Logística reversa de produtos pós-consumo – a cadeia de responsabilidades

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Cristiane de S. Soares - Assessora especial da CNC

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  • But also change the world. (Well, at least your part of the world.)
  • Logística reversa de produtos pós-consumo – a cadeia de responsabilidades

    1. 1. II Fórum de Logística da ADVB-BA Logística reversa de produtos pós-consumo – a cadeia de responsabilidades Cristiane de S. Soares Assessora especial da CNC Agosto, 2014 Salvador – BA
    2. 2. Fluxos reversos É comum para uma boa parte das empresas. Fabricantes de bebidas têm que gerenciar todo o retorno de embalagens (garrafas) dos pontos de venda até seus centros de distribuição. A indústria de latas de alumínio realiza o aproveitamento de matéria-prima reciclada, por meio de recuperação de latas descartadas.
    3. 3. Fluxos reversos no comércio Motivação para o processo reverso de produtos:  Necessidade de reparo – defeito isolado ou recall;  Reciclagem;  Insatisfação com o produto;  Arrependimento;  Consignação
    4. 4. Novos fluxos reversos no comércio Apelo ambiental POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PNRS
    5. 5. A PNRS introduziu a logística reversa de produtos pós-consumo como instrumento para a gestão dos resíduos sólidos que inclui a consolidação da responsabilidade compartilhada entre o poder público, o setor produtivo e a sociedade.
    6. 6. Como será regulado? Acordo Setorial  Instrumento contratual que regula a relação da responsabilidade compartilhada entre a indústria, importadores, distribuidores, comércio e poder público Termo de compromisso  acordos regionais
    7. 7. Obrigações do setorial empresarial As sumi r as responsabi l idades des ignadas pelos Acordos Setor iai s Or ientar os consumidores Ent regar o Plano de Gerenc iamento de Res íduos Sól idos (PGRS ) quando sol i c i tado
    8. 8. Experiências que vinham sendo adotadas mediante a edição das Resoluções do Conama
    9. 9. Pneus inservíveis Reciclanip e associados Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes Consumidores Varejo especializado Recuperação da matéria-prima 270 milhões de unidades = 743 pontos 1,3 milhão de toneladas Fonte: site Reciclanip
    10. 10. Pilhas e baterias Coordenado pela Abinee pilhas comuns de zinco-manganês, alcalinas, recarregáveis e baterias portáteis. Postos de Coleta 967 Estabelecimentos revendedores, assistências técnicas ou postos de recebimento credenciados 375.894 kg pilhas e baterias (2012) Fonte: site Abinee
    11. 11. Embalagens de Agrotóxicos 249.513 toneladas de embalagens
    12. 12. Óleo lubrificante usado O “Programa Jogue Limpo” para a coleta de OLUC atende a 4.328 municípios
    13. 13. Embalagens de óleo lubr i f icante Aproveita a estrutura logística do Sistema de coleta do OLUC em postos de gasolina Excluídos  Embalagens metálicas  Embalagens acima de 1litro  Filtros  Estopas Acordo setorial assinado em 19 de dezembro/2012
    14. 14. Embalagens de óleos lubrificantes Lojas Autopeças 9% Oficinas Mecânicas 33% Expansão do Programa Jogue Limpo Postos de Combustível 26% Centros de troca de óleo 10% Concessionárias 18% Hipermercados 1% Centros Automotivos 3%
    15. 15. Equipamentos de telefonia Coordenação das operadoras de telefonia Exportados para os EUA Postos de coleta 5.714 lojas de atendimento das operadoras e Recuperação de metais nobres revendedores do varejo e tratamento dos componentes perigosos
    16. 16. Medicament os pós - consumo Embalagens em geral Lâmpadas f luorescent es e s imi lares Res íduos de equipamentos elet roelet rônicos
    17. 17. Lâmpadas de vapores mercuriais, sódio e mista Lâmpadas que contenham mercúrio - fluorescentes compactas e tubulares, de luz mista, a vapor de mercúrio, de sódio, e metálico; e lâmpadas de aplicação especial. Excluídos  Lâmpadas com diodos emissores de luz (LEDs)  Lâmpadas incandescentes  Lâmpadas halógenas
    18. 18. Onde o programa será implantado?
    19. 19. Formas de recolhimento Pontos fixos Cidades acima de 80 mil habitantes com proporção de 1/25.000 hab. Pontos itinerantes Cidades abaixo de 80 mil habitantes, mas inseridas em uma região metropolitana Campanhas de recolhimento Cidades abaixo de 80 mil habitantes, mas fora das regiões metropolitanas
    20. 20. Resíduos Eletroeletrônicos - equipamentos em foco O ponto de partida está baseado em quatro linhas de equipamentos Linhas Branca • Freezers •Refrigeradores • Fogões • Micro-ondas • Lavadoras de Roupas • Condicionador de Ar Azul • Batedeiras • Liquidificador • Forno elétrico • Furadeiras Marrom • Televisor Tubo • Televisor LCD/Plasma • DVD/VHS • Produtos de Áudio • Câmeras e filmadoras Verde • Desk Tops • Notebook • Impressoras • Celulares • Monitores
    21. 21. Fluxos simpl ificados Instituições beneficentes ou projetos sociais Rota dos Produtos de pequeno ou médio porte/volume Centros de Triagem Doação para reúso Descarte Consumidor solicita a retirada do produto conforme orientação Operadores logísticos Empresas de desmanufatura Rota dos Produtos de grande porte/volume Empresas do comércio Operadores logísticos Aterros sanitários
    22. 22. As dificuldades  Os estabelecimentos comerciais com espaços limitados  Vácuo legal  armazenamento temporário  Licenciamento ambiental dos postos de recebimento  Transporte de pequenas quantidades  Bitributação (REEE)  A escala volumétrica está concentrada nas regiões metropolitanas  Descontaminadoras concentradas no Sul e Sudeste = longas distâncias = muitas licenças de transporte  Transporte = modal rodoviário
    23. 23. Qual o papel dos SLR?  Destinar adequada dos produtos descartados pelo consumidor SLR não se destinam a:  Recuperar peças para inserção no mercado de recondicionados  Recuperar matérias-primas para reinserir na cadeia produtiva  Viabilizar, quando possível, a inserção de catadores de materiais recicláveis  Remanufaturar equipamentos  Identificar equipamentos aptos ao reuso
    24. 24.  Os proces sos de reciclagem podem injetar na economia algo em torno de R$ 8 bi lhões , ( I P EA, 2 0 1 2 ) .  Novas cadeias de negócios podem ser formadas a par t i r da ins talação das logí s t icas rever sas .  Capaci tação prof i s s ional  Di sponibi l idade tecnológica  Bai xo inves t imento em pesqui sa e inovação  Bi t r ibutação  L imi tada capacidade operacional das empresas e cooperat i vas  Regulamentação
    25. 25. D e s a f i o s  Simplificar os processo regulamentação municipal e estadual  Rever a legislação tributária, ambiental e de transportes  Ampliação da cobertura geográfica das empresas recicladoras  Desoneração do custeio dos SLR  Adesão do consumidor
    26. 26. Cristiane Soares Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo cristianesouza@cnc.org.br

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