Osteoartrite 2014

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Osteoartrite 2014

  1. 1. Alambert, PA DISCIPLINA DE REUMATOLOGIA 2014 OSTEOARTRITE
  2. 2. SINONÍMIASINONÍMIA  OSTEOARTRITEOSTEOARTRITE  ARTROSEARTROSE  DOENÇA ARTICULARDOENÇA ARTICULAR DEGENERATIVADEGENERATIVA  ARTRITE HIPERTRÓFICA
  3. 3. ConceitoConceito  A Osteoartrite (OA) é a mais comum das afecções reumáticas pois, atinge aproximadamente um quinto da população mundial, sendo considerada uma das mais frequentes causas de incapacidade laborativa, após os 50 anos. 16/03/14
  4. 4. DEFINIDEFINIÇÇÃOÃO
  5. 5. DEFINIÇÃODEFINIÇÃO  A osteoartrite pode ser definida como uma síndrome clínica que representa a via final comum das alterações bioquímicas, metabólicas e fisiológicas que ocorrem, de forma simultânea, na cartilagem hialinacartilagem hialina e no osso subosso sub condralcondral,comprometendo a articulação como um todo, isto é, a cápsula articular, a membrana sinovial, os ligamentos e a musculatura peri articular.
  6. 6. DEFINIÇÃO  Ocorre perda quantitativa e qualitativa da cartilagem articular com conseqüente remodelação óssea hipertrófica local e uma inflamação secundária.
  7. 7. 16/03/14
  8. 8. “O processo de doença não afeta apenas a cartilagem articular, mas envolve toda a articulação incluindo osso subcondral, ligamentos,cápsula, membrana sinovial e músculos periarticulares. Finalmente, a cartilagem articular se degenera com fibrilação, fissuras, ulcerações e afinamento total da superfície articular” CONCEITO ATUALCONCEITO ATUAL
  9. 9. De modo mais simples:De modo mais simples: “ A osteoartrose é uma insuficiência qualitativa e quantitativa da cartilagem articular associada a alterações típicas do osso subcondral “
  10. 10. EPIDEMIOLOGIA  Incide, predominantemente, no sexo feminino, na idade adulta entre a 4ª e 5ª décadas e no período da menopausa, sendo que esta incidência aumenta com a idade.  A freqüência da Osteoartrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos.  Somente 20% a 30% dos portadores de alterações radiológicas apresentam sintomas da doença.
  11. 11. EPIDEMIOLOGIA  Particularmente, na articulação do joelho, evidenciou-se, que 52% da população adulta apresenta sinais radiológicos da doença, sendo que, somente 20% destas apresentam alterações consideradas como graves ou moderadas.
  12. 12. EPIDEMIOLOGIA  A incidência desta patologia aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos sendo que, aos 85 anos é ela universal. Seu impacto social e seu grau de incapacidade e tão importante, que motivou a Organização Mundial de Saúde a criar a Década do Osso e da Articulação – Movimento Articular 2000 – 2010.
  13. 13. FISIOPATOLOGIA OSTEOARTRITE
  14. 14. Fisiopatologia 16/03/14 Síndrome degenerativa que afeta primariamente a cartilagem articular, provocando a sua destruição progressiva, mas que envolve todos os tecidos articulares, nomeadamente a membrana sinovial, a cápsula articular, músculos e tendões periarticulares e ligamentos
  15. 15. 16/03/14
  16. 16. Cartilagem normal Matriz extra-celular:95% Células:5% Colágeno ll- 90%
  17. 17. PATOGENIA Estímulos precipitantesEstímulos precipitantes CONDRÓCITOSCONDRÓCITOS Fissuras e depressões na cartilagem Alterações na posição e tamanho das fibras de colágeno LIBERAÇÃO DE ENZIMAS ALTERAÇÃO DA MATRIZ EXTRACELULAR ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS Formação de osteófitos OSTEOARTRITEOSTEOARTRITE Inflamação Resposta imunológica Proliferação celular Matriz celular aumentada
  18. 18. Condrócitos produzem  Mediadores pró-catabólicos (citocinas)IL-1 e TNF alfaativam enzimas proteolíticas(metaloproteases)  Mediadores pró-anabólicos (fatores de crescimento)
  19. 19. Osteoartrite inicial
  20. 20. Osteoartrite terminal
  21. 21. ETIOPATOGENIA  A osteoartrose seria conseqüência da interação de fatores mecânicos,genéticos e bioquímicos
  22. 22. Caracterização clínica  Dor, deformidade.limitação dos movimentos e progressão lenta para a perda de função articular 16/03/14
  23. 23. 16/03/14
  24. 24. PRIMÁRIA (idiopática): Ocorre na ausência de qualquer fator predisponente conhecido e se subdivide em duas categorias, localizada e generalizada (inclui 3 ou mais áreas). SECUNDÁRIA: É aquela em que se reconhece uma causa ou um fator preexistente. EROSIVA:Também conhecida como osteoartrose inflamatória. Acomete as articulações IFD e IFP nas mãos, com FR (fator reumatóide negativo) ClassificaçãoClassificação
  25. 25. v o l t a r a v a n ç a ri n í c i o 13/9/2005 Fatores de risco-OA primária •Idade (> 50 anos de idade) •Estresse prolongado (ocupacional ou desportivo) •Fatores genéticos •Histórico de traumatismos articulares •Sexo feminino •Obesidade •Defeitos congênitos e do desenvolvimento
  26. 26. v o l t a r a v a n ç a ri n í c i o 13/9/2005 Kashin-Beck, MseleniEndêmicas Necrose avascular, doença de Paget, osteocondrite Anormalidades ósseas GotaDoença por depósito de cristais Acromegalia, diabetes mellitus, hipotireoidismo, hipertireoidismo Endócrinas Doença de WilsonMetabólicas Luxação congênita de quadril, valgo/varo Congênitas e de desenvolvimento Agudas e crônicas (ocupacional e desportiva) Traumáticas SECUNDÁRIA
  27. 27. PATOLOGIA  As alterações macroscópicas na OA incluem as fissuras, as perfurações e as erosões da cartilagem.  Em contraposição a estas alterações, a formação de osteófitos nas margens articulares representa resposta proliferativa da cartilagem e do osso no processo osteoatrósico.
  28. 28. CARTILAGEM FISSURADA
  29. 29. CARTILAGEM FISSURADA
  30. 30. sulcos v o l t a r a v a n ç a ri n í c i o 13/9/2005 Menisco medial Superfície articular com sulcos
  31. 31. HISTOLOGIA NORMAL DA CARTILAGEM
  32. 32. O vermelho indica síntese de proteoglicanos
  33. 33. DIAGNÓSTICO  Histórico clínico (anamnese)  Exame Físico  Exames de laboratório  Estudos radiográficos
  34. 34. ANAMNESE  Dor em uma ou poucas articulações  Rigidez matinal com menos de 30 minutos de duração  Crepitação por perda da cartilagem ou irregularidades nas superfícies articulares  Limitação do movimento
  35. 35. EXAME FÍSICO
  36. 36. osteoartrose
  37. 37. LABORATÓRIO NormalExame geral de urina NegativoFator reumatóide Cor palha e viscosidade adequada, o número de leucócitos < 2.000 Líquido sinovial Normal Velocidade de hemossedimentação
  38. 38. RADIOLOGIA No início da doença não se observam anormalidades. Com seu desenvolvimento, observam-se:  Diminuição do espaço intra-articular  Esclerose subcondral (eburnação)  Osteófitos;  Erosão e anquilose óssea (pseudocistos ósseos).
  39. 39. 16/03/14
  40. 40. TRATAMENTO  Os objetivos a atingir com o tratamento são:  1.Aliviar a dor  2.Manter a funcionalidade articular  3.Educar o paciente e sua família
  41. 41. TRATAMENTO  Tratamento Físico  Tratamento Farmacológico  Tratamento Cirúrgico
  42. 42. TRATAMENTO FÍSICO  Diminuição de peso  Realizar programas de exercícios para manter a força muscular, a flexibilidade das articulações e evitar deformidades  Terapia ocupacional
  43. 43. Tratamento farmacológicoTratamento farmacológico Ação lenta AGENTES Ação rápida
  44. 44. Ação rápida  Analgésicos  AINHs  Miorrelaxantes  Corticosteróide intra-articular  Colchicina
  45. 45. Ação lenta  Glicosamina  Condroitina  Diacereína  Extratos insaponificados de soja e abacate  Ácido hialurõnico  Cloroquina  Necessitam mais estudos Sintomáticos Modificadores de doença
  46. 46. Tratamento cirúrgicoTratamento cirúrgico  As técnicas cirúrgicas empregadas na osteoartrite são artrodese, artroplastias, osteotomias, desbridamento articular, liberação de nervos periféricos, etc.
  47. 47. 16/03/14

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