Formação inácio montanha

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Formação inácio montanha

  1. 1. ÉTICA – A PARTE PRÁTICA DA FILOSOFIA Do problema Socrático aos conceitos de Espinoza Prof. Me. Pedro Francisco de Moraes
  2. 2. COLÉGIO ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO INÁCIO MONTANHA Jornada Pedagógica 2010 Prof. Pedro Francisco de Moraes FILOSOFIA – ENSINO RELIGIOSO
  3. 3. ÉTICA OU FILOSOFIA MORAL  gr.  ;  lat. Ethica lat. Moralis, de mor-, mos: costume
  4. 4. O PROBLEMA SOCRÁTICO A morte de Sócrates é uma questão ético-moral. <ul><li>O grande equívoco de Sócrates foi supor que, pelo fato da pessoa conhecer o bem, </li></ul><ul><li>necessariamente irá praticar o bem, o que não acontece, a não ser por meio das </li></ul><ul><li>Virtudes morais com a vontade e não só com a inteligência. Sócrates nunca escreveu </li></ul><ul><li>um livro; por quase dez anos teve entre seus discípulos Platão que, através de suas </li></ul><ul><li>numerosas obras escritas, usando sempre Sócrates em seus diálogos, imortalizou as </li></ul><ul><li>ideias do mestre. </li></ul><ul><li>Na defesa de uma reformulação da cultura na Grécia antiga, e também nos costumes </li></ul><ul><li>daquele povo, Sócrates acaba por ser acusado de inserir novas divindades na cultura </li></ul><ul><li>que já era politeísta, mas também de corromper os jovens, assim, ele é levado diante </li></ul><ul><li>dos juízes, que não suportam seu método filosófico conhecido como MAIÊUTICA e </li></ul><ul><li>IRONIA, que consistia em conduzir seu interlocutor ao erro, desta forma após irritar </li></ul><ul><li>seus julgadores, recebeu a condenação de morte por ingestão de cicuta. </li></ul>470-399 a.C. 427-348 a.C. Sócrates Platão
  5. 5. S ócrates é um reformador moral e religioso. Sem assumir a retórica de um profeta, mas permanecendo um pensador frio e objetivo, ele prega uma moral elevada, que raia pela perfeição evangélica (progredir dia a dia...) e ensina um respeito tão profundo a Deus (“Obedecerei antes a Deus do que a vós”, declara a seus juízes), que vale por uma verdadeira espiritualidade, fervorosamente seguida por seus discípulos. A inda que não combata o politeísmo como tal, revela-se em seu pensamento um convicto teísta, chegando a pregar a providência divina...Prova a imortalidade da alma, sem se importar com a natureza da retribuição final, pois confia na misericórdia divina...
  6. 6. MORAL HEDONISTA Termo com o qual se indica tanto a procura indiscriminada do prazer, quanto a doutrina filosófica que considera o prazer como o único bem possível e, portanto, como o fundamento de vida moral. Essa doutrina foi sustentada por uma das escolas socráticas, a Cirenaica , fundada por Aristipo e retomada depois por Epicuro , segundo o qual “o prazer é o principio e o fim da vida beata”. CONTRADIÇÃO 341-270 a.C. Epicuro
  7. 7. 1 .do gr. Stoa: pórtico em Atenas onde se reuniam os filósofos dessa escola. Harmonia com a Natureza. Essa doutrina assume a felicidade como princípio e fundamento da vida moral. Integram essa corrente da moral: Aristóteles, a ética dos Estóicos 1 e dos Neoplatônicos, a ética do empirismo inglês e do Iluminismo. EUDEMONISMO CONTRÁRIA A PROPOSTA DO HEDONISMO
  8. 8. ATARAXIA  Em defesa de Epicuro: Este pensador do campo da ética, buscou a sustentação de suas teses, no já desgastado e difamado prazer, no entanto, aqueles que o acusaram por defender um prazer idêntico ao sensual, esqueceram de traduzir o termo ataraxía, que remete ao conceito de total impertubabilidade do espírito, que segundo Epicuro, é a única forma de se alcançar a felicidade.
  9. 9. A ÉTICA EM PLOTINO (205-270 era cristã) À primeira vista, a ética plotiniana parece inspirar-se no desprezo das coisas deste mundo, na renúncia às vaidades das solicitações terrenas e, até, num certo pessimismo. Isso contrasta com a ideia de que o mundo representa uma imagem da sabedoria do Uno. Resolver esse paradoxo significa compreender o sentido essencial da ética de Plotino. O homem, para Plotino, ocupa um lugar preeminente no cosmo, com um destino pessoal bem claro: chegar ao Absoluto, ao Uno, a Deus.
  10. 10. O corpo humano, conquanto imperfeito, mutável e sujeito à corrupção, possibilita uma elevação ao cosmo inteligível, que é o paradigma, o arquétipo dos indivíduos do mundo sensível. Com isso, Plotino afirma um evidente dualismo ontológico, mas não no sentido maniqueu 2 . À alma, partindo da realidade sensível, cumpre libertar-se das peias deste mundo e tender ao cosmo inteligível. A libertação do mundo sensível não constitui desprezo, mas renúncia por um bem maior. 2 Do maniqueísmo Maniqueu, do persa Manes, o fundador da seita. Doutrina criada por Manes séc. III, que difundiu pelo Império romano e pelo Ocidente cristão, combinando elementos do zoroatrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio cristianismo. Mantém uma visão dualista radical, segundo a qual encontram-se no mundo as forças do bem ou da luz, e do mal, ou da escuridão consideradas princípios absolutos, em permanente e eterno confronto .
  11. 11. O ATO MORAL <ul><li>A instauração do mundo moral exige do homem a consciência crítica , </li></ul><ul><li>que chamamos de consciência moral. Trata-se do conjunto de exigências </li></ul><ul><li>e das prescrições que reconhecemos como válidas para orientar a nossa </li></ul><ul><li>escolha; é a consciência que discerne o valor dos nossos atos: </li></ul><ul><li>O ato moral é portanto constituído de dois aspectos: o normativo e o fatual </li></ul><ul><li>O normativo são as normas ou regras de ação e os imperativos que enunciam o </li></ul><ul><li>“ Dever ser”. </li></ul><ul><li>O fatual são os atos humanos enquanto se realizam efetivamente, pertencem </li></ul><ul><li>ao âmbito do normativo regras como: “Cumpra a sua obrigação de estudar”; </li></ul><ul><li>“ não minta”; “não mate”. O campo do fatual é a efetivação ou não da norma </li></ul><ul><li>na experiência vivida”. </li></ul>
  12. 12. A FELICIDADE, como acontecimento perene na vida A felicidade é o bem perfeito que satisfaz completamente o apetite; pode ser considerada sob dois pontos de vista: 1º) a felicidade objetiva: é a coisa mesma em que se pôe a felicidade; 2º) a felicidade subjetiva: é a posse da coisa, é o ato e o estado pelo qual o homem apanha ou vai apanhando a felicidade objetiva, colocada por ele nisto ou naquilo. “ É o estado perfeito constituído pela reunião de todos os bens”, de que falava Boécio. 2 2 BOÉCIO, La Consolación de la Filosofia. Trad. Arg. Buenos Aires, Aguilar, 1960. Liber m. prosa. 2, a. 3,p. 83.
  13. 13.  gr.. Akosmismo. a-privação - kosmos Para caracterizar a posição de Espinosa, em oposição à acusação de “ateísmo”, Hegel emprega o termo Akosmismo. Frequentemente o filósofo recebia esta acusação, Hegel, não confunde Deus, com a natureza e com o mundo finito considerando como Deus o mundo, mas, antes, nega a realidade do mundo finito afirmando que Deus, e só Deus, é real. Nesse sentido a sua filosofia não é ateísmo , mas a-cosmismo , e Hegel ironicamente nota que a acusação contra Espinosa deriva da tendência a crer que se pode mais facilmente negar Deus do que negar o mundo.
  14. 14. ESPINOZA - 1632-1677 – HOLANDA A filosofia moral de Spinoza como ele a apresenta na &quot; Ética &quot;, define &quot;o bom&quot; em termos largamente subjetivos: o bom para diferentes espécies (Por exemplo, para o homem e para o cavalo) é diferente. O que nossa razão considera como mal, não é um mal em relação à ordem e às leis da natureza universal, mas somente em relação às leis de nossa própria natureza, tomada separadamente. Assim, para Deus a distinção entre bom e mau não teria sentido, uma vez que tal distinção é essencialmente relativa a finalidades das criaturas finitas. Daí nosso &quot;problema do mal&quot;: lutamos para reconciliar os males da vida com a bondade de Deus, esquecendo de que Deus está acima do bem e do mal. Bom e mau são ligados a gostos e finalidades humanas e muitas vezes individuais e não têm validade para um universo no qual os indivíduos são coisas efêmeras, ou seja, temporárias. O BOM E O MAL
  15. 15. Assim, quando qualquer coisa na natureza parece-nos ridícula, absurda ou má, é porque não temos senão um conhecimento parcial das coisas e ignoramos em geral a ordem e a coerência da natureza como um todo e porque desejamos que tudo se arrume conforme os ditames de nossa própria razão.
  16. 16. Na primeira parte da &quot;Ética&quot;, &quot;Com respeito a Deus&quot;, Spinoza, após apresentar as definições e axiomas pertinentes, deduz 36 proposições sobre a natureza de Deus. Destas a mais importante sem dúvida é a 14, que diz: &quot;Além de Deus, nenhuma substância pode ser dada ou concebida&quot;. Ela é a proposição panteísta* de Spinoza, na qual ele faz Deus idêntico ao universo; tudo que existe, sob qualquer forma, é parte de Deus. Esta proposição conflita com a idéia mais comum de que Deus é transcendente, distinto da sua criação, separado do mundo físico e dos homens. O argumento de Spinoza a esse respeito é o seguinte: Não é possível existirem duas substancias com os mesmos atributos; ora, Deus tem todos os atributos; então não sobra qualquer atributo possível que já não esteja em Deus e portanto nenhuma outra substancia pode existir além de Deus mesmo. SUBSTÂNCIA E DEUS *Ver conceito de panteísta do grego.
  17. 17. Por volta de 1677, é publicada a obra de Espinoza intitulada Ética . Nela, procura demonstrar de modo rigoroso e ordenado (“more geométrico”, isto é, “segundo o método geométrico”) a falácia da filosofia dominante em seu tempo, em particular a teoria do sujeito voluntário pretendendo transformar o homem em “mestre e possuidor da natureza”. Sua tese central consiste em dizer que todas as coisas, inclusive os homens, constituem modos da *substância única que é Deus: Deus sive Natura, quer dizer, Deus, ou seja, a Natureza. Muitos vêem nesta concepção que dissolve o mundo em Deus, num Deus nem criador nem pessoa, uma visão panteísta. No fundo, o que ela recusa é o dever ser: não sendo um “império no império”, o homem se encontra submetido às leis da natureza. Espinoza: ateu ou panteísta* ? * Deus é tudo; Deus está em tudo. Panteísmo; Panenteísmo.
  18. 18. Dentro do próprio conceito de ética, encontramos, inúmeras variantes no tocante ao embate das ideias, dos clássicos aos tempos modernos, e da mesma forma quando recorremos aos pensadores eruditos, como Aristóteles, que ao escrever sua Ética a Nicômaco, onde defende a virtude como sendo a “justa medida”, que pode ser atingida pelo homem se este demonstrar prudência ( phronesis ) em suas decisões, o que lhe permite atingir a felicidade ( eudaimonia ), que é a realização da vida do homem virtuoso. Reminiscência dos clássicos
  19. 19. O CONHECIMENTO COMO LIBERTAÇÃO EM RELAÇÃO ÀS PAIXÕES E FUNDAMENTO DAS VIRTUDES Sócrates já havia dito que vício é ignorância e virtude é conhecimento. Assim, Spinoza conclui: clarifica as tuas ideias que deixarás de ser escravo das paixões. O verdadeiro poder que liberta e eleva o homem está na mente e no conhecimento. Essa é a verdadeira salvação, como podemos ler numa das mais belas passagens da Ethica : “O poder da mente é definido só pelo seu conhecimento, ao passo que a sua impotência ou a sua paixão é estimada só com base na privação de conhecimento, isto é, com base naquilo pelo qual as ideias são consideradas inadequadas”.
  20. 20. Trata-se de um princípio formal e universal, estabelecendo que só devemos basear nossa conduta em VALORES que todos possam adotar. Em 1785, Ele escreve os fundamentos da metafísica dos costumes , que trata da questão ética. Nesta obra ele afirma que, no reino dos fins tudo tem ou um preço ou uma dignidade, ou seja, um valor . IMMANUEL KANT - 1724-1804 ÉTICA E VALOR
  21. 21. IMPERATIVO CATEGÓTICO, E O REINO DA FELICIDADE Em fim, a ética estuda o desejo último do homem, que é a felicidade, resultante das atividades harmônicas da pessoa, cuja atividade suprema é o cultivo da inteligência, sendo, pois, a contemplação da verdade o fim último do homem Para Kant , o que configura seu pensamento é sua ética, seu estado moral. Na sua Crítica da razão prática. Ele analisa os fundamentos da lei moral, formulando o famoso princípio do IMPERATIVO CATEGÓRICO: “ age de tal forma que a norma de tua ação possa ser tomada como lei universal”.
  22. 22. A LEI MORAL COMO IMPERATIVO CATEGÓRICO Portanto, trata-se de mostrar que existe uma razão pura prática, ou seja, que a razão é suficiente por si só(=como pura razão, sem o auxílio de impulsos sensíveis) para mover a vontade. Aliás, diz Kant, somente nesse caso podem existir princípios morais válidos sem exceção para todos os homens, ou seja, leis morais que tenham valor universal.
  23. 23. Quando uma coisa tem um preço, pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente ; mas quando uma coisa está acima de todo o preço , e portanto não permite equivalente, então tem ela uma dignidade. Aqui, na equivalência de coisa, o autor,, substitui: COISA pelo ser humano, e dignidade por VALOR . CONCLUSÕES ACERCA DA METAFÍSICA DOS COSTUMES
  24. 24. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOEHNER, Philotheus; GILSON, Etiene. História da filosofia cristã. Petrópolis:Vozes,1991. REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. São Paulo: Paulinas, 1990. JAPIASSU, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1982. RUSCONI, Carlos. Dicionário do grego do novo testamento. São Paulo: Paulus, 2003. ULLMANN, Aloysio Reinholdo. Plotino: Um estudo dasEnéadas . Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002. MORENTE, Garcia Manuel. Fundamentos de filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1930.
  25. 25. Fim

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