Argumentacao

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Aula de Redação, abordando a teoria da Argumentação.

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Argumentacao

  1. 1. Argumentação
  2. 2. RELAÇÃO COMUNICAÇÃO E ARGUMENTAÇÃO “ toda linguagem é ideológica porque, ao refletir a realidade, ela necessariamente a refrata”. Santaella (1996) ATRÁS DE TODO ATO COMUNICATIVO HÁ PERSUASÃO.
  3. 3. TEXTO A unidade de comunicação não é o signo, a palavra ou o traço, mas a organização deles numa matéria significante, como o texto. O signo só é ele mesmo dentro de uma cadeia organizada em texto e é através da organização dessa cadeia de signos que a mensagem se realiza (PERUZZOLO) O TEXTO É, ENTÃO, UMA TESSITURA DE SIGNOS PARA SERVIR DE MENSAGEM, DE UNIDADE DE COMUNICAÇÃO.
  4. 4. DISCURSO Categoria conceptual que usamos para afirmar que o texto é uma fala, uma narrativa, que tem uma dimensão intersubjetiva. É através do termo discurso que designamos a relação de interação entre EU-TU e, por ter estes sujeitos implicados em si, o discurso é um texto tecido de sentidos.
  5. 5. <ul><li>KOCH </li></ul><ul><li>As relações discursivas que se estabelecem entre enunciado (e discurso) e enunciação denominam-se ideológicas ou argumentativas. </li></ul><ul><li>AS RELAÇÕES ARGUMENTATIVAS IMPLICAM NA APRESENTAÇÃO DE: </li></ul><ul><li>explicações </li></ul><ul><li>justificativas </li></ul><ul><li>E razões </li></ul><ul><li>relativas aos atos de enunciação anteriores. </li></ul>
  6. 6. DUCROT CATEGORIAS DA ARGUMENTAÇÃO: classe argumentativa e escala argumentativa. CLASSE ARGUMENTATIVA: É constituída de um conjunto de enunciados que podem igualmente servir de argumento para uma mesma conclusão. Todos os argumentos têm o mesmo peso para levar o alocutário a concluir. São argumentos causais das ações enunciadas.
  7. 7. Classe argumentativa Ex: A revista argumenta sobre um enunciado prévio ou logo posteriormente posto em seu discurso, e são estes argumentos selecionados pela revista, aliados a outras estratégias discursivas, como qualificações adjetivadas, que constroem a imagem dos candidatos.
  8. 8. DUCROT ESCALA ARGUMENTATIVA: é uma categoria usada para classificar os enunciados de acordo com sua força no discurso.
  9. 9. MARCADORES DA ESCALA ARGUMENTATIVA A) Operadores que assinalam o argumento mais forte de uma escala orientada no sentido de determinada conclusão: ATÉ, MESMO, ATÉ MESMO, INCLUSIVE. Ex.: “o homem teme o pensamento como nada mais sobre a terra, mais que a ruína e mesmo mais que a morte”.
  10. 10. B) Operadores que introduzem dado argumento deixando subentendida a existência de uma escala com outros argumentos mais fortes. São expressões como AO MENOS, PELO MENOS, NO MÍNIMO. Ex.: O rapaz era dotado de grandes ambições. Pensava em ser no mínimo (pelo menos, ao menos) prefeito da cidade onde nascera.
  11. 11. C) Operadores que somam argumentos a favor de uma mesma conclusão (isto é, argumentos que fazem parte de uma mesma classe argumentativa): E, TAMBÉM, AINDA, NEM (= E NÃO), NÃO SÓ ... MAS TAMBÉM, TANTO ... COMO, ALÉM DE..., ALÉM DISSO..., A PAR DE ..., etc. Ex.: João é o melhor candidato: além de ter boa formação em economia, tem experiência no cargo e ainda não se envolve em negociatas.
  12. 12. D) Operadores que introduzem uma conclusão relativa a argumentos apresentados em enunciados anteriores: PORTANTO, LOGO, POR CONSEGUINTE, POIS, EM DECORRÊNCIA, CONSEQUENTEMENTE, ETC. Ex.: O custo de vida continua subindo, as condições de saúde do povo são péssimas e a educação vai de mal a pior. Portanto, não se pode dizer que o Brasil esteja prestes a se integrar no primeiro mundo.
  13. 13. E) Operadores que introduzem argumentos alternativos que levam a conclusões diferentes ou opostas: OU, OU ENTÃO, QUER, SEJA ... SEJA. Ex.: Vamos juntos participar da passeata. Ou você prefere se omitir e ficar aguardando os acontecimentos?
  14. 14. F) Operadores que estabelecem relações de comparação entre os elementos, com vistas a uma dada conclusão: MAIS QUE, MENOS QUE, TÃO... COMO. Ex.: - Vamos convocar a Lúcia para redigir o contrato - A Márcia é tão competente quanto a Lúcia.
  15. 15. G) Operadores que introduzem uma justificativa ou explicação relativa ao enunciado anterior: PORQUE, QUE, JÁ QUE, POIS,... Ex.: Não fiques triste que este mundo é todo teu. Tu és muito mais bonita que a Camélia que morreu.
  16. 16. H) Operadores que contrapõem argumentos orientados para conclusões contrárias: MAS (PORÉM, CONTUDO, TODAVIA, NO ENTANTO), EMBORA (AINDA QUE, POSTO QUE, APESAR DE (QUE), ETC.) Ex.: A equipe da casa não jogou mal, mas o adversário foi melhor e mereceu ganhar o jogo.
  17. 17. I ) Operadores que têm por função introduzir no enunciado conteúdos pressupostos: JÁ, AINDA, AGORA, ETC. Ex.: Paulo ainda mora no Rio. Paulo já não mora no Rio.
  18. 18. <ul><li>J ) Operadores que se distribuem em escalas opostas, isto é, um deles funciona numa escala orientada para a afirmação total, e o outro, numa escala orientada para a negação total (UM POUCO E POUCO). </li></ul><ul><li>Ex.: Será que Ana vai passar no exame? </li></ul><ul><li>Ela estudou um pouco (tem a possibilidade de passar) </li></ul><ul><li>Ela estudou pouco (provavelmente não passará) </li></ul>
  19. 19. MARCADORES DE PRESSUPOSIÇÃO Além dos operadores argumentativos já mencionados, existem outros elementos lingüísticos introdutores de pressupostos. 1) Verbos que indicam mudança ou permanência de estado, como ficar, começar a, passar a, deixar de, continuar, permanecer, tornar-se, etc. Ex.: Pedro deixou de beber – pressuposto: Pedro bebia
  20. 20. MARCADORES DE PRESSUPOSIÇÃO 2) Verbos denominados factivos: complementados pela enunciação de um fato (de modo geral são verbos de estado psicológicos, como lamentar, lastimar, sentir, saber, etc) Ex.: Lamento que Maria tenha sido demitida.
  21. 21. 3) Certos conectores circunstanciais, especialmente quando a oração por eles introduzida vem anteposta: desde que, antes que, depois que, visto que, etc. Ex.: Desde que Luís ficou noivo, não cumprimenta mais as amigas (pressuposto: Luís ficou noivo) Aqueles que não se apresentam com algum tipo de marca lingüística são por vezes classificadas como subentendidos, outras vezes com pressuposições em sentido amplo ou simplesmente como inferências.

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