ANÁLISE ECONÔMICA    DATA BASE 08 DE SETEMBRO DE 2009.
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9,81 % p/ 2010 8,90 % p/2009
 
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<ul><li>Espera-se que esta seja a primeira de sucessivas reduções no </li></ul><ul><li>índice, mostrando que o mercado con...
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AnáLise Da Conjuntura EconôMica Ao Cmp

  1. 1. ANÁLISE ECONÔMICA DATA BASE 08 DE SETEMBRO DE 2009.
  2. 2. <ul><li>CENÁRIO INTERNACIONAL </li></ul><ul><li>No cenário internacional os sinais de fim da crise – ou da </li></ul><ul><li>queda – vão se acumulando. </li></ul><ul><li>O mais comentado nessa terça-feira 8 de setembro foi o </li></ul><ul><li>resultado da produção industrial na Inglaterra: crescimento </li></ul><ul><li>de 0,5% em julho na comparação com o mês anterior. Trata-se </li></ul><ul><li>do primeiro resultado positivo desde 2006 e acima das </li></ul><ul><li>projeções dos analistas econômicos. </li></ul><ul><li>A alta se deveu em particular ao crescimento da produção </li></ul><ul><li>automobilística, o que acabou ‘puxando’ os demais setores </li></ul><ul><li>manufatureiros. </li></ul><ul><li>No acumulado do ano o resultado é ainda, porém, </li></ul><ul><li>catastrófico. </li></ul><ul><li>A produção industrial entre julho de 2008 e </li></ul><ul><li>julho de 2009 recuou 9,3%. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Outro ponto de destaque nas discussões recentes foi a </li></ul><ul><li>proposta da ONU da criação de uma moeda mundial em </li></ul><ul><li>substituição ao dólar. </li></ul><ul><li>Trata-se de uma ingenuidade sem limites. </li></ul><ul><li>O enfraquecimento recente do dólar, provocado tanto pelos </li></ul><ul><li>gigantescos déficits americanos, como pela generosa injeção de </li></ul><ul><li>recursos públicos no sistema financeiro, fez com que os </li></ul><ul><li>agentes econômicos –notadamente os Bancos Centrais pelo </li></ul><ul><li>mundo - ajustassem suas Carteiras tentando reduzir sua </li></ul><ul><li>exposição ao dólar volátil em nome de outras moedas ‘mais </li></ul><ul><li>estáveis’. </li></ul><ul><li>Esse tipo de movimento é natural em uma economia de trocas </li></ul><ul><li>voluntárias e está longe de significar a derrocada do dólar como </li></ul><ul><li>moeda de referência internacional. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Em primeiro lugar, caso o dólar deixe de ser a moeda de </li></ul><ul><li>referência, os Bancos Centrais que acumularam significativas </li></ul><ul><li>reservas nessa moeda – como o caso do Brasil e da China – </li></ul><ul><li>sofreriam uma perda relativa de riquezas significativa. </li></ul><ul><li>A estes países, pois, não interessa de fato a derrocada do </li></ul><ul><li>dólar, exceto em discursos públicos ou como forma de </li></ul><ul><li>propaganda. </li></ul><ul><li>Outro ponto importante é que a moeda americana está ancorada </li></ul><ul><li>em uma economia gigantesca (a maior do mundo), diversificada e </li></ul><ul><li>inovadora em um país de mais longa tradição democrática e que </li></ul><ul><li>jamais deu o calote em seus credores. Essas são propriedades </li></ul><ul><li>que nenhum outro país do mundo possui – a União Européia é uma </li></ul><ul><li>colcha de retalho de países distintos, a China é uma ditadura, </li></ul><ul><li>etc. – e que dão forças naturais ao dólar. </li></ul><ul><li>Quem confiaria em um órgão ao estilo da ONU – político e cheio </li></ul><ul><li>de vícios – como Banco Central do mundo? </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Uma importante questão também é deixada de lado nessas </li></ul><ul><li>discussões acadêmicas. </li></ul><ul><li>O fato de os EUA emitirem a moeda de referência lhes confere </li></ul><ul><li>um privilégio ‘exorbitante’: são os Estados Unidos quem </li></ul><ul><li>determinam a taxa de juros do mundo – todos os países </li></ul><ul><li>precisam olhá-lo como referencial – e o permite ter grandes </li></ul><ul><li>déficits internacionais sem colocar sua economia em xeque. </li></ul><ul><li>Esse tipo de privilégio jamais, em toda história humana, foi </li></ul><ul><li>abandonado por livre e espontânea vontade. A derrocada da </li></ul><ul><li>Libra Esterlina exigiu duas Guerras Mundiais. </li></ul><ul><li>E isso está longe de ser a realidade atual. </li></ul><ul><li>Fica, então, o aviso. Toda essa conversa que vez por outra surge </li></ul><ul><li>sobre o fim do dólar é pura parolagem. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>CENÁRIO NACIONAL </li></ul><ul><li>A decisão tomada pelo Conselho de Política Monetária (COPOM) </li></ul><ul><li>na semana passada não foi nenhuma surpresa para aqueles que </li></ul><ul><li>acompanham esse relatório. </li></ul><ul><li>Há muito que o mercado deixou de esperar novos cortes na </li></ul><ul><li>selic, de modo que a manutenção de seu patamar já fora há </li></ul><ul><li>muito ‘precificada’. </li></ul><ul><li>Mas uma questão mais interessante é a seguinte: Por que o </li></ul><ul><li>COPOM decidiu manter a selic em 8,75%? </li></ul><ul><li>Na moderna teoria econômica, a explicação para os aumentos, </li></ul><ul><li>reduções e manutenções da taxa básica de juros é determinada </li></ul><ul><li>por uma equação chamada de regra de Taylor. </li></ul><ul><li>A despeito dos detalhes técnicos, o que essa equação nos diz é </li></ul><ul><li>que os juros devem subir (cair) quando a inflação esperada </li></ul><ul><li>é maior (menor) que a meta de inflação, e/ou quando o produto </li></ul><ul><li>está crescendo acima (abaixo) da sua taxa natural (taxa de </li></ul><ul><li>crescimento que não pressiona a oferta no sentido de provocar </li></ul><ul><li>aumentos no nível geral de preços). </li></ul>
  7. 7. <ul><li>No Brasil o que se verificava naquele momento era uma inflação </li></ul><ul><li>esperada abaixo do centro da meta – 4,3% contra 4,5% - e o </li></ul><ul><li>produto crescendo a uma taxa ainda bastante inferior à sua </li></ul><ul><li>taxa normal (natural, média, etc.). Uma análise mais superficial </li></ul><ul><li>da regra nos teria dito que o BACEN iria cortar os juros, mas </li></ul><ul><li>por que isso não aconteceu? </li></ul><ul><li>Um detalhe importante negligenciado nas formas mais simples </li></ul><ul><li>da regra de juros (de Taylor) – sendo a que os jornalistas </li></ul><ul><li>econômicos têm em mente, em geral – é a questão da defasagem </li></ul><ul><li>da condução e da formulação da política monetária. </li></ul><ul><li>O BACEN, seguindo os passos do FED (o Banco Central dos </li></ul><ul><li>EUA) decidiu se pela cautela: a economia vem demonstrando </li></ul><ul><li>alguns sinais de melhora, e os efeitos econômicos das últimas </li></ul><ul><li>reduções da taxa de juros ainda não foram sentidos em sua </li></ul><ul><li>plenitude na economia. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Os economistas acreditam que reduções hoje na taxa de </li></ul><ul><li>juros só são plenamente sentidas na economia depois de três </li></ul><ul><li>a seis meses. </li></ul><ul><li>Como não se sabe ainda a trajetória futura da economia </li></ul><ul><li>brasileira e, em particular, da economia mundial, o COPOM </li></ul><ul><li>decidiu pela manutenção dos juros, buscando evitar os riscos </li></ul><ul><li>de superaquecer a economia no futuro, o que exigiria </li></ul><ul><li>novas rodadas de aumentos da taxa selic. </li></ul><ul><li>O mais provável é que essa cautela se mantenha e que não </li></ul><ul><li>vejamos mais nenhuma variação na selic até o próximo </li></ul><ul><li>ano. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Vejamos agora outros aspectos da economia brasileira com base </li></ul><ul><li>no Relatório Focus (Mercado) de 4 de Setembro de 2009: </li></ul><ul><li>1. PREVISÃO DE TAXA SELIC NO FINAL DO PERÍODO </li></ul>9,25% 8,75 %
  10. 11. <ul><li>As expectativas do mercado para a selic vigente ao final de </li></ul><ul><li>2009 e 2010 mantiveram-se em 8,75% e 9,25%, </li></ul><ul><li>respectivamente. </li></ul><ul><li>Ou seja, não se esperam mais reduções na taxa nominal durante todo este ano, e uma reversão da tendência de queda a </li></ul><ul><li> partir de 2010. </li></ul>
  11. 12. 9,81 % p/ 2010 8,90 % p/2009
  12. 14. <ul><li>Expectativa. Não está ainda descartada a possibilidade de um </li></ul><ul><li>crescimento positivo marginal de 0,2%, por exemplo. </li></ul><ul><li>PARTICIPAÇÃO RELATIVA DA DÍVIDA PÚBLICA SOBRE O PIB </li></ul><ul><li>A dívida líquida do Setor Público como proporção do PIB </li></ul><ul><li>continua apresentando uma alta preocupante. </li></ul><ul><li>Entre os 2 últimos Relatórios Focus o índice de 2009 foi de </li></ul><ul><li>42,43% para 42,50%. É certo que uma variação de 0,07% não </li></ul><ul><li>chega a ter grandes significados econômicos, mas o que </li></ul><ul><li>incomoda é a MANUTENÇÃO DA TENDÊNCIA DE ALTA. </li></ul><ul><li>A boa notícia fica por conta da redução, igualmente diminuta, na projeção da variável para 2010, indo de 41% para 40,95%. </li></ul>
  13. 15. <ul><li>Espera-se que esta seja a primeira de sucessivas reduções no </li></ul><ul><li>índice, mostrando que o mercado confia na capacidade do </li></ul><ul><li>governo equacionar o problema e trazer a dívida para os baixos </li></ul><ul><li>patamares anteriores o mais breve possível. </li></ul><ul><li>Em NOTA À IMPRENSA sobre a POLÍTICA FISCAL de </li></ul><ul><li>27/08/2009, o Banco central deixa clara a piora no quadro </li></ul><ul><li>fiscal brasileiro. </li></ul><ul><li>O superávit fiscal do setor público consolidado alcançou R$ 3,2 </li></ul><ul><li>bilhões em julho. </li></ul><ul><li>Analisando-se o resultado por segmento do setor público, o </li></ul><ul><li>Governo Central registrou superávit de R$ 1,7 bilhão; os </li></ul><ul><li>Governos Regionais R$ 797 milhões e as empresas estatais R$ </li></ul><ul><li>692 milhões. </li></ul>
  14. 16. <ul><li>No ano, o superávit acumulado alcançou R$ 38,4 bilhões (2,25% </li></ul><ul><li>PIB) registrando queda correspondente a 3,38 p.p. do PIB em </li></ul><ul><li>relação ao mesmo período de 2008. </li></ul><ul><li>A queda na arrecadação das receitas federais influenciada pelo </li></ul><ul><li>menor nível de atividade e pelas medidas de desoneração </li></ul><ul><li>adotadas para fazer frente a crise financeira internacional </li></ul><ul><li>segue repercutindo sobre o resultado acumulado no ano. </li></ul><ul><li>No acumulado em 12 meses, o superávit alcançou R$ 52,1 </li></ul><ul><li>bilhões (1,76% do PIB), comparativamente a R$ 60 bilhões </li></ul><ul><li>(2,4% do PIB) registrados em junho </li></ul>
  15. 17. <ul><li>NÍVEIS POSSÍVEIS DE TAXA DE JUROS </li></ul><ul><li>No mercado de juros futuros, </li></ul><ul><li>os negócios transcorreram na </li></ul><ul><li>data base com estabilidade </li></ul><ul><li>nas taxas mais curtas e </li></ul><ul><li>aumentos no preço dos </li></ul><ul><li>contratos mais longos. </li></ul><ul><li>Vejamos os principais </li></ul><ul><li>contratos negociados: </li></ul>9,70 9,71 01/2001 8,92 8,94 07/2010 8,74 8,75 04/2010 8,64 8,64 01/2010 8,63 8,63 11/2009 8,63 8,63 10/2009 Taxa anterior % Taxa Atual % Vencimento

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