Teste diagnostico 7_ano_2015

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Teste diagnostico 7_ano_2015

  1. 1. PORTUGUÊS 7.O ANO – TESTE DE DIAGNÓSTICO ©Edições ASA | 2015 − Alice Amaro / autora do projeto Novas Leituras 1 ESCOLA________________________________________________ DATA ___/ ___/ 20__ NOME________________________________________________ N.O ____ TURMA_____ GRUPO I Lê o texto. 5 10 15 20 25 Fizemos as malas, desfizemos as malas, vamos embora, não vamos embora, tira o mapa da gaveta, volta a pôr o mapa na gaveta, cuidado não te entales, contamos dinheiro pela 146.ª vez, a Rosa tolinha de todo a aumentar ainda mais a confusão agarrada às nossas pernas a gritar “eu tenho cinco réis como a Carochinha”, e o meu pai com aquele ar de quem não está para achar graça nem à filha mais nova, quanto mais. Não há dúvida: férias são rica invenção, sim senhora. Gasta-se mais dinheiro do que nos outros dias (diz o meu pai), cansamo-nos mais do que a trabalhar (diz a minha mãe), deixamos a casa fechada e sozinha o que é um perigo (diz a minha avó), não vou dormir na minha caminha e com a minha almofada (diz a minha irmã), zangamo-nos todos à partida, à chegada, e quando não se encontra o lugar para arrumar o carro (digo eu), mas não há nada melhor neste mundo, ó gentes! Admirarmos os rios, os riachos, os montes, os vales, e o meu pai acaba sempre por dizer “há lá coisa mais linda que o largo 5 de outubro”, que foi onde ele nasceu em Vila Flor, às três e meia da tarde, e a minha mãe pronto, amua até dali a um quarto de hora que é quanto duram os amuos dela. Durante esse quarto de hora, o meu pai aproveita para gabar, pela 486.ª vez, as maravilhas do seu largo, da sua terra, da água das suas fontes, da cor dos ovos, do sabor das couves, e do som dos sinos. Depois encavalita a Rosa num dos joelhos e pergunta: – Rosinha, o que é que aconteceu no 5 de outubro? E a minha irmã, muito bem mandada, responde: – A República. Mas engasga-se pelo meio da palavra, que é grande de mais para os três anos dela, e põe “rr” onde eles não existem, e tira o “l” donde ele devia estar, e fica assim uma república um bocado às três pancadas, mas o suficiente para o meu pai estalar de contente: – Rica menina! Começa logo a assobiar o hino nacional, depois passa para o da restauração, e aí a minha mãe decide acabar o amuo, antes que venha também o da Maria da Fonte, que nisto de hinos patrióticos ninguém leva a palma ao meu pai.
  2. 2. PORTUGUÊS 7.O ANO – TESTE DE DIAGNÓSTICO ©Edições ASA | 2015 − Alice Amaro / autora do projeto Novas Leituras 2 30 35 Mas como ia dizendo, não há nada melhor que as férias. O ano passado tínhamos decidido ir até Espanha. Mais propriamente Sevilha e Granada. O meu pai foi buscar o atlas e mais o mapa que tem sempre no carro, e logo ali começamos a viajar com os dedos – o que, diga-se de passagem, é bastante mais económico e menos cansativo. E com um bocadinho de imaginação, sempre se vai conhecendo alguma coisa. Só não se mandam bilhetes-postais aos amigos. Alice Vieira, Chocolate à Chuva (Capítulo 1), Alfragide, Caminho,2007. 1. Ordena as frases de A. a F., de acordo com a sequência lógica dos acontecimentos no texto. Começa pela letra C. A. O pai elogia a sua terra natal. B. A família traça o hipotético destino de férias. C. A família procede aos preparativos para ir de férias. D. A mãe aborrece-se com a conversa do marido. E. O narrador aponta as contrariedades das férias. F. O pai revela-se muito feliz com o desempenho da filha mais nova. 2. Indica duas características da “filha mais nova” que mostram que se trata de uma criança de três anos. 3. “Não há dúvida: férias são rica invenção, sim senhora.” (l. 6) 3.1. Baseando-te nas informações do segundo parágrafo do texto, demonstra que o narrador pretende dizer o contrário do que afirma. 4. “Admirarmos os rios, os riachos, os montes, os vales, e o meu pai acaba sempre por dizer ‘há lá coisa mais linda que o largo 5 de outubro’ [...].” (ll. 11-13) 4.1. Identifica o recurso expressivo presente na frase transcrita. a) Personificação. b) Enumeração. c) Perífrase. d) Metáfora. 4.2. Explica de que modo os elementos apresentados na frase contribuem para evidenciar a beleza da paisagem.
  3. 3. PORTUGUÊS 7.O ANO – TESTE DE DIAGNÓSTICO ©Edições ASA | 2015 − Alice Amaro / autora do projeto Novas Leituras 3 5. Tendo em conta o que é dito no segundo parágrafo, apresenta uma explicação lógica para o “amuo” (l. 14) da mãe do narrador. 6. Transcreve a expressão do texto que comprova que o pai do narrador é o mais entendido em hinos nacionais. 7. “[...] e logo ali começamos a viajar com os dedos [...]” (ll. 32-33) 7.1. Esclarece o sentido da expressão acima transcrita. GRUPO II 1. Viajar com os dedos é bastante mais económico. 1.1. Indica a classe das palavras sublinhadas na frase anterior. 1.2. Aponta duas palavras da mesma família do adjetivo presente na frase. 2. “[...] cuidado não te entales [...]” (l. 2) 2.1. Classifica a forma verbal sublinhada na frase, indicando pessoa, número, tempo e modo. 3. Reescreve as frases seguintes, substituindo cada expressão sublinhada pelo pronome pessoal adequado. Faz apenas as alterações necessárias. a) Eles contaram o dinheiro pela 146.ª vez. b) O pai não cantou o hino da Maria da Fonte. c) Ninguém leva a palma ao pai em hinos patrióticos. 4. Identifica as funções sintáticas desempenhadas pelas expressões sublinhadas em cada uma das frases a seguir apresentadas. a) “Não há dúvida: férias são rica invenção, sim senhora.” (l. 6) b) “[...] não há nada melhor neste mundo, ó gentes!” (l. 11) c) “– Rosinha, o que é que aconteceu no 5 de outubro?” (l. 19) d) “Só não se mandam bilhetes-postais aos amigos.” (l. 35)
  4. 4. PORTUGUÊS 7.O ANO – TESTE DE DIAGNÓSTICO ©Edições ASA | 2015 − Alice Amaro / autora do projeto Novas Leituras 4 5. O pai gabou, pela 486.ª vez, as maravilhas do seu largo. 5.1. Reescreve a frase anterior na passiva. Faz apenas as alterações necessárias. 5.2. Transcreve o complemento agente da passiva da frase que construíste. 6. “Depois encavalita a Rosa num dos joelhos e pergunta: – Rosinha, o que é que aconteceu no 5 de outubro?” (ll. 18-19) 6.1. Completa a frase seguinte, reescrevendo em discurso indireto a fala da Rosa. Faz apenas as alterações necessárias. O pai perguntou... GRUPO III “Não há dúvida: férias são rica invenção, sim senhora.” (l. 6) Escreve uma narrativa, real ou imaginária, em que contes o que fizeste nas férias, salientando um acontecimento interessante ocorrido durante esse período. O teu texto deverá apresentar um mínimo de 140 e um máximo de 200 palavras e incluir:  uma situação inicial, o seu desenvolvimento e um desfecho;  um momento de descrição;  um título adequado.
  5. 5. PORTUGUÊS 7.O ANO – TESTE DE DIAGNÓSTICO ©Edições ASA | 2015 − Alice Amaro / autora do projeto Novas Leituras 5 COTAÇÃO DO TESTE GRUPO I GRUPO II GRUPO III 1. ……. 5 pontos 2. …..... 6 pontos 3.1. ….. 7 pontos 4.1. ….. 3 pontos 4.2. ….. 5 pontos 5. ...….. 5 pontos 6. …….. 4 pontos 7.1. ….. 5 pontos ___________ 40 pontos 1.1. ...... 2 pontos 1.2. ….. 2 pontos 2.1. ..... 4 pontos 3. ...….. 6 pontos 4. ...….. 8 pontos 5.1. ….. 3 pontos 5.2. ….. 2 pontos 6.1. ….. 3 pontos ___________ 30 pontos  Tema, tipologia e extensão do texto  Coerência e pertinência da informação  Estrutura e coesão  Morfologia e sintaxe  Ortografia  Repertório vocabular _____________ 30 pontos TOTAL: 100 pontos CENÁRIOS DE RESPOSTA DO TESTE ITENS DE RESPOSTA COTAÇÕES Grupo I – Leitura/Educação Literária e Escrita 1. C, E, A, D, F, B …………………………………………………………………………………….................... 2. Rosa agarra-se às pernas das pessoas, enquanto estas procedem aos preparativos para férias, e tem dificuldade em pronunciar corretamente a palavra “República”, o que revela tratar-se de uma criança ainda pequena. …………………………………………………………………………………….................... 3.1. O narrador afirma que “férias são rica invenção”; todavia, enuncia imediatamente a seguir os contratempos das férias na perspetiva de várias personagens, nomeadamente que são dispendiosas e cansativas, privam das comodidades do lar, a casa fica desprotegida e nem sempre é fácil estacionar. …………………………………………………………………………………….................... 4.1. b) …………………………………………………………………………………….................... 4.2. A referência aos rios, riachos, montes e vales evidencia a beleza da paisagem, cuja natureza se revela rica na sua diversidade. …………………………………………………………………………………….................... 5. É provável que o “amuo” da mãe do narrador se deva ao facto de o marido, como sempre, se referir à sua terra como a mais bela de todas. …………………………………………………………………………………….................... 6. “nisto de hinos patriótico ninguém leva a palma ao meu pai” (l. 29) …………………………………………………………………………………….................... 7.1. A expressão “viajar com os dedos” significa que a família indicava/traçava no mapa e no atlas o percurso da viagem que pensava fazer durante as férias. 5 ……….…… 4+2=6 ……….…… 5+2=7 ……….….. 3 ……….…… 3+2=5 ……….…… 3+2=5 ..................... 3+1=4 ..................... 3+2=5
  6. 6. PORTUGUÊS 7.O ANO – TESTE DE DIAGNÓSTICO ©Edições ASA | 2015 − Alice Amaro / autora do projeto Novas Leituras 6 Grupo II – Gramática 1.1. “com” – preposição; “bastante” – advérbio …………………………………………………………………………………….................... 1.2. “económico” – economia, economizar …………………………………………………………………………………….................... 2.1. “entales” – segunda pessoa, singular, presente, conjuntivo …………………………………………………………………………………….................... 3. a) Eles contaram-no pela 146.ª vez. b) O pai não o cantou. c) Ninguém lhe leva a palma em hinos patrióticos. …………………………………………………………………………………….................... 4. a) predicativo do sujeito b) predicado c) vocativo d) complemento indireto …………………………………………………………………………………….................... 5.1. As maravilhas do (seu) largo foram gabadas pelo pai, pela 486.ª vez. …………………………………………………………………………………….................... 5.2. pelo pai (complemento agente da passiva) …………………………………………………………………………………….................... 6.1. O pai perguntou à Rosinha o que é que acontecera/tinha acontecido no 5 de outubro. 1+1=2 ……….…… 1+1=2 ……….…. 1x4=4 ……….…. 2x3=6 ……….….… 2x4=8 ……….….… 3 ……….….… 2 ……….….. 3 Grupo III – Escrita Na redação do texto, o aluno deverá: – escrever um texto narrativo; – cumprir as instruções fornecidas relativamente à tipologia textual e à extensão do texto; – produzir um discurso coerente do ponto de vista da informação fornecida, da progressão textual; – usar adequadamente parágrafos, marcadores do discurso, pontuação; – utilizar vocabulário adequado, pertinente e variado; – escrever com correção ortográfica e morfossintática. 30

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