A Crise Econômica e as Alternativas para o Brasil - Valdeci Monteiro.pps

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Professor Valdecir monteiro fala da Crise Econômica e as Alternativas para o Brasil em seminário de mesmo nome promovido pelo Deputado Federal Paulo Rubem

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A Crise Econômica e as Alternativas para o Brasil - Valdeci Monteiro.pps

  1. 1. Recife, 27 de Abril de 2009 VALDECI MONTEIRO DOS SANTOS Presidente do Conselho Regional de Economia -PE Professor Adjunto Economia/UNICAP Sócio-Diretor da CEPLAN Consultoria SEMINÁRIO: “A CRISE ECONÔMICA E AS ALTERNATIVAS PARA O BRASIL”
  2. 2. ROTEIRO <ul><li>PARTE A – A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL </li></ul><ul><li>ORIGEM E CONSEQUÊNCIAS GLOBAIS </li></ul><ul><li>PARTE B – O BRASIL FACE À CRISE FINANCEIRA </li></ul><ul><li>ECONOMIA BRASILEIRA: TENDÊNCIAS RECENTES </li></ul><ul><li>BRASIL: IMPACTOS DA CRISE E MEDIDAS DE PROTEÇÃO </li></ul><ul><li>PARTE C - PERNAMBUCO FACE À CRISE </li></ul><ul><li>PE : PRIMEIROS IMPACTOS DA CRISE </li></ul><ul><li>AS PRINCIPAIS ÂNCORAS ANTI-CRISE </li></ul><ul><li>PARTE D – PARA ALÉM DA CRISE FINANCEIRA </li></ul><ul><li>MUDANÇA DE PARADIGMAS: OUTRAS CRISES </li></ul><ul><li>BRASIL PARA ALÉM DA CRISE </li></ul>
  3. 3. PARTE A – A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL 1. ORIGENS E CONSEQUÊNCIAS GLOBAIS
  4. 4. DINÂMICA DO CAPITALISMO x CRISES SEC. XVI COMERCIAL PRODUTIVA FINANCEIRA MOVIMENTO CÍCLICO TENDÊNCIA ESTRUTURAL CRISE
  5. 5. Ambiente da crise atual: AMPLIAÇÃO DESREGULADA DA ESFERA FINANCEIRA ESFERA FINANCEIRA Bolsa de Valores, Mercado de Câmbio, Mercado de Títulos ... ESFERA PRODUTIVA Indústrias, Fazendas, Estabelec. Comerciais , ... TRANSAÇÕES FINANCEIRAS: com moedas, com ações , com com títulos públicos..  Patrimônio Financeiro TRANSAÇÕES PRODUTIVAS : com bens e serviços  Patrimônio Material
  6. 6. CRONOLOGIA DA CRISE ATUAL <ul><li>Crise do Subprime </li></ul><ul><li>Estouro da “ bolha imobiliária” </li></ul><ul><li>Crise Financeira </li></ul><ul><li>Desvalorização dos ativos financeiros </li></ul><ul><li>Balanços corporativos negativos </li></ul><ul><li>Reconhecimento de perdas </li></ul><ul><li>Processo de desalavancagem dos bancos </li></ul><ul><li>Crise Econômica e </li></ul><ul><li>Social </li></ul><ul><li>Recessão econômica </li></ul><ul><li>Crise do setor automobilístico e do mercado imobiliário ( USA) </li></ul><ul><li>Queda do consumo e do comércio mundial </li></ul><ul><li>Desemprego </li></ul><ul><li>Crise social </li></ul>‘ Ressaca’ da Crise <ul><li>Remontagem do sistema financeiro mundial </li></ul><ul><li>Retorno da confiança </li></ul><ul><li>Medidas mais profundas de reorganização econômica </li></ul>1ª Fase 2ª Fase 3ª Fase Pós 2010... ESTAMOS AQUI
  7. 7. A CRISE na GLOBALIZAÇÃO: CONTAMINAÇÃO GENERALIZADA <ul><li>A crise na esfera financeira contaminou economia real mundo a fora e vai resultar em: </li></ul><ul><ul><li>recessão nos EUA, Europa e Japão </li></ul></ul><ul><ul><li>redução do crescimento no BRIC ( nível alto, especialmente na China) </li></ul></ul><ul><li>Previsão sobre Duração da fase aguda : pelo menos 2 anos </li></ul>
  8. 8. DIMENSÃO DO ROMBO : ainda há dúvidas <ul><li>GOVERNO AMERICANO – Injetou U$ 2 Tri. Prevê injetar U$ 3 a 4 Trilhões adicionais. </li></ul><ul><li>FMI – Prevê injeção entre U$ 1,4 a U$ 2,2 Tri nos EUA e mais € 500 milhões na Europa </li></ul>Perdas Estimadas no Sistemas Bancários Americano e Europeu ESTIMATIVA DE DESVALORIZAÇÃO DE ATIVOS FINANCEIROS : US$ 10 TRILHÕES ( ¼ do PIB MUNDIAL) Nouriel ROUBINI
  9. 9. Fonte: Bloomberg - Elaboração: Min. da Fazenda Prejuízos dos Bancos já contabilizados US$ 792 bi (FMI) Perdas potenciais de crédito US$ 2 trilhões ( FMI) PERDA DO VALOR DE MERCADO DOS ATIVOS BANCÁRIOS
  10. 10. REDUÇÃO DO PIB INDUSTRIAL E DO COMÉRCIO MUNDIAL Fonte: FMI, WEO Update (Jan/09) Elaboração: MF/SPE
  11. 11. MAIOR QUEDA DO COMÉRCIO
  12. 12. IMPACTO MAIOR NO MUNDO DITO DESENVOLVIDO Fonte: OECD Economic Outlook. March, 2009 Variação Anual do PIB Área 2006 2007 2008 2009 2010 OECD 3.1 2.7 0.9 -4.3 -0.1 <ul><ul><li>EUA </li></ul></ul>2.8 2.0 1.1 -4.0 0.0 <ul><ul><li>Zona do Euro </li></ul></ul>3.0 2.6 0.7 -4.1 -0.3 <ul><ul><li>Japão </li></ul></ul>2.0 2.4 -0.6 -6.6 -0.5 China 11.6 13.0 9.0 6.3 8.5 Mundo 4.3 4.1 2.2 -2.7 1.2
  13. 13. PRINCIPAIS INCERTEZAS <ul><li>QUAL O PADRÃO DE FINANCIAMENTO QUE PREVALECERÁ ? </li></ul><ul><li>QUAL O MODELO DE PRODUÇÃO E CONSUMO A ADOTAR ? </li></ul><ul><li>QUE GOVERNANÇA GLOBAL ? </li></ul>
  14. 14. PARTE B – O BRASIL FACE À CRISE FINANCEIRA 1. ECONOMIA BRASILEIRA: QUADRO RECENTE E IMPACTOS DA CRISE
  15. 15. BRASIL NA CRISE <ul><li>Brasil reúne condições mais favoráveis para enfrentar crise que em outros momentos </li></ul><ul><li>Medidas do governo têm atenuado os impactos negativos e devem permitir uma saída mais favorável para o Brasil </li></ul>
  16. 16. AMBIENTE BRASILEIRO <ul><li>Condicionantes Negativos Exógenos </li></ul><ul><li>RETRAÇÃO NO CRÉDITO </li></ul><ul><li>QUEDA NO FLUXO DE CAPITAIS </li></ul><ul><li>QUEDA no PIB mundial </li></ul><ul><li>QUEDA no COMÉRCIO EXTERIOR ( e no preço das commodities ) </li></ul><ul><li>MUDANÇA NAS EXPECTATIVAS </li></ul><ul><li>Atenuantes Endógenos </li></ul><ul><li>SISTEMA FINANCEIRO CAPITALIZADO, COM BAIXA ALAVANCAGEM E C/ BANCOS PÚBLICOS FORTES </li></ul><ul><li>RESERVAS ALTAS </li></ul><ul><li>CONSUMO INTERNO E INVESTIMENTOS CRESCENDO </li></ul><ul><li>BAIXA RELAÇÃO X /PIB e DESTINO das X para emergentes </li></ul><ul><li>PETROBRAS (elevados investimentos) </li></ul>CICLO DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA SUSTENTANDO PELA DEMANDA INTERNA Consumo das Famílias + Investimentos + Gastos do Governo
  17. 17. BRASIL: REDUÇÃO GRADUAL DA DESIGUALDADE SOCIAL ( RENDA)
  18. 18. BRASIL: AUMENTO DO CONSUMO DAS CLASSES MÉDIAS Elaboração : MACROPLAN
  19. 19. BR: RENDA do TRABALHO CRESCENDO MAIS NA BASE DA PIRÂMIDE Potencial : consumo insatisfeito (+ crédito) Fonte: IBGE/PNAD Valores corrigidos pelo IPCA de JUL/ 08 FAIXAS de RENDA JULHO 2002 JULHO 2008 Variação 0 - 2 SM 337,00 369,00 +10% 2 - 4 SM 833,00 889,00 + 7% 4 - 10 SM 1.830,00 1.874,00 + 2% 10 - 20 SM 4.069,00 4.160,00 + 2% + 20 SM 10.815,00 10.904,00 + 1%
  20. 20. EVOLUÇÃO DA RELAÇÃO CRÉDITO / PIB 2003 - 2009 FONTE: BACEN ELABORAÇÃO: BRADESCO
  21. 21. Outra novidade : Nordeste e Norte lideram o Crescimento do Consumo no País Variação % das vendas do comércio varejista, em volume 2007/2003 Fonte: IBGE – Diretoria de Pesquisas, Departamento de Comércio e Serviços.
  22. 22. BR : BAIXO PESO DO FINANCIAMENTO EXTERNO NO TOTAL DO CRÉDITO BANCÁRIO DOMÉSTICO - 2008 FONTE: BLOMBERG, BIS E BCB ELABORAÇÃO: BRADESCO (*) Brasil, dado de jan09 ; inclui ACC, export notes , repasses externos e financiamento de importações.
  23. 23. BR: TEVE QUEDA NA CAPTAÇÃO EXTERNA EM 2008
  24. 24. BR: COMPOSIÇÃO DA OFERTA TOTAL DE CREDITO
  25. 25. BRASIL: TAXA de INVESTIMENTO maior que a do PIB ( 2004-2008) Fonte:Dados Básicos IBGE.Apresentação de Luciano Coutinho/BNDES, no CDES
  26. 26. BR: BAIXO GRAU DE ABERTURA
  27. 27. BR: MUDANÇA NO DESTINO DAS EXPORTAÇÕES 2008
  28. 28. SINTOMAS DA CRISE
  29. 29. BR: CRISE ATINGIU A BOLSA
  30. 30. BR: INDÚSTRIA É QUEM MAIS ESTÁ SOFRENDO
  31. 31. FONTE: BACEN ELABORAÇÃO: BRADESCO INADIMPLÊNCIA PESSOA FISÍCA – ACIMA DE 90 DIAS - 2004-2009
  32. 32. FONTE: BACEN ELABORAÇÃO: BRADESCO INADIMPLÊNCIA PESSOA JURÍDICA – ACIMA DE 90 DIAS - 2004-2009
  33. 33. <ul><li>Nas crises anteriores, o ambiente macroeconômico era portador de maior vulnerabilidade e na crise: </li></ul><ul><ul><li>os juros subiam </li></ul></ul><ul><ul><li>a dívida pública aumentava </li></ul></ul><ul><ul><li>cortavam-se os investimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>havia queda do produto, aumento do desemprego e fragilidade da economia </li></ul></ul><ul><li>Com maior solidez macroeconômica o Brasil pôde adotar medidas anticíclicas, amortecendo o impacto : </li></ul><ul><ul><li>Afrouxamento da política monetária </li></ul></ul><ul><ul><li>Adotando medidas fiscais compensatórias (desoneração e ampliação do investimento público)... </li></ul></ul>BRASIL: MENOS ATINGIDO QUE ANTES
  34. 34. PRINCIPAIS MEDIDAS DE COMBATE A CRISE <ul><ul><li>Redução de compulsório </li></ul></ul><ul><ul><li>Financiamento das exportações e divida externa </li></ul></ul><ul><ul><li>Financiamento a agricultura </li></ul></ul><ul><ul><li>Incentivo à Construção Civil </li></ul></ul><ul><ul><li>Financiamento do Investimento e da Produção (R$ 10bi Fundo da Marinha Mercante) </li></ul></ul><ul><ul><li>Criação da Caixa Banco de Investimento e CAIXAPAR </li></ul></ul><ul><ul><li>Compra do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil (MP 443) </li></ul></ul>
  35. 35. <ul><li>Alteração das alíquotas do Imposto de Renda </li></ul><ul><li>Redução IPI veículos , material de construção e alguns bens duráveis e redução do IOF em operações de crédito </li></ul><ul><li>Aporte adicional de R$ 100,0 bi (3,5% do PIB), em 2009, para o BNDES </li></ul><ul><li>BNDES com R$ 168 bi e PETROBRAS aumenta programa de investimentos (US$ 174,4 bi) </li></ul><ul><li>Leilão de dólares pelo BC para ACC e leilões para dívida externa privada </li></ul><ul><li>Novo Programa Habitacional – 1 milhão de moradias </li></ul>MEDIDAS MAIS RECENTES
  36. 36. PARTE C: A CRISE E PERNAMBUCO 1. PRIMEIROS IMPACTOS DA CRISE
  37. 37. 2009: INDÚSTRIA de PE SENTE A CRISE <ul><li>Em fevereiro /2009(x fev/o8) a indústria de transformação de PE cai 24% liderada pela: </li></ul><ul><ul><li>Química ( -51%) – inclui álcool </li></ul></ul><ul><ul><li>Alimentos e bebidas(- 19,4%) - inclui açúcar </li></ul></ul><ul><ul><li>Metalurgia ( -32%) </li></ul></ul><ul><li>Mas a Têxtil cresce 25,8% </li></ul>
  38. 38. PE: comércio sente a crise <ul><li>No primeiro bimestre de 2009, as vendas no comércio varejista caíram 3,77% ( x igual período de 2008) </li></ul><ul><li>O emprego no setor caiu 2,5% , mas a massa salarial cresceu 1% ( gastos com dispensa influem) </li></ul><ul><li>A queda nas vendas foi puxada pelos bens semi-duráveis (-8,7%) * e Duráveis (- 1,7%). Os não duráveis cresceram 4,1% </li></ul>* vestuário, tecido, calçados, livraria/papelaria Fonte: FECOMERCIO
  39. 39. Governo em alerta: ICMS GANHAVA PESO no PIB e deve diminuir (mas há colchão) Fonte: SEFAZ DEVE-SE OBSERVAR MODESTA QUEDA DE PARTICIPAÇÃO NA RELAÇÃO ICMS/PIB, em 2009 <ul><li>A Receita do ICMS está concentrada ( 44%) em: </li></ul><ul><li>Combustíveis (18,5%) </li></ul><ul><li>Comunicação (13%) e </li></ul><ul><li>Energia (12,5%) </li></ul>2008 fechou com superávit de R$ 500 milhões     Valor   ANOS (em R$ milhões) ICMS/PIB*** 1995 1.192,6 6,83% 1996 1.470,6 6,87% 1997 1.616,2 6,90% 1998 1.719,5 6,93% 1999 1.793,5 6,89% 2000 2.143,9 7,36% 2001 2.394,2 7,55% 2002 2.862,7 8,12% 2003 3.181,0 8,09% 2004 3.723,9 8,46% 2005 4.398,8 8,81% 2006 4.929,6 8,88% 2007 5.508,3 8,94% 2008 6.196,6 9,02% 2009 6.853,4 8,79%
  40. 40. PARTE C: A CRISE E PERNAMBUCO 2 .PRINCIPAIS ÂNCORAS ANTI-CRISE
  41. 41. PE : EVOLUÇÃO RECENTE do PIB2002-2006 CRISE E PERNAMBUCO <ul><li>A dinâmica recente – crescimento superior ao do Brasil – será uma âncora a uma entrada mais profunda na crise </li></ul>
  42. 42. PE : COMPOSIÇÃO do VAB – 1985/1995/2005 PE: O BAIXO PESO da IND. de TRANSF.
  43. 43. PE segura melhor o crescimento do PIB <ul><li>No quarto trimestre de 2008/ mesmo trimestre do ano anterior (pós estouro da “bolha imobiliária americana”) a economia de PE cresceu 4,9% ( contra 1,3% do Brasil) </li></ul><ul><li>De janeiro a dezembro de 2008 cresceu 6,8% contra 5,1% do Brasil </li></ul>Fonte: CONDEPE / FIDEM
  44. 44. CRISE AINDA POUPOU A INDÚSTRIA de PE, em 2008 <ul><li>No acumulado jan/dez de 2008 comparado com igual período de 2007 a agropecuária cresceu (6,7%) a indústria (8,4%) e os serviços( 6,3%) </li></ul><ul><li>No quarto trim/igual período de 2007 a industria desacelerou, mas teve desempenho ainda positivo ( 6,5%), liderada pela CC (17%), com quase estagnação da transformação (0,2%) </li></ul>Fonte: CONDEPE / FIDEM
  45. 45. CRISE E PERNAMBUCO <ul><li>Pernambuco não está imune a crise, mas vai se ancorar no BLOCO de INVESTIMENTOS em curso </li></ul><ul><ul><li>PE está bem situado no PAC Infra-estrutura ( duplicação da BR 101, obras hídricas, ferrovia Transnordestina , etc) </li></ul></ul><ul><ul><li>A fase pior da crise coincide com momento de maturação de grandes investimentos no setor produtivo </li></ul></ul>US$ 20 bilhões (Refinaria; Estaleiro; Fábrica de Resinas Plásticas; Pólo Farmacoquímico; Indústrias de Alimentos, entre outros) até 2012
  46. 46. PE: EMPREGO ainda RESISTE <ul><li>Segundo MTb/Caged, e m FEV/09, acumulando os últimos 12 meses, o nível de emprego formal cresceu 4,4% ( mas em fev/098 crescera 8% ). </li></ul><ul><li>Em 2009 seguram o crescimento: </li></ul><ul><ul><li>Construção Civil </li></ul></ul><ul><ul><li>Serviços às empresas </li></ul></ul><ul><li>Segundo a PME/IBGE, a taxa de desemprego na RMR em fev/09 foi de 9,1% (menor que fev/08 = 11%) </li></ul>
  47. 47. PE: EMPREGO ainda RESISTE <ul><li>Segundo a PED/DIEESE, em fev/09, na comparação com fevereiro de 2008, o nível de ocupação na RMR cresceu 5,3%, </li></ul><ul><ul><li>correspondeu à geração de 71 mil ocupações,e </li></ul></ul><ul><ul><li>- apresentaram desempenho positivo: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>• Serviços (29 mil) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Indústria de Transformação (18 mil) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>• Comércio (14 mil) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>• Construção Civil (12 mil) </li></ul></ul></ul>
  48. 48. CRISE E PERNAMBUCO <ul><ul><li>A ÂNCORA DO MERCADO INTERNO : </li></ul></ul><ul><ul><li>PERNAMBUCO VENDE MAIS PARA O MERCADO DO PAÍS . As EXPORTAÇÕES pesam apenas 3% do PIB estadual </li></ul></ul><ul><ul><li>A queda do comércio mundial será menos traumática em PE do que em estados como MG, PA e ES </li></ul></ul><ul><ul><li>Há problemas na fruticultura e no complexo sucro-alcooleiro, mas não contaminam tanto a economia estadual </li></ul></ul>
  49. 49. PERNAMBUCO: PRINCIPAIS DESTINO DAS EXPORTAÇÕES Fonte: MDIC-Secex PERNAMBUCO VINHA AUMENTANDO SUAS EXPORTAÇÕES PARA O MERCOSUL, AFRICA E OUTROS BLOCOS e DIMINUINDO PARA UNIÃO EUROPÉIA e ESTADOS UNIDOS Ord Descrição 2008 (Jan/Out) 2007 (Jan/Out) Var% US$ F.O.B Part% US$ F.O.B. Part% 08/07 PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS UNIAO EUROPEIA - UE 153.253.505 20,36 183.104.783 25,85 -16,3 MERCADO COMUM DO SUL - MERCOSUL 127.877.678 16,99 94.435.134 13,33 35,4 ESTADOS UNIDOS (INCLUSIVE PORTO RICO) 124.517.382 16,54 163.938.256 23,14 -24,1 AFRICA (EXCLUSIVE ORIENTE MEDIO) 110.553.706 14,69 69.130.600 9,76 59,9 ALADI (EXCLUSIVE MERCOSUL) 65.471.039 8,7 75.129.390 10,6 -12,9 DEMAIS BLOCOS 171.028.389 22,72 122.732.450 17,32 39,4
  50. 50. CRISE E PERNAMBUCO <ul><ul><ul><ul><li>A ÂNCORA DAS POLÍTICAS SOCIAIS : </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Pernambuco está num ambiente de políticas públicas ativas (Bolsa família, Pronaf, Microcrédito ... ) com bom alinhamento entre Governo Federal e Estadual </li></ul></ul></ul></ul>
  51. 51. PARTE D: PARA ALÉM DA CRISE FINANCEIRA 1. MUDANÇA DE PARADIGMAS: OUTRAS CRISES 2. BRASIL PARA ALÉM DA CRISE
  52. 52. NOVOS PARADIGMAS: OUTRAS “CRISES” <ul><li>NOVO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO </li></ul><ul><li>( Crise do conceito de Desenvolvimento) </li></ul><ul><li>NOVOS PARADIGMAS TECNOLÓGICOS </li></ul><ul><li>( Crise do fordismo ) </li></ul><ul><li>NOVO PADRÃO DE CONSUMO </li></ul><ul><li>( Crise do “ american way of life” ) </li></ul><ul><li>AUMENTO DA DEMANDA DE ALIMENTOS </li></ul><ul><li> ( Crise da oferta de alimentos ) </li></ul>
  53. 53. NOVOS PARADIGMAS: OUTRAS “CRISES” <ul><li>NOVO PADRÃO ENERGÉTICO </li></ul><ul><li>( Crise do petróleo ) </li></ul><ul><li>NOVA GEOPOLÍTICA : MUNDO MAIS MULTI-POLAR </li></ul><ul><li>( Crise do império) </li></ul><ul><li>QUEBRA DA ONDA LIBERAL </li></ul><ul><li>( Crise da visão apologética do mercado) </li></ul>
  54. 54. PROVÁVEL AMBIENTE MUNDIAL PÓS-CRISE Quadro recessivo perdura nos anos de 2009 e 2010 e sucede-se retomada gradual da economia, devendo ocorrer ritmo mais acelerado a partir de 2020 Impactos mais fortes da crise ocorrem nos países desenvolvidos, mas efeitos são globais e assumem forma traumática em países mais vulneráveis a contaminações financeiras e dependência do comércio exterior Comércio mundial desacelera mais fortemente que a economia mundial com tendência de queda de preços das commodities. Retomada ocorrerá de forma gradual acompanhando a reanimação da economia mundial Reestabelecimento da liquidez e normalidade do crédito na economia mundial ocorrerá sob novos padrões de financiamento e regulação
  55. 55. PROVÁVEL AMBIENTE MUNDIAL PÓS-CRISE Reorganização da estrutura de poder mundial deverá sinalizar nova composição de forças (mutipolaridade) Participação dos Países Emergentes na Economia Mundial deverá e ampliar,com afirmação da China como grande potência e brecha para maior presença do Brasil Questão Energética deve acelerar o uso de energia limpa, com destaque para biomassa Novo ciclo de desenvolvimento deve se desenhar a partir de 2020, com base em novos padrões de produção e consumo
  56. 56. BRASIL: PARA ALÉM DA CRISE
  57. 57. BR: DIFERENCIAIS DO PAÍS <ul><li>MATRIZ ENERGÉTICA DIVERSIFICADA E GRANDES POTENCIAIS PARA PRODUZIR PETRÓLEO, GÁS e BIOENERGIA </li></ul><ul><li>ELEVADA DISPONIBILIDDE DE ÁGUA </li></ul><ul><li>CERCA DE 100 milhões de ha de TERRAS FÉRTEIS (40% a mais do estoque atual) </li></ul><ul><li>COMPETITIVO em: GRÃOS, CARNES ( bovina e frangos),AÇUCAR, CAFÉ, FRUTAS .... </li></ul><ul><li>COMBINA BEM AGRONEGÓCIO PATRONAL E AGRICULTURA DE BASE FAMILIAR </li></ul><ul><li>POTENCIAL AGROINDUSTRIAL e ENERGÉTICO ( num cenário de demanda crescente) </li></ul>
  58. 58. BR: DIFERENCIAIS DO PAÍS <ul><li>MERCADO INTERNO AMPLO e INTEGRADO </li></ul><ul><li>BASE INDUSTRIAL GRANDE, MODERNA E DIVERSIFICADA ( aviões, celulares, automóveis,produtos siderúrgicos, minérios, pisos e azulejos....) </li></ul><ul><li>SISTEMA FINANCEIRO AMPLO, BEM ESTRUTURADO, MODERNO, SÓLIDO... </li></ul><ul><li>BASE MODERNA DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS </li></ul>POTENCIAL URBANO-INDUSTRIAL
  59. 59. BR: PROBLEMAS ESTRUTURAIS <ul><li>BAIXA ESCOLARIDADE DA MAIORIA DA POPULAÇÃO </li></ul><ul><li>IMPORTANTES GARGALOS NA INFRA- ESTRUTURA ECONÔMICA </li></ul><ul><li>ESTRUTURA FUNDIÁRIA CONCENTRADA </li></ul><ul><li>SISTEMA TRIBUTÁRIO PENALIZA PRODUÇÃO </li></ul><ul><li>SISTEMA de C&T e INOVAÇÃO ainda em formação com baixo crescimento do investimento ( versus China e India) </li></ul><ul><li>INSUFICIENTE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL/ BAIXA CAPACIDADE DE FISCALIZAÇÃO </li></ul>
  60. 60. PRINCIPAIS INCERTEZAS <ul><li>DURAÇÃO E IMPACTOS DA CRISE </li></ul><ul><li>RAPIDEZ DA CONSOLIDAÇÃO DOS NOVOS RUMOS MUNDIAIS </li></ul><ul><li>CAPACIDADE BRASILEIRA DE ENFRENTAR SEUS GARGALOS E APROVEITAR SEUS POTENCIAS </li></ul>
  61. 61. FONTE: GOLDMAN SACHS BRASIL: ENTRE AS MAIORES POTÊNCIAS ECONÔMICAS EM 2050
  62. 62. CONSIDERAÇÕES FINAIS <ul><li>PARA ENFRENTAR A CRISE MUNDIAL É PRECISO OLHAR AS MACRO TENDÊNCIAS DE LONGO PRAZO </li></ul><ul><li>HÁ MUDANÇAS EM CURSO QUE NÃO PODEM SER DESCONSIDERADAS E O POTENCIAL DO PAÍS É RECONHECIDO MUNDIALMENTE </li></ul><ul><li>NO BRASIL, O GRANDE DESAFIO CONTINUA SENDO o da REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES INTERNAS </li></ul>
  63. 63. PARA ALÉM DA CRISE – Stiglitz (*) <ul><li>“ A desaceleração global vai estimular o debate econômico em âmbito mundial, o que é bom”. </li></ul><ul><li>É preciso que os países enxerguem que o “consenso de Washington” não funcionou e que o redesenho da governança pode encorajar a inovação, por meio da criação de mecanismos regulatórios e da proteção ao consumidor. </li></ul><ul><li>Devem emergir novos padrões de comércio e de fluxo de capitais que trarão oportunidades de crescimento, bem como novas idéias. </li></ul>(*) Nobel de Economia (2001), Conselheiro de Obama, Prof. da Columbia University
  64. 64. [email_address] OBRIGADO

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