Classicismo nota de aula biografia

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Classicismo nota de aula biografia

  1. 1. CLASSICISMO/ASPECTOS RELEVANTES• Marco inicial = retorno do poeta Francisco de Sá de Miranda da Itália com as ideias renascentistas/humanistas (Petrarca), em 1527 (século XVI). Era Clássica/Moderna. Movimento das Grandes Navegações e ampliação do império lusitano ultramarino. Usou medida nova e velha com um pé no passado e outro no presente (bifrontismo). Liberdade individual renascentista X crítica aos costumes, à ambição (face conservadora moralista).• Antropocentrismo prevalecia nesse período histórico-literário.• Produção cultural (poetas e artistas) passa a ser realizada, em grande parte, pelos filhos dos pequenos comerciantes, sob a proteção e patrocínio dos mecenas (encomendam textos de filósofos e poetas para montar suas bibliotecas).• Filhos dos ricos comerciantes são mais numerosos nas universidades do que os membros da nobreza de sangue. A cultura é sinônimo de ascensão e qualificação social.• Retomada dos conceitos da Antiguidade Clássica e do conceito aristotélico da mimese (imitação da realidade).• Período que privilegia o racionalismo, vinculado ao mundo real, palpável, e dá as bases para a Ciência Moderna (menos emotiva/subjetiva a linguagem; prevalece a Objetividade/ A Razão).• Tendência à Universalidade (novos horizontes/expansão comercial).• Em vez de o indivíduo esperar pela providência divina, procura observar a natureza, documentar e analisar o que vê (racionalidade/ciência/perspectiva universalista).• Os poemas do Classicismo giram em torno da : A) temática amorosa ( em que o eu lírico manifesta um puro amor, de absoluta devoção à mulher amada, dona de uma beleza perfeita); B) ou bucólica (em que a natureza é caracterizada como espaço em que a harmonia, a simplicidade e o equilíbrio são expressão de felicidade). C) Carpe diem – do poeta latino Horácio- (literalmente, “cantar o dia”, aproveitar intensamente o dia, o momento presente, da juventude, porque o futuro trará a velhice, a morte)
  2. 2. • Petrarca e o “Doce estilo novo” – doce, porque eram versos decassílabos, considerados pelo poeta mais musicais que os de sete sílabas métricas. Influenciou Camões. Poemas mais filosóficos, reflexivos, analítico.• Soneto= forma fixa predominante. Há também odes e elegias, cantigas, etc.• Figuras de linguagem: uso de antíteses, paradoxos, metáforas, sinestesia, personificação, etc.• Renascimento e valorização dos feitos/esforços individuais e dos valores gregos e latinos (a perfeição, o Belo, o equilíbrio, proporção, harmonia, etc.)• Equilíbrio, ainda, da visão teocêntrica e antropocêntrica, em muitas obras do período (amor platônico/distante X amor real/carnal/próximo= Camões Lírico, por exemplo.).LUÍS VAZ DE CAMÕESLírica camoniana (poesia).• A obra lírica de Camões é constituída de poemas feitos na medida velha e na medida nova (Doce estilo novo/versos decassílabos). A medida velha obedece a poesia de tradição popular, as redondilhas, de 5 ou 7 sílabas (menor ou maior, respectivamente). São composições com um mote (um tema) que se desenvolve em glosas/voltas (desenvolvimento do tema, assunto).• Os poemas em medida nova são formas poéticas ligadas à tradição clássica. São eles:• • Sonetos (composições poéticas de 14 versos, distribuídas em dois quartetos e dois tercetos);• • Éclogas (poesia em forma de diálogo, com tema pastoril);• • Elegias (composições que expressam tristeza);• • Canções (composições curtas);• • Oitavas (poemas com as estrofes de 8 versos);• • Sextinas (poemas com as estrofes de 6 versos).
  3. 3. O amor, na poesia lírica de Camões, aparece como um sentimento que leva ohomem, tornando-o capaz de atingir o Bem, a Beleza e a Verdade. Também aparececomo um sentimento contraditório pela própria natureza. De um lado, ele émanifestação do espírito (platônico); de outro, é manifestação carnal (real). ParaCamões, o amor deve ser experimentado, e não apenas intelectualizado. Em suapoesia lírica, o poeta passa a ideia de que o amor só vale a pena quando é complexo,e contraditório. Nos poemas de medida velha, Camões está mais próximo da poesiapopular medieval, já nos de média nova aproxima-se de grandes vultos clássicos como oitaliano Petrarca, por exemplo. • Escreveu odes, elegias, éclogas e sonetos (destaque, grandiosidade). • Em medida velha, utilizou redondilhas, e os poemas eram muitas vezes compostos por mote (motivo, tema, assunto) e voltas ou glosas (desenvolvimento do tema). • Exemplos de Poesias Líricas de Camões: DESCALÇA VAI PARA A FONTE (Medida Velha) (Mote) 1 2 3 4 5 6 7 X (heptassílabos/ redondilha maior) Des/cal/ça/ vai/ pa/ra a /fon/(te) Lianor, pela verdura; Vai fermosa, e não segura. (Voltas ou glosas) Leva na cabeça o pote, Os textos nas mãos de prata, Cinta de fina escarlata, Sainho de chamalote; Trás a vasquinha de cote, Mais Branco que a neve pura; Vai fermosa, e não segura. Descobre a touca a garganta,
  4. 4. Cabelos de ouro o entrançado, Fita de cor de encarnado, Tão linda que o mundo espanta. Chove nela graça tanta, Que dá graça à fermosura: Vai fermosa, e não segura.• SONETOS: domínio absoluto da Medida Nova (decassílabos)• A parte mais representativa das poesias líricas camonianas são os seus sonetos – todo em versos decassílabos – e que apresenta um verdadeiro ideário do amor.• Temáticas camonianas preferidas: A) o desconcerto do mundo, B) as mudanças constantes das estações e das pessoas, C) o sofrimento amoroso. A) O desconcerto do Mundo (Não é soneto. Exemplo de tema.). Na abordagem desse tema, Camões procura demonstrar que aquilo que é observado não corresponde necessariamente à realidade, o que pode levar ao equívoco. A base do desconcerto é a falta de lógica. Ao desconcerto do Mundo 1 2 3 4 5 6 7 (Medida velha= versos heptassílabos/ 7 sílabas métricas) Os/ bons/ vi/ sem/pre/ pas/sar/ No Mundo graves tormentos; E pera mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos.
  5. 5. Cuidando alcançar assimO bem tão mal ordenado,Fui mau, mas fui castigado.Assim que, só pera mim,Anda o Mundo concertado. . (Luís de Camões)Correm turvas as águas deste rio (SONETO= 2 quartetos e dois tercetos) (página 126) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 X (Medida Nova=decassílabos)Cor/rem/ tur/vas/ as/ á/guas/ des/te/ ri/(o),Que as do céu e as do monte as enturbaram;Os campos florescidos se secaram,Passou o Verão, passou o ardente Estio,Ũas cousas por outras se trocaram;Os fementidos Fados já deixaramDo mundo o regimento, ou desvario.Tem o tempo sua ordem já sabida;O mundo, não; mas anda tão confuso,Que parece que dele Deus se esquece. (Luís de Camões)B) As mudanças constantes- o mundo é dinâmico, para Camões; o ser humano e anatureza estão sujeitos a constantes modificações. Mas, enquanto as mudanças danatureza são previsíveis (estações do ano), as mudanças sofridas pelas pessoas pelaspessoas não o são (imprevisíveis), o que pode trazer tristeza e sofrimento.Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. (página 126) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 X (decassílabos)Mu/dam/-se os/ tem/pos/, mu/dam/-se as/ von/ta/(des,)
  6. 6. Muda-se o ser, muda-se a confiança;Todo o Mundo é composto de mudança,Tomando sempre novas qualidades.Continuamente vemos novidades,Diferente em tudo da esperança;Do mal ficam as mágoas na lembrança,E do bem, se algum houve, as saudades.O tempo cobre o chão de verde manto,Que já coberto foi de neve fria,E em mim converte em choro o doce canto. (Qualidade de Manto/canto=pobre)E, afora esta mudar-se cada dia,Outra mudança faz de amor espanto,Que não se muda já como soía. (Luís de Camões)C) O sofrimento amoroso – conflito entre amor material (profano, desejos dacarne) e o amor idealizado (puro, idealizado, platônico), capaz de conduzir oindivíduo à realização plena. Quando o sentimento amoroso é a expressão de umdesejo, a mulher é caracterizada como impiedosa, cruel. Quando tratado demodo espiritual, a mulher é idealizada, perfeição absoluta, e a contemplaçãoé suficiente para o eu lírico; reproduz, assim, a visão filosófica resgatada daAntiguidade e renomeada no Renascimento de neoplatonismo.Ah! Minha Dinamene! Assim deixasteAh! Minha Dinamene! Assim deixaste AQuem não deixara nunca de querer-te! B (Disposição=interpoladas/opostas)Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te, BTão asinha esta vida desprezaste! AComo já pera sempre te apartasteDe quem tão longe estava de perder-te?Puderam estas ondas defender-te
  7. 7. Que não visses quem tanto magoaste? Nem falar-te somente a dura Morte Me deixou, que tão cedo o negro manto (Tonicidade= femininas) Em teus olhos deitado consentiste! Oh mar! Oh céu! Oh minha escura sorte! Que pena sentirei que valha tanto, Que inda tenha por pouco viver triste? (Luís de Camões)Alma minha gentil, que te partisteAlma minha gentil, que te partisteTão cedo desta vida, descontente,Repousa lá no Céu eternamenteE viva eu cá na terra sempre triste.Se lá no assento etéreo, onde subiste,Memória desta vida se consente,Não te esqueças daquele amor ardenteQue já nos olhos meus tão puro viste. E se vires que pode merecer-te Algu~a cousa a dor que me ficou
  8. 8. Da mágoa, sem remédio, de perder-te, Roga a Deus, que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te, Quão cedo de meus olhos te levou. Luís de CamõesTransforma-se o amador na cousa amada (página 127)= amor idealizado, puro.Transforma-se o amador na cousa amada,Por virtude do muito imaginar;Não tenho logo mais que desejar,Pois em mi[m] tenho a parte desejada.Se nela está minha alma transformada,Que mais deseja o corpo de alcançar?Em si somente pode descansar,Pois consigo tal alma está liada. (unida) Mas esta linda e pura semideia, (semideusa) Que, como o acidente em seu sujeito, Assi[m] com a alma minha se conforma,
  9. 9. Está no pensamento como ideia; [E] o vivo e puro amor de que sou feito, Como matéria simples busca a forma. (Luís de Camões) Amor é fogo que arde sem se ver(antítese e paradoxo) Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís de Camões Poesia épica de Camões (Epopeia): Os Lusíadas Forma/Estrutura: A mais importante epopeia em língua portuguesa teve comomodelo literário a Ilíada e a Odisseia, do poeta grego Homero. Camões compôs "OsLusíadas" em 10 cantos, divididos em 1.102 estrofes regulares de 8 versos cadauma, totalizando em 8.816 versos. Todas as estrofes tem o mesmo esquema rítmico: ABABABCC, ou seja, rimascruzadas em 6 versos e emparelhada em dois, também conhecida como oitava real. Sãoversos decassílabos heroicos e o poema se organiza em:
  10. 10. • • Proposição do assunto (canto 1, estrofe 1 - 3) - enaltece o povo lusitano e menospreza (tira o brilho) o povo grego e troiano/ e do Latino. Cultura pagã (deuses em Os Lusíadas= Marte, Vênus, Febo, etc.). • Invocação às Tágides, musas do rio Tejo. (canto 1, estrofes 4 - 5) • Dedicatórias a D. Sebastião, rei de Portugal. (canto 1, estrofes 6-18) • Narração da viagem de Vasco da Gama (estrofes 19/Canto I até estrofe 144/Canto X) • Epílogo, contendo um fecho dramático a respeito da cobiça e o episódio da Ilha dosAmores (estrofes 145 e 156 do Canto X). O poeta pede às musas que calem a voz de sua lira, poisse encontra desiludido com uma pátria que já não merece ter suas glórias louvadas. ENREDO:Canto I – Inicia-se a narração com a armada de Vasco da Gama já a caminho deMoçambique. Ocorre, no Olimpo, o Concílio dos deuses: Baco é contra a viagem; Vênus eMarte são a favor. Marte propõe que Mercúrio guie os portugueses. Baco instrui o rei deMoçambique contra os portugueses, mas Vasco da Gama prossegue até Mombaça (oQuênia). Canto II – Baco continua as suas manobras, instigando os mouros contra oslusitanos. Vênus intercede Juno a Júpiter, que prever glória aos portugueses. Mercúrioaparece num sonho de Vasco da Gama e o aconselha a ir para Melinde. Lá, o navegantecomeça a contar ao rei história de Portugal. Canto III – Fazem parte do relato ao monarca de Melinde os episódios de EgasMoniz, o da batalha do Salado e o do Inês de Castro. Canto IV – Prossegue a história de Portugal, estando em foco a ascensão do Mestrede Avis e o episódio do velho do Restelo: um ancião que aparece na praia do Restelo,advertindo os portugueses sobre os perigos provocados pela vaidade e desejo de fama. Canto V – Vasco Da gama continua narrando ao rei de Melinde sobre como navegouperigosamente pela costa africana. Em foco, o Fogo de Santelmo, a tromba marítima e oepisódio do Gigante Adamastor, figura mítica que personifica o Cabo das Tormentas, maistarde chamado de Cabo da Boa Esperança. Canto VI – A frota deixa Melinde rumo às Índias. Baco pede ajuda a Netuno, Deusdo mar contra os portugueses. Éolo - Deus dos ventos – desencadeia uma tempestade,mas Vênus intervém e manda as ninfas seduzirem os ventos. A esquadra chega a Calicut(na Índia).
  11. 11. Canto VII – Descrição da Índia. Desembarque e entrevista com o Samorim (reiHindu). O catual (regedor) visita a frota e pede a Paulo da Gama que explique ossignificados das Bandeiras. Canto VIII - Explicação detalhada de Paulo da Gama sobre os grandes vultos dePortugal. Baco, em sonho, instruiu um sacerdote mulçumano contra os portugueses.Vasco da Gama é preso e trocado por mercadorias. Canto IX – Os catuais tentam retardar a volta da frota, mas a armada parte. Vênusresolve compensar os lusitanos e ordena a Cupido e à Fama que preparem a Ilha dosAmores. As ninfas lá se instalam e Tétis, deusa dos oceanos, recepciona os portugueses. Canto X – Banquete no palácio de Tétis, que apresenta a Vasco da Gama a"máquina do mundo", que é a descrição do universo e da Terra. CAMÕES E SUAS OBRAS: Além de Os Lusíadas, apenas pequena parte de sua obra foi publicada em vida;três pequenas peças líricas em livros alheios: a ode "Aquele único exemplo", nosColóquios dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, de Garcia da Orta (de 1563);a alegria "Depois que Magalhães teve tecida"; e o soneto "Vós, ninfas de gantéticaespessura", nas páginas preliminares do livro História da Província de Santa Cruz a quevulgarmente chamam de Brasil, de Pero de Magalhães Gandavo (1576). A totalidade daobra dramática (Anfitriões, Filodemo e Alto d`el rei Seleuco), quase toda a lírica e ascartas são de publicação póstuma. Profundo Conhecedor tanto do estilo poético latinoquanto das trovas e cantigas populares, praticou todos os gêneros poéticos. Fez versostradicionais, em redondilha, com cinco ou sete sílabas, e cultivou todos os gênerosclássicos: a écloga de Virgílio, a ode de Horácio, a canção e o soneto de Petrarca, aalegria, etc. e foi primeiro poeta português a escrever uma epopeia clássica. A obralírica de Camões – típico representante na Renascença portuguesa – oscila entre doispolos: a atitude espontânea, em que o poeta da vazão a sua experiência íntima, e apostura puramente artística, com que pretende desligar-se do clima emocional, atingindopleno domínio da forma. Na segunda, Camões revela-se um artesão sutil e delicado;ordenando imagens em antítese e paradoxos, antecipou-se à explosão barroca. O Poeta – Camões/Sua Vida Sua bibliografia é obscura. Filho de nobres empobrecidos não se sabe se nasceu emLisboa ou em Coimbra, embora tenha feito seus estudos em Coimbra. Também não sabem
  12. 12. o ano em que nasceu, se foi em 1517, 1524 ou 1525. Por volta e 1542, encontrava-se emLisboa, onde frequentava círculos palacianos e, provavelmente, o próprio paço. Exilado noRibatejo devido ao seu romance com Catarina de Ataíde, viajou até Ceuta, para participarda guerra. De regresso a Lisboa em 1549 ou 1550, feriu com espada um certo GonçaloBorges, sendo preso por essa razão nos calabouços do Tronco. Libertado em 1553,embarcou para a Índia a bordo da nau São Bento. Participou de varias expedições à costade Calabar, mar Vermelho e golfo Pérsico. Em 1557, ou 1558, foi para Macau, onde talveztenha exercido o cargo de provedor de defuntos e ausentes. Por motivos ignorados, foiobrigado a retornar a Goa, sob prisão. A nau em que viajava naufragou em frente ao golfode Tonquim, e Camões alcançou a nado o rio Mekong, salvando o manuscrito de OsLusíadas, já em fase avançada de produção. Sua amada Dinamene morre nessenaufrágio. Chegou a Goa em fins de 1559 até 1567, quando embarcou para Portugal. Ocapitão da nau, porém, deixou o poeta nas costas de Moçambique onde Diogo do Coutofoi encontra-lo paupérrimo e vivendo da caridade dos amigos. Conduzido a Portugal emfins de 1569 ou inicio de 1570, fixou-se em Lisboa. Em 1571, obteve licença da Inquisiçãopara publicar seu livro, Os Lusíadas, que só saíram em 1572. Nesse ano, um alvará deD.Sebastião concedeu-lhe uma tença anual de 15.000 réis, durante um período de trêsanos. Em 10 de junho de 1580, morreu num hospital na mais completa miséria. HUMANISMO/ASPECTOS RELEVANTES • Santa Inquisição (Período Medieval/fogueira). • Movimento de Reforma e Contra-Reforma (Martinho Lutero). • Gil Vicente (Auto da Barca do Inferno): equilíbrio entre teocentrismo e antropocentrismo (sugere a salvação, valores morais e religiosos e critica a ganância, o desejo de ter ao invés de ser, vinculada aos bens materiais. O Bem e o Mal; a Terra e o Céu= visão bifrontícia). Morrer pó Cristo/ Santa Madre Igreja (Cavaleiros). • Alegorias em Gil Vicente. Crítica aos indivíduos, não à Igreja (instituição). • Público no Humanismo (trovas e canções), praticamente o mesmo das cantigas trovadorescas: os nobres. • Revolução de Avis (1383-1385)= consolidou o Estado Nacional português.
  13. 13. • Figuras de linguagem: uso de metonímias (a parte pelo todo: boca, coração, olhos, mãos, etc.), metáforas, sinestesia, personificação, etc.• Poesia palaciana dissociada da música. Passa a ser declamada, recitada, falada. Padrão formal rigoroso, diferente das cantigas trovadorescas. Uso de redondilhas (medida velha/musicalidade). Compilada em 1516 por Garcia de Resende, no Cancioneiro Geral.• Mote e glosas/voltas.• Ainda aparece o sofrimento amoroso (coita de amor do Trovadorismo), em muitos poemas. Intertextualidade.

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