Felizmente há luar12

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  • Rita, Manuel e populares.
  • Gomes Freire de Andrade (n: 27 de Janeiro de 1757 em Viena (Áustria)m: 18 de Outubro de 1817 na Torre de São Julião (Portugal)
    Feira (D. Miguel Pereira Forjaz Coutinho Barreto de Sá e Resende, conde da).
    n. 1 de Novembro de 1769 f. 6 de Novembro de 1827
  • Felizmente há luar12

    1. 1. FELIZMENTE HÁFELIZMENTE HÁ LUAR!LUAR! Luís de Sttau Monteiro
    2. 2.  Peça em dois atosPeça em dois atos • Publicada em 1961 – Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores – censurada; • 1962 – tentativa do Teatro Experimental do Porto – sem resultado (Suprimida pela censura da ditadura); • 1ª Representação – Paris – 1969; • Representação em Portugal – 1978 – Teatro Nacional. • 2001 – Teatro Experimental do Porto.
    3. 3. CONTEXTO DA AÇÃO DA PEÇACONTEXTO DA AÇÃO DA PEÇA ((período pós invasões francesas)período pós invasões francesas) • Napoleão – Imperador dos franceses; • Aliança de Portugal com a Inglaterra; • Partida da corte portuguesa para o Brasil; • Administração do Reino entregue a uma Junta Provisória. (Os ingleses instalaram-se em Portugal para combater o exército francês, desde 1808. A corte partiu em 29 Nov. 1807.) •
    4. 4. • Instabilidade social; • Perseguições políticas constantes reprimindo: • a liberdade de expressão, • a circulação de ideias • e as tentativas para implementar o liberalismo. • Repressão contra os conjurados de 1817; • Condenação à morte de Gomes Freire de Andrade.
    5. 5.  PERSONAGENSPERSONAGENS • Gomes Freire de Andrade; • Matilde; • Sousa Falcão; • Manuel e Rita; • D. Miguel Forjaz • Principal Sousa; • Beresford; • Vicente; • Morais Sarmento / Andrade Corvo
    6. 6.  Gomes Freire de AndradeGomes Freire de Andrade • Personagem central; • Homem instruído, militar honesto; • Símbolo da modernidade e do progresso; • Adepto das novas ideias liberais; • Símbolo da luta pela liberdade.
    7. 7.  MatildeMatilde • Mulher de caráter forte; • Corajosa; • Denunciadora da hipocrisia do Estado e da Igreja; • Símbolo da mulher que ama e sofre.
    8. 8.  Sousa FalcãoSousa Falcão • Amigo inseparável do general Gomes Freire; • Representa a impotência perante os governadores; • Dominado pelo desânimo; • Assume a sua cobardia perante o exemplo de Gomes Freire.
    9. 9.  Manuel/Rita • Representantes do povo oprimido e esmagado; • Símbolos da consciência popular; • Impotentes para alterar a situação; • Símbolos do desespero, da desilusão, da frustração.
    10. 10.  VicenteVicente • Elemento do povo; • Traidor da sua classe – renega as suas origens; • Representa a hipocrisia e o oportunismo; • Materialista – pretende uma ascensão social rápida.
    11. 11.  Andrade Corvo / Morais SarmentoAndrade Corvo / Morais Sarmento Representam: • Cobardia; • Traição; • Subserviência; • Vilania.
    12. 12.  Manuel/RitaManuel/Rita • Representantes do povo oprimido e esmagado; • Símbolos da consciência popular; • Impotentes para alterar a situação; • Símbolos do desespero, da desilusão, da frustração.
    13. 13.  SimbolosSimbolos • A Saia Verde; • A Fogueira; • O Luar; • O Título. • A Noite; • Moeda • Os Tambores
    14. 14.  A Saia VerdeA Saia Verde(comprada em Paris) A Saia VerdeA Saia Verde(comprada em Paris) EM VIDA NA MORTENA MORTE •Esperança. •Felicidade. •Liberdade. •Alegria do reencontro. •Tranquilidade.
    15. 15.  A FogueiraA Fogueira Presente Futuro •Tristeza. • Escuridão. • Exemplo para o povo. • Esperança. • Liberdade. • Regeneração
    16. 16.  O LuarO Luar Noite •Morte. •Mal. •Infelicidade. Luz •Vida. •Saúde. •Felicidade.
    17. 17.  Felizmente Há Luar!Felizmente Há Luar! Opressores Oprimidos •Efeito dissuasor porque ilumina o castigo. •Coragem e estímulo para a revolta contra a tirania.
    18. 18.  noitenoite • Mal, • Castigo, • Morte, • Símbolo do obscurantismo.  TAMBORESTAMBORES • A repressão sempre presente.
    19. 19.  moedamoeda • Símbolo do desrespeito que os mais poderosos mantinham para com o próximo, contrariando os mandamentos de Deus.
    20. 20.  Junta Governativa Nobreza Clero Exército D. Miguel Pereira Forjaz William Carr BeresfordD. José A. M. Sousa
    21. 21. A nobreza orgulhosa. A prepotência. A corrupção. O absolutismo. D. Miguel Forjaz
    22. 22. Principal SousaO poder da Igreja. O ódio aos revolucionários. O ódio aos franceses. O comprometimento da Igreja com o poder. O conservadorismo da Igreja. PRINCIPAL SOUSA PRINCIPAL SOUSA
    23. 23. Beresfor d O exército. O castigo e a denúncia de traidores. A superioridade inglesa. O desprezo por Portugal. O sentido prático.
    24. 24.  Linguagem • Recurso frequente à ironia e sarcasmo . • Natural, viva e maleável, utilizada como marca caracterizadora e individualizadora de algumas das personagens. • Uso de frases em latim com conotação irónica, por aparecerem no momento da condenação e da execução. • Frases incompletas por hesitação ou interrupção . • Marcas características do discurso oral .
    25. 25. Felizmente há luar! L u z S o m M o v im e n ta ç ã o C é n ic a C a ra c te riz a ç ã o d a s P e rs o n a g e n s Im p o rtâ n c ia d a s d id a s c á lia s
    26. 26. Luz Movimenta-se em palco/muda de tonalidade/altera a intensidade. Permite perceber: -a mudança de cenário; - a mudança de espaço; - o destaque das figuras em palco. Diminui de intensidade no final de cada ato.
    27. 27. SOM(didascálias) Ruído dos tambores Ameaçador Obriga ao silêncio Sinos a rebate Clima de terror Prisão dos revolucionários Vozes humanas Dramatismo Execução Aumenta de intensidade no final de cada acto.
    28. 28. Movimentação cénica (didascálias) • Indicação aos atores. • Saída/entrada de personagens. • Posição das personagens em cena. • Expressão fisionómica dos atores. • Linguagem gestual.
    29. 29. Caracterização das personagens (através das didascálias) • Tom de voz/flexões. • Expressão do estado de espírito. • Sugestão do aspecto exterior.
    30. 30.  Síntese da Ação Prisão do General Perseguição política ao General Gomes Freire Condenação à morte Revolta desesperada de Matilde e Sousa Falcão Resignação do povo
    31. 31.  Século XSéculo XIIX, Metáfora do Século XXX, Metáfora do Século XX Século XIX – 1817. Século XX – 1961. Regime absoluto. Regime autoritário – Estado Novo. Anti-liberalismo e nacionalismo. Salazar opõe-se ao liberalismo e defende o nacionalismo. Existência da Censura levada a cabo pela Inquisição. Existência da Censura levada a cabo pelo Comité de Censura. Exploração das classes mais baixas que viviam na ignorância. Exploração das classes mais baixas; elevada taxa de analfabetismo. Grande contraste entre os poderosos e o povo que vivia na miséria. Grande contraste entre os poderosos e o povo que vivia na miséria. Sociedade rural, atrasada em relação à Europa. Sociedade rural, atrasada em relação à Europa. Início da guerra colonial, responsável pela emigração e exílio de muitos jovens. A guerra com os exércitos napoleónicos ainda está presente na memória do povo.
    32. 32. Século XIX Século XX Forças repressoras: polícia. PIDE: sustentáculo do regime. Os que se opunham ao governo eram presos e condenados injustamente. A condenação sem provas levou muitos militantes anti-fascistas e intelectuais às masmorras da PIDE. O povo e alguns militares portugueses, conscientes da situação em que viviam, tentavam derrubar o governo. Militantes anti-fascistas opõem-se à ditadura procurando mudar o regime. Do Conselho de Regência faziam parte membros da Igreja. O regime apoiou-se na Igreja Católica. A Regência assentava numa política maniqueísta. “Quem não é por nós é contra nós” O regime salazarista assentava numa política maniqueísta. “Quem não é por nós é contra nós” Delatores recebiam dinheiro para identificarem presumíveis conspiradores Muitos informantes, pagos para denunciarem, ajudaram o regime 1834 Triunfo do Liberalismo 1974 Triunfo da Democracia
    33. 33.  Sec. XSec. XIIX/Séc. XXX/Séc. XX • Épocas de crise - violência do poder e ausência de liberdade. • Épocas em que aparecem manifestações reclamando o direito à justiça e à liberdade. • Épocas que anunciam o nascimento de novos tempos (liberalismo oitocentista e o 25 de Abril de 74)
    34. 34.  OBJETIVOSOBJETIVOS • Pôr em evidência a luta do ser humano contra a tirania, a opressão, a traição, a injustiça e todas as formas de perseguição. • O teatro é encarado como uma forma de análise das transformações sociais que ocorrem ao longo dos tempos e, simultaneamente, como um elemento de construção da sociedade. A ruptura com a concepção tradicional da essência do teatro é evidente: o drama já não se destina a criar o terror e a piedade, isto é, já não é a função catártica, purificadora, realizada através das emoções, que está em causa, pela identificação do espectador com o herói da peça, mas a capacidade crítica e analítica de quem observa. Brecht pretendia substituir “sentir” por “pensar”.
    35. 35.  CLASSIFICAÇÃO DA OBRACLASSIFICAÇÃO DA OBRA • Drama narrativo de carácter épico que retrata a trágica apoteose do movimento liberal oitocentista, em Portugal. Apresenta as condições da sociedade portuguesa do séc. XIX e a revolta dos mais esclarecidos, muitas vezes organizados em sociedades secretas. • Segue a linha de Brecht (teatro épico) e mostra o mundo e o homem em constante transformação; mostra a preocupação com o homem e o seu destino, a luta contra a miséria e a alienação e a denúncia da ausência de moral; alerta para a necessidade de uma sociedade solidária que permita a verdadeira realização do homem. • De acordo com Brecht, Sttau Monteiro proporciona uma análise crítica da sociedade, mostrando a realidade, do modo a levar os espectadores a reagir criticamente e a tomar uma posição.
    36. 36. Rita, Manuel e populares.
    37. 37. Matilde e Manuel
    38. 38. Feira (D. Miguel Pereira Forjaz Coutinho Barreto de Sá e Resende, conde da). n. 1 de Novembro de 1769; f. 6 de Novembro de 1827 Gomes Freire de Andrade (n: 27 de Janeiro de 1757 em Viena (Áustria); m: 18 de Outubro de 1817 na Torre de São Julião (Portugal) Beresford (n: 2 de Outubro de 1768 (Irlanda); m: 8 de Janeiro de 1854 em Bedgebury (Inglaterra)
    39. 39. FIM

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