Industrialização brasileira

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Industrialização brasileira

  1. 1. INDUSTRIALIZAÇÃO Geografia BRASILEIRA
  2. 2. AS RAÍZES DO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL APRESENTOU UMA PROFUNDA INTEGRAÇÃO COM A ECONOMIA CAFEEIRA DO FINAL DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO SÉCULO XX, NA REGIÃO SUDESTE. A INFRAESTRUTURA DO CAFÉ AUXILIOU O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NO PAÍS:1. FORMAÇÃO DE UMA REDE FERROVIÁRIA QUE LIGAVA AOS PORTOS;2. SUBSTITUIÇÃO DA MÃO-DE-OBRA ESCRAVA PELA ASSALARIADA (CONCENTRAÇÃO DE M-DO BARATA NO SUDESTE);3.SURGIMENTO DE ATIVIDADES DO SETOR TERCIÁRIO (COMÉRCIO, ESCOLAS, HOSPITAIS, TRANSPORTE, BANCOS, SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, LUZ E GÁS)
  3. 3. INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA 1ª FASE 2ª FASE 3ª FASE 4ª FASE 1808 - 1930 1930 - 1956 1956- 1989 1989.... A INDUSTRIALIZAÇÃO NO PAÍS PODE SER DIVIDIDA EM FASES PRINCIPAIS:1.1500-1808: “PROIBIÇÃO” (FASE PRÉ-INDUSTRIAL)2.1808-1930: “IMPLANTAÇÃO”3.1930-1956: “A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL BRASILEIRA”4.1956- 1989: “INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA”5.1989 - ... : “NOVAS PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA BRASILEIRA”
  4. 4. 1500-1808: “PROIBIÇÃO” A METRÓPOLE PROIBIA A CRIAÇÃO DE INDÚSTRIAS NA COLÔNIA: PORTUGAL JÁ POSSUÍA ESSAS INDÚSTRIAS, ABRINDO ASSIM UMA CONCORRÊNCIA AO COMÉRCIO DA CÔRTE E PODERIAM TORNAR A COLÔNIA INDEPENDENTE FINANCEIRAMENTE, ADQUIRINDO A POSSIBILIDADE DA INDEPENDÊNCIA POLÍTICA. ASSIM, EM 5 DE JANEIRO DE 1785, D. MARIA I ASSINOU UM ALVARÁ, EXTINGUINDO TODAS AS MANUFATURAS TÊXTEIS DA COLÔNIA, EXCETO A DOS PANOS GROSSOS PARA USO DOS ESCRAVOS E TRABALHADORES.
  5. 5. 1808-1930 1850: LEI EUSÉBIO DE QUEIRÓS (proibição do tráfico de escravos) – O CAPITAL DESTINADO A COMPRA DE ESCRAVOS FICA DISPONÍVEL PARA O SETOR INDUSTRIAL. NECESSIDADE DE M-D-O: IMIGRAÇÃO ESTRANGEIRAS QUE TROUXERAM NOVAS TÉCNICAS DE PRODUÇÃO DE MANUFATURADOS E FOI A PRIMEIRA MÃO-DE-OBRA ASSALARIADA NO BRASIL. AS GRANDES CRISES: INVESTIMENTO DE CAPITAL E SUBSTITUIÇÃO DAS IMPORTAÇÕES.
  6. 6. A “ECONOMIA ARQUIPÉLAGO” REGIÃO SUL: PRODUÇÃO DE GÊNEROS AGRÍCOLAS E CHARQUE. REGIÃO SUDESTE: PRODUÇÃO CAFEEIRA. REGIÃO NORDESTE: PRODUÇÃO DE CACAU, CANA E ALGODÃO. REGIÃO NORTE: BORRACHA.
  7. 7. AS ‘GRANDES CRISES’ E O FAVORECIMENTO DA INDÚSTRIA NO BRASILA SUBSTITUIÇÃO DA IMPORTAÇÃO NO BRASILDEU INÍCIO AODESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL, ISSO PORQUE AS GRANDES POTÊNCIASMUNDIAS NÃO CONSEGUIAM SUPRIR AS NECESSIDADES DO PAÍS, SEJAPOR ESTAREM EM GUERRA OU EM CRISES ECONÔMICAS.1.AS GRANDES GUERRAS: ENVOLVENDO PAÍSES EUROPEUS E OS ESTADOSUNIDOS, DIFICULTOU A IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS, GERANDO UMESTÍMULO NO MERCADO INTERNO;2.A GRANDE CRISE DE 1929: LATIFUNDIÁRIO E BANQUEIROS PASSARAM AINVESTIR NO MERCADO NACIONAL.
  8. 8. O IMPACTO DA INDUSTRIALIZAÇÃO DESORDENADANO SÉCULO XX, O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL GEROUGRANDES MUDANÇAS NA ESTRUTURA DAS CIDADES BRASILEIRAS:1.Maior distinção entre bairros e classes sociais (bairros industriais eresidenciais; classe alta, média e baixa), ampliação de atividades ligadas aocomércio e administração pública;2.Concentração em algumas cidades (eixo Rio-São Paulo);3.Necessidade de infraestrutura;4.Necessidade de geração de empregos
  9. 9. 1930-1956: “A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL BRASILEIRA” 1930: CONSOLIDAÇÃO DA 1ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL INÍCIO DO PROCESSO DE PASSAGEM DA SOCIEDADE DE ECONOMIA AGRÁRIA PARA A URBANO-INDUSTRIAL;1.A ERA VARGAS;2.O PERÍODO JK
  10. 10. A ERA VARGAS DESLOCAMENTO DO EIXO PRODUTIVO DAAGRICULTURA PARA A INDÚSTRIA - SETOR PASSA SER CARRO CHEFE DA ECONOMIA. MOVIMENTO ARMADO TEM COMO LÍDERES MG, PB, RS - GOLPE DE ESTADO RETIRANDO O PRESIDENTE PAULISTA WASHINGTON LUÍS
  11. 11. ERA VARGAS GOVERNO DE 1930-1945 E 1951-1954: SE CARACTERIZOU PELO NACIONALISMO E INTERVENCIONISMO ECONÔMICO NA IMPLANTAÇÃO DE INFRAESTRUTURA NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO; EXPLORAÇÃO DE MINÉRIO E PETRÓLEO SEM A INTERVENÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO
  12. 12. A ERA VARGAS INDÚSTRIAS ESTATAIS LIGADAS AOS BENS DE PRODUÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DA MÃO-DE-OBRA ESTRANGEIRA PELA NACIONAL:  Conselho Nacional do Petróleo (1938)  Companhia Siderúrgica Nacional (1941)  Companhia Vale do Rio Doce (1943)  Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945)  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (1952)  Petrobrás (1953)
  13. 13. ERA VARGAS O “PAI DOS POBRES” E A “MÃE DOS RICOS”CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DE TRABALHO (CLT): NOVOS DIREITOS E REGULAMENTAÇÃO TRABALHISTAS;- Regulação das horas de trabalho; férias; salário; segurança e higiene;- Anotação dos contratos na carteira de trabalho;- Relação entre patrões e empregados.
  14. 14. O PERÍODO JK: 50 ANOS EM 5 PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL EXTERNO; • Plano de Metas • Internacionalização da moeda • Fortalecimento no setor industrial • Criação de Brasília
  15. 15. O GOVERNO JK O PERÍODO JK CARACTERIZÁVA-SE, PRINCIPALMENTE, PELA IMPLANTAÇÃO DO MODELO TRIPÉ, OU SEJA, POR UM MODELO ECONÔMICO BASEADA EM 3 BASES:1.O CAPITAL ESTATAL: responsável pelo financiamento para a implantação e ampliação da infraestrutura necessária ao desenvolvimento;2.O CAPITAL PRIVADO INTERNO: atuação em setores que envolviam menores tecnologias e, portanto, menos investimento; (bens de consumo não duráveis)3.O CAPITAL PRIVADO EXTERNO: desenvolvimento de setores que exigiam tecnologia de ponta (bens de consumo duráveis)
  16. 16. O GOVERNO JKO GOVERNO PROGRESSISTA DE JK PROPUNHA 50 ANOS DE PROGRESSOEM 5 ANOS DE REALIZAÇÃO. PARA QUE ISSO FOSSE POSSÍVEL, ELEIDEALIZOU O PLANO DE METAS, QUE TINHA COMO CARACTERÍSTICAS EOBJETIVOS:1. ENERGIA: ampliação do fornecimento com 43% do investimento(construção de hidrelétricas, FURNAS e a Comissão Nacional de EnergiaNuclear em 1957);2.TRANSPORTE: ampliação e melhoria das estradas e estímulo asmontadoras automobilísticas, com 30% do investimento (atração dasindústrias sobretudo no ABC Paulista; maior integração territorial; baixocusto e rapidez na implantação);
  17. 17. O GOVERNO JK3. ALIMENTAÇÃO: somente com 3% dos investimentos, buscava a melhoria da estocagem de produtos agropecuários;4. INDÚSTRIA DE BASE: concentrava aproximadamente 20% dos investimentos, e serviu para estimular, junto com os transportes e energia, a atração de indústrias multinacionais para o Brasil;5. EDUCAÇÃO: melhoria na ampliação do ensino público com apenas 4 % dos investimentos.
  18. 18. O GOVERNO JK A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA FOI O EMPREENDIMENTO MAIS OUSADO DE JK, QUE DESEJAVA AFASTAR O CENTRO DAS DECISÕES POLÍTICAS DO RIO DE JANEIRO, E PROMOVER A INTEGRAÇÃO NACIONAL.
  19. 19. O GOVERNO JK ESSE SURTO PROGRESSISTA DO GOVERNO JK TEVE VARIADAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA:o Expansão do Parque Industrial Brasileiro, porém, sem desenvolvimento pleno, inclusive nas áreas sociais;o Dependência tecnológica;o Aumento expressivo da dívida externa;o Padrão Centro-Periferia: aumento das assimetrias regionais.
  20. 20. GOVERNO JÂNIO E JANGO A DÉCADA DE 60 COMEÇOU COM SÉRIOS PROBLEMAS POLÍTICOS: A RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS EM 1961, A POSSE DO VICE-PRESIDENTE JOÃO GOULART, DISCUSSÕES EM TORNO DE PRESIDENCIALISMO OU PARLAMENTARISMO. ESSES FATOS OCASIONARAM UM DECLÍNIO NO CRESCIMENTO ECONÔMICO E INDUSTRIAL.
  21. 21. DITADURA MILITAR E O “MILAGRE” O "milagre econômico brasileiro" é a denominação dada à época de excepcional crescimento econômico ocorrido durante a ditadura militar no Brasil, ou anos de chumbo, especialmente entre 1969 e 1973, no governo Médici. Nesse período áureo do desenvolvimento brasileiro em que, paradoxalmente, houve aumento da concentração de renda e da pobreza, instaurou-se um pensamento ufanista de "Brasil potência", que se evidencia com a conquista da terceira Copa do Mundo de Futebol em 1970 no México, e a criação do mote de significado dúbio: "Brasil, ame-o ou deixe-o".
  22. 22. DITADURA E O “MILAGRE” O Brasil como 8ª economia mundial (a 1ª entre os países subdesenvolvidos) gerou algumas consequências:1)Ampliação da Infraestrutura:a)Obras Faraônica: Ponte Rio – Niterói; Hidrelétrica de Itaipú; Transamazônica, etc.b)Ampliação do “Modelo Tripé”c) Ampliação do Rodoviarismo. Dependência Econômica e Tecnológica
  23. 23. A DÉCADA PERDIDARedução do Crescimento Econômico – crise do petróleo (1973/1979)a)Aumento da Dívida Externa;b)Agravamento das Desigualdades Sociais;c)Estagnação Industrial;d)Inflação;e)Desemprego Estrutural
  24. 24. A INDÚSTRIA BRASILEIRA NA GLOBALIZAÇÃO Na década de 1990, o Brasil vivia a máxima NEOLIBERAL. Nesse período o país se preocupou em renegociar a dívida externa e novos empréstimos a juros baixos. Características dos Neoliberalismo:a)Desregulamentação dos mercados;b)Redução do papel protecionista do Estado;c) Abertura econômica e financeira para o capital externo;d)Privatização das empresas estatais;e)Flexibilização das leis trabalhistas;f) Maior atuação dos órgãos internacionais.
  25. 25. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL
  26. 26. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL NO SUDESTE – FATORES:A)Rio de Janeiro como capital de 1763 a 1960 (decisões políticas e incentivos fiscais);B)O capital obtido com o café foi o principal investimentos nas indústrias, principalmente em São Paulo;C)O recursos minerais, principalmente o ferro, em Minas Gerais tiveram grande importância como matéria – prima para as indústrias de base.
  27. 27. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL São Paulo: maior concentração industrial; Minas Gerais: principais indústrias de extração de minérios (ferro, manganês, ouro) no Quadrilátero Ferrífero e; concentra as principais siderúrgicas nacionais no Vale do Aço (Vale; USEMINAS; Belga-Mineira) Rio de Janeiro: concentra suas atividades em extração de petróleo (Campos dos Goytacazes e Macaé); siderurgia (Volta Redonda); químico e farmacêutico (Nova Iguaçu e Duque de Caxias); têxtil (Região Serrana); e turismo de modo geral. Espírito Santo: sua atividade principal é no Complexo Portuário de Vitória – Tubarão. (metalúrgico e siderúrgico).
  28. 28. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL 1. Vale do Paraíba: indústrias aeronáutica; automobilística; metalúrgica, informática e química; 2. Ligação da capital com as cidades do interior e com o Sul do país: metalúrgico e alimentício; 3. Atravessa a região do ABCD: metalúrgica e química; 4. Ligação entre a capital, cidades do interior mineiro e Brasília: indústrias diversas.
  29. 29. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL REGIÃO SUL: industrialização típica com investimento de empresários da região e descendentes de imigrantes. Sua indústria, inicialmente, atendia ao mercado regional e, hoje, possui grande representação nacional. Destaca-se:1)eixo Porto Alegre – Caxias do Sul: polo petroquímico, mecânico, têxtil, softwares; e alimentício;2)Curitiba (PR): 3º polo automobilístico brasileiro;3)Vale do Itajaí (SC): louças (Brusque); informática e têxtil (Blumenau); alimentícios (Concórdia – Sadia e Videira – Perdigão).
  30. 30. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL DESCONCENTRAÇÃO INDÚSTRIAL: FATORES1.INVESTIMENTOS GOVERNAMENTAIS: estímulo a instalação de indústrias em outras regiões, principalmente no Nordeste;2.DISPERSÃO INDUSTRIAL: as indústrias da região sudeste procuravam novas localidades, buscando fugir da concentração espacial.
  31. 31. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL A Região Nordeste apresenta-se como a 3ª mais industrializada do país, devido aos incentivos fiscais, mão-de-obra não qualificada e qualifica, presença de matéria-prima. Nessa região destaca-se os polos industriais do Ceará; Bahia e Pernambuco.
  32. 32. LOCALIZAÇÃO ESPACIAL DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL

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