1 tipologias textuais

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1 tipologias textuais

  1. 1. TIPOLOGIAS TEXTUAIS
  2. 2. TIPOLOGIAS TEXTUAIS/PROTÓTIPOS TEXTUAIS Correspondem ao que normalmente se designa por “tipos de texto”. Cada protótipo textual apresenta um determinado grupo de características que permitem identificá-lo como exemplo de determinado modelo.
  3. 3. LISTA DAS VÁRIAS TIPOLOGIAS Narrativo Descritivo Argumentativo Expositivo-explicativo Injuntivo-instrucional Dialogal-conversacional Preditivo Literário
  4. 4. NARRATIVO Caracteriza-se por representar eventos encadeados de forma lógica que se orientam para um desenlace, preenchendo as três categorias da lógica das ações: situação inicial, complicação, resolução. romance/ novela/ conto/ fábula/ biografia/ diário/ notícia/ reportagem/ crónica/ relato de experiências pessoais/ outro
  5. 5. DESCRITIVO São uma exposição de diversos aspetos que configuram o objeto/ a pessoa/ o fenómeno atmosférico/ o espaço sobre o qual incide a descrição. normalmente são apenas segmentos descritivos, inseridos noutros textos: descrição de pessoas, espaços, fenómenos naturais
  6. 6. ARGUMENTATIVO Caracteriza-se pela expressão de uma opinião que suscita uma contestação, a expressão de argumentos a favor ou contra. discurso político/ sermão/ debate/ crónica/ publicidade/ críticas/ outro
  7. 7. EXPOSITIVO-EXPLICATIVO Textos que têm por finalidade expor e explicar algo. textos científicos/ textos pedagógicos/ outro
  8. 8. INJUNTIVO-INSTRUCIONAL Textos que incitam à ação, impõem regras; textos que fornecem instruções. São orientados para um comportamento futuro do destinatário. instruções de montagem/ receitas/ horóscopos/ provérbios/ slogans
  9. 9. DIALOGAL-CONVERSACIONAL Presente em textos produzidos por, pelo menos, dois interlocutores que tomam a palavra à vez, constituídos por um número variável de trocas verbais. diálogo em presença/ conversa telefónica/ entrevista/ discussão/ debate
  10. 10. PREDITIVO Antecipa ou prevê eventos que podem acontecer ou não; tem como função informar sobre o futuro; o tempo verbal privilegiado é o futuro. previsão meteorológica, profecias
  11. 11. LITERÁRIO Representação de mundos fictícios; utilização semântica adequada ao objetivo desejado; utilização estética, retórica e lúdica da língua. conto, poema
  12. 12. APLICAÇÃO
  13. 13. Integra, agora, os textos abaixo referidos, na tipologia a que pertencem. INJUNTIVO-INSTRUCION AL
  14. 14. “Mas à noite, quando a mãe o deitou e levou a luz, aconteceu uma coisa extraordinária A mãe dissera-lhe que dormisse, mas ele não tinha sono. E como não tinha sono, cansado de dar voltas, pôs-se para ali de olhos abertos. Então reparou que de baixo da cama vinha uma luz que se estendia pelo soalho. A princípio assustou-se, mas antes de se assustar muito e de dar algum berro lembrou-se do que poderia ser. E, com efeito, quando puxou a caixa, que ficara com a tampa mal fechada, e a abriu, a estrela brilhava como quando a fora apanhar. Tirou-a devagar e todo o quarto ficou cheio da sua luz. Esteve assim algum tempo com ela nas mãos até que os olhos lhe começaram a arder com sono e a guardou outra vez na caixa. Mas no dia seguinte, assim que acordou, foi logo ver se ainda lá estava. Ela estava lá, realmente. Mas não deitava luz nenhuma.” In A Estrela, Vergílio Ferreira NARRATIV O
  15. 15. “ Pai – Onde está o meu chapéu de plumas?(…) Onde está o meu filho? Filho – Estou aqui, papá. Pai – Que palavra é essa… “papá”?! Há mil anos que não a ouvia. Filho – Inventei-a agora mesmo. E gostei muito de a inventar.” (Excerto de À Beira do Lago dos Encantos, Mª Alberta Meneres) DIALOGAL-CONVERSACIONAL
  16. 16. Canários Gloster EXPOSITIVO-EXPLICATIVO Ao contrário de outras antigas espécies de canários cuja origem é motivo de muita especulação, a origem dos Glosters está muito bem documentada. O desenvolvimento desta espécie é relativamente recente, data de 1925. O nome de Mrs. Rogerson de Cheltenham em Gloucestershire ficara para sempre associado à criação e desenvolvimento desta raça. Mrs. Rogerson foi a primeira criadora a expor este pequeno espécime, com poupa, numa exposição em 1925 no Crystal Palace em Inglaterra. Na altura, este exemplar foi analisado pelos juízes que consideraram que o pássaro em causa apresentava diferenças face ao standard atual dos pássaros de poupa e que tinha potencial para evoluir como uma raça distinta. In “Arca de Noé”, por Miguel Ângelo Soares
  17. 17. “Era um vidrinho, aquela Vanessa. De cabelos loirinhos e magrinha, cara de enjoada, passou o ano a inventar mentiras, a fazer queixinhas, a chorar a meio dos testes por não saber uma pergunta, sempre com muitas dores de cabeça… Não comia na cantina porque a comida fazia-lhe mal… A Venessa era muito boa aluna, tocava piano, fazia poemas, tinha explicações de inglês.” In “Os Heróis do 6º F”, António Mota DESCRITIVO
  18. 18. “Alguém não anda a cumprir o seu dever. Não andam a cumpri-lo os governos, porque não sabem, porque não podem, ou porque não querem. Ou porque não lho permitem aquelas que efetivamente governam o mundo, as empresas multinacionais e pluricontinentais cujo poder, absolutamente não democrático, reduziu a quase nada o que ainda restava do ideal da democracia. Mas também não estão a cumprir o seu dever os cidadãos que somos. Pensamos que nenhuns direitos humanos poderão subsistir sem a simetria dos deveres que lhes correspondem e que não é de esperar que os governos façam nos próximos 50 anos o que não fizeram nestes que comemoramos. Tomemos então, nós, cidadãos comuns, a palavra. Com a mesma veemência com que reivindicamos direitos, reivindiquemos também o dever dos nossos deveres. Talvez o mundo possa tornar-se um pouco melhor.” (Palavras de José Saramago, na Suécia, quando recebeu o Prémio Nobel) ARGUMENTATIVO
  19. 19. INSTRUÇÕES PARA SUBIR UMA ESCADA de Júlio Cortazar
  20. 20. "Ninguém terá deixado de observar que frequentemente o chão se dobra de maneira que uma parte sobe em ângulo reto com o plano do chão, e logo a parte seguinte se coloca paralela a este plano, para dar lugar a uma nova perpendicular, comportamento que se repete em espiral ou em linha quebrada até alturas extremamente variáveis. Abaixando-se e pondo a mão esquerda numa das partes verticais, e a direita na horizontal correspondente, fica-se na posse momentânea de um degrau ou escalão. Cada um desses degraus, formados, como se vê, por dois elementos, situa-se um pouco mais acima e mais adiante do anterior, princípio que dá sentido à escada, já que qualquer outra combinação produziria formas talvez mais bonitas ou pitorescas, mas incapazes de transportar as pessoas de um rés-do-chão ao primeiro andar.
  21. 21. As escadas sobem-se de frente, pois de costas ou de lado tornam-se particularmente incómodas. A atitude natural consiste em manter-se em pé, os braços dependurados sem esforço, a cabeça erguida, embora não tanto que os olhos deixem de ver os degraus imediatamente superiores ao que se está pisando, e respirando lenta e regularmente.
  22. 22. Para subir uma escada começa-se por levantar aquela parte do corpo situada em baixo à direita, quase sempre envolvida em couro ou camurça, e que salvo algumas exceções cabe exatamente no degrau. Colocando no primeiro degrau essa parte, que para simplificar chamaremos de pé, recolhe-se a parte correspondente do lado esquerdo (também chamada pé, mas que não se deve confundir com o pé já mencionado), e levando-se à altura do pé faz-se seguir até colocá-la no segundo degrau, e assim neste descansará o pé, e no primeiro descansará o pé. (Os primeiros degraus são sempre os mais difíceis, até se adquirir a coordenação necessária. A coincidência de nomes entre o pé e o pé torna difícil a explicação. Deve-se ter um cuidado especial em não levantar ao mesmo tempo o pé e o pé.).
  23. 23. Chegando dessa maneira ao segundo degrau, basta repetir alternadamente os movimentos até chegar ao fim da escada. Pode-se sair dela com facilidade, com um ligeiro golpe de calcanhar que a fixa no seu lugar, do qual não se moverá até o momento da descida. " de "Historias de Cronopios y de Famas"

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