Barroco contexto europeu e correntes estéticas

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  • A dúvida de S.Tomé - 1602-3 - Caravaggio
  • Êxtase de Santa Teresa -1625 - Bernini
  • Michelangelo Merisi da CARAVAGGIO (1571-1610), A crucificação de São pedro,
  • Barroco contexto europeu e correntes estéticas

    1. 1. BARROCO Portugal: 1580 - 1756 Brasil: 1601 - 1768
    2. 2. CONTEXTO HISTÓRICO PORTUGUÊS • Falecimento de Camões e do rei D. Sebastião; • Sebastianismo; • Absolutismo; • Decadência de Portugal; • Acirramento da Contra-Reforma na Espanha e em Portugal. Português - 11º ano - prof. Fernanda Monteiro
    3. 3. CONTEXTO HISTÓRICO EUROPEU • Perseguição aos cristãos-novos e patrulhamento ideológico; • Embargo económico contra a Holanda; • Reconquista da autonomia portuguesa; • Decadência política e económica de Portugal; • Inauguração da primeira arcádia portuguesa.
    4. 4. CONTEXTO HISTÓRICO BRASILEIRO • Ciclo da cana-de-açúcar; • Polo político-económico na Baía; • Exploração indiscriminada dos bens da colónia; • Invasões holandesas no nordeste.
    5. 5. O Barroco procura solucionar osO Barroco procura solucionar os dilemas de um homem que perdeu a suadilemas de um homem que perdeu a sua confiança ilimitada na razão e naconfiança ilimitada na razão e na harmonia, através da volta a uma intensaharmonia, através da volta a uma intensa religiosidade medieval e da eliminaçãoreligiosidade medieval e da eliminação dos conceitos renascentistas de vida edos conceitos renascentistas de vida e arte.arte. Em parte, isso não é atingido e asEm parte, isso não é atingido e as contradições prosseguiriam.contradições prosseguiriam.
    6. 6. TEMAS E CARACTERÍSTICAS GERAIS• O homem tenta conciliar a glória e o valor humano despertados peloO homem tenta conciliar a glória e o valor humano despertados pelo Renascimento com as ideias de submissão e pequenez diante de Deus e aRenascimento com as ideias de submissão e pequenez diante de Deus e a igreja;igreja; • Tensão entre os polos opostos que marcam a existência humana: céuTensão entre os polos opostos que marcam a existência humana: céu vsvs inferno; juventudeinferno; juventude vsvs velhice; desejovelhice; desejo vsvs recato; pecadorecato; pecado vsvs salvação; corposalvação; corpo vsvs espírito; vida mundanaespírito; vida mundana vsvs vida espiritual; efémerovida espiritual; efémero vsvs eterno; vidaeterno; vida vsvs morte.morte. • Culto do contraste:Culto do contraste: – Com antíteses e paradoxos;Com antíteses e paradoxos; – Com metáforas de momentos de transição (aurora e crepúsculo)Com metáforas de momentos de transição (aurora e crepúsculo);; – Oxímoros;Oxímoros; – Zeugmas…Zeugmas…
    7. 7. • Pessimismo; • Feísmo (fascinação pelo grotesco, pelo bizarro); • Consciência da efemeridade das coisas; • Consciência da fragilidade humana; • Refinamento formal; • Busca pela agudeza e engenho; • Angústia.
    8. 8. CORRENTES ESTÉTICAS • Cultismo ou Gongorismo: –Culto da forma: • Jogos de palavras; • Grande número de figuras de linguagem; • Vocabulário sofisticado; • Imagens violentas (imprevisíveis) e fantasiosas.
    9. 9. Velasquez, As meninasAs meninas Tela em óleo
    10. 10. CARACTERÍSTICAS CULTISTAS NA TELA• Detalhismo; • Sobreposição de temas; – As meninas (princesa, no centro, de branco, e damas de companhia, fazendo reverência à sua esquerda e direita); – Feísmo (anã velha no canto direito inferior); – O poder da igreja (padre e freira atrás da anã e da dama da direita); – Conspiração pelo poder (mordomo, no fundo, no centro); – Metalinguagem (Velasquez pintando outro quadro, à esquerda, do casal refletido no espelho, ao fundo, à esquerda do mordomo).
    11. 11. Ao braço do menino Jesus de Nossa Senhora das Maravilhas, a quem infiéis despedaçaram O todo sem a parte não é todo; A parte sem o todo não é parte; Mas a parte o faz todo, sendo parte, Não se diga que é parte, sendo o todo. Em todo Sacramento está Deus todo, E todo assiste inteiro em qualquer parte, E feito em partes todo em toda a parte Em qualquer parte sempre fica o todo
    12. 12. O braço do menino Jesus não seja parte, Pois feito Jesus em partes todo, Assiste cada parte em sua parte. Não se sabendo parte deste todo, Um braço que lhe acharam, sendo parte, Nos diz as partes todas desse todo
    13. 13. CORRENTES ESTÉTICAS • Conceptismo (jogo de ideias): – Analogias; – Histórias ilustrativas (alegorias); - Interrogações retóricas; - Metáforas; - Antíteses; - Paradoxos; - Hipérbatos; - Gradações; - Metonímias…
    14. 14. “A Jesus Cristo Nosso Senhor” Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido: Porque, quanto mais tenho delinqüido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.
    15. 15. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deus, como afirmais na Sacra História: Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino, Perder na Vossa ovelha a Vossa glória. Gregório de Matos
    16. 16. AS PALAVRAS E O SERMÃO As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, de outra há de estar noite? Se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma
    17. 17. parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? Mas dir-me-eis: Padre, os pregadores de hoje não pregam do Evangelho, não pregam das Sagradas Escrituras? Pois como não pregam a palavra de Deus? – Esse é o mal. Pregam palavras de Deus, mas não pregam a Palavra de Deus. Pe. Vieira
    18. 18. CONTRASTES EM POESIA Ardor em firme coração nascido! Pranto por belos olhos derramado! Incêndio por mares de água disfarçado! Rio de neve em fogo convertido! Tu, que em um peito abrasas escondido, Tu, que em um rosto corres desatado, Quando fogo em cristais aprisionado, Quando cristal em chamas derretido.
    19. 19. Se és fogo como passas brandamente? Se és neve, como queimas com porfia? Mas ai! Que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania, Como quis que aqui fosse a neve ardente, Permitiu parecesse a chama fria. Gregório de Matos
    20. 20. ENDEREÇO PARA CONSULTA DE ARTE BARROCA ENTRE OUTRAS CORRENTES http://www.auladearte.com.br/historia_da_arte/e

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