Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviais

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Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviais, rios e sistemas fluviais, aspectos das suas dinâmicas e funcionalidades

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Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviais

  1. 1. Geometria Hidráulica de Canais Fluviais Éderson Dias de Oliveira RAMOS, Catarina. Programa de Hidrogeografia, Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, Lisboa, 2005 “todos os rios correm para o mar, e o mar nunca está cheio. Do lugar de onde os rios vieram, para lá eles voltam a correr” (Eclesiastes, 1:7)
  2. 2. Geomorfologia fluvial: breve aspectos da geometria hidráulica  Os sistemas fluviais são dotados de uma dinâmica própria que reflete na esculturação do relevo, sendo a geomorfologia fluvial a ciência capaz de subsidiar uma análise consistente desse sistema.  A geomorfologia fluvial é definida como o estudo dos cursos fluviais, as formas resultantes do escoamento das águas, as características geológicas, hidrológicas, climáticas e de ocupação do solo que condicionam o regime hidrológico. (Guerra e Cunha, 2009).  Nesse ínterim, o conhecimento da fisiografia fluvial (os tipos de leito, os elementos da seção transversal, os débitos fluviais, a rede de drenagem e os processos fluviais de erosão, transporte e deposição) é de suma importância para a compreensão da morfologia fluvial.
  3. 3.  O sistema fluvial muda em resposta aos aspectos climáticos, geológicos e as características e dinâmicas geomorfológicas (incluindo as ações antrópicas) que ocorrem ao longo do tempo/espaço na BH.  A escala temporal varia desde o tempo “profundo” até o tempo “recente” como da escala humana, com destaque para as intervenções antrópicas que tem se acentuado a partir do século XVIII.  Também os sistemas fluviais apresentam uma diversidade espacial, podendo ser constituídos por áreas de drenagem / rios de milhares de km até áreas / rios de apenas alguns metros.
  4. 4.  Na BH os canais se ajustam aos débitos que fluem por meio de determinada seção.  As suas dimensões são controladas pelo equilíbrio entre as forças erosão / entalhamento e de deposição / agradação ao longo das margens e leitos.  Sua dinâmica também está atrelada ao ciclo hidrológico, que por meio dos escoamentos superficiais e subterrâneos, possibilitam o suprimento dos débitos fluviais (CHRISTOFOLETTI, 1981).  Com relação aos aspectos fisiográficos do canal, várias pesquisas têm trabalhado com a geometria hidráulica, que investiga a morfologia dos canais fluviais.  É considerada como um modelo empírico, tendo como vanguarda Leopold e Maddock (1953), objetivando analisar as características de comportamento do canal.
  5. 5.  A geometria hidráulica considera que a vazão é uma variável independente e dominante que age como modificadora dos possíveis ajustamentos sofridos pelo canal fluvial.  Portanto, o fluxo juntamente com o material sedimentar (granulometria do material e a rugosidade do leito) são elementos importantes na estruturação fisiográfica dos canais fluviais.  Os estudos da geometria hidráulica envolvem as variáveis da seção transversal como: largura, profundidade, velocidade, vazão, declividade superficial da água e do leito, área, perímetro molhado e raio hidráulico (Figura a seguir).
  6. 6. Morfometria do canal de escoamento  No curso fluvial no sentido montante jusante, à medida que seus tributários são encontrados ocorre o aumento da área de drenagem e acréscimo de sua vazão.  Ao mesmo tempo, ocorrem mudanças na declividade, no transporte de sedimentos, tipo de material do leito, entre outras mudanças nas propriedades geométricas do canal fluvial (LEOPOLD et al., 1992).
  7. 7. • Leitos Fluviais: se referem a uma feição morfológica com uma dinâmica própria. Considerando a frequência das descargas e a topografia dos cursos fluviais, são classificados de acordo com o nível que ocupam na seção transversal (Guerra e Cunha, 2009). • Dessa forma, ao longo da seção transversal há os leitos de vazante, leito menor (cheia) e o leito maior (inundação), correspondendo estes ao espaço ocupado pelo escoamento das águas. Tipos de leito de um canal fluvial
  8. 8. • O leito de mais fácil visualização é aquele ocupado pela vazão fluvial de baixa magnitude, ou seja, o leito de vazante. • Este se refere à calha onde o rio percorre a maior parte do ano, sendo utilizado para o escoamento fluvial de pequeno caudal, serpenteando entre as margens do leito menor, acompanhando o talvegue. • Fora deste, têm-se o leito menor também denominado de calha principal, sendo a área de abrangência das cheias, trata- se de um leito bem delimitado, encaixados entre as margens. • Com a ocupação de uma área mais abrangente ainda há o leito maior (também denominado de calha secundária, área marginal, planície de inundação, leito periódico ou sazonal, planície aluvial ou várzea).
  9. 9. • Esse leito é ocupado pelas inundações, que se trata de enchentes extraordinárias com longo período de retorno (Enomoto, 2004; Eckhardt, 2008). Enchentes e Inundações • O débito do canal fluvial é condicionado pelos processos hidrometeorológicos que influencia na dinâmica do regime fluvial ao longo do ano hidrológico. • Há também outras condicionantes da BH como: geometria da bacia, relevo/declividade, tipo de solo, cobertura vegetal, capacidade e densidade de drenagem (TUCCI, 2000). • Os canais fluviais apresentam uma dinâmica própria com relação à variação dos níveis das águas e das respectivas vazões ao longo do ano junto a uma determinada seção.
  10. 10.  O período em que o leito fluvial é ocupado pelas águas baixas se refere ao débito fluvial de vazante, esse tipo de vazão acompanha a linha de maior profundidade do canal (talvegue) e ocorre na maior parte do ano (GUERRA, 1993). – (Figura a seguir).  Os termos enchentes e cheias possuem o mesmo significado, correspondendo, portanto as mesmas magnitudes de vazões fluviais, no entanto o termo inundação é diferente, apesar de ser tomado frequentemente como sinônimo de enchente ou cheia (FISRWG, 1998).  Contudo, quando há o acréscimo significativo da vazão, surgem algumas incertezas quanto aos termos enchentes, inundações e cheias.
  11. 11.  Kobiyama e Goerl (2011) salientam que: as palavras cheia e enchente têm como origem o verbo encher, do Latim implere, que significa: ocupar o vão, a capacidade ou a superfície de; e tornar cheio ou repleto. Tipos de Leitos: vazante, enchente e inundação - Adaptado de Fisrwg (1998)
  12. 12.  Quando as águas do rio elevam-se até a altura de suas margens, contudo, sem transbordar nas áreas adjacentes, é correto dizer que ocorre uma enchente.  A partir do momento em que as águas transbordam, ocorre uma inundação.  As enchentes (ou cheias) referem-se a um fenômeno natural que faz parte da dinâmica natural do curso fluvial.  Estas ocorrem em períodos de chuvas mais prolongados, quando há um acréscimo da descarga fluvial, permitindo que o leito de vazante (ocupado pelo rio a maior parte do ano) seja extrapolado.
  13. 13.  Como decorrência disso o leito menor é todo preenchido pelo débito fluvial, contribuindo para uma elevação temporária do nível d’ água normal.  Já a inundação em termos gerais, trata-se de um fluxo relativamente alto que ultrapassa a capacidade do canal.  Uma das características da inundação é o extravasamento das águas da seção de margens plenas para as planícies adjacentes, em virtude do débito ser superior a capacidade de descarga da calha principal (leito menor).
  14. 14. • Enfim, tanto as enchentes como as inundações não são necessariamente sinônimas de desastre, mas se referem a processos hidrológicos dos ambientes lóticos. • Esses eventos são por si só, fenômenos naturais que apresentam certa regularidade (período de retorno), com uma área de atuação ao longo dos rios. • No entanto, quando esses têm sua adja- cência ocupada pelo homem, os riscos e desastres são potencializa- dos (Enomoto, 2004).
  15. 15. Seção Transversal  Ao longo de uma seção transversal há elementos geométricos de importância básica para o estudo do sistema fluvial.  A figura a seguir apresenta os principais aspectos geométricos da seção transversal e sua descrição. Variáveis morfológicas de uma seção transversal - Fernandez (2004)
  16. 16. • A dimensão das variáveis geométricas da seção transversal, não são arbitrárias, ou seja, resultam da interação de fatores relacionados à carga de detritos, suas dimensões médias, quantidade, litologia, formas deposicionais e fluxo d’água. • Quando as características das águas ou detritos são alteradas por mudanças antrópicas; climáticas ou da cobertura vegetal na BH, o sistema do canal se ajusta para um novo conjunto de condições. • A variação do ajuste do canal favorece o avanço do débito fluvial na direção das planícies adjacentes ao longo do leito principal durante os eventos de inundações (DUNNE e LEOPOLD, 1978).
  17. 17. • À medida que se eleva o nível das águas, há aumento da velocidade e da força de cisalhamento, promovendo o entalhamento do canal. • Inversamente, a diminuição gradativa no volume do fluxo vai permitindo a deposição da carga sedimentar transportada pelo rio, favorecendo a elevação do nível do leito. Margens plenas (Bankfull) • Na análise das seções transversais do canal fluvial uma das características mais importantes se refere ao nível de margens plenas.
  18. 18.  Segundo, Wolmam e Leopold (1957) o nível de margens plenas corresponde a um plano horizontal no qual a descarga líquida preenche na medida justa a seção do canal fluvial antes de ultrapassar em direção à planície de inundação.  Esse nível demarca o limite entre os processos fluviais que modelam o canal e os que constroem a planície de inundação.
  19. 19.  Trata-se de um nível com grande significado hidrogeomorfológico, sendo possível identificar em campo, pois ao contrário do nível do fluxo fluvial as margens plenas possuem certa “estabilidade”, sendo, portanto apropriado os estudos que as levem em consideração.  Umas das metodologias (há 11) muito usada para definição é a análise da morfologia da seção transversal, definida como o nível topográfico situado na parte superior do canal fluvial, onde é nítida a formação da planície adjacente.  A definição de margens plenas é relativamente simples, todavia quando se busca interpretar sua aplicabilidade/delimitação em campo surgem muitas dificuldades.
  20. 20.  Trata-se do nível superior do leito principal capaz de dar suporte a vazão que preenche a capacidade total do canal fluvial.  Christofoletti (1981) defende que o tempo de retorno de 1,58 anos de intervalo no sistema fluvial, corresponde ao estágio das cheias, sendo definido como o nível de margens plenas.
  21. 21. Geometria hidráulica ao longo do perfil longitudinal fluvial  Os métodos de trabalhos envolvendo a geometria hidráulica podem ser estudados de duas maneiras: em determinada seção transversal ou ao longo do perfil longitudinal do canal fluvial / crono-corologia;  Já a geometria hidráulica ao longo do perfil longitudinal prevê a adaptação do tamanho e da forma do canal de acordo com a variação da vazão ao longo do canal (montante- jusante) (FERGUSON, 1986 apud GRISON, 2010).  A primeira prevê as mudanças na largu- ra, profundidade e velocidade com a variação da vazão.
  22. 22.  Os canais fluviais com suas propriedades geométricas não alteradas, tendem a manter certa proporcionalidade nas variáveis contidas na seção transversal e no perfil longitudinal.  Os sistemas fluviais apresentam alguns elementos que auxiliam no ajuste do canal como: zonas ripárias; rugosidade da seção transversal; sinuosidade (meandros); material de leito e suspensão; cobertura vegetal do solo na BH, entre outros.
  23. 23. • A análise da geometria hidráulica ao longo do perfil longitudinal em nível de margens plenas é valiosa para engenheiros hidrólogos, geomorfólogos e biólogos, que participam dos processos de restauração e proteção dos rios (Fernandez, 2003). • Leopold e Maddock (1953) colocam que a geometria hidráulica ao longo do perfil longitudinal pode ser estabelecida a partir da vazão em nível de margens plenas. • A maneira como esses parâmetros variam no sentido montante-jusante pode ser descrito pela geometria hidráulica do canal (Charlton, 2008).
  24. 24.  Esses estudos permitem inferir o estado de ajuste dos canais fluviais, sendo essenciais para tratar da dinâmica envolvendo a vazão fluvial e a descarga de sedimentos.  Os mesmos possibilitam avaliar o ajuste das propriedades hidráulicas fluviais, principalmente, em áreas urbanas.
  25. 25. Urbanização e o crescimento espacial urbano Fenômeno na região tropical do planeta espontâneo (Christofoletti, 1997 e Drew, 1994). 19 32 53 82 111 138 161 33 39 42 39 36 32 30 0 15 30 45 60 75 90 105 120 135 150 165 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 População(milhões) Anos (década) População Urbana População Rural Fonte: IBGE, 2010 Crescimentodapopulaçãourbanaeruralno Brasilentre1950e2010
  26. 26. Efeitos da dinâmica urbana na hidrogeomorfologia fluvial  alteração morfológicas dos canais;  mudanças no padrão de drenagem;  ocorrência de inundações;  acúmulo de resíduos sólidos;  lançamento de efluentes.
  27. 27. Efeitos adversos da urbanização nos sistemas fluviais Variam de acordo com o nível de planejamento e o grau de urbanização, sendo definido em três etapas (Wolman, 1967): • Fase I – estágio de equilíbrio sem alterações significativas no ambiente; • Fase II – implantação da infraestrutura urbana – potencialização da produção de sedimentos; • Fase III – consolidação da urbanização com predomínio de superfícies impermeáveis. I II III
  28. 28. Efeitos no sistema encosta/vertente * Compactação; * Impermeabilização; “Alteração do equilíbrio hidrodinâmico das vertentes - processo natural da precipitação - infiltração - percolação”. Comportamentodofluxopluvialemáreas naturaiseurbanizadas.
  29. 29. Efeitos nos sistemas fluviais *Incremento significativo de água no fundo de vale - Benetti e Bidone (2001) águas pluviais - efeito de lavagem superficial que drena, impurezas e detritos das ruas e pavimentos. Alteraçõeshidrológicaspelaurbanização-Fonte:Marsh(1983);
  30. 30. Estudo de caso sobre efeitos urbanos em canais fluviais – sedimentação/poluição de trechos fluviais Wolman e Schick (1967) produção de sedimentos de construções – assoreamento; sedimentos de orgânicos (galho, pedaços de madeira, móveis e etc.) - entupimento das redes de drenagem. Graf (1975) Denver – EUA constatou que na “fase II” da urbanização a produção de sedimentos aumentou em até trinta vezes acima do normal. Tucci e Braga (2000) consolidação urbana - redução na produção da carga de sedimentos – incremento de materiais tecnogênicos.
  31. 31. Inundações - de um fenômeno natural para um artificial  Aumento da frequência e intensidade; Ocorrência de desastres; Efeitosnosistemafluvialdevido aoavançourbano-Fonte: AdaptadodeTucci(2003)
  32. 32. Estudo de caso – desajuste da morfologia fluvial Bacia Hidrográfica do Rio Cascavel – Guarapuava PR
  33. 33. R² = 0,77 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 Profundidademédia(m) Área de drenagem (km²) R² = 0,72 1.2 1.7 2.2 2.7 3.2 3.7 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 Largura(m) Área de drenagem (km²) R² = 0,88 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 Vazão(m³/s) Área de drenagem (km²) R² = 0,89 0.5 1.1 1.7 2.3 2.9 3.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 Áreadaseção(m²) Área de drenagem (km²) Relações entre as propriedades geométricas do canal fluvial - área rural A geometria hidráulica descreve a relação entre variáveis contidas na seção transversal que se comportam de maneira alométrica.
  34. 34. Coeficiente de correlação R² = 0,488 1 3 5 7 9 11 13 15 17 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Áreadaseção(m²) Área de drenagem (km²) R² = 0,496 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Largura(m) Área de drenagem (km²) R² = 0,499 0 5 10 15 20 25 30 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Vazão(m³/s) Área de drenagem (km²) R² = 0,252 0.4 0.7 1.0 1.3 1.6 1.9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Profundidademédia(m) Área de drenagem (km²) Relações entre as propriedades geométricas do canal fluvial - área urbana
  35. 35.  Construção de diques e margens artificiais.  Alargamento e aprofundamento: alteração das propriedades geométricas da seção transversal;  Limpeza do canal: declividade rugosidade;  Retificação: suavização dos meandros; • Canalização – conjunto de obras de engenharia para exportar os resíduos líquidos urbanos.
  36. 36. Petts e Amoros (1996) - sinuosidade natural é de 10 a 100 vezes a sinuosidade artificial; Diminuição do Tc, erosão montante e jusante. Variaçãodohidrogramaunitárioemrelaçãoao graudasinuosidadefluvial-Fonte:NETTO,2004
  37. 37.  Dias-Oliveira et. al. (2010) Arroio Carro Quebrado / Guarapuava – encontrou desajustes alometricos das propriedades geométricas do canal retificados - não proporcionalidade a jusante.  Fernandez (2004) Marechal Cândido Rondon - encontrou desajuste nas relações entre a área da bacia e as propriedades geométricas das seções transversais.  Vieira e Cunha (2006) Teresópolis- RJ – encontrou desproporcionalidade dos canais em direção à jusante - obras setoriais - pontos assoreados. Correlações fracas e negativas - r² = - 0,67 à r² = 0,28.
  38. 38. Aumento da densidade de drenagem Rede de drenagem e uso da terra da bacia do córrego Siriema, Jandaia do Sul
  39. 39. Ações preventivas e mitigadoras  Planos diretores de drenagem  Medidas estruturais - envolvem obras de engenharia hidráulicas de porte com elevado custo de implantação. Restauração fluvial das condições naturais em um córrego em Sidney, Austrália Fonte: Frost (2002) apud Canholi (2005, p. 64)
  40. 40. Medidas não-estruturais – buscam controlar o uso e ocupação do solo (várzeas) - efeitos das inundações.  instalação de estações de monitoramento da qualidade da água e do regime fluvial – “respostas ambientais”;  intervenção nos canais subdimensionados – inundações;  colocação de parques lineares nas áreas ribeirinhas;  instalação, ajustes e manutenção de dissipadores de energia na rede de drenagem, a fim de minimizar os impactos da morfologia fluvial;
  41. 41.  Carmo (2003) Belford Roxo (RJ) – aumento de erosão ao longo das margens em decorrência do despejo de redes pluviais e cloacais - instabilidade no material das margens/leitos.  Cicco e Arcova (1999) - dizimação e ocupação urbana das zonas ripárias - sistema radicular da vegetação - resistência mecânica do solo e estabilização das margens – rugosidade.  Dunne e Leopold (1978) - os canais urbanos de 1ª ordem são aterrados, canalizados ou desviados, minimizando o retardamento do escoamento superficial, repassando o problema a jusante.
  42. 42.  Chin (2006) notou que em 75% de várias áreas urbanas do planeta houve alargamento de canais e do tamanho médio dos sedimentos.  Amaral e Thomaz (2008) as áreas de alagamentos na cidade de Guarapuava são aquelas próximas ao centro da cidade - impermeabilização.
  43. 43. Efeitosdaurbanizaçãonossistemasfluviaiseciclodaágua

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