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REFERÊNCIAS
AMADO, Jorge. Bahia de todos os santos: guia de ruas e mistérios. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 1977.
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PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURA- 2012

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CIRCULARIDADE CULTURAL DO MITO DAS ÁGUAS EM JORGE AMADO E MIA COUTO

  1. 1. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 1 CIRCULARIDADE CULTURAL DO MITO DAS ÁGUAS EM JORGE AMADO E MIA COUTO Silvania Cápua Carvalho (UEFS) Salvador 20 /09/2012
  2. 2. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 2 “É doce morrer no mar.....” Dorival Caymmi
  3. 3. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 3 Esses haviam sido seus amigos de infância. Eram muitos os meninos como eles no cais, agora homens nos saveiros. Não esperavam grande coisa: viajar sobre as ondas, ter um saveiro seu, beber no Farol das Estrelas, fazer um filho que seguisse seu destino e ir um dia com Iemanjá. Bem que canta uma voz no cais nas noites mais belas [...] É doce morrer no mar [...] (AMADO, 2002, p. 44).
  4. 4. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 4 [...] em verdade, jamais me afastara da Bahia, pois a conduzia mundo afora, fosse no coração amante de meu chão de nascimento, fosse nas páginas dos livros que, no correr do tempo, fui escrevendo e publicando, neles recriando a vida baiana, nos cenários das matas de cacau, dos atalhos do sertão de beatos e cangaceiros e nas ruas, becos e ladeiras de Salvador (AMADO In: ANDRADE, 2000, p. 200).
  5. 5. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 5 Vinde ouvir essas histórias e essas canções. Vinde ouvir a história de Guma e Lívia que é a história da vida e do amor no mar. E se ela não vos parece bela, a culpa não é dos homens rudes que a narram. É que a ouvistes da boca de um homem da terra, e, dificilmente, um homem da terra entende o coração dos marinheiros. Mesmo quando esse homem ama essas histórias e essas canções e vai às festas de dona Janaína, mesmo assim ele não conhece todos os segredos do mar. Pois o mar é mistério que nem os velhos marinheiros entendem (AMADO, 2002, p. 1).
  6. 6. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 6 Os homens da beira do cais só têm uma estrada na sua vida: a estrada do mar. Por ela entram, que seu destino é esse. O mar é o dono de todos eles. Do mar vem toda a alegria e toda a tristeza porque o mar é mistério que nem os marinheiros mais velhos entendem, que nem entendem aqueles antigos mestres de saveiros que não viajam mais, e, apenas remendam velas e contam histórias (AMADO, 2002, p. 13).
  7. 7. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 7 Lívia pensa com raiva em Iemanjá. Ela é a mãe-d’água, é a dona do mar, e por isso, todos os homens que vivem em cima das ondas a temem e a amam. Ela castiga. Ela nunca se mostra aos homens a não ser quando eles morrem no mar. Os que morrem na tempestade são seus preferidos. E aqueles que morrem salvando outros homens, esses vão com ela pelos mares a fora, igual a um navio, viajando por todos os portos, correndo todos os mares. Para ver a mãe- d’água já se jogaram no mar sorrindo e não mais apareceram (AMADO, 2002, p. 15).
  8. 8. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 8 Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia. Os velhos marinheiros que remendam velas, os mestres de saveiros, os pretos tatuados, os malandros sabem essas histórias e essas canções. Eu as ouvi nas noites de lua no cais do mercado, nas feiras, nos pequenos portos do Recôncavo, junto aos enormes navios suecos nas pontes de Ilhéus. O povo de Iemanjá tem muito que contar (AMADO, 2002, p. 1).
  9. 9. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 9 [...] Navegamos entre perigos e incertezas. Salvámo-nos de fogos e tempestades. Contudo, esta viagem não se está fazendo entre a Índia e Moçambique. É sempre assim: a verdadeira viagem é a que fazermos dentro de nós. Há ondas movidas por anjos, outras empurradas por demônios. Quem conduz o barco, porém, não é o timoneiro. Quem guia o leme á a Kianda, a deusa das águas. É ela que viaja no quarto do padre. É ela que está dentro da escultura da Virgem. (COUTO, 2006, p 207).
  10. 10. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 10 O mito feminino das águas é um recurso na produção literária contemporânea, que assume uma nova roupagem. Os aspectos míticos no pensamento e nos desejos dos personagens compõem a narrativa num jogo em que se acrescentam, se equilibram e se confrontam. Aspecto este que se observa relacionado, portanto, à circulação deste mito na memória coletiva da nação, dada a sua intensidade na tradição africana.
  11. 11. 11 A personagem mais híbrida da narrativa torna-se a imagem de Nossa Senhora da Ajuda, que representa o reflexo do catolicismo opressor e o idealismo do colonizador português. Kianda, a deusa das águas do mar bantu , surge na narrativa como a redenção, a esperança depositada nela de libertação dos escravos desta nação oprimida e Nzuzu é a rainha das águas, que revela o que realmente é a identidade cultural desta África mais oriental. A oposição entre o cristianismo e os deuses pagãos do Império Monomotapa é um embate já conhecido anteriormente em outras situações e processos de colonização como mouros e cristãos, celtas e os normandos.
  12. 12. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 12 As sereias sempre encantando os homens, marinheiros, navegadores nas narrativas de diversos romances da literatura mundial. É a capacidade de resgatar do macrocosmo da escrita mundial e focalizar na realidade moçambicana, os seres mitológicos que, encantando os colonizadores, se aproximam de Moambique:
  13. 13. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL 13 [...] Critica-me porque aceitei lavar-me dos meus pecados portugueses chamam isso de batismo. Eu chamo de outra maneira. Eu digo que estou entrando em casa de Kianda. A sereia, deusa das águas. É essa deusa que me escuta quando me ajoelho perante o altar da Virgem (COUTO, 2006, p. 113).
  14. 14. ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA E DIVERSIDADE CULTURAL Considerações Finais A semelhança entre Jorge Amado e Mia Couto é, sem dúvida, a necessidade de defender a nacionalidade, devido à formação política e engajamento na sociedade de ambos. Estes escritores buscam evidenciar os aspectos socioculturais de seus países e divulgar a grandeza de seus povos e nações. Há informações, através do estudo da fortuna crítica de Mia Couto, que ele é um leitor assíduo dos romances amadianos. Tal constatação comprova, em certa medida, a semelhança entre as narrativas dos dois romances visitados neste artigo, em torno da circularidade cultural do mito feminino das águas em Jorge Amado e Mia Couto.
  15. 15. REFERÊNCIAS AMADO, Jorge. Bahia de todos os santos: guia de ruas e mistérios. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 1977. ______ Mar Morto. 83 ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. ANDRADE, Celeste M. Pacheco de. “Bahias de Amado: a ficção fundando uma nova geografia”. In: FONSECA, Aleilton & PEREIRA, Rubens (orgs). Rotas e Imagens: Literatura e outras viagens, Feira de Santana, UEFS: PPGLDC, 2000. ______. A literatura no ensino da história da Bahia: A obra de Jorge Amado. In: Sitientibus, Feira de Santana: UEFS, n. 14, 1996. BHABHA, K. Homi. O local da cultura. Belo Horizonte. Ed. UFMG. 1998. BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro. Ed. Bertrand Brasil, 2005. CAVACAS, Fernanda. Mia Couto: palavra oral de sabor quotidiano/palavra escrita de saber literário. In: CHAVES, R.; MACÊDO, T. (Orgs.). Marcas da diferença: as literaturas africanas de língua portuguesa. São Paulo: Alameda, 2006. COUTO, Mia. O outro pé da sereia. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. GOMES, A. P. dos S. Trajetória de pesquisadores negros: educação patrimonial e cultura afro-brasileira. In: Revista Metáfora Educacional, n. 10. jun. 2011. p. 38-50. Disponível em: <http://www.valdeci.bio.br/revista.html>. Acesso em: 06 set. 2012. HORTA, José da Silva. Entre história européia e história africana, um objecto de charneira: as representações. Actas do Colóquio Construção e Ensino da História da África. Lisboa: Linopazes, 1995. ROUANET, Sérgio Paulo. Édipo e o anjo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 1981. OLIVEIRA, Eduardo. D. de. Cosmovisão Africana no Brasil: elementos para uma filosofia afrodescendente. Curitiba: Editora Gráfica Popular, 2006. VASCONCELOS, Cláudia Pereira. SER-TÃO BAIANO: o lugar da Sertanidade na Configuração da identidade bahiana. Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade. Dissertação de Mestrado. Salvador, UFBA, 2007.

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