Guião leitura gaivota correção aula 2

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Guião leitura gaivota correção aula 2

  1. 1. HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR de Luís Sepúlveda GUIÃO DE LEITURA - CORREÇÃO PRIMEIRA PARTE CAPÍTULO III 1. Como descreverias o caráter da gaivota, tendo em conta a situação em que se encontra? R: Kengah revelou-se corajosa, não só porque desejou desaparecer entre as fauces de um peixe a morrer à fome ou asfixiada, mas também porque fez várias tentativas para se salvar, voando. 2. Pensando na forma de retirar o petróleo que lhe cobria o corpo, Kengah lembrou-se da história de Ícaro. 2.1. Refere a decisão que, por fim, Kengah tomou. R: Kengah tentou voar por duas vezes, mas em vão. Reparou, então, que o petróleo lhe colava as penas da rabadilha, de tal maneira que não podia orientar a subida. Com o bico, acabou por arrancar a capa de imundície que lhe cobria a cauda, até esta ficar menos suja. À quinta tentativa, lá conseguiu voar, ganhou cada vez mais altura, mas o sol, contrariamente à cera com que Ícaro colou as suas asas, não lhe derreteu o petróleo. CAPÍTULO IV 1. Resume o episódio narrado num texto que não deverá ultrapassar as 8 linhas. R: Zorbas estava a apanhar sol na varanda, onde, de repente, Kengah caiu. Esta explicou-lhe que tinha sido apanhada por uma maré negra e que estava prestes a morrer. Zorbas dispôs-se a pedir um conselho para a ajudar, mas, antes que o fizesse, a ave fê-lo prometer que não comeria o ovo que estava prestes a colocar, que cuidaria dele até que a gaivotinha nascesse e que a ensinaria a voar. Ao exalar o último suspiro e depois de o gato ter saltado para o telhado, surge o ovo branco com pintinhas azuis. CAPÍTULOS V A VIII 1. Com o capítulo quinto, dá-se início à ação central do conto. Hamburgo é agora o espaço primordial. 1.1. Indica a razão que levou Zorbas a procurar Colonello. R: Zorbas procurou Colonello para se aconselhar sobre o que deveria fazer com a gaivota doente, que, inesperadamente, lhe caíra na varanda. Colonello era uma autoridade entre os gatos do porto. De idade indefinível, embora nunca solucionasse qualquer conflito, possuía um curioso talento para aconselhar os que se encontravam em dificuldades.
  2. 2. 2. Seguidamente, Zorbas, Colonello e Secretário decidiram procurar Sabetudo. Procura justificar este facto, tendo em conta o nome da própria personagem. R: Os gatos decidiram procurar, no Bazar do Harry, Sabetudo, porque acreditavam, veementemente, que este gato cinzento, pequeno e magro, que estudava milhares de livros (incluindo enciclopédias) que por lá havia, os podia, com certeza, aconselhar quanto à melhor forma de ajudar a gaivota doente. Sabetudo acabou por lhes mostrar que o petróleo deveria ser eliminado com benzina. 3. Depois de muito investigarem, voltaram a casa de Zorbas, mas logo se desiludiram. O que aconteceu? R: Os gatos, ao regressarem a casa, observaram, respeitosamente, o corpo da gaivota sem vida. 3.1. Algo chamou a atenção de Zorbas. Refere o que ele encontrou debaixo da gaivota e como reagiu. R: Ao unirem as asas ao corpo da gaivota, os gatos descobriram o ovo branco com pintinhas azuis. Zorbas sentiu-se admirado, aflito e desesperado, dado que não sabia o que fazer com o ovo. CAPÍTULO IX 1. Localiza a ação no tempo e justifica a tua resposta com uma expressão do texto. R: O enterro da gaivota Kengah teve lugar à noite: “- Companheiros gatos, nesta noite de lua despedimo-nos dos restos de uma infeliz gaivota”. 2. Como manifestaram os gatos a sua tristeza? R: Quando se despediram da gaivota, os quatro gatos esticaram os seus pescoços e miaram a canção do adeus dos gatos do porto, uma velha litania, ao pé do castanheiro.
  3. 3. SEGUNDA PARTE CAPÍTULO I 1. Zorbas, sendo fiel ao “seu miar”, vai fazer todos os esforços para cumprir a promessa que fez a Kengah. 1.1. Mostra que o “gato grande, preto e gordo” evidencia preocupação com o ovo, justificando a tua resposta com citações textuais. R: A preocupação para com o ovo é evidente nas seguintes passagens: “Muitos dias passou o gato (…) junto do ovo, protegendo-o, aproximando-o de si muito suavemente com as suas patas “; “…só abandonava o ovo para ir comer e visitar o caixote onde fazia as suas necessidades (…)”. 2. O que aconteceu ao entardecer do vigésimo dia? R: Ao entardecer do vigésimo dia, o ovo começou-se a mover, “como se quisesse pôr-se a rolar pelo chão”, e “ por uma greta (…) aparecia e desaparecia uma pontinha amarela”. O gato pegou no ovo e viu que a avezinha tentava com o seu bico abrir um buraco para enfiar a sua diminuta cabeça branca e húmida. 2.1. Como reagiu Zorbas ao momento em que se viu tratado por “mamã”? R: Zorbas ficou emocionado e não foi capaz de responder ao chamamento. Apesar de saber que a sua pele era preta, considerou que a emoção que o invadiu o transformava “num gato lilás”. CAPÍTULO II 1.Caracteriza a gaivotinha. Explica o valor da comparação utilizada na sua descrição. R: A gaivotinha era branca como o leite. Penas finas, ralas e curtas cobriam-lhe parcialmente o corpo. No âmbito desta descrição, a comparação ”Era branca como o leite” destaca a brancura das penas da gaivotinha, assemelhando-a, por isso, a um bebé recém-nascido. 2. A gaivotinha mostra-se desde logo muito esfomeada e Zorbas tem algumas dificuldades em descobrir com que alimentá-la. Os gatos malvados tecem comentários às tentativas de Zorbas para apanhar insetos. Transcreve do texto expressões que mostrem a utilização da ironia como forma de ridicularizar o gato. R: O emprego da ironia, nas seguintes passagens, ridiculariza, sem dúvida, o gato: ”-Olhe, compadre. O gordinho está a fazer ginástica rítmica. Com um corpo assim qualquer um é bailarino”; “- Eu acho que está a praticar aeróbica. Que belo gordinho. Que gracioso. Olhem para aquele estilo. Ouve lá, bola de gordura, vais apresentar-te a um concurso de beleza?- miou o outro.” CAPÍTULO V 1. Os gatos queriam dar um nome à gaivotinha, mas não conseguiam saber se ela era macho ou fêmea. Recorreram, pois, à sabedoria e experiência de um outro gato. 1.1. Descoberto o sexo da gaivotinha, que nome lhe deram os gatos? R: Os gatos deram-lhe o nome de Ditosa.
  4. 4. 2.Caracteriza a personagem Barlavento. R: Barlavento “era um gato de mar, um autêntico gato de mar”,”… era a mascote do Hanes II (embarcação), uma poderosa draga encarregada de manter sempre limpo e livre de escolhos o fundo de Elba. Os tripulantes do Hanes II gostavam de Barlavento, um gato cor de mel com olhos azuis, e consideravam-no mais um companheiro nas duras tarefas de limpar o fundo do rio. Nos dias de borrasca cobriam-no com um impermeável de oleado amarelo feito à medida”. CAPÍTULO VI 1. Como é feita a caracterização da Ditosa pelo narrador e pelo chimpanzé Matias?´ R: Ditosa é, segundo o narrador, uma “ jovem e esbelta gaivota de sedosas penas cor de prata”, de “asas muito coladas ao corpo” e “ passo bamboleante”, “encolhida e triste”, tímida (“perguntou com timidez.”) e ingénua, pois acreditara naquilo que o chimpanzé lhe dissera: que era um “Passaroco idiota!” e que os gatos aguardavam que engordasse para a comerem. O mesmo chimpanzé dirige-se a ela, agressivamente, lembrando-lhe que é uma ave e não um gato: “E tu és um pássaro”, “Estás tão maluca”, “ tens duas patas”, “Tens penas”. CAPÍTULO VII 1. Identifica o espaço neste capítulo. R: Os cinco gatos e a gaivota encontravam-se na biblioteca do Bazar de Harry. 2. Qual foi a técnica seguida pelos gatos para ensinar Ditosa a voar? R: Sabetudo recorreu ao artefacto que o grande mestre italiano Leonardo da Vinci, batizara de “máquina de voar”. Solicitou a Ditosa que se colocasse na extremidade de um corredor, ao qual davam o nome de pista de descolagem. Sabetudo pediu-lhe velocidade, que estendesse as asas e que levantasse as penas da rabadilha. Ditosa bateu as asas, encolheu as patas e ergueu-se uns palmos no ar. 3. A gaivota teve sucesso no seu primeiro voo? Justifica. R: Não, pois a gaivota caiu. CAPÍTULO VIII 1. Quais são os argumentos que os gatos apresentam face à incapacidade de Ditosa em voar? R: Secretário referiu que Ditosa poderia ter perdido a capacidade de voar, pelo facto de ter vivido tanto tempo com eles, os gatos. Já, segundo Colonello, a ave começava a perder a confiança em si mesma.
  5. 5. 2. Qual foi a razão que esteve subjacente à realização da assembleia dos gatos? E qual foi o seu resultado? R: A razão que esteve subjacente à realização da assembleia dos gatos foi o facto de Zorbas ter pedido autorização para quebrar o tabu, pela primeira e última vez na sua vida, isto é, para “miar”, falar com os humanos. O resultado da assembleia foi positivo, porque, após longas horas de reunião, os gatos do porto autorizaram-no a “miar”, apenas uma vez e com o humano escolhido por eles. CAPÍTULO IX 1. Que tipo de comportamentos/hábitos apresentava o poeta, dono de Bubulina? R: O poeta, dono de Bubulina, era carinhoso para com a sua gata e esquisito, pois ria-se depois de ler o que acabava de escrever ou então amachucava as folhas sem as ler. Gostava de ouvir música suave e melancólica que adormecia a gata e “provocava profundos suspiros nos gatos…”. 2. Apresenta os argumentos para a escolha do poeta. R: O poeta inspirava confiança a Zorbas. As suas palavras belas, que alegravam ou entristeciam, produziam sempre prazer e suscitavam o desejo de serem continuamente ouvidas. No entender de Zorbas, o poeta voava com as palavras. CAPÍTULO X 1. Identifica o espaço em que a ação se desenrola. R: A ação desenrola-se ora no terraço ora no interior da casa do poeta. 2. Qual foi a reação da gata Bubulina e do poeta perante o gato? R: A gata Bubulina e o poeta sentiram-se incomodados, intrigados e surpresos com o comportamento e atitude do gato. O poeta pensava que estava a ter alucinações. 3. O poeta escolheu aquela noite para ensinar Ditosa a voar. Porquê? R: O poeta escolheu aquela noite para ensinar Ditosa a voar, porque se aproximavam nuvens negras, ou seja, uma tempestade com chuva e vento, situação esta que favorecia, por si só, o voo. CAPÍTULO XI 1. Com ajuda do poeta, chegou o momento tão esperado: o primeiro voo de Ditosa. 1.1.Localiza a ação no espaço e caracteriza-o, com expressões do texto. R: O primeiro voo de Ditosa ocorreu a partir da torre de S. Miguel, um edifício alto, iluminado por vários projetores, com uma esbelta estrutura forrada de chapas de cobre e coberta de uma pátina verde.
  6. 6. 2. Comenta o efeito da repetição “Vais voar.” e do imperativo ”Voa!” (páginas 136-137). R: A repetição tem o objetivo de incutir confiança a Ditosa, já o imperativo encerra uma ordem para a concretização imediata do voo. 3. Indica os sentimentos que dominam as três personagens na parte final do conto. Exemplifica a tua resposta com elementos do texto. R: Prestes a voar, Ditosa sentiu medo (“- Tenho medo”) e um intenso amor e gratidão para com os gatos (“- Nunca te esquecerei. Nem aos outros gatos”), transparecendo ainda uma grande euforia aquando do seu primeiro voo (“- Estou a voar! Zorbas! Sei voar! – grasnava ela, eufórica”). Já o humano revelou uma forte satisfação pela concretização do objetivo a que se propuseram com tanto empenho (“- Bem, gato, conseguimos – disse suspirando.”). Por seu turno, Zorbas manifestou um misto de tristeza pela partida e consequente separação da gaivota, e de alegria pela materialização do seu primeiro voo e cumprimento da promessa feita a Kengah: ”- Sim à beira do vazio compreendeu o mais importante - miou Zorbas.”; ”Zorbas permaneceu ali a contemplá-la, até que não soube se foram as gotas de chuva ou as lágrimas que lhe embaciaram os olhos amarelos de gato grande, preto e gordo, de gato bom, de gato nobre, de gato de porto.”. CARIZ DIDÁTICO DA OBRA:  Defesa do meio-ambiente (marés negras e direitos dos animais);  Solidariedade e interajuda (entre as personagens);  Aceitação e integração das diferenças (gato vs gaivota vs homem);  O valor da amizade e da palavra dada (compromisso de Zorbas);

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