Indústria Têxtil no Vale do Ave<br />Enquadramento Histórico<br />
Ribad`Ave<br />É uma pequena vila situada na <br />região do Vale do Ave, intensamente marcada pela<br />indústria têxtil....
Mas…<br />Nem sempre foi assim…<br />l<br />
Se voltarmos atrás na história desta vila, é impossível passar ao lado daquela que foi a grande impulsionadora da região: ...
A Industrialização<br />O desenvolvimento industrial  da região do Vale do Ave foi impulsionado em finais do século XIX.<b...
As primeiras fábricas arrancam no Vale do Ave.<br />Motivos:<br />-Crescimento do mercado interno e ultramarino de tecidos...
Fenómeno da disseminação mundial da indústria têxtil;</li></ul>-Investimento de negociantes do Porto, reconhecedores das  ...
Em 1890…<br />Estão referenciadas apenas quatro pequenas indústrias:<br />-Bernardo da Silva<br />-José Alves de Faria<br ...
A fábrica Sampaio, Ferreira & Cª<br />Legalizada por escritura de 24.06.1896, com a designação Fábrica de Fiação, Tecidos ...
“Representada como o símbolo do pólo algodoeiro de Ribad&apos;Ave e vizinhanças, sucessivamente ampliada, gerida com mão-d...
O Declínio…<br />Este quadro social e fabril conheceu profundas alterações no pós-25 de Abril de 1974, em que a ordem esta...
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Indústria Têxtil no Vale do Ave

  1. 1. Indústria Têxtil no Vale do Ave<br />Enquadramento Histórico<br />
  2. 2. Ribad`Ave<br />É uma pequena vila situada na <br />região do Vale do Ave, intensamente marcada pela<br />indústria têxtil.<br />Hoje, poucas são as fábricas que resistiram às mudanças impostas pelo tempo: a segmentação da produção, a falta de modernização, ou as profundas alterações ocorridas na sociedade portuguesa dos anos 70, são apenas alguns exemplos.<br />
  3. 3. Mas…<br />Nem sempre foi assim…<br />l<br />
  4. 4. Se voltarmos atrás na história desta vila, é impossível passar ao lado daquela que foi a grande impulsionadora da região: A INDÚSTRIA TÊXTIL.<br />“Evocar a história deste pólo algodoeiro é , assim, ir ao encontro das vivências de homens e de mulheres que desde há muito tempo, mas de forma mais intensa no último século, moldaram as suas vidas de trabalho pelos batimentos ritmados das máquinas de fiação e tecelagem, assegurando um interminável processo de produção de cotins, de cobertores, de flanelas, de telas e de outras variedades de tecidos…” <br />Jorge Fernandes Alves-Ribad`Ave na memória da indústria<br />algodoeira<br />
  5. 5. A Industrialização<br />O desenvolvimento industrial da região do Vale do Ave foi impulsionado em finais do século XIX.<br />Alberto Sampaio é o forte representante do idealismo industrializador:<br /> -Defendeu o rejuvenescimento das indústrias históricas;<br /> - Repensou as potencialidades hídricas da região de Vale do <br /> Ave;<br /> - Contrariou o fenómeno da urbanização.<br />
  6. 6. As primeiras fábricas arrancam no Vale do Ave.<br />Motivos:<br />-Crescimento do mercado interno e ultramarino de tecidos;<br /><ul><li>Quebra da moeda portuguesa;
  7. 7. Fenómeno da disseminação mundial da indústria têxtil;</li></ul>-Investimento de negociantes do Porto, reconhecedores das potencialidades da zona.<br />
  8. 8. Em 1890…<br />Estão referenciadas apenas quatro pequenas indústrias:<br />-Bernardo da Silva<br />-José Alves de Faria<br />-José Joaquim de Castro<br />-Narciso Ferreira: Era a que apresentava um valor mais alto em consumo de fio de algodão, assim como a maior produção anual de cotins.<br />Curiosidade:<br />Actualmente, é impossível andar pela vila de Ribad`Ave sem esbarrar em referências ao empresário Narciso Ferreira.<br />
  9. 9. A fábrica Sampaio, Ferreira & Cª<br />Legalizada por escritura de 24.06.1896, com a designação Fábrica de Fiação, Tecidos e tinturaria de Ribad`Ave.<br />Surge pela ligação do empresário Narciso Ferreira com Joaquim Alves de Oliveira, José Augusto Dias, Ortigão Sampaio e J.Fernandes Machado. <br />Foi a primeira grande unidade industrial do concelho de Vila Nova de Famalicão, sendo a grande impulsionadora do pólo industrial de Ribad`Ave.<br />Em 1908, começa a erguer-se a fábrica Oliveira, Ferreira & Cª, produtora de telas para estamparia e flanelas.<br />Seguem-se outras empresas, constituídas pela descendência de Narciso Ferreira, nomeadamente a Ferreira & Irmão e a D. Ferreira, Ldª.<br />
  10. 10. “Representada como o símbolo do pólo algodoeiro de Ribad&apos;Ave e vizinhanças, sucessivamente ampliada, gerida com mão-de-ferro, não faltando as polémicas com as associações operárias, nem as acções de tipo paternalista, através de uma importante obra social (hospital, creche, escolas, bairro), a Sampaio, Ferreira & Cª foi também uma fábrica-escola, empregando sucessivas gerações de operários…”<br />Jorge Fernandes Alves-Ribad`Ave na memória da indústria algodoeira<br />
  11. 11. O Declínio…<br />Este quadro social e fabril conheceu profundas alterações no pós-25 de Abril de 1974, em que a ordem estabelecida se esbateu e as indústrias começaram a sofrer na pele os efeitos de um novo ordenamento social e económico. <br />Esta situação, aliada à conhecida “crise do Vale do Ave”, explica as alterações vividas em finais do século XX nas empresas de Ribad`Ave, que em tempos contribuíram para a estruturação de um território, impulsionado pela tecelagem e fiação.<br />
  12. 12. Informação recolhida de:<br />Jorge Fernandes Alves (1999) Ribad`Ave na memória da indústria algodoeira. Vila Nova de Famalicão: Câmara Municipal, [http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/1193.pdf, acedido em Janeiro de 2010].<br />

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