum do blues é o de 12 compassos, que cristalizou com a idéia dos três versos, cada verso com quatro compassos. Primeiro verso pode ser construído por duas progressões: 1- Slow change (troca lenta): todo construído sobre o acorde maior). 2- Fast change (troca rápida): primeiro compasso com acorde de tônica, segundo com acorde de subdominante e terceiro e quarto novamente com compasso de tônica. (ex. Dó maior) Segundo verso é dividido em: dois compassos para a tônica. (ex. Dó maior) Terceiro verso pode ser construído por 1- Dominante nos dois primeiros compassos e tônica nos dois últimos. Essa forma é pouco usada hoje em dia, porém raiz (ou folkblues): O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES A forma musical mais comum do blues é o de 12 compassos, que com a idéia dos três versos, cada verso com quatro compassos. pode ser construído por duas progressões: Slow change (troca lenta): todo construído sobre o acorde da Tônica Fast change (troca rápida): primeiro compasso com acorde de tônica, segundo com acorde de subdominante e terceiro e quarto novamente com (ex. Dó maior). é dividido em: dois compassos para a subdominante e dois (ex. Dó maior). pode ser construído por três progressões: Dominante nos dois primeiros compassos e tônica nos dois últimos. Essa forma é pouco usada hoje em dia, porém será utilizada para tocarmos blues de A FORMA MUSICAL CELSO GOMES | 10 A forma musical mais comum do blues é o de 12 compassos, que se com a idéia dos três versos, cada verso com quatro compassos. da Tônica (ex. Dó Fast change (troca rápida): primeiro compasso com acorde de tônica, segundo com acorde de subdominante e terceiro e quarto novamente com o para a subdominante e dois Dominante nos dois primeiros compassos e tônica nos dois últimos. Essa utilizada para tocarmos blues de A FORMA MUSICAL
  11. 11. 2- Dominante, subdominante e tônica. 3- Dominante, subdominante, tônica e dominante. Turnaround - Ciclo Harmônico tocado para preparar a volta ao início do chorus. A estas combinações dos versos chamamos de chorus, que são tocados para a base da melodia principal (tema) e dos improvisos (secção de improviso) Obs.: perceba que no final das faixas existe uma virada de bateria, usada para voltar ao início do cho Slow change sem turnaround Faixa 1 (ex. Dó maior). O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES Dominante, subdominante e tônica. (ex. Dó maior). Dominante, subdominante, tônica e dominante. (ex. Dó maior). Ciclo Harmônico tocado para preparar a volta ao início do A estas combinações dos versos chamamos de chorus, que são tocados para a base da melodia principal (tema) e dos improvisos (secção de Obs.: perceba que no final das faixas existe uma virada de bateria, usada para voltar ao início do chorus. Slow change sem turnaround CELSO GOMES | 11 . Ciclo Harmônico tocado para preparar a volta ao início do A estas combinações dos versos chamamos de chorus, que são tocados para a base da melodia principal (tema) e dos improvisos (secção de Obs.: perceba que no final das faixas existe uma virada de bateria,
  12. 12. Slow change com Turnaround Faixa 2 (ex. Dó maior). Fast change sem Turnaround Faixa 3 (ex. Dó maior). Fast change com Turnaround Faixa 4 (ex. Dó maior). O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES Slow change com Turnaround Fast change sem Turnaround Fast change com Turnaround CELSO GOMES | 12
  13. 13. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 13 Tradicionalmente o blues é construído com acordes com sétima menor, contrariando o campo harmônico maior. Campo harmônico maior: Podemos assim relacionar as funções dos acordes usados no blues com uma escada, onde a Tônica é o chão, a subdominante é o degrau do meio e a dominante é o degrau mais alto. Então o blues slow change com turnaround ficaria assim (ex. Dó maior): Como exercício construa o gráfico de outras possibilidades de execução de blues:  slow change sem turnaround  fast change com e sem turnaround  fast e slow change com o último verso tipo folk blues. ACOMPANHAMENTO
  14. 14. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 14 Dois dos tons mais usados na guitarra para tocar blues são o de mi maior e o de lá maior, como nos exemplo a seguir: Faixa 5 (mi maior) Faixa 6 (lá maior) Como exercício construa e pratique as seguintes possibilidades de execução de blues nos tons de A e E:  slow change sem turnaround  fast change com turnaround  fast change sem turnaround  fast change com o último verso tipo folk blues.  slow change com o último verso tipo folk blues. Agora repita as possibilidades acima em outros tons como, por exemplo, em G, Bb, F, Eb, dentre outros de sua preferência.
  15. 15. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 15 Aqui, temos algumas sugestões de digitações de acordes blues em Mi maior: Obs.: As cordas com um “x” não devem ser tocadas, ou seja, devem ser abafadas. Como exercício pesquise e pratique outras digitações de acordes para que você possa tocar blues em outras tonalidades. ACORDES 6
  16. 16. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 16 Levadas são os ritmos que usamos no acompanhamento característico de um estilo musical. No blues estas levadas respeitam ao triplet feel ou pronúncia blues: Levada 1 (stop rhythm) Faixa 7 (blues em MI maior usando a levada 1) Levada 2 Faixa 8 (blues em MI maior usando a levada 2) Levada 3 Faixa 9 (blues em MI maior usando a levada 3) Levada 4 Faixa 10 (blues em MI maior usando a levada 4) Levada 5 Faixa 11 (blues em MI maior usando a levada 5) LEVADAS
  17. 17. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 17 Exemplo 1a Exemplo 1b Exemplo 2a COMPINGS
  18. 18. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 18 Faixa 12- Blues em mi maior usando exemplo 1a e 1b. Faixa 13- Blues em mi maior usando exemplos 2a e 2b. Faixa 14- Blues em mi maior usando exemplos 3a e 3b. Exemplo 3a Exemplo 2b Exemplo 3b
  19. 19. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 19 Na música africana, onde evidentemente encontram-se as raízes do Blues, a escala musical mais presente é a pentatônica (escala constituída por 5 notas). Pentatônica menor- É idêntica a escala menor natural, porém sem o II e o VI graus, como mostrado no exemplo a seguir, no tom de lá menor. Tônica 3a m 4J 5a J 7a m Tônica(8a J) 1 tom e ½ 1 tom 1 tom 1 tom e ½ 1 tom Quando se tentava executar as canções, cantadas com essa escala, acompanhando-as com instrumentos musicais europeus, construídos para o sistema diatônico, o conflito era inevitável. Tal conflito, supostamente, teria gerado o que hoje se conhece por blue notes, que são consideradas uma tentativa dos músicos afro-americanos de tocar exatamente aquilo que cantavam. Tais blue notes são: a terça menor e a sexta maior “aumentadas em quase meio tom”, além da quarta aumentada usada como cromatismo entre a quarta justa e a quinta justa. (½ tom) (½ tom) 3a menor 6a maior (aumentada em ½ tom) (aumentada em ½ tom) 4a aum. Obs.: A 3ª menor neste contexto soa como 9a aum. ESTRUTURA MELÓDICA
  20. 20. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 20 Em um blues, por exemplo, no tom de A maior, é característico o uso da pentatônica de Lá menor (quando aplicada desta maneira esta passa a se chamar “penta blues”), tendo como resultado os seguintes intervalos perante os acordes usados: A seguir veremos exemplos de digitação da pentatônica e da penta blues para se tocar no tom de Lá maior, e na seqüência as blue-notes estarão assinaladas nesta mesma digitação. Sobre A7 (I7) - Fund.. 9a aum. 4a Justa 5a Justa 7a menor Fund. Sobre D7 (IV7)- 5a Justa 7a menor Fund.. 9a maior 4a Justa 5a Justa Sobre E7 (V7) - 4a Justa 13a menor 7a menor Fund. 9a aum. 4a Justa
  21. 21. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 21 PENTA BLUES SEM BLUE NOTES Ex: Lá maior (blues) - Tônica (nota que dá nome a escala) PENTA BLUES
  22. 22. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 22 PENTA BLUES + BLUE NOTE 9ª AUM. Com a Blue note - 3ª menor (com bend) = 9ª aumentada. Ex: Lá maior (blues) - Tônica (nota que dá nome a escala) - Dê um bend de meio tom nesta nota, para que esta soe Blue note.
  23. 23. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 23 PENTA BLUES + BLUE NOTE 6ª M Blue note - 6ª maior (com bend) = 7ª menor abaixada Ex: Lá maior (blues). - Tônica (nota que dá nome a escala) - Dê um bend de meio tom nesta nota, para que esta soe Blue note.
  24. 24. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 24 PENTA BLUES + BLUE NOTE 4ª AUM Com a blue note - 4ª aumentada Ex: Lá maior (blues) - Tônica (nota que dá nome a escala) - Esta blue note serve de passagem entre a 4ª e a 5ª nota da escala.
  25. 25. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 25 A prática da transcrição, também chamada de “tirar de ouvido” é uma das formas mais eficazes de se desenvolver a musicalidade e a performance do músico em um determinado estilo. Assim adquire-se desenvoltura para a improvisação, composição, acompanhamento e técnica de uma forma equilibrada, resultando freqüentemente em uma maneira natural de se tocar o instrumento. Então, tendo tudo isso em vista vamos agora transcrever as frases das faixas indicadas do CD deste livro para as pautas abaixo. Todas as frases estão colocadas sobre um blues no tom de Mi maior, então lembre-se de ter em mente a penta blues, ou seja, a pentatônica de Mi menor com a possibilidade de uso das blue notes. Faixa 15 – usando a 1ª região (da 14ª até a 17ª casa) Faixa 16 – usando a 1ª região (da 2ª até a 5ª casa) Faixa 17 – usando a 1ª região (da 2ª até a 5ª casa) EXERCÍCIOS
  26. 26. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 26 Faixa 18 – usando a 2ª região (da 5ª até a 8ª casa) Faixa 19 – usando a 2ª região (da 5ª até a 8ª casa) Faixa 20 – usando a 2ª região (da 5ª até a 8ª casa) Faixa 21 – usando a 3ª região (da 8ª até a 10ª casa)
  27. 27. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 27 Faixa 22 – usando a 3ª região (da 8ª até a 10ª casa) Faixa 23 – usando a 3ª região (da 8ª até a 10ª casa) Faixa 24 – usando a 4ª região (da 9ª até a 12ª casa) Faixa 25 – usando a 4ª região (da 9ª até a 12ª casa)
  28. 28. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 28 Faixa 26 – usando a 4ª região (da 9ª até a 12ª casa) Faixa 27 – usando a 5ª região (da 12ª até a 15ª casa) Faixa 28 – usando a 5ª região (da 12ª até a 15ª casa) Faixa 29 – usando a 5ª região (da 12ª até a 15ª casa) Outro exercício interessante para ser praticado, consiste na divisão dessas frases em duas partes (antecedente e conseqüente) para que assim possamos usar apenas uma dessas partes, sendo que na outra improvisaríamos com a escala pertinente ao tom da música. Isso nos dá a habilidade de aplicação dos elementos fraseológicos aqui estudados, para que dessa forma possamos ampliar nosso vocabulário blues.
  29. 29. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 29 Faixa 30 – School Blues – Com guitarra School Blues Celso Gomes Faixa 31 – Play-Back - School Blues – Sem guitarra Toque o blues – School blues e improvise usando os elementos estudados neste livro. Você deve criar seus solos, ou seja, o seu estilo, para isso você não precisa, exatamente, usar as frases que foram transcritas aqui, mas sim fragmentos usados na sua constituição, bem como as blue notes, os compings e as levadas estudadas com este livro. Então improvise e crie suas frases escrevendo-as como forma de exercício e aprimoramento musical! PLAY-A-LONG
  30. 30. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 30 Aqui estão as frases do CD para que você possa conferir suas transcrições. Faixa 15 Faixa 16 Faixa 17 Faixa 18 Faixa 19 FRASES
  31. 31. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 31 Faixa 20 Faixa 21 Faixa 22 Faixa 23 Faixa 24
  32. 32. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 32 Faixa 25 Faixa 26 Faixa 27 Faixa 28 Faixa 29
  33. 33. O BLUES NA GUITARRA – CELSO GOMES | 33 CHEDIACK, Almir. Harmonia & Improvisação. Rio de Janeiro: Lumiar Editora, 1986. FARIA, Nelson. Escalas,Arpejos e acordes. Rio de Janeiro: Lumiar Editora, 1998. GAMBALE, Frank. Improvisation Mad Easier. Miami: Manhattan Music, 1997. GOMES. Celso A. S. Cadernos do Corso de Guitarra do Curso de Bacharalado da FAAM. São Paulo: Manuscritos. 1999-2003. KOCH, Greg. Hal Leonard Guitar Method - Blues Guitar. Hal Leonard. MELLO, Mozart. Apostila de Apoio. São Paulo: Manuscritos, 1994. _______. Apostila da Vídeo Aula – Guitarra Fusion. São Paulo: Manuscrito, 1994. PASS, Joe. Joe Pass Guitar Style, Waner Bros. Publications. SWANWICK, Keith. Ensinando Música Musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003. BIBLIOGRAFIA

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