Privacidade na Era da Informação e a Noção de Integridade Contextual

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Privacidade na Era da Informação e a Noção de Integridade Contextual. Como a tecnologia e seu caráter célere afetam as relações humanas no tocante a privacidade.

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  • São os conceitos que se limitam a um só núcleo do enunciado.
  • the right to be let alone ou O direito a ser deixado em paz
  • Em 1890 Samule Warren e Louis Brandeis escreveram um artigo que
  • Discutia como os novos desenvolvimentos tecnológicos ameaçavam a privacidade, invadindo a intimidade e a vida privada.
  • E definiram a privacidade como o direito geral à inviolabilidade da personalidade.
  • Esse direito seria assegurado pela capacidade de impedir a própria publicação.
  • O problema, é que é possível concluir como ilícita qualquer conduta direcionada a outrem como violação de sua privacidade.
  • É melhor delimitar o que deve ser protegido...
  • Então temos o segundo conceito - Proteção contra interferências alheias que é semelhante ao Direito a ser deixado em paz mas expande a ideia.
  • Define a vida privada como o direito do indivíduo ser deixado em paz para viver sua própria vida com um grau mínimo de interferência.
  • E o que se espera proteger?
  • A Intimidade! Que é a esfera secreta da vida do indivíduo, na qual, este tem o poder legal de evitar os demais.
  • Dessa forma, temos a esfera da vida privada.
    Forma da por 3 esferas:
  • A esfera do segredo:
    Parcela da vida particular conservada em segredo pelo indivíduo, da qual pouquíssimas pessoas compartilham
  • A Esfera da Intimidade
    Abrange as pessoas nas quais o indivíduo deposita certa confiança e com as quais mantém certa intimidade
  • Esfera Privada
    Compreende todos os comportamentos e acontecimentos que o indivíduo não quer que se tornem públicos
  • No entanto, não há relação direta entre o grau de intimidade da informação e os danos causados por sua divulgação.
  • Então, é melhor atribuir Importância ao que deve ser protegido...
  • Então temos o terceiro conceito – Segredo.
  • O segredo é definido como a informação que se guarda para si ou que se comunica a outrem apenas confidencialmente
  • Dessa forma atribuímos à informação o cunho de privada ou pública
  • E a Privacidade passa a ser o segredo de determinadas informações sobre o indivíduo.
  • No entanto, essa forma de separação não impede a dedução de informações privadas, através de informações públicas. Além disso, elimina a possibilidade de contexto ou hierarquia
  • Então temos o quarto conceito – Controle sobre informações pessoais.
  • Conjunto de informações acerca do indivíduo que ele pode decidir manter sob seu exclusivo controle, ou comunicar, decidindo a quem, quando, onde e em que condições, sem a isso poder ser legalmente sujeito
  • Mas, e as informações acerca do indivíduo que não estão sob seu controle exclusivo, ou fora das condições de controle?
  • O jeito é ampliar o conceito...
  • Então temos o primeiro conceito plural.
  • Daniel Solove...
  • Propôs uma taxonomia da privacidade, e os danos que resultam de sua violação. Para tal, ele se vale do conceito de semelhanças de família.
  • Conceito proposto por Ludwig Wittgenstein
    Familienähnlichkeit - coisas que se pensavam ligadas por uma característica essencial comum podem, de fato, ser ligadas por uma série de semelhanças que se justapõem, onde nenhuma característica é comum a todas
  • Dessa forma, a privacidade é o conjunto de proteções contra problemas distintos, relacionados.
  • Mas quem decide o que faz parte dessa taxonomia? Como inserir ou remover? Manutenção programada?
  • Quais são os danos a privacidade?
  • Segundo conceito plural - Calo ou Os limites dos danos à privacidade
  • Proposto por Ryan Calo em seu artigo The Boundaries of Privacy Harm,
  • Ele compara o dano a Privacidade à queimadura. Assim como uma queimadura é uma condição específica e diagnosticável, também é o dano à privacidade uma lesão distinta, com limites e propriedades particulares.
  • Esse dano é classificado em duas categorias: Subjetiva e Objetiva.
  • A Subjetiva - É a percepção de observação indesejada.
    Descreve os estados mentais indesejáveis​ que derivam da crença de se estar sendo observado ou monitorado
    E.g., um senhorio que perscruta seus inquilinos ou a vigilância generalizada do governo
  • A Objetiva - É o uso imprevisto ou forçado de informações sobre uma pessoa contra ela
    E.g., roubo de identidade ou vazamento de informações classificadas que revelam um agente secreto.
  • Essa abordagem fornece critérios para classificar a intensidade relativa dos danos à privacidade.
    Os componentes são testáveis, e demonstra que pode haver dano a privacidade sem a participação humana
  • No entanto, viola algumas das nossas crenças compartilhadas e trata apenas de casos específicos de danos individuais ou grupais
  • Sem contar que até agora nenhum conceito reuniu todas as características levantadas
  • Conceituar privacidade ou compreender as expectativas de privacidade e suas implicações ?
  • Conceituar privacidade ou compreender as expectativas de privacidade e suas implicações ?
  • Terceiro conceito plural - Modelo de Integridade Contextual
  • Proposto por Helen Nissenbaum
  • É uma estrutura conceitual para compreensão das expectativas de privacidade e suas implicações sobre a lei, a ordem pública, e a filosofia política.
  • É proposta como uma métrica para a privacidade. É definida como preservada, quando as normas informacionais são respeitadas e, violada, quando as normas informacionais são infringidas
  • São normas especificamente relacionadas ao fluxo de informações pessoais de uma parte para outra, dentro dos limites do contexto individual.
  • Normas são parte de uma categoria maior de regras que prescrevem, demandam, ou exigem que certas ações sejam realizadas
  • Conjunto de diretrizes inatas ou culturais que norteiam a tomada de decisão das pessoas ao analisarem questões de equilíbrio
  • É a opinião do público em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização.
    A reputação é um mecanismo de controle social ubíquo, espontâneo e altamente eficiente em sociedades naturais.
  • Lei - Toda a regra jurídica, escrita ou não; aqui ela abrange os costumes e todas as normas formalmente produzidas pelo Estado.
  • São caracterizadas por quatro parâmetros: contextos, atores, atributos e princípios de transmissão. Eles estabelecem, para um determinado contexto, quem é o assunto, i.e., tema, bem como, quem esta enviando e recebendo, os tipos de informação, e os princípios nos quais esta informação é transmitida.
  • Conjunto distinto de condições materiais, culturais, psicológicas e morais que envolvem uma ou mais pessoas, comuns ao emissor e ao receptor, que regem os fluxos de informação.
  • Podem ser: remetentes da informação, destinatários da informação ou assunto da informação.
  • É a natureza da informação em análise
    E.g., no formulário do Censo Demográfico 2010 do IBGE são atributos: município, CEP, lista de moradores, educação, rendimento.
  • São restrições no fluxo da informação de uma parte para outra, num contexto.

    Expressa termos e condições, i.e., o protocolo, nos quais essas transferências devem (ou não) ocorrer, e.g., reciprocidade e confidencialidade.
  • Consiste basicamente em estabelecer as configurações iniciais e finais das Normas relativas ao contexto informacional ante uma nova prática.
  • O que nem sempre é simples ou fácil.
  • Verificar quando uma nova prática traz modificações no protocolo de comunicação
  • Verificar se as alterações afetam os tipos de informações transmitidas entre remetentes e destinatários
  • Novas práticas podem implicar numa revisão dos princípios que regem a transmissão das informações entre partes
  • Se uma nova prática gera mudanças nos atores, atributos ou princípios de transmissão, ela é sinalizada como infringente às normas informacionais, constituindo, prima facie, uma violação da integridade contextual.
  • E se eu quiser inserir ou remover uma prática?
  • Se as novas práticas forem superiores às normas informacionais vigentes, devemos substituir a prática vigente pela nova.
  • Precisamos de um componente normativo para assegurar que as normas vigentes possam ser justificadas e eventualmente modificadas
  • Descrever a nova prática em termos dos fluxos de informação
  • Identificar o contexto existente
  • Identificar remetente, destinatário e assunto da informação
  • Identificar os princípios de transmissão
  • Localizar normas informacionais aplicáveis e identificar os aspectos mais importantes

    Normas relacionadas ao fluxo de informações pessoais
  • Avaliação preliminar
    Houve discrepância?
    E.g. discrepância entre um ou mais parâmetros ou estrutura normativa incompleta
  • 1ª Avaliação: considerar fatores morais e políticos afetados pela prática em questão.
  • 2ª Avaliação: analisar como a prática incide diretamente sobre o contexto
  • Com base no que foi apurado, delibera a favor ou contra a prática em estudo
  • Estabelecer os parâmetros nem sempre é fácil e a medida que a quantidade aumenta, mais complexa se torna a avaliação.
  • Mas o modelo aumentado marca um olhar mais amplo sobre as questões morais e de privacidade
  • Conceito criado por Luciano Floridi
  • Como a possibilidade de conciliar a natureza e a tecnologia,
  • a revolução da informação
  • e uma interpretação filosófica da infosfera.

    Ambiente formado por todas as entidades informacionais, suas propriedades, interações, processos e demais relações
  • Através de uma Família de teorias integradas
  • Que analisam, avaliam e explicam
  • Os Princípios e conceitos de informação
  • Dinâmica e utilização
  • Privilegiando a informação sobre a computação
  • Espaço formado pelos eixos Computação, Comunicação e Controle. Todas as coisa que calculam ou processam informação, se comunicam e controlam ou estão sobre controle de algo.
  • Processo de influenciar o comportamento de um sistema para atingir um objetivo desejado.
  • Drone – Aeronave não tripulada.

    > Guerra do Golfo
    > Vigilância da Amazônia
  • Drone – Aeronave não tripulada.
    > Loja da Eliana
  • Forma pela qual as pessoas se relacionam entre si, compartilhando informações modificando mutuamente a sociedade.
  • Materialização do pensamento (informação) em signos conhecidos por ambas as partes envolvidas, posteriormente transmitidos e reinterpretados pelo receptor.
  • 1948 – Claude Shannon em A Mathematical Theory of Communication,
    Mostrou que as informações podem ser quantificadas com absoluta precisão.
    Disso decorrem algumas consequências:
  • Cada canal de comunicação tem um limite de velocidade.
    Abaixo dele é possível se transmitir com erro zero.
  • O Conteúdo da mensagem é irrelevante para sua transmissão
  • O que possibilitou o Desenvolvimento de toda a telecomunicação
  • Formulada por George Gilder e atribuída a Robert Metcalfe
  • Diz que:
    O Valor de uma rede de telecomunicações é proporcional ao quadrado do número de usuários ligados ao sistema.
  • Isso justifica, em parte, o valor do Facebook.
    E porque seu valor caiu depois que divulgaram que 10% dos seus usuários são falsos...
  • Solução de um problema
  • Cálculo de uma função através de um algoritmo
  • Alan Turing
    Máquina universal capaz de operar com uma sequências de instruções e dados sobre uma fita infinita.
  • Alonzo Church
    Computação = Expressão lambda inicial mais uma sequência finita de termos lambda reduzidos por meio de uma redução beta.
  • lei fundamental usada na indústria de semicondutores para orientar, planejar e definir suas metas de pesquisa e desenvolvimento
  • Richard Dawkins
  • Acredita que a lei de Moore se aplica, pelo menos por inferência, a qualquer problema que pode ser atacado por computadores digitais e é, em sua essência, também um problema digital
  • Ray Kurzweil, Bruce Sterling, e Vernor Vinge
  • O comportamento exponencial descrito pela lei de Moore acabará por levar a um período em que os progressos da tecnologia ocorrem quase instantaneamente.
  • Percebendo que :
    Sempre que uma tecnologia se aproxima de algum tipo de barreira
    Qutra será inventada, para que possamos transpor essa barreira


    Enquanto o telefone fixo levou algo como 35 anos para se tornar padrão, o seu sucessor, o telefone celular, levou apenas 13 anos
  • A taxa de mudança de uma ampla variedade de sistemas evolutivos (incluindo, mas não limitado ao crescimento das tecnologias) tende a aumentar de forma exponencial.
  • o caráter célere imposto pela tecnologia, especialmente a informática, e a relativa morosidade das demais componentes normativas
  • Essa discrepância e suas consequências são abordadas por Larry Downes em sua obra The Laws of Disruption.
  • a Lei de Disrupção é um princípio simples:
    os sistemas sociais, políticos e econômicos mudam de forma incremental, mas a tecnologia muda de forma exponencial
  • vida privada – composto pelas leis da convergência, informação pessoal e direitos humanos; vida pública – composto pelas leis da infraestrutura, negócios e crime; e vida informacional – composto pelas leis do copyright , patente e software
  • Mais pessoas acarretarão em mais interações entre elas e mudanças nas diferentes pressões reputacionais.
  • Com o avanço da tecnologia novos dilemas sociais e novas oportunidades para a defecção surgem!
  • A tecnologia passa então a ter um caráter dual...
  • Enquanto viabiliza o aumento de pressões sociais, da comunicação e da capacidade de trabalho
  • Também aumentam a frequência, o poder e as formas de crime.
  • A disparidade na segurança também aumenta em períodos de mudanças tecnológicas abruptas
  • A tecnologia altera diretamente a sociedade.
  • Hoje, vemos os efeitos dessa abundância tecnológica e seu ritmo frenético em várias ações da vida cotidiana.
  • Um emaranhado confuso de preocupações; mudanças de normas, miscelânea cultural, leis e regulamentações pouco claras
  • Mas, privacidade não é só isso!
  • Mas, privacidade não é só isso!
  • Seu mérito reside em identificar quando e como se dá uma violação, e se de fato é uma transgressão
  • No entanto, o modelo sofre ante o caráter célere imposto pela tecnologia
  • No entanto, o modelo sofre ante o caráter célere imposto pela tecnologia
  • No entanto, o modelo sofre ante o caráter célere imposto pela tecnologia
  • Privacidade na Era da Informação e a Noção de Integridade Contextual

    1. 1. PRIVACIDADE NA ERA DA INFORMAÇÃO E A NOÇÃO DE INTEGRIDADE CONTEXTUAL Paulo Henrique Padovan
    2. 2. O QUE É PRIVACIDADE?
    3. 3. TEM A VER COM NOSSAS INFORMAÇÕES
    4. 4. COM O QUE DIZEMOS
    5. 5. COM O QUE FAZEMOS
    6. 6. COM O QUE GOSTAMOS
    7. 7. COM O QUE COMPRAMOS
    8. 8. TEM A VER COM QUEM CONHECEMOS
    9. 9. COM QUEM COMPARTILHAMOS ESSAS INFORMAÇÕES
    10. 10. TEM A VER COM O PORQUÊ DA INFORMAÇÃO SER PRIVADA
    11. 11. POR QUE SE ORIGINOU A PORTAS FECHADAS?
    12. 12. POR SUA NATUREZA
    13. 13. POR RESTRIÇÕES QUE IMPOMOS A ELA
    14. 14. OU POR SIMPLES MEDO QUE SE TORNEM PÚBLICAS.
    15. 15. TEM A VER COM O USO QUE É DADO A INFORMAÇÃO
    16. 16. SE É PARA NOS SERVIR
    17. 17. PARA NOS VIGIAR
    18. 18. PARA NOS VENDER
    19. 19. OU PARA NOS JULGAR
    20. 20. TEM A VER COM O CONTEXTO. NOSSO LAR
    21. 21. TRABALHO...
    22. 22. COMUNIDADE...
    23. 23. E GOVERNO
    24. 24. COMO ORGANIZAR TUDO ISSO?
    25. 25. MELHOR VER ALGUNS CONCEITOS DE PRIVACIDADE...
    26. 26. CONCEITOS DE PRIVACIDADE
    27. 27. CONCEITOS UNITÁRIOS DE PRIVACIDADE Se limitam a um só núcleo do enunciado.
    28. 28. THE RIGHT TO BE LET ALONE
    29. 29. 1890 SAMUEL D. WARREN E LOUIS D. BRANDEIS The right to be let alone Samuel Dennis Warren Louis Dembitz Brandeis
    30. 30. NOVOS DESENVOLVIMENTOS TECNOLÓGICOS AMEAÇAVAM A PRIVACIDADE, INVADINDO A INTIMIDADE E A VIDA PRIVADA. The right to be let alone
    31. 31. E DEFINIRAM A PRIVACIDADE COMO O DIREITO GERAL À INVIOLABILIDADE DA PERSONALIDADE Direito a ser deixado em paz
    32. 32. ESSE DIREITO É ASSEGURADO PELA CAPACIDADE DE IMPEDIR A PRÓPRIA PUBLICAÇÃO. Direito a ser deixado em paz
    33. 33. É POSSÍVEL CONCLUIR COMO ILÍCITA QUALQUER CONDUTA DIRECIONADA A OUTREM COMO VIOLAÇÃO DE SUA PRIVACIDADE
    34. 34. É MELHOR DELIMITAR O QUE DEVE SER PROTEGIDO...
    35. 35. PROTEÇÃO CONTRA INTERFERÊNCIAS ALHEIAS
    36. 36. DIREITO DO INDIVÍDUO SER DEIXADO EM PAZ PARA VIVER SUA PRÓPRIA VIDA COM UM GRAU MÍNIMO DE INTERFERÊNCIA Proteção contra interferências alheias
    37. 37. E O QUE SE ESPERA PROTEGER?
    38. 38. INTIMIDADE Esfera secreta da vida do indivíduo, na qual, este tem o poder legal de evitar os demais.
    39. 39. Formada por 3 esferas ESFERA DA VIDA PRIVADA
    40. 40. Parcela da vida particular, conservada em segredo pelo indivíduo, da a qual pouquíssimas pessoas compartilham A ESFERA DO SEGREDO
    41. 41. Abrange as pessoas nas quais o indivíduo deposita certa confiança e com as quais mantém certa intimidade ESFERA DA INTIMIDADE
    42. 42. Compreende todos os comportamentos e acontecimentos que o indivíduo não quer que se tornem públicos ESFERA PRIVADA
    43. 43. NÃO HÁ RELAÇÃO DIRETA ENTRE O GRAU DE INTIMIDADE DA INFORMAÇÃO E OS DANOS CAUSADOS POR SUA DIVULGAÇÃO
    44. 44. É MELHOR ATRIBUIR IMPORTÂNCIA AO QUE DEVE SER PROTEGIDO...
    45. 45. SEGREDO
    46. 46. INFORMAÇÃO QUE SE GUARDA PARA SI OU QUE SE COMUNICA A OUTREM APENAS CONFIDENCIALMENTE Segredo
    47. 47. ATRIBUÍMOS À INFORMAÇÃO O CUNHO DE PRIVADA OU PÚBLICA Segredo
    48. 48. PRIVACIDADE É O SEGREDO DE DETERMINADAS INFORMAÇÕES SOBRE O INDIVÍDUO Segredo
    49. 49. ESSA FORMA DE SEPARAÇÃO NÃO IMPEDE A DEDUÇÃO DE INFORMAÇÕES PRIVADAS, ATRAVÉS DE INFORMAÇÕES PÚBLICAS
    50. 50. CONTROLE SOBRE INFORMAÇÕES PESSOAIS
    51. 51. Conjunto de informações acerca do indivíduo que ele pode decidir manter sob seu exclusivo controle, ou comunicar, decidindo a quem, quando, onde e em que condições, sem a isso poder ser legalmente sujeito CONTROLE SOBRE INFORMAÇÕES PESSOAIS
    52. 52. E as informações acerca do indivíduo que não estão sob seu controle exclusivo, ou fora das condições de controle? CONTROLE SOBRE INFORMAÇÕES PESSOAIS
    53. 53. E QUANDO TUDO PARECIA PERDIDO...
    54. 54. O JEITO É MUDAR A ESTRATÉGIA...
    55. 55. CONCEITOS PLURAIS DE PRIVACIDADE
    56. 56. SOLOVE OU FAMILIENÄHNLICHKEIT
    57. 57. DANIEL SOLOVE Solove ou Familienähnlichkeit
    58. 58. TAXONOMIA DA PRIVACIDADE, E OS DANOS QUE RESULTAM DE SUA VIOLAÇÃO Solove ou Familienähnlichkeit
    59. 59. FAMILIENÄHNLICHKEIT Uma série de semelhanças que se justapõem, onde nenhuma característica é comum a todas
    60. 60. PRIVACIDADE É O CONJUNTO DE PROTEÇÕES CONTRA PROBLEMAS DISTINTOS, RELACIONADOS Solove ou Familienähnlichkeit
    61. 61. TAXONOMIA DA PRIVACIDADE ColetadeInformações • Vigilância • Interrogação ProcessamentodeInformações • Agregação • Identificação • Insegurança • Uso secundário • Exclusão DisseminaçãodeInformações • Quebra de confidencialidade • Revelação • Exposição • Aumento da acessibilidade • Chantagem • Apropriação • Distorção Invasão • Intrusão • Interferência em Decisões Solove ou Familienähnlichkeit
    62. 62. QUEM DECIDE O QUE FAZ PARTE DESSA TAXONOMIA? COMO INSERIR OU REMOVER?
    63. 63. QUAIS SÃO OS DANOS A PRIVACIDADE?
    64. 64. CALO OU OS LIMITES DOS DANOS À PRIVACIDADE
    65. 65. RYAN CALO The Boundaries of Privacy Harm
    66. 66. DANO A PRIVACIDADE É IGUAL A QUEIMADURA Uma condição específica e diagnosticável
    67. 67. DANO À PRIVACIDADE - DUAS CATEGORIAS: SUBJETIVA E OBJETIVA. Os limites dos danos à privacidade
    68. 68. SUBJETIVA - É A PERCEPÇÃO DE OBSERVAÇÃO INDESEJADA. Os limites dos danos à privacidade
    69. 69. OBJETIVA - É O USO IMPREVISTO OU FORÇADO DE INFORMAÇÕES SOBRE UMA PESSOA CONTRA ELA Os limites dos danos à privacidade
    70. 70. A abordagem fornece critérios para classificar a intensidade relativa dos danos à privacidade. Os componentes são testáveis, e demonstra que pode haver dano a privacidade sem a participação humana OS LIMITES DOS DANOS À PRIVACIDADE
    71. 71. No entanto, viola algumas das nossas crenças compartilhadas e trata apenas de casos específicos de danos individuais ou grupais OS LIMITES DOS DANOS À PRIVACIDADE
    72. 72. SEM CONTAR QUE ATÉ AGORA NENHUM CONCEITO REUNIU TODAS AS CARACTERÍSTICAS LEVANTADAS
    73. 73. CONCEITUAR PRIVACIDADE OU COMPREENDER AS EXPECTATIVAS DE PRIVACIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES ?
    74. 74. MELHOR COMPREENDER AS EXPECTATIVAS DE PRIVACIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES
    75. 75. MODELO DE INTEGRIDADE CONTEXTUAL
    76. 76. HELEN NISSENBAUM Modelo de Integridade Contextual
    77. 77. ESTRUTURA CONCEITUAL PARA COMPREENSÃO DAS EXPECTATIVAS DE PRIVACIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES Modelo de Integridade Contextual
    78. 78. INTEGRIDADE CONTEXTUAL preservada, quando as normas informacionais são respeitadas e, violada, do contrário.
    79. 79. NORMAS INFORMACIONAIS Normas relacionadas ao fluxo de informações pessoais
    80. 80. NORMAS
    81. 81. MORAL Diretrizes inatas ou culturais que norteiam a tomada de decisão das pessoas ao analisarem questões de equilíbrio
    82. 82. REPUTAÇÃO Opinião do público em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização.
    83. 83. LEIS Toda a regra jurídica, abrangendo os costumes e normas formalmente produzidas pelo estado
    84. 84. NORMAS RELATIVAS AO CONTEXTO INFORMACIONAL Parâmetros do modelo
    85. 85. CONTEXTOS Conjunto de condições materiais, culturais, psicológicas e morais que regem os fluxos de informação.
    86. 86. ATORES Remetentes, destinatários ou assunto da informação.
    87. 87. ATRIBUTOS TIPOS DE INFORMAÇÃO
    88. 88. PRINCÍPIOS DE TRANSMISSÃO Restrições no fluxo da informação de uma parte para outra, num contexto.
    89. 89. MODELO DE INTEGRIDADE CONTEXTUAL
    90. 90. 1. ESTABELECER O CONTEXTO VIGENTE Modelo de Integridade Contextual
    91. 91. 2. ESTABELECER OS PRINCIPAIS ATORES Modelo de Integridade Contextual
    92. 92. 3. VERIFICAR QUAIS ATRIBUTOS SÃO AFETADOS Modelo de Integridade Contextual
    93. 93. 4. ESTABELECER MUDANÇAS NOS PRINCÍPIOS DE TRANSMISSÃO Modelo de Integridade Contextual
    94. 94. 5. SINALIZAÇÃO Se a nova prática gera mudanças, é sinalizada como infringente às normas informacionais.
    95. 95. E SE EU QUISER INSERIR OU REMOVER UMA PRÁTICA?
    96. 96. SE AS NOVAS PRÁTICAS FOREM SUPERIORES ÀS NORMAS INFORMACIONAIS VIGENTES, DEVEMOS SUBSTITUIR A PRÁTICA VIGENTE PELA NOVA.
    97. 97. PRECISAMOS DE UM COMPONENTE NORMATIVO PARA ASSEGURAR QUE AS NORMAS VIGENTES SEJAM JUSTIFICADAS E EVENTUALMENTE MODIFICADAS
    98. 98. MODELO AUMENTADO DE INTEGRIDADE CONTEXTUAL
    99. 99. 1. DESCREVER A NOVA PRÁTICA EM TERMOS DOS FLUXOS DE INFORMAÇÃO Casal na floresta
    100. 100. 2. IDENTIFICAR O CONTEXTO EXISTENTE Floresta
    101. 101. 3. IDENTIFICAR REMETENTE, DESTINATÁRIO E ASSUNTO DA INFORMAÇÃO Homem e mulher
    102. 102. 4. IDENTIFICAR OS PRINCÍPIOS DE TRANSMISSÃO Linguagem Corporal Homem – Interrogativo Mulher – Negando com olhar e boca
    103. 103. 5. LOCALIZAR NORMAS INFORMACIONAIS APLICÁVEIS E IDENTIFICAR OS ASPECTOS MAIS IMPORTANTES Homem – Pergunta Mulher – Mulher não concede
    104. 104. 6. AVALIAÇÃO PRELIMINAR Houve discrepância?
    105. 105. 7. 1ª AVALIAÇÃO: CONSIDERAR FATORES MORAIS E POLÍTICOS AFETADOS PELA PRÁTICA EM QUESTÃO Mulher – Noiva com outro homem numa floresta
    106. 106. 8. 2ª AVALIAÇÃO: ANALISAR COMO A PRÁTICA INCIDE DIRETAMENTE SOBRE O CONTEXTO Mulher – Com outros homens numa festa
    107. 107. 9. COM BASE NO QUE FOI APURADO, DELIBERA A FAVOR OU CONTRA A PRÁTICA EM ESTUDO
    108. 108. ESTABELECER OS PARÂMETROS NEM SEMPRE É FÁCIL E A MEDIDA QUE A QUANTIDADE AUMENTA, MAIS COMPLEXA SE TORNA A AVALIAÇÃO.
    109. 109. O MODELO AUMENTADO MARCA UM OLHAR MAIS AMPLO SOBRE AS QUESTÕES DE PRIVACIDADE E MORAIS
    110. 110. SERÁ QUE FALTOU ALGUMA COISA?
    111. 111. A RELAÇÃO ENTRE PRIVACIDADE E TECNOLOGIA!
    112. 112. TECNOLOGIA
    113. 113. MAS ANTES, UM POUCO DE FILOSOFIA...
    114. 114. FILOSOFIA DA INFORMAÇÃO
    115. 115. LUCIANO FLORIDI Filosofia da Informação
    116. 116. CONCILIAR A NATUREZA E A TECNOLOGIA Filosofia da Informação
    117. 117. A REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO Filosofia da Informação
    118. 118. E UMA INTERPRETAÇÃO FILOSÓFICA DA INFOSFERA Ambiente formado por todas as entidades informacionais, suas propriedades, interações, processos e demais relações
    119. 119. FAMÍLIA DE TEORIAS INTEGRADAS Filosofia da Informação
    120. 120. QUE ANALISAM, AVALIAM E EXPLICAM Filosofia da Informação
    121. 121. OS PRINCÍPIOS E CONCEITOS DE INFORMAÇÃO Filosofia da Informação
    122. 122. DINÂMICA E UTILIZAÇÃO Filosofia da Informação
    123. 123. PRIVILEGIANDO INFORMAÇÃO A COMPUTAÇÃO Filosofia da Informação
    124. 124. VEJAMOS AGORA AS BASES DA INFORMÁTICA
    125. 125. TAXONOMIA DA INFORMÁTICA Controle
    126. 126. CONTROLE Processo de influenciar o comportamento de um sistema para atingir um objetivo desejado.
    127. 127. DRONE Aeronave não tripulada
    128. 128. DRONE
    129. 129. COMUNICAÇÃO Forma pela qual as pessoas se relacionam entre si, compartilhando informações modificando mutuamente a sociedade
    130. 130. COMUNICAR Materialização do pensamento em signos conhecidos por ambas as partes, posteriormente transmitidos e reinterpretados
    131. 131. TEORIA DA INFORMAÇÃO
    132. 132. 1948 - CLAUDE SHANNON A Mathematical Theory of Communication
    133. 133. CAPACIDADE DO CANAL
    134. 134. REPRESENTAÇÃO DIGITAL O Conteúdo da mensagem é irrelevante para sua transmissão
    135. 135. O QUE POSSIBILITOU O DESENVOLVIMENTO DE TODA A TELECOMUNICAÇÃO
    136. 136. COMO VALORAR UMA REDE?
    137. 137. LEI DE METCALFE
    138. 138. GEORGE GILDER Lei de Metcalfe George Gilder Robert Metcalfe
    139. 139. VALOR = (USUÁRIOS)² Lei de Metcalfe
    140. 140. ISSO JUSTIFICA, EM PARTE, O VALOR DO FACEBOOK! Lei de Metcalfe
    141. 141. E A COMPUTAÇÃO?
    142. 142. COMPUTAÇÃO
    143. 143. SOLUÇÃO DE UM PROBLEMA Computação
    144. 144. CÁLCULO DE UMA FUNÇÃO ATRAVÉS DE UM ALGORITMO
    145. 145. MODELOS PROPOSTOS
    146. 146. MÁQUINA DE TURING
    147. 147. λ-CÁLCULO
    148. 148. ARQUITETURA VON NEUMANN
    149. 149. LEI DE MOORE
    150. 150. 1965 – GORDON E. MOORE Eletronic Magazine
    151. 151. O NÚMERO DE TRANSÍSTORES DOS CHIPS TERIA UM AUMENTO DE 100%, PELO MESMO CUSTO, A CADA PERÍODO DE 18 MESES Lei de Moore
    152. 152. RICHARD DAWKINS Lei de Moore
    153. 153. LEI DE MOORE SE APLICA A QUALQUER PROBLEMA QUE PODE SER ATACADO POR COMPUTADORES DIGITAIS Lei de Moore
    154. 154. E SE ESTENDERMOS ESSE RACIOCÍNIO?
    155. 155. SINGULARIDADE
    156. 156. RAY KURZWEIL, BRUCE STERLING, E VERNOR VINGE Singularidade Ray Kurzweil Vernor VingerBruce Sterling
    157. 157. O COMPORTAMENTO DESCRITO PELA LEI DE MOORE RESULTARÁ EM PROGRESSOS QUASE INSTANTÂNEOS Singularidade
    158. 158. SEMPRE QUE UMA TECNOLOGIA SE APROXIMA DE UMA BARREIRA, OUTRA SERÁ INVENTADA, PARA TRANSPOR ESSA BARREIRA Singularidade Anosatéautilizaçãopor25%dapopulação Ano Telefone Radio Televisão PC Celular World Wide Web Escala Logarítmica 35 anos 13 anos
    159. 159. A LEI DO RETORNO ACELERADO Sistemas evolutivos tendem a aumentar de forma exponencial
    160. 160. SERÁ?
    161. 161. NÃO SEI...
    162. 162. MAS VAMOS ANALISAR ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS
    163. 163. TECNOLOGIA E SOCIEDADE
    164. 164. O CARÁTER CÉLERE IMPOSTO PELA TECNOLOGIA VS. A RELATIVA MOROSIDADE DAS DEMAIS COMPONENTES NORMATIVAS
    165. 165. LARRY DOWNES Laws of Disruption
    166. 166. Os sistemas sociais, políticos e econômicos mudam de forma incremental, mas a tecnologia muda de forma exponencial A LEI DE DISRUPÇÃO
    167. 167. ALÉM DO MAIS...
    168. 168. MAIS PESSOAS ACARRETAM EM MAIS INTERAÇÕES ENTRE ELAS E EM MUDANÇAS NAS DIFERENTES PRESSÕES REPUTACIONAIS.
    169. 169. COM O AVANÇO DA TECNOLOGIA NOVOS DILEMAS SOCIAIS E NOVAS OPORTUNIDADES PARA A INFRAÇÃO SURGEM!
    170. 170. A TECNOLOGIA PASSA ENTÃO A TER UM CARÁTER DUAL...
    171. 171. ENQUANTO VIABILIZA O AUMENTO DE PRESSÕES SOCIAIS, DA COMUNICAÇÃO E DA CAPACIDADE DE TRABALHO...
    172. 172. TAMBÉM AUMENTAM A FREQUÊNCIA, O PODER E AS FORMAS DE CRIME.
    173. 173. A DISPARIDADE NA SEGURANÇA TAMBÉM AUMENTA EM PERÍODOS DE MUDANÇAS TECNOLÓGICAS ABRUPTAS.
    174. 174. A TECNOLOGIA ALTERA DIRETAMENTE A SOCIEDADE.
    175. 175. HOJE, VEMOS OS EFEITOS DESSA ABUNDÂNCIA TECNOLÓGICA E SEU RITMO FRENÉTICO EM VÁRIAS AÇÕES DA VIDA COTIDIANA.
    176. 176. CONCLUSÃO Parte 5
    177. 177. SERÁ QUE CHEGAMOS PERTO DE UMA DEFINIÇÃO DE PRIVACIDADE?
    178. 178. O QUE VIMOS ATÉ AGORA:
    179. 179. UM EMARANHADO CONFUSO DE PREOCUPAÇÕES, MUDANÇAS DE NORMAS, MISCELÂNEA CULTURAL, LEIS E REGULAMENTAÇÕES POUCO CLARAS.
    180. 180. QUEREMOS MANTER UM ALTO NÍVEL DE PRIVACIDADE...
    181. 181. QUASE COMO SE ISSO FOSSE A ÚNICA MANEIRA DE SALVAGUARDAR UM BEM PRECIOSO!
    182. 182. MAS, PRIVACIDADE NÃO É SÓ ISSO!
    183. 183. O MODELO DE INTEGRIDADE CONTEXTUAL NÃO SE PREOCUPOU EM DEFINIR A PRIVACIDADE.
    184. 184. SEU MÉRITO RESIDE EM IDENTIFICAR QUANDO E COMO SE DÁ UMA VIOLAÇÃO, E SE DE FATO É UMA TRANSGRESSÃO.
    185. 185. NO ENTANTO, O MODELO SOFRE ANTE O CARÁTER CÉLERE IMPOSTO PELA TECNOLOGIA.
    186. 186. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, CADA VEZ MAIS, DEPENDE DE TECNOLOGIA PARA PROSPERAR...
    187. 187. MAS PRECISA TAMBÉM, DE UM AMBIENTE SAUDÁVEL E NATURAL PARA FLORESCER.

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