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Pelas ruas da cidade vivia como tantos outros,um menino. Menino frágil, de corpo pequeno,mas de sentimento voraz. Tudo par...
Em tudo que fazia havia muito sentimento. Não sabia muitosobre sua história, sobre como nascera, de quem nascera, ondee po...
Ele vivia de olhos atentos e tudo que olhava se transformavadentro de seus pensamentos. Deitava em um canto qualquer darua...
Este era um dia cheio de possibilidades para aquela mente criativa,sedenta por histórias. Talvez, pelo fato de não saber a...
Para ele, estes momentos eram de total entrega, tanto que nadavia ou ouvia além daquilo que seus pensamentos criavam.Fecho...
Naquele cenário mágico havia a brisa que levava a bailarina.Ela dançava encantada, admirando tudo por onde passavasendo le...
Aproximou-se devagar para não assustar. Falou baixinho ao pedaçode nuvem:- Porque choras pequeno pedaço?O pequeno pedaço d...
A bailarina não entendia porque tanta tristeza ele sentia. Eperguntou?- Pequeno soldado, é tão ruim ser de chumbo? Deves s...
A bailarina ficou em silêncio, triste com a revelação. Não podia serpensou ela, o que iriam fazer? Ela sabia como era bom ...
O menino, encantado, já não sabia se estava acordado ousonhava. Até o vento que leve soprava, uma canção assoviavafazendo ...
O menino sorrindo para a linda bailarina, ficou feliz em poderajudar.– O que posso fazer? Perguntou. E ela levou seu olhar...
Era assim, quando ele pensava, tudo se transformava, as coisastodas tinham vida e moviam-se para todos os lados. O céu fic...
O menino diz a ele que nunca devemos deixar de lado nossossonhos, ele, o menino era um sonhador e esculpia todos os diasna...
A brisa que estava suave pediu ao vento que a embalasse namedida necessária para permitir ao soldado dançar. De mãosdadas ...
As lágrimas de alegria, do choro da bailarina caiam na terra e omenino com seus pensamentos comandava cada gota para osbra...
Soldado e bailarina, nesta história estavam felizes, dançavamlivres e soltos no ar. Agradeciam, com suas voltas ensaiadas ...
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O menino que esculpia sonhos1

  1. 1. O que somos é um reflexo da nossa história...Bagagemde sentimentos, ações e relações que estabelecemoscom as pessoas e o mundo a nossa volta.Contar Histórias é estreitar laços de afeto comnossas raízes.É contatar com nossas origens.É nos percebermos nos fatos apresentados,independente do tema que a história aborde.É revelar nossa identidade.É nos inscrevermos no mundo como cidadãosque fazem parte deste imenso universo diverso.Somos, por assim dizer, artistas, autores eescritores da história que levamos em cadalugar que chegamos!
  2. 2. Pelas ruas da cidade vivia como tantos outros,um menino. Menino frágil, de corpo pequeno,mas de sentimento voraz. Tudo para ele eraintenso, rir, chorar, amar, até entristecer-se.
  3. 3. Em tudo que fazia havia muito sentimento. Não sabia muitosobre sua história, sobre como nascera, de quem nascera, ondee porquê. Era uma pena não saber, pois sempre pensava naorigem de seus pensamentos e imaginação, já que era isso que omovia na vida. Pensava sobre se seus pais teriam os mesmossentimentos em relação às coisas como ele tinha. De onde viriaisso? Era o que se perguntava e sabia, não teria resposta.
  4. 4. Ele vivia de olhos atentos e tudo que olhava se transformavadentro de seus pensamentos. Deitava em um canto qualquer darua, de preferência onde tivesse uma grama bem convidativa e láficava a olhar o céu.Em dias claros e de sol forte, eram barcos que passeavam naquelemar sereno de águas límpidas. Em dias de céu com nuvens, comoaquele, cada uma passava a ter vida e algo para contar.
  5. 5. Este era um dia cheio de possibilidades para aquela mente criativa,sedenta por histórias. Talvez, pelo fato de não saber a sua própria.Naquela manhã de agosto, um ventinho gelado batia nas folhas elevantava para o alto os cabelos das pessoas.O menino quis aconchegar-se nos braços longos do sol paraaquecer seu corpo. E assim, estendeu-se na grama verdinha quese fazia tapete em uma rua bem movimentada da cidade.
  6. 6. Para ele, estes momentos eram de total entrega, tanto que nadavia ou ouvia além daquilo que seus pensamentos criavam.Fechou os olhos por um instante e sonhou. Sonhou com casas elagoas, com pessoas e coisas boas.Ao abrir os olhos, depois de não se sabe quanto tempo, no céuestava dançando com pernas longas e com dedos em ponta umalinda bailarina. Era alta e tinha coque, saia branca rodadinha.Como era linda a bailarina!
  7. 7. Naquele cenário mágico havia a brisa que levava a bailarina.Ela dançava encantada, admirando tudo por onde passavasendo levada para todos os lados do céu.Pelo caminho ela encontra encolhido em um canto um pedaçode nuvem que parecia em prantos. A bailarina que era doce nãopodia deixá-lo assim, até mesmo porque pensou ela, este únicopedaço que chora, pode molhar a terra e hoje era dia de sol, achuva, mesmo que pouca era para um outro dia que viria.
  8. 8. Aproximou-se devagar para não assustar. Falou baixinho ao pedaçode nuvem:- Porque choras pequeno pedaço?O pequeno pedaço de nuvem, encabulado e bem fechado, semmostrar seus olhos, responde:-Linda bailarina, aqui estou, quieto e pensativo, agora triste peloque escutei...Cheguei com o vento que me contou que pertenço àoutra história e que um soldado de chumbo é o que sou.Levanta-se para que a bailarina o veja e em forma de soldado semostra.
  9. 9. A bailarina não entendia porque tanta tristeza ele sentia. Eperguntou?- Pequeno soldado, é tão ruim ser de chumbo? Deves ser forte ecorajoso!O soldado até irritado, por ter visto os movimentos esvoaçantesda bailarina, respondeu:- Imagine você, que dança quase voando, solta feito uma plumase fosse um soldado de chumbo como eu?! Eu queria dançar,dançar como você, queria ser um bailarino, mas soldado é o quesou e de chumbo bem pesado que não me deixa dançar paranenhum lado.
  10. 10. A bailarina ficou em silêncio, triste com a revelação. Não podia serpensou ela, o que iriam fazer? Ela sabia como era bom dançar eagora tinha a sua frente aquele pobre soldado a chorar....Quando ela olha para baixo, acompanhando a gota de lágrimaque o pequeno soldado derrama, vê o menino deitado na grama.Pensou em ter encontrado alguém para ajudá-la e sem dizer umapalavra, em frente aos olhos do menino começou a dançar.
  11. 11. O menino, encantado, já não sabia se estava acordado ousonhava. Até o vento que leve soprava, uma canção assoviavafazendo a bailarina girar, levantando os braços sobre a cabeçaem forma de arco que deixava seus movimentos suaves eternos. O menino olhou para a bailarina e logo ela foi dizendo:- Menino com olhos de sonhos, preciso de ajuda para um amigo.
  12. 12. O menino sorrindo para a linda bailarina, ficou feliz em poderajudar.– O que posso fazer? Perguntou. E ela levou seu olhar para opequeno soldado.O menino exclamou surpreso:- Mas, eu conheço este soldadinho de uma outra história! Nela eletambém era triste...A bailarina então contou ao menino o desejodo pequeno soldado. Foi assim que ospensamentos do menino passaram a modelaras nuvens que estavam espalhadas no céu.
  13. 13. Era assim, quando ele pensava, tudo se transformava, as coisastodas tinham vida e moviam-se para todos os lados. O céu ficoucheinho de muitas coisas bonitas. E o menino de repentepergunta ao soldadinho: - Soldado, como chegaste até aqui?O soldado, sem lembrar muito bem, apenas diz ao menino:- Não sei ao certo, lembro apenas de um calor forte e dosentimento de tristeza e dor e, lembro em seguida de alguémdizendo que era hora de minha partida. Então, aqui estou!
  14. 14. O menino diz a ele que nunca devemos deixar de lado nossossonhos, ele, o menino era um sonhador e esculpia todos os diasnas coisas que via um dia melhor, mais bonito, mais alegre e queo céu era seu limite para esculpir e sonhar.Disse ao soldado que se o vento o levara até ali, como havia dito abailarina, o mesmo sopro o poderia fazer dançar. O soldadinho semacreditar de como não pensara nisso antes pôs-se em pé num sópé, já que a outra perna não tinha e não lembrava bem porque...
  15. 15. A brisa que estava suave pediu ao vento que a embalasse namedida necessária para permitir ao soldado dançar. De mãosdadas com a bailarina que agora chorava alegre, deslizavampelo céu, dançavam entre outras nuvens que tinham novasformas, rostos e bocas sorridentes, flores e casas haviam seformado, novos corpos olhavam pelas janelas e portas queabertas se encontravam. Animais e árvores também enfeitavamo céu, tudo vindo dos pensamentos do menino!
  16. 16. As lágrimas de alegria, do choro da bailarina caiam na terra e omenino com seus pensamentos comandava cada gota para osbraços do sol que aquecera seus sonhos. E, a cada encontrocom os longos braços, arcos coloridos no céu se formavam. Aspessoas que estavam no chão olhavam para o céu e tambémviam as esculturas do menino.
  17. 17. Soldado e bailarina, nesta história estavam felizes, dançavamlivres e soltos no ar. Agradeciam, com suas voltas ensaiadas earabescos, ao menino que os ajudara a sonhar. No céu todosqueriam também agradecer e aplaudiram o menino que felizolhava para o alto.Queriam seu nome saber... e o menino que nem seu nomesabia, assim como sua história não conhecia, somente aquelasque criava e das quais passava a fazer parte, com os braçoslevantados ao alto, alongados como os braços do sol diz atodos: - Me chamo, Menino Poeta!

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