glaydson

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  1. 1. Literatura
  2. 2. Carlos Drummond de Andrade
  3. 3. Literatura AUSÊNCIA Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
  4. 4. Jorge Matheos de Lima
  5. 5. Literatura <ul><li>Mulher proletária </li></ul><ul><li>Mulher proletária — única fábrica </li></ul><ul><li>que o operário tem, (fabrica filhos) </li></ul><ul><li>tu </li></ul><ul><li>na tua superprodução de máquina humana </li></ul><ul><li>forneces anjos para o Senhor Jesus, </li></ul><ul><li>forneces braços para o senhor burguês. </li></ul><ul><li>Mulher proletária, </li></ul><ul><li>o operário, teu proprietário </li></ul><ul><li>há de ver, há de ver: </li></ul><ul><li>a tua produção, </li></ul><ul><li>a tua superprodução, </li></ul><ul><li>ao contrário das máquinas burguesas </li></ul><ul><li>salvar o teu proprietário. </li></ul>
  6. 6. Anjo daltônico Tempo da infância, cinza de borralho, tempo esfumado sobre vila e rio e tumba e cal e coisas que eu não valho, cobre isso tudo em que me denuncio. Há também essa face que sumiu e o espelho triste e o rei desse baralho. Ponho as cartas na mesa. Jogo frio. Veste esse rei um manto de espantalho. Era daltônico o anjo que o coseu, e se era anjo, senhores, não se sabe, que muita coisa a um anjo se assemelha. Esses trapos azuis, olhai, sou eu. Se vós não os vedes, culpa não me cabe de andar vestido em túnica vermelha.
  7. 7. Murilo Mendes
  8. 8. O homem, a luta e a eternidade Adivinho nos planos da consciência dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos mundo de planetas em fogo vertigem desequilíbrio de forças, matéria em convulsão ardendo pra se definir. Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades, o mundo ainda é pequeno pra te encher. Abala as colunas da realidade, desperta os ritmos que estão dormindo. À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando! Um dia a morte devolverá meu corpo, minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins meus olhos verão a luz da perfeição e não haverá mais tempo. O homem, a luta e a eternidade

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