Gestão do Economato Administrativo

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Gestão do Economato Administrativo

  1. 1. Curso Assistente Administrativo(a) 6382PCDI - Gestão do Economato Administrativo
  2. 2. O que é o Economato?
  3. 3. • O Economato é: 1 - Principal secção abastecedora e responsável pela recepção/ armazenamento e distribuição de todas as mercadorias. 2 – Teoria Económica sobre a compra de materiais nas empresas. 3 – Dinheiro gasto com compra e venda de produtos e serviços.
  4. 4. Economato
  5. 5. Economato
  6. 6. • O que é da responsabilidade do Economato? Escrevam algumas frases que incluam as palavras em baixo.
  7. 7. • Locais de armazenamento que podem ser da responsabilidade do Economato ECONOMATO ARMAZÉM DESPENSA CAVE RESERVA DE MATERIAL
  8. 8. O que faz a pessoa que trabalha no Economato?
  9. 9. • Procede à aquisição e transporte de mercadorias e outros artigos dentro da instituição onde trabalha; • Armazena, conserva, controla e fornece às secções as mercadorias e artigos necessários ao seu funcionamento; • Recebe os artigos e verifica se estão de acordo com a nota de encomenda; • Mantém organizado e actualizado o sistema de controlo de mercadorias; • Faz inventários periódicos; • Assegura a limpeza e a ordem do economato.
  10. 10. Jogo Arruma os 6 blocos de modo a que cada um deles toque em apenas 3 blocos.
  11. 11. Jogo
  12. 12. Quando os produtos escasseiam • É elaborada uma nota de encomenda para ser enviada aos fornecedores.
  13. 13. • A nota de encomenda antes de ser expedida deve ser enviada para os serviços internos da empresa (contabilidade; serviços de gestão).
  14. 14. Nota de Encomenda • Vocês trabalham num restaurante, entretanto é necessário encomendar mais produtos que faltam para fazer o menu do dia. • Escrevam numa folha os dados que devem constar na nota de encomenda que têm de ser enviada ao fornecedor.
  15. 15. • Os produtos só saem do economato e entregues às secções, mediante a entrega de uma requisição interna.
  16. 16. Como podemos saber as quantidades a encomendar?
  17. 17. • Temos que ter em conta: – O consumo médio; – Quanto tempo o fornecedor demora a entregar; – O número médio de pessoas que serão servidas; – Se haverá algum serviço especial; – Temos que evitar que os materiais que temos em stock não se tornem em desperdício, nem haja ruptura de stocks (por vezes usa-se stock de segurança e fica estabelecido um stock mínimo).
  18. 18. Parâmetros para a selecção de fornecedores • Apareceram à porta do teu restaurante estes 3 fornecedores. Qual o que escolherias? Recusavas falar com algum deles? Que perguntas te interessavam fazer para escolheres o melhor?
  19. 19. Parâmetros para a selecção de fornecedores • Qualidade dos produtos; • Relação entre a qualidade e preço aplicado; • Frequência das entregas e a sua pontualidade; • Disponibilidade para entregas em dias festivos e fins-de-semana; • As condições higiénicas de transporte dos produtos alimentares e a sua correcta temperatura; • Os métodos de pagamento
  20. 20. Prazos de Pagamento • No teu restaurante, arranjaste um fornecedor que te apresentou as duas hipóteses de pagamento: Pagamento feito na hora ou pagar a prazo. Qual escolhes?
  21. 21. Prazos de Pagamento • Muitas empresas optam pelo pagamento a prazo, simplesmente pelo facto de que a mercadoria é paga ao fornecedor após a sua utilização • Isto quer dizer que parte do que ganhamos com a venda do produto, é para ser utilizado no pagamento desse mesmo produto.
  22. 22. Picking, Packing and Posting • Qual das fases corresponde a cada termo em inglês?
  23. 23. Picking, Packing and Posting • Picking – consiste na recolha das mercadorias em stock que entretanto foram vendidas. • Packing – Trata-se do processo de preparar o pedido para envio, emitindo a Nota Fiscal, embalando e conferindo a Nota d encomenda. • Posting & Tracking – Consiste no processo de envio e acompanhamento dos pedido após terem sido verificados e expedidos.
  24. 24. Entregas • Imaginemos o seguinte exemplo, um centro de distribuição possui uma procura anual média de 300 unidades para um determinado produto. Temos 2 políticas a considerar: • Na 1ª são enviados 6 carregamentos com 50 unidades ao longo do ano. Na 2ª política, as 300 unidades são enviadas de uma só vez.
  25. 25. Entregas • Quais as vantagens e as desvantagens presentes em cada uma das políticas?
  26. 26. Entregas • Na primeira política, a empresa tem um menor custo de oportunidade de manter stocks, por ter apenas que lidar com um nível médio de 25 unidades. • No entanto os gastos com transporte são maiores.
  27. 27. Entregas • Na segunda política, são maiores os custos de oportunidade em manter stocks (tem que se manter um nível médio de 150 unidades), mas em contrapartida, são feitas menos viagens, e economiza-se nos carregamentos que são feitos.
  28. 28. Entregas • Temos que procurar um equilíbrio entre custo de manter stocks, o custo por unidade e o transporte.
  29. 29. Recepção Quantitativa de Mercadorias • Identificação dos materiais e análise visual do seu estado físico; • Observação do acondicionamento nas embalagens e do estado de preservação destas; • Verificação da rotulagem das embalagens; • Conferência da guia de remessa do fornecedor com a nota de encomenda; • Verificação das datas limites dos materiais sujeitos a prazos de validade ou a garantias.
  30. 30. Inventário • O que deve ser incluído no inventário de determinada empresa?
  31. 31. Inventário • Deve abranger todas as mercadorias de propriedade da empresa, quer estejam em seu poder, ou em terceiros. • Como podemos ter em nossa posse mercadorias de terceiros, para o nosso inventário só devemos incluir aquilo de que somos proprietários e não tudo o que possuímos.
  32. 32. O Inventário • Devemos saber o tipo de materiais que temos em stock, a sua quantidade e o local onde se encontram. • Por vezes fazem-se inventários para saber se o que está registado (em formato digital ou não) está de acordo com as existências reais em armazém. • Fazer o inventário é contabilizar o que existe nas prateleiras.
  33. 33. • 3 Tipos de Inventário: • Inventário permanente – consiste em manter permanentemente actualizadas as quantidades de cada artigo em stock. • Inventário intermitente – é geralmente efectuado uma vez por ano, no final do exercício contabilístico. Engloba todos os artigos da empresa, podendo gerar uma grande carga de trabalho ou até a paralisação da empresa. • Inventário rotativo – consiste em examinar o stock por grupo de artigos , em termos de quantidade e localização dos mesmos. A frequência pode variar conforme a importância do artigo. Exemplo: um inventário trimestral para os artigos da classe A, um inventário semestral para os artigos da classe B e um inventário anual para os da classe C.
  34. 34. Gestão de Stocks Definição de Stock Conjunto de unidades de cada artigo que constitui determinada reserva aguardando satisfazer uma futura necessidade de consumo.
  35. 35. Gestão de Stocks Gestor de Stocks: O consumo de 3kg de arroz, verifica-se quando estes saem, do armazém. Cozinheiro: O consumo dos 3kg de arroz verifica-se quando ele confecciona uma refeição. Cozinheiro: O consumo do arroz verifica-se quando ele ingere uma refeição confeccionada com arroz.
  36. 36. Gestão de Stocks • Três áreas no desempenho de tarefas: • Gestão material (física) – preocupa-se com a arrumação dos bens no armazém; • „Gestão administrativa – onde estão os artigos (localização) e em que quantidade; • „Gestão económica (previsional) – decidir acerca dos artigos a adquirir, assim como, das suas quantidades.
  37. 37. Gestão Administrativa do Economato • Objectivos: • Registar, atempadamente, as entradas e saídas dos bens; • „Conhecer as quantidades dos diversos bens, existentes em armazém; • „Planear a entrega das encomendas dos clientes; • „Manter actualizadas as previsões de recepção de encomendas dos fornecedores; • „Analisar desvios entre as quantidades existentes e as que deveriam existir.
  38. 38. Gestão Administrativa do Economato • O Consumo nem sempre é regular. • O gestor tem que perceber quanto material tem que ter em stock para que não faltem produtos nem haja desperdício.
  39. 39. Os Dados/Parâmetros da Compra • O prazo, • A quantidade, • A qualidade, • A garantia, • O nível de serviço logístico.
  40. 40. Fases do Processo de Compra Tradicional • Formalização das especificações; • Análise do pedido de compra; • Selecção de fornecedores; • Consulta a fornecedores; • Análise de propostas; • Adjudicação da encomenda; • Seguimento da encomenda; • Recepção da encomenda; • Conferência de facturas; • Tratamento de reclamações; • Ordem de pagamento.
  41. 41. Gestão Administrativa do Economato • Porque é que não se encomendam os produtos conforme é necessário, evitando assim a necessidade de gerir stocks?
  42. 42. Gestão Administrativa do Economato • Vantagens em ter stock: – Assegurar o consumo caso determinado produto esteja a ser produzido de forma irregular. – Normalmente comprar produtos em grandes quantidades traz benefícios ao nível do preço por unidade. – Normalmente opta-se pelo transporte de grandes quantidades reduzindo assim estes custos.
  43. 43. Gestão Administrativa do Economato • Vantagens em ter stock: – Assegurar variações no consumo; – Prevenir contra atrasos nas entregas (avarias; greves laborais; problemas no transporte...); – Assegurar que em momentos de crise não faltem produtos; – Ter stock evita que se tenham de fazer compras e entregas frequentes; – Rupturas de stock podem implicar perdas de vendas ou até mesmo de clientes.
  44. 44. Gestão Administrativa do Economato • Quais os inconvenientes em ter stocks no economato?
  45. 45. Gestão Administrativa do Economato • Inconvenientes em ter stock: – Alguns produtos não permitem ser mantidos em stock durante muito tempo. – Ter stock é ter material que não se vendeu e por isso representa dinheiro retido.
  46. 46. Gestão Administrativa do Economato • Entidades intervenientes na Gestão de Stocks: – Serviço – Fornecedor – Economato (serviço que gere o material em armazém e faz a sua distribuição pela empresa) – Compras – Armazém
  47. 47. • Prazos de Aprovisionamento: – Prazo Administrativo de preparação e lançamento da encomenda; – O prazo de recepção pelo fornecedor – O prazo de entrega do fornecedor – O prazo de recepção e armazenagem na empresa.
  48. 48. • Não devemos tratar os produtos como se fossem todos iguais: • Análise ABC para classificar os diferentes stocks (por níveis de prioridade - através da percentagem de consumo por ano). A Análise ABC dos Produtos
  49. 49. • Classe A - produtos mais caros - 15%-20% do total de artigos - mas representam 75%-80% do valor consumido/ano. • Classe B - grupo intermédio - 20%-25% do total de artigos - representam 10%-15% do valor de consumo actual. • Classe C - produtos de menor valor, mas em maior número face ao que é consumido por ano (as pessoas procuram mais estes) 60%-65% do total de artigos, mas o seu valor anual tem apenas uma representação de 5%-10%
  50. 50. • Curva ABC do economista Italiano Vilfredo Pareto:80-20 - ele chegou a este raciocínio porque no séc. XIX, percebeu que 80% da riqueza estava apenas nas mão de 20% da população.
  51. 51. • Produtos Classe C - Produtos mais baratos e mais consumidos têm que ser sempre controlados e evitar que faltem. • Produtos Classe B - Controlar estes produtos de forma mais automatizada. • Produtos Classe A - Devem ser o mais automatizados possível e deve haver stock de segurança para que não haja quebra de stock.
  52. 52. Stock de Segurança • Serve para prevenir que haja uma ruptura de stock. • Permite proteger contra: – Procura instável; – Entrega de mercadorias com defeito ou sem qualidade por parte dos fornecedores; – Prazos que não estejam a ser cumpridos.
  53. 53. Stock • A incerteza da procura
  54. 54. Stock Médio e Existência Média • Stock médio (Sm) como a quantidade média do material em stock num determinado intervalo de tempo (em unidades físicas). • Existência média ( E) é o valor médio das existências da empresa num determinado intervalo de tempo (em unidades monetárias).
  55. 55. Stock Médio e Existência Média • Qual a Existência Média Anual?
  56. 56. Stock • Tipos de procura: Procura permanente Procura sazonal Procura irregular Procura em declínio
  57. 57. Stock • Tipos de procura: Procura permanente – exemplo: pasta de dentes Procura sazonal – exemplo: gelado Procura irregular – exemplo: carro a gasolina x carro a diesel. Procura em declínio – exemplo: aviões militares
  58. 58. Classificação de Produtos • Os produtos podem ser bens tangíveis (materiais) ou bens intangíveis (serviços). • Bens de consumo – Bens não duradouros ou bens de grande consumo corrente • Consumo regular (Ex.: leite) • Consumo de emergência (Ex.: antibiótico) • Consumo de impulso (Ex.: pipocas) • Consumo sazonal (Ex.: protector solar) – Bens duradouros • Consumo regular (Ex.: electrodomésticos) • Consumo sazonal (Ex.: fatos de banho) Vejam exemplos para cada um dos pontos….
  59. 59. • As embalagens que acondicionam as mercadorias poderão ser de diferentes tipos (sacas, caixotes, garrafas, barris, caixas de cartão etc.). • Ao conjunto de embalagens e respectiva mercadoria dá- se o nome de volume. • Em qualquer volume temos que considerar: Tara (peso da embalagem), Peso líquido (peso da mercadoria), Peso bruto (tara+peso líquido)
  60. 60. • A embalagem é muitas vezes o “vendedor silencioso”, que leva o consumidor a identificar o produto ou a decidir experimentar algo de novo.
  61. 61. Escolham um produto que gostem e desenhem a embalagem do mesmo.
  62. 62. A importância do rótulo • No rótulo de, por exemplo, um produto alimentar pré-embalado deve constar: – Designação do produto pelo seu nome; – Data de durabilidade mínima (“consumir de preferência antes de…”); – Data limite de consumo (“consumir até…”); – A lista de todos os ingredientes e aditivos; – Quantidade de produto contido na embalagem; – Nome, firma ou denominação social e morada ; – Condições especiais de conservação, utilização e modo de emprego;
  63. 63. O Ciclo de Vida dos Produtos • Todos os produtos “nascem”, desenvolvem-se, atingem a ”maturidade e “morrem”, isto é, deixam de ser procurados pelos consumidores ou clientes no fim do seu ciclo de vida.
  64. 64. Stock • Comentem a imagem:
  65. 65. • Custos envolvidos na gestão de stocks: – Custo de aquisição/compra - engloba transporte, inspecção, recepção etc. – Custo da encomenda – Custo de posse - engloba manutenção de stocks, conservação etc. (valem a pena para evitar rupturas) – Custos de ruptura de stocks - quando o que está em armazém não é o suficiente. O custo total tem que considerar tudo isto!
  66. 66. Gestão de Stocks
  67. 67. • Gestão de Stocks Just-in-Time – Comprar e produzir apenas o que é necessário no momento em que se torna necessário. – Método que visa eliminar todas as formas de desperdício, eliminar tudo o que não acrescenta valor à empresa. Gestão de Stocks Just-in-Time
  68. 68. Gestão de Stocks Just-in-Time • Eliminar desperdícios: – Recursos humanos: muita gente a tratar do planeamento, controlo da produção, compras, controlo da qualidade, manutenção. – A indústria tradicional seguia uma filosofia conhecida como just-in-case, que significa manter recursos abundantes. – Superprodução – Tentar fazer apenas o que o cliente deseja.
  69. 69. Gestão de Stocks Just-in-Time • Eliminar desperdícios: – Evitar períodos de espera; – Reduzir necessidades de transporte, movimentação e arrumação de materiais; – Fazer análises de valor sobre etapas de processos; – Locais padronizados, de modo a evitar o desperdício de movimentos.
  70. 70. Gestão de Stocks Just-in-Time • Metas do JIT: – Zero defeitos. – Tempo zero de preparação (set-up). – Stocks zero. – Movimentação zero. – Paragens zero. – Lead time (intervalo entre a iniciação e execução) zero. – Lote unitário (uma peça de cada vez).
  71. 71. • Stock é sinónimo de eficiência. – Expliquem a frase em cima....
  72. 72. • O método Just-in-Time é incompatível com: – As avarias frequentes das máquinas – Os problemas de qualidade – Fornecedores pouco fiáveis – Trabalhadores pouco qualificados
  73. 73. • O fio condutor do Just-in-Time: – Redução de custos pela eliminação de todos os desperdícios.
  74. 74. • Isto é importante ter em atenção, porque existem empresas que desperdiçam em: – Tempo - Quando as mercadorias ficam em stock após várias operações. – Mercadorias / Matérias Primas - Quando ocorrem rejeições, o stock fica em excesso. – Movimentações - Desperdício com idas e voltas ao armazém.
  75. 75. Sistema Kanban • Criado nos anos 60 por Taiichi Ohno, vice- presidente da Toyota Motors. • Este tinha como base de raciocínio a tradição dos samurais que afirma que um guerreiro (gerente) nunca pára de aperfeiçoar o seu estilo (capacidade administrativa) e nunca pára de polir a sua espada (produto ou processo). • O Kanban, que traduzido significa cartão, é uma das ferramentas do Just In Time.
  76. 76. Sistema Kanban • Método que permite trabalhar com um stock mínimo reduzindo potencialmente os custos através da introdução de cartões.
  77. 77. Sistema Kanban • Algumas preocupações para o Sistema Kanban: • Os recursos (financeiros) são escassos; • A administração deve ser criativa para poder realizar muito com poucos • recursos; • Os recursos das empresas estão muitas vezes disponíveis como • investimento em capital na forma de stocks; • O stock em si é um investimento improdutivo, pois não agrega valor ao produto, não melhora a sua qualidade, nem faz com que os custos diminuam.
  78. 78. Sistema Kanban • Para cada peça temos uma sequência de posições, onde são colocados os cartões; • As posições vazias indicam o stock disponível (embalagens cheias) e cada cor indica o grau de urgência da reposição. • Os cartões são colocados do verde para o vermelho.
  79. 79. Sistema Kanban
  80. 80. Sistema Kanban
  81. 81. Sistema Kanban
  82. 82. Sistema Kanban • Podemos comparar esta visão à do supermercado onde o abastecimento é feito na exacta quantidade daquilo que é preciso, e o administrador só irá repor exactamente aquilo que foi retirado.
  83. 83. Ciclo Documental na Requisição de Mercadorias
  84. 84. Tarefas do Gestor
  85. 85. Gerir Planificar – elaborar aspectos de acção futura. Organizar – analisar, classificar e agrupar os meios humanos, materiais e financeiros. Dirigir – procurar gerir com eficiência os recursos disponíveis. Controlar e Avaliar – verificar se o planeado foi atingido.
  86. 86. • Estas 4 funções formam o chamado Ciclo Administrativo. Planeamento Organização Direcção Controlo e Avaliação
  87. 87. O Planeamento • É uma actividade contínua, sistemática e disciplinada que consiste em ordenar e estruturar as tarefas a desenvolver, de modo a que se alcancem determinados objectivos previamente fixados.
  88. 88. Tipos de Planeamento Estratégico Operativo Longo Prazo Médio Prazo Curto Prazo
  89. 89. Planeamento Estratégico • A empresa está em constante contacto com o ambiente que a rodeia (clientes, fornecedores, sindicatos, a administração pública etc.). • Como este ambiente está em constante mutação, o processo de adaptação da empresa deve ser um processo dinâmico.
  90. 90. Planeamento Estratégico • O ambiente é uma fonte de oportunidades para a empresa, mas ao mesmo tempo uma ameaça à sua sobrevivência. • A empresa deve ter uma estratégia global que a coloque em vantagem face ao meio envolvente.
  91. 91. Planeamento Estratégico
  92. 92. Planeamento Estratégico
  93. 93. Planeamento Estratégico • Comente o seguinte diálogo de Lewis Carrol? • “… perante os vários caminhos que se lhe deparavam, perguntou: Diz-me, por favor, que caminho devo tomar? Bem isso depende bastante de para onde queres ir – respondeu o Gato. – Não me importo muito para onde – respondeu Alice. Então também não importa qual o caminho que tomes – respondeu o Gato.” Extraído do livro Alice no País das Maravilhas
  94. 94. Planeamento Operativo • Basicamente procuram responder a seis questões: • Por que é que esta tarefa deve ser feita? • Com que recursos deverá ser feita? • Onde deverá ser feita? • Quem a deverá fazer? • Como deverá ser feita?
  95. 95. Planeamento Estratégico - Jogar
  96. 96. Aprovisionamento e Economato • Dois tipos de Aprovisionamento: – aprovisionamento de BENS – -aprovisionamento de SERVIÇOS
  97. 97. Aprovisionamento e Economato • O aprovisionamento de bens é gerido através: – Gestão de Compras; – Gestão de Stocks.
  98. 98. Aprovisionamento e Economato • Bem patrimonial - edifícios, terrenos, equipamento fabril, equipamento técnico, viaturas, máquinas, etc., o acto de aprovisionar esgota-se no acto de comprar. • Bem para consumo directo – não têm armazenamento porque se destinam a ser imediata (ou proximamente) consumidos pelos utilizadores.
  99. 99. Componentes da Gestão de Stocks • GESTÃO PREVISIONAL DE STOCKS • GESTÃO ADMINISTRATIVA DE STOCKS • GESTÃO FÍSICA DE STOCKS (ou gestão material de stocks)
  100. 100. Componentes da Gestão de Stocks
  101. 101. Componentes da Gestão de Stocks
  102. 102. Componentes da Gestão de Stocks
  103. 103. Gestão Administrativa de Stocks • Primeira questão a colocar: O que existe em Stock? • Os artigos/produtos são identificados através da sua nomenclatura. • Nomenclatura – Designação + Codificação.
  104. 104. Gestão Administrativa de Stocks • Nomenclatura – Designação + Codificação. • Designação – Terá que ser descritiva e partir do geral para o particular. – Exemplo: Chapa de latão de 2mm. • A Designação deve aproximar-se da tida pelo fabricante de modo a facilitar as compras com os fornecedores.
  105. 105. Gestão Administrativa de Stocks • Nomenclatura – Designação + Codificação. • Código – Simplificação através de símbolos (numérico, alfabético ou outros).
  106. 106. Coordenadas de Localização • O objectivo final do Aprovisionamento é o Expedimento/Entrega. • É igualmente importante a partir de uma base de dados saber onde se encontram os produtos. • Trata-se pois de saber "onde mora" cada item dentro do armazém
  107. 107. Coordenadas de Localização • O sistema é idêntico ao que acontece com as pessoas nas cidades, depende fundamentalmente da forma como fisicamente está ordenado o armazém.
  108. 108. Coordenadas de Localização • A Coordenada de Localização é um código composto por vários elementos em que cada um deles tem um significado específico.
  109. 109. Coordenadas de Localização • A simbologia a inserir no espaço indicado pode ser numérica, alfabética ou alfanumérica.
  110. 110. Coordenadas de Localização • Procurando uma analogia com o que se passa com as coordenadas que permitem localizar uma morada numa determinada cidade:
  111. 111. Informatização do Controlo de Stocks • No controlo de existências num Economato já não se justifica haverem ficheiros manuais de inventário permanente.
  112. 112. Informatização do Controlo de Stocks • Junto aos locais de Recepção e Expedição deverão existir terminais onde se registam os movimentos de entrada e saída de mercadorias/produtos.
  113. 113. Gestão Previsional de Stocks • Prever necessidades de consumo; • Determinar “o que comprar”, “quanto comprar” e “quando comprar”.
  114. 114. Gestão Previsional de Stocks • Existem produtos que implicam um reaprovisionamento repetitivo e sistemático; • Existem produtos que implicam um reaprovisionamento igualmente repetitivo mas não sistemático. • No primeiro caso podemos prever um consumo contínuo e podemos de certa forma sistematizar as nossas compras.
  115. 115. Gestão Previsional de Stocks • Exemplos de produtos de reaprovisionamento repetitivo e sistemático: – Matérias-primas e auxiliares, combustíveis e lubrificantes, mercadorias destinadas à actividade comercial corrente, impressos, etc.
  116. 116. Gestão Previsional de Stocks • Os produtos de gestão repetitiva mas não sistemáticos, são aqueles que compramos de forma esporádica, por exemplo, quando precisamos de substituir alguma peça que de desgastou.
  117. 117. Gestão Previsional de Stocks • Gestão previsional e sistemática:
  118. 118. Gestão Previsional de Stocks • O consumo repete-se a cada trimestre; • A encomenda foi sempre de 300 unidades; • O consumo anual foi de 1200; • O Stock Médio foi de 150 unidades - pois variou entre 300 e zero.
  119. 119. Gestão Previsional de Stocks • O consumo Anual é uma previsão, não podendo ser assumido como um dado fixo; • O consumo não é regular nem constante ao longo do tempo.
  120. 120. Gestão Previsional de Stocks O consumo não é regular nem constante ao longo do tempo.
  121. 121. Gestão Previsional de Stocks No final de Maio, se houvesse uma falha do fornecedor poderia ocorrer uma ruptura de Stocks.
  122. 122. Gestão Previsional de Stocks Para fazermos face às irregularidade do consumo e atrasos no prazo de entrega, devemos estabelecer um nível de protecção – Stock de Protecção (SP)
  123. 123. Operações da Gestão Física • Recepção • Movimentação • Armazenamento • Expedição • Entrega
  124. 124. Operações da Gestão Física • Recepção – Recepção Quantitativa – verificar se as quantidades recebidas correspondem às quantidades registadas na guia que o deve acompanhar. – A verificação pode efectuar-se conforme o produto que se trata, por “contagem” (unidades), por “pesagem” (peso), por “mediação” (volume ou capacidade).
  125. 125. Operações da Gestão Física • Recepção – Recepção Qualitativa – verificar se as matérias recebidas estão qualitativamente conforme as especificações da encomenda. – Esta recepção deve ser feita por pessoal tecnicamente preparado, dispondo do equipamento de verificação necessário (calibração, aparelhos de ensaio, balança de precisão, laboratório, etc.).
  126. 126. Requisitos para uma eficiente Gestão Física de Stocks: • Boas condições para a execução rápida e cuidada das funções administrativas da recepção; • Espaço adequado para a descarga, desembalagem, e controlos quantitativo e qualitativo; • Pessoal suficiente e competente. • Saída facilitada e desimpedida para os locais de armazenamento.
  127. 127. Requisitos para uma eficiente Gestão Física de Stocks: • Pavimentos em bom estado; • Espaços disponíveis para o movimento de mercadorias; • Pouca burocracia que facilite a saída rápida dos artigos em armazém; • Contagem local facilitada; • Saída fácil da pilha, prateleira ou suporte.
  128. 128. Gestão de Compras • A quem comprar? • Como comprar?
  129. 129. Gestão de Compras • Poderemos decompor a função compra nas seguintes fases: • 1ª Fase: Pedido • 2ª Fase: Prospecção do Mercado Fornecedor • 3ª Fase: Negociação e Contrato • 4ª Fase: Execução da Compra • 5ª Fase: Assistência Pós-Compra • 6ª Fase: Conferência de Facturas
  130. 130. Gestão de Compras • A competência do departamento de compras mede-se, em grande parte, pela capacidade que ele tem de obter e manter informação actualizada sobre o mercado fornecedor, e utilizá-la correcta e rapidamente na escolha da melhor oferta.
  131. 131. Gestão de Compras • A competência do departamento de compras mede-se, em grande parte, pela capacidade que ele tem de obter e manter informação actualizada sobre o mercado fornecedor, e utilizá-la correcta e rapidamente na escolha da melhor oferta.
  132. 132. Custo Unitário de Aquisição de um Material/Artigo • Custo unitário (u) de um material como o valor a que o material deverá ser contabilizado à entrada em armazém.
  133. 133. Custo Unitário de Aquisição de um Material/Artigo • Encargos relativos à compra: – Preço do material pago ao fornecedor – Encargos com os transportes – Encargos aduaneiros – Encargos financeiros com eventuais créditos, livranças – Encargos com os seguros.
  134. 134. Custo Unitário de Aquisição de um Material/Artigo
  135. 135. Custo Unitário de Aquisição de um Material/Artigo • Exercício • Calcule o custo unitário de aquisição do artigo A conhecendo os dados seguintes: – Encomenda de 300 unidades de A; – Preço unitário facturado pelo fornecedor: 20 Euros; – Encargo de transporte: 500 Euros; – Outros encargos da empresa: 200 Euros.
  136. 136. Desempenho Logístico • “A busca por eficiência tem como pré- requisito a alta qualidade dos serviços prestados ao cliente final.”
  137. 137. Desempenho Logístico • Os Indicadores de desempenho logístico podem monitorizar a qualidade das actividades logísticas internas à empresa ou a de seus parceiros (fornecedores). • Quanto ao âmbito, podem ser: – Âmbito Interno: Monitorizam o desempenho dos processos internos à empresa (Ex.: rotação de stocks, ruptura de stock, etc.). – Âmbito Externo: Monitorizam o desempenho dos serviços prestados pelos parceiros (fornecedores) da empresa. (Ex. entregas realizadas dentro do prazo, tempo de reabastecimento do fornecedor, etc.).
  138. 138. Indicadores de desempenho logístico interno • 4 Áreas-chave: – Atendimento do Pedido do Cliente; – Gestão de Stocks; – Armazenagem; – Gestão de transportes.
  139. 139. Etapas a Analisar no processo Logístico • Controlo de Stocks: – Controlar e responsabilizar-se por quantidades, localização e valores do stock físico do cliente, enquanto o mesmo estiver sob sua guarda; – Utilizar técnicas e meios modernos para acompanhar a evolução dos stocks no tempo, em termos de quantidades e localização para informar o cliente.
  140. 140. Etapas a Analisar no processo Logístico • Armazenagem: – Dispor de instalações adequadas para o exercício da actividade de armazenagem; – Realizar o controle de qualidade adequado, na entrada dos bens e materiais armazenados; – Possuir apólices de seguro para as instalações e para os bens materiais.
  141. 141. Etapas a Analisar no processo Logístico • Gestão de Transportes: – Qualificar e homologar transportadoras; – Contratar ou realizar transportes; – Negociar o nível de serviço desejado das transportadoras.
  142. 142. Etapas a Analisar no processo Logístico • Distribuição – Movimentação e Armazenagem de Produtos Acabados; – Preparação de Pedidos e Distribuição Física; – Paletização de produtos junto aos clientes; – Etiquetagem de produtos.

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