Tanatologia aula

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Tanatologia aula

  1. 1. TANATOLOGIA
  2. 2. TANATOLOGIA FORENSEEstudo da morte e desuas consequências.
  3. 3. Definição de morte• Cessação definitiva de todos os fenômenos vitais Processo progressivo e não instantâneo
  4. 4. Quanto a extençãoCelular ou histológica.• células• tecidos• órgãos• sistemasAnatômica• organismo
  5. 5. Quanto ao processamento• Súbta• Agônica
  6. 6. Quando a reversibilidade• Aparente• Relativa• Real ou Absoluta
  7. 7. MORTE APARENTE• Estados patológicos que simulam a morte• O indivíduo se mantém vivo por tênues sinais vitais• Características (Tríade de Thoinot):- Imobilidade- batimentos cardíacos imperceptíveis- movimentos respiratórios imperceptíveis
  8. 8. MORTE APARENTE• -Classificação de Bonnet (quanto à origem):- Sincopai (perturbação cardiovascular, encefálica ou metabólica)- Asfíctica- Tóxica- Apoplética (hemorragia de artéria encefálica)- Traumática- Eletrocútica- Comatosa
  9. 9. MORTE RELATIVA• Estado temporário de morte-Parada “cárdio-respiratória”-Passível de reanimação
  10. 10. MORTE REAL OU ABSOLUTA• Ausência definitiva das atividades biológicas• Inatividade encefálica
  11. 11. Momento da morte Parada cárdio-respiratória irreversível. Morte cerebral ou encefálica.• 1. Lei n° 8489/94 - Lei dos transplantes e retirada de órgãos para fins terapêuticos ou científicos.• 2. Lei n° 9434/97 - art. 4o: caracterização do doador presumido.• 3. Lei n° 10.211/01 - Altera a Lei n° 9434/97 e condiciona a retirada de órgãos à autorização do cônjuge ou parente de maior idade na sucessória reta ou colateral
  12. 12. Morte cerebral X morte encefálicaResolução CFM 1480/97• Coma aperceptivo com ausência de atividade motora supraespinal e apneia.-Exames clínicos e laboratoriais-Médicos diferentes
  13. 13. Quanto a causa jurídicaMORTE NATURAL: IML:- Oriunda de um estado mórbido ou de uma • MORTE SUSPEITA perturbação congênita. Dúvidas, ainda que momentâneas. •- Geralmente tem instalação lenta e endógena. MORTE VIOLENTA Geralmente tem instalação abrupta e exógena. • MORTE ACIDENTAL - Acidentes de tráfego, ferroviários, aeroviários - Queimaduras, quedas, acidentes de trabalho, etc. • MORTE CRIMINOSA - Homicídio. • MORTE VOLUNTÁRIA - Suicídio.
  14. 14. MORTE NATURAL Não são de competência dos IML• Mortes ocorridas em hospital• Mortes ocorridas em residências-Código de Ética Médica - Art. 115: “É vedado ao médico deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência médica, exceto quando houver indícios de morte violenta”.• Mortes ocorridas em locais onde não existem médicos-Lei 6015 dos Registros públicos: "... Duas pessoas que tenham presenciado ou certificado a morte” podem promover o seu registro.
  15. 15. TERMOS UTILIZADOS• Necropsia (necroscopia, autópsia, tanatoscopia, tanatopsia)• Inumação e Exumação• Morte Presumida• Comoriência e Primoriência
  16. 16. FORMALIDADES• NECROPSIA CLÍNICA-Mortes naturais (enfermidade e sem nenhuma suspeita)-Termo de permissão dos familiares ou responsáveis• NECROPSIA FORENSE OU OBRIGATÓRIA-Independe de autorização dos familiares ou responsáveis
  17. 17. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  18. 18. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  19. 19. FENOMENOS ABIOTICOS IMEDIATOS -Inconsciência ■Insensibilidade ■Imobilidade e abolição do tônus muscular - Face hipocrática (máscara da morte) - Inércia - Relaxamento dos esfíncteres - Dilatação das pupilas (midríase) -Cessação da respiração Cessação da circulação www.malthus.com.br
  20. 20. FENOMENOS ABIOTICOS IMEDIATOS -Inconsciência ■Insensibilidade ■Imobilidade e abolição do tônus muscular - Face hipocrática (máscara da morte) - Inércia - Relaxamento dos esfíncteres - Dilatação das pupilas (midríase) -Cessação da respiração Cessação da circulação www.malthus.com.br
  21. 21. FENOMENOS ABIOTICOS IMEDIATOS -Inconsciência ■Insensibilidade ■Imobilidade e abolição do tônus muscular - Face hipocrática (máscara da morte) - Inércia - Relaxamento dos esfíncteres - Dilatação das pupilas (midríase) -Cessação da respiração Cessação da circulação www.malthus.com.br
  22. 22. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  23. 23. Desidratação (Evaporação tegumentar) -P erda de massa corporal -Pergaminhamento da pele -Dessecamento da mucosa dos lábios -Modificações dos globos oculares ♦ Tela viscosa (Sinal de Stenon - Louis) ♦ Perda da tensão do globo ocular (Sinal de Louis) Turvação da córnea transparente ♦ Mancha negra da esclerótica (Sinal de Sommer e Larcher) ♦ Após 8 horas da morte - pressão digital do globo ocular ult) deforma a íris e a pupila (Sinal de Ripault)
  24. 24. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  25. 25. Livores cadavéricos ou Manchas de hipóstase- Partes mais baixas do cadáver (ação da gravidade)-Im p o rta n te s para diagnóstico da realidade da morte, para a estimativa do tempo de morte e para estudo da posição do corpo-C ro n o lo g ia e tonalidade variáveis (p. ex.: temperatura, doenças, intoxicação por CO) ♦ Início - 30 minutos a 4 horas ♦ Fixos - em torno de 12 horas- Hipóstases viscerais ♦ pulmões, rins, intestinos e encéfalo
  26. 26. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  27. 27. Rigidez cadavérica-P re ce d id a de relaxamento m uscular generalizado(imã ATP (un ácido lácticodino u) iç ae) mt o-L e i de Nysten-Sommer (n(aparecimento) d iu mio çã )-R egra de Thoinot (n(desaparecimento) d iu m io çã )-In íc io após 1 hora-G eneraliza-se entre 2 e 3 horas- Máximo após 8 horas- Fim após 24 horas-Im p o rtâ n cia : diagnóstico da morte, determinação do tempo da morte-S o fre influências de fatores extrínsecos e intrínsecos
  28. 28. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  29. 29. Resfriamento (???)Equilíbrio - Termômetro - reto -1 0 cm - Rentoul e Smith H = N - C , onde: 1,5 H = tempo calculado N = t. retal normal (37,2 °C) C = temperatura retal do cadáver -Situações especiais ♦ Obesos, roupas ou ambientes fechados - resfriamento mais lento ♦ Crianças e velhos - resfriamento mais rápido
  30. 30. Espasmo cadavérico - Manutenção da última atitude adotada antes de morrer, fixada até a instalação da rigidez cadavérica - Difere da rigidez cadavérica, pois esta se instala progressivamente
  31. 31. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  32. 32. FENÔMENOS ABIÓTICOS TRANSFORMATIVOS - DESTRUTIVOS -AU TÓ LISE ♦ Destruição das células pela ação descontrolada das enzimas dos lisossom os - reações químicas anaeróbicas ♦ Nenhuma interferência bacteriana www.malthus.com.br
  33. 33. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  34. 34. MACERAÇAO■ Processo especial de transform ação que o feto sofre no útero materno, do 5o ao 9o mês de gestação (cavidade asséptica e cheia de líquido)■ Fetos retirados do útero post-m ortem - maceração asséptica- Cadáveres m antidos em meio líquido sob a ação de germes - maceração séptica. Descolamento de amplos retalhos de tegumentos cutâneos Vísceras róseo-pardas: hemoglobina - hemólise* Alguns autores classificam a maceração dos fetos como fenômeno conservador www.malthus.com.br
  35. 35. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  36. 36. FENÔMENOS ABIÓTICOS TRANSFORMATIVOS -PUTREFAÇAO ♦ Decomposição ferm entativa da matéria orgânica por ação de diversos germes ♦ Intestino é geralmente o ponto de partida ♦ Recém-nascidos: putrefação invade todas as partes MANCHA VERDE ABDOMINAL A utólise favorece a proliferação da flora saprófita ♦ Enzimas bacterianas decompõem protídeos, glicídios e lipídios, com produção de gases (metano, gás sulfídrico, gás carbônico, amônia e mercaptanas)
  37. 37. PUTREFAÇÃO-temperatura, aeração, higroscopia, idade, causa mortis, constituição1 no ar = 2 na água = 8 no solo Mais rápida: ♦ Recém-nascidos ♦ Obesos ♦ Vítimas de infecções e grande mutilações ipertermia ♦ Qualquer condição que cause hipertermia
  38. 38. ■PUTREFAÇÃO -Temperatura muito alta ou muito baixa - retarda ou pára a putrefação; abaixo de 0°C ela não se inicia -A r seco e ventilação mumificação -Um idos ♦ => Saponificação ♦ => Maceração www.malthus.com.br
  39. 39. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  40. 40. FASE DE COLORAÇÃO ou CROMÁ TICA■ Começa - mancha verde abdom inal■ Início: 18-24 horas após a m orte no verão; 36-48 horas no inverno■ Término: 7-12 dias• Com o passar do tempo esta coloração se espalha p o r todo o corpo Tonalidade verde-enegrecida é devido a formação do hidrogênio sulfurado que vai se com binar com a hemoglobina, resultando em sulfom etem oglobina
  41. 41. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  42. 42. O FASE GASOSA OU ENFISEMA TOSA — Do in te rio r do corpo surgem gases da putrefação (H2S, NHJ 3 com bolhas na epiderme , de conteúdo , ) líquido hemoglobínico, provocando descolamento da epiderme — Aumento do volume corporal - posição de boxeador ou lutador — Gases fazem pressão sobre o sangue, que foge para a periferia, esboçando na derme o desenho vascular conhecido como Circulação Póstuma de Brouardel (36-72 horas após a morte) www.malthus.com.br
  43. 43. FASE GASOSA OU ENFISEMA TOSA— Início: entre 2 e 3 dias; térm ino: cerca de 30 dias— Máxima intensidade: 5-7 dias— Proiapso de reto, útero, eliminação de líquido avermelhado pelas narinas e boca, protrusão dos globos oculares, protrusão da língua— Vísceras maciças: am olecim ento e numerosas cavidades de pequeno porte— Perda de fâneros
  44. 44. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  45. 45. FASE COLIQUATIVA -Dissolução pútrida do cadáver, com desintegração progressiva dos tecidos -Corpo perde sua forma, esqueleto fica recoberto por massa de putrilagem -Surge grande número de larvas de insetos -Varia com as condições do corpo e do terreno -Início: 2-3 semanas após o óbito -Término: variável, conforme condições ambientais - em torno de 2 meses
  46. 46. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  47. 47. FASE DE ESQUELETIZAÇÃO -Influências de condições climáticas e ambientais (ar livre, solo, água) -In ício : em geral entre a 3a e a 4a semana após o óbito -Térm ino: extremamente variável: cerca de 6 meses (???)
  48. 48. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  49. 49. SAPONIFICAÇÃO OU ADIPOCERA• Transformação do cadáver em substância de consistência untuosa, mole e quebradiça• Meio quente, pouco arejado e úmido (água estagnada e solo argiloso)- Mais comum - pessoas gordas;• Pode acom eter apenas alguns segm entos do corpo- Tonalidade varia entre amarelo, cinza e rosa, com aparência de cera ou sabão- Não é processo inicial, surgindo depois de um estágio mais ou menos avançado de putrefação- Surge em geral após a 6a semana depois da morte- Favorece o exame p o r preservar lesões e viabilizar a identificação
  50. 50. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  51. 51. MUMIFICAÇÃO■Desidratação intensa• Meio quente, arejado e seco• Mais comum - pessoas magras e crianças- Peso e volume reduzidos• Pele - ondulada, endurecida, aspecto de couro, coloração parda • Pode acometer apenas alguns segmentos do corpo ■Favorece o exame por preservar lesões e viabilizar a identificação www.malthus.com.br
  52. 52. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  53. 53. CORIFlCAÇÃO Extremamente rara DalIa Volta em 1985 - cadáveres em urnas metálicas fechadas hermeticamente, principalmente zinco Pele couro curtido recentemente, abdome achatado e deprimido, musculatura e TCSC preservados e órgãos amolecidos e conservados www.malthus.com.br
  54. 54. FENÔMENOS CADAVÉRICOS. ■1. Abióticos imediatos • Putrefação2. Abióticos consecutivos ^ Cromática • Desidratação ^ Gasosa • Livores hipostáticos r- Coliquativa • Rigidez ^ Esqueletização • Resfriamento Conservadores3. Abióticos transformativos Saponificação Destrutivos Mumificação • Autólise • Corificação Maceração • Calcificação
  55. 55. CALCIFICAÇAO ■Extremamente rara ■Petrificação ou calcificação do corpo ■Geralmente fetos mortos e retidos na cavidade uterina (litopédios) ■Ainda mais rara em adultos e menores www.malthus.com.br
  56. 56. FAUNA CADAVÉRICA:No início da coloração ■O rifícios naturais ■ TraumasDípteros (moscas)Coleópteros (besouros)Ortópteros (baratas)Himenópteros (formigas)Lepidópteros (mariposas e borboletas) ■Fauna = insetos, ácaros, aves e mamíferos
  57. 57. CRONOTANATOGNOSE Conceito: Espaço de tempo verificado em diversas fases do cadáver e o momento exato em que se verificou o óbito3 R e s fria m e n to d o c a d á v e r Conteúdo estomacal3 Livores cadavéricos 3 Conteúdo da bexiga3 Rigidez cadavérica 3 Fundo de olho3 Gases de putrefação 3 Líquido cefalorraquidiano3 Perda de peso 3 Restauração da pressão3 M a n c h a v e rd e a b d o m in a l intra-ocular3 Circulação Póstuma de 3 Fauna cadavérica Brouardel3 Cristais no sangue 3 Concentração de potássio putrefeito no hum or vítreo Crioscopia do sangue 3 Mobilidade de3 Crescimento dos pêlos da espermatozoides barba 3 F FASES DAPUTREFAÇÃO
  58. 58. CRONOTANATOGNOSEResfriamento do cadáver ■Primeiras três horas - queda de 0,5°C • Da quarta hora em diante - queda de 1,0°C até equilibrar-se com o ambiente • Diversas fórmulas e estudos ■Na realidade, pode não ocorrer www.malthus.com.br
  59. 59. CRONOTANATOGNOSELivores cadavéricos ■Surgem cerca de 30 minutos a 3 horas após a morte ■Fixam-se em torno de 12 horas após o óbito
  60. 60. CRONOTANATOGNOSER ig id e z c a d a v é ric a ■Aparecimento pode ser tardio ou precoce ■Lei de Nysten-Sommer - Mandíbula e nuca - 1a a 2a horas após a morte - Membros superiores - 2a a 4a horas após a morte - M úsculos torácicos - 4a a 6a horas após a m orte - Membros inferiores - 6 a a 8a horas após a m orte ■Desaparece na mesma seqüência ■Finalizando cerca de 24 a 48 horas após o óbito • Fatores intrínsecos e extrínsecos (crianças e velhos, caquexia, robustez, temperatura, etc.)
  61. 61. CRONOTANATOGNOSEGases da putrefação (Brouardel) - 1o dia = gases não inflamáveis ■ Do 2o ao 4o dia = gases inflam áveis • Do 5o dia em diante = gases não inflam áveisPerda de Peso ■ Recém-nascidos e crianças - média de 8 g/K g de peso p o r dia nas prim eiras 24 horas após a morte ■A dulto - 10 a 18 g/K g de peso p o r diaM a n c h a v e rd e a b d o m in a l ■ Surge entre 18 a 24 horas após a morte • Se estende p o r todo o corpo depois do 3o ao 5o diaCirculação póstuma de Brouardel ■Aparece entre 36 a 72 horas após a morte
  62. 62. CRONOTANATOGNOSECristais no sangue putrefeito - Cristais de Westenhófer-Rocha-Valverde ■ Surgem depois do 3o dia de morte • Podem perm anecer no sangue até 35 dias depois da morteCrioscopia do sangue ■Ponto de crioscopia norm al do sangue = - 0,57°C • Aplica-se a regra de três quando se souber o ponto de crioscopia do cadáver“Crescimento” dos pelos da barba • Pêlos da barba crescem 0,021 mm/h (Baltazard) ■ D ivid ir o com prim ento encontrado depois da morte p o r esta cifra
  63. 63. CRONOTANATOGNOSEConteúdo estomacal ■Alim entação pesada - 5 a 7 horas - Refeição média - 3 a 4 horas ■ Refeição leve - 1h e meia a 2 horas ■ Drogas e álcool comprometem o esvaziamento gástrico ■Doenças com o úlcera péptica e diabete também retardam a digestibilidade - Diazepam, M etroclopram ida e laxativos - aceleram-naConteúdo da bexiga - Só válida quando é conhecida a hora em que o indivíduo se recolheu (Mortes noturnas) - Bexiga vazia - induz hipótese de m orte nas prim eiras duas horas ■Bexiga cheia - 4 a 8 horas
  64. 64. CRONOTANATOGNOSEFundo de olho ■ Tabela de Reimann e Prokop - relaciona o tempo de m orte com a fragmentação da coluna sangüínea, o aparecimento do anel isquêm ico perivascular e o desaparecimento dos vasos sanguíneos começando pelas arteríolas, vênulas, artérias até as veiasLíquido cefalorraquidiano Fórmula idealizada p o r SchourupRestauração da pressão intraocular • indicado para as prim eiras 24 horas. Idealizado pelo Professor Armando Canger Rodrigues www.malthus.com.br
  65. 65. CRONOTANATOGNOSEFauna cadavérica ■Entomologia forense trata do estudo e da aplicação dos insetos e dos outros artrópodes relacionados com o interesse da Justiça, principalmente no que diz respeito ao diagnóstico da estimativa do tempo de morte ■Cadáveres expostos e inumados ■Importância da determinação da cronologia da morte apenas nos casos expostos ao ar www.malthus.com.br
  66. 66. CRONOTANA TOGNOSEFases da putrefação 14d 21d 30d 60d 180d18h 12dCOLlORAÇAO GASOSA ESQUELETIZAÇÃO
  67. 67. CALENDÁRIO DA MORTE - CRONOTANATOGNOSECorpo flácido, quente e sem livores - menos de 2 horasRigidez de nuca e mandíbula - de 2 a 4 horasRigidez dos MMSS, da nuca e da mandíbula, livoresrelativamente acentuados - de 4 a 6 horasRigidez generalizada, livores, não surgim ento da manchaverde - mais de 8 horas e menos de 16 horasRigidez generalizada, esboço de mancha verde - mais de16 e menos de 24 horasPresença de mancha verde, início de flacidez - 24 a 48horasExtensão da mancha verde e fundo de olho reconhecívelsó na periferia - de 48 a 72 horasFundo de olho irreconhecível - de 72 a 96 horasDesaparecimento das partes moles e presença de insetos- de 2 a 3 mesesEsqueletização completa - mais de 3m s e
  68. 68. PROVAS DE VIDA EXTRA-UTERINAConceito médico-legal de recém-nascido -estágio que vai desde os primeiros cuidadosapós o parto até o 7o dia de nascimentoDOCIMÁSIAS - RESPIRATÓRIAS - NÃO RESPIRATÓRIAS ■OCASIONAIS
  69. 69. CONCEITOS MÉDICO-LEGAISNATIMORTO■ Feto m orto durante o período neonatal que, de acordo com a CID - 10, inicia-se a partir da 22a semana de gestação, quando o peso fetal é de 500 g.■A m ortalidade perinatal pode ter causa natural ou violentaFETO NASCENTE• Apresenta todas as características do infante nascido, menos a faculdade de ter respirado. No infanticídio de feto nascente, as lesões causadoras da morte estão situadas nas regiões onde o feto começa a se expor e têm características das feridas produzidas intra-vitamINFANTE NASCIDO ■É aquele que acabou de nascer, respirou, mas não recebeu nenhum cuidado especial.
  70. 70. PROVAS DE VIDA EXTRA-UTERINADOCIMÁSIAS RESPIRATÓRIAS■Diafragmática de Ploquet - convexidade exagerada das cúpulas diafragmáticas = não respirou• Óptica ou visual de Bouchut - inspeção do pulmão; respirou = arquitetura de mosaico; não respirou = hepatizado■Tátil de Nerio Rojas - crepltação = respirou■Óptica de Icard - esmaga-se um pequeno fragmento pulmonar entre duas lâminas de vidro■Radiológica de Bordas - opacidade dos pulmões é na respiração
  71. 71. PROVAS DE VIDA EXTRA-UTERINADOCIMÁSIAS RESPIRATÓRIAS■Docimásia Hidrostática Pulmonar de Galeno - 1a fase: bloco de todo o sistema respiratório e mais a língua, timo e coração num recipiente com água na temperatura ambiente; positiva = bloco flutua; caso contrário impõe-se a fase seguinte - 2a fase: mantendo-se o bloco no fundo do vaso, separa- se os pulmões pelo hilo; pulmões permanecerem no fundo, passa-se para a terceira fase - 3a fase: com os pulmões no fundo do recipiente, cortam- se fragmentos do pulmão; se permanecerem no fundo passa-se para a fase seguinte - 4 a fase: comprime-se os fragmentos de pulmão entre os dedos e a parede do vaso; despredimento de bolhas gasosas = positiva; caso contrário - negativa
  72. 72. PROVAS DE VIDA EXTRA-UTERÍNADOCIMÁSIAS RESPIRATÓRIAS ■Docimásia Hidrostática Pulmonar de Galeno - Positiva na 1a fase = infante respirou bastante - Positiva nas 2a e 3a fases = respiração precária - Positiva apenas na 4a fase = raras incursões respiratórias - Esta prova só tem valor até 24 horas após a m orte do infante - Resultados falso p o sitivo s - putrefação - Resultados falso negativos - hepatização (sífilis congênita), asfixias (oclusão de vias ou orifícios aéreos)
  73. 73. PROVAS DE VIDA EXTRA-UTERINADOCIMÁSIAS RESPIRATÓRIAS ■Histológica de Balthazard -P u lm ã o que respirou = dilatação uniform e dos alvéolos, achatamento das células epiteliais, etc. -P u lm ã o que não respirou = cavidades alveolares colabadas; quando putrefeito o tecido pulm onar apresenta bolhas gasosas irregulares no tecido inte rsticia l e cavidades alveolares fechadas Epimicroscópica Pneumoarquitetônica de Hilário Veiga de Carvalho Outras
  74. 74. PROVAS DE VIDA EXTRA-UTERINADOCIMASIAS NAO RESPIRATÓRIAS■Gastrointestinal de Breslau■Auricular de Vreden, Wendt e Gelé■Siálica de Souza-Dinitz■Alimentar de Brothy■Bacteriana de Malvoz - Putrefação do natim orto começa pelos orifícios nasais, oral e anal; no feto que teve vida extra-uterina tem início pelo tubo digestivo (Bacterium colli) e pulmões.■Úrica de Budin-Ziegler - Uratos nos condutos renais = positiva www.malthus.com.br
  75. 75. PROVAS DE VIDA EXTRA-UTERINADOCIMÁSIAS OCASIONAIS■Presença de corpos estranhos nas vias respiratórias■Presença de substâncias alimentares no tubo digestivo■Lesões com reações vitais associadas às provas que concluam por respiração■Sinais de sobrevivência -A ré o la do cordão - Achatamento do cordão um bilical
  76. 76. DETERMINAÇÃO DO TEMPO DE MORTE FETAL AINDA NO ÚTEROSINAL MAIS FIDEDIGNO = ASPECTO DA MACERAÇÃO,c la s s i f i c a d a p o r F. A. Laugley em quatro fases • 1) Grau zero - pele com aspecto bolhoso = menos de 8 horas - 2) Grau um - epiderme começa a se descolar = entre 8 e 24 horas ■ 3) Grau dois - pele apresenta áreas extensas de descolamento epidérm ico e nas cavidades serosas aparecem efusões avermelhadas = mais de 24 horas 4) Grau três - o fígado fica amarelo-amarronzado e as efusões das cavidades serosas tornam-se turvas = mais de 48 horas

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